terça-feira, 28 de janeiro de 2025

News 2801

 NEWS - 28.01 / 2


Ruídos macro não afastam interesse por ativos brasileiros, diz UBS BB / Para Anderson Brito, presidente da área de banco de investimento, investidor estrangeiro vê oportunidades em setores considerados resilientes- Valor 28/1


Mônica Scaramuzzo


Na contramão de boa parte da Faria Lima, Anderson Brito, presidente da área de banco de investimento do UBS BB, vê interesse de investidores estrangeiros pelo Brasil, em setores de longo prazo e em ativos considerados resilientes. A operação de venda das ações da Vale pela Cosan é um dos exemplos que ilustram que há ativos no país que podem atrair investidores de fora.


“De uma maneira geral, existe uma visão negativa de Brasil e muito ‘hype’ [entusiasmo] sobre Argentina, por exemplo. Mas a gente tem de dar um passo para trás e olhar a diferença entre mercados endereçáveis”, disse o executivo, que esteve na semana passada em Davos, na Suíça, para participar do Fórum Econômico Mundial (WEF, em inglês). A entrevista foi concedida em Zurique na sexta-feira, poucas horas antes de Brito embarcar para o Brasil.


Segundo ele, a bolsa de valores Argentina, mesmo com a correção positiva do ano passado, movimenta por dia US$ 100 milhões, enquanto a brasileira gira entre US$ 4,5 bilhões e US$ 5 bilhões por dia. O mesmo ocorre em interesse de ativos - Brito observa que o país vizinho cresceu três vezes em fusões e aquisições (M&A, na sigla em inglês), para cerca de US$ 3 bilhões em operações, mas no Brasil o volume fica entre US$ 25 bilhões e US$ 30 bilhões.


“No macro pode ter algum ruído de Brasil, mas tem tantos setores que vão bem, que estão subpenetrados, que no final do dia a gente tem vantagem competitiva. E tem interesse internacional para esses segmentos. Quando se olha o micro, para vários setores, existe uma demanda relevante, seja pelo tamanho de mercado endereçável do país, seja pelo tamanho da população.”


Brito também vê o mercado americano bem posicionado na segunda gestão do presidente americano Donald Trump, apesar dos ruídos e incerteza que sua administração já tem provocado.


“A gente espera um ‘approach’ [abordagem] mais positivo de mercado. De alguma forma, vamos ver os Estados Unidos positivos, com volume de transações maior”, disse, lembrando que os resultados de bancos americanos como J.P. Morgan, Citi, Goldman Sachs e Bank of America vieram fortes em 2024.


“Temos de tirar o ruído. A primeira notícia pode ser negativa e a turma fica um pouquinho mais negativa, mas se você avalia [a gestão anterior de Trump], foi a favor de mercado.”


Para Brito, o mercado de dívida deve continuar positivo, depois do recorde no volume de emissões no ano passado. O executivo prevê que haverá um crescimento de 5% a 10% nas transações de renda fixa local. Já o mercado de “equities” (ações) deverá ver movimentos concentrados em ofertas subsequentes, os chamados “follow-ons”, e muita oferta de venda de ações em bloco.


Neste início de ano, a Cosan colocou à venda seus papéis da Vale e teve forte interesse de investidores, sobretudo estrangeiros. A operação foi da ordem de R$ 9 bilhões.


“Para alguns ativos, o Brasil continua bem interessante”, afirmou, embora reconheça que outros países estejam na frente entre as prioridades do capital internacional. “Obviamente, quando você tem uma correção de mercado, quando o país não está tão ‘hypado’, diferente, por exemplo, a Índia em Davos, com dez casas de cada Estado diferente [se apresentando a investidores].”


O cenário de reestruturação de empresas deverá seguir movimentado, na visão do executivo, com grupos buscando refinanciamento de dívidas. Brito, entretanto, não vê um cenário de “quebradeira”.


De acordo com ele, as discussões em relação à renegociação de prazo de pagamento de dívidas continuam, em um ambiente de custo de crédito mais caro e empresas pedindo para alongar os débitos. Para o executivo, os principais bancos no país se mantêm dispostos a prosseguir com essas renegociações.


“A gente tem que ver onde vai bater essa taxa de juros. Mas a economia brasileira tem sido resiliente. Surpreendendo do ponto de vista de crescimento. O humor da Faria Lima está negativo. Mas quando você vai lá conversar com o ‘founder’ [empresário], há mais otimismo.”


Mesmo quando se trata do posicionamento de Trump em relação à transição energética, o executivo faz uma ponderação. Brito disse não ver pragmatismo do americano sobre o tema interferindo na meta em relação a emissões de gases nem em energias renováveis.


“O Brasil tem uma vantagem competitiva e é uma matriz verde. Não é agora, porque Trump está um pouco mais pragmático em relação ao mercado, que isso vai atrapalhar”, disse. Por conta disso, avalia, é preciso um pouco mais de pés no chão. “O Brasil é tão grande que a gente tem de olhar micro por setor.”


BC deve mirar parte de cima da meta da inflação, defende Aloisio Araújo / Para economista, busca por alta de 3% nos preços pode levar a dominância fiscal- Valor 28/1


Alex Ribeiro


O economista Aloisio Araújo defende que o Banco Central utilize a flexibilidade do intervalo de tolerância da meta para acomodar temporariamente uma inflação mais alta. Para ele, o objetivo de 3% definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é inadequado para a economia brasileira, que vive uma situação de fragilidade fiscal.


Ele afirma que, ao mesmo tempo, o governo deveria reforçar o arcabouço fiscal, gerando um superávit. “Estamos numa situação perigosa porque, se aumentarem muito os juros, pode-se entrar em dominância fiscal”, diz Araújo, professor da Escola de Pós-Graduação em Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV EPGE) e do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa).


Araújo também desaconselha que o governo altere a meta. “Pode ser complicado, pois pode ser interpretado como licença para gastar”, afirma.


Seus argumentos em favor de uma meta de inflação superior a 3% são expostos, com rigor acadêmico, no artigo “Inflation Targeting Under Fiscal Fragility” (em tradução livre, “Meta de Inflação sob Fragilidade Fiscal”), escrito em coautoria com outros pesquisadores e recentemente aceito para publicação no American Economic Journal: Macroeconomics, uma das mais importantes revistas internacionais de macroeconomia.


Ao definir uma meta de 3%, o CMN se alinhou a uma corrente de economistas que defende que não há razões para o Brasil operar com um objetivo maior do que o do Chile. Parte desses economistas argumenta que, se o governo fizer sua parte no lado fiscal, nada impede que o Banco Central busque essa meta de inflação mais ambiciosa.


“Essa é uma discussão mais complexa”, diz Araújo. “Um dos fatores que definem a relação entre a dívida e o PIB é a taxa de juros. A taxa de juros é determinada em função da meta de inflação.” Para ele, o ajuste fiscal necessário para justificar uma meta de inflação de 3% seria muito profundo. “Esquece, esquece, esquece”, afirma. “O Brasil está há décadas tentando fazer isso e nunca conseguiu.”


A seguir, os principais trechos da entrevista.


Valor: Como o senhor tem visto o trabalho do Banco Central, que indicou que levará o juro para pelo menos 14,25% ao ano?


Aloisio Araújo: O problema não é o Banco Central, o problema é a meta de inflação. O CMN estabeleceu uma meta de 3%, e a meta [anterior] de 4,5% já não era tão fácil de atingir. Foi furada para cima algumas vezes. Mas, durante 15 anos, quebrou o galho. Havia uma promessa de mudança, de melhora nas condições econômicas, quando foi definida uma trajetória de redução da meta. O Brasil não mudou tanto assim para melhor, a ponto de justificar a redução da meta. Acho que foi uma visão errada. Não adianta o CMN, com essa meta mais baixa, indicar alguma coisa para o futuro, achando que o resto do Brasil vai se enquadrar a esse desejo. Ou seja, acreditar que, porque a meta é menor, ela vai enquadrar a Câmara, o Senado, o Tribunal de Contas da União (TCU), o Supremo Tribunal Federal (STF), o restante do governo atual e os futuros governos.


Valor: O senhor apresenta esses argumentos, de maneira formal, em um artigo acadêmico. Qual é a mensagem principal do artigo?


Araújo: Esse modelo é uma crítica, em certo sentido, aos monetaristas, que acreditam que a taxa de juros resolve tudo. E também, de certa forma, aos primeiros modelos de metas de inflação, que não estavam errados, mas foram pensados para países desenvolvidos, onde há a chamada dominância monetária. Ou seja, você estabelece a meta de inflação e coordena as expectativas para atingi-la. Acho que essa visão é incompleta, principalmente em países como o Brasil.


Valor: Por que funciona para outros países, e não para o Brasil?


Araújo: De forma simplificada, havia duas situações em termos de relação entre a dívida pública e o PIB, obviamente levando em conta as características próprias de cada país. Quando a relação dívida/PIB é baixa para esse país, você tem a dominância monetária. O governo estabelece a meta de inflação de forma a minimizar a inflação, pois a inflação é algo ruim. Na outra ponta, você tem a dominância fiscal. Nessa situação, não adianta mais nada, o Banco Central perde o controle [sobre a inflação]. A novidade que apresentamos [no artigo] é que existe uma zona intermediária, de fragilidade fiscal, que é particularmente importante para países emergentes. Se o país se encontrar nessa zona de fragilidade, quando ocorre um choque ruim, como a crise financeira global de 2008 ou a pandemia, pode ficar numa situação em que não consegue cumprir a meta de inflação. Isso deve inspirar maior cuidado de um país como o Brasil ao definir sua meta de inflação. Se colocar a meta um pouco mais alta, você sai dessa zona de fragilidade fiscal. Um país que está em dominância monetária não precisa de uma meta de inflação maior. Um emergente com fragilidade fiscal, sim. Um país perto da fragilidade fiscal não deveria diminuir a meta, pois isso poderia levá-lo para a fragilidade fiscal. A Turquia tem uma meta de inflação mais alta. Mas não podemos ter a mesma do Chile, que é 3%. Da mesma forma que os chilenos sabem que não podem ter 2%, que seria igual aos Estados Unidos. Para aumentar agora a meta, pode ser complicado, pois isso pode ser interpretado como licença para gastar.


Valor: O Brasil, em sua visão, não está em dominância fiscal. Por quê?


Araújo: Acho que estamos numa situação perigosa porque, se aumentarem muito os juros, podemos entrar em dominância fiscal. A relação dívida/PIB vai aumentar. O que está contribuindo para a alta da dívida são os próprios juros. Isso eu verifico claramente no meu modelo, quando o país está na zona de fragilidade fiscal e sofre um choque ruim. Veja a posse de Trump, que descreve bem essa situação. Traz mais uma incerteza, ninguém sabe muito bem o que pode acontecer. Os mercados ficaram mais nervosos, e o dólar subiu. Se você está com uma meta que não deveria ser a sua meta, pior ainda.


Valor: O que acontece se você coloca a meta de inflação muito baixa, estando na situação de fragilidade fiscal?


Araújo: Vai ter uma inflação muito maior. Ninguém acredita nos seus títulos, que passam a exigir juros cada vez maiores. O governo monetiza e tem uma inflação muito maior. Eu não gosto de inflação. Mas detesto ainda mais as grandes inflações.


Valor: Hoje, temos uma meta contínua de 3%. O que, na prática, o Banco Central e o governo podem fazer diante dessa realidade?


Araújo: Têm que fortalecer o arcabouço fiscal. Algumas medidas que já foram anunciadas pelo governo são muito boas. O supersalário, por exemplo. Não está definido que existe um teto salarial? Como algumas pessoas ganham acima dele? É preciso parar de contratar funcionários e não conceder aumentos salariais. Mas acho que não se deve seguir a ferro e fogo o centro da meta [de inflação]; acho que isso é impossível. A meta contínua é uma boa ideia. Devíamos atingir, o mais rápido possível, no ano que vem, ou em algum momento, a parte de cima da meta.


Valor: Ou seja, em vez do centro de 3%, o Banco Central deve trabalhar no intervalo de tolerância, que vai até 4,5%?


Araújo: Não quero dar um conselho específico ao Banco Central, mas acho que seria razoável pensar dessa forma.


Valor: Tem muita gente que acha que, se o Banco Central desistir do centro da meta, haverá uma desancoragem adicional de expectativas.


Araújo: Já está tudo desancorado.


Valor: O argumento é que, se mudar a meta, desancora mais e o custo fica mais alto.


Araújo: Não estou fazendo uma recomendação normativa. A questão é que, se você continuar subindo o juro, pode chegar na dominância fiscal. O perigo maior, para mim, é esse.


Valor: O sr. está propondo não apenas ter mais flexibilidade utilizando o intervalo de tolerância da meta, mas também medidas fiscais. O que pode ser feito?


Araújo: O governo deve tentar fazer um pouco mais do que o arcabouço. Há coisas que têm que ser feitas em outra magnitude, mais complexas, como uma nova reforma da Previdência e a reforma administrativa. São, obviamente, coisas muito difíceis de superar em dois anos. É algo para fazer no começo do mandato. Este governo fez uma reforma muito importante, do Imposto Sobre Valor Agregado (IVA), que não é perfeita, mas foi muito boa. E teve o arcabouço fiscal, que podia ter sido mais forte, mas houve essa opção. Fortalecer o arcabouço fiscal acho que é essencial.


Valor: Muitos economistas entendem que esse arcabouço é insuficiente para garantir uma trajetória sustentável da dívida pública.


Araújo: Essa é uma discussão mais complexa. Um dos fatores que definem a relação entre a dívida e o PIB é a taxa de juros. A taxa de juros é definida em função de sua meta de inflação. É o equilíbrio geral; deve-se olhar de forma integrada, interativa. A meta obriga o Banco Central a colocar o juro do tamanho de um bonde. Isso não afeta a relação entre a dívida e o PIB? Veja bem: inflação é ruim. Mas perder a credibilidade porque você não cumpre a meta é muito ruim também. Você perde a credibilidade porque coloca uma meta que não cumpre. Quer ver os Estados Unidos perderem a credibilidade? Bota a meta em 1% para o ano que vem.


Valor: O pacote lançado no final de novembro decepcionou o mercado porque mostrou pouca vontade política do governo para enfrentar o problema.


Araújo: O ajuste fiscal, a gente tem que ver a magnitude dele. Um ajuste fiscal para justificar essa meta de inflação? Esquece. Esquece, esquece, esquece. O Brasil está há décadas para fazer e nunca fez. Há alguma confusão das pessoas sobre isso. Muitos dizem que não cumprem a meta de inflação por causa do fiscal, que está ruim. Mas, em quatro anos de independência do Banco Central, não cumpriram a meta em três anos. Em um ano, cumpriram na beiradinha. O que é o ajuste fiscal? Essa é uma expressão vaga. Sou favorável a mudar o Brasil. Posso citar várias coisas que vão deixar você de boca aberta. Mas, no curto prazo, você não vai ser capaz de fazer tudo isso. Agora, fazer um arcabouço fiscal mais duro, que é o que pode ser feito, eu acho que sim.


Valor: O que seria possível fazer?


Araújo: Tem que fortalecer o arcabouço fiscal e gerar um superávit. E ter avanços nas reformas micro, como a regulamentação do IVA. O governo está falando na nova Lei de Falência. Acho delicado, porque o que passou na Câmara não foi como o governo queria. Essa seria a terceira reforma e, como saiu da Câmara, piora as anteriores. Outra reforma importante é a Lei de Resolução Bancária. Acho que ela tem um defeito: dá poder ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de intervir em bancos grandes. É diferente de entrar em pequenos e médios. Nos grandes bancos americanos, quem intervém é o Fed junto com o Tesouro. No Brasil, deveria ser o mesmo. Nosso FGC tem gerência privada. Se colocá-lo para usar recursos públicos nas intervenções, seria complicado. Deveria ser o Banco Central quem faz as intervenções. Uma coisa muito importante, que acho que não deveria deixar recuar, é a reforma trabalhista feita oito anos atrás. O Supremo Tribunal Federal está mexendo muito nela. Está havendo um aumento de casos trabalhistas. É uma questão judiciária, mas o STF tem que ser alertado.

DeepSeek 2801

 Empresas - Chinesa DeepSeek sacode o mercado de IA 

Finanças 

‘Efeito DeepSeek’ derruba ações em Wall Street 

Empresas 

Empresa de leitura de íris pede mais prazo para adequar-se à lei 

Brasil 

Mercado já vê inflação em 5,5% neste ano 

Política 

Pela 1ª vez, desaprovação da gestão Lula supera a aprovação 

Opinião 

Trump 2.0 testa limites da vontade popular 

Especial 

BC deve mirar parte de cima da meta da inflação, defende Aloisio Araújo 

Internacional 

Economia da China tropeça e mostra que recuperação depende de mais estímulo 

Legislação 

Volume de pedidos de recuperação judicial bate recorde histórico em 2024

Call Matinal ConfianceTec 2801

 CALL MATINAL CONFIANCE TEC

28/01/2024 

Julio Hegedus Netto, economista


MERCADOS EM GERAL


FECHAMENTO DE SEGUNDA-FEIRA (27/01)

MERCADO BRASILEIRO


O Ibovespa, na segunda-feira (27), fechou em alta de 1,97%, aos 124,861 pontos. 


Já o dólar à vista operou em queda de 0,10%, a R$ 5,913.


PRINCIPAIS MERCADOS, 5h30

Índices futuros de NY, em maioria, e Europa, operam em queda.

 

Na véspera da 'Super quarta', mercado fica de olho em "caso DeepSeek".


EUA🇺🇸:

Dow Jones Futuro, -0,20%

S&P 500 Futuro, -0,01%

Nasdaq Futuro, +0,21%


Ásia-Pacífico:

Shanghai SE (China🇨🇳), fechado por feriado

Nikkei (Japão🇯🇵), -1,39%

Hang Seng Index (Hong Kong), +0,14%

Kospi (Coreia do Sul🇰🇷), fechado por feriado

ASX 200 (Austrália🇦🇺), -0,12%

Europa:

FTSE 100 (Reino Unido🇬🇧), +0,26%

DAX (Alemanha🇩🇪), +0,25%

CAC 40 (França🇫🇷), -0,21%

FTSE MIB (Itália🇮🇹), +0,10%

STOXX 600🇪🇺, +0,23%


Commodities:

Petróleo WTI, +0,46%, a US$ 73,51 o barril

Petróleo Brent, +0,49%, a US$ 77,46 o barril


NO DIA, 28/01


Terça-feira (28) com agenda vazia de indicadores, mas muitos temas em pauta. 


A começar pelos desdobramentos do “caso DeepSeek”. A empresa de inteligência artificial chinesa derrubou ações de algumas das gigantes de tecnologia nos EUA ontem (27) e Trump já tratou de fazer um alerta de que o país precisa entrar nessa competição para vencer. O mercado também fica atento às falas do presidente dos EUA em relação à "guerra tarifária".


Por aqui, toda uma discussão em torno dos preços dos alimentos, no esforço de "controle", e da gasolina e outros derivados, muito defasados.


AGENDA, 28/01/2025 

 

Economia: 🇧🇷

08h00. Custos de construção FGV M/M de jan., est. 0,89%, ant 0,51%

10h30. Tesouro oferta NTN-Bs para os vencimentos 2028, 2032 e 2045; LFT para 2028 e 2031

10h30. Coleta de impostos de dez., est. 260000 mi, ant 209218 mi

11h00. Receita Federal realiza coletiva de imprensa para apresentação do resultado de arrecadação de 2024

11h30. 15.000 contratos de swap cambial para rolagem 28/jan

  

Economia dos EUA: 🇺🇸

10h30. Bens duráveis exc transporte de dez., est. 0,3%, ant -0,2%

12h00. Conf. Board Confiança do Consumidor jan., est. 105,9, ant 104,7

 

Balanços:

Vale (#VALE3) divulga relatório de produção do 4T24 após o fechamento do mercado

 

Eventos corporativos:

Camil, EcoRodovias, Embraer, Equatorial, Fleury, OdontoPrev e Stone participam do evento UBS Latin America Investment Conference (LAIC), a partir das 7h45

                           

Julio Hegedus Netto, economista da ConfianceTec 

 

Boa terça-feira e bons negócios!

Bruno Funchal 2801

 EXCLUSIVO/BRADESCO ASSET/BRUNO FUNCHAL: NÃO ESTAMOS EM DOMINÂNCIA FISCAL


Por Karla Spotorno São Paulo, 28/01/2025


A economia brasileira não está em dominância fiscal. A política monetária está fazendo efeito e vai frear a demanda e, assim, a inflação. A avaliação é de Bruno Funchal, presidente da Bradesco Asset e exsecretário do Tesouro Nacional. "Não estamos em dominância fiscal. Quanto mais incerteza temos, mais risco fiscal e maior a possibilidade de dominância fiscal", disse Funchal em entrevista exclusiva ao Broadcast Investimentos. "Dominância fiscal é quando a política monetária não tem mais efeito nenhum. Com 10% de juros reais, a inflação vai baixar", disse Funchal (na foto) "Mas tenho certeza que com 10% de juros reais, a economia vai desacelerar, a inflação vai baixar. E a dominância fiscal é quando a política monetária não tem mais efeito nenhum. Não é o caso agora. Basta ver as projeções do mercado", ponderou Funchal. Nas projeções da Bradesco Asset, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerra 2025 a 5,7% e a 4% no ano seguinte. Para este ano, as projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) são de 1,5% e da Selic em dezembro é de 15%. A inflação de alimentos, que incitou uma discussão sobre novas medidas por parte do governo federal, é resultado de choques tanto de oferta quando de demanda, na avaliação do economista. Ele pontua que o aumento da demanda resulta do crescimento da economia com queda do desemprego, aumento da renda e da expansão fiscal com pagamento de precatórios. "Acredito que o governo precisa ter tranquilidade e entender que tem duas ferramentas para administrar esse problema. Uma é fazer uma boa comunicação e explicar para a população o porquê dos aumentos de preços", disse. A outra ferramenta, apontada por Funchal, é "ornar a política fiscal com a política monetária". "O Banco Central tem de fazer uma política mais restritiva de juros e o governo tem de fazer uma política mais restritiva no fiscal. Porque se o Banco Central ficar pisando no freio e o governo pisando no acelerador, continua esse problema", disse Funchal. Efeito Trump Para Funchal, o programa de campanha do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é inflacionário. "A mensagem principal do Trump é impor tarifa e deportação [de imigrantes ilegais]. Isso é inflacionário", disse o executivo, fazendo uma ressalva: "Mas o Trump é um cara que vê as reações de mercado". E, por conta disso, abrandou algumas medidas, na visão de Funchal. Ele pontuou que, em relação ao "tarifaço", o governante já adotou medidas mais suaves do que aquelas prometidas durante a campanha eleitoral. "E isso até já refletiu nas expectativas de inflação e nos juros. Os juros de longo prazo nos Estados Unidos já estão menores do que estavam na época da eleição", afirmou Funchal. "Então, agora é observar e separar o que era discurso de campanha, o que era barganha comercial e política, e o que é a ação", afirmou. Gestão da dívida pública Sobre a gestão da dívida pública federal, Funchal não vê muita alternativa: com juros altos, é preciso atender a atual demanda por títulos pós-fixados. "O que seria o ideal? Uma dívida pré-fixada a níveis não muito elevados, de um dígito de preferência, e alongada. Isso traz previsibilidade. O problema é que não tem demanda para título pré. Não adianta 'forçar a mão'", afirmou. O ex-secretário do Tesouro disse que, diante da incerteza e dos juros altos, a demanda dos agentes de mercado vai permanecer nos títulos pós-fixados. "Só faz sentido mudar o perfil da dívida para prefixado quando a taxa de juros estiver estruturalmente mais baixa e o fiscal estiver resolvido", disse. Contato: karla.spotorno@estadao.com

BDM Matinal Riscala 2801

 Projeções de inflação pioram antes do Copom

Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*


[28/01/25]


… Investidores globais começam o dia querendo saber se Wall Street conseguirá se recuperar do forte sentimento de aversão ao risco que predominou nesta 2ªF, após o baque com a IA da chinesa DeepSeek, vista como ameaça à liderança das empresas de tecnologia americanas. Em reunião com republicanos, ontem à noite, Trump disse que esse deve ser um alerta para os EUA entrarem na competição para vencer. Também voltou a falar sobre tarifas, citando como alvos semicondutores, aço, alumínio e cobre, enquanto o Financial Times informava um plano de Scott Bessent para impor tarifas universais graduais, iniciando com 2,5%. As notícias puxavam o dólar ante pares e emergentes. Aqui, o real tem escapado, mas monitora a cautela dos juros curtos com a forte deterioração das expectativas inflacionárias.


… A piora significativa nas projeções do boletim Focus constrangeu a ponta curta do DI a devolver prêmios de risco, com as apostas para o IPCA fugindo ao controle. A mediana da estimativa suavizada da inflação de 12 meses à frente disparou de 5,13% para 5,64%.


… Essa medida ganhou importância nas análises do mercado após a regulamentação da meta de inflação contínua.


… A projeção para o IPCA de 2025 saltou de 5,08% para 5,50% e, para 2026, saiu de 4,10% para 4,22%.


… A insistente desancoragem ignora o conservadorismo da política monetária e a perspectiva de Selic de dois dígitos por um período prolongado na mediana do Focus: 15% em 2025, 12,50% em 2026 e 10,38% em 2027.


… Na curva a termo, a precificação de juro terminal para este ano é bem mais agressiva do que no Focus, de 16,25%.


… Amanhã, não tem surpresa para o Copom (+1pp), com todo o suspense reservado para o comunicado. É consenso entre os analistas que a indicação de mais uma dose de alta de 1 ponto para março será mantida.


… O BC também deve preservar a linguagem hawkish, segundo profissionais ouvidos pelo Broadcast. Só não se sabe se vai optar por retirar o plural do parágrafo do forward guidance, na tentativa de ganhar liberdade.


… Devido às incertezas domésticas e globais, o Itaú, Santander, Goldman Sachs e a XP cogitam que o comitê de política monetária possa preferir não indicar a magnitude dos movimentos para maio e as reuniões seguintes.


… Desde o último Copom, as medianas para a inflação pioraram e o IPCA-15 de janeiro, divulgado na última 6ªF, apontou uma dinâmica preocupante na trajetória dos preços do setor de serviços, observada de perto pelo BC.


… Por outro lado, compensando parte das pressões, o dólar furou R$ 6 e vem conseguindo se manter abaixo desta marca desde a semana passada. Além disso, a atividade aquecida começa a dar sinais de perda de pique.  


PETROBRAS – A Folha apurou com fontes que, na reunião que teve ontem com Lula no Planalto, Magda Chambriard informou que o preço do diesel sofrerá aumento nas próximas semanas, mas a gasolina não subirá.


… Questionado pelo presidente sobre o índice de reajuste, ela disse que técnicos ainda estão fazendo cálculos.


… Metodologia usada nas discussões internas da Petrobras, com base nos preços praticados no fim do ano passado, aponta que deveria ser aplicado um reajuste de 11% para os preços do diesel e de 13% na gasolina.


… Se a gasolina não ficar mais cara, deve resgatar as suspeitas de ingerência política, neste momento em que o governo já se movimenta em outra frente para frear a escalada da inflação, tentando baratear os alimentos.


… Seja como for, de última hora, o Brent abaixo de US$ 80 entra como argumento para a gasolina não subir. A expectativa é que a defasagem dos combustíveis seja tratada em reunião do conselho da Petrobras amanhã.


VALE – Divulgará hoje relatório de produção e vendas do 4TRI24, após o fechamento.


EM BAIXA – A queda na popularidade de Lula apontada pela pesquisa Quaest pressiona o presidente a medidas que o mercado pode não gostar, como já se viu com o possível corte da alíquota de importação dos alimentos.


… O PT disse não ter sido surpreendido e atribuiu à comida cara e à crise do PIX o recuo de 5pp na aprovação de Lula (52% para 47%), que pela primeira vez ficou atrás do porcentual dos que reprovam a atual gestão (49%).


… Entre os sinais de alerta para o governo, a aprovação de Lula caiu 8pp no Nordeste, seu tradicional reduto político. Ele também perdeu apoio entre a população de baixa renda (-7 pontos) e renda média (-5 pontos).


… A pesquisa indicou ainda que 37% dos entrevistados avaliam negativamente o governo e 31%, positivamente. É a rejeição mais alta desde o início do terceiro mandato de Lula, no desgaste que preocupa para 2026.


EXEMPLO DA COLÔMBIA – O acordo entre EUA e Colômbia após o embate verbal de Gustavo Petro e Trump sobre a extradição de imigrantes reverberou em outros países, apontando caminho de negociação.


… Claudia Sheinbaum, presidente do México, considerou o trato entre ambos os países positivo. “A ninguém faz bem tarifas nem outros mecanismos. [O acordo] É bom, porque deve prevalecer o diálogo”, disse.


… O México é um dos principais alvos das tarifas de Trump. Ontem, o peso derreteu 2% após a DJ informar que cresce entre assessores de Trump a ideia de impor tarifas de 25% sobre o país e o Canadá já no sábado.


… Autoridades do Canadá, México, Reino Unido e Europa devem discutir ainda nesta semana a questão das tarifas, segundo a ministra de Relações Exteriores canadense, Melanie Joly.


… Ela disse acreditar no diálogo para evitar o tarifaço americano.


… De seu lado, a China evitou um confronto com os EUA e disse que receberá os cidadãos chineses extraditados. O país declarou que se opõe a “qualquer forma de imigração ilegal”.


… Também o Brasil está na mira. Durante a reunião com republicanos na noite de ontem, Trump mencionou o País entre os que “taxam demais” e “querem mal” aos EUA. “Não vamos deixar isso acontecer mais”, ameaçou.


… Em novembro, após ser eleito, Trump já havia citado o Brasil como exemplo de país com excesso de tarifas alfandegárias. “O Brasil cobra muito. Se eles querem nos cobrar, tudo bem, mas vamos cobrar a mesma coisa.”


AGENDA – A atividade econômica ainda aquecida e a desvalorização cambial devem impulsionar a arrecadação federal em dezembro (10h30), que será comentada pela Receita em entrevista coletiva de imprensa às 11h.


… Em pesquisa Broadcast, o mercado prevê arrecadação de R$ 258,065 bilhões (mediana), após R$ 209,218 bilhões em novembro. As estimativas para esta leitura variam de R$ 208,0 bilhões a R$ 297,20 bilhões.


… Para o acumulado de 2024, a estimativa é de R$ 2,649 trilhões, pouco acima dos R$ 2,318 trilhões em 2023.


LÁ FORA – Saem as encomendas de bens duráveis em dezembro (10h30) e o índice de confiança do consumidor medido pelo Conference Board em janeiro (12h). GM e Boeing divulgam balanços antes da abertura.


… O Western Alliance caiu quase 4% no after market. Apesar de o lucro de US$ 216,9 mi no 4Tri fiscal encerrado em dezembro ter superado a previsão (US$ 209 milhões), a instituição elevou a provisão para perdas de crédito.


CAI QUEM PODE, ACOMODA QUEM TEM JUÍZO – Livres para colar na forte queda dos juros dos Treasuries com o efeito DeepSeek, as taxas médias/longas do DI caíram, mas as curtas não puderam contar com a mesma sorte.


… A desancoragem das estimativas de inflação na Focus manteve os contratos de curto prazo na defensiva.


… O DI para janeiro de 2026 operou engessado em 15,135% (de 15,140% no pregão anterior). Já o Jan/27 caiu a 15,335% (15,375%); Jan/29, a 15,075% (15,150%); Jan/31, a 15,010% (15,100%); e Jan/33, a 14,950% (15,020%).


… No câmbio, o real conseguiu escapar à fuga do peso mexicano (-2,05%) e colombiano (-0,82%), após as ameaças de Trump, e tirou vantagem do fluxo positivo direcionado para a bolsa doméstica e para a renda fixa.


… Com Selic contratada de 14,25% até março e provável elevação adicional depois disso, o Brasil está na rota do carry trade e tende a disputar a liquidez global com ainda maior facilidade se o Fed retomar os cortes nos juros.


… Na mínima do dia (R$ 5,8997), o dólar chegou a furar pontualmente o suporte de R$ 5,90, mas voltou para a estabilidade no fechamento (-0,09%, a R$ 5,9133), depois de ter caído quase 2,5% na semana passada.


A BOLSA ANALÓGICA – Sem participação relevante no setor de tecnologia, o Ibov não só driblou o estresse de NY com a inteligência artificial mais barata da China, como ainda surfou no impacto positivo do alívio do DI.


… No melhor fechamento desde dezembro, o índice à vista da bolsa doméstica (+1,97%) terminou na máxima intraday (124.861,50), querendo buscar os 125 mil pontos. O volume financeiro foi de R$ 23,0 bilhões na sessão.


… Até Petrobras exibiu apetite por risco e escapou da queda de 1,77% do Brent/abril (US$ 76,18), a 8ª seguida, provocada por dados ruins de atividade industrial na China e pelo mau humor em NY.


… Petrobras ON registrou valorização de 1,11% (R$ 41,08) e, PN, +1,47% (R$ 37,18). Vale acompanhou o minério de ferro (+1,06%, em Dalian), com +1,75%, a R$ 53,96.


… Entre os bancos, BB se destacou, com +4,09% (R$ 27,71), na máxima do dia. Bradesco ON subiu 2,69% (R$ 10,70);  Bradesco PN, +2,48% (R$ 11,58), também na máxima; Itaú, +2,40% (R$ 33,24); e Santander, +1,05% (R$ 25,10).


… Magazine Luiza liderou as altas, com +10,05% (R$ 7,01). Minerva subiu 9,91% (R$ 4,88) e Assaí, +7,64% (R$ 6,62). Carrefour avançou 3,10% (R$ 5,98) com a notícia de que a família Diniz vai se desfazer das ações da empresa.


… Só 3 ações caíram no Ibovespa: Weg (-7,88%; R$ 53,31), Embraer (-2,97%, R$ 59,16) e RD Saúde (-0,38%; 20,70).


… Weg foi a mais negociada da B3, com quase 69 mil negócios, em meio à reavaliação global do mercado de tecnologia e energia elétrica em decorrência do “efeito DeepSeek”.


ROBÔ SELVAGEM – A onda de aversão ao risco que varreu os mercados globais ontem levou as techs a perderem US$ 1 trilhão em valor de mercado, com os chineses correndo por fora na disputa da inteligência artificial.


… A DeepSeek lançou o R1, modelo de raciocínio de código aberto que supostamente superou o ChatGPT, da OpenAI, em vários testes e chamou atenção após uma disparada de downloads na Apple Store no fim de semana.


… A empresa teria criado um modelo de IA competitivo por uma fração dos bilhões que o Vale do Silício está gastando, quebrando o domínio de grandes empresas na área como Alphabet e Meta.


… Segundo a DeepSeek, a versão inicial de seu grande modelo de linguagem custou menos de US$ 6 milhões.


… Wall Street questiona o número, mas o caso levanta a possibilidade de grandes modelos de IA serem construídos com muito menos investimento.


… Numa publicação no X, o desenvolvedor de IA da Dropbox, Morgan Brown, disse que as inovações da startup chinesa deixaram o mundo “em choque”.


… Enquanto a OpenAI gastou pelo US$ 100 milhões para treinar o ChatGPT, a DeepSeek faz o mesmo com pouco mais de US$ 5 milhões, observou. A Meta torrou US$ 170 milhões para treinar o Gemini.


… O uso de chips mais baratos é uma virada de chave, segundo Brown. “Se todo mundo pode fazer IA com GPUs de jogos, você entende o problema”, escreveu.


… Isso é especialmente ruim para a gigante Nvidia, cujo modelo de negócio é baseado em GPUs caras e sofisticadas. Em nota, a empresa classificou o modelo da DeepSeek como “um excelente avanço em IA”.


… A ação da big tech despencou 17%, queimando US$ 589 bilhões em valor de mercado, e fez o Nasdaq recuar 3,07%, a 19.341,83 pontos.


… A liquidação se estendeu para além das techs. Siemens Energy e Constellation Energy, que fornecem hardware elétrico para infraestrutura de IA, cederam 20% e 21%, respectivamente.


… O S&P 500 recuou 1,46% (6.012,33 pontos). As big techs têm peso de cerca de 30% no índice. Menos exposto ao setor, o Dow Jones subiu 0,65% (44.713,58 pontos).


… Jim Reid, chefe de pesquisa global macro do Deutsche Bank, observou que o caso DeepSeek é um lembrete das incertezas que afetam a indústria de IA, setor que está em estágio muito inicial.


… Para o Jefferies, o episódio preocupa mais que as tarifas de Trump. A Capital Economics avaliou que o caso, se for sólido, pode prejudicar a posição dominante de algumas das empresas que lideraram o rali das bolsas americanas.


… Na corrida por segurança, os investidores se voltaram para os Treasuries, que tiveram queda importante nas taxas.


… O juro da note de 2 anos recuou para 4,195% (contra 4,272% na sessão anterior), o da note de 10 anos cedeu a 4,531% (de 4,629%) e o do T-Bond de 30 anos caiu a 4,769% (de 4,847%).


… Considerados portos-seguros, o iene (+0,89%; 154,551/US$) e franco suíço (+0,50%; 0,9019/US$) subiram. O DXY fechou estável, em 107,341 pontos (-0,07%), com euro (US$ 1,0492) e libra esterlina (US$ 1,2491) no zero a zero.


EM TEMPO… PETROBRAS informou que, em 2024, atingiu as metas de produção do Plano Estratégico 2024-2028, dentro do intervalo de ±4%…


… A produção total de óleo e gás natural alcançou 2,7 milhões de boed. A produção comercial de óleo e gás natural alcançou 2,4 milhões de boed e a produção de óleo foi de 2,2 milhões de barris por dia (bpd)…


… A companhia estabeleceu novos recordes anuais de produção total própria e operada no pré-sal, com 2,2 milhões de boed e 3,2 milhões de boed, respectivamente.


DIRECIONAL aprovou a 12ª emissão de debêntures simples, no valor de R$ 375 milhões (com lote adicional), em três séries, vinculadas à emissão de Certificados de Recebíveis Imobiliários.


ECORIOMINAS fará a 4ª emissão de debêntures no valor de R$ 7,32 bilhões. O prazo será de 272 meses.


META protocolou ação contra a Apple no Cade. Meta questiona o fato de a Apple perguntar ao usuário se ele permite, ou não, que o app rastreie as atividades apenas quando baixa aplicativos que não são da Apple.

Bankinter Portugal 2801

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: O objetivo a curto prazo é digerir o surgimento de DeepSeek, alternativa chinesa para o desenvolvimento da IA, e ir entendendo até onde poderá chegar e o que é verdade sobre a sua reduzida necessidade de semicondutores. A primeira reação do mercado ontem foi de cautela, com cortes em tecnologia (Nasdaq100 -3%), e principalmente em semicondutores, com Nvidia e Broadcom -17%, Micron -12% e a europeia ASML -7%. O normal é que as dúvidas se prolonguem nas próximas sessões, embora por sorte, a temporada de resultados poderá acalmar um pouco os ânimos. Hoje publicou SAP, que bate estimativas e publica guias favoráveis para 2025. Amanhã publicam Meta, Microsoft, ASML e Lam Research. 

 

Em suma, o objetivo das bolsas hoje deverá ser a estabilização e digerir esta nova variável. Os futuros estão planos, tanto nos EUA como na Europa. Há que esperar pelos resultados empresariais de amanhã para que comece a subir. 

 

S&P500 -1,5% Nq-100 -2,8% SOX -9,1% ES-50 -0,7% IBEX +0,1% VIX 17,9 Bund 2,50% T-Note 4,53% Spread 2A-10A USA=+34pb B10A: ESP 3,15% PT 2,94% FRA 3,28% ITA 3,63% Euribor 12m 2,53% USD 1,049 JPY 162,1 Ouro 2.741$ Brent 77,1$ WTI 73,1$ Bitcoin -3,6% (101.351$) Ether -5,1% (3.160$). 

 

FIM

segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

Ray Dalio

 


https://neofeed.com.br/negocios/ray-dalio-se-junta-a-howard-marks-no-alerta-para-uma-possivel-bolha-nos-eua/


Ailton Braga

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