quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

Call Matinal ConfianceTec 11/12

 CALL MATINAL CONFIANCE TEC

11/12/2024 

Julio Hegedus Netto, economista


MERCADOS EM GERAL


FECHAMENTO DE TERÇA-FEIRA (10)

MERCADO BRASILEIRO


O Ibovespa, na terça-feira (10), fechou em alta de 0,8%, a 128.228 pontos. Já o dólar à vista fechou em queda de 0,58%, a R$ 6,04.


PRINCIPAIS MERCADOS, 05h40:


Índices futuros de NY sem direção única nesta quarta-feira (11). Mercado aguarda a divulgação do CPI para obter elementos na decisão do Fed. Será que cortará ou manterá a taxa de juros na próxima semana (18)?


EUA 🇺🇸:

Dow Jones Futuro, -0,07%

S&P 500 Futuro, +0,05%

Nasdaq Futuro, +0,12%


Ásia-Pacífico:

Shanghai SE (China🇨🇳), +0,29%

Nikkei (Japão🇯🇵), +0,01%

Hang Seng Index (Hong Kong), -0,77%

Kospi (Coreia do Sul🇰🇷), +1,02%

ASX 200 (Austrália🇦🇺), -0,47%


Europa:

FTSE 100 (Reino Unido🇬🇧), -0,86%

DAX (Alemanha🇩🇪), -0,14%

CAC 40 (França🇫🇷), -0,16%

FTSE MIB (Itália🇮🇹), +0,11%

STOXX 600, -0,26%


Commodities:

Petróleo WTI, +0,32%, a US$ 68,81 o barril.

Petróleo Brent, +0,29%, a US$ 72,40 o barril.

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, -1,64%, a 809,50 iuanes (US$ 111,50).


NO DIA, 11/12 🌎:


Toda atenção para o CPI (EUA), a acelerar em novembro. Mercado não parece convencido sobre mais um corte de juro pelo Fed em dezembro. 


Já no Brasil, Copom deve decidir por mais um ajuste da Selic. Deve acelerar de 0,50pp para 0,75pp ou mesmo 1,00pp. A justificaticar, a "desancoragem das expectativas de inflação", a persistência do câmbio em torno de R$ 6 e o fiscal delicado.


AGENDA, 11/12


Indicadores:

08h00. França🇫🇷/OCDE: Taxa de desemprego de outubro.

09h00. Brasil🇧🇷: Volume de serviços em outubro (PMS IBGE)

10h30. EUA🇺🇸: CPI de novembro. 

11h30. EUA🇺🇸: Estoques de petróleo na semana (DoE).

14h30. Brasil🇧🇷/BCB: Fluxo cambial semanal  


Eventos:

11h45. Canadá: BC anuncia decisão sobre juros.

18h30. Brasil/BCB: Copom anuncia decisão sobre a Selic.

CCJ do Senado vota a reforma tributária.

 

Julio Hegedus Netto, economista da ConfianceTec 

 

Boa quarta-feira e bons negócios!

BDM Matinal Riscala 1112

 Bom dia a


Bom dia Mercado



*Rosa Riscala: Copom será com emoção*


Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*


… A inflação do CPI (10h30) deve acelerar em novembro nos EUA, mas o mercado anda tão engajado na aposta de mais um corte de juro pelo Fed em dezembro, que só uma leitura muito forte do indicador teria força para precificar uma pausa do Fed já este mês, ao invés de em janeiro. Por aqui, depois das 18h30, o Copom é puro suspense. No mínimo, o BC vai acelerar de 0,50pp para 0,75pp o ritmo de alta da Selic, para 12,0%. Mas se dobrar o pace e der um choque de 1pp, muita gente não vai achar demais e nem se surpreender, diante da desancoragem das expectativas de inflação e da persistência do câmbio na faixa de R$ 6, com o fiscal delicado.


… Instituições influentes, como o Itaú, BTG Pactual e ASA, estão na lista que aposta na elevação mais agressiva da política monetária para enfrentar os riscos, embora a maioria (26 de 39 casas no Broadcast) projete 0,75pp.


… Brasília está no foco do investidor, diante da dificuldade da equipe econômica em emplacar a agenda fiscal.


… Em meio à crise, o governo publicou ontem à noite a portaria acertada com a cúpula do Congresso para regularizar os pagamentos de emendas parlamentares que estavam suspensos desde agosto.


… Com isso, a expectativa é destravar as votações importantes, com prioridade para o pacote fiscal.


… Rodrigo Lira disse que o governo ainda não conta com todos os votos necessários para aprovar as medidas de corte de gastos, mas que há interesse da Câmara em votar, quem sabe ainda esta semana. “Temos até 6ªF.”


… Lira designou Átila Lira (PP) como relator do PLP dos gastos que prevê gatilhos para arcabouço e emendas. Já o líder do MDB, Isnaldo Bulhões, deve relatar o PL que limita o crescimento do salário mínimo a 2,5% ao ano.


… Na polêmica do Benefício de Prestação Continuada (BPC), o número dois da Fazenda, Dario Durigan, admitiu que podem ser feitos ajustes na proposta de alteração das regras do benefício, preservando o impacto fiscal do pacote.


… O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT), confirmou na rede social X que está em estudo um “aperfeiçoamento” do projeto de lei que trata do BPC, na estratégia de vencer as resistências da bancada do PT.


… Apesar de o pacote fiscal continuar desacreditado pelo mercado, Durigan disse que o governo prepara uma atualização e que o impacto das medidas em dois anos deve ser superior aos R$ 70 bilhões divulgados inicialmente.


… No Estadão, só as reestimativas já noticiadas em torno da nova regra do salário mínimo e da Desvinculação de Receitas da União (DRU) acrescentariam pelo menos R$ 4,5 bilhões aos recursos poupados nos dois anos.


… Segundo Durigan, o governo conseguiu “fechar a boca” do déficit fiscal no segundo ano de governo.


… O secretário confirmou que o governo deve enviar ainda este ano o projeto de lei que amplia a isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil e que o texto que altera as regras para os militares deve ser encaminhado esta semana.


REFORMA TRIBUTÁRIA – A CCJ do Senado vota hoje a regulamentação do texto e, em seguida, a matéria será enviada para a apreciação no plenário. Mas como o relatório sofreu várias alterações, terá que retornar à Câmara.


… Questionado por repórteres sobre o cronograma, Lira evitou dar um prazo para a votação pelos deputados. Segundo ele, a intenção da Câmara era concluir o tema nesta semana, mas pode ficar para a próxima semana.


DÍVIDAS DOS ESTADOS – A Câmara aprovou ontem à noite, por 413 votos a 4, o projeto que cria um regime de renegociação das dívidas dos Estados com a União. Agora, a proposta voltará ao Senado.


… O projeto permite que entes endividados que aderirem ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) tenham uma redução do indexador das dívidas com a União, com prazo de 30 anos para pagamento.


… O governo incluiu um dispositivo no texto que afasta o risco de um apagão no Orçamento no início de 2025, diante do atraso na votação da LDO, e autoriza a execução de forma provisória das despesas previstas no PLOA.


NOVOS DIRETORES – O Senado aprovou ontem os três indicados pelo presidente Lula para a diretoria do BC, após sabatina na CAE. Nilton David Schneider assumirá a diretoria de Política Monetária, hoje ocupada por Galípolo.


… Izabela Moreira Correa vai para a Diretoria de Relacionamento, Cidadania e Supervisão de Conduta, no lugar de Carolina de Assis Barros. Gilneu Astolfi Vivan substituirá Otavio Damaso na Diretoria de Regulação.


… Durante a sabatina na CAE, os três indicados reforçaram o compromisso com a meta de inflação.


… Nilton David disse que a inflação acima do target exige “atuação firme” da autarquia. Gilneu Vivan reforçou que o Copom tem enfatizado seu compromisso com a meta e sido “vocal” ao dizer que o fiscal afeta a condução dos juros.


… Izabela Correa afirmou que perseguirá a meta de inflação. Todos defenderam avanços na autonomia do BC.


CIRURGIA ÀS PRESSAS – A equipe médica de Lula divulga hoje de manhã um novo boletim sobre o estado de saúde do presidente, que passou por uma cirurgia na madrugada de ontem, no Sírio Libanês.


… O presidente foi submetido a uma trepanação, perfuração para acessar o espaço intracraniano, para a drenagem de um hematoma, sequela do acidente sofrido em 19 de outubro.


… A previsão é que ele permaneça internado na UTI até amanhã para observação. Ele deve receber alta apenas na próxima semana.


… Segundo a equipe médica, após a cirurgia, Lula se manteve acordado, conversando, se alimentando, e sem sinais de comprometimento cerebral.


… A internação de Lula gerou especulações sobre a viabilidade da candidatura à reeleição em 2026 e reforçou a dependência ao nome do presidente, considerado o único nome da esquerda com chance real de vencer.


MAIS AGENDA – Antes do Copom, sai o volume de serviços prestados em outubro (9h), que deve desacelerar para 0,5%, de 1% em setembro, segundo a mediana apurada pelo Broadcast. Às 14h30, tem o fluxo cambial semanal.


LÁ FORA – O CPI de novembro dos EUA deve acelerar na comparação mensal, de 0,2% para 0,3%, e anual, de 2,6% para 2,7%. A previsão é de que o núcleo registre a mesma leitura de outubro: +0,3% no mês e +3,3% ante nov/23.


… O BC do Canadá divulga decisão de juros (11h45) e o DoE informa os estoques de petróleo nos EUA na semana passada (11h30). A expectativa é de -1 milhão de barris. Pela manhã, a Opep divulga seu relatório mensal.


GUARDANDO OS CACHORROS – Operando na força do ódio quase que dia sim, no outro também, o mercado doméstico viu ontem na solução das emendas o melhor argumento para um alívio de conveniência.


… Se a trégua será volátil, é o que ainda se verá. Por ontem, o empenho do governo em buscar alternativas para assegurar a aprovação do pacote fiscal foi suficiente para queimar prêmio no DI e interromper o fôlego do dólar.


… No pano de fundo, ainda a fragilidade da saúde de Lula mexeu com apostas para o quadro eleitoral em 2026.


… Os juros futuros caíram, desafiando a surpresa negativa do IPCA de novembro, que subiu 0,39% e superou a mediana das estimativas do mercado (0,36%). No acumulado em 12 meses, avançou para 4,87%, de 4,76%.


… Depois do indicador, o UBS BB elevou de 4,6% para 4,8% sua estimativa para o IPCA de 2024.


… Em pesquisa Broadcast, a mediana indica que, também no ano que vem, a inflação deve romper o teto da meta (4,5%), com o dólar firme na faixa de R$ 6 e a percepção de que os preços de serviços continuem rodando altos.


… De acordo com a mediana das instituições consultadas, o IPCA deve encerrar 2025 em 4,5%, estimativa maior do que a observada na pesquisa da semana passada, de 4,4%. Para 2024, a aposta está em 4,88%, contra 4,82% antes.


… “A âncora fiscal fraca e não confiável contribui para manter as expectativas de inflação de médio prazo desalinhadas da meta de 3%”, disse Alberto Ramos, diretor de pesquisa econômica para AL do Goldman Sachs.


… Segundo ele, o governo mostra forte resistência em controlar o crescimento dos gastos e há preocupações crescentes de que, na ausência de um ajuste fiscal claro, o Brasil “possa cair nas garras da dominância fiscal”.


… “O governo tem, há dois anos, seguido a estratégia agressiva de taxar e gastar, e a credibilidade do arcabouço e metas fiscais é muito baixa. A dívida pública está crescendo rapidamente e em breve ultrapassará 80% do PIB.”


… Apesar dos riscos, o DI afundou: Jan/26, 14,370% (de 14,590% na 2ªF); Jan/27, 14,640% (de 15,020%) e Jan/29, 14,235% (de 14,685%) fecharam nas mínimas do dia; Jan/31, 13,910% (14,350%); e Jan/33, 13,660% (14,140%).


… Descolado da alta externa, o dólar corrigiu parte do ganho acumulado nas últimas sessões e registrou baixa de 0,57%, mas ainda não foi desta vez que sentiu firmeza para furar os R$ 6. Fechou cotado a R$ 6,0480.


MOEDA DE TROCA – Também o Ibovespa pegou embalo no otimismo dos demais mercados com a ofensiva do governo para destravar o pagamento das emendas e sensibilizar o Congresso a colocar a pauta fiscal para andar.


… Pelo segundo dia seguido, o índice à vista emplacou alta firme. Na sequência dos ganhos de 1% na 2ªF com a esperança de estímulos na China, o Ibov subiu mais 0,80% ontem, cruzando os 128 mil pontos (128.228,49).


… Papéis cíclicos responderam à queda dos juros. Vamos, que na véspera tinha batido mínima histórica, disparou 12,08% (R$ 5,94), liderando o Ibov.


… Foi seguida por Carrefour (+7,67%; R$ 6,46), Petz (+7,61%; R$ 4,10), GPA (+7,56%; R$ 2,42), CVC (+5,29%; R$ 2,19) e MRV (+4,90%; R$ 5,14).


… Bancos também avançaram. Bradesco PN subiu 1,96% (R$ 12,48); Bradesco ON, +1,62% (R$ 11,29); Itaú, +1,20% (R$ 32,99); Santander, +1,03% (R$ 25,51); e Banco do Brasil, +0,65% (R$ 24,83).


… Petrobras ON subiu 0,86%, a R$ 43,59, e Petrobras PN, +0,37%, a R$ 40,19, melhores que a estabilidade (+0,07%) do Brent/fev, a US$ 72,19 por barril.


… A cotação da commodity oscilou entre as tensões no Oriente Médio e a revisão para baixo nos preços feita pelo DoE. O Departamento prevê a média do barril do Brent em US$ 74 no 1Tri25, de US$ 78 estimado antes.


… Vale passou por uma pequena correção depois da alta de 5% na sessão anterior, a despeito da valorização de 1,87% no minério de ferro em Dalian. A ação caiu 0,10%, a R$ 59,77.


… A queda do dólar afetou os frigoríficos, com exceção de Minerva (+1,31%; R$ 6,19). Na liderança do ranking negativo, JBS perdeu 3,91% (R$ 38,37). BRF cedeu 3,28% (R$ 27,75) e Marfrig baixou 2,06% (R$ 19,95).


… Papeleiras também foram mal: Suzano (-3,06%; R$ 64,61) e Klabin (-0,98%; R$ 23,15).


EM BANHO MARIA – As bolsas em NY continuaram ontem em modo de espera pelo CPI de novembro. Numa sessão vazia de indicadores relevantes, investidores realizaram algum lucro, enquanto dólar e juros dos Treasuries subiram.


… O Dow Jones caiu 0,35%, aos 44.247,83 pontos, o S&P 500 recuou 0,30% (6.034,91 pontos) e o Nasdaq perdeu 0,25% (19.687,24 pontos).


… Alphabet avançou 5,59%, maior ganho desde abril, depois de anunciar o lançamento de um computador equipado com o chip quântico Willow, capaz de executar tarefas mais rapidamente que os supercomputadores atuais.


… Na visão de estrategistas do Bank of America, uma desaceleração mais acentuada do CPI hoje pode abrir caminho para mais um rali de fim de ano. Do contrário, uma leitura mais firme da inflação elevaria a volatilidade do mercado.


… As apostas são de que o dado vai reforçar a probabilidade de um corte de 25pb no juro pelo Fed, na próxima semana. Na ferramenta FedWatch, do CME, as apostas de corte estão em 85% desde o payroll, na 6ªF passada.


… A postura de cautela pré-CPI também foi vista no câmbio, com o índice dólar (DXY) em alta de 0,24%, a 106,399 pontos. O euro recuou 0,17%, a US$ 1,0531, e o iene caiu 0,49%, a 151,95/US$. A libra subiu 0,24%, a US$ 1,2775.


… Os juros dos Treasuries avançaram. O da note-2 anos foi a 4,143%, de 4,121% na sessão anterior, e o da note-10 anos subiu para 4,222% (de 4,198%). O T-bond de 30 anos pagou taxa de 4,414% (contra 4,387%).


… Único dado do dia, o custo unitário da mão de obra nos EUA não mexeu com os ativos. O índice subiu a um ritmo anualizado de 0,8% na leitura final do 3tri, ante o 2Tri, contra uma previsão de +1,9% no período.


EM TEMPO… PETROBRAS informou que o pagamento de dividendos do 3Tri será feito em duas parcelas; cada uma a R$ 0,66 por ação, a serem pagas em 20 de fevereiro e 20 de março de 2025.


PRIO. A Fitch elevou o rating nacional de longo prazo de ‘AA+(bra)’ para ‘AAA(bra)’, após a conclusão da aquisição da Sinochem. A perspectiva é estável.


ASSAÍ concluiu seu primeiro programa de recompra de ações, iniciado em junho de 2024, após adquirir 3,8 milhões de papéis.


FLEURY aprovou o pagamento de JCP no montante bruto total de R$ 116,428 milhões, correspondente ao valor bruto por ação de R$ 0,21, no dia 27/12. Ex em 16 de dezembro.


SUZANO elevou a sua estimativa de investimento de capital para o exercício social de 2024, de R$ 16,5 bilhões para R$ 17,1 bilhões. Para 2025, foi aprovado capex de R$ 12,4 bilhões…


… Já a redução do valor total de capex previsto para 2025 decorre, segundo a Suzano, do menor desembolso referente ao “Projeto Cerrado” além de menores gastos com “Terras e Florestas”.


TUPY anunciou a expansão do seu Centro de Distribuição de Peças (CDP) em Jundiaí (SP). O acordo contempla a expansão da área em 2.153m², aumento de 28% em relação ao tamanho atual…


…  A expansão se deve à projeção de aumento de portfólio de peças de reposição para 2025.


AERIS. A família Negrão, fundadora e controladora da empresa, recebeu da chinesa Sinoma Blade uma oferta não vinculante pelo controle da fabricante de pás eólicas, segundo o Valor…


… A Sinoma sugere uma avaliação de preço com prêmio relevante ao que a Aeris é negociada em bolsa. Mas a oferta não animou os controladores. Os chineses propõem comprar 59,69% da família Negrão e do BTG.


VAMOS LINHA AMARELA fará 1ª emissão de debêntures simples, em série única, no valor de R$ 1 bilhão; prazo de vencimento é de seis anos.


B3 registrou volume financeiro médio diário de R$ 26,435 bilhões em novembro, -3,8% ante nov/23. Ante outubro, o resultado foi 18,5% maior…


… Mercado à vista de ações girou R$ 25,370 bi na média diária, queda anual de 4,1% e alta mensal de 18,4%.

Bankinter Portugal Matinal 1112

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: Ontem, 2.ª queda consecutiva de Nova Iorque, embora suave. Hoje ou amanhã deverá subir um pouco. Há uma probabilidade 50/50 de que seja hoje, mas dependerá de como sair a inflação americana (13:30h), que é o evento-chave desta semana, assim como a descida de taxas de juros do BCE (amanhã). Estima-se que aumente até +2,7% desde +2,6% e que a Subjacente repita em +3,3%. Desde maio, está fixada no intervalo +3,2%/+3,4%, resistindo-se a retroceder. Isso torna provável que a Taxa Geral vá subindo pouco a pouco até +3%. E isso, por sua vez, seria compatível com Fed funds (taxas de intervenção) no intervalo 3,50%/3,75% no final do processo das descidas, mas não inferiores. E tal é superior ao que o mercado esperava antes da vitória de Trump, pela geração de inflação que os impostos alfandegários e medidas semelhantes trarão. Daí a inflação americana de hoje ser tão importante. Porque, se qualquer uma das referências, Taxa Geral ou Subjacente, aumentar mais do que o esperado, o mercado reagiria francamente mal. Embora isso não seja mau do ponto de vista da Estratégia de Investimento (publicaremos a versão espanhola a 19 de dezembro), porque o ritmo de avanço do mercado, principalmente nas bolsas, foi demasiado rápido nas últimas semanas e ao longo de 2024, na realidade. Por vezes, parar é um pouco bom. Estamos assim. Vamos ver a inflação americana (13:30h), que é o que decidirá o sinal da sessão. Considerando o curto prazo feroz, obviamente prefere-se que suba hoje. Mas se colocarmos o bom senso e o senso comum em primeiro lugar, seria melhor uma inflação apenas um pouco superior à esperada, para que o mercado interiorize que realmente isto vai acontecer nos próximos meses (inflação a aumentar, e também na Europa) e pare para pensar um pouco nos preços e avaliações antes de continuar a avançar. 

 

Um pouco depois da inflação americana, às 14:45h, Canadá baixará -50 p.b., até 3,25% (esperemos). E amanhã, 2 descidas de taxas de juros: BCE (-25 p.b., até 3,00% Depósito/3,15% Crédito) e Suíça (-50 p.b., até apenas 0,50% visto que a sua inflação está +0,7%). Embora estejam descontadas, influenciarão favoravelmente, e assim as bolsas poderiam subir, embora hoje retrocedam um pouco mais pelo terceiro dia consecutivo. 

 

Hoje cedo, duas notícias não boas: (i) no Japão, Preços Grossistas +3,7% desde +3,6%, que é muito e aumenta a probabilidade de que o BoJ suba +15 p.b até 0,40%, na sua reunião de 19 de dezembro. Agora, as probabilidades de subida estão 50/50. E o Tankan muito fraco: -1 desde +5 (é um índice). (ii) Inditex enfraquece pela primeira vez em muito tempo: Vendas 3T +6,8% vs. +8,9% esperado; Margem Bruta 61,4% vs. 61,8% esperado. EBIT +5,2% vs. +11,4% (e). BNA +5,8% vs. +11,0% (e). Arranque 4T +9%. Hoje poderá sofrer bastante por isto: -5%? 

 

HOJE resta sofrer por Inditex e suster a respiração até à inflação americana (13:30h). 

 

S&P500 -0,3% Nq-100 -0,3% SOX -2,5% ES-50 -0,7% IBEX -0,4% VIX 14,2% Bund 2,12% T-Note 4,24% Spread 2A-10A USA=+8pb B10A: ESP 2,77% PT 2,53% FRA 2,89% ITA 3,21% Euribor 12m 2,439% (fut.1,951%) USD 1,053 JPY 159,9 Ouro 2.695$ Brent 72,78$ WTI 69,1$ Bitcoin +0,3% (97.735$) Ether -1,6% (3.679$). 

 

FIM

Javier Milei: é assim que se faz uma reforma tributária

 Milei promete reforma tributária com redução de 90% de impostos nacionais


Anúncios foram feitos em discurso em que presidente argentino fez balanço do seu primeiro ano no governo


Luciana Taddeo


10/12/2024 às 22:45 | Atualizado 10/12/2024 às 23:18


O presidente da Argentina, Javier Milei, anunciou nesta terça-feira (10) que seu governo prepara uma reforma tributária para reduzir 90% dos impostos nacionais.


“Minha equipe está terminando nestes dias uma reforma tributária estrutural que vai reduzir em 90% a quantidade de impostos nacionais e devolverá para as províncias a autonomia tributária que nunca deveriam ter perdido”, afirmou o líder libertário.


O presidente argentino disse esperar que no ano que vem haja uma “verdadeira competição fiscal entre as províncias” para ver qual divisão territorial atrai mais investimentos — o grande anseio do seu governo.


Apesar de 2025 ser um ano eleitoral na Argentina, em que o Legislativo será parcialmente renovado, Milei afirmou que sua administração não aplicará uma política fiscal e monetária expansiva.


“Vamos continuar nosso programa de ajuste para poder diminuir impostos e devolver o dinheiro ao setor privado, e vamos propor uma agenda de reformas profundas”, garantiu.


Além da impositiva, Milei também mencionou que promoverá reformas da previdência, trabalhista, das leis de segurança nacional, penal e política.


Entre os anúncios feitos nesta terça, durante discurso no qual fez um balanço de seu primeiro ano de mandato, Milei também afirmou que seu governo irá apresentar, nos próximos dias, um plano nuclear com a construção de novos reatores.


Segundo ele, o plano irá contemplar a investigação das novas tecnologias de reatores pequenos ou modulares.


“O aumento da demanda de energia que a inteligência artificial implica vai gerar no mundo inteiro o ressurgimento da energia nuclear depois de décadas de declive, e nós não ficaremos para trás”, manifestou.


https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/milei-promete-reforma-tributaria-com-reducao-de-90-de-impostos/

Pedro Malan

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Introdução à transcrição do artigo de Pedro Malan, por Maurício David, quem meu enviou a matéria. PRA


Pedro Malan, grande figura humana, um economista de primeira grandeza que foi Ministro da Fazenda nos dois governos de Fernando Henrique Cardoso (1995/2002). Fui colaborador do Malan, quando ele presidiu o Instituto de Economistas do Rio de Janeiro (IERJ) e me convidou para participar da sua gestão, no começo dos anos 80. Em momentos de grandes dificuldades que enfrentei ao voltar do exílio em 1979, o Pedro me estendeu a mão, conseguindo para mim uma bolsa do CNPQ (onde êle era membro do Comitê Assessor para a área de Economia, na ocasião)  que me garantiu a sobrevivência (e da minha família) naqueles difíceis anos de procura de reinserção no Brasil nos anos pós-Anistia. O Brasil muito deve ao Pedro Malan. Eu muito devo ao Pedro Malan, de quem me orgulho de ter sido amigo e colega no IRI (Instituto de Relações Internacionais da PUC/RJ) e no IERJ.

Receba um abraço afetuoso, querido Pedro...

MD 


2026: o ano que vem chegando mais cedo

Pedro Malan

O Estado de S. Paulo, domingo, 8 de dezembro de 2024


Os próximos dois anos muito dirão sobre nossos inafastáveis desafios na área fiscal


Tema frequente de meus artigos neste espaço, ao longo de anos, tem sido a visão de que no Brasil convivem em simbiose o moderno e o anacrônico. E de que o Brasil moderno pode estar, ainda que muito gradualmente, aumentando seu peso relativo em relação a seu lado anacrônico – que nunca deve ser subestimado. Isso vale tanto para o mundo da política quanto para aquele da economia. Na arena político-institucional, continuamos tentando construir uma sociedade em que parte não irrelevante da opinião pública seja contra a apropriação espúria e uso indevido de recursos públicos; contra a ocupação e aparelhamento da máquina governamental para servir a interesses eleitorais, corporativistas, partidários e clientelistas. Em ambas as dimensões da vida pública – política e economia – penso ser possível expressar esperanças não insensatas em diálogos não impossíveis.


E por que essa reflexão agora? Ao fim deste mês de dezembro o presidente Lula da Silva terá alcançado a metade de seu mandato. Veremos, como de hábito nesses momentos, numerosos balanços do primeiro biênio, análises sobre o que esperar do período restante. Mas faltam apenas 21 meses para as cruciais eleições de 2026 – o ano que está chegando mais cedo.


Logo após sua vitória nas urnas em 2022, Lula assim se expressou, reiterando o mantra de sua campanha eleitoral: “O modelo que propomos, aprovado nas urnas, exige, sim, compromisso com a responsabilidade, a credibilidade e a previsibilidade; e disso não vamos abrir mão. Foi com realismo orçamentário, fiscal e monetário, buscando a estabilidade, controlando a inflação e respeitando contratos que governamos este país. (...) Olhem o que eu fiz nos oito anos (2003-2010). Não podemos fazer diferente. Teremos que fazer melhor”. Seu quadriênio de 20 anos depois (2023-2026) será avaliado nas urnas em função dessas promessas e também do que terá a dizer sobre o futuro o provável candidato Lula.


“O que fazer agora? Na economia, há quase um consenso de que o País precisa de reformas estruturais para viabilizar um novo ciclo de desenvolvimento.” “É certo que mudanças são necessárias na Previdência e na legislação trabalhista, assim como na tributação, na remuneração dos serviços públicos, no gasto social e também no gasto financeiro do governo.” “A solução da crise atual requer um debate equilibrado e transparente de questões impopulares, inclusive nas campanhas eleitorais, inclusive pela esquerda.” Assim escreveu o ex-ministro da Fazenda Nelson Barbosa, hoje diretor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em seu primeiro artigo como colunista da Folha de S.Paulo, em maio de 2017. Reproduzi essas palavras, que considerei encorajadoras, em artigo publicado um mês depois neste espaço (Diálogos não impossíveis?, de 11/6/2017).


Barbosa voltou ao tema menos de um ano depois em importante entrevista para Claudia Safatle no jornal Valor Econômico (2/3/2018). Ali, afirmava: “Acho que agora caiu a ficha para o PT, (...) o pessoal já sabe que tem que fazer a reforma da Previdência, sabe que tem que fazer reformas. Tem que regulamentar o teto remuneratório do setor público e tem que rever todas as vinculações que hoje engessam o Orçamento”. A sequência de reformas deveria ser, segundo o ex-ministro, aquela da Previdência e em seguida a da folha de salários, que, somadas, representariam quase 75% do gasto primário da União e responderiam pelo forte desequilíbrio das finanças dos Estados e municípios.


Ao longo dos próximos 21 meses, até as eleições de 2026, é preciso discutir dois grandes conjuntos de questões. O primeiro é como encaminhar um processo de reformas como aquelas sugeridas por Barbosa e por muitos dos economistas não ligados ao PT, que olham para o futuro do País no longo prazo e não apenas para as próximas eleições.


O segundo tem a ver com questão fundamental sintetizada com felicidade por Kenneth Rogoff nos seguintes termos: “É lamentável que neste debate sobre os limites das ações do governo haja muito pouca discussão sobre como fazer o governo um provedor de serviços eficiente. Aqueles que desejam um papel mais amplo do setor público estariam fortalecendo sua posição se estivessem preocupados em encontrar formas de fazer o setor público mais eficaz”. E – acrescento eu – não creio que isso seria impopular, particularmente nas áreas de saúde, educação, segurança e infraestrutura. Que certamente ocuparão posição central nos debates de 2026 e muito adiante.


Em março de 2021 publiquei neste espaço um artigo que tinha o mesmo título deste, mas referindo-se a 2022, ano eleitoral que vinha chegando mais cedo. Agora é 2026 que vem chegando – e muito mais rápido, indicando, mais uma vez, que o tempo da política não é o mesmo do tempo cronológico convencional. Tivemos nas eleições presidenciais de 2018 um não debate, que se repetiu em 2022. Não podemos correr o risco de ver ausente das eleições presidenciais de 2026 discussão séria sobre temas substantivos como aqueles discutidos pelo ex-ministro, economista que se considera um moderado do PT, como quero crer que se considere o atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Os próximos dois anos muito dirão sobre nossos inafastáveis desafios na área fiscal.

terça-feira, 10 de dezembro de 2024

Amilton Aquino

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"Hoje vou abordar dois assuntos completamente diferentes, mas ligados a uma mesma pauta: o esforço midiático do governo já na campanha presidencial para 2026.


O primeiro é a tentativa da imprensa de desgastar a imagem do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o único potencial candidato que Lula realmente teme enfrentar. De fato, a imagem de um policial jogando uma pessoa de uma ponte foi impactante. Tanto que o próprio governador admitiu publicamente ter errado ao não abraçar a ideia das câmeras nos uniformes dos policiais. Para os bolsonaristas mais irredutíveis, mais uma “traição” do governador ao bolsonarismo. Para o eleitor mais moderado, ponto para o governador.


O fato é que, cada vez mais, veremos a imprensa alinhada ao governo dando destaque a cada caso de violência policial em São Paulo, mesmo que, proporcionalmente, o estado apresente os melhores indicadores de segurança pública do país. Isso contrasta com a Bahia, por exemplo, governada pelo PT há anos e campeã absoluta não apenas em violência policial, mas em quase todos os indicadores de criminalidade, dados frequentemente ignorados pela mesma imprensa.


O segundo ponto é a narrativa petista, amplificada pela Globo, de que o “mercado” — sempre tratado como um ente conspiratório — estaria boicotando o governo por propor tributar os mais ricos para subsidiar os mais pobres. A pesquisa que aponta que apenas 10% dos “farialimers” confiam no Lula seria, segundo essa visão, a prova cabal dessa “conspiração”.


Para mim (e até para o próprio Lula, que ironizou a pesquisa), é surpreendente que ainda haja 10% de agentes de mercado que confiam no governo. Lembrando que, logo após a aprovação do arcabouço fiscal, esse número chegou a 90%! Ou seja, como já mencionei aqui na época, o mercado abusa do otimismo porque acredita que o Brasil, apesar de suas crises, jamais vai colapsar como a Venezuela ou a Argentina. Além disso, mesmo que o pior cenário se concretize, “crises trazem oportunidades”, como repetem 11 em cada dez gurus de investimentos.


O fato é que hoje estamos mais calejados. A sensação de dejavu é generalizada. O governo comemora um PIB anabolizado por gastos insustentáveis com um desemprego na mínima desde Dilma. Dilma, aliás, que comemorava uma taxa de desemprego de 4% às vésperas da catástrofe de 2015, vale lembrar.


Enfim, o pessimismo do mercado agora reflete apenas um choque de realidade. Continuo ouvindo suas opiniões, mas dou mais atenção a economistas ortodoxos — aqueles “chatos” que sempre alertam sobre a necessidade de gastar menos do que se arrecada. São os tais “neoliberais”, frequentemente acusados de só se preocuparem com números, ignorando os pobres.


Um dos números que ouvi nesta semana é um cálculo de que o aumento de um ponto percentual nos juros dos títulos indexados à inflação, reflexo da frustração com o pacote de cortes de gastos do governo, terá impacto de R$ 550 bilhões na dívida pública em cinco anos!


Ou seja, enquanto o governo estima, de forma otimista, uma economia de R$ 70 bilhões em dois anos para cobrir um déficit de R$ 1,1 trilhão, já contratou um acréscimo de mais de R$ 500 bilhões, o que vai gerar mais juros e demandar ainda mais esforço fiscal. E aqui está a ironia: eu sou um dos credores desses R$ 500 bilhões, pois comprei títulos com IPCA + 7,3%! Certamente, alguém aqui vai me xingar de “rentista”. Mas o que fazer em um ambiente onde a política ignora a matemática básica?


Seguimos à beira do precipício. O consolo é que o Brasil já enfrentou cenários bem mais adversos. O atual panorama pode mudar radicalmente se surgir uma proposta verdadeiramente crível de controle de gastos — algo que já foi apresentado por três deputados no Congresso. Sim, é impopular e difícil de ser aprovado. Porém, quando o efeito temporário do PIB anabolizado com gastos públicos insustentáveis se dissipar, a urgência do ajuste, hoje empurrada para 2027, pode ser antecipada por necessidade, o que até pode favorecer o governo, que poderá seguir posando de “defensor dos pobres” contra congressistas desalmados que querem impor medidas “neoliberais” a qualquer custo.


As narrativas já estão prontas, assim como a mídia alinhada e o STF, que atua como extensão do governo. Só falta combinar com a matemática e com a realidade."


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Call Matinal ConfianceTec 1012

 CALL MATINAL CONFIANCE TEC

10/12/2024 

Julio Hegedus Netto, economista


MERCADOS EM GERAL


FECHAMENTO DE SEGUNDA-FEIRA (09)

MERCADO BRASILEIRO


O Ibovespa, na segunda-feira (09), fechou em alta de 1,0%, a 127.210 pontos. Volume negociado chegou a R$ 21,3 bi. Já o dólar à vista fechou em alta de 0,50%, a R$ 6,0825.


PRINCIPAIS MERCADOS, 05h40:


EUA 🇺🇸:

Dow Jones Futuro, -0,03%

S&P 500 Futuro, -0,09%

Nasdaq Futuro, -0,14%


Ásia-Pacífico:

Shanghai SE (China🇨🇳), +0,59%

Nikkei (Japão🇯🇵), +0,53%

Hang Seng Index (Hong Kong), -0,50%

Kospi (Coreia do Sul🇰🇷), +2,43%

ASX 200 (Austrália🇦🇺), -0,36%


Europa:

DAX (Alemanha🇩🇪), -0,18%

CAC 40 (França🇫🇷), -0,40%

FTSE MIB (Itália🇮🇹), -0,17%

STOXX 600, -0,22%


Commodities:

Petróleo WTI, -0,20%, a US$ 68,21 o barril

Petróleo Brent, -0,12%, a US$ 72,05 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +1,87%, a 817 iuanes (US$ 112,70)


NO DIA, 10/12


Nesta terça-feira (10), por aqui, destaque para o IPCA, na expectativa de desaceleração a 0,35%, depois de 0,56% em outubro.


Nada muda, no entanto, na estratégia do BCB, com o Copom devendo elevar a Selic em 1,0 pp. 


Na China, a nova leitura do PBoC muda tudo na estratégia de política monetária, o que deu uma gás às commodities nesta segunda-feira,  sustentando o Bovespa. Depois de 14 anos de prudência, política monetária chinesa passa a ser mais flexível.


Nesta madrugada foi divulgada a balança comercial do país. Queda das importações foi de 3,9%, depois de recuo de 2,3%, e as exportações tiveram avanço mais fraco em novembro (6,7% contra 12,7% em outubro). Com isso, o superávit chegou a US$ 97,44 bi.


Isso significa que a economia chinesa segue fraca, necessitando de estímulos.


Nos EUA, expectativa é pelo CPI nesta quarta-feira. Mercado continua a ver chance grande de corte de juro em 0,25 pp na reunião do Fomc, dia 18. 


No Congresso brasileiro, continua a resistência dos parlamentares em colaborar para a votação do pacote, na briga pelas emendas. Governo contornou isso, liberando R$ 4,1 bi em emendas.


Vamos monitorando. 


AGENDA, 10/12


Indicadores:

04h00. Alemanha/Destatis: CPI de novembro, final 

05h00. Brasil/Fipe: IPC da 1ª quadrissemana de novembro

08h00. Brasil/FGV: IGP-M 1º decêndio de dezembro

09h00. Brasil/IBGE: IPCA de novembro

10h00. Brasil/ABCR: Fluxo de estradas pedagiadas - nov 

10h30. EUA/Deptº do Trabalho: Custo da mão de obra no 3Tri 

20h50. Japão/BoJ: PPI de novembro


Eventos:

09h00. Sabatina na CAE do Senado dos indicados para a diretoria do BC

12h00. Dario Durigan (Fazenda) participa de almoço da FPE 

Diretores do BCB participam do primeiro dia de reunião do Copom.

 

Julio Hegedus Netto, economista da ConfianceTec 

 

Boa terça-feira e bons negócios!

Ailton Braga

  Hoje, 02/02/2026, saiu no Blog do IBRE da FGV, artigo meu em que faço análise da interação entre política fiscal e política monetária, a p...