terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Call Matinal 1301

 Call Matinal

13/01/2026

Julio Hegedus Netto, economista

 

MERCADOS EM GERAL

 

FECHAMENTO (1201)

MERCADOS E AGENDA

No mercado brasileiro de segunda-feira (12), o Ibovespa recuou 0,13%, a 163.150 ptos. Já no mercado cambial, o dólar à vista fechou em alta leve de 0,12%, a R$ 5,3725. Operadores apontaram ao valor fluxo pontual de saída de dólar.

 

 

PRINCIPAIS MERCADOS

Os índices futuros dos EUA operam em baixa nesta terça-feira (13), com atenções divididas entre a divulgação de dados de inflação ao consumidor (CPI) e dos resultados financeiros do JPMorgan.

 

 

 

MERCADOS 5h30

EUA

 

 

Dow Jones Futuro: -0,11%

S&P 500 Futuro: -0,09%

Nasdaq Futuro: -0,17%

Ásia-Pacífico

 

 

Nikkei (Japão): +3,10%

Shanghai SE (China), -0,64%

Hang Seng Index (Hong Kong): +0,90%

Nifty 50 (Índia): -0,45%

ASX 200 (Austrália): +0,56%

Europa

 

 

STOXX 600: +0,08%

DAX (Alemanha): -0,01%

FTSE 100 (Reino Unido): +0,09%

CAC 40 (França): -0,24%

FTSE MIB (Itália): -0,04%

Commodities

 

 

Petróleo WTI, +0,52%, a US$ 59,81 o barril

Petróleo Brent, +0,45%, a US$ 64,16 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, -0,24%, a 819,50 iuanes (US$ 117,52)

 

NO DIA, 1301

Nos EUA, dia de balanço do JPMorgan abre no 4Tri em Nova York, além da divulgação do CPI de novembro, ainda repercutindo os atrasos com o shutdown. Em paralelo, Trump segue perseguindo o presidente do Fed, Jerome Powell, o que não é bem visto pelo risco de perda de autonomia do Fed. Piora tudo com ameaças ao Irã. Por aqui, de boa notícia, a trégua do TCU com o BCB sobre o caso Master deu alívio relativo ao mercado. Na agenda, destaque para o volume de serviços (PMS IBGE), com desaceleração prevista sobre outubro. Ainda nos EUA, o Departamento de Justiça abriu um processo apontando supostas irregularidades na reforma da sede do Fed, orçada em US$ 2,5 bilhões, levando o próprio Powell a gravar um vídeo para acusar a Casa Branca, nesse domingo. Segundo ele, “esta ação sem precedentes deve ser vista no contexto mais amplo das ameaças e pressões contínuas do governo Trump contra a política monetária que não segue as preferências do presidente” [juros mais baixos].

 

Várias manifestações rechaçaram a nova investida de Trump, incluindo de ex-presidentes, como Ben Bernanke, Alan Greenspan e Janet Yellen, que alertaram, em um posicionamento conjunto, sobre os riscos de minar a independência do Fed. Eles compararam o ataque ao que acontece em países emergentes, com “instituições fracas”, onde “a ingerência política da política monetária tem consequências altamente negativas para a inflação e o funcionamento de suas economias”. Na mesma linha, o CEO da Eurasia, Ian Bremmer, disse que foi uma ação de “república de bananas”, uma expressão usada de forma pejorativa para se referir a países da América Latina e do Caribe, como o Brasil já foi chamado várias vezes.

 

Agenda Macroeconômica Brasil

 

 

Terça-feira, 13 de Janeiro 

09:00 - BRL - Crescimento do Setor de Serviços

10:15 - USD - Variação semanal de empregos da ADP

10:30 - USD - CPI

12:00 - USD - Venda de Casas Novas

15:00 - USD - Leilão Americano Bond a 30 anos

16:00 - USD - Balanço Orçamentário Federal

18:00 - USD - Discurso de Barkin, membro do FOMC

18:30 - USD - Estoques de Petróleo Bruto Semanal API

20:50 - JPY - Massa Monetária Agregado M3

 

 

Boa terça-feira para todos! Feliz 2026 !

BDM Matinal Riscala

 *Bom Dia Mercado*


Terça Feira, 13 de Janeiro de 2.026.


*CPI de dezembro pega Fed sob ataque*

 

... JPMorgan abre a temporada dos balanços no 4Tri em Nova York, enquanto a divulgação do CPI de dezembro nos Estados Unidos (10h30) ganha importância especial após os resultados incompletos de novembro, prejudicados pelo shutdown. No pano de fundo, a investigação criminal aberta por Trump contra Powell foi duramente condenada e coloca em xeque a autonomia do novo Fed. Ainda as ameaças geopolíticas de Washington, que agora atingem também o Irã, mantêm a insegurança dos investidores globais. Aqui, uma trégua do TCU com o BC sobre o caso Master deu alívio relativo ao mercado. Na agenda, o volume de serviços (9h) é o destaque, com desaceleração prevista sobre outubro.

 

REPÚBLICA DAS BANANAS – Repercutiu muito negativamente a decisão do presidente Trump de iniciar uma investigação criminal contra Powell, renovando os temores de que a independência do Fed estará em risco com o novo comando da instituição a partir de maio.

 

... O Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu um processo apontando supostas irregularidades na reforma da sede do Federal Reserve, orçada em US$ 2,5 bilhões, levando o próprio Powell a gravar um vídeo para acusar a Casa Branca, nesse domingo.

 

... Segundo ele, “esta ação sem precedentes deve ser vista no contexto mais amplo das ameaças e pressões contínuas do governo Trump contra a política monetária que não segue as preferências do presidente” [juros mais baixos].

 

... Várias manifestações rechaçaram a nova investida de Trump, incluindo de ex-presidentes, como Ben Bernanke, Alan Greenspan e Janet Yellen, que alertaram, em um posicionamento conjunto, sobre os riscos de minar a independência do Fed.

 

... Eles compararam o ataque ao que acontece em países emergentes, com “instituições fracas”, onde “a ingerência política da política monetária tem consequências altamente negativas para a inflação e o funcionamento de suas economias”.

 

... Na mesma linha, o CEO da Eurasia, Ian Bremmer, disse que foi uma ação de “república de bananas”, uma expressão usada de forma pejorativa para se referir a países da América Latina e do Caribe, como o Brasil já foi chamado várias vezes.

 

... Para o conselheiro econômico-chefe da Allianz, Mohamed El-Erian, a investigação tem potencial para minar ainda mais a credibilidade do Fed.

 

... Também os senadores republicanos expressaram preocupação com as ameaças a Powell, que envolvem a confiança no BC americano.

 

... No X, Thom Tillis afirmou que não há mais dúvidas de que assessores do governo Trump estariam atuando para acabar com a independência do Fed. Kevin Kramer disse que considera Powell um “mau presidente do Fed”, mas que não acredita que ele seja um criminoso.

 

... E a senadora republicana Lisa Murkowski declarou apoio ao plano de Thom Tillis de bloquear as indicações de Trump para o Fed enquanto o processo criminal perdurar.

 

... No Axios, Bessent alertou Trump em privado de que a investigação sobre Powell havia “causado uma confusão” e corria o risco de desestabilizar os mercados, enquanto a Casa Branca negou que o presidente tenha instruído o Depto de Justiça a investigar Powell.

 

... A preocupação é o que virá depois de Powell, cujo mandato expira em maio, e quanto um nome indicado por Trump seguirá suas vontades.

 

MAIS TRUMP – Em outra frente, os riscos geopolíticos seguem no radar e movimentando Washington.

 

... Trump foi à sua rede Truth Social para avisar que qualquer país que faça negócios com o Irã pagará uma tarifa de 25% sobre todas as transações comerciais com os Estados Unidos. A decisão teria efeito imediato e não permite recursos.

 

... No WSJ, autoridades dos Estados Unidos pedem que Trump tente a diplomacia antes de atacar o Irã. A Casa Branca avalia uma oferta dos iranianos para iniciar conversas sobre seu programa nuclear, porém, avisa que “não tem medo” de usar a força militar contra o país.

 

... Já o governo iraniano disse que continua aberto a conversar com os Estados Unidos, mas ameaçou atacar bases americanas no Oriente Médio se for alvo de um bombardeio. Os protestos em Teerã já deixaram mais de 600 mortos e mais de 10 mil presos.

 

O TARIFAÇO – Ainda na Truth Social, Trump disse que se a Suprema Corte derrubar a cobrança de tarifas, os prejuízos chegariam a “centenas de bilhões de dólares”, sem contar o valor que países e empresas teriam que pagar pelos investimentos que estão fazendo.

 

... “Seria um caos completo e praticamente impossível para o nosso país arcar com os custos”, escreveu o presidente.

 

... A Suprema Corte dos Estados Unidos deve julgar a legalidade do tarifaço amanhã, quarta-feira.

 

CPI NOS EUA – A “suavidade artificial", como definiu o Wells Fargo, do dado de inflação de novembro, com o período de coleta afetado pelo shutdown, deve transferir alguma inércia de alta para o resultado do indicador de dezembro.

 

... O índice cheio deve acelerar de 0,2% para 0,3% de um mês para o outro e o núcleo, de 0,20% para 0,35%. Na base anual, o CPI deve manter o ritmo de 2,7% de novembro e o core deve subir de 2,6% para 2,7%. Às 10h30.

 

... Se vierem em linha com o esperado, os números devem manter a aposta principal de queda do juro em junho.

 

... Também às 10h30, saem os dados da pesquisa semanal ADP, com as vagas criadas no setor privado dos Estados Unidos.

 

... Ainda na agenda americana, saem as vendas de moradias novas em setembro e outubro (12h).

 

... Dois dirigentes do Fed falam: Alberto Musalem (12h) e Tom Barkin (18h). O presidente do BoE, Andrew Bailey, tem evento às 6h.

 

... O balanço do JPMorgan será divulgado antes da abertura em Nova York. Previsão é de um lucro de US$ 4,85 por ação.

 

MAIS AGENDA – A mediana das estimativas em pesquisa Broadcast indica crescimento de 0,1% para o volume de serviços em novembro, após alta de 0,3% em outubro. As estimativas variam de queda de 0,6% a alta de 0,5%.

 

... Na comparação anualizada, o indicador deve acelerar de 2,2% para 2,8%. As projeções variam de 1,2% a 4,1%.

 

... Os dados saem depois de a inflação do setor de serviços ter vindo elevada no IPCA de dezembro, o que entra como um argumento importante para o Copom confirmar as expectativas de só começar a cortar a Selic em março.

 

... A Fenabrave solta as vendas de veículos em dezembro às 11h30.

 

... Galípolo participa, às 9h, por videoconferência, das reuniões bimestrais do BIS. Já o presidente Lula vai à cerimônia de lançamento da plataforma digital da Reforma Tributária (15h).

 

O CASO MASTER – Após ser acusado pelo mercado de atuar como um “player político”, o TCU quer virar logo a página da crise com o Banco Central, iniciada nos últimos dias com suspeitas lançadas sobre a liquidação extrajudicial do Banco Master.

 

... Em reunião realizada nesta segunda-feira, o BC e o TCU assinaram uma espécie de “acordo de cavalheiros” para estender a bandeira branca.

 

... Dois técnicos do Tribunal de Contas da União farão uma visita hoje a diretores do Banco Central para definir os critérios da inspeção nos documentos sobre a liquidação do Master, que deve durar menos de um mês.

 

... “Vamos entregar os resultados desse processo o mais rápido possível para dar tranquilidade institucional”, disse à Coluna do Estadão o presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo. Tudo deve estar resolvido antes da primeira sessão do TCU após o recesso, no próximo dia 21.

 

... O relator do processo, o ministro Jhonatan de Jesus, que no último dia 5 havia autorizado a inspeção do BC (e recuado após pressões públicas, despachando o assunto para o plenário), saiu da reunião de ontem fazendo elogios ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

 

... Sob reserva, um integrante da Corte disse que o TCU sabe “a hora de esticar a corda e a hora de pôr o pé no acelerador”.

 

BRB – O Banco de Brasília informou que está em fase de estudo para avaliar a viabilidade de contratar um parceiro que auxilie na recuperação dos ativos adquiridos do Banco Master. No fim de semana, Lauro Jardim/Globo noticiou que o BRB havia contratado a CV Partners.

 

... Como o Valor mostrou, a nova gestão do BRB tem tomado uma série de medidas para conter a crise com o Master.

 

... A denúncia da PF, segundo a qual R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito teriam sido fabricadas pelo Master e compradas pelo BRB, tem o potencial de gerar perdas bilionárias para o banco distrital. O tamanho do buraco, porém, ainda é incerto.

 

DÍVIDA/PIB – O Tesouro piorou de forma relevante a trajetória da dívida bruta, projetando aceleração mais forte do endividamento a partir de 2027. A DBGG deve chegar a 86,1% do PIB naquele ano e atingir pico de 88,6% em 2032, bem acima das estimativas do relatório de julho.

 

... A deterioração reflete juros mais elevados, menor crescimento nominal do PIB e, sobretudo, um resultado fiscal menos superavitário, impactado pela PEC 136, que retirou os precatórios do limite de gastos e estabeleceu regra gradual de reincorporação à meta.

 

... As despesas com sentenças judiciais fora da meta devem alcançar R$ 98,7 bilhões em 2028, mantendo pressão fiscal no médio prazo, apesar da promessa de maior previsibilidade a partir de 2027.

 

... As projeções constam da 7ª edição do Relatório de Projeções Fiscais, referente a dezembro, e divulgado nesta segunda-feira.

 

NOVO MINISTRO – Wellington César Lima e Silva, advogado da Petrobras, deve ser anunciado por Lula para o Ministério da Justiça nesta semana, segundo fontes da Folha, em uma articulação do líder do governo no Senado, Jaques Wagner, e do ministro Rui Costa.

 

... Hoje à frente do departamento jurídico da Petrobras, por indicação do próprio Lula, Lima e Silva estreitou a relação com o presidente quando ocupou a Secretaria de Assuntos Jurídicos da Presidência da República, no primeiro governo Lula.

 

... Com a saída de Ricardo Lewandowski, o governo cogita enterrar a PEC da Segurança após perder o controle do texto no Congresso (Globo).

 

ELEIÇÃO PRESIDENCIAL – Zema contraria o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira, e nega a possibilidade de ser vice em chapa de Flávio Bolsonaro. Diz que irá até o final com sua pré-candidatura ao Planalto.

 

... Já o presidente da Câmara, Hugo Mota (Republicanos), disse nesta segunda-feira que irá aguardar gestos do presidente Lula antes de definir se irá apoiar a reeleição do petista nas eleições de outubro deste ano. Em entrevista à imprensa da Paraíba.

 

... Amanhã, quarta-feira, a Quaest divulga nova pesquisa eleitoral sobre a corrida presidencial.

 

NÃO PASSARÁ – Apesar da escalada de ataques à independência do Fed, o mercado global absorveu o estresse do início do dia e operou com “complacência excessiva” ao episódio, na visão da ex-presidente do Fed Janet Yellen.

 

... O abalo parece ter sido contido pela percepção de que a ofensiva do governo Trump contra Powell e o BC americano não deve prosperar com facilidade, encontrando resistência até mesmo no núcleo aliado de Washington.

 

... O alerta de Bessent de que a investigação federal contra Powell cria “um caos” e pode ser prejudicial para os mercados financeiros dá a medida de como a estratégia de pressão pode ter sido desastrada e um tiro no pé.

 

... Comenta-se no mercado que o feitiço pode virar contra o feiticeiro e que a investida de Powell por juros mais baixos possa reverter no efeito oposto nos negócios, puxando as taxas de longo prazo, ao invés de derrubá-las.

 

... Segundo a Capital Economics, a reação do mercado ontem foi limitada, mas a alta dos yields dos Treasuries longos mostra que, mesmo que Trump force um Fed dovish, o resultado pode ser um aperto das condições financeiras.

 

... O retorno do T-Bond de 30 anos foi a 4,838% (de 4,817% no pregão anterior) e o de 10 anos, 4,186% (de 4,166%).

 

... A tentativa renovada de interferência política no Fed derrubou o dólar, com o DXY em queda de 0,27%, a 98,862 pontos. O euro subiu 0,31%, a US$ 1,1667, e a libra ganhou 0,46%, a US$ 1,3464. Já o iene caiu 0,13%, a 158,19/US$.

 

... Operando em dois tempos, as bolsas americanas abriram mal, mas depois viraram para o positivo, garantindo até recordes de fechamento para o Dow Jones (+0,17%, a 49.590,20 pontos) e o S&P 500 (+0,16%, a 6.977,27 pontos).

 

... O Nasdaq avançou 0,26%, aos 23.733,904 pontos. Além da avaliação de que não será fácil roubar a independência do Fed, também o otimismo no setor de tecnologia contribuiu para amortecer a tensão no mercado acionário.

 

... Os papéis da Alphabet subiram 1,00%, depois de relatos na imprensa de que a Apple escolheu a plataforma de inteligência artificial Gemini, da controladora do Google, para integrar a assistente virtual já neste ano.

 

NA DEFENSIVA – Apesar de Nova York ter baixado a tensão com a tentativa de Trump de tosar a liberdade do Fed, o Ibovespa não conseguiu acompanhar a reação externa e fechou perto do zero a zero (-0,13%, a 163.150,35 pontos).

 

... Além do ambiente de cautela com o gesto para enquadrar Powell, o mercado aqui continuou monitorando a crise do Master e operou ainda sob a ansiedade da primeira pesquisa eleitoral do ano (divulgação da Quaest amanhã).

 

... O destaque negativo ficou com os papéis dos bancos: Itaú (-0,90%) fechou na mínima de R$ 39,49), Bradesco (PN -0,76%, a R$ 18,40; e ON -0,94%, a R$ 15,73) e Santander (-0,47%; R$ 33,96). BB fechou estável (+0,05%; R$ 21,87).

 

... Sob o clima de menor apetite por risco, nem as ações das blue chips das commodities conseguiram faturar mais expressivamente os ganhos de quase 1% do minério de ferro e do petróleo, que reagiu à escalada da violência no Irã.

 

... Vale ficou praticamente estável (+0,03%; R$ 74,74) e Petrobras (ON +0,16%, a R$ 31,95; e PN +0,20%, a R$ 30,36) também teve um comportamento tímido, em dia de avanço do petróleo Brent para março (+0,83%), a US$ 63,87.

 

... Uma boa notícia para a bolsa foi que o BofA elevou a recomendação para as ações do Brasil, sugerindo aos clientes exposição acima da média de mercado (overweight”), contra marketweight (exposição em linha com a média) antes.

 

... A melhora foi justificada pela confiança do banco em um “ciclo profundo de cortes de juros em 2026”.

 

... A curva a termo aponta 100% de chance de a flexibilização da Selic começar na reunião de março do Copom.

 

... Os contratos futuros dos juros devolveram parcialmente ontem a pressão da última sexta-feira provocada pelo desconforto com a inflação do setor de serviços no IPCA de dezembro e ainda pelo desemprego menor do payroll.

 

... No fechamento, o contrato de DI para Janeiro de 2027 marcou 13,730% (contra 13,758% no ajuste anterior); Jan/29 furou os 13%, a 12,995% (de 13,063%); Jan/31, 13,285% (de 13,357%); e Jan/33, 13,450% (de 13,520%).

 

... No câmbio doméstico, o dólar descolou do exterior, onde perdeu valor, como se viu, com a ingerência política de Trump. Aqui, subiu de leve (+0,12%), a R$ 5,3725. Operadores apontaram ao Valor fluxo pontual de saída de dólar.

 

CIAS ABERTAS NO AFTER – VALE divulgará seus resultados de produção e venda referentes ao quarto trimestre de 2025 no próximo dia 27 de janeiro, após o fechamento do mercado...

 

... Os resultados financeiros da mineradora serão divulgados no dia 12 de fevereiro, também após o fechamento da bolsa; a teleconferência será realizada em 13 de fevereiro, às 11 horas...

 

... Capital World Investors (CWI) passou a deter 227.690.911 de ações ordinárias da companhia, representando 5,02% do total dos papéis emitidos pela empresa...

 

... Conforme dados mais recentes, a CWI não detinha participação relevante anterior.

 

ASSAÍ arquivou perante a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) documento que tem por finalidade cancelar o registro da companhia no mercado americano e encerrar suas obrigações de divulgação.

 

YDUQS pagará o valor de R$ 150 milhões em dividendos, equivalentes a R$ 0,5691 por ação, no dia 6 de fevereiro; ex a partir de 29 de dezembro.

 

MOTIVA. O tráfego total de veículos nas concessões rodoviárias administradas avançou 5,4% em dezembro de 2025 na comparação com igual mês de 2024. No acumulado de 2025, a alta foi de 2,4%.

 

AZZAS. O conselho de administração aprovou a terceira emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, da espécie quirografária, em série única, no valor total de R$ 500 milhões.

 

AZUL. Acionistas aprovaram em assembleias realizadas nesta segunda-feira (12) a conversão da totalidade das ações

preferenciais em ordinárias...

 

... Operação será feita na proporção de 75 ações ordinárias para cada ação preferencial, resultando na extinção das ações preferenciais da companhia; decisão foi tomada por ampla maioria...

 

... Ao todo, serão convertidas 724,7 bilhões de ações preferenciais, passando o capital social da Azul, de R$ 14,57 bilhões, a ser representado por 55 trilhões de ações ordinárias.

 

MERCADO LIVRE demitiu 119 funcionários na América Latina nos últimos dias, sendo 38 deles no Brasil.

Bankinter Portugal Matinal

 Análise Bankinter Portugal 


NY +0,2% US tech +0,1% US semis +0,5% UEM +0,3% España +0,1% VIX 15,1% Bund 2,82% T-Note 4,20% Spread 2A-10A USA=+64pb B10A: ESP 3,25% PT 3,09% FRA 3,52% ITA 3,45% Euribor 12m 2,249% (fut.2,410%) USD 1,166 JPY 185,2 Ouro 4.584$ Brent 64,3$ WTI 59,9$ Bitcoin +0,2% (91.949$) Ether -0,9% (3.126$).


SESSÃO: Aspeto tíbio, mas poderá terminar a subir um pouco, como ontem. Temos o Irão com aspeto de que desta vez poderá acontecer algo, Japão a subir com força perante possíveis estímulos mais agressivos, Trump como protagonista em várias frentes e a publicação de uma inflação americana (13:30 h) pouco fiável, independentemente do que saia. O yen divertido e as obrigações aborrecidas.


Irão tensiona o petróleo enquanto se aproxima o desenvolvimento do regime (EUA começam a aplicar imposto alfandegário extra de 25% a quem comercializar com o Irão), caso haja redução na produção (é o 6.º produtor mundial, com 4,7M b/d, ca. 4,5% total mundial).


A bolsa japonesa reabre a subir +3% (feriado, ontem) porque Takaichi (Primeira-Ministra) quer convocar eleições antecipadas para reforçar a sua maioria e, assim, conseguir aplicar mais estímulos fiscais (isto é, mais despesa pública), o que deprecia o yen (158,9/$ vs. 158,0/$) e eleva as yields das suas obrigações (O10A 2,17% vs. 2,09%; O30A 3,49%). Em suma, é bom para as bolsas e mau para as obrigações e divisa. 


Permanece um certo conforto no mercado pela intensificação das pressões de Trump sobre a Fed (processos contra Powell), visto que isso poderá derivar em taxas de juros mais baixas do que o tecnicamente adequado ao longo de 2026, o que poderá terminar a derivar num aumento da inflação posterior. Williams (Fed) afirma que as taxas de juros atuais são adequadas para o emprego e para uma inflação que estima que poderá aumentar para +2,75% (2,7% agora), antes de retroceder um pouco. Hoje sai a inflação americana de dezembro, provavelmente a repetir em +2,7%, mas, em todo o caso, o mercado não a interpretará negativamente. Em primeiro lugar, porque esse nível já é bastante bom por si só. Em segundo, porque o número não será considerado fiável devido aos constrangimentos na recolha de dados posterior ao encerramento parcial do governo americano.


Outra proposta de Trump é impor uma taxa de juro máxima de 10% nos cartões de crédito a partir de 20 de janeiro, o que teria como contraindicação a queda de volumes de crédito, porque muitos clientes ficariam sem qualificação. Medida populista que conseguiria o contrário do que se pretende conseguir (facilitar o crédito), portanto, consideramos improvável a aplicação. Enquanto não se sabe, os bancos americanos caíram ontem (Citi -3%, JP -1,4%, BoA -1,2%...) e as financeiras mais (Amex -4,3%, Mastercard -1,6%, Visa -1,9%), o que poderá significar uma melhor oportunidade de compra na debilidade, na semana de publicação dos resultados 4T 2025: hoje publicam 11:30 h BNY Mellon (EPS +15,7%) e 12 h JP Morgan (+3%). Amanhã: BoA (+16,4%), Wells Fargo (+16,6%), Citi (-16,5%). Na quinta-feira: M.Stanley (+8,4%), Goldman (-2,6%) e Blackrock (+5,9%).


E, para terminar com Trump, que é o protagonista indiscutível, o Tribunal Supremo poderá anunciar amanhã a legalidade dos impostos alfandegários atualmente aplicado com base numa lei de emergência (Emergency Economic Powers Act de 1977), contornando o Congresso, o que introduziria ruído (elevação de yield das obrigações longas americanas), mas muito passageiro, porque seriam aplicados imediatamente com o apoio de alguma legislação alterantiva, como a Trade Expansion Act de 1962 de segurança nacional ou a Trade Act de 1974 de práticas comerciais desleais de terceiros países e de proteção da indústria nacional. 


CONCLUSÃO: Lateralidade ou subida suave, dependendo dos resultados de JP Morgan (bastante) às 12 h, e da inflação americana (menos), às 13:30 h. Pode ser que a incerteza prévia ao veredito sobre os impostos alfandegários termine por debilitar a sessão na tarde americana. Mas o tom de fundo continua a ser bom, em alta.


FIM

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

PIORA INSTITUCIONAL

 *Piora institucional no país é notável, avalia Verde Asset*


Em carta, fundo de Luis Stuhlberger diz que segue comprado em ouro e real


O fundo multimercado Verde fechou 2025 com rentabilidade de 15,94%, acima do CDI de 14,31%, segundo o relatório mensal de dezembro da gestora liderada por Luis Stuhlberger. No último mês do ano, o desempenho foi de 1,01%, abaixo do CDI de 1,22%, com ganhos puxados por commodities — especialmente ouro —, moedas no exterior, crédito e ações globais, compensando perdas na bolsa local e em posições compradas em real.


A casa mantém posição relevante em ouro e segue vendida em dólar, considerando o cenário geopolítico. No Brasil, a Verde destaca em sua carta de janeiro que houve um impacto limitado do anúncio da candidatura de Flávio Bolsonaro nos preços dos ativos, amortecido pelo fluxo global favorável a emergentes.


Ainda assim, o real foi o pior desempenho do mês, com desvalorização superior a 3% em dezembro por conta de pressões sazonais e da saída de dividendos extraordinários por conta da nova tributação - o que levou o fundo a aumentar posições compradas via opções.


A Verde também chama atenção para sinais de deterioração institucional, que tendem a pesar no longo prazo. "Vale destacar também o acúmulo, quase cotidiano, de sinais de piora institucional no país. A deterioração das instituições e a piora da qualidade técnica das decisões de política pública, sejam regulatórias, tributárias ou jurídicas, é notável", destaca a carta. "Esse tipo de deterioração incremental não costuma fazer preço nos mercados no curto prazo, mas é bastante pernicioso no longo prazo, e em momentos de prêmios de risco mais apertados, convém lembrarmos."


Em termos de alocação, o fundo manteve exposição à bolsa local e global, posições compradas em juros reais no Brasil, juros reais e inflação implícita nos EUA, ampliou exposição ao renminbi e zerou cripto.



https://pipelinevalor.globo.com/mercado/noticia/piora-institucional-no-pais-e-notavel-avalia-verde-asset.ghtml

Bankinter Portugal Matinal

 Análise Bankinter Portugal 


NY +0,7% US tech +1% US semis +2,7% UEM +1,6% España 0% VIX 14,5% Bund 2,82% T-Note 4,17% Spread 2A-10A USA=+63pb B10A: ESP 3,25% PT 3,10% FRA 3,52% ITA 3,45% Euribor 12m 2,251% (fut.2,437%) USD 1,167 JPY 184,4 Ouro 4.575$ Brent 63,5$ WTI 59,2$ Bitcoin +0,8% (91.759$) Ether +1% (3.153$).


SESSÃO: A semana começará a sério amanhã, com inflação e bancos americanos. Hoje, segunda-feira, será inercial em positivo e de preparação para a inflação americana de amanhã e a progressiva publicação dos resultados do 4T 2025, começando pelos grandes bancos americanos, o que nos ajudará a situar-nos em relação a resultados que voltarão a ser bons, como nos recentes trimestres. Espera-se um EPS (Benefício por Ação) a expandir-se +8,9% para as empresas americanas avaliadas, incluindo todos os setores (mas Tecnologia +26,5%), expetativa que parece mais do que decente, considerando que é habitualmente superada pela realidade, portanto supomos um provável aumento real não inferior a +15%. Como referência mais próxima para apoiar esta estimativa, o EPS 3T 2025 foi um generoso +14,9% vs. +5,6% esperado.


Se elevarmos um pouco mais a perspetiva sobre os EPSs, espera-se que 2026 seja até um pouco melhor, trimestre a trimestre: +14,4% para 1T 2026, +15,2% 2T 2026, +15,1% 3T 2026 e +18,3% 4T 2026. São os lucros empresariais o fator que coloca as bolsas no seu local correto, a médio e longo prazo. E esta expetativa de lucros não é nada má.


A subida da semana passada, que foi a primeira semana completa de 2026, apesar de uma geoestratégia agitada, de umas questionáveis OPVs em IA na China e de um emprego americano confuso na sexta-feira, confirma a nossa estimativa de que o mercado está disposto a interpretar em positivo quase tudo, desde que o ciclo continue a ser expansivo (PIBs), a inflação esteja controlada e permita mais descidas de taxas de juros por parte da Fed e os resultados empresariais continuem bons. 


Em relação à inflação americana de amanhã, provavelmente irá repetir em +2,7%, mas, em todo o caso, o mercado não a interpretará negativamente. Em primeiro lugar, porque esse nível já é, por si só, bastante bom. E, em segundo lugar, porque o resultado não será considerado de todo fiável devido às distorções na recolha de dados posterior ao encerramento parcial do governo americano.


A primeira reunião sobre a Gronelândia entre a Dinamarca e os EUA será amanhã, mas só será o início de um longo e complexo processo que terminará em algum acordo relutante para financiar o investimento americano em defesa lá com as matérias-primas da ilha, ainda não exploradas. E no Irão, o regime poderá colapsar antes do que parece devido à ruína económica: outro grande produtor de petróleo que tem de importar petróleo pela péssima gestão dos seus recursos.


CONCLUSÃO: Trump processou Powell (Fed) por assuntos sem conteúdo aparente de fundo (a renovação das instalações da Fed e a sua comparência perante o Senado em junho) para pressionar ainda mais a descida de taxas de juros e/ou a sua saída (embora o tenho nomeado em 2018), e isso pode introduzir ruído na sessão de hoje, que poderá baixar um pouco. Mas, além deste assunto, o desenvolvimento semanal razoável será uma modesta correção das potenciais subidas da semana passada, embora seja mais provável uma complacência em alta um pouco menos potente do que a semana passada.


FIM

kRUGMAN 1201

 *Para Krugman, economia dos EUA sob Trump em 2026 'pode muito bem piorar antes de melhorar'*


Por Pedro Lima


São Paulo, 11/01/2026 - A perspectiva para a economia dos Estados Unidos, para o Nobel de Economia de 2008, Paul Krugman, é de continuidade da incerteza e risco de deterioração adicional. Ao avaliar o que vem pela frente após o primeiro ano da economia sob Donald Trump, sob o termo "Trumpnomics", Krugman afirma que "pode muito bem piorar antes de melhorar", indicando que os resultados "fracos" observados em 2025 podem não representar o pior cenário.


Para o economista, não há expectativa de mudança relevante na condução da política econômica. Krugman escreve que Trump "claramente" não vai reconsiderar suas escolhas, reagindo a sinais de fracasso com "negação e redobrando a aposta". Nesse contexto, as tarifas tendem a ser mantidas, já que "sua política tarifária fracassada continuará, a menos que a Suprema Corte a invalide".


Krugman aponta que a principal consequência dessa estratégia é a manutenção de um ambiente de forte incerteza, que desestimula investimentos e contratações. Ele avalia que a economia seguirá pressionada por decisões erráticas e por propostas que classifica como "uma sequência de ideias inviáveis e mal concebidas", incapazes de compensar os efeitos negativos já observados no mercado de trabalho e na indústria.


O economista também chama atenção para riscos adicionais à frente, como a tentativa de politizar o Federal Reserve (Fed) e o prolongamento da guerra comercial, fatores que podem "desestabilizar os mercados financeiros" e aprofundar a cautela das empresas. Embora o mercado acionário continue resiliente, Krugman ressalta que "o resto dos EUA não está", destacando a fragilidade da situação para trabalhadores e pequenos negócios.


O ganhador do Nobel sustenta que a combinação de políticas persistentes e elevada incerteza indica um cenário adverso no curto e médio prazo. Segundo ele, sem uma reversão de rumo, a economia americana tende a enfrentar um período prolongado de estagnação e frustração, sobretudo entre os eleitores que acreditaram nas promessas de prosperidade rápida feitas pelo atual governo.


Contato: pedro.lima@estadao.com



Broadcast+

Cadê o nosso dinheiro do MASTER?

 *Cadê o nosso dinheiro aplicado no Banco Master?*

No domingo dia 18, fará dois meses da quase intervenção do Banco Master Até agora, nenhum investidor recebeu um tostão, nem ao menos uma balinha de Uber

11.jan.2026 às 15h49

Marcelo Rubens Paiva


Escritor e dramaturgo. Autor, entre outros livros, de "Feliz Ano Velho", "Malu de Bicicleta" e "Ainda Estou Aqui"


O negócio é transparente, com regras simples. Aplica-se num CDB por aplicativos bancários que até crianças sabem usar. Caso o banco quebre, o governo intervém, via Banco Central, e devolve o aplicado pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito) até o teto de R$ 250 mil por CPF.


Criado pelo governo Fernando Henrique em 1995, quando Steve Jobs ainda projetava o iPod, e celular era apelidado de "tijolão", o fundo se modernizou e ganhou um aplicativo.


Assim que teve a intervenção do Banco Master, os investidores receberam emails da fintech responsável pela aplicação, indicando o passo a passo. Foram convidados pelo BC a se cadastrar no aplicativo FGC.


No entanto, ao abri-lo, o informe num gerúndio indigesto: "O FGC está aguardando o envio das informações pelo liquidante para iniciar o pagamento".


Investidores do Banco Santos, Rural, BVA, Cruzeiro do Sul, que foram liquidados, receberam o que investiram. Os do Banco BRJ S.A. receberam em 27 dias. Os do Neon, em 14 dias.


Tudo muito simples. Porém, azedou o angu. No domingo dia 18, fará dois meses da quase intervenção do Banco Master. Além de nenhum investidor receber um tostão, nem ao menos uma balinha de Uber, toma preju.


Eu tenho um CDB no Master. Imagine o dinheiro que estou perdendo se eu tivesse recebido e aplicado em um título do Tesouro, nessa Selic de 15% ao ano


Porém, os CDBs sumiram dos sites das fintechs e do aplicativo do FGC. Porque a intervenção virou uma "desintervenção", numa disrupção das regras republicanas e o disparo para todos os lados de descalabros.


Seria a maior operação de resgate de papel podre da história: R$ 41 bilhões para cerca de 1,6 milhão de CPFs e CNPJs.


O Master, cujos papéis eram oferecidos efusivamente por assessores da nossa personal fintech, pois pagavam mais, provou que uma das poucas instituições confiáveis foi retalhada pela corrupção orgânica.


O banqueiro ostentação Daniel Vorcaro, figurinha carimbada da tradicional sociedade mineira, descobriu os furos do queijo suíço brasileiro, o poder, para praticar o golpe do século, tão manjado quanto a ameixa de um manjar branco, e montou uma pirâmide financeira.


Bastava mimar com presentes (subornos?) figuras-chave da nossa República e vender aquilo que não tinha. Minou a confiança na nossa democracia e ameaça a instável estabilidade política.


Fez o que manda o manual do malandro, sem infringir a lei. Segundo esta Folha, se aproximou e patrocinou eventos que reunia empresários e políticos, de João Camargo, do grupo Esfera Brasil, João Doria, do Lide, a Karim Miskulin, do grupo Voto.


Nos últimos três anos, eventos com poderosos foram patrocinados pelo Master. Na sua planilha de consultores, já estiveram os ex-ministros Ricardo Lewandowski, Gustavo Loyola, Henrique Meirelles, e o ex-presidente do BC Guido Mantega, afundador geral da República Dilma 2.


Patrocinou (ele nega) influencers para atacar o Banco Central. Até a jornalista Gabriela Priolli, ao anunciar que começará a fazer posts ligados ao mercado financeiro, defendeu o investimento ao Banco Master e a compra do mesmo pelo BRB, acusando os grandes bancos de querer melar o negócio.


Ela entrou no grupo de suspeitas por internautas que analisaram cada uma de suas palavras e conselhos. Sem maquiagem, informal, explicou sem explicar e omitiu o fato do BRB ser um banco público, sob o comando de Ibaneis Rocha, governador do DF; até agora, não se sabe como ele se livrou do inquérito da tentativa de golpe de Estado.


Gabriela incentivou seguidores a comprarem um título que agora não está sendo pago. Não sabia da transferência de papéis podres do Master para o BRB, e de fundos de pensão de funcionários públicos, que viraram charutos cubanos?


Até a esquerda caiu no "caô" da desinformação, quando viu a jornalista Malu Gaspar denunciar o herói Alexandre de Moraes —ela que escreveu um dos melhores livros jornalísticos sobre corrupção, "A Organização", a ruptura da família Odebrech, em que um pai sacrifica um filho, como o tratado arquetípico de Abraão e Isaque (Gêneses 22:6-12).


Vorcaro continuou sua trilha ao país das maravilhas, se aproximou de Ciro Nogueira, presidente do PP, e de Antônio Rueda, presidente do União Brasil, espalhando seu perfume no ciclone do centrão.


De resto, você já sabe. Contratou o escritório de familiares do ministro Alexandre de Moraes, o literal salvador da pátria, por um preço muito acima da tabela da OAB.


Dias Toffoli, ministro do STF, viajou de carona de jatinho com a advogado do Master, Augusto Botelho, para ver em Lima, Peru, seu time tomar uma tunga na final da Libertadores (bem feito).


Tentou uma absurda acareação entre os envolvidos da intervenção do banco de pilantras que pegou tão mal que retrocedeu e deixou a toga na lavanderia do tribunal (penduricalho que deve ser gratuito).


Vorcaro, que viu sua sede nos últimos andares do cafona prédio da baleia invadida pela PF, o símbolo "farialimer" de que sonhar com um pedaço de Dubai no Brasil é possível, que deu até em praia de surfe a metros do fétido rio Pinheiros, escritório com charutos cubanos climatizados e garrafas de Macallan, descolou um aliado inesperado, o TCU.


O desconhecido ministro Jhonatan de Jesus, até 2023 um deputado federal por Rondônia do Republicanos, filho do senador Mecias de Jesus, movido por um senso de justiça divina, decidiu atropelar o papel do BC e, no bojo da sua experiência de dois anos e sete meses no cargo, colocou a reputação do sistema financeiro no ralo.


Desinterviu o que não lhe cabia desintervir. Foi salvo por Vitalzinho, como é conhecido Vital do Rêgo, há 11 meses na presidência do TCU, médico como Jhonatan, filho de senador como ele.


Todos e todas acima podem ser inocentes, agiram de boa-fé, para defender os interesses e a poupança de brasileiros do bem. A investigação não parará aqui. Novas denúncias surgirão. Investigar a fundo é dever do Estado, para que não se repita. E vamos ao que interessa: cadê o nosso dinheiro?




https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/01/cade-o-nosso-dinheiro-aplicado-no-banco-master.shtml?utm_source=sharenativo&utm_medium=social&utm_campaign=sharenativo

Ailton Braga

  Hoje, 02/02/2026, saiu no Blog do IBRE da FGV, artigo meu em que faço análise da interação entre política fiscal e política monetária, a p...