*BC COBRA O FISCAL.* O comunicado do Copom é quase um copy e cola do anterior, embora o BC tenha confirmado as expectativas do mercado com aumento do ritmo de alta da Selic, para 50pbs. Mas o texto apontou o fiscal como o ponto de maior preocupação, de forma sutil e entre vírgulas, mas apontou, ao afirmar que a percepção dos agentes econômicos sobre o cenário fiscal tem afetado, *"de forma relevante"*, os preços de ativos e as expectativas dos agentes, *"especialmente o prêmio de risco e a taxa de câmbio"*. Na sequência, o Copom cobra *"a apresentação e execução de medidas estruturais para o orçamento fiscal"* de modo a contribuir para a ancoragem das expectativas de inflação e para a redução dos prêmios de risco dos ativos financeiros, consequentemente impactando a política monetária. *(Rosa Riscala)*
Sou Economista com dois mestrados, cursos de especialização e em Doutoramento. Meu objetivo é analisar a economia, no Brasil e no Mundo, tentar opinar sobre os principais debates da atualidade e manter sempre, na minha opinião essencial, a independência. Não pretendo me esconder em nenhum grupo teórico específico. Meu objetivo é discorrer sobre varios temas, buscando sempre ser realista.
quarta-feira, 6 de novembro de 2024
Matinal MZ
🇺🇸🇧🇷🗳️📊 Vitória Republicana nos EUA e Seus Impactos nos Mercados e no Brasil #morningcall
As eleições nos *Estados Unidos* caminham para um desfecho com elevada probabilidade de uma vitória dos *Republicanos* na Presidência, no Senado e na Câmara dos Deputados. A vitória de *Donald Trump* parece irreversível neste momento, com o candidato precisando de apenas *três votos no Colégio Eleitoral* para confirmar sua reeleição. O Senado já é republicano, e a Câmara dos Deputados também tende a ficar sob controle do mesmo partido.
Os *ativos de risco* estão reagindo de maneira clássica a esse cenário: há uma *forte alta nas bolsas de valores*, *valorização do dólar*, aumento nos preços das *criptomoedas* e *elevação das taxas de juros*. Em teoria, um governo Trump, com apoio do Senado e da Câmara, poderia aprovar um grande pacote de *desregulamentação*, implementar um *aumento expressivo de tarifas* contra parceiros comerciais, promover *cortes de impostos para o setor corporativo*, apoiar os *ativos de criptomoedas* e dar um suporte geral ao *crescimento econômico americano*.
No entanto, essas medidas podem levar a uma possível *deterioração fiscal* e exercer *pressão inflacionária*. É importante ter cautela ao projetar esses cenários antes de termos uma noção clara do que será efetivamente implementado. Além disso, o *pano de fundo econômico atual*, a *fase do ciclo econômico* e o *nível inicial dos preços dos ativos de risco* são fatores determinantes que precisam ser considerados.
Para o *Brasil*, esse ambiente é mais desafiador. A perspectiva de políticas protecionistas e a valorização do dólar podem impactar negativamente a economia brasileira. Por isso, torna-se ainda mais crucial a implementação de um *pacote fiscal robusto, crível, viável e concreto* para *pacificar as expectativas do mercado* e *ancorar os ativos brasileiros*, evitando uma rodada adicional e acentuada de *depreciação*.
Em resumo, embora a possível vitória republicana nos EUA esteja movimentando os mercados globais, é fundamental aguardar a confirmação oficial e as primeiras diretrizes do novo governo para avaliar os impactos reais na economia internacional e nas relações comerciais. O Brasil, por sua vez, precisa reforçar sua disciplina fiscal para enfrentar os desafios que se desenham no cenário externo.
@FilipeVillegas
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Novus Capital
Nosso economista-chefe, Tomás Goulart, publica mais um artigo no Valor Econômico em uma data estratégica: dia de decisão do Copom e definição das eleições nos Estados Unidos. No texto, ele aborda os desafios fiscais enfrentados por países como Estados Unidos, Reino Unido e Brasil, destacando o impacto direto desses obstáculos nas políticas monetárias dessas economias.
Confira o artigo completo!
https://novuscapital.com.br/2024/11/06/e-tempo-de-fiscal/
Cristiano de Oliveira, Banco Pine
Primeiro, Trump anunciou uma forte política de corte de tributos para empresas americanas, acompanhada de uma escalada nas tarifas de importação para produtos estrangeiros. Tal medida visa estimular o crescimento interno, mas pode prejudicar as exportações de diversos países. Além disso, há uma grande probabilidade de que se inicie um novo conflito comercial com a China, visto que essa tensão marcou seu primeiro mandato. O protecionismo americano tem repercussões importantes para o comércio global.
Nesse contexto, um confronto renovado entre Estados Unidos e China pode criar uma oportunidade para o Brasil ampliar suas exportações ao gigante asiático, como já ocorreu anteriormente. Com um mercado chinês menos abastecido pelos produtos americanos, o Brasil tende a ser favorecido, especialmente no setor de commodities. Isso pode significar um alívio para o setor de grãos, que vem enfrentando dificuldades com o excesso de oferta internacional e a consequente queda dos preços.No entanto, essa expansão comercial vem acompanhada de um efeito colateral: combinada com uma política fiscal expansionista deve manter os juros americanos elevados, afetando a taxa de câmbio e criando pressões inflacionárias sobre o Real. Para o Brasil, que já lida com uma desvalorização do câmbio por questões internas, isso pode significar uma intensificação da alta do dólar e uma pressão adicional sobre os juros domésticos.
Em segundo lugar, essa combinação de fatores externos pode colocar o governo brasileiro em uma encruzilhada fiscal. Com um dólar forte e juros americanos em patamares elevados, manter o equilíbrio fiscal se torna essencial para evitar uma crise econômica.
O cenário exige um ajuste fiscal rigoroso, com cortes reais de despesas e uma disciplina orçamentária que evite o aumento explosivo da dívida pública e suas consequências. Sem essa resposta, o Brasil corre o risco de ver uma crise econômica se acelerar, tal como já ocorreu no governo Dilma, com uma recessão acompanhada da perda de poder de compra da população.
A vitória de Trump, portanto, não representa uma ameaça à democracia nem por lá e nem por aqui, mas tampouco é um evento isolado. Ela reforça a urgência com que o Brasil precisará enfrentar uma série de desafios econômicos.
Bom, as peças estão no tabuleiro e, agora, cabe ao governo brasileiro decidir como irá jogar. Será que jogará para vencer ou para perder?
Jogo de cena
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2024/11/stf-nao-resistira-a-vento-contra-de-trump-e-deixara-bolsonaro-disputar-as-eleicoes-de-2026-dizem-aliados.shtml
Mônica Bergamo é uma esquerdista dissimulada.
Claro q o PT prefere o ogro, no apice da sua boçalidade, numa eleição. Puro jogo de cena.
Tarcísio é um trator de conhecimento, competência, pragmatismo...vai triturar o velho cachaceiro, cansado e ignorante. Simples assim.
Fabio Alves
FÁBIO ALVES: COM VITÓRIA DE TRUMP, OS NOVOS CÁLCULOS DE LULA
Assim como Xi Jinping deve estar fazendo neste momento lá na China, aqui o presidente Lula também terá que fazer novos cálculos sobre o seu governo, inclusive o impacto político que a vitória indiscutível de Donald Trump na eleição dos Estados Unidos terá sobre a corrida presidencial brasileira até 2026. Primeiro, o impacto econômico. Na China, por exemplo, os analistas estão esperando um anúncio de um robusto pacote de estímulo fiscal ao redor de 10 trilhões de yuans a ser desembolsado ao longo de três a cinco anos. Mas essa cifra certamente será maior para amenizar o impacto que uma eventual imposição por Donald Trump de uma alíquota de 60% nas tarifas de importação de produtos chineses. Ou seja, antes do resultado da eleição presidencial americana, os números do estímulo fiscal na China eram outros. Agora, essa injeção de impulso à economia chinesa terá que ser maior. Aqui, no Brasil, o raciocínio terá que ser semelhante: o pacote de cortes de gastos, que está para ser anunciado pelo governo Lula, terá que ser crível o suficiente para recuperar a confiança do mercado em relação ao arcabouço fiscal e reduzir o prêmio de risco nos ativos brasileiros. Com a vitória de Trump e do comando do partido republicano no Congresso americano (embora até agora só confirmada a retomada do Senado), o dólar deve se valorizar ante as moedas emergentes, incluindo o real brasileiro. Além da China, Trump já prometeu um aumento geral das tarifas de importação de 20%, até como forma de financiar, em parte, o corte generalizado de impostos que ele anunciou durante a sua campanha eleitoral. Também devem subir os “yields” dos títulos do Tesouro americano. Isso porque o resultado dessa receita econômica defendida por Trump será maior inflação e também aumento mais forte do déficit orçamentário dos EUA. E, sem dúvida, a política monetária do Federal Reserve (Fed) será afetada: até onde vai agora o ciclo de cortes dos juros americanos já em curso. Exemplo: logo após ter ficado evidente a vitória de Trump na eleição presidencial, o economista-chefe para EUA da consultoria Pantheon Macroeconomics, Samuel Tombs, mudou a sua aposta para a reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, em inglês) de dezembro. Ele agora espera um corte de 0,25 ponto porcentual e não mais uma redução de 0,50 ponto como era a sua projeção anterior. Para a decisão do Fed de amanhã, Tombs ainda espera um corte de 0,25 ponto. Quanto ao impacto político da vitória de Trump, é inegável que o Partido dos Trabalhadores (PT) - e a esquerda como um todo - vai ter que adotar outra estratégia para conquistar o eleitorado no pleito presidencial de 2026 do que apenas adotar políticas populistas. O PT saiu mais enfraquecido da eleição municipal. E, com a vitória de Trump, a extrema-direita no mundo ganhou um impulso. A votação de Pablo Marçal na eleição municipal já havia sido um prenúncio. Como eu havia observado na minha coluna intitulada “A eleição de US$ 1 bilhão”, o desempenho da economia já não é mais o fator de maior peso para um candidato se reeleger. Afinal, os números do mercado de trabalho e do crescimento do PIB tanto nos EUA, quanto no Brasil, ao longo dos últimos 12 meses deveriam ter garantido um desempenho melhor para o partido democrata e para o PT nos dois países. Mas não foi o que se viu tanto nas eleições municipais brasileiras, quanto no pleito americano, haja vista o desempenho não somente da Kamala Harris, como dos candidatos democratas ao Senado e à Câmara dos Deputados nos EUA. É possível ainda Lula, como tem feito desde o início deste mandato, manter uma retórica apenas para agradar ao PT e à sua base fiel, a exemplo da sua posição em relação à Venezuela e à guerra na Ucrânia? Nesses dois temas, por exemplo, Lula acabou por alienar todos os eleitores de centro que votaram nele e contra Jair Bolsonaro na defesa da democracia. Em relação à economia, não dá mais para perseguir a estratégia de que “gasto é vida”, como foi durante a gestão de Dilma Rousseff. O eleitorado de centro que votou em Lula também não aceita a falta de ajuste nas contas do governo. O fato é que, com a vitória de Trump, o cenário externo ficou mais adverso não somente do ponto de vista econômica, como também geopolítico. E Lula terá que refazer a rota caso queira ser reeleito em 2026. (fabio.alves@estadao.com) Fábio Alves é jornalista do Broadcast
Saindo do Brasil
https://neofeed.com.br/wealth-management/exclusivo-julius-baer-contrata-goldman-sachs-para-vender-sua-operacao-no-brasil/
Ailton Braga
Hoje, 02/02/2026, saiu no Blog do IBRE da FGV, artigo meu em que faço análise da interação entre política fiscal e política monetária, a p...
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https://www.facebook.com/share/p/1Am5q44Ya4/ "Pode parecer incrível, mas os bandidos não desistem, e como diria Pero Vaz de Caminha, n...
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🚨 RESUMO DA SEMANA VINLAND 🚨 VINLAND (24 a 28 de março de 2025) ________________________________________ *1. Governo busca “pouso suave” ...