quinta-feira, 23 de janeiro de 2025

Fator X na análise fundamentalista

 O Factor X na análise fundamental 


Quando queremos fazer um investimento em acções há vários modelos que podemos utilizar, existem basicamente duas escolas: a análise fundamental e análise técnica. A primeira implica o estudo dos elementos económicos e financeiros da acção e a segunda implica encontrar padrões da acção nos mercados financeiros e prever a sua evolução. 


Sem entrar em detalhes sobre as duas análises proponho fazer uma observação sobre a Tesla. Esta empresa produz EV e outros serviços tecnológicos. Um analista experiente diria que é inútil usar a análise fundamental na Tesla. Isto porque os fundamentos da empresa tornam impossível prever a incrível valorização da empresa na bolsa. 


E porquê? Existe um "factor X" que escapa a qualquer modelo racional. Esse factor X simplificando chama-se Elon Musk. É um pouco mais complicado do que isto, mas vamos entender o que é o factor X. É um factor que não pode ser integrado numa análise objectiva mas que tem um peso fundamental nos resultados. 


Verifica-se isto no futebol por exemplo. O peso da marca do clube pode influenciar o árbitro e levar a uma vitória num jogo. Mesmo que nos fundamentos do resultado os clubes até nem sejam muito diferentes. O factor x é o elemento humano ou o peso da marca. A Apple é outro exemplo, como quantificar o Factor X chamado Steve Jobs e o seu papel no factor x que é hoje a marca Apple?


O Factor X muitas vezes implica uma análise que não pode ser puramente objectiva. É um elemento muito difícil de quantificar ou mesurar. A Tesla em termos formais parece um péssimo investimento, mas a realidade é que quem investiu na Tesla ganhou uma fortuna.

Prensa 2301

 Manchetes desta quinta-feira


São Paulo, 23/01/2025 - A seguir, as manchetes desta quinta-feira dos principais jornais brasileiros e do mundo:


O Estado de S.Paulo (SP)


Veto de Lula taxa fundos que investem em imóveis e no agro


Folha de S.Paulo (SP)


Sem tarifas de Trump, dólar fecha abaixo de R$ 6 pela primeira vez em 42 dias


Valor Econômico (SP)


Dólar abaixo de R$ 6 com sinais mais brandos de Trump para tarifas


O Globo (RJ)


Trump dificulta acesso pelo México e restringe direitos de imigrantes


The New York Times (EUA)


EUA poderão punir resistência local sobre imigração


The Wall Street Journal (EUA)


Musk joga água fria em projeto de Trump para IA


The Washington Post (EUA)


Trump interrompe asilo e vai mandar mais tropas


Financial Times (RU)


Trump paralisa fundos de infraestrutura de US$ 300 bilhões enquanto abandona agenda ambiental de Biden


El País (ESP)


PP e Junts derrubam alta das pensões e auxílio ao transporte


Correio Braziliense (DF)


Política de Trump ameaça ações mundiais de saúde


Zero Hora (RS)


Trump ameaça Rússia com sanções se Putin não encerrar guerra na Ucrânia


A Tarde (BA)


Blocos contestam redução de trios na folia da Barra


Diário do Nordeste (CE)


45% de chance de chuva dentro da média


Broadcast+

Mario Mesquita, do Itaú BBA

 🌎 Impacto de Trump no Brasil deve ser limitado, diz Itaú BBA  


O economista-chefe do Itaú BBA, Mario Mesquita, afirmou que o impacto inicial das políticas de Trump no Brasil será baixo, já que o país tem déficit comercial com os EUA, reduzindo a chance de ser alvo de tarifas. México e Canadá devem sentir efeitos mais intensos.  


Mesquita destacou que o real está subvalorizado, com câmbio justo estimado em R$ 5,70, mas enfrenta pressões devido ao dólar forte, maior prêmio de risco doméstico e déficit em conta corrente, que chegou a 3,3% do PIB.  


Sobre juros e inflação, o Itaú prevê taxas ainda altas, com o Banco Central comprometido com o regime de metas, apesar das incertezas globais causadas por decisões vindas de Washington, que podem impactar o comércio e o crescimento global.

BDM Riscala Matinal 2301

 *Rosa Riscala: Sem agenda, tarifas de Trump continuam no foco*


… A participação virtual de Trump no Fórum de Davos, prevista para 13h (BSB), é o destaque dos mercados, em mais um dia sem agenda. O presidente dos EUA estaria planejando responder a perguntas de executivos europeus, segundo fontes da agência DJ. E é aí que mora o perigo. Ele vai falar de tarifas? Vai continuar brando e estratégico como se mostrou até agora? Trump pegou leve com a China, derrubando o dólar para baixo dos R$ 6, mas já ameaçou o México, o Canadá e agora a Rússia. “Tem que acabar logo com essa guerra ridícula [com a Ucrânia] ou sofrerá sanções e tarifas dos EUA.” O Kremlin não se abalou e disse que não tem pressa. Está todo mundo dizendo que Trump só está blefando e isso não é bom para o jogo. Uma hora dessas, ele pode querer provar que com ele ninguém brinca.


… A percepção de que as coisas vão acontecer de forma mais tranquila no segundo governo de Trump é muito prematura e recomenda um otimismo cauteloso. Os mercados vão vivendo um dia de cada vez, sabendo que enfrentam o risco de volatilidade.


… Análise publicada ontem pela Eurasia aponta que a UE pode propor uma cooperação mais estreita com os EUA contra a China, na tentativa de agradar Trump e evitar as tensões comerciais para o seu lado.


… Para o Brasil, a grande notícia é o cuidado que Trump está mostrando com a China, tanto é que, apesar da queda do minério de ferro e do petróleo, a menção à alíquota de 10% não impediu uma forte correção do câmbio (abaixo).


… Agora é esperar 1º de fevereiro para ver se a ameaça de tarifa de 25% aos produtos importados do Canadá e do México se concretiza.


… Se Trump continuar legal, é possível que a aposta em tarifas mais brandas limite o impacto inflacionário e retome a discussão de que o Fed possa cortar os juros em ritmo menos conservador. Na próxima semana, tem Superquarta, com Fomc e Copom.


… Um dólar mais fraco frente ao real melhora a perspectiva para o resultado da balança comercial brasileira.


… Dados preliminares divulgados ontem pelo BC revelaram que fluxo cambial do Brasil foi negativo em US$ 3,804 bilhões de 1º a 17 de janeiro. O canal financeiro teve saída líquida de US$ 2,127 bilhões e o comercial, saldo negativo de US$ 1,677 bilhão.


… Os números porém, são anteriores à posse de Trump, no dia 20, e podem melhorar daqui para frente.


FORÇANDO A BARRA – De olho na popularidade de Lula em ano pré-eleitoral, o governo já assume abertamente os seus planos, antecipados pelo Valor, de baixar a inflação à força, começando pelos preços dos alimentos.


… O jornal informou que o governo estuda medidas que envolvem corte de taxas de juros cobradas pelas lojas nos cartões de vale-alimentação e venda de remédios em supermercados, para ampliar escala e reduzir custos.


… Segundo a reportagem, em reunião no Palácio do Planalto em novembro, indústrias e varejistas passaram ao presidente Lula um conjunto de sugestões para amenizar as pressões na inflação dos alimentos.


… O ministro Rui Costa (Casa Civil), que agora virou uma espécie de porta-voz da esperança e deu de falar de tudo, confirmou ontem em entrevista que o governo “vai fazer intervenções que barateiem os alimentos”.


… Horas depois, a sua pasta foi obrigada a emitir uma nota para corrigir a trapalhada do tom da declaração, desmentindo que esteja em discussão uma “intervenção de forma artificial” para reduzir os preços dos alimentos.


… À noite, falando à CNN, o ministro consertou as palavras, disse que não haverá “intervenções”, mas “medidas”.


… Só troca seis por meia dúzia, muda para deixar igual, já que a essência é a mesma. A economista Andrea Damico, CEO da consultoria Buysidebrazil, diz ver com muita preocupação a tentativa de baixar a inflação “na marra”.


… “O que funciona para controlar preço, qualquer que seja, para controlar a inflação, é a política monetária. Qualquer outro tipo de medida alheia a essa não funciona, nem empiricamente, nem teoricamente”, acredita.


… Ela reforça que a atribuição de perseguir a meta de inflação se deve exclusivamente ao BC e relembra o case de Dilma Rousseff, que tentou represar os preços de energia e gasolina, e depois viu uma explosão dos administrados.


… Alexandre Maluf, economista da XP, concorda que, historicamente, intervenções contra a inflação não são bem-sucedidas. Andrea Angelo, estrategista da Warren, duvida que as medidas cogitadas reduzam os preços.


… Rui Costa disse que o governo deve fazer nesta semana reuniões com ministérios para afunilar uma proposta para conter a alta do preço dos alimentos e confirmou que a redução da taxa do vale alimentação está em estudo.


… Já a mudança da data de validade dos produtos, proposta pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), dificilmente será adotada, segundo ele, e a venda de remédios em supermercados precisa ser discutida com a Saúde.


MAIS AGENDA – Num dia sem indicadores mais relevantes, NY observa o número de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA (10h30), que devem aumentar em 2 mil, para 219 mil.


… Os estoques americanos de petróleo devem cair 500 mil barris, no dado que o DoE divulga às 13h. A Comissão Europeia informa o Índice de Confiança do Consumidor de janeiro, que deve ficar em -14, de -14,6 em dezembro.


… O BC da Turquia decide juros (8h), com expectativa de queda a 45% ao ano, contra 47,5% atualmente.


… À noite, o Japão informa o CPI de janeiro (20h30) e os PMIs da indústria, dos serviços e composto medidos pela S&P Global e o Jinbun Bank (21h).


… Por aqui, o presidente Lula se reúne (15h) com os ministros Fernando Haddad (Fazenda), Rui Costa e Sidônio Palmeira (Secom). A FGV informa o IPC-S da 3ª quadrissemana de janeiro (8h). O CMN se reúne às 9h.


AFTER HOURS – A Alcoa teve lucro e receita acima do esperado no 4Tri24 e guidance positivo, mas a ação recuou 1,37% no after hours de NY, depois de uma reação inicial positiva.


… A companhia teve lucro líquido de US$ 202 milhões no último trimestre do ano passado e lucro por ação ajustado de US$ 1,04, acima da projeção de US$ 0,95.


… A receita foi de US$ 3,5 bilhões no período, também acima do projetado, de US$ 3,3 bilhões.


…  A Alcoa espera que a produção total do segmento de alumínio em 2025 fique entre 2,3 e 2,5 milhões de t, mais que em 2024. Os embarques do metal devem variar entre 2,6 e 2,8 milhões de t.


ROUND 6 – A briga em torno do piso psicológico dos R$ 6 foi finalmente vencida, com o dólar à vista furando esta marca e atingindo a menor cotação em quase dois meses. O ímpeto vendedor teve dois drivers: Trump e a taxa Selic.


… A mudança de tom do presidente dos EUA no discurso protecionista, não tão radical na ameaça de aplicação de tarifas aos chineses, repercute bem entre os emergentes, com o risco mais esvaziado de guerra comercial.


… Ainda é cedo para confiar, mas a abordagem bem menos agressiva de Washington traz à tona a esperança de impacto inflacionário menor com as tributações mais leves, abrindo espaço para mais cortes de juro pelo Fed.


… O cenário vai se tornando ideal para o carry trade, com os investidores inclinados a tomar dinheiro emprestado em um país com juros mais baixos (EUA) e investir em outro que ofereça taxas mais altas, como é o nosso caso.


… Nesta mudança de rotação, o capital estrangeiro já tem demonstrado maior interesse em voltar para cá.


… O Copom não pode dar mole, já tem na agulha pelo menos mais duas doses de alta de 1pp da Selic (semana que vem e em março) e o guidance deve continuar conservador, diante da inflação desancorada e todo o ruído fiscal.


… O JPMorgan estima que o próximo comunicado do Copom deve indicar que a porta está aberta para continuar aumentando a Selic até o 2Tri. O banco acredita que o balanço de riscos exige juro básico terminal acima de 15,25%.


… Analistas do JP avaliam que a perspectiva inflacionária para o ano piorou, devido à combinação de PIB acima do potencial, choque no preço dos alimentos, efeitos de repasse cambial de 2024 e impactos de indexação nos preços.


… Em tom menos pessimista, um estudo publicado pela Oxford Economics aponta que, apesar dos temores do mercado financeiro e da recente depreciação do real, o Brasil não entrou num quadro de dominância fiscal.


… Diante da Selic atrativa e de Trump 2, que não tem confirmado sua fama de mau, operadores no Broadcast identificam desmontagem de posição comprada no câmbio futuro por estrangeiros e investidores institucionais.


… Desde novembro, o dólar não atingia um patamar tão baixo de fechamento como o de ontem, a R$ 5,946, em queda firme de 1,40%. Para o economista-chefe do Itaú BBA, Mario Mesquita, o valor justo seria R$ 5,70.


… Ele disse ao Valor que não viu até agora nenhuma manifestação de Galípolo de se desviar das regras do jogo do regime de metas. “A diretoria atual vai continuar perseguindo a meta e isso demanda aperto de juros mais intenso.”


… De um lado, a curva do DI tentou ontem devolver prêmio junto com o alívio no câmbio, mas as taxas mais curtas e médias tiveram menor margem para cair e acabaram fechando perto da estabilidade, porque a Selic ainda vai longe.


… No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,920% (de 14,925% no fechamento anterior); Jan/27, 15,165% (de 15,155%); Jan/29, 14,995% (de 15,020%); Jan/31, 14,960% (de 15,000%); e Jan/33, 14,880% (14,940%).


EFEITO REVERSO – Ao invés de faturar o alívio com o dólar abaixo de R$ 6, o Ibovespa caiu de leve, tendo as forças roubadas pelas empresas exportadoras, que justamente enfrentam perdas quando o real testa uma recuperação.


… Boa parte da produção da Vale é vendida no mercado internacional, o que ajudou a justificar ontem o desempenho bastante negativo do papel (ON, -2,52%, a R$ 52,66), figurando entre as piores perdas do dia.


… Em menor medida, também a queda do minério de ferro (-0,44%) influenciou. Ainda entre as companhias exportadoras, CSN Mineração perdeu 1,33% (R$ 5,19), Suzano caiu 1,60% (R$ 61,40) e Embraer, -2,10% (R$ 61,15).


… Descolado do exterior, o Ibovespa quebrou a sequência de quatro altas consecutivas e caiu 0,30%, abaixo dos 123 mil pontos (122.971,77). O volume financeiro continuou baixo e somou só R$ 19,2 bilhões.


… Em linha com o petróleo, Petrobras ON recuou 1,01% (R$ 41,13), na mínima, e PN caiu 0,56% (R$ 37,09).


… O Brent/março cedeu 0,36%, a US$ 79,00/barril, a 5ª queda seguida, ainda sob o efeito das medidas de Trump para o setor de energia, que podem elevar a oferta.


… Em meio ao recuo do dólar e da cotação do petróleo, a defasagem de preços da Petrobras diminuiu, segundo a Abicom. A do diesel recuou de 28% no pico da semana passada para 24% e a da gasolina, de 13% para 12%.


… Mas não se sabe se isso fará diferença para um potencial reajuste dos combustíveis, que pode ser discutido semana que vem. Ontem, Rui Costa reiterou que a estatal tem autonomia para decidir sobre os preços.


… Bancos fecharam sem direção única. Banco do Brasil subiu 1,83% (R$ 26,13) e Santander ganhou 1,28% (R$ 25,36). Bradesco PN perdeu 1,37% (R$ 11,48), Bradesco ON caiu 1,12% (R$ R$ 10,63) e Itaú desvalorizou 0,37% (R$ 32,61).


… Azul foi a maior alta do pregão, com +6,98% (R$ 4,60), após o anúncio da empresa sobre o encerramento e o resultado das ofertas para troca de notas existentes.


… CVC subiu 6,36% (R$ 1,84) e LWSA ganhou 5,66% (R$ 3,36). No lado negativo, os destaques ficaram com RD Saúde (-4,52%; R$ 20,91), Brava Energia (-4,13%; R$ 23,70) e Minerva (-3,42%; R$ 4,80). 


BRILHO TECH – O anúncio do projeto Stargate, de infraestrutura de IA, que envolve investimento de US$ 500 bi, animou Wall Street, que voltou os olhos novamente para as ações de tecnologia.


… Embora a iniciativa anunciada por Trump tenha ganhado críticas de Musk, que disse que as empresas “não têm dinheiro de verdade” para o projeto, o mercado gostou.


… O Nasdaq puxou as altas, subindo 1,28% e reconquistando os 20 mil pontos (20.009,34). Oracle (+6,75%) e SoftBank (+11,37%), envolvidos na iniciativa, foram bem. Entre as big techs, Nvidia (+4,43%) se destacou.


… Netflix também embalou NY. Com mais de 300 milhões de assinantes no mundo no 4tri24, a ação disparou 9,69%.


… O rali nas techs com o otimismo da IA e os balanços levaram o S&P 500 a um novo recorde (6.100 pontos) durante a sessão. O índice fechou perto disso, a 6.086,27 pontos (+0,61%). O Dow Jones subiu 0,30%, a 44.156,73 pontos.


… Mas à CNBC, o CEO do JPMorgan, Jamie Dimon, disse haver sinais de que o mercado de ações está superaquecido. “Os preços dos ativos estão meio inflacionados. Você precisa de resultados muito bons para justificar esses preços”.


… Depois de o S&P 500 subir 24% em 2023 e 23% em 2024, há todo um debate sobre até que ponto o mercado pode ir sem uma correção significativa. Ainda mais porque os ganhos têm se concentrado nas techs.


… Ontem, por exemplo, apenas dois dos 11 setores do índice tiveram alta.


… Em nota, estrategistas do BlackRock Investment Institute disseram que “mesmo com juros mais altos, achamos que as ações podem continuar subindo, desde que os fundamentos permaneçam fortes.”


… Depois de uma sequência de quedas, os rendimentos dos Treasuries se ajustaram em alta. O da note de 2 anos subiu a 4,295% (de 4,274% na sessão anterior) e note de 10 anos avançou a 4,602% (de 4,578%).


… O índice dólar (DXY) mostrou oscilação contida pela segunda sessão seguida, com alta de 0,10%, a 108,167 pontos.


… O euro ficou estável (-0,03%), em US$ 1,0417, e a libra esterlina seguiu o mesmo caminho (-0,09%), a US$ 1,2321. O iene caiu 0,62%, a 156,448/US$.


EM TEMPO… USIMINAS captou US$ 500 milhões em bonds em oferta com demanda superior a US$ 2 bilhões, com taxa de 7,75% e prazo de sete anos, segundo agências de notícias.


LOJAS RENNER. Citi cortou preço-alvo de R$ 18,50 para R$ 17, mantendo recomendação de compra. Na prévia do 4Tri24, estimativa para crescimento de vendas nas mesmas lojas caiu de 12,9% para 10%, segundo o banco.


ALPARGATAS fará o resgate facultativo total das debêntures da 1ª série da 2ª emissão, tendo desembolso total de R$ 566 milhões. Serão resgatadas 550 mil debêntures e o pagamento ocorrerá no dia 30 de janeiro.


XP aprovou 1ª emissão de notas comerciais no valor de R$ 1,1 bilhão. Prazo será de 365 dias após a emissão.


TENDA. Itaú Unibanco reduziu participação acionária na empresa a 4,12%. No último formulário de referência, de 10 de janeiro, a participação do banco era de 7,82% dos papéis ordinários.


TECNISA. Vendas contratadas líquidas caíram 29,5% no 4Tri24, a R$ 138 mi, na comparação com o 4tri23. Valor integral das vendas foi de R$ 232 mi, alta de 3,3% no período. A companhia não realizou lançamentos no 4Tri24.


COSAN fará o resgate antecipado facultativo total da 1ª série da 3ª emissão de debêntures no dia 6 de fevereiro.


AUTOMOB informou que José Cezario Menezes de Barros Sobrinho renunciou ao cargo de diretor de RI. Para ocupar a função, a companhia elegeu Antonio da Silva Barreto Junior.


CCR ROTA SOROCABANA fará a 1ª emissão de debêntures, no valor de R$ 2,05 bilhões. Prazo de vencimento será de 60 dias contados da data de emissão.


PARANAPANEMA destituiu João Nogueira Batista dos cargos de diretor-presidente e de RI. Marcelo Vaz Bonini, atual diretor financeiro, acumulará o cargo de RI e o comando da empresa até a eleição de um novo diretor-presidente.

Bankinter Portugal 2301

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: O mercado evolui demasiado bem. Trump está focado na imigração, que é a parte mais populista da sua política e a menos realizável na prática, além de ser a que menos afeta o mercado a curto prazo. Por isso, o mercado encaixa-o bem, e apoiado por resultados 4T 2024 cujo saldo melhora pouco a pouco, sobe até com alguma força. Porque em 2025, o ES-50 já leva +6,3%, o S&P500 +3,5% e o Nq-100 +4%... e isso parece um pouco autocomplacente e até arriscado. Mas os bons resultados e a aterragem pouco agressiva de Trump no que realmente afeta o mercado (impostos alfandegários, impostos, desregulação) permitem que as bolsas se animem e subam, com a tranquilidade de que a diminuição do risco percebido em relação ao contexto estabilize as yields das obrigações em níveis aceitáveis (Bund 2,50%; T-Note 4,60%), e isso é a chave para que a elevada liquidez caminhe em positivo, com tom comprador. 

 

HOJE um pouco mais fraco: -0,2%? Noruega repetirá a Taxa Diretora em 4,50%, às 9 h, esperando até março para baixar. Isto é, passará despercebido, embora tenhamos de observar. GE publicará na pré-abertura americana (14:30 h): EPS esperado 1,041$. E no fecho (21 h), Intuitive Surgical (1,811$). Publicam outras empresas também, mas estas duas são as importantes. Com 65 empresas publicadas, o EPS do S&P500 melhora até +8,1% vs. +7,5% esperado. E J&J e P&G publicaram ontem, batendo expetativas, enquanto Abbott bastante em linha. Com poucas referências e após as recentes subidas, hoje as bolsas irão parar para observar, sem que as yields das obrigações se elevem, à espera de alguns assuntos importantes de amanhã. Dia de trâmite um pouco em baixa, provavelmente. 

 

AMANHÃ terminaremos a semana com um notável aumento da inflação no Japão (+3,4% vs. +2,9%), que forçará o BoJ a subir a Taxa Diretora, também amanhã, em +25 p.b., até 0,50% (atribuímos 70% de probabilidade). Sairão PMIs Industriais em todo o mundo, talvez a melhorar umas décimas (todos em zona de contração económica, mas os EUA poderão colocar-se nos 50 pontos, em expansão). E publicarão, às 12 h, Verizon e Amex, como referências corporativas mais importantes. Mas o mercado não fará nada destacável, porque a atenção está na próxima semana, que é importante e capaz de mover o mercado: publicarão 5 das 7 Magníficas; na quarta-feira (29) a Fed repetirá em 4,25%/4,50% depois de ter vindo a baixar desde setembro; e na quinta-feira (30), o BCE baixará -25 p.b até 2,75%/2,90%... sendo o mais importante a possível nova abordagem mais cautelosa em relação a futuras descidas de taxas de juros, embora com sério debate interno e sem que possamos considerar nada garantido devido à dispersão de opiniões e visões que há no Conselho do BCE. 

 

É provável que hoje e amanhã sejam dias fracos, sem deterioração relevantes, mas sem vontade, porque a atenção já está na próxima semana, que é francamente importante.  

 

S&P500 +0,6% Nq-100 +1,3% SOX +1,7% ES-50 +0,8% IBEX -0,4% VIX 15,1 Bund 2,50% T-Note 4,60% Spread 2A-10A USA=+31pb B10A: ESP 3,13% PT 2,93% FRA 3,26% ITA 3,60% Euribor 12m 2,493% (fut.2,375%) USD 1,040 JPY 162,9 Oro 2.753$ Brent 78,6$ WTI 75,1$ Bitcoin -1,7% (102.280$) Ether -1,6% (3.205$). 

 

FIN

quarta-feira, 22 de janeiro de 2025

Call Matinal ConfianceTec 2201

 CALL MATINAL CONFIANCE TEC

22/01/2024 

Julio Hegedus Netto, economista

 

MERCADOS EM GERAL


FECHAMENTO DE TERÇA-FEIRA (21/01)

MERCADO BRASILEIRO


O Ibovespa, na terça-feira (21), fechou em alta de 0,39%, aos 123.398 pontos. 


Já o dólar à vista operou em queda de 0,40%, a R$ 6,037.


PRINCIPAIS MERCADOS, 07h00


Índices futuros dos EUA operam em alta nesta quarta-feira (22), refletindo otimismo com mais gastos em inteligência artificial (IA), a compensarem as incertezas sobre tarifas mais elevadas.


🇺🇸EUA:

Dow Jones Futuro, +0,10%

S&P 500 Futuro, +0,37%

Nasdaq Futuro, +0,77%


Ásia-Pacífico:

Shanghai SE (China🇨🇳), -0,89%

Nikkei (Japão🇯🇵), +1,58%

Hang Seng Index (Hong Kong), -1,63%

Kospi (Coreia do Sul🇰🇷), +1,15%

ASX 200 (Austrália🇦🇺), +0,33%


Europa:

FTSE 100 (Reino Unido🇬🇧), +0,09%

DAX (Alemanha🇩🇪), +0,66%

CAC 40 (França🇫🇷), +0,43%

FTSE MIB (Itália🇮🇹), +0,24%

STOXX 600🇪🇺, +0,29%


Commodities:

Petróleo WTI, -0,33%, a US$ 75,58 o barril

Petróleo Brent, -0,20%, a US$ 79,13 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, -0,44%, a 800,50 iuanes (US$ 110,09).


NO DIA, 22/01


Em dia de agenda vazia no exterior, destaque para o Fórum de Davos, na Suíça, com a participação da presidente do BCE, Christine Lagarde. 


Nos EUA, a expectativa é de que Trump seja menos agressivo nas tarifas. Ontem à noite, ele disse que estuda uma sobretaxa de 10% para a China, “provavelmente” no dia 1º/2, data marcada também para as tarifas ao México e Canadá. Por aqui, temos a divulgação do fluxo cambial semanal do BC no início da tarde, enquanto os ativos vão no embalo de NY.


AGENDA, 22/01


Indicadores:

08h00. Brasil🇧🇷/FGV: Boletim Icomex - dezembro

14h30. Brasil🇧🇷/BC: Fluxo cambial semanal.


Eventos:

08h00. Rui Costa (Casa Civil) participa do programa de rádio 'Bom dia, ministro', da EBC

11h00. Presidente Lula participa de evento de assinatura do contrato de concessão da BR-381/MG

12h15. Christine Lagarde (BCE) participa de conversa em Davos

20h00. Coreia do Sul🇰🇷/BoK: PIB do quarto trimestre.                

                               

Julio Hegedus Netto, economista da ConfianceTec 

 

Boa quarta-feira e bons negócios!

Bankinter Portugal 2201

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: ONTEM, a bolsa na Europa e as obrigações mantiveram-se quase planas enquanto esperavam para ver a reação de Wall St. após a tomada de posse de Trump e conhecer os seus primeiros passos. O Indicador de Sentimento ZEW alemão retrocedeu mais do que o esperado, mas passou para segundo plano e tampouco acrescentava grandes surpresas sobre a má perceção da economia alemã. O T-Note relaxou -5 p.b. até 4,58%, desvanece-se o medo de um aumento para 5%, e a bolsa americana recuperou; os mercados nos EUA beneficiaram da posição inicial de Trump mais pacífica do que o esperado em relação a impostos alfandegários e à perspetiva de que o preço do petróleo bruto caia ao som de “drill, baby drill”. As bolsas avançavam impulsionadas pelo bom tom de resultados empresariais (Charles Schwab, 3M, D.R. Horton) e dos ares de desregulação e pró-crescimento, um bom presságio para o novo mandato de Trump. Destacavam as pequenas e médias empresas, com mais negócio local e que beneficiarão, a priori, mais do espírito protecionista e do mantra “MAGA” (Make America Great Again). À última hora, um anúncio de Trump de um plano de investimento privado de 500.000M$ a 5 anos em IA animou também a tecnologia e as elétricas que fornecerão a energia necessária. 

 

HOJE os resultados mandam: Netflix sobe +14,4% em aftermarket após conseguir o maior aumento trimestral de subscritores da sua história no 4T (18,9M novos utilizadores, mais do dobro do esperado) e bate resultados. Também bate United Airlines (+3,6%). Na Europa, Adidas, após o fecho, antecipa resultados muito bons do 4T (ADR +6,7% em Nova Iorque) e Iberdrola anuncia, em Davos, que pode aumentar muito o seu dividendo a cada ano. A perspetiva de que os EUA aumentem os investimentos em IA continua a dar brilho à tecnologia. Hoje não há referências relevantes, temos o Indicador Adiantado nos EUA (15 h) de dezembro e deverá cair um pouco, mas sem afetar o mercado. Vários membros do BCE falam hoje em Davos: Villeroy (09:15 h), Knot (10:30 h), Lagarde (15:15 h), Nagel (18:30 h), mas a descida de -25 p.b. a 30 de janeiro parece praticamente certa, e os discursos acrescentarão entre pouco e nada. Perante a ausência de dados macro, mandam os resultados empresariais que, nos EUA, já crescem +7,9%. Hoje as bolsas continuarão a subir, a inércia é positiva e o mercado começa a pensar nos resultados de 5 das 7 Magníficas e nos bancos centrais que publicam na próxima semana. 

 

S&P500 +0,9% Nq100 +0,6%. NY cerrado. ES-50 +0,03% IBEX -0,1% VIX 15,1 Bund 2,51% T-Note 4,58% Spread 2A-10A USA=+30pb B10A: ESP 3,14% PT 2,92% FRA 3,27% ITA 3,59% Euribor 12m 2,489% USD 1,041 JPY 162,1 Ouro 2.745$ Brent 79,3$ WTI 75,5$ Bitcoin +4,2% (106.788$) Ether +1,6% (3.332$). 

 

FIM

Ailton Braga

  Hoje, 02/02/2026, saiu no Blog do IBRE da FGV, artigo meu em que faço análise da interação entre política fiscal e política monetária, a p...