terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

JR Guzzo

 Nunca se viu tanta incompetência, velhacaria e cretinice em um governo

Por J.R. Guzzo

Gazeta do Povo, 17/02/2025


"Uma das partes que o público mais esperava, nas comédias do Gordo e o Magro, era a hora em que os dois armavam algum plano absolutamente estúpido, iam em frente e, depois, ficavam chocados com o fato de que não tinha dado certo. É um retrato do Brasil de hoje neste terceiro ano de governo Lula. O presidente, seus ministros, seus aspones e até a sua mulher fizeram, desde o primeiro dia, coisas que nem o Gordo e o Magro aprovariam.


Nunca se viu, na história da República, um concentrado igual de incompetência, velhacaria e cretinice em estado bruto, 24 horas por dia, fora a roubalheira – estão roubando até marmita. Está na cara que só pode dar mesmo num desastre com perda total. Mas quando vem o desastre, todo mundo se espanta: Santo Deus de Misericórdia, o que está acontecendo com o Brasil?


Está acontecendo o que tinha de acontecer, só isso – aliás, da forma que muita gente vem dizendo desde o primeiro dia, como a Gazeta do Povo e uns poucos outros. Se você esquenta uma chaleira no fogo, a água vai ferver quando chegar aos 100 graus; não há nenhuma outra possibilidade. O governo Lula está assando a batata dele antes mesmo de assumir, quando montou a sua patética “equipe de transição”, com mais de 1000 pessoas, para “preparar” a administração. (Na área do “combate à fome”, para se ter uma ideia, colocaram uma chefe de cozinha.) Desde então, só tiveram ideias péssimas, ou não tiveram ideia nenhuma, e só tomaram decisões erradas. A água ferveu.


O presidente, mal tinha posto o pé no palácio, saiu viajando freneticamente para mostrar o mundo à mulher nova – uma coisa ridícula, ofensiva e estupidamente cara. Não consegue manter de pé uma ponte sobre o Rio Tocantins, mas se mete a falar no “genocídio dos palestinos”, dá palpites que ninguém ouve e quer o fim do dólar como moeda mundial de troca. Com o Rio Grande do Sul devastado pelas enchentes, a única coisa que lhe passou pela cabeça foi fazer marketing. Tentou organizar um leilão inútil e demagógico para importar arroz e distribuir “ao povo” a preço “justo”. Não conseguiram, sequer, fazer o primeiro pregão – descobriu-se que já tinha gente querendo roubar.


Num país chocado pelo disparo dos assassinatos para roubo de celular, Lula continua sustentando que acha “inadmissível” a punição de “jovens” que matam porque querem tomar uma “cervejinha” com o fruto dos homicídios que cometeram. Seu governo persegue fanaticamente as polícias estaduais (salvo as dos estados governador pelo PT), a quem acusam de “massacrar” criminosos que no seu entender não são criminosos, e sim “vítimas da sociedade”.


Inventa um falso “pleno emprego”, ao contar como “empregados” os 54 milhões que recebem o Bolsa Família. Os juros caminham para 15% ao ano. A inflação está roncando nas prateleiras dos supermercados. Sua mulher se exibe com dancinhas, palhaçadas e shows que torram dezenas de milhões em dinheiro público; acha que assim está ajudando a “imagem do governo”.


O governo Lula tem uma causa só – combater a anistia. O presidente da República, impaciente, diz que não haveria inflação se o brasileiro não fosse irresponsável e insistisse em comprar coisas caras. O governo socou impostos em cima das compras de até 50 dólares na internet, voltou a cobrar Imposto Sindical, que estava morto, e fez do real uma das moedas que mais se desvalorizou no mundo em 2024. Meteu-se numa horrenda tentativa de “fiscalizar” o Pix. O ministro da Fazenda diz que “desacreditar” medidas do governo “é crime”. Lula diz que está comendo ovos de pata, de jabuti e de ema – e acha que o povo deve fazer como ele. Não há vestígio de uma coisa útil, uma só, que o seu governo tenha feito.


Daí vem as pesquisas de opinião e dizem – até elas – que a popularidade de Lula está indo cada vez mais rápido para o diabo, e o que acontece? Os analistas políticos, que em mais de dois anos inteiros vem se recusando terminantemente a admitir que o governo Lula é um filme catástrofe, pelo descrito acima e muito mais, entram em transe para dar explicações e falar sobre “cenários”. Vão falar tudo, menos que os direitos autorais do desastre são de Lula, de ponta a ponta. Lula não erra. Só comete “deslizes”, ou “equívocos”, ou “leituras incorretas” e o resto dessa idiotice toda. O resultado está aí."


Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/jr-guzzo/governo-lula-incompetencia-velhacaria-cretinice/

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Fundação FHC

Sem dúvida de que foi no governo FHC q os programas sociais começaram a tomar tração. Digamos que sim, Ruth Cardoso foi a mão do Bolsa Família. Todo seu desenho, formulação, ideia central, condicionalidades, tudo saiu da cabeça dela. 

No início de 1995, Fernando Henrique Cardoso assinou o Decreto nº 1.366, que instituiu o Programa Comunidade Solidária, considerado uma das melhores iniciativas de âmbito social de seu governo.


Criado por Ruth Cardoso, o programa inovador tinha como objetivo fomentar o desenvolvimento local sustentável, para além das políticas públicas. Seu conselho, presidido por Ruth, propunha uma parceria entre sociedade civil, organizações não-governamentais, empresas, universidades e governo. A Comunidade Solidária tinha três linhas de atuação: fortalecimento da sociedade civil, abertura de novos canais de diálogo com o governo e formação de parcerias para realizar programas inovadores de desenvolvimento social.

O Programa atuou pelo Brasil e se ramificou em outros projetos. Alguns exemplos: Universidade Solidária (UniSol); Capacitação Solidária (CapaSol); Artesanato Solidário (Artesol) e Alfabetização Solidária (AlfaSol), destinado a combater o analfabetismo juvenil. De 2002 a 2008, Ruth presidiu a Comunitas — organização criada com o objetivo de prosseguir com as ações da Comunidade Solidária.

Acesse o arquivo de Ruth Cardoso pelo Portal do Acervo: http://acervo.ifhc.org.br/

Vale a pena visitar também duas exposições virtuais do Acervo:

- Ruth Cardoso, formadora: https://lnkd.in/dUbx-tgv
- Uma viagem a Ruth Cardoso por meio do seu arquivo pessoal: https://lnkd.in/ddEs8Kyr

📷 Posse de Ruth Cardoso no cargo de presidente do Programa Comunidade Solidária; 21 de fevereiro de 1995

📷 Capa do livro “Comunidade Solidária: fortalecendo a sociedade e promovendo o desenvolvimento” (Comunitas - 2002)

Recuperação judicial avança

 





"Recuperação judicial avança com aumentos dos juros

Valor Econômico, Editorial, 18/02/25
Com o aumento das taxas de juros, a valorização do dólar e mais restrições ao crédito, a previsão é que o número de empresas em recuperações judiciais vai aumentar
Apesar de 2024 exibir economia aquecida e a maior taxa de crescimento econômico em mais de uma década, o número de empresas que entrou em recuperação judicial bateu recorde - 2.273, com um aumento de 61,8% em relação a 2023. Foi superado o recorde anterior, de 1.863 pedidos em 2016, informou a Serasa Experian. As micro e pequenas empresas foram as mais afetadas, representando quase três quartos dos pedidos de recuperação, um aumento de 78,4% em relação a 2023.
Com um passivo consolidado ao redor de R$ 50 bilhões, a Polishop, a rede de supermercados Dia, a Casa do Pão de Queijo, a Patense, a OEC, braço de construção da Odebrecht, a Coteminas e a Subway são exemplos de empresas de primeira linha em dificuldade financeiras que recorreram à recuperação judicial. A mais recente delas é a Bombril, com passivo tributário de R$ 2,3 bilhões.
As micro e pequenas empresas foram as mais afetadas em quantidade por terem menos capital de giro, menor acesso a empréstimos e falta de estrutura gerencial. Representaram 73,7% dos pedidos de recuperação. As companhias de médio porte foram o segundo grupo que mais pediu recuperação judicial em 2024 (18,3%), seguido das de grande porte (8%). Entre os setores, o de serviços liderou, com 41% do total registrado pela Serasa, pela representatividade na economia. As falências, porém, na contramão, diminuíram 3,5% na comparação anual.
Mas dois setores se destacaram em pedidos de recuperação em 2023, de acordo com dados do Monitor RGF da consultoria RGF & Associados. Um deles é o do agronegócio, afetado pela redução da produção causada por fatores climáticos negativos, pela queda dos preços das commodities e pelo aperto na concessão de crédito.
As recuperações judiciais também cresceram no setor imobiliário. Das 4.568 companhias que negociavam dívidas na Justiça no fim do ano passado, segundo o Monitor RGF, a maioria (28,8%) é do setor imobiliário. A incorporação de empreendimentos imobiliários lidera o número de reestruturações, com 314 companhias nessa situação, e a construção de edifícios segue em terceiro no ranking nacional, com 212 empresas. O segundo lugar é ocupado pelas holdings de instituições não financeiras.
O ano de 2026 não deverá ser muito diferente e pode apresentar números ainda maiores de recuperação judicial, especialmente se o governo seguir leniente com os gastos públicos. Uma melhora depende da redução da Selic, o que não está no horizonte de curto prazo, diante da fragilidade das contas públicas. As estimativas do mercado são de que a taxa básica pode subir até acima de 15%. Uma melhora mais significativa só deve ocorrer ao menos três trimestres após uma eventual redução da Selic."

Lula, o "pato manco"

 


Estabelece-se o bom senso.

 


Call Matinal JHN Consulting 1802

 CALL MATINAL 

18/02/2025 

Julio Hegedus Netto, economista

MERCADOS EM GERAL


FECHAMENTO (17/02)

MERCADOS

O Ibovespa, na segunda-feira (16) avançou 0,26%, a 128.552 pontos. Já o dólar subiu 0,29%, a R$ 5,712. No acumulado do ano, acumula baixa de 7,57%. Um dos motivos para essa forte desvalorização foi a reação “exagerada” dos investidores no mercado de câmbio na reta final de 2024. A expectativa de um novo governo Trump, nos EUA, e a incerteza sobre o cumprimento do arcabouço fiscal no cenário doméstico impulsionaram o dólar ao nível acima de R$ 6. 

 

PRINCIPAIS MERCADOS, 7h00


EUA

Dow Jones Futuro, +0,12%

S&P 500 Futuro, +0,28%

Nasdaq Futuro, +0,42%


Ásia-Pacífico

Shanghai SE (China), -0,93%

Nikkei (Japão), +0,25%

Hang Seng Index (Hong Kong), +1,59%

Kospi (Coreia do Sul), +0,63%

ASX 200 (Austrália), -0,66%


Europa

FTSE 100 (Reino Unido), -0,01%

DAX (Alemanha), -0,05%

CAC 40 (França), -0,06%

FTSE MIB (Itália), +0,47%

STOXX 600, +0,05%


Commodities

Petróleo WTI, +0,98%, a US$ 71,43 o barril

Petróleo Brent, +0,23%, a US$ 75,39 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +2,51%, a 818 iuanes (US$ 112,77)


NO DIA, 1802


Uma agenda fraca, nos EUA e no Brasil. Hoje acontece a reunião entre Rússia e EUA na Arábia Saudita para discutir o fim da guerra na Ucrânia. Zelensky está fora, não foi convidado, e já disse que não aceitará o resultado dessas negociações, enquanto os países da UE ameaçam sanções a Moscou, com pressão sobre o petróleo. 


Depois do feriado do Dia do Presidente, NY volta hoje devolvendo liquidez aos mercados domésticos, que ampliaram as quedas dos juros curtos com o recuo do IBC-Br maior que o esperado em dezembro (+3,8% no ano), o que reduziu as apostas em uma Selic mais elevada. Ainda a ponta longa dos juros caiu repercutindo o call eleitoral que enfraquece Lula para a disputa de 2026. Apesar da desaceleração da atividade, a nova deterioração das expectativas na Focus e o surpreendente salto do IGP-10 de fevereiro mantêm as preocupações inflacionárias.


Julio Hegedus Netto, economista JHN Consulting 

 

Boa terça-feira a todos!

Fernando Schuller

 Fernando Schuller

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“Nossa crise é moral”, me dizia um velho intelectual, um tanto abatido, por estes dias. Ele se referia às recentes anulações de condenações de réus confessos, bem conhecidos, mas parecia irritado mesmo com aquele vídeo do Sérgio Cabral em uma piscina de cobertura, Pão de Açúcar ao fundo, no Rio, dando dicas de cinema. A Transparência Internacional definiu as imagens como o “símbolo da impunidade” brasileira, visto se tratar de um sujeito condenado a “400 anos de prisão” por corrupção serial, confessada e comprovada. Posso estar errado, mas desconfio que essas coisas caíram na rotina brasileira. Em parte, porque a polarização política ajusta a bússola ética. Tendemos a ver o problema sempre do “outro lado”. O que já é algo oposto ao sentido da ética. Além disso, as pessoas vão se acostumando.
Não somos o país da moral da “casa e da rua”, do “você sabe com quem está falando?”, como tanto escreveu o mestre Roberto DaMatta? Ainda nesta semana, a Transparência Internacional mostrou que caímos mais três posições no ranking global de percepção da corrupção. Já havíamos caído dez, no ano anterior, e agora mais um recuo. Ficamos com 34 pontos, ante 66 na média da OCDE. Nosso pequeno vizinho, o Uruguai, cravou 76 pontos. Qual é mesmo o nosso problema?
De minha parte, a pergunta fascinante é menos sobre o país e mais sobre como cada um de nós lida com tudo isso. E não me refiro apenas aos grandes dilemas, do tipo “devo pedir propina quando estou no governo?”. As perguntas interessantes são mais simples. Coisas como “devo contar toda a verdade quando um pequeno esquecimento pode me ajudar em um bom negócio?”. Ou: “vale agir com civilidade, em vez de ofender, em um debate nas redes sociais?”. Não vai aqui nenhum moralismo. São apenas questões reais, que definem a vida que temos para viver. É aí que entram as lições de um filme que o ex-governador não indicou: Jurado Nº 2, de Clint Eastwood. Ele toca no nervo da ética: como deveríamos agir se soubéssemos o que é certo fazer, mas que se fizéssemos o contrário levaríamos uma boa vantagem? É o drama de um sujeito boa-praça, Justin Kemp, jurado em um caso de assassinato. Sua mulher está grávida e ele está tentando ser um cara decente. O julgamento começa e, por um desses acasos da vida, Kemp se dá conta que o acusado provavelmente seja inocente. E que ele mesmo pode ser o autor do crime. O que fará com aquela informação? Se ele contar, é provável que termine na cadeia. Se não contar, terminará condenando um sujeito inocente à prisão perpétua, e sairá dali com um enorme problema de consciência.
O filme sugere uma pergunta: como cada um de nós agiria? Platão fez essa pergunta quando contou sua famosa história do anel de Giges, em A República. Giges era um camponês, achou um anel que lhe permitia ficar invisível e logo percebeu que aquilo lhe dava um enorme poder. Se ele podia entrar no palácio e matar o rei, sem ser percebido, por que exatamente ele não faria isso? O.k., ninguém aqui mataria rei nenhum. Mas essa é uma saída fácil. As perguntas reais são mais prosaicas. Você devolveria aquele dinheiro que caiu por engano na sua conta e ninguém aparentemente tem como rastrear? Você gasta o tempo da empresa tagarelando na internet na hora do batente? A história de Giges vai no coração do problema: a ética diz respeito a como decidimos agir quando ninguém está nos observando. Como escutei de um antigo professor, “se temos bons argumentos para não usar o anel a nosso favor, então, sim, a ética tem vez”. E aí vem a pergunta: há bons argumentos para além de um moralismo pouco convincente? Sócrates sugere que sim. Pode ser vantajoso, para cada um, cometer algum delito, mas é péssimo para nossa vida coletiva, da qual todos fazemos parte. Vai aí um certo heroísmo. Sócrates agiu assim quando decidiu beber aquele cálice de cicuta, ao invés de fugir. Na pior de todas as horas, escolheu respeitar as leis de Atenas, sob as quais ele havia vivido. Exemplo extremo, convenhamos. Mas fixa um padrão. A justiça é um tipo de bem que torna nossa vida coletiva possível. E quando internalizada na nossa maneira de viver, mesmo nos momentos mais complicados, podemos chamar de virtude.
O herói socrático quem sabe esteja mais para um anti-herói. Ele se recusa a inventar uma ética própria, se submete à regra comum. Age conforme as leis, mesmo que possa fazer o contrário. Não é bem assim que age o personagem de Eastwood, mas vou evitar o spoiler aqui. O ponto é mostrar que a opção pela ética, no fundo, tem sido uma escolha precária. Há boas razões a favor, mas elas nunca serão realmente suficientes. De modo que, por vezes, vence a escolha socrática; por vezes, não. Raskólnikov, no clássico de Dostoiévski, fez a escolha socrática, depois de muito cambalear. Decidiu confessar aquele crime idiota que ninguém havia visto. Ele tinha seu anel e em algum momento tenta imaginar a si mesmo como um “homem napoleônico”, capaz de produzir sua própria régua moral. Mas não consegue. A consciência o machuca, e isso mostra apenas que ele é um homem comum.
O filme de Eastwood termina com um encontro. A campainha toca, na casa de Kemp, e quem está à sua porta é a promotora. Ela havia se dado conta de toda a verdade e agora estava ali . Os olhares se cruzam, e nada precisar ser dito. É exatamente assim com a ética. É possível ganhar alguma coisa cometendo um delito qualquer. Mas não é crível que se possa viver uma vida dessa maneira. Talvez vai aí a grande lição socrática: a ética importa porque a vida é longa. Isso vale para cada um de nós e vale para um país inteiro. Se um país permite que a escolha antiética seja premiada ao longo do tempo, quem sabe à beira de alguma piscina, alguma coisa tremendamente errada está se passando. E quem sabe, neste exato sentido, meu amigo melancólico tenha razão. Talvez por isso somos o país das Américas com o menor índice de confiança interpessoal, com apenas 4,6% de respostas positivas, ante 41% na média dos países da OCDE.
Confesso não fazer ideia sobre como reverter esse processo. A ética é uma ótima escolha ao longo do tempo (os países escandinavos estão aí para nos mostrar), mas exige um sentido de renúncia. Em momentos cruciais, é preciso beber daquele veneno, como fez Sócrates. Ou ter a humildade de confessar e ir para a Sibéria, como fez Raskólnikov. Ou ainda encarar aquela promotora e finalmente dizer a verdade, como talvez tenha feito Justin Kemp, em um desfecho que Eastwood deixou em aberto. De novo, há certo heroísmo aí. O heroísmo das pessoas que se veem como iguais em direitos. Que não se veem como capazes de fixar a própria régua moral, mas aceitam viver sob as regras e razões compartilhadas entre todos. Não sou moralista a ponto de dizer que é nossa única escolha. Nem a mais trivial. Mas que faria bem ao Brasil que um dia vamos deixar como herança, disso não tenho dúvidas.

Ailton Braga

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