terça-feira, 19 de novembro de 2024

Rotinas JHN Consulting

 Amigos...sempre q possível. 

O q eu faço ou posso fazer a mais na ConfianceTec (claro, dependendo de como evoluir as tratativas). 

Apenas um adendo. Estou desempregado, sem fonte regular de renda desde abril. Por enquanto, está dando para levar, mas...

Sempre me organizei ao longo da vida, o que me permite algum fluxo de caixa "regular".

Entre 2014 e 2018, no "começo do fim" da Lopes Filho & Associados, a crônica de uma morte anunciada, dadas as transformações deste mercado de análise e a postura de alguns, comecei a me preparar para uma temporada difícil. 

Em 2017, ainda na LF, me "matando", como diria o Lulu, com dois "chapéus", comercial e macro, resolvi me preparar para o fim concreto da consultoria. Isso pq eu já sabia do seu triste desfecho, afogada em crises, dívidas fiscais e trabalhistas, desentendimentos e posturas outras. 

Como dito, eu já me preparava desde 2014, quando resolvi virar PJ, sabedor das particularidades de uma consultoria, principalmente, no que se refere ao fluxo irregular de faturamento.

Bom, em 2017 fui visitar Portugal em férias e consolidei a ideia de ir viver no exterior um dia, tal qual meu pai, depois de 13 anos no Peru, em Lima, nos anos 80/90. 

E assim foi feito. Passei um mês, naquele período, viajando de ponta a ponta da "terrinha", partindo da cidade do Porto, à beira do Douro, até Lisboa, no Tejo.

Em 2018, finalmente, anunciei ao Lulu e a Cristina Maciel, o fim do ciclo. 

Já desgastado com o ambiente tóxico da consultoria (sim amigos, o ambiente ja não era bom há muito tempo), mas também vivendo uma crise familiar, desde a morte do meu querido pai (...), comecei a vender parte das minhas "tralhas" pessoais, carro, objetos, televisão, alguns objetos pessoais de decoração, etc. 

Em paralelo, sai do meu apto e aluguei. 

Foi assim que eu levantei acampamento e fui para Portugal. 

Antes, pensei onde viver. Tinha várias opções, pois mandei várias "aplicações" de Doutorado.

 Primeiro, foi para a FEP, Faculdade de Economia do Porto, depois, a Universidade do Minho, Coimbra, e, finalmente, Évora (Alentejo). Passei em todas, sem problema. Depois compreendi estas "facilidades". Os tugas acolhem pois adoram $$ e as universidades públicas são mais caras para estrangeiros.

Como eu ingressei numa complicada transição, entre consulado, despachantes, problemas familiares, perda de prazos, acabei optando por Évora, uma cidade murada no Alentejo. Foi a única a deixar que eu começasse três/quatro meses depois de iniciada grade normal do doutorado. 

Vivi poucas e boas na terrinha. De início, o desafio da taxa de câmbio. Quando cheguei à Évora a taxa de câmbio era de R$ 3,75. Ao fim, foi a R$ 5,90.

Recebi uma proposta de trabalho em dezembro de 2021, no Brasil...aceitei de pronto. Vim em fev22 e o mundo em processo de normalização pós pandemia. Peguei Covid neste mês e só pude embarcar dia 21. 

Não deu certo por uma série de fatores que fugiam ao meu controle. Na verdade, eram um bando de perdidos que não sabiam o que fazer diante da predominância de dois players agressivos, o BTG e a XP. Mas conclui que operar uma corretora é uma grande pantomina. Impossível dar dinheiro.

Agora, cá estamos num novo projeto. São estas as propostas de trabalho.

1) Call Matinal (áudio, e um em PDF mais completo, entre 9h00 e 10h00, com gráficos e tabelas ilustrativas) (*). Importante observar, pela experiência pregressa, que este, assim como o Fechamento,  são formalidades. Essencial no Matinal é comecar a fazê-lo para entregar antes da abertura e da concorrência. Se não, zero de eficácia. O mesmo se aplica no fechamento. E ambos devem ser rápidos e objetivos;

2) Relatórios aleatórios, repercutindo eventos que ocorram (*)

3) Relatório semanal entre domingo e segunda-feira (*). Tendência é começar a fazê-lo no fim de semana;

4) Relatórios especiais, abordando temas específicos (*) (exemplo, economia chinesa, Agenda econômica do novo governo eleito nos EUA); 

5) Agroanalysis ConfianceTec. Relatório sobre o setor Agropecuário (*);

6) Relatório Mensal (em PPT e em breve, em world) (*)

7) Construção de Cenários (trabalho especial) (*)

(*) Em cobrança.

Jairo José da Silva

 "Enquanto Biden é defumado por índio de Adidas e se perde no mato na irrelevância do Rio, o estado profundo que age em seu nome dá aval para que a Ucrânia use mísseis de longo alcance americanos na guerra.

O objetivo é claro, escalar o conflito a tal ponto que Trump não possa fazer o que prometeu, um acordo de paz.

Os democratas americanos são historicamente aliados da indústria armamentista, por isso são sempre eles que criam as guerras, não os republicanos.

Devem estar com medo de perder a boquinha."


Call Matinal ConfianceTec 1911

 CALL MATINAL CONFIANCE TEC

19/11/2024 

Julio Hegedus Netto,  economista.


MERCADOS EM GERAL


FECHAMENTO DE SEGUNDA-FEIRA (18)

MERCADO BRASILEIRO


O Ibovespa encerrou o pregão na segunda-feira (18) em queda marginal de 0,02%, a 127.768 pontos. Já o dólar encerrou em queda de 0,70%, a R$ 5,7474. Mercados seguem sem rumo definido, diante da elevada a expectativa em torno do pacote fiscal.

  

MERCADOS HOJE:


Os índices futuros dos EUA operam em queda no início desta manhã de terça-feira.


PRÉVIA DOS MERCADOS HOJE (19):


EUA: 🇺🇸

Dow Jones Futuro, -0,12%

S&P 500 Futuro, -0,15%

Nasdaq Futuro, -0,19%


Ásia-Pacífico:

Shanghai SE (China), +0,67%

Nikkei (Japão), +0,51%

Hang Seng Index (Hong Kong), +0,44%

Kospi (Coreia do Sul), +0,12%

ASX 200 (Austrália), +0,89%.


Europa: 🇪🇺

FTSE 100 (Reino Unido), +0,21%

DAX (Alemanha), -0,36%

CAC 40 (França), -0,21%

FTSE MIB (Itália), -0,65%

STOXX 600, -0,03%

Commodities:

Petróleo WTI, -0,53%, a US$ 68,79 o barril

Petróleo Brent, -0,48%, a US$ 72,93 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +3,05%, a 776,00 iuanes.


NO DIA, 19/11


Abrindo os trabalhos nesta terça-feira (19) de olho no balanço de Walmart, antes da abertura em NY, e da Nvidia, amanhã.


Ambos são considerados importantes no curto prazo, depois do rali do “Trump Trade” se esgotar em NY e diante das tensões geopolíticas. As guerras no Oriente Médio e na Ucrânia ingressam em escalada, depois dos EUA anunciar o fornecimento de mísseis de longo alcance à Ucrânia. Por aqui, a cúpula do G20 se encerra no início da tarde de hoje. Amanhã ou quinta-feira deve ser anunciado o pacote fiscal. Hoje sem indicadores, véspera do feriado da Consciência Negra, com RCN falando em evento da ACSP.


AGENDA 1911:


Indicadores:

05h00. Brasil/Fipe: IPC da 2ª quadrissemana de novembro

07h00. Zona do euro/Eurostat: CPI de outubro

08h00. Brasil/FGV: IGP-M 2ª leitura de novembro

10h30. EUA/Deptº Comércio: Construção de moradias iniciadas em outubro


Eventos:

10h30. Brasil: Campos Neto (BC) participa de evento da ACSP

17h00. O diretor do BC Diogo Guillen palestra no Curso Estadão de Jornalismo Econômico 

22h15. China: PBoC decide taxa de juros (LPR) de 1 e 5 anos.

     

Julio Hegedus Netto, economista da ConfianceTec 

 

Boa terça-feira e bons negócios!


PS. Em breve, um novo Call Matinal.

MZ Matinal 1911

 🌎🇧🇷🇺🇸 Campos Neto e CPI da zona do euro são destaques 


O balanço de Walmart, antes da abertura em NY, é importante para avaliar a força do consumo quando as vendas do varejo começam a entrar na temporada de pico. Mas é o resultado da Nvidia, amanhã, que é aguardado com maior expectativa e considerado o principal catalisador de curto prazo, após o rali do “Trump Trade” dar sinais de esgotamento em Wall Street e em meio ao acirramento das tensões geopolíticas. As guerras no Oriente Médio e na Ucrânia constam do comunicado do G-20, mas sem condenações à Rússia e a Israel. Em vitória do governo Lula, o documento incluiu também a intenção de taxar os super-ricos. A cúpula se encerra no início da tarde de hoje. A agenda de indicadores é fraca, tanto lá fora quanto aqui, onde Roberto Campos Neto volta a falar em evento da ACSP (10h30). (Rosa Riscala)


👉 Confira abaixo a agenda de hoje


Indicadores

▪️05h00 – Brasil/Fipe: IPC da 2ª quadrissemana de novembro

▪️07h00 – Zona do euro/Eurostat: CPI de outubro

▪️08h00 – Brasil/FGV: IGP-M 2ª leitura de novembro

▪️10h30 – EUA/Deptº Comércio: Construção de moradias iniciadas em outubro


Eventos

▪️10h30 – Brasil: Campos Neto (BC) participa de evento da ACSP

▪️17h00 – O diretor do BC Diogo Guillen palestra no Curso Estadão de Jornalismo Econômico 

▪️22h15 – China: PBoC decide taxa de juros (LPR) de 1 e 5 anos 


Balanços

▪️EUA/antes da abertura: Walmart


🔎 Veja os principais indicadores às 5h40 (horário de Brasília):


🌏 EUA

* Dow Jones Futuro: -0,12%

* S&P 500 Futuro: -0,15%

* Nasdaq Futuro: -0,19%

🌏 Ásia-Pacífico

* Shanghai SE (China), +0,67%

* Nikkei (Japão): +0,51%

* Hang Seng Index (Hong Kong): +0,44%

* Kospi (Coreia do Sul): +0,12%

* ASX 200 (Austrália): +0,89%

🌍 Europa

* FTSE 100 (Reino Unido): +0,21%

* DAX (Alemanha): -0,36%

* CAC 40 (França): -0,21%

* FTSE MIB (Itália): -0,65%

* STOXX 600: -0,03%

🌍 Commodities

* Petróleo WTI, -0,53%, a US$ 68,79 o barril

* Petróleo Brent, -0,48%, a US$ 72,93 o barril

* Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +3,05%, a 776,00 iuanes (US$ 107,21)

🪙 Criptos

* Bitcoin, +0,17%, a US$ 91.582,33


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Bankinter Portugal Matinal 1911

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: ONTEM subiu sem razões de peso, apenas por contrarreação inercial aos retrocessos de sexta-feira. Continuamos numa fase fraca de adaptação que se prolongará durante algum tempo, com terça e quarta-feira laterais ou em baixa para melhorar desde quinta-feira com Nvidia, se tudo correr bem. Porque o importante desta semana, o que definirá o tom, será a publicação de Nvidia, na quarta-feira, no fecho de Nova Iorque, influenciando na sessão de quinta-feira. Insistimos em que, se Nvidia cumprir resultados (EPS esperado 0,742$; +85%) e guidance, a confiança sobre a tecnologia e, por extensão, no mercado, sairá reforçada; se dececionar, irá complicar tudo durante algum tempo. Desta vez, a chave para interpretar Nvidia será o ritmo de vendas do seu chip de última geração Blackwell, sobre o qual não há estimativas precisas, porque oscilam entre 5bn$ e 13bn$. Não será de interpretação imediata. 

 

Entretanto, HOJE, às 12h, publicação de WalMart (EPS 0,53$; +3,8%) e, às 13:30h, saem dados imobiliários americanos (Habitações Iniciadas e Autorizações de Construção), mas influenciarão pouco neste contexto; além disso, esperam-se resultados continuístas. WalMart é o maior empregador do mundo, depois do governo chinês, por isso, algo influencia uma sessão que parece destinada a manter-se ligeiramente positiva (+0,2%/+0,1%?), mais ou menos com igual indiferença entre EUA e Europa. As expetativas de menos descidas de taxas de juros nos EUA fazem com que o USD hesite e até retroceda um pouco desde os seus máximos recentes ca.1,05/€, mas o pior momento parece ter passado, a julgar pela minúscula subida das obrigações nas últimas horas e a sua aparente tentativa de estabilização à volta das yields atuais. O petróleo (Brent) subiu desde 71,1$ até 73,4$ devido à paralisação temporária da produção no campo norueguês Sverdrup, o maior de Europa Ocidental, que se deve a uma queda de fornecimento elétrico (suspeita de ser um ataque híbrido russo) que já foi reestabelecido. 

 

Em suma, continuamos à espera de Nvidia, embora com um mercado mais disposto a apostar na estabilização e um pouco de subida, o que permite pensar numa sessão com um desenvolvimento deste tipo, com o USD ca.1,06/€ e yield das obrigações menos vulneráveis, mas menos do que nestes dias que passaram. 

 

S&P500 +0,4% Nq-100 +0,7% SOX +1,1% ES-50 -0,1% IBEX +0,3% VIX 15,6% Bund 2,37% T-Note 4,41% Spread 2A-10A USA=+13pb B10A: ESP 3,07% PT 2,81% FRA 3,10% ITA 3,57% Euribor 12m 2,432% (fut.2,136%) USD 1,059 JPY 163,8 Ouro 2.623$ Brent 73,4$ WTI 69,3$ Bitcoin +0,5% (91.883$) Ether -0,2% (3.131$). 

 

FIM

BDM Matinal Riscala 1911

 *Rosa Riscala: Às vésperas do pacote, mercado endossa relevância fiscal*


Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*


… O balanço da Walmart, antes da abertura em NY, é importante para avaliar a força do consumo, quando as vendas do varejo começam a entrar na temporada de pico. Mas é o resultado da Nvidia, amanhã, que é aguardado com maior expectativa e considerado o principal catalisador de curto prazo, após o rali do “Trump Trade” dar sinais de esgotamento em Wall Street e em meio ao acirramento das tensões geopolíticas. As guerras no Oriente Médio e na Ucrânia constam do comunicado do G-20, mas sem condenações à Rússia e a Israel. Em vitória do governo Lula, o documento incluiu também a intenção de taxar os super-ricos. A cúpula se encerra no início da tarde de hoje. A agenda de indicadores é fraca, tanto lá fora como aqui, onde Roberto Campos Neto volta a falar em evento da ACSP (10h30).


… Em sua despedida do cargo, o presidente do BC, que passou o mandato dizendo que não comentaria política fiscal, agora não tem outro assunto. Ontem, RCN disse que o ideal é que o pacote se concentre em cortes de gastos, e não em aumento de receitas.


… “O mercado financeiro entende hoje que, para ter efeito de choque positivo, tem que ser baseado mais em cortes de gastos, sob o risco de interditar o processo de melhora da percepção dos agentes com a política fiscal”, afirmou.


… A expectativa é de um ajuste de R$ 70 bilhões nos próximos dois anos, por meio de medidas estruturais como de alterações na regra do salário mínimo, que passaria a ter aumentos limitados a 2,5% acima da inflação, em conformidade com o arcabouço fiscal.


… Apesar da sinalização positiva de Haddad, que confirmou em entrevista à CNBC que as medidas estão fechadas e devem ser anunciadas “brevemente”, a curva de juros futuros continua operando em níveis elevados de estresse.


… Além do receio sobre o que virá no pacote, o avanço das projeções para o IPCA na pesquisa Focus pesou, nesta 2ªF, com as expectativas de inflação cada vez mais distantes da meta, impulsionadas adicionalmente por um câmbio mais depreciado (leia abaixo).


A LIVE DA WARREN – Debatedores do evento online, nesta 2ªF, foram unânimes em defender a desvinculação dos pisos constitucionais da Saúde e Educação como um dos pontos importantes do pacote fiscal para fortalecer o arcabouço.


… Mas essa é uma medida que permanece como dúvida e, segundo apuração de bastidores, com pequenas chances de ser adotada.


… Além do economista-chefe da Warren Investimentos, Felipe Salto, e do estrategista-chefe, Sérgio Goldenstein, participaram também o ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy (atual Banco Safra) e a ex-secretária do Tesouro Ana Paula Vescovi (atual Santander).


… Mesmo reconhecendo que “não há nenhuma indicação de que o fiscal vai sair do controle” em 2025, Levy afirmou que as despesas com Saúde e Educação devem aumentar dentro do limite de até 70% do crescimento da receita e não serem ligadas à arrecadação.


… Também para Salto, há a necessidade de medidas que alterem a atual dinâmica dos pisos constitucionais de Saúde e Educação, o que, segundo ele, poderia ser feito aumentando os repasses do governo à Educação (Fundeb), de 30% para 60%.


… Salto considera o arcabouço uma regra com flexibilidade mais adequada que o antigo teto de gastos, mas reforça que não é suficiente sozinho para resolver a questão fiscal no Brasil. Defende ainda a inclusão de despesas tributárias no pacote de corte de gastos.


… Já Ana Paula Vescovi comentou que o sentimento geral é que o País está nas cordas com a política fiscal há mais de dez anos.


… “Essa discussão nasceu uns 20 anos atrás, quando já se percebia a questão do envelhecimento populacional, o problema demográfico no Brasil que sobrecarregou o canal da Previdência Social e representa mais de 90% das despesas obrigatórias.”


… Assim, Vescovi considera que o mais impactante no esperado pacote fiscal seria mudar a base de indexação das despesas de Educação e Saúde, que, junto com as emendas parlamentares e o fundo constitucional do DF, deixa o novo marco fiscal “incoerente”.


REVÉS NAS EMENDAS – A Câmara busca consenso para votar hoje as alterações efetuadas pelo Senado nesta 2ªF no projeto de lei complementar que muda as regras para uso das emendas parlamentares.


… O governo Lula foi derrotado na votação de duas propostas que ajudariam a cumprir o arcabouço fiscal e encaixariam as emendas parlamentares no pacote de corte de gastos que está para ser divulgado.


… Uma das propostas rejeitada daria poder ao governo de cortar emendas para cobrir o crescimento de gastos obrigatórios e ajudar a cumprir o arcabouço fiscal neste e nos próximos anos.


… A outra proposta derrubada pelos senadores carimbava metade das emendas de comissão, herdeiras do orçamento secreto, para a saúde, o que aliviaria o cumprimento do piso constitucional da área em R$ 6 bilhões.


G20 – Em uma vitória contra a resistência da Argentina, o Brasil conseguiu emplacar no comunicado final da reunião de cúpula, divulgado um dia antes do final do encontro, a intenção de buscar cooperação para taxar os super-ricos.


… Seria uma das formas de financiar o combate à fome e à pobreza e reduzir desigualdades sociais.


… O documento, porém, reforçou a soberania tributária de cada país, esvaziando o esforço de uma taxação global. Ainda assim, a diplomacia brasileira comemorou. Os países prometem voltar a discutir o tema em novas reuniões.


… Lula calculou ontem, no Rio de Janeiro, que a taxação de 2% sobre o patrimônio dos super-ricos pode gerar US$ 250 bilhões por ano globalmente para serem investidos no enfrentamento dos desafios sociais e ambientais.


… O presidente encerra hoje a agenda do G20, almoça com Biden (14h30) e volta a Brasília no fim da tarde.


MAIS AGENDA – O diretor do BC Diogo Guillen palestra no Curso Estadão de Jornalismo Econômico (17h).


… Saem dois dados parciais de inflação em novembro: o IPC-Fipe da 2ª quadrissemana (5h) e a segunda leitura do IGP-M.


LÁ FORA – Às 10h30, saem nos EUA as construções de moradias iniciadas em outubro. A zona do euro solta o CPI de outubro (7h), que deve repetir os resultados de setembro: alta de 0,3% (mensal) e de 2,0% (anual).


… No fim da noite (22h15), o PBoC decide a taxa de juros (LPR) de 1 e 5 anos, em meio à expectativa do mercado por mais estímulos econômicos.


AFTER HOURS – Super Micro Computer saltou 39,79% depois de ter apresentado à SEC um plano para evitar a deslistagem da empresa do índice Nasdaq.


… Após ter perdido prazos para fornecer relatórios financeiros aos investidores por dois trimestres seguidos, a fabricante de servidores disse que pretende recuperar a conformidade de acordo com as regras da SEC.


ONDAS DE EXAGERO – A curva do DI volta a provocar o BC, projetando 100% de probabilidade de o Copom ter que acelerar a dose de aperto do juro para 75pb em dezembro e precificando Selic terminal acima de 14%.


… A crise de estresse exibida pelos juros futuros teve como gatilho ontem a piora das apostas para a inflação e política monetária no Focus, que descolou o DI do alívio do dólar e da acomodação dos yields dos Treasuries.


… O Jan/26 subiu a 13,30%, de 13,18% no fechamento anterior, e o Jan/27 saiu de 13,35% para 13,46%. Foram os maiores níveis de fechamento em quase dois anos, desde dezembro/2022. O Jan/29 subiu a 13,24% (de 13,18%).


… No boletim do BC, a mediana para a inflação suavizada dos próximos 12 meses – medida que ganhou importância com a meta contínua – subiu de 4,09% para 4,14%.


… Para o IPCA/2024, a mediana avançou pela 7ª semana seguida, de 4,62% para 4,64%, acima do teto da meta, de 4,50%. Para 2025, saiu de 4,10% para 4,12%, e, para 2026, de 3,65% para 3,70%.


… Diante da desancoragem das expectativas, a projeção para a Selic/25 no Focus subiu de 11,50% para 12%.


… O Itaú vê um nível bem acima disso. Em sua revisão mensal de cenário, o banco elevou a projeção da taxa básica a 13,5% no decorrer de 2025, ante 12% estimados em setembro.


… A projeção do ritmo de aperto, antes em 50pb em dezembro, agora subiu a 75pb.


… Caso ocorra uma redução significativa do prêmio de risco, se o governo sinalizar um compromisso maior com o ajuste fiscal, o ciclo de juros pode ser menor, diz o Itaú.


… Apesar da projeção de Selic mais alta no fim do ciclo, a expectativa do banco é de um IPCA de 4,8% (ante 4,4% antes) em 2024 e 5% (de 4,2%) em 2025.


… As mudanças, segundo o Itaú, respondem ao câmbio depreciado pelas incertezas fiscais e pressões externas. O banco espera dólar em R$ 5,70 em 2024 e 2025, acima da previsão anterior, de R$ 5,40 e R$ 5,20, respectivamente.


… Mas ontem, pelo menos, o dólar relaxou, diante da queda da moeda no exterior e da alta dos preços das commodities. Fechou em baixa de 0,70%, a R$ 5,7474.


… Além do mercado no Focus, também a Fazenda elevou sua projeção de inflação, que beira o teto da meta. Para o IPCA em 2024, a revisão a foi de 4,25% para 4,40%, só 0,1pp abaixo do limite superior da banda.


… Para 2025, o IPCA passou de 3,40% para 3,60%. O INPC, que corrige o salário mínimo, foi revisto de 4,10% para 4,40% em 2024 e de 3,20% para 3,40% em 2025.


… A previsão da Fazenda para o IGP-DI em 2024 deu um salto, de 3,80% para 6,40%. A revisão refletiu o aumento do preço da carne bovina e o câmbio. Para 2025, o IGP-DI saiu de 3,80% para 4%.


… Uma desaceleração da economia em 2025 pode dar um alívio na pressão sobre a inflação, segundo Ana Paula Vescovi, economista-chefe do Santander.


… Em evento da Warren ontem, ela avaliou que o Brasil deve ter um “pouso suave” em 2025, com PIB pouco abaixo de 2%, diante da reversão do impulso fiscal visto este ano.


O RICO DINHEIRINHO – Vazaram no meio da tarde ao mercado algumas informações sobre o plano estratégico da Petrobras para os próximos cinco anos, que sairia só 5ªF, e a estatal resolveu antecipar a prévia.


… Simultaneamente à divulgação dos números, as ações da empresa aceleraram os ganhos e fecharam com altas firmes (ON, +2,57%, a R$ 41,55; e PN, +2,50%, a R$ 38,20), porque o investidor gostou do que viu.


… O que mais agradou foi a perspectiva positiva para os dividendos, com um aumento na faixa mínima de distribuição dos dividendos ordinários. O piso, que antes era de US$ 40 bilhões, passou para US$ 45 bilhões.


… A Petrobras divulgou ainda flexibilidade para pagamento de dividendos extraordinários de até US$ 10 bilhões. O patamar está dentro do estabelecido no plano passado, que previa pagamentos entre US$ 5 bi e US$ 10 bi.


… Mas desperta a esperança de que o valor a ser desembolsado pela companhia possa ficar no teto.


… Existe a expectativa de que na 5ªF, quando o plano será submetido à apreciação pelo conselho de administração, possa ser revelado o volume de pagamento dos dividendos extraordinários para este ano.


… Em relação aos dividendos ordinários, a XP acredita em distribuição de US$ 52 bilhões, assumindo o preço do petróleo Brent a US$ 70. Ontem, o barril para janeiro disparou 3,18%, cotado a US$ 73,30 na ICE londrina.


… A alta expressiva respondeu aos sinais de piora do clima geopolítico na Europa e no Oriente Médio.


… Um dia depois de a Rússia ter lançado o seu maior ataque aéreo contra a Ucrânia em quase três meses, o governo Biden decidiu permitir que a Ucrânia use mísseis de longo alcance americanos para atacar os russos.


… A decisão foi interpretada pelo Kremlin como envolvimento direto dos EUA na guerra. O rali do petróleo contou ainda com apoio da queda do dólar, em correção depois da sequência de altas com a vitória de Trump.


… Tirando a questão dos dividendos, a prévia do plano estratégico da Petrobras não trouxe surpresas.


… Os investimentos totais de US$ 111 bilhões estão em linha com os US$ 102 bilhões da gestão Prates, assim como a destinação da maior parte dos recursos – cerca de 70% – para a área de Exploração e Produção.


… O plano anterior destinava US$ 73 bilhões para o segmento, ou 71,5% do total, enquanto o novo, com US$ 77 bilhões, apesar de um valor mais alto, se confirmado pelo conselho de administração, representa 69,3% do total.


… Apesar de os papéis da Petrobras terem operado turbinados e de as ações da Vale (ON, +1,25%, a R$ 57,55) terem quebrado o jejum de altas, após cinco quedas seguidas, o Ibovespa não abandonou a estabilidade.


… Fechou aos 127.768,19 pontos (-0,02%), em meio à espera do pacote fiscal e à piora das expectativas de inflação indicadas pelo boletim Focus. O volume financeiro somou R$ 22,6 bilhões, dentro das médias recentes.


… Citando as preocupações com a situação das contas públicas, o Morgan Stanley rebaixou a recomendação das ações brasileiras para underweight (exposição abaixo da média do mercado, equivalente à venda).


… “O Brasil permanece em um impasse fiscal que provavelmente necessitará de um ponto de virada.”


… Para o banco, a capacidade de o governo Lula convencer os mercados financeiros sobre as metas fiscais é um fator considerado chave para manter a confiança de investidores domésticos e internacionais no País.


… Destaque ontem no Ibovespa, os papéis da CSN escalaram 9,21%, negociados a R$ 11,62, em movimento influenciado pelo anúncio da distribuição de R$ 730 milhões em dividendos intermediários.


… Entre os bancos, Bradesco ON avançou 0,92% (R$ 12,13), Bradesco PN ganhou 1,40% (R$ 13,72) e BB ON teve elevação de 1,34% (R$ 25,71). Por outro lado, Santander caiu 1,21%, a R$ 25,37, e Itaú cedeu 0,35%, a R$ 34,30.


CORPORATE WEEK – Sem indicadores relevantes nos próximos dias, o noticiário corporativo dá as cartas esta semana em NY.


… Nasdaq (+0,60%; 18.791,81 pontos) e S&P 500 (+0,39%; 5.893,80 pontos) recuperaram pequena parte das fortes perdas da semana passada, puxados por Tesla (+5,62%) e ações de energia, impulsionadas pelo salto do petróleo.


… Uma pausa no “Trump trade”, que permitiu queda nos juros dos Treasuries e no dólar, também ajudou as ações. Na contramão, o Dow Jones caiu 0,13%, aos 43.389,60 pontos.


… A Tesla se beneficiou da notícia da Bloomberg de que a equipe de Donald Trump está trabalhando em formas de facilitar a regulamentação sobre veículos autônomos.


… Embora Nvidia tenha recuado 1,29% com notícias de superaquecimento de seus chips Blackwell, a expectativa em torno de um bom resultado trimestral permeou os negócios ontem.


… O resultado da big tech tem o potencial de ditar a dinâmica do mercado no curto prazo e, a partir dele, os investidores vão avaliar se a euforia com a IA, que comandou o rali das bolsas neste ano, ainda tem fôlego.


… Segundo o BofA, sozinha, a Nvidia foi responsável por 20% do retorno do S&P 500 no último ano.


… Balanços de varejistas também são amplamente aguardados nesta semana, que serão importantes para avaliar a força do consumo americano. Hoje, saem resultados de Walmart e Lowe’s e, amanhã, da Target.


… Nos Treasuries, o retorno da note de 10 anos chegou a se aproximar dos 4,5%, mas depois recuou e no fim da tarde em NY estava em 4,419%, de 4,440% na sessão anterior. O da note de 2 anos cedeu a 4,284% (de 4,321%).


… As moedas europeias ganharam força durante a tarde e o índice DXY recuou 0,39%, a 106,275 pontos.


… Com declarações hawkish de membros do BCE, o euro subiu 0,61%, a US$ 1,0592.


… Gabriel Makhlouf alertou que um corte de juros em dezembro “ainda não é certo” e Boris Vujcic disse que o aumento de gastos com defesa pode gerar mais inflação na região.


… A libra avançou 0,55%, a US$ 1,2675. O iene caiu 0,20%, a 154,654/US$.


… W. Brad Bechtel, chefe global de câmbio do Jefferies, disse que o dólar está perto da sobrecompra, em um período historicamente ruim para a moeda. Em 8 dos 10 últimos anos, o desempenho foi negativo em dezembro.


EM TEMPO… PETROBRAS fará resgate antecipado das 5,299% Global Notes com vencimento em 2025 e das 6,25% Global Notes com vencimento em 2026, no montante de US$ 1,2 bilhão.


MULTIPLAN inaugurou expansão do ParkShoppingBarigüi, em Curitiba, adicionando 14,3 mil m² de Área Bruta Locável (ABL) ao empreendimento…


… No total, foram investidos R$ 400 milhões na expansão do shopping, que agora conta com uma ABL de 65,3 mil m² e 417 lojas.


ALLOS atualizou valor a ser pago por ação dos dividendos aprovados em outubro, devido à alteração no número de ações em tesouraria em decorrência de programa de recompra…


… Valor a ser pago passou de R$ 0,0951 para R$ 0,0964 por ação; pagamento será realizado em 3/12.


COPEL renovou concessões das hidrelétricas de Foz do Areia, Salto Caxias e Segredo por 30 anos com outorga total de R$ 4,1 bilhões; usinas representam 64% da capacidade instalada da companhia.


TAESA. Ibama concedeu a licença de instalação para a linha de transmissão Açailândia – Dom Eliseu II, da concessão Tangará. Dessa forma, todas as licenças previstas para o projeto foram obtidas.


EQUATORIAL GOIÁSfará 9ª emissão de debêntures no valor de R$ 1 bilhão.


GOOGLE. Departamento de Justiça dos EUA deve forçar a venda do navegador Chrome, após um juiz determinar, em agosto, que a empresa monopolizou ilegalmente o mercado de buscas…


… É o esforço mais agressivo do governo dos EUA para controlar uma empresa de tecnologia desde que Washington tentou, sem sucesso, desmembrar a Microsoft há duas décadas.

segunda-feira, 18 de novembro de 2024

Morgan corta Brasil

 Morgan corta exposição no Brasil para “venda” e projeta Ibovespa a 146 mil em 2025

Em relatório em que destaca as projeções para os mercados da América Latina para 2025, o Morgan Stanley reduziu a sua exposição para o Brasil na região para underweight (exposição abaixo da média do mercado, equivalente à venda), por conta do risco político e preocupações fiscais. O banco também é underweight em ações do México.


A política atrapalhou o momento da América Latina e vários obstáculos precisam ser superados para que a região “redesenvolva” uma narrativa clara de investimento, avalia o Morgan, ressaltando que valuations baratos não são suficientes. Enquanto o banco está menos otimista com México e Brasil pro conta de riscos políticos e pontos de interrogação com o crescimento, estão overweight (exposição acima da média) com a região andina.


Para o banco, os riscos de dominância fiscal, caracterizado por um cenário em que a política monetária perde eficácia devido a um desequilíbrio nas contas públicas, do Brasil são muito altos.


“Há um cenário positivo para Brasil e México, mas é muito cedo para construir um portfólio em torno disso, e as coisas podem piorar antes de melhorar”, avaliam os estrategistas.


O cenário otimista para o Brasil, diz o Morgan, é um pouso suave para o atual modelo de crescimento impulsionado pela alavancagem que afeta os gastos e o consumo do governo (G&C), seguido por um reequilíbrio da economia em direção ao investimento e às exportações (I&X). As taxas de juros precisam cair no Brasil e o mercado precisa se afastar dos riscos associados à dominância fiscal.


“Monitoraremos os sinais de mudanças de curso pelos formuladores de políticas brasileiras que podem mudar a maré da dívida e dos gastos do governo para o investimento e, portanto, reduzir as taxas de juros, (…) permitindo o crescimento do investimento e maior VPL (Valor Presente Líquido) para lucros futuros para empresas brasileiras. Um ciclo liderado por investimentos para o Brasil impulsionaria um cenário otimista poderoso para o Brasil, mas taxas de juros mais baixas são necessárias”, reforça.


“Estamos com exposição abaixo em Brasil, pois o curso atual para os formuladores de políticas brasileiros sugere um alto risco de que esse cenário [mais positivo] se concretize”, complementam.


Para o México, o cenário otimista seria transformar o Acordo Estados Unidos-México-Canadá em uma estrutura ainda mais forte — até mesmo parecida com uma união aduaneira — e se beneficiar da relocalização adicional das cadeias de valor de manufatura para a América do Norte. O banco acredita que o México poderia ganhar muito com a eleição de Donald Trump à presidência dos EUA, mas vê que é muito cedo para projetar uma narrativa de investimento e portfólio em torno disso e há riscos claros também.


Com relação ao Brasil, os estrategistas do Morgan apontam que o país pode ser o mais afetado com a eleição de Trump por meio do canal financeiro, pois um câmbio mais fraco e taxas mais altas podem aumentar as condições financeiras já apertadas no Brasil. Isso se aplica a todos os mercados da América Latina e é um fator determinante para a fraqueza do câmbio latino-americano que é essencialmente negativo para todos os mercados. Por outro lado Brasil é o mais afetado pelo risco para o canal financeiro, pois um câmbio mais fraco e taxas mais altas podem afetar as condições financeiras já apertadas no Brasil.


O Morgan aponta, no seu cenário-base, o dilema fiscal mantendo as taxas altas — o governo fazendo alguns cortes de gastos próximos às expectativas do mercado (de cerca de R$ 50 bilhões) — o crescimento econômico e dos lucros desacelerando, mas evitando uma recessão, além das saídas líquidas dos fluxos de ações domésticas permanecendo nos níveis atuais. O banco tem uma projeção para o cenário-base do Ibovespa para 2025 a 146 mil pontos, ou potencial de alta de 14% em relação ao fechamento de quinta.

Ailton Braga

  Hoje, 02/02/2026, saiu no Blog do IBRE da FGV, artigo meu em que faço análise da interação entre política fiscal e política monetária, a p...