O sistema é foda, parceiro
Sou Economista com dois mestrados, cursos de especialização e em Doutoramento. Meu objetivo é analisar a economia, no Brasil e no Mundo, tentar opinar sobre os principais debates da atualidade e manter sempre, na minha opinião essencial, a independência. Não pretendo me esconder em nenhum grupo teórico específico. Meu objetivo é discorrer sobre varios temas, buscando sempre ser realista.
domingo, 23 de novembro de 2025
Amilton Aquino: O sistema é foda parceiro...
Os políticos q apoiam o Vorcaro
A BANCADA DO VORCARO – Carlos Eduardo Novaes
A bancada do Vorcaro, capitaneada pelo senador Ciro Nogueira, amigo do peito, inclui também um grupo de governadores bolsonaristas que se encontrou em Brasília, na casa do Ibaneis, aquele governador gordinho, com cara de batráquio, que convocou a reunião.
- Chamei vocês aqui – disse Ibaneis – porque estou preocupado com o comportamento do nosso padrinho. Acho que ele está exagerando...
- Exag...exage...exagerando em que? – cortou o govenador do Estado do Rio que os amigos chamam de Gago Coutinho
- Ele acabou de comprar um jato executivo por 200 milhões!!
- E daí? – rosnou o Caiado – Ele é um banqueiro...tem dinheiro pra isso!
- Acontece – voltou o cara de batráquio – que este é o terceiro avião que ele compra!
- Pelo dinheiro que tem pode ser dono de até dez jatos - comentou o Zema, mineiro bolsonarista raiz...
- Mas não precisa ostentar – voltou o preocupado Ibaneis – Ele chega lá na Faria Lima e vai logo dizendo “comprei uma casa no Sul da Bahia por 280 milhões, vocês são meus convidados” ...
- Acho que o Ibaneis tem razão – concordou Ratinho Jr – Ele nos prometeu muita grana nas eleições de 2026...mas se continuar se exibindo assim, uma hora o bicho vai pegar...
- Vai nada! – reagiu o amigão Ciro Nogueira – Ele nunca fez nada de errado!!!
Claudio Castro assustou-se:
- O qu...que... que...que? Ele nunca fez nada certo, isso sim. Mas nós gostamos dele, gostamos tanto que eu até aportei R$ 1 bilhão do Rio Previdência no banco Master...
- É o tal fundo de benefícios para pensionistas e aposentados? – indagou Ciro, ex- chefe da Casa Civil do Governo Bolsonaro
- É,,,é...si... sim – respondeu Gago Coutinho
- Por que ajudar essa gente, Gago? Precisamos acabar com os pobres. Fazer como os Carecas do INSS...
- Minha preocupação é essa! Também fiz uma operação financeira! – voltou o cara de batráquio – Mandei meu banco, o BRB, comprar R$ 12,2 bilhões em carteiras de credito do Master...por pura camaradagem!
Nesse momento tocou o celular do Tarcísio, governador de São Paulo. Era Vorcaro para informar que comprara mais uma casa, no condomínio mais caro da Florida, injetara 300 milhões na SAF do Atlético Mineiro e estava indo para o aeroporto onde pegaria seus jato de 200 milhões para a ilha de Malta.
- Vamos! – gritou o batráquio – Vamos pedir a ele para ser mais reservado. Vamos correndo antes que ele embarque e resolva comprar a ilha.
Não deu tempo. A Policia Federal chegou primeiro e levou o banqueiro. Aos leais amigos da bancada resta acompanha-lo, na cadeia!
sexta-feira, 21 de novembro de 2025
Brazil Journal no centro das polêmicas
Sobre fatos, fofocas e innuendo
Ao longo das últimas semanas – e em especial à luz das notícias recentes – diversos leitores me perguntaram acerca do Banco Master. Dada a importância do tema para o mercado, esclareço – sem ressalvas e com todas as letras – que nem o Banco Master nem quaisquer de seus acionistas tem qualquer tipo de participação societária, direta ou indireta, no capital social do Brazil Journal. Estou interpelando os veículos que afirmaram o contrário. Associar nossa ausência de cobertura a qualquer tipo de vínculo com o Banco Master é leviano e beira a desonestidade. O jornalismo investigativo é importantíssimo para o Brasil e para o mercado de capitais. Esta, no entanto, não é a tradição deste site. Parabéns aos veículos que têm coberto os escândalos financeiros do País com afinco e profundidade, frequentemente a um alto custo pessoal para seus profissionais. Quando e se tivermos algo a agregar à cobertura deste e de outros escândalos em gestação, vamos fazê-lo. Enquanto isso, continuaremos a priorizar matérias que trazem análise, insights e breaking news ao leitor ávido por informações sobre as empresas, os mercados e as políticas públicas. Agradeço as inúmeras mensagens de reconhecimento à integridade deste veículo, que em apenas nove anos se tornou uma referência para tantos – e, para mim, uma responsabilidade que cresce a cada dia. Presto estes esclarecimentos por gratidão e em atenção a estes leitores, e não a blogs ideológicos com credibilidade pífia.
Blindagem do MASTER atrasou a atuação do BCB
Blindagem que atrasou ação do BC contra o Master também precisa ser investigada
A operação da Polícia Federal (PF) que prendeu Daniel Vorcaro e outros dirigentes do Banco Master por falsificar títulos de crédito para encobrir um desvio de R$ 12,2 bilhões do Banco de Brasília, o BRB, foi certeira, mas o Banco Central não precisava ter esperado até que surgisse uma fraude tão grosseira para começar a agir. As peripécias de Vorcaro são acompanhadas com lupa no mercado já há alguns anos, pelo menos desde 2021, quando seu banco passou a crescer vertiginosamente vendendo títulos que prometiam rendimentos extraordinários aos clientes e pagando comissões fora do comum aos corretores. O dono do Master também é velho conhecido da Comissão de Valores Mobiliários, a CVM, onde já fez acordo para pagar multas de R$ 1,2 milhão e respondeu a processos por manipulação dos preços de ativos e operações fraudulentas com debêntures e títulos imobiliários. Em julho de 2024, técnicos da Caixa Econômica Federal que examinaram os números do Master para opinar sobre a compra de R$ 500 milhões em títulos de renda fixa escreveram num relatório que o modelo de negócios era “de difícil compreensão” e tinha “alto risco de solvência”. Afirmaram, ainda, que o banco dependia de uma “operação complexa de investimentos” em empresas em recuperação judicial, superendividadas, ou de precatórios de difícil recebimento. Por lei, bancos insolventes — em bom português, quebrados — são passíveis de medidas duras, incluindo a intervenção, pelo Banco Central, que tem o dever de proteger a integridade do sistema financeiro. Ao longo destes anos, porém, o BC e seus diretores não pareciam muito abalados com a picaretagem que se vislumbrava no horizonte. Por falta de aviso é que não foi. Desde a gestão de Roberto Campos Neto, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que cobre perdas de até R$ 250 mil em caso de quebra, enviou mais de 38 alertas ao BC sobre os problemas do Master. Sem contar as dezenas de reuniões e conversas de bastidores com pedidos de providências a Campos Neto, na era Jair Bolsonaro, e a Gabriel Galípolo, no governo Lula. Em 2023, depois de muita pressão do mercado, o BC criou regras diminuindo a proporção de precatórios e CDBs que os bancos podem acumular. Mas deu até o final de 2025 para o pessoal se enquadrar — uma temeridade, como está demonstrado agora. Desde então, só o passivo do banco mais que dobrou. O FGC calcula que será necessário desembolsar no mínimo R$ 40 bilhões para compensar as perdas dos investidores. Mas não cobre o rombo dos fundos de pensão de servidores dos estados e municípios que compraram quase R$ 2 bilhões em títulos do Master que virarão pó. Não é difícil entender a demora do BC em agir. A blindagem de Vorcaro era poderosa, ecumênica e ostensiva. Demonstrava-se em festas milionárias e viagens de jato com políticos e autoridades do governo e do Judiciário, ricos patrocínios a eventos jurídicos, além de contratos generosos com figuras estreladas — como Ricardo Lewandowski, que entre o STF e o Ministério da Justiça passou um ano como conselheiro do Master, ou Guido Mantega, que levou Vorcaro para dar um abraço no presidente Lula no Palácio do Planalto. Só com “consultorias jurídicas” o banco gastou cerca de R$ 250 milhões em 2024. Entre os contratados estava Viviane Barci de Moraes, mulher de Alexandre de Moraes, que em abril daquele ano foi convidado de honra de um evento jurídico promovido pelo Master em Londres. A “bancada do Vorcaro” também era famosa em Brasília. Seu líder honorário era o senador Ciro Nogueira (PP-PI), que também em 2024 propôs aumentar a cobertura do FGC dos atuais R$ 250 mil para R$ 1 milhão. Batizada de “emenda Master”, a iniciativa não colou. Em março, quando o BRB se ofereceu para comprar 58% do Master e ainda assim manter Vorcaro no controle, num salvamento com o dinheiro do contribuinte brasiliense, o senador Izalci Lucas (PL-DF) fez um pedido de CPI e obteve as assinaturas necessárias, mas desistiu misteriosamente em duas semanas. O negócio com o BRB também provocou celeuma interna no Banco Central, com uma ala defendendo a transação e outra considerando que apenas transferiria o rombo de um banco privado a um estatal. Mesmo depois de reprovar a compra, continuou a haver impasse sobre a necessidade de intervenção. O decreto de liquidação do Master já estava pronto havia tempos, mas só quando a PF entrou em campo o BC apertou o botão. A razão da demora não foi outra que não a pressão dos amigos de Vorcaro em Brasília. Os mesmos que, espera-se, sejam investigados a sério e a fundo. Já passou da hora, mas antes tarde do que mais tarde.
Papel de Roberto Campos Neto no MASTER
É preciso investigar o papel de Roberto Campos Neto na fraude do Banco Master
A implosão do Banco Master e a descoberta de fraudes bilionárias reveladas pela Operação Compliance Zero escancaram um ponto que não pode mais ser varrido para baixo do tapete: por que Roberto Campos Neto deixou a farra ir tão longe? Diante dos alertas insistentes do mercado, do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e de banqueiros de peso, como justificar a apatia regulatória que permitiu que o Master se transformasse numa bomba-relógio de R$ 12 bilhões? O silêncio do ex-presidente do Banco Central é politicamente suspeito. Segundo revelou o colunista Lauro Jardim em maio deste ano, o FGC enviou 38 comunicados pedindo esclarecimentos sobre o Master. Trinta e oito. Não foram dois, nem cinco — trinta e oito alertas formais. Além disso, grandes banqueiros apresentaram os mesmos temores em reuniões oficiais no ano passado. E nada aconteceu. Por que Campos Neto não agiu? Por incapacidade? Por escolha? Ou por conveniência? Os indícios de que interesses políticos contornaram a atuação técnica do regulador são cada vez mais incômodos. A proximidade entre Campos Neto e Ciro Nogueira, principal aliado de Daniel Vorcaro, dono do Master, não é uma especulação conspiratória: está registrada em fotografia de 2021, com direito a confraternização e churrasco “fogo de chão” ao lado de ministros de Jair Bolsonaro. Naquele momento, Campos Neto já presidia o BC, nomeado pelo próprio Bolsonaro. Nogueira, por sua vez, viria a ser o padrinho político do banqueiro cuja instituição romperia todas as barreiras do risco. A afinidade política, por si só, não comprova favorecimento. Mas, diante da sequência de fatos, torna-se impossível ignorar o contexto. Especialmente porque, durante a gestão de Campos Neto, todos os sinais de gestão temerária do Master estavam explícitos. Mesmo assim, a fiscalização simplesmente não veio. O Master explodiu sua captação ao usar o FGC como isca de venda: CDBs prometendo até 140% do CDI, uma anomalia evidente em comparação ao sistema bancário. A instituição só emitiu, em poucos anos, mais de R$ 45 bilhões em depósitos a prazo — oito vezes mais do que em 2021. Esse crescimento explosivo moveu o mercado, que cobrou o BC. E o que o BC fez? Deu respostas tímidas: exigiu contribuições extras para o FGC e, só em 2024, apertou minimamente as regras de emissão de títulos. Frouxidão regulatória não é acidente — é decisão. E as decisões mais problemáticas vieram no âmbito técnico. Em outubro de 2023, ainda sob a gestão de Roberto Campos Neto, o Banco Central editou uma norma que permitiu que bancos com grande exposição a precatórios e direitos creditórios — como o Master — não fossem obrigados a recalcular o risco desses ativos. A regra estabeleceu um corte em 30 de junho de 2023, salvando justamente as instituições já carregadas de papéis de altíssimo risco e baixíssima liquidez. Era como permitir que um ônibus sem freio continuasse descendo a ladeira, desde que tivesse começado a acelerar antes de determinada data. Essa mudança regulatória foi decisiva para manter o Master operando sem a necessidade de aporte dos sócios ou venda de ativos. E foi assinada durante a gestão de Campos Neto. Enquanto isso, no Congresso, o aliado político do controlador do Master — o senador Ciro Nogueira — tentava elevar o limite de garantia do FGC de R$ 250 mil para R$ 1 milhão, o que facilitaria ainda mais a expansão das emissões de bancos médios e pequenos. A proposta foi rechaçada por todas as entidades bancárias sérias do país e acabou derrotada. Mas sua mera existência reforça o problema: havia um movimento político coordenado para ampliar o espaço de atuação justamente das instituições que vinham distorcendo o sistema. Sob a presidência de Gabriel Galíplo, o BC teve de liquidar a Master Corretora e investigar os desdobramentos que a Polícia Federal agora expõe: operações fraudulentas, créditos falsos, substituição de ativos duvidosos aceitos após aprovação contábil do próprio Banco Central. Como é possível que tudo isso tenha acontecido sem que quem tinha o dever de impedir… impedisse? A pergunta central — e incontornável — é esta: qual foi o papel de Roberto Campos Neto na permissividade que permitiu a escalada do risco sistêmico do Master? Porque, diante do histórico de alertas ignorados, vínculos políticos, decisões regulatórias lenientes e omissões sucessivas, a hipótese de que o ex-presidente do Banco Central falhou gravemente no exercício de suas funções não é apenas plausível — é inevitável. Se o sistema financeiro brasileiro está hoje às voltas com os escombros dessa crise, é porque, por muito tempo, quem deveria apertar o freio decidiu deixar correr solto. E isso não pode ficar sem resposta.
Call Matinal 2111
Call Matinal
21/11/2025
Julio
Hegedus Netto, economista
MERCADOS EM GERAL
FECHAMENTO (20/11)
MERCADOS E AGENDA
Dia de
feriado da Consciência negra ontem (20), mas repleto de acontecimentos. Trump
zerou o acréscimo de tarifas congtra o Brasil, pegou fogo no COP30 e Lula indicou
Jorge Messias para o STF. Hoje, na
agenda do dia, o Relatório Bimestral de Receitas e Despesas, PMIs da atividade
global, cinco diretores do Fed falando e a confiança do consumidor de Michigan.
Os índices futuros dos EUA operam em alta nesta sexta-feira (21), após o
tombo da véspera. As ações recuaram diante das persistentes preocupações com
avaliações esticadas e com o ritmo intenso de gastos em tecnologia, fatores que
limitaram o rali impulsionado pela previsão otimista da Nvidia. A gigante de
inteligência artificial caiu 3,2%, pressionando o setor. A incerteza sobre a
capacidade do Fed de cortar juros no próximo mês também pesou no humor dos
investidores.
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MERCADOS 5h30 |
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EUA |
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Dow Jones Futuro: +0,35% S&P 500 Futuro: +0,25% Nasdaq Futuro: +0,11% |
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Ásia-Pacífico |
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Shanghai SE (China), -2,45% Nikkei (Japão): -2,40% Hang Seng Index (Hong Kong): -2,38% Nifty 50 (Índia): -0,21% ASX 200 (Austrália): -1,59% |
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Europa |
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STOXX 600: -0,74% DAX (Alemanha): -0,77% FTSE 100 (Reino Unido): -0,61% CAC 40 (França): -0,50% FTSE MIB (Itália): -0,81% |
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Commodities |
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Petróleo WTI, -1,58%, a US$ 58,07 o barril Petróleo Brent, -1,33%, a US$ 62,54 o barril Minério de ferro negociado na bolsa de
Dalian, -0,32%, a 785,50 iuanes (US$ 110,09) |
NO DIA, 1911
Depois do feriado de ontem (Consciência Negra), os mercados amanheceram
hoje com boas e más notícias, dentr as boas, a zeragem do acréscimo de 40% nas
tarifas dos produtos brasileiros para os EUA (carne bovina, café, frutas, legumes, tubérculos, nozes, madeira, petróleo
e minério), dentre as más, a indicação de Jorge Messias ao STF, o que
desagradou Alcolumbre, que queria Rodrigo Pacheco. Na lógica de Trump o impacto
das sobretaxas punitivas à inflação dos Estados Unidos, sobretudo aos produtos
que impactam o custo de vida. Mais cedo, uma bomba estourou em Belém com um
incêndio no pavilhão da COP30, manchando ainda mais a imagem do Brasil no
exterior. Em Nova York, o balanço forte da Nvidia não impediu queda feia das
bolsas, nesta quinta-feira, nem o payroll mudou as apostas nos juros para
dezembro.
Agenda Macroeconômica Brasil
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Segunda-feira,
17 de novembro |
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Feriado: México, Colômbia e Argentina Japão: Produção industrial e PIB preliminar (3º tri) Europa: Suíça e Itália – CPI (out); Itália – PIB preliminar Brasil: FGV IPC-S (semanal), Relatório Focus, IBC-Br (set), Balança
comercial (semanal). EUA: Índice Empire State (Fed NY) Canadá: CPI (out) |
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Terça-feira, 18 de novembro |
Hong Kong: Taxa de desemprego (out) EUA: Produção industrial (out), Índice NAHB (nov), API semanal Chile e Colômbia: PIB (3º tri) |
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Quarta-feira, 19 de novembro |
Europa: CPI do Reino Unido e da Zona do Euro EUA: Licenças de construção (set), DoE semanal, Ata do FOMC Brasil: Fluxo Cambial (semanal) China: PBoC – LPRs (1 ano e 5 anos – nov) |
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Quinta-feira, 20 de novembro |
Feriado nacional: Brasil Hong Kong: CPI Europa: Confiança do consumidor – Turquia e Zona do Euro EUA: Fed Filadélfia (atividade industrial – nov), Vendas de Casas
Usadas (out) Japão: PMI composto preliminar (nov) |
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Sexta-feira, 21 de novembro |
Europa: Reino Unido –
Vendas no varejo (out); França, Alemanha, Reino Unido e Zona do Euro – PMI
composto preliminar (nov) México: PIB (3º tri) EUA: PMI industrial,
PMI de serviços e PMI composto (nov, preliminar); Sentimento da Universidade
de Michigan (nov, final) Brasil: B3 – Vencimento
de opções sobre ações (nov) |
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Boa sexta-feira
a todos!
Bankinter Portugal Matinal
Análise Bankinter Portugal
NY -1,6% US tech -2,4% US semis -4,8% UEM +0,5% España +0,6% VIX 26,4% Bund 2,72% T-Note 4,09% Spread 2A-10A USA=+54pb B10A: ESP 3,23% PT 3,06% FRA 3,49% ITA 3,48% Euribor 12m 2,221% (fut.2,298%) USD 1,154 JPY 181,4 Ouro 4.036$ Brent 62,8$ WTI 58,4$ Bitcoin -1,9% (85.565$) Ether -3% (2.794$).
SESSÃO: Após sair um emprego americano bom (13:30 h, Criação de Emprego 119k vs. 51k esperado vs. -4k anterior, mas Desemprego 4,4% vs. 4,3%... embora devido a um aumento da Taxa de Participação, o que é estruturalmente bom), Nova Iorque reagiu bem inicialmente… mas mudou e caiu com força de seguida, até ao ponto de se transformar num sell-off rápido, dizendo liquidez agressivamente. Porque um emprego bom reduz a expetativa de mais descidas de taxas de juros nos EUA e a tecnologia é especialmente sensível a taxas de juros.
Nota-se a insegurança do mercado em relação à IA, o que é bom, porque permite que se abrande para o final do ano, em vez de entrar em zona de excessos, tendo em conta as generosas reavaliações até agora, em 2025: Nova Iorque +11%, tech EUA +15%, Semis quase +30%, bolsa europeia +15%, Espanha quase +40%. E estes são saldos depois dos cortes destes últimos dias, porque antes eram ainda mais generosos.
Por isso, embora as quedas nunca agradem, e menos se ganham velocidade, é melhor que ocorram agora em novembro/dezembro do que continuar com subidas rápidas que terminem a convidar numa correção forte. As dúvidas sobre as avaliações da IA continuam a pesar e, embora insistimos que os hipotéticos preços excessivos estariam na IA ainda não avaliada (OpenAI, Mistral, Anthropic, XIA…) e não no ecossistema da IA avaliado (Amazon, Nvidia, TSMC, ASML, Netflix…), o medo irreflexivo por vezes deriva em correções bruscas como as de ontem. Não é preciso assustar-se.
Esta madrugada: inflação japonesa má (+3% desde +2,9%; Subjacente idêntica) e Vendas a Retalho no Reino Unido com desaceleração forte (+0,2% vs. +1,5% esperado vs. +1% anterior). O Japão lança um novo pacote de estímulos fiscais por 21,3Bn JPY (3,5% do PIB), que implicará mais dívida e, por isso, o yen sofreu uma queda acelerada até ca. 181/€ e 157/$.
Ao longo do dia, sairão os PMIs nas principais economias, sendo os Industriais os mais importantes: 9 h UE (50,2 vs. 50,0), 09:30 h Reino Unido (49,2 vs. 49,7) e 14:45 h EUA (52,0 vs. 52,5). Parecem continuistas, portanto influenciarão pouco caso se cumpram as expetativas. Mais importante serão os salários na UE (10 h), que deverão retroceder apreciavelmente (até +2,5% no 3T desde +4% no 2T) e isso joga a favor da inflação europeia, que já não apresenta quaisquer problemas (+2,1%).
CONCLUSÃO: A correção de Wall St. de ontem, principalmente pelo emprego, foi excessiva, portanto deverá subir um pouco durante a tarde americana. Mas a manhã europeia será má, porque tem de imitar Nova Iorque e ontem não teve tempo. Por isso, esta sexta-feira evoluirá de pior para menos mau, com provável subida de Wall St. Mas se não subisse, quase melhor, porque, insistimos, consideramos saudável um reajuste natural em novembro/dezembro, mesmo que hipoteticamente isso resultasse numa certa reação exagerada, para assim permitir enfrentar 2026 com potenciais de reavaliação mais confortáveis e reposicionando-nos em relação à IA com mais sensatez do que visceralidade.
FIM
Ailton Braga
Hoje, 02/02/2026, saiu no Blog do IBRE da FGV, artigo meu em que faço análise da interação entre política fiscal e política monetária, a p...
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https://www.facebook.com/share/p/1Am5q44Ya4/ "Pode parecer incrível, mas os bandidos não desistem, e como diria Pero Vaz de Caminha, n...
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🚨 RESUMO DA SEMANA VINLAND 🚨 VINLAND (24 a 28 de março de 2025) ________________________________________ *1. Governo busca “pouso suave” ...