Sou Economista com dois mestrados, cursos de especialização e em Doutoramento. Meu objetivo é analisar a economia, no Brasil e no Mundo, tentar opinar sobre os principais debates da atualidade e manter sempre, na minha opinião essencial, a independência. Não pretendo me esconder em nenhum grupo teórico específico. Meu objetivo é discorrer sobre varios temas, buscando sempre ser realista.
sexta-feira, 26 de março de 2021
MACRO MERCADOS DIÁRIO Sexta-feira, 26/03/2021 "Peça de ficção"
Nesta “festa de emendas”, inevitável será o corte de muitas delas e o contingenciamento na “boca do caixa” ao longo do ano. E o pior é que ainda existem mais R$ 28,6 bilhões em emendas não pagas nos anos passados. Se nada for feito, estouraremos o “teto dos gastos” e o TCU irá para cima do governo.
Neste ambiente de ameaça de “piora fiscal”, os mercados domésticos operaram “deslocados” de NY nesta quinta-feira (25/03). No mercado novaiorquino, o ótimo astral predominava depois que o presidente Biden anunciou 200 milhões de doses adicionais, nestes 100 dias de esforço concentrado, o que deve tornar possível o cumprimento da vacinação em massa, de todos os adutos, até o dia 1º de maio.
Realmente, os EUA se destacam do resto do mundo. Usam todo o seu poder de influência e devem retomar ao crescimento o mais breve possível. Isso fortalece o dólar no mercado global, e impacta as moedas dos emergentes, como o Brasil, atrasado nas sua campanhas de vacinação.
Por aqui, a bolsa de valores, se arrastando durante o dia, esboçou alguma reação ao fim. Além do efeito vacinas americanas, contribuiu também o “freio de arrumação tardio” no tratamento da pandemia e o processo de mobilização das autoridades públicas. Além disso, há de ressaltar a postura mais realista do Tesouro e do BACEN no gerenciamento das expectativas, depois do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), bem “hawkish”. Ao fim do dia, a Bovespa fechou em alta de 1,5%, a 113.749 pontos, com o dólar elevado em 0,55%, a R$ 5,6705, acumulando no ano +9%.
No front inflacionário, nesta quinta-feira saiu o IPCA-15, em alta de 0,93% em março, depois de 0,48% em fevereiro. No ano o índice acumula 2,21%, e em 12 meses 5,52%, acima do teto da meta de inflação, 5,25%. Mais “gasolina” na fogueira inflacionária, que corre por fora, ameaçando se espalhar.
Uma notícia boa, neste mar revolto, foi o anúncio do governador de SP, João Dória, de que o Instituto Butantã criou uma vacina contra o Covir 19 e já ingressou com autorização de testes na Anvisa. A diretoria acredita iniciar todos os testes já e conseguir mais de 40 milhões de doses antes do final do ano. Nesta quinta, o instituto recebeu o primeiro de quatro lotes da vacina Oxford, mais seis milhões de doses. Mais dois lotes devem chegar neste fim de semana. No computo da pandemia, já são mais de 300 mil mortes, 2.777 no dia de ontem.
Agenda Diária
Na agenda do dia, destaque para a Nota do Setor externo, com dados do saldo em conta corrente (9h30), no terceiro déficit seguido em fevereiro, US$ 2,4 bilhões, e os Investimentos Diretos no País (IDP), US$ 4,180 bilhões a US$ 7,0 bilhões.
Nos EUA, o PCE de fevereiro (9h30) é divulgado num momento em que o presiente do Fed, Jerome Powell, insiste de que as pressões inflacionárias de curto prazo são “transitórias” e que a postura acomodatícia ainda deve durar muito tempo. Na Alemanha, sai o índice Ifo de sentimento das empresas em março (6h).
BALANÇOS – Resultados da Cemig e da PDG Realty, depois do fechamento do mercado. Teleconferências: CPFL Energia, Banco BMG, Cogna e Triunfo (11h), Ser Educacional (11h30) e Locaweb (15h).
Bons negócios e bom feriado a todos!
quinta-feira, 25 de março de 2021
MACRO MERCADOS DIÁRIO Quinta-feira, 25/03/2021 Austeridade seletiva
Não
parece difícil fazer um balanço do governo Jair Bolsonaro nestes dois anos e
mais alguns meses no poder.
Podemos visualizar ma sucessão de decisões equivocadas, algumas bem
intencionadas e poucas, realmente, meritórias. Sua agenda econômica é (ou era)
até acertada, mas me parece que ele próprio não está muito convencido disto.
São tantos os "estresses" gerados, que esta boa agenda, mais do
ministro Guedes, e também do ministro da Infra foram se perdendo pelo caminho.
Quando recém eleito, assumindo, até cheguei a torcer para que desse certo, dada
a equipe no ministério, as idéias aventadas, o ingresso do juiz Sergio Moro,
Paulo Guedes, Tarcísio Freitas, Marcos Pontes, etc. No entanto, vendo como o
presidente eleito se movimentava fui observando que não sairíamos do lugar
neste ambiente de bate-bocas e confrontos inúteis. Um presidente eleito, cheio
de rancor e ressentimentos, sem a mínima capacidade de governar, sem noção da
sua responsabilidade, a não ser bravatas e ameaças.
É constrangedor ele passar pelo tal "cercadinho" do Alvorada e ficar
batendo boca com jornalistas, além dos "fiéis". Sim, porque são
simplesmente isso, fiéis. Numa simbiose com igrejas neopentecostais de duvidosa
reputação (estou sendo elegante!), pastores muito ciosos dos seus ganhos
pecuniários potenciais, Bolsonaro foi construindo seu frágil arco de alianças.
Continua
nesta situação, agora com a participação do Centrão, e estes políticos não
pegam leve, jogam pesado.
Fazendo um breve retrospecto.
Este presidente "viveu" 28 anos no Congresso, preocupado apenas com
um objetivo: se reeleger e defender as corporações militares.
Sendo,
assim foi um deputado "corporativista", defendendo interesses bem
específicos. Sua produção legislativa sempre foi medíocre. Digamos que ele
sentava nos fundos do "baixo clero". Nada de relevante produziu
nestes anos todos, nenhuma lei, nada. Apenas brigava pelos militares e pregava
uma agenda conservadora de costumes.
Em 2015, quando o país ingressou no segundo ano de recessão, provocada por uma
sucessão de erros de política econômica do governo Dilma, Bolsonaro, e seus
seguidores, montaram uma estratégia nas redes sociais para fazer do então
deputado o candidato anti-PT, “anti-sistema”.
Com
a Operação Lava-Jato fazendo estragos nas hostes, tanto do PT, quanto do PSDB,
Lula encarcerado, o atual presidente tornou-se rapidamente um "fenômeno
nas redes sociais". Ele bem aproveitou este váculo. Lembremos inclusive,
que antes do pedido de prisão de Lula, ele liderava nas pesquisas eleitorais,
com Bolsonaro meio que embolado com Ciro Gomes, Marina e outros.
Houve o estranho atentado, a facada, e ele acabou "beneficiado", pois
em torno dele, estimulado pelas pregações evangélicas, surgiu a
"idéia" de que ele tinha sido o "escolhido". Ingressamos no
segundo turno das eleições com a polarização de extremos, pela esquerda e a
direita. Bolsonaro foi “poupado” de participar dos debates contra o PT, de
Fernando Haddad. Ao fim, num sentimento anti-PT acabou eleito.
Nesta breve transição foram chamando alguns expoentes da sociedade, muitos
recusaram, outros, meio de lado, constrangidos, ficaram de pensar.
Acabou
conseguindo um super ministro para a Economia - Paulo Guedes. Com ele, vieram
vários bons quadros da área econômica, como Castello Branco na Petro, Sallim
Mattar nas Privatizações, Mansueto Almeida na gestão pública, etc. Sergio Moro
foi convidado e, pronto, talvez, seu grande erro de cálculo, aceitou a missão
de Ministro da Segurança e da Justiça.
Entre contradições e paranóias
O problema é que Bolsonaro, como chefe de Estado, de uma das maiores economias
do mundo, não se comporta como tal. Não é o caso de comparar com o PT. Todos
sabemos o quanto foi nocivo o PT à governabilidade do País, meio que
banalizando a propinagem e os esquemas de corrupção.
Por
outro lado, não devemos cair nesta armadilha de comparações banais. E foram
caindo, como "efeito dominó", vários quadros competentes, muitas
vezes, por intrigas e fofocas, geradas no tal "gabinete do ódio".
Foram saindo. Gustavo Bebbiano, meio um "braço direito" do capitão,
jurista, o orientava, o protegia. Dizem que caiu por ciúme do filho Carlos
Bolsonaro. A averiguar. Todas suas declarações, depois, indicavam uma grande
decepção. Foi uma aposta que fez, colocou todas suas fichas. Acabou caindo por
fofocas. Morreu num enfarte logo depois, na verdade, de desgosto. Tivemos o
general Santos Cruz, saindo pelos mesmos problemas, intrigas do tal
"gabinete do ódio". E foram saindo. Três ministros da Saúde não
aguentaram. Luiz Henrique Mandetta fez acusações graves, sobre o negacionismo
do presidente em reconhecer a gravidade do quadro, Nelson Teich, um médico
renomado, não aguentou, só um mês; depois, o general Pazuello, que conseguiu
montar um cronograma de vacinas, mas não teve a aceitação devida. Dizem que
serviu apenas para legitmar a estratégia torta do tratamento precoce, sem
comprovação científica. Saiu escondido, pensando como sair dos processos.
Agora, chegamos aos atual ministro, meio desorientado, no olho do furacão. Num
cenário de mais de 300 mil mortos, mais de 3 mil ao dia!
Em paralelo, na seara da sustentação econômica dos "baixas rendas",
dos informais, Bolsoanro conseguiu instituir o "maior programa de redução
de pobreza da história do País". Foi usado um bem farto, com R$ 600 por
pessoa, virou o ano e veio com mais um programa, mais austero, de R$ 300 em
média. Até as vacinas. Uns acham que o seu negacionismo possui cálculo
político. Segundo um analista, "ele esticou a corda na negação da
gravidade do vírus e os governadores foram obrigados a adotar medidas rígidas
de isolamento, cujo efeito tem sido afastá-los da popularidade. Bolsonaro será
no momento agudo, aos olhos da população, o "pai da vacina". Será?
Não creio. Medidas impopulares, às vezes, são necessárias. Não há como fazer
"omelete sem quebrar os ovos".
O problema de Jair Bolsonaro é que ele age sempre "açodado", não tem
auto-controle, não "conta até dez"....
É tudo na truculência, no confronto...
E sim! Boa parte do q estamos vivendo na pandemia tem a assinatura dele sim! É
culpa dele sim! Ao ignorar a pandemia, não usar máscara, defender que as
pessoas continuem vivendo normalmente, provocando aglomerações, Bolsonaro vai
na contramão do mundo. Só agora pensa em Comitê de Crise. Em Portugal, a tal
coordenação já está acontecendo há um ano, desde o início. Resultado. Mesmo com
erros pontuais, são 8 a 11 mortos por dia.
Enquanto isso, Bolsoanro mergulha nas suas contradições e paranóias.
Vamos conversando.
quarta-feira, 24 de março de 2021
MACRO MERCADOS DIÁRIO Quarta-feira, 24/03/2021 Tempestade perfeita
Isso acontecendo num cenário em que uma batalha de narrativas é diária, o que vem desgastando a sociedade e não indicando rumo ou solução.
Em discurso ontem, em rede nacional, Jair Bolsonaro tentou se eximir de qualquer responsabilidade, “afirmando sermos o quinto país do mundo em vacinação”, mas se esquecendo de sermos um país continental, com 210 milhões de habitantes. Portanto, não caberia aqui esta argumentação. Mais realista teria sido indicar alguma proporcionalidade e neste front iríamos para o nonagésimo lugar.
Na opinião de analistas e deste escriba, Bolsonaro tentou traçar um “divisor de águas” na condução da pandemia, marcando uma “guinada defintiva da sua imagem”. Poucos parecem ter se convencido. Foram panelaços pelo Brasil a fora! Ontem, terça-feira (23/3), foram mais 3.251 mortes em 24 horas, elevando-se a 298.676, 82.493 novos casos, 12.130.019 total de infectados. O Brasil lidera o balaio das tragédias humanitárias nesta pandemia.
Quando não faltava mais nada nesta “terça-feira cataclítica”, o STF tratou de dar a sua colaboração, com a virada de mesa da ministra Carmém Lúcia, no placar a 3 a 2, contribuindo para colocar o ex-juiz Sergio Moro sob “suspeição”, embora ela se restringido ao caso do triplex no Guarujá.
Foi, literamente, uma “pá de cao” na Lava Jato. Todas as abundantes provas colhidas nas várias esferas do judiciário, no MP da Curitiba, reforçado por vários procuradores, foram praticamente, ignoradas, por escaramuças e interpretações de uma instância máxima do Judiciário. E quem pode contra isso? E quem controla os interesses colocados em jogo nesta contenda? E o que dizer do interesse dos investidores externos neste ambiente de insegurança jurídica? São várias indagações, mas valem estas neste momento.
Neste clima, a ata do Copom, divulgada pela manhã, acaboui quase que “apagada” nas considerações do mercado. Mesmo assim, vamos a ela. Primeiramente, reforçou uma visão mais “hawkish” do BACEN nesta ancoragem ou balizamento de expectativas na política de juro, indicando que o ciclo de aperto monetário deve seguir nas próximas reuniões, não sendo surpresa mais um ajuste de 0,75 ponto percentual, chegando a 1,0 p.p.. E podem não parar por aí. Nas estimativas já se fala em 5,0% a 6,0% de Selic ao fim deste ano. Tudo dependerá do comportamento da inflação, do câmbio e da execução fiscal, em momento caótico por causa da pandemia. Sendo assim, o que pensar do cenário fiscal no longo prazo? Nas curvas de futuro, as curtas e longas seguiram pressionadas nesta terça-feira.
Nos mercados globais, nos EUA, os discursos de Janet Yellen, presidente do Tesouro, e Jerome Powell, do Fed, foram demarcados nas sua áreas de atuação. A primeira não cogita da elevação de impostos diante do mega pacote Biden “colocado na praça”, enquanto que Jerome Powell falou em “recuperação incompleta”, não acreditando em “repique inflacionário duradouro”.
Decorrente disto, e da campanha de vacinação em massa, para grande parte da população adulta, o dólar operou em alta no mercado global, subindo 0,6% contra uma cesta de moedas. Já os Treasuries bonds cederam diante da aversão ao risco e maior demanda por ativos de risco, além do discurso apaziguador de Powell.
Os T2 years cederam a 0,14%, os 10 y a 1,62% e os 20 y 2,32%. Por outro lado, refletindo este clima global amedrontado, as bolsas em NY recuaram. DJ caiu 0,9%, a 32.422 pontos, S&P -0,8, a 3.910 pontos e Nasdacq -1,1%, a 13.277.
Nesta madrugada, início de manhã de quarta-feira (24/03), os mercados de commodities até ensaiavam alguma reação, mas as bolsas na Europa seguiam em queda. Na cotação dos barris, o de WTI avançava 2,4%, depois de recuar 6,2% no dia anterior, o mesmo do Brent, depois de recuar 5,9%.
Continuamos na espiral de mais uma onda da pandemia, com vários países já anunciando lockdowns temporários, como Holanda, Alemanha e França. Segundo a OMS, o aumento no volume de infecções semanal foi de 8% no mundo, contra a anterior. Na Europa, este aumento chegou a 12%.
Tudo isso se justificando pelo atraso no envio das vacinas, nada muito diferente do que acontece no Brasil. O problema é que aqui o presidente só promete (falou em 500 milhões de vacinas neste ano), mas não aceita lockdown, é cético sobre as máscaras, o isolamento social e se aferra neste falso dilema entre economia e pandemia. Enfim, um caos. Anunciou um encontro com todos os poderes da República e alguns governadores, mas deixou de fora vários, como os do Nordeste, Eduardo Leite do RGS e, claro, Joáo Dória, de SP.
Agenda Diária
Dia de dados do Bacen sobre o Setor Externo. Nas estimativas, o saldo em conta corrente deve seguir no negativo, próximo a US$ 7 bilhões e os investimentos externos diretos, em torno de US$ 1,5 bilhão. Teremos também a votação do Orçamento (finalmente!), depois de quatro meses, entre esta quarta e a quinta-feira no CMO e no plenário.
Bons negócios e boa quarta-feira a todos!
DANÇANDO NA BEIRA DO ABISMO
Me estarreço com o q presenciei nestes dois anos de mandato do Bolsonaro.
O cara tinha um "bilhete premiado"!
MACRO MERCADOS DIÁRIO 23/03 - CARTA REPERCUTE, SOCIEDADE SE MOBILIZA
Continua repercutindo a Carta dos Economistas, publicada no fim de semana, defendendo a volta da racionalidade na gestão da crise sanitária atual. Reforça a necessidade no uso de máscaras, o isolamento social, álcool gel e o apressamento nas campanhas de vacinação. É o que disse o ministro da Economia Paulo Guedes, vacinar a população evita novos gastos fiscais, auxílio emergencial, previsto para quatro meses, com R$ 43 bi. Que economia seria obtida!
Infelizmente, tudo muito confuso, bate boca entre autoridades e apenas 1,5% da população vacinada (de 210 milhões). Seria essencial o mínimo de racionalidade, coordenação, boa vontade entre os poderes da República e esferas de governo. Infelizmente, este entendimento não vai adiante.
Nesta terça-feira (23/03) os mercados estarão de olho no que será dito na ata do Copom e nos EUA, Jerome Powell e Janet Yellen estarão na Câmara, para prestar esclarecimentos. Mais um discurso do presidente do Fed é esperado sobre o “estado da economia norte-americana”, em recuperação, mas ainda demorando o uso de instrumentos monetários. Ou seja, o juro próximo à zero ainda deve ser mantido por um longo período. No Brasil, a ata do Copom tenta acalmar o mercado, diante da inclinação da taxa de juros e a “deterioração no balanço de riscos”. Para o Copom de maio, a previsão é de mais um ajuste na taxa Selic, mais próximo dos 100 pontos-base, acima do ocorrido agora em março (75 pontos).
Sobre o “balanço de riscos”, tudo piorou por estes dias, com o bate boca entre presidente e sociedade se intensificando. Várias mensagens claras vão ocorrendo aqui e acolá. Na segunda-feira, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, condenou o negacionismo, chamando de “brincadeira de mau gosto, macabra e medieval”. Bolsonaro “respondeu” condenando o lockdown, por seus custos econômicos e sociais.
Enquanto isso, a vacinação está na “ordem do dia”. Cálculos de mercado estimam que a população acima de 20 anos estará vacinada até agosto, com outros prevendo mais de 70% destes brasileiros, vacinados em setembro. No ministério de Saúde, incrível, continuamos sem ministro. Bolsonaro segue buscando um cargo para o ministro que sai, general Pazuello, visando “blindá-lo”, enquanto que Marcelo Queiroga, o futuro ministro, aguarda.
Nas votações do Congresso, temos na quarta-feira o Orçamento de 2021, com os militares devendo amealhar quase 25% do total mobilizado para o governo federal. Em paralelo, Paulo Guedes fala sobre a necessidade do corte de R$ 17,5 bilhões em gastos, para que o teto dos gastos seja preservado.
Agenda Diária
Dia de ata do Copom, quando saberemos o que os diretores pensam do ciclo de ajustes da taxa Selic. Roberto Campos Neto participa de evento no LIFT Day 2021 e profere palestra ao fim da tarde no 14º Congresso de Meios Eletrônicos de Pagamento. Paulo Guedes estará em evento do CORREIO BRAZILIENSE, às 18hs. Dentre os indicadores, IPC-S de março. Nos EUA, além dos discursos no Congresso de Powell e Yellen, temos as vendas de moradias novas em fevereiro.
Na Turquia, a lira deve manter pressionada, depois da nomeação do novo presidente do Banco Central, Sahap Kavcioglu, ligado ao presidente Erdogan. Como faz falta por lá um Banco Central Independente.
Bons negócios e boa terça-feira a todos!
Mais uma vítima do COVID 19, um primo querido.
segunda-feira, 22 de março de 2021
Carta aos Economistas
"Muito importante a carta de banqueiros e economistas ortodoxos sobre a epidemia ano Brasil. Primeiro destaque: não se fala em teto de gastos. Parece que finalmente, pelo menos temporariamente, esse assunto cedeu lugar ao que realmente importa: o combate a pandemia. A responsabilização do Presidente da República pelo descalabro brasileiro é outro ponto essencial, ancorado num diagnostico preciso. As propostas estão corretas, seja aquelas relativa à pandemia; prioridade á vacina, distanciamento social (incluindo lockdowns quando necessários), doação de máscaras mais eficientes à população; coordenação nacional via gabinete específico; seja aquelas referentes à questão social; auxílio emergencial e apoio creditício às PMEs. A carta tem efeitos políticos colaterais importantes: certamente vai isolar ainda mais o governo Bolsonaro, desta feita dos que comandam a economia e as finanças no Brasil."
Ailton Braga
Hoje, 02/02/2026, saiu no Blog do IBRE da FGV, artigo meu em que faço análise da interação entre política fiscal e política monetária, a p...
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https://www.facebook.com/share/p/1Am5q44Ya4/ "Pode parecer incrível, mas os bandidos não desistem, e como diria Pero Vaz de Caminha, n...
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🚨 RESUMO DA SEMANA VINLAND 🚨 VINLAND (24 a 28 de março de 2025) ________________________________________ *1. Governo busca “pouso suave” ...