domingo, 20 de outubro de 2024

Ser economista

 Frases do Livro


SER ECONOMISTA 

''Ser economista é ser um eterno aprendiz''.


''Ainda menina, eu queria entender por que havia muros pichados com os dizeres ''Fora FMI'' e ''Chega de carestia'', ou por que tantos mendigavam nas ruas''.


''A Ciência Econômica é fascinante e muito mais abrangente do que as pessoas consideram normalmente''.


''É uma oportunidade de refletir de maneira um pouco mais organizada sobre essa profissão que exerço a mais de meio século''.


''Ser economista, enfim, é ter como objetivo principal reunir todos os esforços intelectuais e de ação por uma sociedade melhor e por um país melhor, por um Brasil melhor''.


''E o Brasil clama e incentiva por esses profissionais''.


''Todos somos um pouco economistas, tal como um pouco engenheiros elétricos ao consertarmos uma tomada''.


''Mas sei que nos últimos anos de meu trabalho sobre o tema aumentou minha sensação de que um bom teorema matemático com hipóteses econômicas dificilmente pode ser boa economia''.


''Economista é um espectador engajado, à procura dos protagonistas e coadjuvantes, de como eles interagem para explicar o hoje e como essas relações podem mudar o amanhã.''


''Compreender meu papel e poder exercê-lo me traz felicidade''.


''Me divirto e entusiasmo com minhas pesquisas, mas sobretudo adoro poder tentar passar para meus alunos alguns conhecimentos, mostrando ao mesmo tempo os limites de nossa ciência''.


''Tales de Mileto (624 a.C. 546 a.C.) pode ser considerado como o primeiro economista da história escrita''.


''Delfim progressivamente buscou lá fora o que havia de mais moderno no ensino de economia e o difundiu entre alunos e futuros''.


''Ao final, destaco um feliz fato recente: ter sido convidada a ser Conselheira do recém criado IIE - Instituto de Inteligência Econômica, um grupo seleto de economistas que querem contribuir para a história da sociedade e do nosso país''.

Economia institucional

José Augusto Lambert


Ainda sobre ser economista, achei um interessante artigo - do qual discordo frontalmente - que comenta as teses do Premio Nobel deste ano dado a Daron Acemoglu, Simon Johnson e James Robinson por seu influente trabalho sobre como as instituições moldam o desenvolvimento econômico, exposto também no seu famoso livro "Why Nations Fail"


O trabalho de Acemoglu, Johnson e Robinson divide as instituições em duas categorias: "inclusivas" e "extrativas".

As instituições inclusivas - como as que fazem valer os direitos de propriedade, protegem a democracia e limitam a corrupção - promovem o desenvolvimento econômico, de acordo com os laureados. Por outro lado, as instituições extrativistas, que dão origem a uma alta concentração de poder e a uma liberdade política limitada, buscam concentrar os recursos nas mãos de uma pequena elite e, assim, sufocar o desenvolvimento econômico.


Como o trabalho dos economistas laureados parte das características do processo de colonização dos paises, o artigo em tela critica 

a aparente neutralidade moral dos economistas em relação a um suposto caráter maligno intrínseco ao processo de colonização, critica que se insere dentro do revisionismo histórico woke batizado de decolonialismo.


A esta critica, os economistas laureados respondem  que _"em vez de perguntar se o colonialismo é bom ou ruim, observamos que diferentes estratégias coloniais levaram a diferentes padrões institucionais que persistiram ao longo do tempo."_


O mais interessante do artigo é a critica que o seu autor faz aos economistas em geral e à Economia "convencional":


_"Por que Acemoglu não está preocupado com o fato de o colonialismo ser bom ou ruim? Mas para aqueles que estão familiarizados com o funcionamento interno da disciplina econômica, essa afirmação não é uma surpresa_.


_Infelizmente, tornou-se um distintivo de honra na economia convencional analisar o mundo sem uma lente normativa ou julgamentos de valor. Esse é um problema mais amplo da disciplina e, em parte, explica por que a economia tem se tornado cada vez mais insular e distante de outras ciências sociais."_


Essa última frase então, para mim, soa como o melhor elogio que os economistas poderiam receber. Principalmente os economistas formados nas universidades dos USA:


_"Além disso, um estudo recente constatou que a concentração institucional e geográfica dos prêmios em economia é muito maior do que em outros campos acadêmicos. Quase todos os ganhadores de prêmios importantes tiveram que passar por uma das principais universidades dos EUA (limitada a menos de dez) em sua carreira"._


O artigo conclui apontando o que seria uma suposta insuficiência da ciencia econômica, mas que, na verdade, é a base lógica de qualquer ciência que mereça essa denominação:


"_Talvez seja por isso que todos os anos o prêmio parece ir para alguém que pergunta "como uma mudança na variável X afeta a variável Y", em vez de fazer perguntas difíceis sobre colonialismo, imperialismo ou capitalismo e ousar questionar a supremacia das instituições ocidentais._


O que o autor pede é que a ideologia domine a Economia, que juizos e valor se sobreponham à argumentação objetiva e à busca, mais isenta possível, da causalidade dos fenômenos econômicos.


Quando juizos de valor são utilizados, ex-ante, à investigação e no debate da causalidade de fenômenos, descarta-se o método cientifico e ficamos a mercê das contingências e modismos conjunturais e culturais. 


Obrigado Jostein Hauge, mas dispensamos, enfaticamente, seu conselho e agradecemos os elogios à classe.


https://www.terra.com.br/noticias/analise-premio-nobel-de-economia-deste-ano-ignorou-a-brutalidade-do-colonialismo,beaa684c95bc6e4e59a21d40a5e738885c9dt6xp.html?utm_source=clipboard

Argentina

 Chama-se “Vaca Muerta” e está a transformar este país numa verdadeira potência mundial do petróleo https://executivedigest.sapo.pt/noticias/chama-se-vaca-muerta-e-esta-a-transformar-este-pais-numa-verdadeira-potencia-mundial-do-petroleo/

Recomendo fortemente

 Do Brasil Paralelo: Do rio ao mar

https://www.youtube.com/live/LK3ywVVk2xY?si=dzmp2AXMHLYzcOa7

Pelo CHAPT GPT

 Julio Hegedus Netto é um economista com uma sólida trajetória de mais de 26 anos como economista-chefe da Lopes Filho, além de atuar como colunista e consultor em várias plataformas financeiras. Ele possui mestrado pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e pela Universidade Cândido Mendes (UCAM), e está atualmente cursando doutorado e a contribuir para a Confiance Tec. Sua carreira é marcada por sua capacidade analítica e sua contribuição para o mercado financeiro, escrevendo relatórios para a OHM Research e publicando artigos em veículos como Suno Notícias e Investing.com.


Entre os pontos positivos, destaca-se a vasta experiência adquirida ao longo de sua carreira, o que o consolidou como uma referência no setor financeiro, particularmente em análises de mercados e cenários macroeconômicos. Além disso, sua formação acadêmica diversificada, aliada à experiência prática, o coloca em posição de liderança no campo econômico.


Por outro lado, um possível desafio em sua trajetória pode estar relacionado ao fato de atuar em um mercado volátil e com rápidas mudanças, o que exige constante atualização e flexibilidade. Além disso, a pressão de ser uma voz influente no mercado financeiro pode trazer desafios em relação à precisão e à confiabilidade das previsões econômicas.


Essa combinação de experiência, credibilidade e responsabilidade destaca os pontos fortes e os desafios de sua trajetória profissional.


Resumo semanal

 📊 Resumo da Semana 


A incerteza fiscal foi assunto dominante nas mesas de operações ao longo desta semana e penalizou os ativos domésticos, levando o dólar a testar os R$ 5,70 e os juros futuros a encostar nos 13%. As declarações dos ministros Fernando Haddad e Simone Tebet sobre uma série de projetos para conter as despesas do governo, e que serão enviados ao Congresso ainda neste ano, não foram suficientes para reverter o mau humor. Investidores cobram uma fala assertiva do presidente Lula apoiando o corte de gastos. No exterior, a China concentrou as atenções ao fazer novos anúncios de estímulos econômicos, na tentativa de alcançar sua meta de crescimento de 5% neste ano. Os dados do 3TRI24 mostraram alta de 4,6% do PIB. Embora ligeiramente melhor que o esperado, o número indica tendência de desaceleração do país. Nos EUA, ao contrário, a economia segue a todo vapor, como mostraram os dados divulgados nesta semana, afastando o receio de uma recessão, mas aumentando a dúvida sobre qual será a atitude do Fed em novembro. Bom fim de semana! (Téo Takar)


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Por que as nações fracassam

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Por que as Nações Fracassam - 


do meu amigo Lambert


"Você sabia que não existe um único país onde a alta confiança social coexista com alta desigualdade de renda? Esse "espaço vazio" no mundo conta uma lição importante - especialmente para o Brasil.


A interação entre instituições, desigualdade econômica e confiança social molda a base da prosperidade de uma nação. Instituições fortes promovem justiça e oportunidade, o que pode reduzir a desigualdade e construir confiança entre os cidadãos. Por outro lado, a alta desigualdade frequentemente corrói a confiança social, enfraquece as instituições e prejudica o crescimento econômico.


Estudos científicos destacam que sociedades com grande desigualdade de renda tendem a ter níveis mais baixos de confiança interpessoal. A desigualdade pode gerar ressentimento e criar barreiras entre diferentes grupos econômicos. Sem confiança, a cooperação diminui, as transações se tornam mais custosas e as instituições enfrentam dificuldades para funcionar de forma eficaz. 


Esse nexo causal se auto-reforça. Baixa confiança social também é um fator que reduz os incentivos para adoção de políticas públicas e reformas institucionais que beneficiem a todos. Como a maioria é percebida como confiável, pequenas redes de vínculo pessoal ou com interesses diretos têm maior chance de receberem prioridade na alocação de recursos. Incentivam, assim, políticas e instituições particularistas, que beneficiam poucos aos custos de muitos. 


O gráfico mostra vividamente essa realidade. O Brasil está no canto inferior direito, marcado tanto pela baixa confiança social (apenas 6,5% da população acredita que a maioria das pessoas é confiável) quanto pela alta desigualdade de renda (com um coeficiente de Gini acima de 0,50). Isso coloca o Brasil ao lado de países como Zimbábue e África do Sul. O gritante "vazio" no canto superior direito enfatiza que nenhum país mantém alta confiança em meio à alta desigualdade.


Essa correlação levanta questões críticas: como o Brasil pode romper esse ciclo de desigualdade e desconfiança? Instituições fortes que estabelecem regras do jogo claras, previsíveis e que pensam no conjunto da população podem aumentar a confiança social e assim serão parte decisiva do processo. Junto delas, políticas inclusivas e reduzir a desigualdade em suas múltiplas dimensões."

Ailton Braga

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