sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

Abertura 2401

 Abertura: IPCA-15 e reunião de Lula sobre alimentos ficam no foco; dólar se enfraquece


São Paulo, 24/01/2025


Por Luciana Xavier e Silvana Rocha*


OVERVIEW. O IPCA-15 é destaque local nesta sexta-feira, juntamente com a reunião do presidente Lula com ministros para debater os preços dos alimentos. No exterior, após uma série de índice de gerentes de compras (PMI) na Europa, é esperado o PMI composto dos Estados Unidos, além do índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan, com expectativas de inflação. O investidor também fica em compasso de espera pelas decisões sobre juros do Federal Reserve (Fed) e Comitê de Política Monetária (Copom), na próxima quarta-feira.


NO EXTERIOR. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, segue mexendo com os mercados. O yuan negociado em Xangai se valoriza fortemente após ele dizer que preferiria não punir produtos chineses com tarifas. "Eu preferiria não ter que usar as tarifas, mas é um poder enorme sobre a China", disse à Fox News. O dólar se mostra mais fraco em geral no exterior. Já as bolsas operam mistas, com europeias em alta após dados da região e futuros de Nova York no vermelho. O euro ampliou ganhos ante o dólar após o PMIs da zona do euro e da Alemanha terem vindo acima do esperado. A libra passou a subir mais após o PMI composto do Reino Unido também superar as expectativas. O dólar cai ante o iene após o Banco do Japão (BoJ) elevar sua principal taxa de juros de 0,25% para 0,50% ao ano, como estimado. A Capital Economics considera que o BoJ deixou a porta aberta para apertos adicionais. Os mercados também estão à espera de manutenção dos juros pelo Fed na próxima quarta-feira.


POR AQUI. A reunião do governo para discutir os preços dos alimentos pode mexer com o humor do mercado, em meio a ruídos recentes de comunicação. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, descartou ontem a criação de uma rede de abastecimento popular como forma de diminuir o preço dos alimentos. "O governo não vai criar rede popular de alimentos, nem congelar preços, nem criar subsídios", disse. O dólar mais fraco ante maioria das moedas pode beneficiar o real. A deflação de 0,01% esperada para o IPCA-15 de janeiro, após alta de 0,34%, poderia trazer alívio à curva, uma vez que a inflação em 12 meses também pode desacelerar. Por outro lado, o mercado prevê aceleração da média dos núcleos, o que pode limitar o movimento. O dado não deve alterar a perspectiva para o Copom na próxima semana. Uma ampla maioria no mercado aposta em mais uma alta de 100 pontos-base da Selic, para 13,25%, em linha com o forward guidance do Banco Central.


NA POLÍTICA. O presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), João Galassi, criticou “mentiras” difundidas nos últimos dias contra a proposta do setor para flexibilizar a validade de alimentos no País. O governo federal trabalha com o cenário no qual o bloqueio de recursos do programa Pé-de-Meia pelo Tribunal de Contas da União (TCU) será derrubado a tempo de o pagamento de fevereiro ser efetuado. A posse de Donald Trump abriu uma nova temporada de tretas entre o vereador Carlos Bolsonaro (PL-Rio) e o influenciador digital Pablo Marçal (PRTB-SP), evidenciando ainda mais o racha da direita bolsonarista de olho nos planos presidenciais para 2026.


AGENDA.


IPCA-15 E REUNIÃO DE LULA SOBRE ALIMENTOS EM FOCO - A agenda desta sexta-feira traz a divulgação do IPCA-15 de janeiro (9h). Antes, tem o dado de conta corrente de dezembro e 2024 (8h30). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz reunião com ministros para debater os preços dos alimentos (9h30). Nos EUA, sai o índice de gerentes de compras (PMI) composto preliminar de janeiro (11h45); vendas de moradias usadas (12h); índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan (12h), além dos balanços da American Express e Verizon.


O QUE SABEMOS.


PETROBRAS - A Petrobras deu início à fase vinculante para venda total de sua participação minoritária de 25% nos direitos de exploração, desenvolvimento e produção de óleo e gás natural no Campo de Tartaruga. O campo fica no município de Pirambu-SE, em águas rasas da Bacia de Sergipe-Alagoas, e é operado pela SPE Tiêta (Petrorecôncavo). De acordo com comunicado da estatal, os potenciais compradores habilitados para essa fase receberão carta-convite com instruções detalhadas sobre o processo, com orientações para a realização de due diligence e envio das propostas vinculantes.


EM TESE  A operação deve ser bem recebida porque faz parte da estratégia de desinvestimento da estatal para focar em ativos mais rentáveis. Mas o impacto positivo nas ações e ADRs da estatal pode ser moderado, já que se trata de um ativo de menor relevância no portfólio da empresa. Os ADRs subiam 0,65% por volta das 6h30, refletindo ainda o ensaio de alta dos preços do petróleo, após quedas acumuladas nas últimas seis sessões.


AZUL - A partir de 10 de março, a Azul suspenderá operações em 12 cidades do País, a maioria no Nordeste. Estão no plano, Campos e Cabo Frio (RJ); Correia Pinto (SC); Crateús, São Benedito, Sobral e Iguatú (CE); Mossoró (RN); São Raimundo Nonato e Parnaíba (PI); Rio Verde (GO); e Barreirinha (MA). Segundo a empresa, a suspensão decorre de uma série de fatores, como aumento nos custos operacionais da aviação, impactados pela crise global na cadeia de suprimentos e a alta do dólar, somadas às questões de disponibilidade de frota e de ajustes de oferta e demanda.


EM TESE: A suspensão de operações da Azul em 12 cidades pode pressionar as ações no curto prazo, refletindo desafios operacionais e financeiros. Porém, a readequação da malha aérea pode  melhorar a eficiência da companhia no médio prazo e amenizar o impacto nos preços de seus papéis, mas consumidores enfrentarão menos opções de voos e possíveis aumentos de preços. A medida beneficia concorrentes, como Gol e Latam, e pode afetar a economia local das cidades envolvidas, prejudicando o turismo e os negócios.


OVERNIGHT.


PREÇO DOS ALIMENTOS - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a regulamentação da portabilidade do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) pode ter um efeito positivo no curto prazo no preço dos alimentos. Embora a lei que permite a portabilidade dos cartões de Vale-Alimentação e Vale-Refeição já tenha sido aprovada, ainda falta regulamentação, responsabilidade do Banco Central. Haddad mencionou possíveis reduções entre 1,5% e 3%, mas não especificou se esses porcentuais se referem aos preços dos alimentos ou às taxas cobradas pelas empresas do setor.


IBGE  - A presidência do IBGE informou que a servidora Maria do Carmo Dias Bueno assumirá o cargo de diretora de Geociências, em substituição à servidora Ivone Lopes Batista, enquanto o servidor Gustavo de Carvalho Cayres da Silva assumirá a diretoria-adjunta, em substituição à servidora Patricia do Amorim Vida Costa. Nos últimos meses, o sindicato dos servidores do instituto tem realizado diferentes mobilizações de trabalhadores, incluindo paralisações temporárias, contra o que chamam de "autoritarismo" da gestão Pochmann.


NUBANK - O Nubank, que anunciou que já tem 10 milhões de clientes no México, acaba de ultrapassar o Itaú em número de clientes no Brasil. Com isso, se tornou o terceiro maior banco do país em número de correntistas, com 100,8 milhões. O Itaú tem 98,5 milhões, de acordo com dados do Banco Central desta quinta-feira. O banco com mais clientes no Brasil é a Caixa Econômica Federal, com 154,2 milhões. Em seguida aparece o Bradesco, com 109 milhões. O Itaú é o quarto e o Banco do Brasil ocupa a quinta posição, com 78 milhões.


USIMINAS  - A Usiminas informou que, no âmbito da oferta de recompra em dinheiro (Tender Offer) de senior notes com vencimento em 2026 e taxa de 5,875% emitida pela Usiminas International S.à r.l, foram recebidas propostas válidas com relação a US$ 224.068.000,00 no valor principal agregado das Notes. Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa destaca que a condição financeira (Financing Condition, definida na Offer to Purchase) foi totalmente satisfeita. A ofertante espera aceitar e fazer com que a emissora efetue o pagamento de todas as Notes que validamente aceitaram a Tender Offer em 28 de janeiro.


AMBIPAR - A Fitch deu rating "BB-" à proposta de emissão de títulos verdes da Ambipar, que deve somar US$ 500 milhões. Segundo fontes, a expectativa é que a operação vá a mercado no começo da próxima semana. Os recursos captados serão destinados à gestão de passivos.


GOL - A Gol informou que não firmou nenhum acordo de investimento com terceiros, como companhias aéreas, sobre um aporte de capital. A empresa confirmou a intenção de levantar até US$ 1,85 bilhão por meio de uma linha de crédito relacionada ao Chapter 11, para quitar o financiamento Debtor-in-Possession e garantir liquidez para sua estratégia futura. O comunicado foi uma resposta à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que questionou rumores sobre negociações com grandes companhias aéreas internacionais para aportes financeiros.


BOEING - A Boeing reconhecerá os diversos impactos financeiros quando divulgar os resultados do seu quarto trimestre, em 28 de janeiro, informou a companhia nesta quinta-feira. Entre as dificuldades enfrentadas pela empresa que serão reconhecidas no balanço estão os impactos da paralisação e acordo trabalhista com o sindicato, encargos de determinados programas de Defesa, Espaço e Segurança e custos associados às reduções da força de trabalho anunciadas no ano passado. A empresa espera registrar no quarto trimestre uma receita de US$ 15,2 bilhões e prejuízo por ação de US$ 5,46. O caixa e os investimentos em títulos negociáveis totalizaram US$ 26,3 bilhões no final do trimestre.


PANAMÁ -  O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, fará sua primeira viagem oficial ao exterior na próxima semana para a América Central, incluindo uma parada no Panamá - país que tem gerado irritação junto ao presidente Donald Trump, que citou a possibilidade de tentar recuperar o Canal do Panamá. Rubio, ex-senador da Flórida e filho de imigrantes cubanos, também visitará El Salvador, Guatemala, Costa Rica e República Dominicana, disse a porta-voz do departamento, Tammy Bruce.


PMI DO JAPÃO - O índice de gerentes de compras (PMI) composto do Japão subiu de 50,5 em dezembro para 51,1 em janeiro, segundo pesquisa preliminar da S&P Global em parceria com o Jibun Bank. O PMI industrial cedeu de 49,4 para 48,0, ainda em território de contração, enquanto o PMI de serviços teve alta de 50,9 para 52,7. A expansão da atividade permaneceu liderada pelo setor de serviços, com taxa de crescimento atingindo recorde de quatro meses, mas a produção industrial caiu para o menor valor desde abril passado.


E NOS MERCADOS.


TREASURIES - Os rendimentos dos Treasuries operam em baixa, depois do comportamento misto da sessão anterior, enquanto investidores aguardam indicadores dos EUA, incluindo PMIs preliminares e o índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan, e seguem atentos a eventuais falas do presidente americano, Donald Trump. Às 7h15, o juro da T-note de 2 anos caía a 4,268% (ante 4,289% no fim da tarde de ontem), o da T-note de 10 anos recuava a 4,634% (de 4,644%) e o do T-bond de 30 anos diminuía a 4,866% (de 4,872%).


FUTUROS DE NY - Os índices futuros das bolsas de Nova York recuam, depois de Wall Street acumular ganhos nos últimos pregões. Investidores aguardam dados dos EUA, incluindo PMIs preliminares e o índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan, além de balanços trimestrais da American Express e da Verizon. Às 7h15, no mercado futuro, o Dow Jones caía 0,10%, o S&P 500 recuava 0,13% e o Nasdaq tinha perda de 0,18%.


BOLSAS EUROPEIAS - As bolsas europeias operam na maioria em alta nesta sexta-feira, ampliando ganhos de ontem, em meio a um alívio nos temores de que o presidente dos EUA, Donald Trump, possa elevar tarifas agressivamente. Investidores reagem também aos PMIs preliminares alemães de janeiro acima do esperado. Na Zona do Euro, o PMI industrial veio acima do esperado, mas o de serviços decepcionou. Às 7h15,  a Bolsa de Paris avançava 0,87% e a de Frankfurt ganhava 0,32%, mas a de Londres caía 0,31%.


MOEDAS - O dólar opera em baixa ante outras moedas de países desenvolvidos, estendendo perdas de ontem, após o presidente dos EUA, Donald Trump, dizer, em entrevista à Fox News, que preferiria não impor tarifas a produtos chineses. O yuan negociado em Xangai se valoriza fortemente com alívio em temores de que os EUA venham a impor tarifas a importações da China. O iene avança após elevação a elevação de juros pelo Banco do Japão. O euro e a libra ganham força após os dados de PMIs da Alemanha e Reino Unido acima das previsões. Às 7h16, o euro subia a US$ 1,0496 (de US$ 1,0421), a libra avançava a US$ 1,2432 (de US$ 1,2358) e o dólar recuava a 155,75 ienes (de 155,92 ienes). Já o índice DXY do dólar - que acompanha as flutuações da moeda americana em relação a outras seis divisas relevantes - tinha baixa de 0,55%, a 107,457 pontos.


PETRÓLEO  - Os contratos futuros do petróleo buscam recuperação e sobem levemente, após acumular perdas nas últimas seis sessões. Ontem, o presidente dos EUA, Donald Trump, detalhou planos de impulsionar a produção doméstica e disse que irá pedir à Arábia Saudita e à Opep que reduzam os preços da commodity. Às 7h17, o barril do petróleo WTI para março subia 0,35% na Nymex, a US$ 74,88, enquanto o do Brent para abril ganhava 0,27% na ICE, a US$ 77,77.


BOLSAS DA ÁSIA - As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta sexta-feira em meio a um alívio em relação à postura tarifária do recém-empossado presidente dos EUA, Donald Trump, mas a de Tóquio caiu após o Banco do Japão elevar seu juro básico. Na China continental, o Xangai Composto subiu 0,70% e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 1,21%, a 1.936,34 pontos, à medida que o sentimento melhorou após Trump dizer que preferiria não impor tarifas a produtos chineses. No Japão, o Nikkei fechou em baixa de 0,07%, após o BoJ aumentar sua principal taxa de juros em 25 pontos-base, para 0,50%. Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 1,86%, após dois dias consecutivos de perdas. O índice Kospi avançou 0,85% em Seul, antes de um feriado na Coreia do Sul que deixará a bolsa local fechada até dia 30. Em Taiwan, o mercado não opera desde ontem por causa de feriados, e só retomará os negócios no dia 3 de fevereiro. Na Oceania, o S&P/ASX 200 subiu 0,36% em Sydney.


Colaborou Sergio Caldas


Contatos: luciana.xavier@estadao.com e silvana.rocha@estadao.com



Broadcast+

quinta-feira, 23 de janeiro de 2025

Fator X na análise fundamentalista

 O Factor X na análise fundamental 


Quando queremos fazer um investimento em acções há vários modelos que podemos utilizar, existem basicamente duas escolas: a análise fundamental e análise técnica. A primeira implica o estudo dos elementos económicos e financeiros da acção e a segunda implica encontrar padrões da acção nos mercados financeiros e prever a sua evolução. 


Sem entrar em detalhes sobre as duas análises proponho fazer uma observação sobre a Tesla. Esta empresa produz EV e outros serviços tecnológicos. Um analista experiente diria que é inútil usar a análise fundamental na Tesla. Isto porque os fundamentos da empresa tornam impossível prever a incrível valorização da empresa na bolsa. 


E porquê? Existe um "factor X" que escapa a qualquer modelo racional. Esse factor X simplificando chama-se Elon Musk. É um pouco mais complicado do que isto, mas vamos entender o que é o factor X. É um factor que não pode ser integrado numa análise objectiva mas que tem um peso fundamental nos resultados. 


Verifica-se isto no futebol por exemplo. O peso da marca do clube pode influenciar o árbitro e levar a uma vitória num jogo. Mesmo que nos fundamentos do resultado os clubes até nem sejam muito diferentes. O factor x é o elemento humano ou o peso da marca. A Apple é outro exemplo, como quantificar o Factor X chamado Steve Jobs e o seu papel no factor x que é hoje a marca Apple?


O Factor X muitas vezes implica uma análise que não pode ser puramente objectiva. É um elemento muito difícil de quantificar ou mesurar. A Tesla em termos formais parece um péssimo investimento, mas a realidade é que quem investiu na Tesla ganhou uma fortuna.

Prensa 2301

 Manchetes desta quinta-feira


São Paulo, 23/01/2025 - A seguir, as manchetes desta quinta-feira dos principais jornais brasileiros e do mundo:


O Estado de S.Paulo (SP)


Veto de Lula taxa fundos que investem em imóveis e no agro


Folha de S.Paulo (SP)


Sem tarifas de Trump, dólar fecha abaixo de R$ 6 pela primeira vez em 42 dias


Valor Econômico (SP)


Dólar abaixo de R$ 6 com sinais mais brandos de Trump para tarifas


O Globo (RJ)


Trump dificulta acesso pelo México e restringe direitos de imigrantes


The New York Times (EUA)


EUA poderão punir resistência local sobre imigração


The Wall Street Journal (EUA)


Musk joga água fria em projeto de Trump para IA


The Washington Post (EUA)


Trump interrompe asilo e vai mandar mais tropas


Financial Times (RU)


Trump paralisa fundos de infraestrutura de US$ 300 bilhões enquanto abandona agenda ambiental de Biden


El País (ESP)


PP e Junts derrubam alta das pensões e auxílio ao transporte


Correio Braziliense (DF)


Política de Trump ameaça ações mundiais de saúde


Zero Hora (RS)


Trump ameaça Rússia com sanções se Putin não encerrar guerra na Ucrânia


A Tarde (BA)


Blocos contestam redução de trios na folia da Barra


Diário do Nordeste (CE)


45% de chance de chuva dentro da média


Broadcast+

Mario Mesquita, do Itaú BBA

 🌎 Impacto de Trump no Brasil deve ser limitado, diz Itaú BBA  


O economista-chefe do Itaú BBA, Mario Mesquita, afirmou que o impacto inicial das políticas de Trump no Brasil será baixo, já que o país tem déficit comercial com os EUA, reduzindo a chance de ser alvo de tarifas. México e Canadá devem sentir efeitos mais intensos.  


Mesquita destacou que o real está subvalorizado, com câmbio justo estimado em R$ 5,70, mas enfrenta pressões devido ao dólar forte, maior prêmio de risco doméstico e déficit em conta corrente, que chegou a 3,3% do PIB.  


Sobre juros e inflação, o Itaú prevê taxas ainda altas, com o Banco Central comprometido com o regime de metas, apesar das incertezas globais causadas por decisões vindas de Washington, que podem impactar o comércio e o crescimento global.

BDM Riscala Matinal 2301

 *Rosa Riscala: Sem agenda, tarifas de Trump continuam no foco*


… A participação virtual de Trump no Fórum de Davos, prevista para 13h (BSB), é o destaque dos mercados, em mais um dia sem agenda. O presidente dos EUA estaria planejando responder a perguntas de executivos europeus, segundo fontes da agência DJ. E é aí que mora o perigo. Ele vai falar de tarifas? Vai continuar brando e estratégico como se mostrou até agora? Trump pegou leve com a China, derrubando o dólar para baixo dos R$ 6, mas já ameaçou o México, o Canadá e agora a Rússia. “Tem que acabar logo com essa guerra ridícula [com a Ucrânia] ou sofrerá sanções e tarifas dos EUA.” O Kremlin não se abalou e disse que não tem pressa. Está todo mundo dizendo que Trump só está blefando e isso não é bom para o jogo. Uma hora dessas, ele pode querer provar que com ele ninguém brinca.


… A percepção de que as coisas vão acontecer de forma mais tranquila no segundo governo de Trump é muito prematura e recomenda um otimismo cauteloso. Os mercados vão vivendo um dia de cada vez, sabendo que enfrentam o risco de volatilidade.


… Análise publicada ontem pela Eurasia aponta que a UE pode propor uma cooperação mais estreita com os EUA contra a China, na tentativa de agradar Trump e evitar as tensões comerciais para o seu lado.


… Para o Brasil, a grande notícia é o cuidado que Trump está mostrando com a China, tanto é que, apesar da queda do minério de ferro e do petróleo, a menção à alíquota de 10% não impediu uma forte correção do câmbio (abaixo).


… Agora é esperar 1º de fevereiro para ver se a ameaça de tarifa de 25% aos produtos importados do Canadá e do México se concretiza.


… Se Trump continuar legal, é possível que a aposta em tarifas mais brandas limite o impacto inflacionário e retome a discussão de que o Fed possa cortar os juros em ritmo menos conservador. Na próxima semana, tem Superquarta, com Fomc e Copom.


… Um dólar mais fraco frente ao real melhora a perspectiva para o resultado da balança comercial brasileira.


… Dados preliminares divulgados ontem pelo BC revelaram que fluxo cambial do Brasil foi negativo em US$ 3,804 bilhões de 1º a 17 de janeiro. O canal financeiro teve saída líquida de US$ 2,127 bilhões e o comercial, saldo negativo de US$ 1,677 bilhão.


… Os números porém, são anteriores à posse de Trump, no dia 20, e podem melhorar daqui para frente.


FORÇANDO A BARRA – De olho na popularidade de Lula em ano pré-eleitoral, o governo já assume abertamente os seus planos, antecipados pelo Valor, de baixar a inflação à força, começando pelos preços dos alimentos.


… O jornal informou que o governo estuda medidas que envolvem corte de taxas de juros cobradas pelas lojas nos cartões de vale-alimentação e venda de remédios em supermercados, para ampliar escala e reduzir custos.


… Segundo a reportagem, em reunião no Palácio do Planalto em novembro, indústrias e varejistas passaram ao presidente Lula um conjunto de sugestões para amenizar as pressões na inflação dos alimentos.


… O ministro Rui Costa (Casa Civil), que agora virou uma espécie de porta-voz da esperança e deu de falar de tudo, confirmou ontem em entrevista que o governo “vai fazer intervenções que barateiem os alimentos”.


… Horas depois, a sua pasta foi obrigada a emitir uma nota para corrigir a trapalhada do tom da declaração, desmentindo que esteja em discussão uma “intervenção de forma artificial” para reduzir os preços dos alimentos.


… À noite, falando à CNN, o ministro consertou as palavras, disse que não haverá “intervenções”, mas “medidas”.


… Só troca seis por meia dúzia, muda para deixar igual, já que a essência é a mesma. A economista Andrea Damico, CEO da consultoria Buysidebrazil, diz ver com muita preocupação a tentativa de baixar a inflação “na marra”.


… “O que funciona para controlar preço, qualquer que seja, para controlar a inflação, é a política monetária. Qualquer outro tipo de medida alheia a essa não funciona, nem empiricamente, nem teoricamente”, acredita.


… Ela reforça que a atribuição de perseguir a meta de inflação se deve exclusivamente ao BC e relembra o case de Dilma Rousseff, que tentou represar os preços de energia e gasolina, e depois viu uma explosão dos administrados.


… Alexandre Maluf, economista da XP, concorda que, historicamente, intervenções contra a inflação não são bem-sucedidas. Andrea Angelo, estrategista da Warren, duvida que as medidas cogitadas reduzam os preços.


… Rui Costa disse que o governo deve fazer nesta semana reuniões com ministérios para afunilar uma proposta para conter a alta do preço dos alimentos e confirmou que a redução da taxa do vale alimentação está em estudo.


… Já a mudança da data de validade dos produtos, proposta pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), dificilmente será adotada, segundo ele, e a venda de remédios em supermercados precisa ser discutida com a Saúde.


MAIS AGENDA – Num dia sem indicadores mais relevantes, NY observa o número de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA (10h30), que devem aumentar em 2 mil, para 219 mil.


… Os estoques americanos de petróleo devem cair 500 mil barris, no dado que o DoE divulga às 13h. A Comissão Europeia informa o Índice de Confiança do Consumidor de janeiro, que deve ficar em -14, de -14,6 em dezembro.


… O BC da Turquia decide juros (8h), com expectativa de queda a 45% ao ano, contra 47,5% atualmente.


… À noite, o Japão informa o CPI de janeiro (20h30) e os PMIs da indústria, dos serviços e composto medidos pela S&P Global e o Jinbun Bank (21h).


… Por aqui, o presidente Lula se reúne (15h) com os ministros Fernando Haddad (Fazenda), Rui Costa e Sidônio Palmeira (Secom). A FGV informa o IPC-S da 3ª quadrissemana de janeiro (8h). O CMN se reúne às 9h.


AFTER HOURS – A Alcoa teve lucro e receita acima do esperado no 4Tri24 e guidance positivo, mas a ação recuou 1,37% no after hours de NY, depois de uma reação inicial positiva.


… A companhia teve lucro líquido de US$ 202 milhões no último trimestre do ano passado e lucro por ação ajustado de US$ 1,04, acima da projeção de US$ 0,95.


… A receita foi de US$ 3,5 bilhões no período, também acima do projetado, de US$ 3,3 bilhões.


…  A Alcoa espera que a produção total do segmento de alumínio em 2025 fique entre 2,3 e 2,5 milhões de t, mais que em 2024. Os embarques do metal devem variar entre 2,6 e 2,8 milhões de t.


ROUND 6 – A briga em torno do piso psicológico dos R$ 6 foi finalmente vencida, com o dólar à vista furando esta marca e atingindo a menor cotação em quase dois meses. O ímpeto vendedor teve dois drivers: Trump e a taxa Selic.


… A mudança de tom do presidente dos EUA no discurso protecionista, não tão radical na ameaça de aplicação de tarifas aos chineses, repercute bem entre os emergentes, com o risco mais esvaziado de guerra comercial.


… Ainda é cedo para confiar, mas a abordagem bem menos agressiva de Washington traz à tona a esperança de impacto inflacionário menor com as tributações mais leves, abrindo espaço para mais cortes de juro pelo Fed.


… O cenário vai se tornando ideal para o carry trade, com os investidores inclinados a tomar dinheiro emprestado em um país com juros mais baixos (EUA) e investir em outro que ofereça taxas mais altas, como é o nosso caso.


… Nesta mudança de rotação, o capital estrangeiro já tem demonstrado maior interesse em voltar para cá.


… O Copom não pode dar mole, já tem na agulha pelo menos mais duas doses de alta de 1pp da Selic (semana que vem e em março) e o guidance deve continuar conservador, diante da inflação desancorada e todo o ruído fiscal.


… O JPMorgan estima que o próximo comunicado do Copom deve indicar que a porta está aberta para continuar aumentando a Selic até o 2Tri. O banco acredita que o balanço de riscos exige juro básico terminal acima de 15,25%.


… Analistas do JP avaliam que a perspectiva inflacionária para o ano piorou, devido à combinação de PIB acima do potencial, choque no preço dos alimentos, efeitos de repasse cambial de 2024 e impactos de indexação nos preços.


… Em tom menos pessimista, um estudo publicado pela Oxford Economics aponta que, apesar dos temores do mercado financeiro e da recente depreciação do real, o Brasil não entrou num quadro de dominância fiscal.


… Diante da Selic atrativa e de Trump 2, que não tem confirmado sua fama de mau, operadores no Broadcast identificam desmontagem de posição comprada no câmbio futuro por estrangeiros e investidores institucionais.


… Desde novembro, o dólar não atingia um patamar tão baixo de fechamento como o de ontem, a R$ 5,946, em queda firme de 1,40%. Para o economista-chefe do Itaú BBA, Mario Mesquita, o valor justo seria R$ 5,70.


… Ele disse ao Valor que não viu até agora nenhuma manifestação de Galípolo de se desviar das regras do jogo do regime de metas. “A diretoria atual vai continuar perseguindo a meta e isso demanda aperto de juros mais intenso.”


… De um lado, a curva do DI tentou ontem devolver prêmio junto com o alívio no câmbio, mas as taxas mais curtas e médias tiveram menor margem para cair e acabaram fechando perto da estabilidade, porque a Selic ainda vai longe.


… No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,920% (de 14,925% no fechamento anterior); Jan/27, 15,165% (de 15,155%); Jan/29, 14,995% (de 15,020%); Jan/31, 14,960% (de 15,000%); e Jan/33, 14,880% (14,940%).


EFEITO REVERSO – Ao invés de faturar o alívio com o dólar abaixo de R$ 6, o Ibovespa caiu de leve, tendo as forças roubadas pelas empresas exportadoras, que justamente enfrentam perdas quando o real testa uma recuperação.


… Boa parte da produção da Vale é vendida no mercado internacional, o que ajudou a justificar ontem o desempenho bastante negativo do papel (ON, -2,52%, a R$ 52,66), figurando entre as piores perdas do dia.


… Em menor medida, também a queda do minério de ferro (-0,44%) influenciou. Ainda entre as companhias exportadoras, CSN Mineração perdeu 1,33% (R$ 5,19), Suzano caiu 1,60% (R$ 61,40) e Embraer, -2,10% (R$ 61,15).


… Descolado do exterior, o Ibovespa quebrou a sequência de quatro altas consecutivas e caiu 0,30%, abaixo dos 123 mil pontos (122.971,77). O volume financeiro continuou baixo e somou só R$ 19,2 bilhões.


… Em linha com o petróleo, Petrobras ON recuou 1,01% (R$ 41,13), na mínima, e PN caiu 0,56% (R$ 37,09).


… O Brent/março cedeu 0,36%, a US$ 79,00/barril, a 5ª queda seguida, ainda sob o efeito das medidas de Trump para o setor de energia, que podem elevar a oferta.


… Em meio ao recuo do dólar e da cotação do petróleo, a defasagem de preços da Petrobras diminuiu, segundo a Abicom. A do diesel recuou de 28% no pico da semana passada para 24% e a da gasolina, de 13% para 12%.


… Mas não se sabe se isso fará diferença para um potencial reajuste dos combustíveis, que pode ser discutido semana que vem. Ontem, Rui Costa reiterou que a estatal tem autonomia para decidir sobre os preços.


… Bancos fecharam sem direção única. Banco do Brasil subiu 1,83% (R$ 26,13) e Santander ganhou 1,28% (R$ 25,36). Bradesco PN perdeu 1,37% (R$ 11,48), Bradesco ON caiu 1,12% (R$ R$ 10,63) e Itaú desvalorizou 0,37% (R$ 32,61).


… Azul foi a maior alta do pregão, com +6,98% (R$ 4,60), após o anúncio da empresa sobre o encerramento e o resultado das ofertas para troca de notas existentes.


… CVC subiu 6,36% (R$ 1,84) e LWSA ganhou 5,66% (R$ 3,36). No lado negativo, os destaques ficaram com RD Saúde (-4,52%; R$ 20,91), Brava Energia (-4,13%; R$ 23,70) e Minerva (-3,42%; R$ 4,80). 


BRILHO TECH – O anúncio do projeto Stargate, de infraestrutura de IA, que envolve investimento de US$ 500 bi, animou Wall Street, que voltou os olhos novamente para as ações de tecnologia.


… Embora a iniciativa anunciada por Trump tenha ganhado críticas de Musk, que disse que as empresas “não têm dinheiro de verdade” para o projeto, o mercado gostou.


… O Nasdaq puxou as altas, subindo 1,28% e reconquistando os 20 mil pontos (20.009,34). Oracle (+6,75%) e SoftBank (+11,37%), envolvidos na iniciativa, foram bem. Entre as big techs, Nvidia (+4,43%) se destacou.


… Netflix também embalou NY. Com mais de 300 milhões de assinantes no mundo no 4tri24, a ação disparou 9,69%.


… O rali nas techs com o otimismo da IA e os balanços levaram o S&P 500 a um novo recorde (6.100 pontos) durante a sessão. O índice fechou perto disso, a 6.086,27 pontos (+0,61%). O Dow Jones subiu 0,30%, a 44.156,73 pontos.


… Mas à CNBC, o CEO do JPMorgan, Jamie Dimon, disse haver sinais de que o mercado de ações está superaquecido. “Os preços dos ativos estão meio inflacionados. Você precisa de resultados muito bons para justificar esses preços”.


… Depois de o S&P 500 subir 24% em 2023 e 23% em 2024, há todo um debate sobre até que ponto o mercado pode ir sem uma correção significativa. Ainda mais porque os ganhos têm se concentrado nas techs.


… Ontem, por exemplo, apenas dois dos 11 setores do índice tiveram alta.


… Em nota, estrategistas do BlackRock Investment Institute disseram que “mesmo com juros mais altos, achamos que as ações podem continuar subindo, desde que os fundamentos permaneçam fortes.”


… Depois de uma sequência de quedas, os rendimentos dos Treasuries se ajustaram em alta. O da note de 2 anos subiu a 4,295% (de 4,274% na sessão anterior) e note de 10 anos avançou a 4,602% (de 4,578%).


… O índice dólar (DXY) mostrou oscilação contida pela segunda sessão seguida, com alta de 0,10%, a 108,167 pontos.


… O euro ficou estável (-0,03%), em US$ 1,0417, e a libra esterlina seguiu o mesmo caminho (-0,09%), a US$ 1,2321. O iene caiu 0,62%, a 156,448/US$.


EM TEMPO… USIMINAS captou US$ 500 milhões em bonds em oferta com demanda superior a US$ 2 bilhões, com taxa de 7,75% e prazo de sete anos, segundo agências de notícias.


LOJAS RENNER. Citi cortou preço-alvo de R$ 18,50 para R$ 17, mantendo recomendação de compra. Na prévia do 4Tri24, estimativa para crescimento de vendas nas mesmas lojas caiu de 12,9% para 10%, segundo o banco.


ALPARGATAS fará o resgate facultativo total das debêntures da 1ª série da 2ª emissão, tendo desembolso total de R$ 566 milhões. Serão resgatadas 550 mil debêntures e o pagamento ocorrerá no dia 30 de janeiro.


XP aprovou 1ª emissão de notas comerciais no valor de R$ 1,1 bilhão. Prazo será de 365 dias após a emissão.


TENDA. Itaú Unibanco reduziu participação acionária na empresa a 4,12%. No último formulário de referência, de 10 de janeiro, a participação do banco era de 7,82% dos papéis ordinários.


TECNISA. Vendas contratadas líquidas caíram 29,5% no 4Tri24, a R$ 138 mi, na comparação com o 4tri23. Valor integral das vendas foi de R$ 232 mi, alta de 3,3% no período. A companhia não realizou lançamentos no 4Tri24.


COSAN fará o resgate antecipado facultativo total da 1ª série da 3ª emissão de debêntures no dia 6 de fevereiro.


AUTOMOB informou que José Cezario Menezes de Barros Sobrinho renunciou ao cargo de diretor de RI. Para ocupar a função, a companhia elegeu Antonio da Silva Barreto Junior.


CCR ROTA SOROCABANA fará a 1ª emissão de debêntures, no valor de R$ 2,05 bilhões. Prazo de vencimento será de 60 dias contados da data de emissão.


PARANAPANEMA destituiu João Nogueira Batista dos cargos de diretor-presidente e de RI. Marcelo Vaz Bonini, atual diretor financeiro, acumulará o cargo de RI e o comando da empresa até a eleição de um novo diretor-presidente.

Bankinter Portugal 2301

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: O mercado evolui demasiado bem. Trump está focado na imigração, que é a parte mais populista da sua política e a menos realizável na prática, além de ser a que menos afeta o mercado a curto prazo. Por isso, o mercado encaixa-o bem, e apoiado por resultados 4T 2024 cujo saldo melhora pouco a pouco, sobe até com alguma força. Porque em 2025, o ES-50 já leva +6,3%, o S&P500 +3,5% e o Nq-100 +4%... e isso parece um pouco autocomplacente e até arriscado. Mas os bons resultados e a aterragem pouco agressiva de Trump no que realmente afeta o mercado (impostos alfandegários, impostos, desregulação) permitem que as bolsas se animem e subam, com a tranquilidade de que a diminuição do risco percebido em relação ao contexto estabilize as yields das obrigações em níveis aceitáveis (Bund 2,50%; T-Note 4,60%), e isso é a chave para que a elevada liquidez caminhe em positivo, com tom comprador. 

 

HOJE um pouco mais fraco: -0,2%? Noruega repetirá a Taxa Diretora em 4,50%, às 9 h, esperando até março para baixar. Isto é, passará despercebido, embora tenhamos de observar. GE publicará na pré-abertura americana (14:30 h): EPS esperado 1,041$. E no fecho (21 h), Intuitive Surgical (1,811$). Publicam outras empresas também, mas estas duas são as importantes. Com 65 empresas publicadas, o EPS do S&P500 melhora até +8,1% vs. +7,5% esperado. E J&J e P&G publicaram ontem, batendo expetativas, enquanto Abbott bastante em linha. Com poucas referências e após as recentes subidas, hoje as bolsas irão parar para observar, sem que as yields das obrigações se elevem, à espera de alguns assuntos importantes de amanhã. Dia de trâmite um pouco em baixa, provavelmente. 

 

AMANHÃ terminaremos a semana com um notável aumento da inflação no Japão (+3,4% vs. +2,9%), que forçará o BoJ a subir a Taxa Diretora, também amanhã, em +25 p.b., até 0,50% (atribuímos 70% de probabilidade). Sairão PMIs Industriais em todo o mundo, talvez a melhorar umas décimas (todos em zona de contração económica, mas os EUA poderão colocar-se nos 50 pontos, em expansão). E publicarão, às 12 h, Verizon e Amex, como referências corporativas mais importantes. Mas o mercado não fará nada destacável, porque a atenção está na próxima semana, que é importante e capaz de mover o mercado: publicarão 5 das 7 Magníficas; na quarta-feira (29) a Fed repetirá em 4,25%/4,50% depois de ter vindo a baixar desde setembro; e na quinta-feira (30), o BCE baixará -25 p.b até 2,75%/2,90%... sendo o mais importante a possível nova abordagem mais cautelosa em relação a futuras descidas de taxas de juros, embora com sério debate interno e sem que possamos considerar nada garantido devido à dispersão de opiniões e visões que há no Conselho do BCE. 

 

É provável que hoje e amanhã sejam dias fracos, sem deterioração relevantes, mas sem vontade, porque a atenção já está na próxima semana, que é francamente importante.  

 

S&P500 +0,6% Nq-100 +1,3% SOX +1,7% ES-50 +0,8% IBEX -0,4% VIX 15,1 Bund 2,50% T-Note 4,60% Spread 2A-10A USA=+31pb B10A: ESP 3,13% PT 2,93% FRA 3,26% ITA 3,60% Euribor 12m 2,493% (fut.2,375%) USD 1,040 JPY 162,9 Oro 2.753$ Brent 78,6$ WTI 75,1$ Bitcoin -1,7% (102.280$) Ether -1,6% (3.205$). 

 

FIN

quarta-feira, 22 de janeiro de 2025

Call Matinal ConfianceTec 2201

 CALL MATINAL CONFIANCE TEC

22/01/2024 

Julio Hegedus Netto, economista

 

MERCADOS EM GERAL


FECHAMENTO DE TERÇA-FEIRA (21/01)

MERCADO BRASILEIRO


O Ibovespa, na terça-feira (21), fechou em alta de 0,39%, aos 123.398 pontos. 


Já o dólar à vista operou em queda de 0,40%, a R$ 6,037.


PRINCIPAIS MERCADOS, 07h00


Índices futuros dos EUA operam em alta nesta quarta-feira (22), refletindo otimismo com mais gastos em inteligência artificial (IA), a compensarem as incertezas sobre tarifas mais elevadas.


🇺🇸EUA:

Dow Jones Futuro, +0,10%

S&P 500 Futuro, +0,37%

Nasdaq Futuro, +0,77%


Ásia-Pacífico:

Shanghai SE (China🇨🇳), -0,89%

Nikkei (Japão🇯🇵), +1,58%

Hang Seng Index (Hong Kong), -1,63%

Kospi (Coreia do Sul🇰🇷), +1,15%

ASX 200 (Austrália🇦🇺), +0,33%


Europa:

FTSE 100 (Reino Unido🇬🇧), +0,09%

DAX (Alemanha🇩🇪), +0,66%

CAC 40 (França🇫🇷), +0,43%

FTSE MIB (Itália🇮🇹), +0,24%

STOXX 600🇪🇺, +0,29%


Commodities:

Petróleo WTI, -0,33%, a US$ 75,58 o barril

Petróleo Brent, -0,20%, a US$ 79,13 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, -0,44%, a 800,50 iuanes (US$ 110,09).


NO DIA, 22/01


Em dia de agenda vazia no exterior, destaque para o Fórum de Davos, na Suíça, com a participação da presidente do BCE, Christine Lagarde. 


Nos EUA, a expectativa é de que Trump seja menos agressivo nas tarifas. Ontem à noite, ele disse que estuda uma sobretaxa de 10% para a China, “provavelmente” no dia 1º/2, data marcada também para as tarifas ao México e Canadá. Por aqui, temos a divulgação do fluxo cambial semanal do BC no início da tarde, enquanto os ativos vão no embalo de NY.


AGENDA, 22/01


Indicadores:

08h00. Brasil🇧🇷/FGV: Boletim Icomex - dezembro

14h30. Brasil🇧🇷/BC: Fluxo cambial semanal.


Eventos:

08h00. Rui Costa (Casa Civil) participa do programa de rádio 'Bom dia, ministro', da EBC

11h00. Presidente Lula participa de evento de assinatura do contrato de concessão da BR-381/MG

12h15. Christine Lagarde (BCE) participa de conversa em Davos

20h00. Coreia do Sul🇰🇷/BoK: PIB do quarto trimestre.                

                               

Julio Hegedus Netto, economista da ConfianceTec 

 

Boa quarta-feira e bons negócios!

Ailton Braga

  Hoje, 02/02/2026, saiu no Blog do IBRE da FGV, artigo meu em que faço análise da interação entre política fiscal e política monetária, a p...