quinta-feira, 12 de dezembro de 2024

Call Matinal ConfianceTec 1212

 CALL MATINAL CONFIANCE TEC

12/12/2024 

Julio Hegedus Netto, economista


MERCADOS EM GERAL


FECHAMENTO DE QUARTA-FEIRA (11)

MERCADO BRASILEIRO


O Ibovespa, na quarta-feira (11), disparou em alta de 1,21%, a 130.853 pontos. Já o dólar à vista fechou em queda de 1,21%, a R$ 5,9757.


PRINCIPAIS MERCADOS, 05h40:


Índices futuros dos EUA em baixa nesta quinta-feira (12).


Isso acontece depois do CPI consolidar as apostas de um corte na taxa de juros na próxima reunião do Fed.


EUA 🇺🇸:

Dow Jones Futuro, -0,26%

S&P 500 Futuro, -0,14%

Nasdaq Futuro, -0,16%


Ásia-Pacífico:

Shanghai SE (China🇨🇳), +0,85%

Nikkei (Japão🇯🇵), +1,21%

Hang Seng Index (Hong Kong), +1,20%

Kospi (Coreia do Sul🇰🇷), +1,62%

ASX 200 (Austrália🇦🇺), -0,28%


Europa:

FTSE 100 (Reino Unido🇬🇧), +0,08%

DAX (Alemanha🇩🇪), +0,11%

CAC 40 (França🇫🇷), +0,30%

FTSE MIB (Itália🇮🇹), +0,44%

STOXX 600, +0,03%


Commodities:

Petróleo WTI, +0,37%, a US$ 70,55 o barril

Petróleo Brent, +0,49%, a US$ 73,88 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +1,25%, a 812,50 iuanes (US$ 111,87).


NO DIA, 12/12


Mercados acordando hoje repercutindo a agressiva decisão do Copom ontem, ao elevar o juro em 1,0 pp, a 12,25%, deixando uma carta na manga, no comunicado, antevendo mais duas elevações de 1 ponto cada. Taxa Selic pode chegar a 14,25% em março, com o BCB sob nova  direção. 


Investidores acabaram gostando desta postura, embora sob o risco de acabar mais agressiva do que o esperado. 


Hoje teremos também mais uma cirurgia delicada no presidente Lula, para a drenagem de "excessos", o que deixa o mercado sob suspense. A coisa parece ser mais grave do que o esperado.


Na agenda, hoje em destaque os dados do varejo (PMC) e o leilão de linha do BCB. 


Nos EUA, depois do CPI de novembro hoje temos o PPI. Nada muda, no entanto, sobre a postura do Fed. Mais um corte do juro em 0,25 pp na reunião do Fomc semana que vem.


AGENDA, 12/12


Indicadores:

04h00. Reino Unido🇬🇧. PIB do 3Tri

06h00. França🇫🇷/AIE: Relatório mensal de petróleo

08h00. OCDE: PIB do 3Tri do G20

09h00. Brasil 🇧🇷. Vendas no varejo em outubro (PMC IBGE).

10h00. Brasil 🇧🇷Produção e vendas de veículos (Anfavea).

10h30. EUA 🇺🇸. Pedidos de auxílio-desemprego

10h30. EUA 🇺🇸. PPI de novembro.

10h45. Christine Lagarde (BCE) concede coletiva sobre juros.

18h00. Peru: BC decide juros.


Eventos:

10h15. Zona do Euro🇪🇺, BCE anuncia decisão sobre juros. Corte de 0,25 pp na pauta.

10h00. Brasil🇧🇷, Plenário do Senado vota regulamentação da reforma tributária

10h20, Brasil🇧🇷. BCB faz dois leilões de linha, no total de US$ 4 bi.

 

Julio Hegedus Netto, economista da ConfianceTec 

 

Boa quinta-feira e bons negócios!

Bankinter Portugal Matinal 1212

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: Melhor do que o esperado. Enquanto ONTEM (13:30h) saiu a inflação americana como esperado e não pior (Taxa Geral+2,7% desde +2,6%; Subjacente a repetir em +3,3%), Nova Iorque subiu, principalmente tecnologia, porque isso confirmava duas coisas. A primeira, que a Fed baixará taxas de juros em -25 p.b. até 4,25%/4,50%, na quarta-feira (18) da próxima semana. Dissipa as dúvidas a respeito. E a segunda, que o aumento da inflação não é mais rápido do que o esperado/temido, portanto pode-se apostar que a Fed baixará taxas de juros três vezes em 2025, até 3,50%/3,75%... portanto faltam mais descidas que favoreçam os preços dos ativos, principalmente das bolsas e, em particular, tecnologia. Pode ser que a Fed se detenha nesse nível, porque a inflação poderá fixar-se em cerca de +3%. Mas agora não importa muito, de modo que as bolsas sobem e já pensarão depois no futuro, além de dezembro. A reação de ontem foi uma boa prova de como o mercado se inclina para interpretar em positivo as notícias normais (a inflação de ontem), muito positivamente as positivas e apenas com modestos ajustes as tristes. Por isso, com este rally de finais de 2024, quando o resto do ano já tinha sido estupendo, é provável que o arranque de 2025 seja frio. 

 

HOJE temos duas descidas de taxas de juros: (i) 08:30h Suíça, SNB -50 p.b., até apenas 0,50%... embora possa baixar apenas -25 p.b. e não faria mal, porque depois continuaria a baixar, pode ser que até perto de 0%, porque não tem inflação (+0,7%) e o seu ciclo é diferente dos restantes. (ii) 13:15h BCE -25 p.b., até 3,00% Depósito/3,15% Crédito. O bom é que estas descidas influenciarão positivamente sobre a Europa. O não tão bom é que Wall St. já subiu ontem com força no calor da sua inflação, e estes movimentos estão muito longe e terão pouca influência, portanto não é certo se subirá pelo segundo dia consecutivo. 

 

Canadá baixou ontem (14:45h) os 50 p.b. estimados, até 3,25%, e continuará a baixar na sua reunião de 29 de janeiro, enquanto o Brasil subiu +100 p.b. de uma vez (21:30h) e não os +75 p.b. esperados, até 12,25%. Conseguiu, assim, que o real se apreciasse desde ca.6,06/$ até 5,95/$... mas não é uma solução para a sua depreciação; será uma apreciação efémera, a não ser que melhore o seu diagnóstico macro (baixo crescimento com alguma inflação). 

 

HOJE parece mais provável a subida na Europa do que em Nova Iorque. Mas, subida ou não, as bolsas e estão razoavelmente bem avaliadas, portanto convém ter cuidado. Principalmente se continuar a subir, interpretando o normal como bom e o bom como muito bom. Não há sobreavaliações, mas o ritmo deverá moderar-se e alternar subidas e descidas para depurar um pouco o mercado para 2025. E isso não está a acontecer. 

 

S&P500 +0,8% Nq-100 +1,9% SOX +2,7% ES-50 +0,2% IBEX -1,5% VIX 13,6% Bund 2,14% T-Note 4,28% Spread 2A-10A USA=+12pb B10A: ESP 2,75% PT 2,54% FRA 2,90% ITA 3,20% Euribor 12m 2,429% (fut.1,914%) USD 1,050 JPY 160,1 Ouro 2.718$ Brent 73,7$ WTI 70,4$ Bitcoin +2,9% (100.558$) Ether +7% (3.937$). 

 

FIM

BDM Matinal Riscala 1212

 *Rosa Riscala: A bazuca do Copom*


Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*


… Se cumprir o script esperado, o BCE deve reduzir os juros hoje em 25pb, com placar apertado, à medida que existem justificativas para redução maior, de 50 pb. A decisão sai às 10h15 e, meia hora depois, será comentada em coletiva por Lagarde, que recentemente disse que a batalha contra a inflação está perto de ser vencida. Nos EUA, o PPI de novembro (10h30) deve reforçar a sensação deixada pelo CPI de que o Fed ainda promoverá mais um corte de juro na semana que vem, antes de pensar em uma pausa. Na agenda aqui, às 10h, o Sírio Libanês atualiza em coletiva de imprensa o estado de saúde de Lula, após ser submetido a novo procedimento cirúrgico para evitar sangramentos no cérebro. Entre as pautas prioritárias do governo, o Senado abre sessão às 10h para votar a regulamentação da reforma tributária, aprovada ontem à noite na CCJ. O BC faz dois leilões de linha no câmbio, a partir das 10h20, num total de até US$ 4 bi. A atuação, junto com o “torpedo” do Copom, promete derrubar o dólar para perto de R$ 5,90.


… O BC confirmou as apostas mais ousadas, elevou a Selic em 1pp, para 12,25%, e contratou não apenas mais uma dose de alta da mesma magnitude, mas duas (janeiro e março), antecipando juro terminal de pelo menos 14,25%.


… Este patamar é 0,5pp maior que a mediana do último relatório Focus, que indicava 13,75% no fim do ciclo.


… No comunicado superhawkish, o Copom alertou que pode ir mais longe, na estratégia que “será ditada pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta e dependerá da evolução da dinâmica da inflação”.


… Ou seja, não descarta chegar a 15% ou perto disso, como a curva do DI já vem precificando há algum tempo.


… O recado muito conservador do BC abriu já ontem à noite uma onda de revisão em alta nas apostas da Selic:


… XP (14,25% para 15%), Ativa Investimentos (14% para 15%) Warren (14,25% para 14,75%), Barclays (13,50% para 14,25%), Bmg (14% para 14,75%) e BofA (13,25% para 14,25%), que aponta risco de alta ainda maior.


… “Se o Copom, que estava atrás da curva, apenas elevasse [a Selic] em 1 ponto sem dar guidance, deixaria o mercado ir (mais) para cima [nas projeções para os juros]”, afirmou economista-chefe do BMG, Flávio Serrano.


… A percepção generalizada no mercado é de que o BC marcou um verdadeiro gol de placa com o choque de credibilidade, na estratégia que assegura Galípolo a chegar blindado de qualquer suspeição no comando do BC.


… Com a retomada do forward guidance pelo Copom, Galípolo já estreia com 2pp no bolso e toda a diretoria do novo BC, composta a partir de janeiro por maioria de indicados de Lula, aparenta liberdade de atuação.


… O Itaú, porém, lançou uma dúvida o ar em relatório a clientes. “Curiosamente, embora todos os membros do Copom tenham votado pelo aumento de 1pp, o comunicado não mencionou que a decisão foi unânime”.


… “Isso, em nossa opinião, levanta a possibilidade de que não houve consenso sobre a sinalização.”


… Para o economista-chefe do Itaú, Mario Mesquita, talvez alguns integrantes do Copom preferiram 0,75pp, mas apoiaram a maioria para minimizar ruídos. A dúvida, disse, pode ser respondida pela ata (3ªF) e RTI (5ªF).


… Se houve um racha velado, logo se saberá. Por enquanto, foi importante o BC ter assumido o controle da situação, neste momento em que a âncora fiscal se enfraquece e não poupa ousadia de apostas no DI.


… O BC disse com todas as letras no comunicado que a reação negativa dos investidores ao pacote fiscal afetou “de forma relevante” as expectativas, o que levou a uma dinâmica inflacionária “mais adversa”.


… O comunicado disse ainda que o PIB/3Tri cresceu acima do esperado, indicando abertura adicional do hiato.


… “O cenário mais recente é marcado por desancoragem adicional das expectativas de inflação, elevação das projeções de inflação, dinamismo acima do esperado na atividade e maior abertura do hiato do produto.”


… A agressividade exibida pelo Copom na política monetária é compatível com as projeções do BC, que subiu a estimativa para o IPCA do 2Tri de 2026, horizonte relevante da política monetária, de 3,6% para 4%.


… Profissionais de mercado acreditam que o comunicado duro contrata gap de alta na ponta curta do DI hoje (já que a maioria esperava 0,75pp), mas alívio nos prêmios de risco no trecho longo e espaço de reação ao real.


… “O BC dá tempo para que ambiente político traga uma solução”, acredita a economista do UBS Solange Srour.


… Para Rafaela Vitória (Inter), o maior risco é de o governo aproveitar para ficar mais expansionista, após o BC ter chamado para si a responsabilidade de brigar contra a desancoragem de inflação e a dominância fiscal.


… Em Brasília, o governo continua na corrida contra o tempo para votar as medidas de cortes de gastos.


DÁ TEMPO – Para o ministro Fernando Haddad, uma semana é tempo suficiente para aprovar o pacote fiscal na Câmara e Senado, já que, segundo ele, “as coisas estão caminhando bem” na articulação política.


… Líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues trabalha para o pacote ser votado até dia 20. Se não for possível, deve propor aos presidentes da Câmara e do Senado fazer uma votação nos dias 26, 27 e 30 de dezembro.


… Mas há resistências. As bancadas do MDB e PT continuam rejeitando mudanças no BPC. Tentando quebrar o gelo, Dario Durigan, nº 2 da Fazenda, repetiu que o texto pode ser alterado, desde que se “resguarde o impacto fiscal”.


… Um dia depois de Durigan dizer que o impacto do pacote fiscal em dois anos pode superar os R$ 70 bilhões divulgados incialmente, o Itaú elevou de R$ 53 bilhões para R$ 56 bilhões a estimativa de economia potencial.


… Para o Itaú, porém, o impacto do ajuste tende a ser menor que o necessário para cumprir o limite do arcabouço.


… Ainda na agenda do Congresso, a votação da LDO 2025 foi marcada para a próxima 3ªF, dia 17.


REFORMA TRIBUTÁRIA – O texto do relator Eduardo Braga (MDB) sofreu modificações pela CCJ. Em vitória da oposição, armas, munições e bebidas açucaradas (como refrigerantes) foram retiradas do imposto seletivo.


… Mas Braga afirmou que a base governista vai apresentar hoje um destaque em plenário para garantir a incidência do imposto seletivo sobre armas e munições. O senador foi contra a retirada pela CCJ.


… Também na votação dos destaques, a comissão manteve os benefícios fiscais da Zona Franca de Manaus.


… Em outro ponto, equiparou a tributação para saneamento ao regime para saúde humana, ambos agora com redução de 60% das alíquotas do IBS e da CBS.


… Serviços veterinários foram incluídos na redução de alíquota de 60% e o esmagamento de soja ganhou incentivo fiscal, assim como as aeronaves de aviação regional que transportem até 186 passageiros.


NOVA CIRURGIA – Lula vai passar por uma nova cirurgia nesta manhã para barrar novos sangramentos no cérebro. Esse procedimento para complementar a 1ª cirurgia já estava previsto desde o dia em que Lula se internou.


… Chamado embolização de artéria meníngea média, a cirurgia pretende remover o sangue que se acumula entre o cérebro e a camada protetora do tecido encefálico.


… O cardiologista do presidente, Roberto Kalil Filho, afirmou que o procedimento é simples, de baixo risco, deve demorar em torno de uma hora e não vai atrasar a alta hospitalar de Lula, prevista para semana que vem.


… Segundo o boletim divulgado ontem, às 16h, pelo Sírio Libanês, Lula passou o dia bem, sem intercorrências, caminhou e recebeu visita de familiares.


MAIS AGENDA – O IBGE divulga os dados do varejo (9h), que devem mostrar desaceleração em outubro.


… A mediana do Broadcast prevê estabilidade no varejo ampliado ante setembro e alta de 7,1% no ano. Para o restrito, as medianas são de -0,2% e +4,9%, respectivamente. Os dados de novembro da Anfavea saem às 10h.


LÁ FORA – Nos EUA, o PPI de novembro deve subir 0,2%, mesma taxa de outubro. Já o núcleo deve desacelerar de 0,3% para 0,2%. Também às 10h30, o auxílio-desemprego tem previsão de queda de 4 mil pedidos, a 220 mil.


… Depois de a Opep reduzir as expectativas de demanda em 2025, hoje é a vez de a AIE divulgar o seu relatório mensal de petróleo (6h). O Peru divulga decisão de juros às 18h.


MATOU NO PEITO – Já antes mesmo do Copom, os juros futuros mergulharam fundo e o dólar furou R$ 6, porque já vinha crescendo a precificação de que o BC pudesse botar para quebrar e optar pela postura bem mais agressiva.


… Mas outros gatilhos também patrocinaram a onda positiva nos negócios. Lira disse que a Câmara trabalhará “de 2ªF a 6ªF nesta e na próxima semana” em torno das pautas prioritárias do governo (pacote, Orçamento e tributária).


… As taxas do DI e a moeda americana acentuaram as perdas no fim da tarde com as notícias sobre o quadro clínico de Lula, que aumentam as dúvidas sobre as condições do presidente para concorrer à reeleição em 2026.


… Na última meia hora do pregão, o dólar à vista acelerou o ritmo de queda, cravou R$ 5,9537 na mínima intraday e fechou encostado nesta marca, a R$ 5,9557 (-1,53%), pela primeira vez abaixo dos R$ 6 em quase duas semanas.


… O BC informou que o fluxo cambial total na primeira semana de dezembro foi negativo em US$ 2,642 bilhões, resultado de saída de US$ 3,254 bilhões pela conta financeira e entrada de US$ 612 milhões pela conta comercial.


… No acumulado do ano, até 6/12, o fluxo total está positivo em US$ 5,859 bilhões.


… No fechamento, o DI para janeiro de 2026 afundava mais 14,205% (de 14,370% na véspera); Jan/27 a 14,350% (de 14,640%); Jan/29 a 13,905% (de 14,235%); Jan/31, a 13,570% (de 13,910%); e Jan/33, a 13,380% (de 13,660%).


EUFORIA COLETIVA – Como os demais mercados domésticos, também o Ibovespa não desperdiçou o boom de otimismo detonado pelo “efeito Lula” e firmou alta à tarde, voltando a flertar com os 130 mil pontos.


… Subiu 1,06%, aos 129.593,31 pontos, girando bastante dinheiro (R$ 28,9 bi), diante do fôlego comprador.


… As ações da Petrobras, que vinham caindo, registraram uma virada instantânea com a convicção de que a saúde delicada tira Lula da disputa para 2026. O papel ON subiu 0,71%, a R$ 43,90, e PN, +1,00%, cotado a R$ 40,59.


… Lá fora, o petróleo registrou alta expressiva, refletindo a queda do regime sírio, o recuo nos estoques americanos da commodity pela terceira semana seguida e rumores de aumento das sanções do Ocidente contra a Rússia.


… Vale não escapou da queda de 1,64% do minério e recuou 1,56%, para R$ 58,84 (ON). Circulam ruídos de que a China avalia permitir que o yuan se desvalorize para compensar as tarifas mais altas a serem impostas por Trump.


… Os bancos embarcaram no rali da potencial reviravolta política em 2026: Bradesco ON (+2,30%; R$ 11,55), Bradesco PN (+1,76%; R$ 12,70), BB (+2,13%; R$ 25,36), Itaú (+0,97%; R$ 33,31) e Santander (+0,24%; R$ 25,57).


… A maior alta do dia foi de Totvs (+7,37%, a R$ 31,04), que se beneficiou da elevação de recomendação e de preço-alvo feita pelo UBS BB. Em seguida no ranking positivo, Petz subiu 6,34% (R$ 4,36) e Hapvida, +5,95% (R$ 2,67).


… Já Ambev desvalorizou 3,29% (R$ 13,80), no topo da lista negativa. Outro destaque foi Azul, com -1,55%, a R$ 4,44.


ESTÁ PRATICAMENTE DADO – O CPI comportado dos EUA em novembro garantiu mais um corte de juro pelo Fed na próxima semana e o entusiasmo levou o Nasdaq a bater um novo recorde, acima da marca dos 20 mil pontos.


… Tudo veio dentro do esperado na inflação americana, mas o dado cheio acelerou e o núcleo está empacado no mesmo lugar há meses, o que abre discussões sobre qual será o caminho do Fed em janeiro. Pode vir pausa.


… O CPI subiu 0,3% em novembro, de 0,2% em outubro, e avançou de 2,6% para 2,7% na comparação anual, ainda bem acima da meta de 2%. O núcleo subiu 0,3% no mês, quarta leitura consecutiva nesse nível, e 3,3% no ano.


… Divulgado o índice, as apostas para um corte de 25pb pelo Fed agora em dezembro subiram de 86,1% para 98,1%, no FedWatch, do CME Group.


… Para o banco CIBC, ainda há uma “ameaça crescente” de pausa no ciclo de relaxamento monetário do Fed se “a economia dos EUA não desacelerar ou se as pressões inflacionárias não arrefecerem um pouco mais”.


… As techs foram as grandes ganhadoras do dia. O Nasdaq saltou 1,77%, aos 20.034,89 pontos, enquanto o S&P 500 subiu 0,82% (6.084,19) e o Dow Jones caiu 0,22% (44.148,56).


… Broadcom (+6,63%), que está trabalhando com a Apple (-0,52%) em chips de IA, puxou os ganhos. Tesla (+5,93%), Meta (+2,16%) e Amazon (+2,32%) tiveram fechamentos recordes. Alphabet subiu 5,5%, Nvidia ganhou 3,14%.


… Os juros dos Treasuries chegaram a cair com a divulgação do CPI, mas terminaram o dia em alta. O leilão de US$ 39 bilhões em notes de 10 anos com demanda acima da média também não suavizou as taxas.


… No fechamento, o retorno da note de 2 anos subia a 4,156%, de 4,412% na sessão anterior. O da note de 10 anos avançava a 4,270% (de 4,221%) e o do T-bond de 30 anos pagava 4,478% (de 4,411%).


… O índice dólar (DXY) registrou novo avanço, de 0,38%, a 106,710 pontos. Na expectativa de corte de juro hoje pelo BCE, o euro caiu 0,34%, a US$ 1,0495. A libra cedeu 0,21%, a US$ 1,2748.


… O iene recuou 0,32%, a 152,438/US$. Reportagem da Bloomberg mostrou que dirigentes do BoJ não veem risco em esperar mais antes de aumentar os juros, embora ainda estejam abertos a um aperto na próxima semana.


EM TEMPO… VALE conclui negociações com governo dos EUA para desenvolver fábrica de briquetes de minério de ferro em Louisiana. O acordo prevê a alocação de US$ 282,9 milhões durante o período do projeto, até 2031.


OI. Operadora deve anunciar hoje uma nova diretoria. Segundo o Valor, dois nomes indicados pela consultoria Íntegra assumirão cargos de alto escalão. Marcelo Milliet ficará no comando da operadora, em gestão interina…


… Rodrigo Caldas Aguiar deve assumir a diretoria de Finanças.


MINERVA ampliou a previsão de investimento em venture capital em 2025 de US$ 30 milhões para US$ 45 milhões.


SER EDUCACIONAL aprovou a 6ª emissão de debêntures simples, em duas séries e no valor total de R$ 150 milhões.


VITRUfará 5ª emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, em série única e no valor total de R$ 1 bi.


KLABIN aprovou a distribuição de R$ 258 milhões em JCP, o equivalente a R$ 0,0424 por ação, com pagamento em 12/3/25; ex em 17/12/24.


LOCALIZA FLEET fará a 16ª emissão de debêntures, no valor de R$ 1 bilhão.


ESTAPARfará o resgate antecipado facultativo da totalidade das debêntures da décima emissão, no próximo dia 23. Serão resgatadas 280 mil debêntures, no valor estimado de R$ 180,93 milhões.


DEXCO aprovou a distribuição de R$ 37,4 milhões em JCP, correspondente a 0,046 por ação. O valor de juros líquido será de R$ 0,0393 por ação. O pagamento terá como base a posição acionária do dia 18, ex em 19/12.


TEREOS recebeu certificações ISCC Corsia, ISCC Corsia Plus e ISCC EU que habilitam a empresa a fornecer etanol de cana-de-açúcar para a produção de combustível sustentável de aviação (SAF)…


… A unidade Mandu, em Guaíra (SP), recebeu as certificações.


EUROFARMAfará o resgate antecipado total das 700 mil debêntures da 5ª emissão e das 500 mil debêntures da 6ª emissão. A estimativa do valor do resgate é de R$ 708,7 milhões (5ª emissão) e de R$ 529,8 milhões (6ª).

quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

Copom

 🇧🇷 *Tópicos do comunicado do Copom*


*✓*  Alta de 1% é compatível com estratégia de convergência da inflação para o redor da meta


*✓*  Decisão implica suavização de flutuações de atividade econômica e fomento do pleno emprego


*✓*  *Copom antevê, em se confirmando cenário esperado, ajustes de mesma magnitude nas próximas 2 reuniões*


*✓*  Magnitude total do ciclo de aperto monetário será ditada por compromisso de convergência


*✓*  Ambiente externo permanece desafiador


*✓*  Magnitude dependerá da dinâmica da inflação; em especial componentes sensíveis à atividade


*✓*  Conjuntura dos EUA suscita mais dúvidas sobre postura do FED


*✓*  Magnitude do ciclo dependerá de projeções de inflação expectativas hiato e balanço/riscos


*✓*  Cenário é marcado por desancoragem adicional de expectativas e elevação de projeções do IPCA


*✓*  Principais BCS seguem determinados com convergência de inflação para as metas


*✓*  Cenário é marcado por dinamismo acima do esperado na atividade e maior abertura do hiato


*✓*  Copom avalia que cenário externo exige cautela por parte dos emergentes


*✓*  Cenário mais recente exige pol. monetária ainda mais contracionista


*✓*  *Copom tem acompanhado com atenção impacto de desenvolvimentos fiscais recentes*


*✓*  *Percepção de agentes sobre anúncio fiscal afetou preços de ativos e expectativas*


*✓*  *Impacto de fiscal contribui para dinâmica inflacionária mais adversa*


*✓*  Cenário doméstico tem indicadores como PIB e mercado de trabalho apresentando dinamismo


*✓*  *Devido à materialização de riscos, cenário é menos incerto e mais adverso*


*✓*  PIB do 3 trimestre indicou abertura adicional do hiato


*✓*  *Persiste assimetria altista no balanço de riscos*


*✓*  Inflação cheia e subjacente tem se situado acima da meta


*✓*  Desancoragem de expectativas por período mais prolongado é risco para cima na inflação


*✓*  Maior resiliência de inflação de serviços, por hiato, é risco para cima da inflação


*✓*  BC inflação cheia e a subjacente apresentaram elevação nas divulgações mais recentes


*✓*  *Políticas externas e internas com impacto inflacionário são riscos para cima na inflação*


*✓*  Desaceleração mais forte da atividade global é risco para baixo à inflação


*✓*  Impacto mais forte do aperto monetário global é risco para baixo na inflação

Eurasia 1112

 📉 *Eurasia Rebaixa Perspectiva de Longo Prazo do Brasil para Negativo*


O Eurasia Group revisou para negativo a perspectiva de longo prazo do Brasil, citando riscos crescentes na política doméstica, desafios econômicos e potenciais repercussões da nova presidência de Donald Trump nos EUA, segundo relatório assinado pelo diretor-executivo Christopher Garman.


O *anúncio do pacote de gastos* do governo brasileiro e as políticas econômicas de Trump contribuíram para essa reavaliação, com a trajetória do Brasil passando de *“low neutral” para negativo.* No curto prazo, entretanto, a perspectiva permanece em *“low neutral”*, devido à rápida aprovação das medidas fiscais no Congresso e à ausência de interferências na política monetária.


O Eurasia destaca que um *real mais fraco* e *juros elevados* devem pressionar o presidente Lula, tornando a *reeleição em 2026* uma prioridade ainda maior. Isso pode aumentar tensões políticas em torno da política monetária e resultar em uma *modesta deterioração das condições políticas* nos próximos dois anos.


O custo reputacional associado às reformas fiscais e tributárias coloca o Brasil em um cenário de *taxas de juros mais altas por mais tempo,* enfraquecimento da moeda e inflação elevada. Ainda assim, Garman avalia que Lula continuará competitivo para 2026, apesar dos impactos negativos no crescimento em 2025 e do ambiente inflacionário.

Josué Leonel Matinal 1112

 Copom deve acelerar ritmo; China pode baixar yuan: Mercado Hoje

2024-12-11 10:31:54.364 GMT



Por Josue Leonel

(Bloomberg) -- Copom deve acelerar o ritmo de alta na

última reunião comandada por Roberto Campos Neto, enquanto

bancos defendem reação da política monetária contra a piora das

expectativas inflacionárias, que se agravou com a disparada do

dólar. Governo publica portaria para destravar emendas, um passo

favorável para tramitação das medidas fiscais, mas presidente da

Câmara diz que faltam votos ao governo. Agenda ainda traz dado

sobre serviços, com estimativa de alta. 

No exterior, dólar se fortalece e yuan recua com notícia de

que a China pode permitir desvalorização de sua moeda para

compensar esperado aumento de tarifas por Trump. Outros

segmentos do mercado têm desempenho misto antes do CPI dos EUA,

que deve afinar apostas no Fomc da próxima semana. Entre as

commodities, petróleo sobe e metais recuam. 

 

*T

Às 7:31, este era o desempenho dos principais índices:

S&P 500 Futuro +0,1%

STOXX 600 estável

FTSE 100 estável

Nikkei 225 estável

Shanghai SE Comp. +0,3%

MSCI EM -0,4%

Dollar Index +0,3%

Yield 10 anos +1bps a 4,236%

Petróleo WTI +1% a US$ 69,29 barril

Futuro do minério em Singapura -0,7% a US$ 104,6

Bitcoin +1,1% a US$ 97997,31

*T

Internacional

Dólar se valoriza com China; bolsas mistas antes de CPI

* Dólar se fortalece com notícia de que os líderes chineses

estudam permitir que sua moeda enfraqueça, enquanto bolsas e

rendimentos dos treasuries têm variações discretas antes de dado

de inflação nos EUA

* Yuan offshore caiu até 0,5%, antes de reduzir as quedas, após

a Reuters relatar - citando fontes não identificadas - que as

autoridades chinesas avaliam a possibilidade de permitir que o

yuan se desvalorize para compensar as tarifas mais altas sob a

presidência de Donald Trump

** Outras moedas emergentes têm baixas modestas

* Mercado espera o CPI nos EUA, que sai às 10:30, para balizar

apostas na decisão do Fomc da próxima semana; swaps projetam

cerca de 85% de chance de uma redução de 0,25pp no juro do Fed;

amanhã, BCE decide sobre sua taxa

* Estimativa é de que CPI vai se acelerar para 0,3% na

comparação mensal em novembro, contra 0,2% em outubro

* Petróleo avança antes de dados nos EUA e de relatório mensal

da Opep que fornecerá uma visão geral do mercado

** Governo Biden está considerando novas sanções sobre o

petróleo da Rússia, segundo fontes

* Metais industriais e minério de ferro recuam com

enfraquecimento do yuan


Para acompanhar

Copom deve acelerar alta de juros; volume de serviços

* BC deve subir a taxa Selic para 12%, segundo expectativa

mediana de economistas em pesquisa Bloomberg, acelerando o ritmo

de alta no último Copom comandado por Roberto Campos Neto, que

será substituído pelo diretor Gabriel Galípolo em 2025

** Bradesco é exceção e prevê manutenção do ritmo de alta de

0,50pp

* Já a curva de juros mantém a precificação de alta de 1pp da

Selic nesta quarta-feira e também em janeiro

** BTG prevê 1pp no Copom com ‘deterioração intensa’ de

expectativa

** Goldman defende resposta forte do BC com alta de 1pp da Selic


Comunicado do Copom deve ser ainda mais duro e decisão deve

ser unânime, disse Andrea Damico, economista-chefe da Armor

Capital

* Ativos locais tiveram ontem alívio com possível resolução para

o impasse sobre emendas parlamentares e os juros futuros médios

e longos caíram mais de 40 pontos

* IBGE divulga às 9:00 serviços de outubro, estimativa de alta

mensal de 0,6% e anual de 5,6%

* BC oferta 15.000 contratos de swap cambial para rolagem e

divulga fluxo cambial

* Americanas reúne acionistas em AGE


Outros destaques:

Governo publica portaria sobre emendas; Lira sobre pacote

* Governo publicou em edição extra do D.O. portaria para destravar o pagamento de emendas parlamentares - visto como essencial para acelerar a tramitação do pacote fiscal

* Presidente da Câmara, Arthur Lira, afirmou que as indefinições sobre as emendas e o mérito do texto podem dificultar a tramitação do pacote: Agência Câmara

** Segundo Lira, as decisões do ministro do STF Flávio Dino, que determinou novas regras para as emendas, são diferentes da lei aprovada pelo Congresso

** De acordo com o presidente da Câmara, o governo não tem votos para aprovar pacote

*** Ele lembrou que na semana passada todos viram a dificuldade de aprovar as urgências e imagina o quórum de PEC - de 308 votos

** Lira afirmou, no entanto, que pacote pode ser votado nesta semana

* Site da Câmara diz que governo publicou a portaria para tentar adequar as normas das emendas parlamentares à decisão do STF um pouco antes da entrevista de Lira

* Com Lula internado, Alckmin assume agendas, enquanto Haddad e Rui Costa negociam com o Congresso: Globo

* Cirurgia de Lula levanta paralelo com Biden e questões de idade.

* Senado aprova indicados ao BC

* Câmara aprova refinanciamento das dívidas dos estados: Agência

Câmara

* Senado aprova regulamentação da IA: Agência Senado


Empresas

Petrobras, Vale, Santander, Suzano, B3, Prio

* Petrobras anuncia pagamento de remuneração do 3° trimestre

** Parcela de R$ 0,66410331 por ação sob forma de juros sob

capital próprio será paga em 20 de fevereiro e parcela de R$

0,66410330 por ação em 20 de março

* Vice-presidentes de projetos e sustentabilidade deixarão a

Vale

* Ex-diretor financeiro acusado pelo Itaú, Alexsandro Broedel

Lopes, já está no Santander

* Suzano eleva estimativa de Capex em 2024 para R$ 17,1 bi

* B3: Volume médio diário ações novembro -3,8%

* Prio elevada a compra por Jefferies

* Weg Reiniciada como compra por William O’Neil

* Aeris: Controladores confirmam conversas para venda de fatia

* Hidrovias do Brasil convoca debenturistas p/ tratar venda

ativos

Abertura 1112

 Abertura: Exterior tem fôlego contido antes de CPI dos EUA e Brasil aguarda decisão do Copom


São Paulo, 11/12/2024


Por Silvana Rocha e Luciana Xavier*


OVERVIEW. A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom)  se destaca na reduzida agenda econômica desta quarta-feira. A divulgação dos dados de serviços no País concentra as atenções nas próximas horas. Também serão acompanhadas a evolução do quadro de saúde do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e as negociações do pacote fiscal na Câmara. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa da posse dos ministros Vital do Rêgo e Jorge Oliveira, nos cargos de presidente e vice-presidente do Tribunal de Contas da União (TCU).  Investidores vão repercutir ainda o índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA, último indicador crucial para a tomada da decisão de juros do Federal Reserve (Fed) da próxima semana.


NO EXTERIOR. Os ativos financeiros americanos têm altas limitadas antes do CPI dos EUA, que deve acelerar à taxa anual de 2,7% no mês passado, segundo a mediana das estimativas dos analistas. O dólar avança ante as moedas europeia e saltou ante o yuan com relatos de que o governo chinês estuda permitir o enfraquecimento da divisa em 2025 para conter os efeitos de aumento esperado das tarifas sob a gestão do presidente eleito dos EUA, Donald Trumps. Também há expectativas de estímulos econômicos na China e pelas decisões de juros do Banco Central Europeu (BCE), amanhã, e dos Bancos da Inglaterra, do Japão e do Fed, na próxima semana. No CME Group nos EUA, atualmente as apostas para um corte menos agressivo, de 25 pb, são majoritárias e giram em torno de 86,1%, enquanto para a manutenção é de 13,9%. As bolsas europeias têm ímpeto limitado antes da reunião do BCE, que deve cortar em 25 pontos-base os juros amanhã. Para o TD Securities, o foco nos mercados se voltará para a linguagem da presidente Christine Lagarde, após a decisão.


POR AQUI.  O Ibovespa pode ter dificuldade para subir, após dois dias de alta. O EWZ operava estável no pré-mercado por volta das 7h30. O investidor foca nos dados de serviços, que devem mostrar expansão de 0,5% em outubro e alta de 5,5% na comparação anual, com pressão inflacionária no setor. A curva de juros e o câmbio podem reagir à alta dos retornos dos Treasuries, mantendo o cenário fiscal no foco. O Copom deve elevar a Selic hoje, com maioria das instituições prevendo alta de 75 pontos-base, mas cresce a chance de 100 pontos base. O presidente da Câmara, Arthur Lira, afirmou que o pacote de contenção de gastos enfrenta resistência, mas pode ser votado ainda nesta semana. Relatores foram designados para projetos sobre gatilhos fiscais e limitação do aumento real do salário mínimo. O governo estuda ajustes no projeto do BPC.


NA POLÍTICA. O governo federal publicou uma portaria para destravar o pagamento de emendas parlamentares e reduzir tensões com o Legislativo.  O Senado aprovou o Programa de Aceleração da Transição Energética (Paten), com mudanças sobre pesquisa e projetos de desenvolvimento sustentável, e um projeto que estabelece regulamentação para o uso da inteligência artificial no Brasil. A Câmara aprovou por 413 votos a favor e 4 votos contrários, o projeto que cria um novo regime de renegociação das dívidas dos Estados com o governo federal e a proposta volta à análise dos senadores. Além disso, os deputados aprovaram a urgência de um projeto que autoriza o governo a contratar o BNDES para reestruturar estatais federais e prevê a criação da Companhia Docas de Alagoas.


AGENDA.


DECISÃO DO COPOM E CPI DOS EUA EM DESTAQUE - A agenda local traz os dados de serviços de outubro às 9 horas e a decisão do Copom após as 18h30.  O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa de cerimônia no TCU às 10 horas. Lá fora, o CPI dos Estados Unidos de novembro sai às 10h30.  O BC do Canadá divulga decisão de juros às 11h45. A Opep divulga relatório mensal de petróleo.


O QUE SABEMOS.


PETROBRAS - A estatal confirmou que os dividendos de R$ 17,12 bilhões, referentes ao terceiro trimestre de 2024, serão pagos em duas parcelas. A primeira, de R$ 0,6641 por ação, será integralmente na forma de juros sobre capital próprio (JCP) em 20 de fevereiro de 2025. A segunda, de R$ 0,6641 por ação, será paga em 20 de março de 2025, com parte em JCP e parte em dividendos. Os valores serão corrigidos pela taxa Selic a partir de 31 de dezembro de 2024 até as respectivas datas de pagamento. A estatal destacou que as demais condições permanecem conforme o fato relevante divulgado em novembro. O anúncio reforça o compromisso da Petrobras com a remuneração dos acionistas.


EM TESE: Ainda que o pagamento de dividendos já tenha sido informado antes, a notícia ainda pode repercutir positivamente nos preços das ações hoje, favorecidas ainda pelo avanço de mais de 1% dos preços do petróleo. Os ADRS da Petrobrás negociados em NY subiam 0,42% às 7h17 no pré-mercado. No Brasil, os papéis acumulam alta de 25,44% (ON) e 21,82% (PN) desde janeiro. A notícia reitera o compromisso da Petrobras com acionistas e pode ajudar a sustentar um clima positivo, especialmente entre investidores focados em dividendos. No entanto, o impacto significativo nas ações dependerá de outros fatores, como o comportamento do mercado hoje e os preços do petróleo.


PRIO - A Fitch elevou o rating nacional de longo prazo da Prio de ‘AA+(bra)’ para 'AAA(bra)’, após a conclusão da aquisição da Sinochem. A perspectiva é estável. A transação aumenta em 18% as reservas comprovadas (1P) da Prio - para 740 milhões de boe (barris de óleo equivalente) - e em 42% a produção 1P da companhia - para 120 mil kboe/dia.

Além disso, a agência reiterou em ‘BB’ os ratings de Inadimplência do Emissor (IDRs) de longo prazo em moedas estrangeira e local da Prio. A perspectiva dos IDRs corporativos é positiva.


EM TESE: A notícia deve impulsionar as ações da Prio (PRIO3) juntamente com a alta do petróleo. Os papéis acumulam queda de 13,03% desde janeiro. "A maior escala e a manutenção de baixa alavancagem financeira mais do que compensam o ligeiro impacto negativo na eficiência da Prio", afirma a agência. A perspectiva positiva dos ratings corporativos sugere que há chances de melhorias adicionais nos ratings globais (IDR), o que é um sinal de otimismo sobre o futuro da empresa.


OVERNIGHT. 


BRASIL MENOS COMPETITIVO - O Brasil ocupava a 46ª posição em um ranking internacional de competitividade com 66 países avaliados, apontou um novo estudo da Firjan. Há dez anos, em 2013, o Brasil ocupava a 40ª colocação, ou seja, perdeu seis posições em uma década. O Índice Firjan de Competitividade Global (IFCG), elaborado pela entidade, avaliou a situação dos países quanto à eficiência do estado, ambiente de negócios, infraestrutura e capital humano no ano de 2023.


GOVERNO LULA - A desaprovação ao trabalho do presidente Lula subiu de 45% para 47% em dezembro, enquanto a aprovação oscilou de 51% para 52%, segundo pesquisa Genial/Quaest. No Nordeste, houve queda na aprovação, de 69% para 67%, enquanto no Sudeste, a desaprovação se manteve em 53%. Entre os baianos, Lula tem a maior aprovação (66%), mas em São Paulo, a aprovação caiu para 43%. Por faixa de renda, ele é mais aprovado por quem ganha até dois salários mínimos (63%), mas desaprovado por quem recebe acima de cinco (59%). A pesquisa ouviu 8.598 brasileiros entre 4 e 9 de dezembro.


ANEEL - Os consumidores de energia elétrica devem pagar R$ 36,5 bilhões em subsídios embutidos na conta de luz em 2025. A previsão é da Aneel, que aprovou há pouco a abertura de uma consulta pública sobre o orçamento da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) do próximo ano. Se aprovado, o valor representará um aumento de 18,23% em relação a 2024, quando a parcela paga via tarifas somou R$ 30,87 bilhões. “Os números são lamentavelmente cada vez mais expressivos”, aponta o diretor e relator, Fernando Mosna.


USINA HIDRELÉTRICA SOBRAGI - A Aneel decidiu recomendar ao Ministério de Minas e Energia (MME) o indeferimento do pedido de prorrogação do prazo de concessão à exploração da Usina Hidrelétrica (UHE) Sobragi, outorgada à Companhia Brasileira de Alumínio (CBA). A diretoria do órgão regulador também votou para incluir a UHE Sobragi no rol de usinas a serem oportunamente licitadas.


TUPY - A Tupy anunciou a expansão do seu Centro de Distribuição de Peças (CDP), localizado em Jundiaí, interior de São Paulo. O acordo contempla a expansão da área em 2.153m², um aumento de 28% em relação ao tamanho atual. A expansão é resultado da projeção de aumento de portfólio de peças de reposição MWM para 2025. A Tupy é do setor de metalurgia, sendo uma das maiores fabricantes mundiais de componentes fundidos e usinados em ferro.


TRÁFEGO DE VEÍCULOS - O tráfego total de veículos nas concessões rodoviárias que a CCR administra subiu 0,6% em novembro ante o mesmo mês de 2023, informou a empresa na noite de ontem. As concessionárias que exibiram maior alta no fluxo foram ViaSul (+10,1%), ViaCosteira (+6,6%), Renovias (+3,4%). Já as que tiveram maior queda no fluxo foram MSVia (-10,3%), RodoAnel Oeste (-2,2%) e SPVias (-1,2%).


VENDAS NO VAREJO - - As vendas no comércio brasileiro recuaram de 0,2% em novembro, em relação ao desempenho de outubro deste ano, segundo o Índice do Varejo Stone (IVS). Embora o mês seja tradicionalmente impulsionado pela Black Friday, o pesquisador econômico e cientista de dados da Stone, Matheus Calvelli, afirma que a retração é explicada principalmente pela queda de vendas no setor de material de construção e de artigos farmacêuticos, que recuaram 4,3% e 1,5% em novembro ante outubro, respectivamente.


ITAÚ - O Itaú Unibanco confirmou que o banco acusa o ex-diretor Financeiro Alexsandro Broedel de conflito de interesses ao contratar pareceres. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) abriu ontem um processo administrativo para investigar as denúncias, mas também questionou o banco que, por sua vez, respondeu ao órgão nesta terça-feira. O banco reitera que, após meses de apurações internas, identificou que Broedel "violou" o código de ética do Itaú ao "exercer atividade externa remunerada incompatível" com seu cargo e manter sociedade com fornecedor técnico-contábil do grupo.


SUZANO - A Suzano elevou a sua estimativa de investimento de capital (capex) para o exercício social de 2024, de R$ 16,5 bilhões para R$ 17,1 bilhões. Já para o ano que vem, a empresa aprovou a estimativa de capex no valor total de R$ 12,4 bilhões. A elevação da previsão atual do capex de 2024 em relação a sua projeção anterior, segundo a empresa, se deve principalmente ao maior investimento na rubrica de "Terras e Florestas".


ELETROBRAS - A Eletrobras informou que o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou o segundo recurso apresentado pela empresa em uma ação de cobrança movida pelo Estado do Piauí. O caso, relacionado à Ação Cível Originária nº 3.024, está em tramitação e teve decisão do ministro Dias Toffoli contra a empresa. A Eletrobras havia conseguido suspender provisoriamente a execução do processo com o ministro Luiz Fux. A companhia informou que seguirá defendendo seus interesses e é solidária com a União em possíveis pagamentos.


AERIS E SINOMA BLADE - A fabricante de pás eólicas Aeris confirmou, na noite de ontem, que seus controladores estão em tratativas com a chinesa Sinoma Blade para venda de participação na empresa. "A companhia aproveita para reforçar que sua administração permanece trabalhando nas medidas voltadas à otimização de sua estrutura de capital, conforme já divulgadas ao mercado", diz.


NETANYAHU DEPÕE - O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, prometeu derrubar as alegações de corrupção contra ele em testemunho em julgamento. Netanyahu é o primeiro líder em exercício no país a depor como réu criminal. O depoimento é outro ponto baixo para o líder de Israel, que também enfrenta um mandado de prisão internacional por supostos crimes de guerra em Gaza. Em seu testemunho, Netanyahu argumentou ser um líder dedicado e um defensor dos interesses de Israel.


E NOS MERCADOS.


FUTUROS DE NY E TREASURIES - Os futuros ligados aos três principais índices acionários de Nova York e os rendimentos dos Treasuries sobem moderadamente, à exceção do Dow Jones futuro, que segue com viés de baixa. Os ajustes antecedem a divulgação do CPI dos EUA. A expectativa é de que o indicador apresente aceleração para 2,7% no confronto anual, segundo a mediana de estimativas de analistas consultados pelo Projeções Broadcast. Às 7h15, o futuro do Dow Jones caía 0,16%, o do S&P 500 avançava 0,08% e o do Nasdaq ganhava 0,21%. O retorno da T-note de 2 anos subia a 4,164% (de 4,141% no fim da tarde ontem), o da T-note de 10 anos avançava a 4,236% (de 4,222%) e o do T-bond de 30 anos aumentava a 4,425% (de 4,415%).


BOLSAS EUROPEIAS - As bolsas da Europa ensaiam recuperação, após um viés negativo no começo do pregão. No radar está a divulgação da leitura de novembro do CPI dos EUA. Investidores também seguem em compasso de espera pela decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), marcada para amanhã. Às 7h15, a Bolsa de Londres caía 0,04%, Frankfurt subia 0,04%, Paris ganhava 0,11%.


MOEDAS - O dólar tem viés positivo antes rivais, embora recue ante o iene, após a inflação no atacado japonesa acelerar pelo terceiro mês consecutivo em novembro aumentando especulações sobre alta de juros na próxima semana. Investidores aguardam a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA, que deve apresentar aceleração em novembro.  A moeda americana ganhou algum fôlego, após a Reuters revelar discussões no governo chinês sobre possível enfraquecimento do yuan no ano que vem. Às 7h17, o índice DXY, que mede a moeda americana ante seis rivais fortes, subia 0,30%, a 106,719 pontos. O euro caía a US$ 1,0493 (de US$ 1,0527 no fim da tarde anterior) e a libra recuava a US$ 1,2722 (de US$ 1,2776). O dólar subia a  152,63 ienes (de 151,92 ienes).


PETRÓLEO - Os contratos futuros de petróleo entram na terceira sessão consecutiva de ganhos hoje, em meio a persistentes riscos geopolíticos e sinais positivos à demanda. Autoridades chinesas abrem, nesta quarta-feira, a Conferência Central de Trabalho Econômico, encontro anual em que devem tratar de possíveis estímulos econômicos. No começo da semana, o principal órgão político do país indicou intenção de adotar uma política fiscal mais proativa e uma postura monetária "moderadamente frouxa". Nas próximas horas, investidores vão absorver dados de estoques nos EUA. Às 7h18, o barril do WTI para janeiro subia 1,06%, a US$ 69,32, e o do Brent para fevereiro avançava 1,01%, a US$ 72,93.


BOLSAS DA ÁSIA - As bolsas asiáticas fecharam sem direção única, com expectativas voltadas para estímulos econômicos na China e o CPI americano, que sai nesta manhã. Autoridades chinesas iniciaram a Conferência Central de Trabalho Econômico, após o principal órgão político do país sinalizar intenção de adotar uma política fiscal "mais proativa" e uma postura monetária "moderadamente frouxa" em 2025. O índice Xangai Composto subiu 0,29%, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto ganhou 0,76%. Por outro lado, o Hang Seng cedeu 0,77% em Hong Kong. O índice Kospi subiu 1,02% em Seul, após o baque causado pela lei marcial temporária decretada na semana passada e da notícia de que o ex-ministro da Defesa, Kim Yong-hyun, tentou suicídio na prisão, de acordo com investigadores. O índice Nikkei, de Tóquio, fechou com viés de alta de 0,01% em meio a especulações de que o Banco do Japão (BoJ) pode a aumentar juros, após aceleração da inflação no atacado. Na contramão, o Taiex, de Taiwan, cedeu 0,96%, em meio a tensões com a China. Na Oceania, o S&P/ASX 200 perdeu 0,47% em Sydney.


 *Colaborou Andre Marinho


Contatos:  silvana.rocha@estadao.com; luciana.xavier@estadao.com



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