quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Bankinter Matinal Portugal

 Análise Bankinter Portugal 


NY +0,03% US tech +0,9% US semis +2,4% UEM +0,6% España +0,7% VIX 16,4% Bund 2,87% T-Note 4,23% Spread 2A-10A USA=+66pb B10A: ESP 3,23% PT 3,22% FRA 3,44% ITA 3,47% Euribor 12m 2,249% (fut.2,428%) USD 1,199 JPY 183,1 Ouro 5.267$ Brent 68,0$ WTI 62,8$ Bitcoin +1,2% (89.275$) Ether +3,1% (3.013$).


SESSÃO: Hoje irá subir (+0,5%/+1%?), depois de também ter subido muito dignamente ontem. E apesar do USD, que tem as suas implicações positivas para o ciclo, embora não para as obrigações americanas. Reunião da Fed e discurso de Powell a partir das 19 h, mas irá repetir em 3,50/3,75% e não irá atualizar estimativas macro, portanto, o importante será tentar prever a mensagem de Powell para ver se aplicará ou não outro corte de -25 p.b. que nós estimamos par aa reunião de 18 de março… e que não está nada claro, na verdade. Mas a sua abordagem deve ser muito preocupante, pois hoje conseguiu neutralizar o tom otimista proporcionado pelas últimas empresas que publicaram os seus resultados e a insistência de Musk na OPV de SpaceX para junho. No fecho de Nova Iorque publicam Meta (EPS 8,186$), Microsoft (3,922$), Tesla (0,447$) e muitas mais, mas estas são 3 das “7 Magníficas” e são as mais importantes. Entre as restantes, antes da abertura de Nova Iorque: ATT (0,463$), General Dynamics 4,113$), Starbucks (12:45h; 0,586$). E com Nova Iorque fechada: Lam Research (1,175$), IBM (4,280$).


O tom melhorou substancialmente nas últimas 24 horas graças aos resultados corporativos e os seus guidances, coincidindo todos ou quase todos os relevantes: GM, Seagate, ASML… e o comentário de Musk sobre uma potencial OPV de SpaceX para meados de junho com uma avaliação de 1,5Bn$. YEste valor já tinha sido considerado, o que parece desproporcionado se comparado com as receitas, estimadas em 15.500M$ em 2025, das quais 12.300M$ provêm da sua filial Starlink, que tem 9000 satélites em órbita baixa e 8M clientes, que prepara a conectividade direta aos telefones móveis mediante os seus satélites, o que eliminará globalmente as antenas e mudará todo o negócio de telefonia móvel… supõem-se. 


As exceções negativas ou tíbias são Boeing e LVMH (baixamos recomendação para Vender), embora, sobretudo ontem, na sessão americana, o setor da saúde tenha sofrido (United health ca.-20%; CVS -11%; Humana -19%...) porque o governo americano irá subir apenas +0,09% em 2027 os preços que pagará ao programa Medicare Advantage. Mas a futura OPV de SpaceX e as outras empresas em positivo, principalmente ASML esta manhã à primeira hora (resultados e guidance melhores do que o esperado), pesam muito mais. Também anima a sessão a depreciação do USD até quase 1,20/€, com Trump a afirmar que o seu valor é “grande”… mas a realidade de fundo é que – e isto é muito importante da perspetiva do ciclo económico global – um USD depreciado proporciona aos EUA uma vantagem competitiva fácil para as suas exportações e, portanto, para o emprego e PIB (que la Fed de Atlanta estima em +5,4% para o 4T 2025, tendo sido nada menos que +4,4% no 3T), embora não para o financiamento do governo fora dos EUA (obrigações americanas menos atrativas por depreciação da divida). Mas bom para a Europa e a sua inflação, porque pagamos a energia em USD (petróleo e gás, já que não somos autossuficientes energeticamente).


CONCLUSÃO: O resumo de toda a informação anterior é que as bolsas irão recuperar hoje numa proporção semelhante ou ligeiramente superior à de ontem, embora exista o risco de uma desaceleração na sessão americana, tanto pelo que possa expressar Powell (se não sugerir algo sobre a próxima descida das taxas, terá um impacto negativo) e pela incerteza natural que antecede a publicação de Tesla, Microsoft e Meta, principalmente. Portanto, boa sessão, mas com tendência a abrandar. E, depois, amanhã dependerá das empresas que publicarão após o fecho de Nova Iorque. Tom melhor, mas cuidado se amanhã se altera. 


FIM

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

BDM Matinal Riscala

 *Bom Dia Mercado*


Terça Feira,27 de Janeiro de 2.026.


*IPCA-15 e pronunciamento de Trump são destaques*


… A ameaça de um novo shutdown nos Estados Unidos a partir de sábado entrou como fator adicional no cenário de incertezas que enfraquece o dólar e favorece o câmbio dos países emergentes, em meio a uma possível intervenção no iene japonês. Investidores ainda têm no radar uma série de eventos de alto impacto nesta semana, com os balanços das techs, Fed e Copom, sucessão de Powell, guerra tarifária, que agora também atinge a Coreia do Sul, e os riscos geopolíticos, que permanecem. Hoje, a expectativa é para “um grande pronunciamento” de Trump sobre economia em Iowa e, aqui, para o IPCA-15 (9h) e os resultados de produção e vendas da após o fechamento.


O QUE TRUMP VAI DIZER? – O “grande pronunciamento” do presidente sobre a situação econômica do país e o tema da acessibilidade de custos (affordability) foi anunciado em coletiva no final da tarde pela secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt.


… Trump discursará durante a viagem que fará ao Estado de Iowa, nesta terça-feira, “em meio a pressões políticas crescentes tanto no front doméstico quanto internacional”. Foi tudo o que ela disse, antes de comentar que não há uma ligação agendada com Putin e Zelensky.


… Na véspera da reunião do Fed, que deve manter os juros estáveis nesta quarta-feira, Trump pode voltar a criticar Powell ou até anunciar o seu sucessor, a partir de maio. Pode também falar das pressões contra a ação do ICE na fiscalização aos imigrantes.


… A morte de mais um americano que se manifestava contra a violência da política imigratória em Minneapolis, no fim de semana, gera reações crescentes e pode ser usada por democratas para bloquearem a aprovação do Orçamento no Congresso.


… As apostas de shutdown no final desse mês saltaram de 9% na sexta-feira para 81% ontem, na plataforma Polymarket. Na plataforma Kalshi, a expectativa de uma nova paralisação do governo dos Estados Unidos subiu para 78%.


… Segundo os rumores, os parlamentares democratas podem exigir mudanças nas operações para a segurança interna, devido aos conflitos em Minneapolis e às ações da agência de Imigração e Alfândega dos EUA, conhecida como ICE.


… Leavitt pediu ao Congresso que aprove o financiamento bipartidário antes do prazo final (30/01). “Não queremos, de forma alguma, que esse financiamento caduque e queremos que o Senado avance com a aprovação do pacote bipartidário de créditos orçamentários.”


… Sobre os conflitos, ela disse que o tiroteio está sob investigação do FBI, do Departamento de Segurança Interna (DHS) e de autoridades de fronteira, e destacou que “ninguém na Casa Branca quer ver pessoas sendo mortas nas ruas dos Estados Unidos”.


… Reforçando a linha dura do governo, porém, completou que “cidadãos não têm o direito de obstruir operações de fiscalização migratória”.


MAIS UM ALVO – O dólar acelerou a alta contra o won, no início da noite, após o presidente Donald Trump ameaçar subir as tarifas sobre a Coreia do Sul, de 15% para 25%, em automóveis, fármacos e madeira.


… Nas redes sociais, ele disse que está insatisfeito com a demora dos legisladores sul-coreanos em aprovar o acordo comercial de 2025.


… Mais cedo, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Guo Jiakun, comentou as ameaças tarifárias de Trump contra o Canadá dizendo que se trata de um novo tipo de parceria estratégica, que inclui “acordos específicos” para lidar com questões econômicas.


… “A China acredita que os países precisam abordar as relações bilaterais com um espírito de ganhos mútuos, em vez de uma mentalidade de soma zero, e por meio da cooperação, em vez do confronto”, disse ele, sem citar explicitamente os Estados Unidos.


… No fim de semana, Trump ameaçou com tarifa de 100% todos os produtos canadenses exportados aos Estados Unidos, se Ottawa não recuar.


GEOPOLÍTICA – Após Zelensky afirmar, no fim de semana, que um acordo de garantias de segurança dos Estados Unidos para a Ucrânia foi “100% fechado” nas conversas em Abu Dhabi, o Kremlin informou nesta segunda-feira que “os principais desafios ainda permanecem”.


… Embora a Rússia tenha confirmado que uma nova rodada está prevista para a próxima semana, o porta-voz, Dmitry Peskov, disse que até agora não houve nenhum avanço significativo. “Ainda há muito trabalho sério pela frente.”


… Ainda nesta segunda, Trump afirmou que acredita que o Irã queira negociar um acordo, enquanto eleva a presença militar na região. O presidente disse que mantém a via diplomática aberta e não tomou uma decisão final sobre um possível ataque.


O APELO A TRUMP – Em um telefonema de 50 minutos, nesta segunda-feira, Lula sugeriu ao presidente dos Estados Unidos que o Conselho da Paz, para o qual foi convidado a integrar, se limite à Faixa de Gaza e preveja o assento para a Palestina.


… Lula também defendeu a estabilidade na Venezuela e combinou uma viagem aos Estados Unidos no mês que vem.


UMA DENÚNCIA POR DIA – O caso Master não sai do noticiário, com revelações quase diárias que envolvem nomes de alta patente da política (além de ministros do STF). Ontem, a mídia descobriu que Guido Mantega intermediou encontro de Vorcaro com Lula.


… A reunião, fora da agenda, aconteceu em dezembro de 2024, quando Vorcaro falou ao presidente sobre a “concentração bancária”, que poderia afetar o Master. O presidente pediu a Galípolo, que estava presente, uma apuração técnica e isenta do BC sobre o tema.


… A jornalista Andrezza Matais (Metrópoles) apurou que Mantega foi contratado por Vorcaro por indicação do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), com rendimento de R$ 1 milhão por mês. A tarefa era azeitar a venda do Master para o BRB.


… Wagner também fez a ponte de Vorcaro com Ricardo Lewandowski. O contrato do Master com o escritório do ex-ministro da Justiça continuou por 21 meses após sua ida para o governo e somou R$ 5 milhões.


… No Congresso, a bancada do Novo acionou a PGR e a PF contra Dias Toffoli (STF) por “interferência atípica” no caso Master.


BRB NEGA – O Banco de Brasília informou nesta segunda que não há, até o momento, qualquer determinação formal do BC para a constituição de provisão contábil no valor de R$ 2,6 bilhões, relacionada à aquisição de carteiras de crédito do Banco Master.


… O BRB informou que as operações ainda estão em processo de “análise técnica, contábil e regulatória”.


MAIS AGENDA – A mudança da bandeira tarifária de energia elétrica, de amarela em dezembro para verde em janeiro, deve desacelerar as pressões inflacionárias do IPCA-15 para 0,23% em janeiro, contra 0,25% em dezembro.


… As projeções no Broadcast vão de 0,15% a 0,42%. No acumulado em 12 meses, a mediana indica 4,52%, acima do teto da meta de inflação, de 4,5%, após registrar alta de 4,41% em dezembro. As estimativas vão de 4,00% a 4,73%.


… A média dos núcleos de inflação deve acelerar de 0,32% em dezembro para 0,42% em janeiro. Os serviços subjacentes (0,52% para 0,59%) devem continuar como um desafio para o início do ciclo de corte da Selic.


… As apostas ainda indicam alta nos preços livres (0,31% para 0,35%); alimentação no domicílio (0,10% para 0,49%); e bens industriais (-0,05% a 0,45%). Já serviços (0,70% para 0,20%) e administrados (0,08% para -0,11%) devem cair.


… Nesta véspera do Copom, sai também a prévia da inflação paulistana do IPC-Fipe, logo cedinho (5h).


LÁ FORA – Único indicador previsto para hoje nos Estados Unidos é a confiança do consumidor medida pelo Conference Board, que sai ao meio-dia, e deve melhorar para 90,1 em janeiro, contra 89,1 em dezembro.


… Lagarde discursa, às 13h, em evento em memória do Holocausto. O BC do Chile anuncia decisão de política monetária às 18h, com previsão de juro estável, em 4,5%. À noite (20h50), o BoJ solta a ata da penúltima reunião.


BALANÇOS – Antes da abertura dos negócios, saem os resultados da American Airlines (previsão de lucro líquido de US$ 0,37 por ação), Boeing (estimativa de prejuízo de US$ 0,44), GM (US$ 2,25) e UnitedHealth (US$ 2,10).


DURO NA QUEDA – Mal dá para dizer que o Ibovespa caiu ontem (-0,08%, a 178.720,68 pontos). No máximo, parou de subir, depois de recordes atrás de recordes na semana passada, na escalada rápida para perto dos 180 mil pontos.


… O volume forte, de R$ 31,2 bilhões, indica que o estrangeiro continua marcando presença e que o apetite gringo ainda refreia qualquer movimento mais acentuado de uma realização de lucro, apesar da agenda semanal forte.


… Petrobras, por exemplo, continuou no alvo dos compradores (PN, +0,91%, a R$ 35,36; e ON, +0,34%, a R$ 37,85), apesar de o petróleo ter caído e de a companhia ter anunciado uma redução de 5,2% no preço da gasolina.


… Depois de 266 dias sem alterar o valor do combustível, a empresa baixou o litro vendido às distribuidoras em R$ 0,14. Analistas defenderam no Broadcast a legitimidade do corte, diante do espaço de queda que havia para o ajuste.


… Lá fora, o Brent caiu 0,44%, a US$ 65,59. Segundo a Bloomberg, apesar da oferta global saturada, delegados da Opep+ disseram que o cartel deve seguir os planos de manter a produção de petróleo estável na reunião de março.


… O Ibovespa conseguiu driblar qualquer correção mais forte, mesmo com as ações da Vale tendo precipitado uma queda de 2,29%, para R$ 83,07, diante de vazamentos em duas estruturas em Minas em menos de 24 horas.


… O transbordamento de água em Congonhas (MG), um dia após confirmar um rompimento de um dique entre as cidades de Ouro Preto e Congonhas, reascendeu as preocupações de segurança operacional da companhia.


… O papel da mineradora, porém, ainda acumula valorização expressiva de 15% este ano e de 66% em seis meses.


… Entre os bancos, o pregão de ontem foi positivo, com destaque para Itaú (+1,33%; R$ 44,154), BTG (+1,93%; R$ 60,23), BB (+0,49%; R$ 24,40) e Bradesco PN (+0,43%; R$ 20,88). A exceção foi Santander, que caiu 0,62% (R$ 35,52).


… A perda de força do petróleo ontem limitou a alta do real, apesar de o Brasil continuar na rota do fluxo do capital externo e apesar de o dólar em escala global ter agora no risco de shutdown mais um gatilho para se enfraquecer.


… Aqui, a moeda americana caiu de leve (-0,12%), a R$ 5,2797. Profissional disse à AE que o dólar tem encontrado dificuldade em furar a região de R$ 5,27, patamar em que atrai importadores e recomposição de posições defensivas.


… O câmbio vive uma acomodação, após o dólar ter caído 1,6% semana passada e acumular perdas de quase 4% este mês. Fica a expectativa se o Copom vai citar o real mais apreciado como fator para projetar o ciclo de corte do juro.


ONDA DE REVISÕES – Ainda às vésperas da reunião da Selic, o anúncio da Petrobras sobre a gasolina mais barata levou economistas consultados pelo Valor a calcularem um alívio de até 0,26 ponto porcentual no IPCA deste ano.


… O impacto da queda no combustível deve ficar concentrado na leitura de fevereiro do índice oficial de inflação.


… O ASA reduziu a projeção para o IPCA do mês que vem de 0,51% para 0,45%. Mas como já incorporava em seu cenário ajustes na gasolina ao longo do ano, não mudou a estimativa para a inflação em 2026 (segue em 4%).


… Já a Warren alterou a aposta para o IPCA do ano de 4,50% para 4,40%. A Terra Investimentos, a Quantitas e a Logos Economia reduziram a previsão de 4,2% para 4,1%, no alívio que também poderá ser abordado pelo Copom.


… À espera dos comunicados do BC e do Fed, os juros futuros recuaram moderadamente nesta segunda-feira, pelo quarto pregão consecutivo, acompanhando a queda modesta do dólar e dos rendimentos dos Treasuries.


… No fechamento, o contrato de DI para Janeiro de 2027 marcava 13,680% (de 13,696% no ajuste anterior); Jan/29 caía para 12,980% (contra 13,032%); Jan/31 recuava para 13,295% (de 13,356%); e Jan/33, a 13,480% (de 13,548%).


… Lá fora, a volta do fantasma do shutdown resgatou apostas defensivas e derrubou as taxas dos títulos do Tesouro americano: Note de 2 anos, a 3,592% (de 3,597%); 10 anos, a 4,212% (de 4,232%); e 30 anos (4,802%, de 4,832%).


NEM TUDO QUE RELUZ É OURO – O mercado monitora com preocupação a recente escalada do ouro, que ontem ultrapassou os US$ 5.000 com buscas por segurança, enquanto Trump não para de causar e perturbar o ambiente.


… O risco de nova paralisação do governo americano, que tem a política imigratória como pivô, entrou como fator adicional de cautela, combinado às ameaças renovadas de tarifaço e tentativa de intimidação política no Fed.


… Na Comex, o ouro para fevereiro encerrou em alta de 2,06%, a US$ 5.082,50 por onça-troy. O enfraquecimento do dólar, já nos menores níveis em quatro meses, também tem motivado uma corrida para o metal precioso.


… Rumores de uma intervenção coordenada entre o Japão e os Estados Unidos para fortalecer o iene, que subiu a 154,10/US$, voltaram a derrubar o índice DXY (-0,57%), perto agora de perder a linha dos 97 pontos (97,040).


… Em má fase, o dólar também levou a pior contra o euro (+0,43%, a US$ 1,1886) e a libra esterlina (+0,36%, a US$ 1,3684). O risco de paralisação da máquina pública só piorou o que já não estava nada bom para a moeda americana.


… Apesar do novo driver de tensão, com a chance de os democratas se recusarem a votar o Orçamento no Congresso sem mudanças nas provisões para segurança interna, as bolsas em Nova York foram embaladas pelas big techs.


… Cinco das Sete Magníficas publicam balanços nesta semana (Microsoft, Meta, Amazon, Apple e Tesla). O Dow Jones subiu 0,64% (49.412,40 pontos); o S&P 500 ganhou 0,50% (6.950,24); e o Nasdaq avançou 0,43% (23.601,36).


CIAS ABERTAS NO AFTER – VALE informou que a prefeitura de Congonhas (MG) suspendeu alvarás das unidades de Fábrica e Viga, que já tiveram as operações interrompidas; a empresa diz que seus guidances seguem inalterados…


… O governo de Minas Gerais informou que autuará a empresa por danos ambientais após extravasamento em cava, exigindo plano de recuperação ambiental. (Valor)


UNIÃO PET. O conselho aprovou a distribuição de R$ 25,9 milhões em dividendos intermediários, equivalentes a R$ 0,030 por ação; ex dia 15 de maio.


ENERGISA. A agência reguladora de Serviços Públicos do Espírito Santo (ARSP) homologou queda média de 2,47% nas tarifas da ES Gás a partir de 1º de fevereiro, refletindo ajuste trimestral do custo do gás.


VIX LOGÍSTICA. A empresa anunciou a 10ª emissão de debêntures, no valor de R$ 300 milhões, com prazo de seis anos e remuneração de DI + 1,25% ao ano.

Call Matinal 2701

 Call Matinal

27/01/2026

Julio Hegedus Netto, economista

 

MERCADOS EM GERAL

 

FECHAMENTO (2601)

MERCADOS E AGENDA

No mercado brasileiro de segunda-feira (26), o Ibovespa fechou em queda marginal de 0,08%, a 178.720,68 pontos. No máximo, parou de subir, depois de recordes atrás de recordes na semana passada, na escalada rápida para perto dos 180 mil pontos. O volume veio forte, R$ 31,2 bilhões, indicando interesse do gringo. Já no mercado cambial, o dólar caiu de leve (-0,12%), a R$ 5,2797. Mercado acha que o dólar tem encontrado dificuldade em furar a região de R$ 5,27, patamar em que atrai importadores e recomposição de posições defensivas.

 

PRINCIPAIS MERCADOS

Os futuros dos EUA operam sem direção única nesta terça-feira (27), com atenções voltadas para a decisão sobre juros do Federal Reserve, prevista para quarta-feira, e para os balanços das gigantes do setor de tecnologia, que testarão a sustentabilidade da alta impulsionada pela inteligência artificial.

 

 

MERCADOS 5h30

 

 

Índices

Comentários

EUA

Dow Jones Futuro: -0,11%

S&P 500 Futuro: +0,23%

Nasdaq Futuro: +0,51%

A expectativa geral é de que o Fed mantenha sua taxa básica na faixa de 3,5% a 3,75%, mas atençãp para os indícios de quando poderão ocorrer novos cortes. Segundo a CME FedWatch, a negociação de contratos futuros de Fed Funds sinaliza dois cortes de 0,25 pp até o final de 2026.

Ásia-Pacífico

 

 

 

Shanghai SE (China), +0,18%

Nikkei (Japão): +0,85%

Hang Seng Index (Hong Kong): +1,35%

Nifty 50 (Índia): -0,03%

ASX 200 (Austrália): +0,92%

 

Europa

 

 

 

STOXX 600: +0,21%

DAX (Alemanha): +0,09%

FTSE 100 (Reino Unido): +0,21%

CAC 40 (França): +0,06%

FTSE MIB (Itália): +0,46%

 

Commodities

 

 

 

Petróleo WTI, -0,56%, a US$ 60,29 o barril

Petróleo Brent, -0,67%, a US$ 65,15 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, -0,51%, a 788 iuanes (US$ 113,31)

 

 

NO DIA, 2701

Nos EUA, a ameaça de shutdown tumultua os mercados, enfraquecendo o dólar e favorecendo o câmbio dos países emergentes, em meio a uma possível intervenção no iene japonês. Estejamos atentos também aos eventos pesados nesta semana, como os balanços das techs, Fed e Copom, sucessão de Powell, guerra tarifária, envolvendo agora a Coreia do Sul, e os riscos geopolíticos, que permanecem. Hoje, a expectativa é para “um grande pronunciamento” de Trump sobre economia em Iowa e, no Brasil, para o IPCA-15 (9h) e os resultados de produção e vendas da após o fechamento.

 

 

 

 

 

Agenda Macroeconômica

 

 

Terça-feira, 27 de Janeiro 

05h00 – Fipe: Prévia do IPC

09h00 – IBGE: IPCA-15 de janeiro

12h00 – EUA/Conference Board: Confiança do consumidor de janeiro

18h00 – Chile: BC decide juro

20h50 – Japão: BoJ divulga ata da penúltima reunião de política monetária

13h00 – Lagarde (BCE) discursa em evento em memória do Holocausto

Brasil/após o fechamento: Vale divulga relatório de produção e vendas do 4Tri

EUA/antes da abertura: American Airlines, Boeing, General Motors e UnitedHealth

EUA: Trump faz “grande pronunciamento” sobre economia e custo de vida

 

 

Boa terça-feira para todos! Feliz 2026 !

Bankinter Matinal Portugal

 Análise Bankinter Portugal 


NY +0,03% US tech +0,4% US semis -0,4% UEM +0,2% España +0,8% VIX 16,2% Bund 2,87% T-Note 4,22% Spread 2A-10A USA=+62pb B10A: ESP 3,23% PT 3,22% FRA 3,44% ITA 3,46% Euribor 12m 2,247% (fut.2,432%) USD 1,188 JPY 183,5 Ouro 5.085$ Brent 65,4$ WTI 60,5$ Bitcoin +0,4% (88.206$) Ether +1,2% (2.922$).


SESSÃO: As últimas 24h foram surpreendentemente boas para o mercado, considerando a confusão nas frentes comercial e geoestratégica: Índia/UE fecham um acordo comercial light, os EUA aumentam impostos alfandegários de 15% para 25% à Coreia do Sul, Rutte (NATO) afirma que a Europa “sonha” se acredita que pode defender-se por si só, e o responsável do ICE (imigração) é afastado do seu cargo depois de matar a tiro várias pessoas com cidadania norte-americana. Chama-se Gregory Bovino, neto de emigrantes italianos. E na frente corporativa, Ryanair foi a única empresa relevante a publicar na segunda-feira e os seus resultados foram francamente maus (BNA -80%), afetados por uma multa em Itália, caindo -2,3% depois de ter caído -2,4% na sexta-feira (-5,1% em 2026, mas +55% em 2025). 


HOJE, nos EUA, Preços de Habitação (14 h) CaseShiller-20 (20 principais ciudades e medição fiável porque compara casas homogéneas) e que se espera +1,2% novembro vs. +1,3% outubro e Confiança Consumidor (15 h) a melhorar até 90,9 janeiro vs. 89,1 dezembro. Ambos os dados seriam bastante bons se saíssem como esperados ou parecido, porque indicariam que os preços da habitação sobem um pouco, mas menos do que a inflação (ca.+2,7%), enquanto qualquer

Registo da Confiança do Consumidor superior a 90 pontos começa a ser considerado bom, sendo realmente bom a partir de 100. A última vez que esteve nesse nível foi em janeiro de 2025 (104,1), enquanto em 2024 esteve acima desse nível durante 10 meses. Não é difícil, nem infrequente. 


E também HOJE publicam em pré-abertura de Nova Iorque Boeing (EPS -0,458$), United Health (2,102$), NextEra (0,534$), GM (2,278$), UPS (2,208$), RTX (1,467$) y Northrop Grumman (6,98$); Seagate (2,826$) no fecho americano. LVMH no fecho europeu. Lembrete: o mais importante são as guias, que podem ter-se tornado um aspeto vulnerável para o mercado.


CONCLUSÃO: Estamos à espera da reunião da Fed de manhã, que é o evento da semana. Até então, resta observar as guias das empresas, para comprovar se existe um padrão de debilitamento ou não. Ontem tivemos uma modesta subida inesperada e hoje poderá acontecer algo parecido se as guias das empresas que publiquem forem aceitáveis, porque os Preços de Habitação e a Confiança do Consumidor nos EUA poderão proporcionar bastante conforto. E amanhã o importante da Fed é a mensagem de Powell, principalmente se insinua ou não que voltará a baixar taxas de juros a 18 de março (estimamos -25 p.b. até 3,25%/3,50%). Parece que o FOMO, que não é outra coisa além do custo de oportunidades para nós, economistas, ou o lucro cessante para os advogados, continua a ser imposto e que, em caso de dúvida e enquanto se aguarda algo (a Fed neste caso), decide continuar a subir suavemente (hoje, +0,3%?).


FIM

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Ouro disparando

 


O ouro sobreviveu a impérios, crises e regimes cambiais. Por mais de cinco milênios, a humanidade valoriza esse metal por sua durabilidade, escassez e pela confiança que depositamos nele. Em 2025, os preços do ouro subiram cerca de 40%, o maior aumento anual desde 1979. Os bancos centrais compraram mais de 1.100 toneladas métricas à medida que os países diversificavam as reservas.


Em uma era de ativos digitais, a durabilidade do ouro reflete não apenas a geologia, mas também a psicologia, escreve Pratik Ghansham Salvi em IMF Finance & Development Magazine.

Leia mais: https://lnkd.in/eGvQpfCW

Bankinter Matinal Portugal

 Análise Bankinter Portugal 


NY +0,03% US tech +0,3% US semis -1,2% UEM -0,1% España -0,7% VIX 16,1% Bund 2,88% T-Note 4,21% Spread 2A-10A USA=+62pb B10A: ESP 3,27% PT 3,26% FRA 3,49% ITA 3,51% Euribor 12m 2,243% (fut.2,466%) USD 1,186 JPY 182,8 Ouro 5.103$ Brent 66,2$ WTI 61,4$ Bitcoin -1,9% (87.884$) Ether -1,9% (2.888$).


SESSÃO: Yen e USD protagonistas de primeira hora. Esta madrugada, Japão -1,8% perante uma apreciação brusca do yen (154/$ vs. 159/$) entre rumores de intervenção coordenada EUA/Japão, para o afastar da fronteira 160/$. A vantagem competitiva de um yen extra-depreciado não agrada os americanos, enquanto o governo japonês não se sente confortável com o risco de importar inflação e ter de, finalmente, subir taxas de juros (agora, 0,75%, mas expetativa de +25 p.b. na reunião do BoJ, a 18 de março)… embora se deva tratar de mais pressões americanas, porque a inflação japonesa está agora em +2,1%, que é aceitável… embora incompatível a longo prazo com Taxa Diretora em apenas 0,75%. E o USD depreciou-se até 1,186/€ vs. 1,17,4/€, provavelmente consequência simples de uma corrente agressiva de compra de yens para cobrir as posições curtas perante a ameaça de intervenção e venda de USD como divisa de origem dessas posições, desfazendo-se rapidamente o carry-trade (financiar-se em yens para investir em USD, com taxas de juros superiores). 


Além deste movimento de divisas, esta semana será quase aborrecida até quarta-feira, à espera da Fed e dos resultados de 4 das “7 Magníficas”… e as suas guias! Com a geoestratégia em pausa perante a expetativa de um início de acordo sobre a Gronelândia na NATO e a possibilidade de negociações sobre a Ucrânia (embora sem notícias positivas do que tenham falado neste fim de semana), a macro e os resultados empresariais recuperarão o protagonismo que lhes corresponde. 


Na quarta-feira, a Fed repetirá taxas de juros em 3,50/3,75%, o importante será tentar perceber pela mensagem de Powell se aplicará ou não um novo corte de -25 p.b. que nós estimamos para a reunião de 18 de março.


E continuarão a ser publicados resultados corporativos, cujo fluxo ganhará bastante intensidade e será ampliado à Europa, destacando várias empresas de Defesa (Northrop Grumman, RTX…) e tecnológicas de envergadura (ASML, Tesla, Microsoft, Meta, SAP, Apple…). De facto, entre quarta e quinta-feira, serão publicadas 4 das “7 Magníficas”: na quarta-feira, Meta (EPS 8,20 $; +2,2%), Microsoft (EPS 3,92 $; +21%) e Tesla (EPS 0,44 $; -39,4%); na quinta-feira, Apple (EPS 2,67 $; +11,5%). A evolução da semana dependerá dos números e das guias dessas empresas… ceteris paribus (se nada do restante mudar, pelo menos). E aqui pode estar o mais interessante, por ser novo: na semana passada, observámos alguma fraqueza nas guias transmitidas pelas empresas de primeira linha (Netflix, GE Aerospace, Intel…), como se estivessem intencionalmente a começar a comunicar objetivos menos ambiciosos. A razão última para isso poderia ser, ou uma estratégia intencional para forçar o mercado a deixar de ser tão exigente (especialmente com as empresas tecnológicas), ou a adoção de uma atitude mais cautelosa até verificar quais são os primeiros efeitos empíricos (em custos, margens...) da aplicação da IA, ou simplesmente algum cansaço natural no crescimento. 


CONCLUSÃO: As guias que transmitirem, principalmente essas “4 Magníficas”, determinarão o saldo de uma semana que se apresenta um pouco fria. A apreciação do yen (154/$ vs. 159/$) e a depreciação do USD (1,186/€ vs. 1,17,4/€) acrescentarão ruído a um arranque semanal débil (futuras bolsas ca.-0,2%). Além disso, poderá ocorrer outro encerramento parcial do governo americano, porque a extensão atual do Orçamento expira este sábado, 31, e os democratas poderão bloquear outra extensão se forem verbas para o ICE (agentes de imigração). Isto apresenta-se fraco… 


FIM

BDM Matinal Riscala

 *Bom Dia Mercado*

Segunda Feira,26 de Janeiro de 2.026.

*Semana tem superquarta, sucessão no Fed e big techs*


Aqui, a agenda dos indicadores é forte, com o IPCA-15 de janeiro, dados fiscais, do setor externo e mercado de trabalho


… Na primeira superquarta do ano, Fed e Copom devem manter os juros estáveis, transferindo a expectativa para os recados das reuniões. Nos dois casos, as apostas convergem para a queda das taxas em março. Em NY, investidores também esperam pelo anúncio do sucessor de Powell e pelos balanços das big techs, que geram apreensão. Já aqui, a agenda dos indicadores é forte, com o IPCA-15 de janeiro, dados fiscais, do setor externo e do mercado de trabalho. Na última semana de janeiro, as incertezas com Trump nos Estados Unidos, que incluem agora ameaças ao Canadá, tendem a manter a corrida do capital externo para os emergentes e a sustentar a festa do Ibovespa.


SUCESSÃO E BIG TECHS – O consenso de mercado aponta para a manutenção da Selic em 15% e do juro americano na faixa de 3,5% a 3,75%. Com a estabilidade das taxas precificada, o interesse estará nos comunicados, que podem sinalizar decisões futuras.


… Mas o foco dos mercados estará menos na superquarta e mais na expectativa pelo sucessor de Powell, que pode sair nesta semana. O receio dos investidores é de que Trump assuma o controle do Fed, indicando um nome mais suscetível à sua influência.


… Na última sexta, Rick Rieder (BackRock) assumiu a liderança nas plataforma de apostas da Polymarket (47%), destronando Kevin Warsh (32%). Na Kalshi, ele tem uma vantagem ainda mais larga: 49% contra 32% do ex-diretor do Fed.


… Segundo reportagem da Bloomberg, com base em fontes, Rieder é visto agora como o favorito de Wall Street e de Trump.


… O presidente admitiu ter ficado “muito impressionado” com Rieder e o mercado tem esperanças de que ele terá uma postura independente depois que assumir o comando do Fed. Se for Rieder o escolhido, a reação pode ser absorvida com menos impacto.


… Outros candidatos são o diretor econômico nacional da Casa Branca, Kevin Hassett, e o governador do Fed, Chris Waller.


… O início dos balanços das big techs também é aguardado com ansiedade e pode trazer volatilidade. A quarta-feira – dia do Fomc e da entrevista de Powell – concentra a divulgação dos resultados de Microsoft, Meta, Tesla, IBM e AT&T. Na quinta, saem Apple e Amazon.


… O calendário prevê ainda os resultados de UnitedHealth, Boeing, GM e American Airlines (amanhã), Visa e Mastercard (quinta-feira) e Exxon Mobil, Chevron, American Express e Verizon encerrando a semana (sexta-feira).


INDICADORES – A agenda internacional deve ficar em segundo plano esta semana, nos Estados Unidos.


… Entre os dados estão encomendas de bens duráveis hoje (10h30), índice de confiança do Conference Board (amanhã, terça), balança comercial, encomendas à indústria e estoques no atacado (quinta), PPI e PMI/ISM de janeiro (sexta-feira).


… Na Alemanha, saem o índice Ifo de sentimento das empresas hoje (6h), o índice de confiança do consumidor GfK (quarta) e o PIB/4Tri (sexta). Também o PIB/4Tri da Zona do Euro será divulgado (sexta-feira).


… Mais quatro reuniões de política monetária estão agendadas para esta semana: Chile (amanhã, terça), Canadá (quarta), África do Sul (quinta) e Colômbia (sexta). Feriado manteve os mercados financeiros fechados hoje na Austrália.


AMEAÇAS AO CANADÁ – Trump usou sua rede social no sábado e no domingo para pressionar o governo canadense a recuar no acordo comercial que está negociando com a China para reduzir tarifas sobre veículos elétricos chineses.


… Em troca, Pequim concederia menores impostos de importação sobre produtos agrícolas canadenses, como a carne bovina.


… “Esse acordo é um desastre, a China vai devorar o Canadá vivo. Se o Canadá fizer um acordo com a China, será imediatamente atingido com uma tarifa de 100% sobre todos os bens e produtos canadenses que entrarem nos Estados Unidos.”


… Mencionando diretamente o primeiro-ministro Mark Carney, Trump disse ainda que, “se ele pensa que vai transformar o Canadá em um ‘Porto de Desembarque’ para a China enviar mercadorias e produtos para os Estados Unidos, está redondamente enganado.”


RÚSSIA-UCRÂNIA – Ainda no fim de semana, foram encerradas as negociações envolvendo representantes da Ucrânia, Rússia e Estados Unidos “com discussões construtivas sobre possíveis parâmetros” para o fim da guerra, como disse Volodymyr Zelensky.


… O presidente ucraniano apontou que um documento de garantias de segurança dos Estados Unidos para Kiev está “100% pronto”. Os negociadores retornarão aos Emirados Árabes Unidos para a próxima rodada em 1º de fevereiro.


… As negociações representam o primeiro encontro conhecido entre autoridades do governo Trump e representantes de ambos os países, como parte dos esforços de Washington para avançar no sentido de encerrar a invasão russa, que já dura quase quatro anos.


… Um funcionário americano afirmou que autoridades russas e ucranianas provavelmente precisariam de novas conversas na Rússia ou na Ucrânia antes de Zelensky se encontrar com o presidente russo Vladimir Putin, ou mesmo ter uma sessão conjunta com o presidente Trump.


… Algumas questões ainda permanecem sem solução, principalmente, questões territoriais. O Kremlin insiste que, para se chegar a um acordo de paz, Kiev deve retirar suas tropas das áreas no leste, que a Rússia anexou ilegalmente, mas não capturou completamente.


NO BRASIL – Antes da decisão dos juros pelo Copom, o IPCA-15 de janeiro amanhã (terça-feira) deve confirmar a resiliência dos preços, com pressões contínuas em alimentos e serviços — segmentos sensíveis ao aquecimento do mercado de trabalho.


… Pesquisa Broadcast apurou leve desaceleração para 0,23% na mediana das estimativas, contra 0,25% em dezembro. As projeções, todas de alta, vão de 0,15% a 0,42%, e em 12 meses o IPCA-15 deve acelerar a 4,52%, após ficar abaixo do teto da meta em dezembro (4,41%).


… Além dos dados da inflação, também pode ter impacto nos juros a divulgação da Pnad Contínua, com a taxa de desemprego de dezembro, e a criação de empregos formais apurados pelo Caged – ambos na sexta-feira.


… Outras agendas previstas para sexta-feira: IGP-M de janeiro, Dívida Pública em proporção ao PIB e resultado primário de dezembro.


HOJE – O Banco Central divulga o saldo da conta corrente e o IDP de dezembro (e do ano de 2025), às 8h30, com estimativa de um déficit de US$ 5,6 bilhões (mediana), após saldo negativo de US$ 4,943 bilhões em novembro.


… Para o Investimento Direto no País, a mediana indica entrada líquida de US$ 1,6 bilhões em dezembro, ante saldo positivo de US$ 9,82 bilhões em novembro. A mediana indica que o IDP deve somar US$ 84,86 bilhões em 2025.


… Já a estimativa intermediária para as transações correntes no ano passado é de saldo negativo de US$ 72,5 bilhões.


… Ainda nesta segunda-feira, sai o Boletim Focus (8h25), com as projeções do mercado para as principais variáveis econômicas.


MASTER – Os depoimentos relacionados às investigações de fraudes no Banco Master marcam a semana, com as oitivas conduzidas pela Polícia Federal hoje e amanhã (terça-feira). Serão interrogados executivos do Master e do BRB.


… Há expectativa de que o caso Master volte para a primeira instância depois do Carnaval, segundo informou a jornalista Ana Flor (G1). A solução está em negociação no STF e teria o objetivo de afastar o desgaste da Corte com o caso: a palavra final será de Toffoli.


… Ainda no Globo, Lauro Jardim noticiou que a situação de Dias Toffoli como relator do caso Master no STF é descrita pela maioria dos seus colegas como “insustentável”. Mas ele só deixa o processo se quiser.


POLÍTICA – No Executivo, o destaque é a viagem do presidente Lula ao Panamá, amanhã (terça), onde participa do Fórum Econômico Internacional da América Latina. O governo brasileiro vai assinar um acordo de cooperação e facilitação de investimentos.


… Há ainda a expectativa sobre a visita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ao ex-presidente Bolsonaro na Papudinha, na quinta-feira. O encontro estava previsto para a semana passada, mas foi adiado, o que causou um mal-estar entre o governador e bolsonaristas.


… No Congresso, às vésperas do fim do recesso, o presidente da Câmara, Hugo Motta, convocou uma reunião do colégio de líderes para dia 28, com o objetivo de discutir e organizar o retorno dos trabalhos legislativos, no dia 2 de fevereiro.


… Entre as possíveis pautas do primeiro semestre, segundo apurou o Valor, estão o acordo Mercosul/UE, a PEC da Segurança, o PL AntiFacção, a regulamentação do trabalho por aplicativo, a regulamentação da Inteligência Artificial e a MP do Gás do Povo.


CÍRCULO VIRTUOSO – No curtíssimo prazo, a esperança de que o Copom sinalize o timing do início do ciclo de cortes da Selic pode entrar como mais um potencial driver de fôlego para o Ibovespa, que está voando cada vez mais alto.


… No intervalo de uma semana, o índice à vista da bolsa doméstica escalou 14 mil pontos, emplacou o maior rali em termos porcentuais (8,53%) em seis anos e acumula ganho de 11% neste mês de janeiro, que ainda nem terminou.


… Já são quatro pregões consecutivos desbancando recordes atrás de recordes, em uma arrancada tão impressionante, que já na sexta-feira cruzou a fronteira dos 180 mil pontos no pico intraday (180.532,28).


… Fechou em alta de 1,86%, aos 178.858,54 pontos. O melhor de tudo tem sido ver a rotina de saltos do Ibovespa respaldada por volumes de negociação muito acima das médias recentes, dando consistência ao fluxo comprador.


… Em primeiro plano, a rotação global de recursos para os emergentes, precipitada pelos choques de Trump, deu o start para o forte apetite do k estrangeiro na B3, que só em janeiro já soma metade de tudo o que entrou em 2025.


… Em relação ao observado em igual intervalo do ano passado, houve um aumento extraordinário de 305% em ingresso de capital externo, com os gringos investindo mais de R$ 12 bilhões em ações brasileiras somente este mês.


… O último informe, do pregão de quarta-feira passada, revelou uma entrada diária monstro, de R$ 3,583 bilhões.


… A compra dos ativos domésticos responde à onda de “vender a América” e, no pano de fundo, o cenário eleitoral também tem sido citado, diante da sinalização das últimas pesquisas sobre a viabilidade de chapa de Flávio.


… Se o dinheiro vem para ficar na B3, é o que ainda se verá. Vai depender da qualidade do capital que está entrando. É torcer para grande parte não ser smart money, que tem natureza especulativa e pode sair tão rápido como veio.


… Na última sessão, Petrobras deslanchou pelo sexto pregão seguido (PN +4,35%, a R$ 35,04; e ON +3,97%, a R$ 37,72), superando com folga a alta já expressiva do petróleo Brent, que registrou valorização de 2,84%, a US$ 65,88.


… O barril operou de olho na Groenlândia, nas ameaças renovadas de Trump ao Irã, no recuo do dólar e impacto das interrupções causadas por tempestades de inverno nos EUA, com congelamento de poços de petróleo e gás natural.


… Vale também brilhou (+2,46%), subiu o dobro do minério (+1,21%) e alcançou novo recorde de preço (R$ 85,02).


… Os bancos não ficaram para trás: BB, +3,54% (R$ 24,28); Bradesco PN, +2,41% (R$ 20,79); Santander, +1,68% (R$ 35,74); e Itaú +1,14% (R$ 43,57). No acumulado da semana, BB disparou quase 14% e Itaú emplacou alta de 10%.


… A liderança na sexta-feira entre as altas do Ibovespa ficou com Braskem PNA (+10,66%; R$ 9,55), com notícia do Valor de que a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, deve assumir o comando do conselho da petroquímica.


… A percepção é de que isso indicaria o governo disposto a ajudar a resolver o problema da dívida da empresa.


A CARA DA RIQUEZA – O rio de dinheiro que tem entrado no País justifica não só o patamar recorde da bolsa, como o dólar abaixo de R$ 5,30, e entra como fator combinado de alívio, em meio ao carry trade atraente no câmbio.


… Semana passada, a moeda americana acumulou queda de 1,61%. Desde que o ano começou, já caiu quase 4%.


… O último pregão, porém, foi de acomodação. O dólar operou estável (+0,03%), a R$ 5,2862, sem conseguir faturar a forte alta do petróleo e nem a rodada de queda forte da moeda em escala global, com o DXY abaixo dos 98 pontos.


… A semana de briga da ptax começa hoje com dois leilões de linha para rolagem dos vencimentos para fevereiro, de no máximo US$ 2,0 bilhões a serem distribuídos, a critério do BC, entre as duas operações, a partir das 10h30.


… Como o dólar, os juros futuros registraram oscilações contidas na sexta-feira, com a ponta curta estável, à espera das novidades da comunicação do Copom, e leve queda da ponta longa, trecho em que os gringos marcam presença.


… No fechamento, o DI para Janeiro de 2027 marcava 13,695% (praticamente igual aos 13,698% do ajuste anterior); Jan/29 estava em 13,025% (de 13,060% na véspera); Jan/31, 13,345% (de 13,401%); e Jan/33, 13,530% (13,599%).


… Enquanto a ampla maioria do mercado espera manutenção da Selic na quarta-feira, a equipe econômica do BTG Pactual avalia que janeiro segue como opção viável para o início do ciclo de afrouxamento do juro básico.


… Em relatório, economistas do banco defendem que o início de um ajuste gradual da Selic agora não comprometeria o processo de convergência da inflação à meta e manteria a política monetária ainda restritiva.


AVISO EM DOIS – Desta vez, não foi tanto o dólar que afundou o índice DXY lá fora. Foi bem mais o iene que subiu com força, diante dos rumores de intervenção no câmbio para tentar frear a depreciação da moeda japonesa.


… Autoridades do governo do Japão terem feito um “rate check”, prática de checagem junto a operadores de mesa e bancos, para conferir se o nível da taxa de câmbio está adequado, sinalizando uma atuação para proteger o iene.


… A moeda japonesa disparou 1,58%, a 155,90/US$. O euro subiu 0,50%, para US$ 1,1822, a libra esterlina avançou 0,90%, para US$ 1,3631, com o índice DXY em queda de 0,77%, a 97,599 pontos, na sua pior semana desde junho.


… Os Treasuries deram um tempo na liquidação provocada pelas turbulências de Trump e abriram espaço de queda para os juros da Note de 2 anos (3,597%, de 3,610%), 10 anos (4,232%, de 4,248%) e 30 anos (4,832%, de 4,843%).


… A pausa nas tensões geopolíticas permitiu que o Nasdaq fechasse em leve alta de 0,28% (23.501,24 pontos), apesar do tombo de 17% da Intel com o guidance fraco. O S&P 500 fechou quase estável (+0,03%; 6.915,61 pontos).


… Já o Dow Jones registrou desvalorização de 0,58%, aos 49.098,71 pontos, prejudicado pelos papéis dos bancos.


CIAS ABERTAS NO AFTER – VALE divulga amanhã, após o fechamento do mercado, os resultados de produção e venda referentes ao quarto trimestre de 2025. O balanço da mineradora está previsto para 12 de fevereiro…


… A companhia informou que, na madrugada de sábado para domingo, houve um extravasamento de água com sedimentos de uma cava da mina de Fábrica, localizada em Ouro Preto (Minas Gerais)…


… De seu lado, a CSN informou, por meio de em nota, que a ocorrência provocou alagamento de áreas na unidade Pires, em Ouro Preto, de propriedade da CSN Mineração.


JBS inaugurou fábrica de alimentos processados em Jeddah, na Arábia Saudita, e ao mesmo tempo anunciou uma expansão que dobrará a capacidade da unidade deste ano.


EMBRAER. Fontes indicam que a companhia deve anunciar amanhã a instalação de uma fábrica na Índia em parceria com a Adani. A iniciativa pode incluir uma grande encomenda inicial. (Estadão)


GOL anunciou Antonio Kandir como presidente interino do Conselho após o falecimento de Constantino Junior. A companhia afirmou que operações e estratégia seguem inalteradas.


AZUL. A companhia convocou AGE para aprovar grupamento de ações na proporção de 75 para 1. A medida integra o plano de reestruturação no âmbito do Chapter 11.


SABESP vai protocolar pedido de OPA pelas ações remanescentes da Emae após assumir o controle da companhia. A nova controladora também prevê mudanças administrativas.


AXIA ENERGIA (ex-Eletrobras). A Justiça do Trabalho do RJ revogou liminar que questionava reflexos no pagamento de PLR. A decisão afastou risco jurídico e financeiro relevante para a companhia.


VIBRA ENERGIA. O fundo Samambaia Master passou a deter 4,99% do capital social da empresa.


ENEVA. O conselho de administração aprovou a 14ª emissão de debêntures, no valor de R$ 500 milhões, com prazos de até 15 anos. Os recursos serão destinados a investimentos e reembolso de despesas.


ENERGISA. O consumo consolidado de energia cresceu 2,2% no quarto trimestre do ano passado, puxado pelos segmentos residencial e industrial. No ano, o avanço foi de 1,4%.


BTG PACTUAL concluiu a incorporação do Banco Pan, que deixou de ser negociado na B3. A partir de hoje, apenas as units do BTG seguem em negociação.


GAFISA. Luis Fernando Garzi Ortiz foi eleito diretor-presidente, substituindo Sheyla Resende após 16 anos no comando. A mudança mantém a estratégia de reposicionamento da companhia no segmento de alto luxo.


EZTEC. A empresa estima VGV de lançamentos entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3,5 bilhões em 2026.


TENDA. O Morgan Stanley passou a deter 5,14% das ações ordinárias da companhia.


VITTIA. A SFA Investimentos dobrou sua participação e atingiu 10,52% do capital social da empresa. A gestora afirmou não ter intenção de interferir na gestão.

Ailton Braga

  Hoje, 02/02/2026, saiu no Blog do IBRE da FGV, artigo meu em que faço análise da interação entre política fiscal e política monetária, a p...