quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Produtividade baixa

 "A produtividade do brasileiro é baixa"


Essa é uma frase que se escuta desde sempre. Deve deixar muito gente intrigada porque ninguém tem a sensação de que se trabalha pouco no país -- em muita empresa, a jornada de fato é bem maior do que o que está combinado no papel.

As explicações usuais quase que invariavelmente invocam as grandes mazelas nacionais: a taxa de juros, a educação, a burocracia, o custo Brasil etc etc.

Mas vou falar aqui de um outro canal (adicional) de causalidade, um canal "micro" que pouco se comenta, qual seja: como o brasileiro médio não consegue investir em treinamento e aperfeiçoamento profissional.

Pega o cara que ganha uns R$ 6 mil por mês -- quase o dobro da média salarial do Brasil. Como esse profissional consegue pagar, por exemplo, R$ 50 mil por um MBA?

É difícil.

A maioria não consegue ou acaba "shopping" por versões mais baratas de um mesmo tipo de curso.

O fato é que o discurso do “invista em você” presume uma margem que a maioria não tem.

E aqui que entra uma diferença significativa entre países de alta produtividade e o Brasil.

Em economias mais ricas, a qualificação profissional é tratada como investimento produtivo: gastos com educação geram créditos tributários efetivos. Parte do custo é portanto compartilhada com o Estado via sistema fiscal e, em muitos casos, empresas financiam a formação aproveitando incentivos.

No Canadá, por exemplo, além dos créditos federais e provinciais, você recebe um crédito anual ao longo da vida que é cumulativo e pode ser usado para reembolso de despesas com educação profisionalizante.

Em casos como esse, o empregado não arca com o custo sozinho.

No Brasil, o desenho é oposto: a dedução no IR é limitada, regressiva, e pouco útil para quem ganha menos.

Pior: os poucos incentivos existentes se concentram em cursos muito específicos de longa duração, e não na qualificação ao longo da carreira. E as empresas que não apuram imposto pelo regime de lucro real, raramente internalizam esse investimento.

O resultado é que no Brasil o risco fica todo nos ombros do profissional, que vai naturalmente optar por jogar pra frente esse tipo de gasto na espera de um aumento da renda ou de empresas que banquem o investimento.

E aí é quase inevitável não pensar: quantos talentos no Brasil estão "presos"em empregos de baixíssimo salário por falta de, sei lá, R$5.000 para fazer um curso ou tirar uma certificação?

Porque em muitos casos não é falta de vontade. Não é falta de esforço. É que a matemática é cruel mesmo.

E se o país não facilita a vida de quem quer se aperfeiçoar, vai continuar mesmo falando que a produtividade é baixa enquanto deixa um monte de gente com enorme potencial amarrada a empregos de baixo salário.

DÚVIDAS
Tem como resolver isso sem o governo? Como proteger a empresa que investe no treinamento para o funcionário não sair logo depois?

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Call Matinal 1102

 Call Matinal

11/02/2026

Julio Hegedus Netto, economista

 

MERCADOS EM GERAL

 

FECHAMENTO (1002)

MERCADOS

No mercado brasileiro de terça-feira (10), o Ibovespa fechou em recuo de 0,17%, encerrando aos 185.929 pontos, com giro de R$ 28,2 bilhões. Achamos que este movimento recente indica uma consolidação, após renovação de topo, mas sem comprometer, até aqui, a estrutura altista. No ano, o Ibovespa sobe 15,39%, testando a máxima histórica. Já no mercado cambial, o dólar à vista subiu 0,16% e se manteve pelo segundo pregão consecutivo abaixo da marca de R$ 5,20, cotado a R$ 5,1962. A expectativa pelo payroll não estressou o sentimento do investidor.

 

PRINCIPAIS MERCADOS

Mercados globais operam em tom cauteloso, com futuros em alta moderada, enquanto se aguarda o payroll e se monitora os Treasuries e o dólar (S&P 500 fut. +0,06%, Nasdaq 100 fut. +0,01%, T-Note 10 anos 4,13%, DXY 96,61).

 

 

MERCADOS 5h30

 

 

Índices

Comentários

EUA

Dow Jones Futuro: +0,11%

S&P 500 Futuro: +0,06%

Nasdaq Futuro: +0,01%

Os índices futuros operam em baixa nesta quarta-feira (11), com os investidores aguardando a divulgação do payroll de janeiro, a calibrar as expectativas de cortes nas taxas de juros. O consenso LSEG prevê a criação de 70 mil vagas de emprego, enquanto projeta uma taxa de desemprego de 4,4%.

Ásia-Pacífico

 

 

 

Shanghai SE (China), +0,09%

Nikkei (Japão): +2,28%

Hang Seng Index (Hong Kong): +0,31%

Nifty 50 (Índia): +0,04%

ASX 200 (Austrália): +1,66%

Ações asiáticas sobem; Austrália avança com resultados do CBA, inflação fraca da China em foco.

Europa

 

 

 

STOXX 600: -0,14%

DAX (Alemanha): -0,36%

FTSE 100 (Reino Unido): +0,33%

CAC 40 (França): -0,34%

FTSE MIB (Itália): -0,14%

FTSE 100 hoje: Mineradoras e petroleiras impulsionam índice, libra se recupera; LSEG sobe

Commodities

 

 

 

Petróleo WTI, +1,22%, a US$ 64,74 o barril

Petróleo Brent, +1,13%, a US$ 69,58 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, -0,07%, a 762,50 iuanes (US$ 110,33)

 

 

NO DIA, 1102

Dia de agenda concentrada nos EUA, com a divulgação do payroll de janeiro. Dependendo, isso pode impulsionar as apostas de corte do juro pelo Fed em março, embora os investidores ainda aguardem o CPI, na sexta-feira. O consenso LSEG prevê a criação de 70 mil vagas de emprego, enquanto se projeta uma taxa de desemprego de 4,4% da força de trabalho. No Brasil, em agenda vazia, o mercado ouve Gabriel Galípolo, no evento do BTG Pactual, após o IPCA de janeiro decepcionar (0,33%, em 12 meses a 4,44%). Também deve agitar os mercados a pesquisa Genial/Quaest, sem Tarcísio, a observar como deve evoluir a candidatura de Flávio Bolsonaro. Incrível a teimosia em manter a candidatura deste cidadão. É tudo que a turba do PT quer. Lamentável. No calendário corporativo, repercutem o relatório de produção e vendas da Petrobras e os balanços de Suzano e TIM. Hoje, sai Banco do Brasil após o fechamento.

 

Agenda macro 09 a 13 de fevereiro

 

 

Quarta-feira, 11 de Fevereiro 

09:00 Brasil: IBGE: Índice de Preços ao Produtor - Indústrias Extrativas e de Transformação (dez) 

14:30 Brasil: BCB: Fluxo Cambial (semanal) 

10:30 EUA: Taxa de desemprego (jan) 

10:30  EUA:  Relatório de emprego - Criação de vagas (jan) 

10:30 EUA: Índice de preços ao consumidor (jan) 

16:00 EUA: Resultado Fiscal Mensal (jan) 

 

 

 

Boa quarta-feira para todos!

Bankinter Matinal Portugal

 Análise Bankinter Portugal 


NY -0,3% US tech -0,6% US semis -0,7% UEM -0,2% España -0,3% VIX 17,8% Bund 2,81% T-Note 4,15% Spread 2A-10A USA=+69pb B10A: ESP 3,18% PT 3,16% FRA 3,40% ITA 3,41% Euribor 12m 2,227% (fut. 2,338%) USD 1,190 JPY 183,7 Ouro 5.025$ Brent 68,8$ WTI 64,0$ Bitcoin -2,5% (68.614$) Ether -5,4% (2.008$).


SESSÃO: Hoje tom tranquilo e sem direção definida até se conhecer o Emprego americano (13:30 h). ONTEM sessão com ligeiro tom em baixa nos EUA e Europa após dois dias de subidas. O protagonismo esteve com os resultados empresariais. Datadog (+14%) e Cloudfare (+16%), ambas incluídas na nossa Carteira Temática de Cibersegurança, e Kering (+10,9%) e Ferrari (+10,2%), que bateram expetativas. O que mais importa agora são os guidances. Fracos em CocaCola e, por isso, o valor -1,2%. 


Mas a notícia de HOJE, além do emprego americano, é a colocação de Alphabet, ontem, de 31.510 M$ em obrigações para financiar os seus investimentos em IA vs. 15.000 M$ anunciados. Embora tenha colocado tudo e bem, o valor cai -1,7% porque era o dobro do adiantado. O bom é que conseguiu procura por nada menos do que 10.000M GBP para a sua secção em libras por 1.000M GBP a 6,125%... a 100 anos! Esta colocação representa um marco, porque a última tech a emitir a 100 anos foi Motorola em 1997. Por agora, o mercado fica com a parte menos boas destas emissões de obrigações: que Google, Alphabet, Microsoft, Meta e Amazon emitirão 656.000 M$ em 2026 e que, sendo empresas sem dívida até agora, a partir de agora terão alguma dívida e o retorno desses investimentos todos em IA é confuso. Mais tarde, a forma de o ver irá melhorar, mas ainda é cedo.  


O bom tom por parte do setor de luxo e cibersegurança não conseguiu compensar o impacto negativo que as seguradoras adotaram após o anúncio, por parte de Insurify, do lançamento da sua primeira aplicação de ChatGPT para o setor… que poderá desintermediar as seguradoras e, hipoteticamente, transformá-las em meras fábricas de apólices sem capacidade comercial. 


HOJE o foco estará nos dados de emprego americano (13:30 h), que se esperam fracos, porque assim foram os da semana passada: JOLTS (empregos disponíveis: 6,54M vs. 7,20M esperados), Inquérito ADP de Emprego Privado (22k vs. 48k) e Challenger (anúncios de despedimentos: 108,5k vs. 35,5k anterior). Além disso, irá acompanhado da revisão de Emprego de 2025, muito provavelmente em baixa. Isto poderá ser bom para o mercado, porque irá reforçar a expetativa de que a Fed baixe taxas de juros em março ou junho, desde que não seja demasiado mau para assustar o mercado. a Taxa de Desemprego repetiu em 4,4%, já que, embora a oferta de emprego tenha caído, a procura também o fez, principalmente por uma diminuição da força laboral imigrante e pelo alcance da IA. 


Publicaram esta manhã: Commerzbank e Siemens Energy, batendo expetativas. Heineken em linha com o esperado, mas guias 2026 débeis e despedimentos. Marriot também em linha, mas guidance melhor (+8,5% em aftermarket). Ford oferece algo semelhante e +0,8% ídem. No fecho de Nova Iorque, publicarão Mcdonald’s e Cisco. Portanto, resultados mistos que não moverão a abertura em nenhuma direção definida.


CONCLUSÃO: Deverá ser um dia tranquilo (?) até à publicação do emprego americano, às 13:30 h. Se sair fraco, que é o mais lógico, poderá animar um pouco a tarde por causa da Fed poder baixar taxas de juros de novo, sem esperar muito… mas será uma melhoria do tom, porque ainda é necessário digerir e entender bem a emissão de dívida de Alphabet (que terminará por ser interpretada em positivo, mas não ainda).


FIM

Vai rolar...1102

 *Vai rolar: Payroll, pesquisa Quaest e Galípolo agitam o dia*

[11/02/26]


🇺🇸 Com forte potencial para mexer com as expectativas, o payroll de janeiro será divulgado às 10h30, podendo impulsionar as apostas de corte do juro pelo Fed em março, embora investidores ainda aguardem o CPI, na sexta-feira.

🇧🇷 No Brasil, o mercado quer ouvir Galípolo no evento do BTG Pactual (9h), após o IPCA de janeiro decepcionar na abertura dos dados.

🇧🇷 Também pode agitar a pesquisa Genial/Quaest, que vem sem Tarcísio e pode ser a prova dos nove para a candidatura de Flávio Bolsonaro.

🇧🇷 No calendário corporativo, repercutem o relatório de produção e vendas da Petrobras e os balanços de Suzano e TIM.

🇧🇷 Hoje, sai Banco do Brasil após o fechamento.


Indicadores

🇺🇸 EUA: Escritório de Orçamento do Congresso (CBO) divulga relatório sobre orçamento e perspectivas econômicas (2026–2036)

🇺🇸 10h30 – EUA: Payroll de janeiro

🇺🇸 12h30 – EUA: Estoques de petróleo do DoE

🇧🇷 14h30 – Brasil: BC – fluxo cambial semanal


Eventos

🇧🇷 Quaest divulga nova pesquisa sobre eleição presidencial

🇺🇸 EUA: Donald Trump recebe o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na Casa Branca

🇧🇷 09h00 – Brasil: Galípolo participa da CEO Conference Brasil 2026, do BTG Pactual

🇧🇷 11h00 – Brasil: Lula participa de cerimônia sobre investimentos para ampliação e modernização de aeroportos

🇺🇸 12h15 – EUA: Michelle Bowman (Fed) participa de evento

🇺🇸 18h00 – EUA: Beth Hammack (Fed) participa de evento


Balanços

🇧🇷 Antes da abertura: Klabin

🇧🇷 Após o fechamento: Banco do Brasil, Assaí, Banrisul, Guararapes, Neoenergia e Totvs


Fonte: Rosa Riscala

Grupo Jornaleiro

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Bankinter Matinal Portugal

 Análise Bankinter Portugal 


NY +0,4% US tech +0,7% US semis +1,4% UEM +1,0% España +1,4% VIX 17,4% Bund 2,84% T-Note 4,20% Spread 2A-10A USA=+71pb B10A: ESP 3,21% PT 3,20% FRA 3,43% ITA 3,45% Euribor 12m 2,222% (fut. 2,351%) USD 1,191 JPY 185,7 Ouro 5.058$ Brent 69,0$ WTI 64,4$ Bitcoin +0,1% (70.368$) Ether +3,4% (2.122$).


SESSÃO: Segunda sessão de subidas após a volatilidade da semana passada. Japão em alta após a maioria absoluta de Takaichi e a sua coligação de governo, o que implica maiores estímulos fiscais e estabilidade política… mas também maior pressão em obrigações perante a necessidade de emitir mais dívida. Na Europa, foram positivas tanto a melhoria da Confiança do Investidor Sentix, que voltou a terreno positivo (4,2 vs. -1,8 anterior), como os bons resultados de Unicredit (+6%), que impulsionaram o setor bancário (+2%). Enquanto nos EUA voltaram os caçadores de pechinchas, especialmente em semis após as quedas recentes.


Hoje os resultados serão novamente os protagonistas. De momento, mistos. On Semiconductor cai -3% em aftermarket após publicar resultados dececionantes e guias débeis, enquanto Kering sobe quase +5% após o tom positivo dos seus resultados e anunciar um Capital Markets Day em abrir para apresentar a estratégia do novo CEO. Luxo bem, mas semis mal, embora On Semiconductor seja uma raridade no setor, pois está muito focado em automóveis e energia. De facto, NÃO faz parte da nossa Carteira Temática de Semicondutores. Durante o resto da sessão, conheceremos também os resultados de Ferrari, Coca Cola, Datadog ou Cloudflare. Estas duas últimas fazem parte da nossa Carteira Temática de Cibersegurança e poderão acrescentar um pouco de tranquilidade sobre o impacto da IA no setor de software.


A boa evolução da campanha de resultados no 4T 2025 (+14,3% vs. +8,8% esp.) e a publicação dos dados oficiais de emprego, amanhã, eclipsarão a desaceleração do consumo a retalho que será publicado hoje (+0,4% m/m esp. vs. +0,6% ant.). Neste sentido, a debilidade do dólar continua, já que aumentam as expetativas de que os resultados de criação de emprego serão débeis e, especial atenção, à forte revisão em baixa prevista dos resultados de 2025. Hassett comentou precisamente ontem que o mercado laboral estava numa situação “um pouco incomum”, ao diminui tanto a oferta como a procura de trabalhadores num contexto de produtividade em alta. E esta debilidade do dólar faz com que tanto o ouro (+2%) como a prata (+7%) subam com força. 


CONCLUSÃO: Hoje esperamos consolidação na Europa, enquanto nos EUA o tom poderá ser um pouco mais construtivo perante a expetativa de um em emprego débil implicar maiores descidas de taxas de juros por parte da Fed, e se os resultados empresariais acompanham. 


FIM

Cérebros em Fuga: A Desvalorização dos Doutores e o Abismo no Mundo do Trabalho



 Cérebros em Fuga: A Desvalorização dos Doutores e o Abismo no Mundo do Trabalho


🇧🇷 O Brasil vive um cenário desafiador: enquanto as agências de fomento ampliam a formação acadêmica para impulsionar a inovação, o título de doutor sofre forte desvalorização. O que deveria ser o ápice da carreira intelectual tornou-se, para muitos, sinônimo de incerteza econômica e subutilização profissional.

🔍 1. O Teto de Vidro da Empregabilidade
🏢 Um dos principais entraves é a dificuldade de inserção no mercado privado. Historicamente, o doutorado no Brasil foi estruturado para a docência universitária pública. Com a redução de concursos e restrições orçamentárias, muitos doutores passam a viver em um limbo profissional.

📊 Dados da FAPESP (2024) mostram que a proporção de doutores com emprego formal dois anos após a titulação caiu de 75,8% em 2010 para cerca de 65% em 2021/2022, indicando que um em cada três não se insere rapidamente no mercado.

✈️ 2. A Fuga de Cérebros e o Sucateamento das Bolsas
💸 A desvalorização também é financeira. Apesar do reajuste das bolsas da CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e do CNPq em 2023, após anos de congelamento, os valores não recuperaram o poder de compra perdido, afetado por uma inflação acumulada superior a 66% entre 2013 e 2022.

🌍 Consequência: em 2025, o Brasil seguiu registrando aumento na saída de profissionais altamente qualificados. Estima-se a perda de cerca de 6,7 mil cientistas, transformando anos de apoio público à educação e à pesquisa em ganhos para outros países.

🏛️ 3. A Concentração no Setor Público
🏭 Diferente de países da hashtagOCDE, onde doutores são absorvidos pela indústria e por centros privados de P&D, no Brasil a maioria ainda depende do Estado para atuar profissionalmente.

📉 Contraste: enquanto países desenvolvidos investem mais de 2,5% do PIB em Pesquisa e Desenvolvimento, o Brasil permanece em torno de 1,19% (dados de 2023/2024). Sem forte demanda da indústria por inovação, o doutorado é visto como excesso de qualificação, com salários incompatíveis com mais de uma década de formação.

⚠️ A desvalorização do doutorado demonstra uma crise no reconhecimento social da ciência no Brasil. O distanciamento entre universidade, Estado e mercado transformou a alta especialização em algo pouco estratégico.

🔄 O problema não está nos doutores, mas na incapacidade do país de integrar a ciência aos seus processos produtivos e decisórios. Superar esse cenário exige recolocar a ciência no centro do projeto nacional, reconhecendo o doutorado como motor de inovação e desenvolvimento.

Bruce Barbosa

  Brasil: 78º lugar em produtividade mundial. De 131 países. Solução do governo: Trabalhar menos horas - mudar a 6 x 1. --- Claro. Porque o ...