terça-feira, 14 de janeiro de 2025

Call Matinal ConfianceTec 1401

 CALL MATINAL CONFIANCE TEC

14/01/2024 

Julio Hegedus Netto, economista

 

MERCADOS EM GERAL


FECHAMENTO DE SEGUNDA-FEIRA (13/01)

MERCADO BRASILEIRO


O Ibovespa, na segunda-feira (13), fechou em alta de 0,13%, aos 119.006 pontos.


Já o dólar à vista operou em queda de 0,07%, a R$ 6,098.


PRINCIPAIS MERCADOS, 7H00


Índices futuros dos EUA operam em alta nesta terça-feira (14), com atenção para os dados do IPP de dezembro.


🇺🇸EUA:

Dow Jones Futuro, +0,34%

S&P 500 Futuro, +0,52%

Nasdaq Futuro, +0,73%.


Ásia-Pacífico:

Shangai(China🇨🇳), +2,54%

Nikkei (Japão🇯🇵), -1,83%

Hang Seng Index (Hong Kong): +1,83%

Kospi (Coreia do Sul🇰🇷), +0,31%

ASX 200 (Austrália🇦🇺), +0,48%


Europa:

FTSE 100 (Reino Unido🇬🇧), -0,06%

DAX (Alemanha🇩🇪), +0,73%

CAC 40 (França🇫🇷), +1,12%

FTSE MIB (Itália🇮🇹), +0,71%

STOXX 600🇪🇺, +0,64%


Commodities:

Petróleo WTI, -0,37%, a US$ 78,53 o barril

Petróleo Brent, -0,47%, a US$ 80,62 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +2,22%, a 783 iuanes (US$ 106,81).


NO DIA, 1401


Depois dos embargos dos EUA à petroleiras da Rússia, o barril de petróleo ingressou numa escalada, agora acima de US$ 80, pressionando os juros dos Treasuries, perto de 5%. 


É neste clima que deve sair o PPI de dezembro, no aguardo do CPI amanhã, indicador mais esperado da semana.


Estes indicadores mais fortes, na sequência do payroll, devem reforçar a expectativa de menos cortes do Fed no ano (ou nenhuma flexibilização ou aperto).


Soma-se a isso tudo, o medo do tarifaço de Trump, embora ninguém ainda esteja seguro que será adotado. Vamos monitorando.


AGENDA DO DIA, 14/01

Indicadores:

10h00. Brasil🇧🇷/Anfavea: Produção e vendas de veículos em dezembro e total 2024

10h30. EUA🇺🇸/Deptº do Trabalho: PPI de dezembro

11h00. Brasil🇧🇷/Abraciclo: Dados de dezembro e 2024

16h00. Argentina🇦🇷/Indec: Inflação de dezembro e 2024


Eventos:

11h00. Posse de Sidônio Palmeira, novo ministro da Secom

12h00. Jeffrey Schmid (Fed de Kansas City) discursa

17h00. John Williams (Fed de NY) discursa

                               

Julio Hegedus Netto, economista da ConfianceTec 

 

Boa terça-feira e bons negócios!

Câmbio e inflação 1401

 📈 Dólar a R$ 6,30 Pressiona Inflação, Avalia BNP Paribas


A economista-chefe do BNP Paribas para América Latina, Fernanda Guardado, projeta aceleração da inflação no Brasil para 5,6% em 2025, frente aos 4,83% de 2024. O dólar, estimado em R$ 6,30 devido a riscos fiscais e externos, é o principal fator de pressão. Mesmo com a previsão de desaceleração do PIB para 2,1%, Guardado afirma que uma apreciação significativa do real seria necessária para aliviar os preços, algo improvável sem melhorias no cenário fiscal.  


A alta do IPCA reflete também um mercado de trabalho aquecido e a economia operando acima do potencial, com serviços mostrando aceleração. O BNP revisou sua projeção de inflação para 2026 de 3,6% para 4,2% e espera Selic em 15% ao fim do ciclo de aperto monetário. A incerteza sobre medidas tarifárias nos EUA amplia o intervalo das expectativas.

Tarifas gradativas

 📈 Equipe de Trump Considera Tarifas Gradativas sobre Importações  


A equipe econômica de Donald Trump avalia implementar aumentos graduais de tarifas sobre importações, segundo apuração da Bloomberg. A estratégia prevê elevações mensais de 2% a 5%, buscando fortalecer a posição dos EUA em negociações e mitigar riscos inflacionários.  


A medida seria executada por autoridades sob a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional. O objetivo é equilibrar impactos econômicos internos com pressão estratégica sobre parceiros comerciais. A abordagem reflete a postura protecionista defendida por Trump e pode intensificar debates sobre comércio global e inflação em 2025.

Bankinter Portugal Matinal 1401

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: Bolsas e obrigações continuam a digerir o forte dado de emprego americano de sexta-feira. As expetativas de cortes de taxas de juros da Fed continuam a reduzir-se. Ontem, em algum momento, chegaram a ser <-25 p.b., situando agora o consenso em -27 p.b. vs. -43 p.b. antes do dado de emprego. O lógico é que o mercado se coloque em modo “risk-off”, à espera do dado de IPC nos EUA, na quarta-feira (que se espera que aumente desde +2,7% até +2,9% em dezembro) e a realização da tomada de posse de Trump, na próxima segunda-feira, quando começaremos a ver até onde chegam as suas medidas anunciadas/ameaças. Neste contexto, é difícil ver as yields das obrigações a relaxarem e as bolsas a avançar sem hesitação, embora ontem Wall St. tenha subido, com a exceção da tecnologia. 

 

Lane (economista-chefe do BCE) advertiu que, se as taxas de juros na Europa permanecerem excessivamente altas, corremos o risco de que a inflação caia abaixo do objetivo de 2%. À primeira hora, Rehn (Finlândia) insiste que o BCE deve baixar taxas de juros independentemente do que a Fed fizer. Estas declarações poderão ajudar a estabilizar as yields na Europa, mas contribuem para ampliar o diferencial de taxas de juros com os EUA, e pressionam o euro. 

 

Hoje arranque misto na frente asiática. Por um lado, rumores de que a Administração Trump adotará uma abordagem gradual para os impostos alfandegários impulsionam as bolsas asiáticas, especialmente China, com a exceção de Nikkei, que ontem esteve fechado e reflete os cortes das restantes bolsas. Por outro, a possibilidade de novas restrições de exportações de chips para a IA pressiona o SOX (-0,35%) e especialmente Nvidia, que cai -2% e acumula uma queda de -17% nas últimas 4 sessões.  

 

Durante o resto do dia, quase não há referências macro. A única relevante são os Preços Industriais dos EUA (13:30 h), que se espera que aumentem desde +3,0% até +3,5% em dezembro (Subjacente desde +3,4% até +3,8%). Não é um preâmbulo muito bom para o IPC de amanhã, embora provavelmente já descontado. Na França, Bayrou deverá convencer a Assembleia sobre a sua reforma das pensões e conseguir apoios para aprovar o orçamento. Isto afetará a yield da obrigação francesa, cujo prémio se situa em 84 p.b.  

 

Portanto, hoje poderemos ver uma sessão de recuperação, após a expetativa de uma abordagem americana mais moderada nos impostos alfandegários e os comentários dovish de Lane e Rehn.  

 

S&P500 -0,2% Nq100 -0,3% ES-50 -0,5% VIX 19,19% (+1,47pb). Bund 2,61%. T-Note 4,76%. Spread 2A-10A USA=38,4pb B10A: ESP 3,30% ITA 3,82%. Euribor 12m 2,58% (fut.12m 2,38%). USD 1,026. JPY 161,5. Ouro 2.670$. Brent 80,5$. WTI 78,3$. Bitcoin +1,0% 95.133$). Ether +2,2% (3.183$). 

 

FIM

BDM Matinal Riscala 1401

 Bom dia


PPI serve como primeiro teste | BDM

www.bomdiamercado.com.br

Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*


[13/01/25]


… A escalada do petróleo acima de US$ 80 e os juros dos Treasuries perto de 5% mantêm dois focos de pressão nos negócios globais. Dentro de um ambiente inflacionário, o índice de preços ao produtor (PPI) nos EUA em dezembro ganha atenção redobrada hoje (10h30), na véspera do CPI, indicador econômico mais importante da semana. Dados fortes, na sequência do payroll, devem reforçar a expectativa de menos cortes do Fed no ano ou mesmo de nenhuma flexibilização ou quem sabe até de um aperto, nas especulações mais agressivas. A atividade e inflação aquecidas nos EUA coincidem com o medo do tarifaço de Trump, embora ninguém ainda esteja seguro do que virá.


… NY já estava fechada ontem, quando reportagem da Bloomberg apontou que integrantes da equipe econômica do presidente americano eleito discutem promover um aumento gradual das tarifas sobre as importações, mês a mês.


… Uma abordagem gradativa fortaleceria a posição dos EUA nas negociações e, ao mesmo tempo, ajudaria a evitar um repique na inflação, de acordo com as fontes. Pelo cronograma, as tarifas subiriam cerca de 2% a 5% ao mês.


… Também dependeriam de autoridades executivas sob a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional.


… As informações não chegam a ser novidade. Pouco mais de uma semana atrás, matéria do Washington Post havia indicado que as tarifas comerciais serão mais “seletivas e brandas” que o esperado, com foco em setor específicos.


… Naquele dia, Trump se apressou a fazer postagem em rede social dizendo que tudo não passa de fake news da imprensa. O mercado está acostumado às bravatas, mas continua inseguro sobre a concretização das ameaças.


… Quanto menos pesado o novo governo de Washington pegar em sua política tarifária e tanto menor forem as extravagâncias fiscais, melhor, para não deflagrar um horizonte ainda mais carregado de pressões para o Fed.


… A dinâmica exterior continua sendo observada muito de perto pelos mercados domésticos, que ainda têm que administrar os seus próprios dilemas. Ontem, porém, houve espaço de alívio (abaixo), com Guillen e Durigan.


… Entrevistado pelo jornal O Globo, o secretário executivo do Ministério da Fazenda, afirmou que o governo “naturalmente” cogita novas medidas de cortes de despesas este ano para garantir a preservação do arcabouço.


… Segundo ele, a equipe econômica deve voltar a insistir em impor limites aos “supersalários”, porque a revisão de gastos deve atingir “o andar de cima”. Também a questão da idade mínima para militares voltará à agenda.


… Durigan disse que as novas propostas podem diminuir as frustrações dos investidores com o pacote aprovado em 2024 e devem começar a ser debatidas após a aprovação pelo Congresso do Orçamento/25, prevista para fevereiro.


… Nos bastidores de Brasília, o Palácio do Planalto rejeita um novo ajuste fiscal antes de abril.


… Auxiliares próximos ao presidente Lula ouvidos pelo Valor não admitem medidas extras tão cedo, defendendo ser preciso esperar pelo menos três meses para avaliar se a situação das contas públicas registrou uma melhora.


… O governo, que em março fará um pente-fino no relatório de receitas e despesas, vai tentando ganhar tempo.


… Em evento da Bradesco Asset, ontem, o diretor de Política Econômica do BC, Diogo Guillen, disse que a meta fiscal do ano tende a ser cumprida, considerando o limite inferior estabelecido, mas o quadro ainda demanda atenção.


… Agradaram as suas declarações de que, “dada a política fiscal, vamos atuar para trazer a inflação para a meta” e de que “meta só existe uma: não é nem centro da meta, é a meta”, de 3% como alvo a ser perseguido pelo BC.


DÍVIDAS DOS ESTADOS – O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), indicou apoio aos vetos que o presidente Lula deve fazer no projeto de renegociação da dívida dos Estados, segundo o Broadcast.


… Semana passada, Haddad disse que o governo deve vetar todos os pontos do PL que afetem o resultado primário. Pacheco se reuniu ontem com Haddad, Rui Costa (Casa Civil) e Randolfe Rodrigues, líder do governo no Congresso.


… Na conversa, os integrantes do governo disseram que o essencial do projeto aprovado na Casa no ano passado será mantido, como a redução dos juros, alongamento da dívida e uso dos ativos para o abatimento da dívida.


MAIS AGENDA – A Anfavea divulga às 10h os dados de produção e venda de veículos em dezembro. Às 11h, o publicitário Sidônio Palmeira toma posse como novo ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom).


NOS EUA – A aposta para a inflação ao produtor (PPI) é de desaceleração para 0,3% em dezembro, contra 0,4% em novembro. O núcleo deve permanecer em 0,2%. Na base anual, o dado cheio deve vir em 3% e o núcleo, em 3,8%.


… Dois integrantes do Fed participam hoje de eventos públicos: Jeffrey Schmid, ao meio-dia, e John Williams, às 17h.


JAPÃO HOJE – O BoJ elevará o juro semana que vem se a inflação se comportar segundo as previsões, disse o vice-presidente do BC japonês, Ryozo Himino. Ele afirmou que os preços estão no caminho certo para a meta.


… No mercado, a perspectiva é de que o BoJ aperte as taxas em um futuro próximo, mas o momento ainda não está claro, porque as tendências salariais no Japão e as políticas econômicas de Trump têm de ser avaliadas.


… Alguns economistas esperam que o BoJ tome medidas neste mês e outros acham que pode esperar até março.


SENTIU FIRMEZA – Os comentários de Guillen sobre o esforço do BC para mirar o alvo do IPCA, combinados à sinalização de Durigan sobre novos de cortes de despesas no ano, descolaram o DI do rali dos juros dos Treasuries.


… A curva aqui também conseguiu descontar a piora na Focus. O documento mostrou que a mediana para a inflação suavizada dos próximos 12 meses subiu de 4,96% para 5,01%, desgarrando-se cada vez mais do centro da meta (3%).


… Para a taxa Selic, o boletim trouxe manutenção da mediana de 2025 em 15% e também para 2026, em 12%.


… Os contratos futuros dos juros conseguiram corrigir parte da pressão desencadeada na última 6ªF pelo payroll e IPCA de dezembro. Mas os longos fecharam perto da estabilidade, com a queda limitada pelas taxas dos Treasuries.


… O DI para janeiro de 2026 caiu a 14,955% (de 15,095% na sessão anterior); Jan/27 recuou para 15,315% (de 15,465%); e Jan/29, a 15,340% (de 15,400%). Já o Jan/31 pagou 15,240% (de 15,230%); e Jan/33, 15,100% (15,070%).


… No câmbio, a força das commodities, diante das novas sanções dos EUA contra Rússia e a balança comercial chinesa melhor que o esperada, blindou o real do impacto da valorização externa do dólar com Trump e o Fed.


… Mas, se não subiu, tampouco a moeda americana efetivamente conseguiu cair, fechando estável (-0,06%, a R$ 6,0985). O viés contratado ainda é de alta, com o investidor na contagem regressiva para a inflação nos EUA.


… Além disso, o alívio cauteloso responde à proximidade da posse de Trump (2ªF), que promete chegar chegando na Casa Branca, com decretos de impacto logo que assumir, contratando pressões nas expectativas inflacionárias.  


EM CÓRNER – Acima de US$ 80, o petróleo redobra a pressão para a Petrobras reajustar os combustíveis e reduzir a defasagem contra os preços praticados lá fora, que já chega a 22% no caso do diesel e em 13% na gasolina (Abicom).


… O preço do diesel não sofre alteração há 383 dias nas refinarias da estatal e a gasolina está estável há 188 dias.


… Em resposta a questionamento do Broadcast sobre o impacto da alta do Brent, a empresa informou que evita o repasse da volatilidade externa para os preços internos, conferindo assim períodos de estabilidade para os clientes.


… No fim/24, Magda Chambriard descartou intenção de mexer na tabela, já que a Petrobras estava ganhando dinheiro mesmo com os preços “abrasileirados”. O diretor Fernando Melgarejo rejeitou uma “correria” para reajuste.


… A diferença de lá para cá é que o petróleo ainda não havia batido os US$ 80, o que pode fechar o cerco. Em agosto de 2023, quando o Brent bateu no patamar atual, a companhia reajustou o diesel em 25% e a gasolina em 16%.


… Sérgio Rodrigues, presidente da Abicom, diz que a Petrobras não precisa trabalhar com uma defasagem de preços tão grande. “Prejudica não só importadores como produtores de etanol”, disse.


… Segundo ele, se a petroleira praticar um preço “só um pouco abaixo da defasagem já ganha muito dinheiro”.


… Para André Braz, coordenador do IPC-S na FGV, o reajuste deve vir em breve, o que vai pesar no IPCA de janeiro e, principalmente, fevereiro. Só a gasolina compromete 5% do orçamento familiar no país, afirmou.


… Ontem, Petrobras acompanhou de longe a alta do Brent (+1,56%; US$ 81,01), mas ajudou a amparar a pequena alta de 0,13% do Ibov, que voltou aos 109 mil pontos (119.006,93), novamente com giro muito baixo, de R$ 16,7 bi.


… O papel PN subiu 0,35% (R$ 37,07) e ON ficou estável (+0,07%), em R$ 40,95. O Brent voltou a repercutir as sanções dos EUA ao petróleo da Rússia, que devem afetar radicalmente o fornecimento do país para China e Índia.


… Vale ficou estável (-0,02%), em R$ 51,51, mesmo com a forte alta de 1,92% do minério de ferro em Dalian.


… Entre os bancos, Bradesco chegou a recuar, pressionado pelo rebaixamento da recomendação de compra para neutra pelo Itaú BBA. Mas reagiu com a notícia de que iniciou conversas com investidores para emissão externa.


… O banco pode emitir ao menos US$ 500 milhões em bonds de 5 anos. Na bolsa, o papel PN subiu 0,36% (R$ 11,22) e o ON avançou 0,19% (R$ 10,33).


… Itaú teve alta de 0,72% (R$ 30,86), Santander subiu 0,29% (R$ 23,88) e Banco do Brasil ficou estável, em R$ 24,21.


… Os destaques positivos do Ibov foram IRB (+4,60%; R$ 48,20), Eneva (+3,46%; R$ 11,06) e BTG (+2,13%; R$ 28,32).


… Minerva liderou o ranking negativo, com -5,31% (R$ 4,81). Grupo Pão de Açúcar, que teve recomendação e preço-alvo rebaixados pelo BofA, recuou 4,71% (R$ 2,63) e Carrefour perdeu 4,37% (R$ 5,25).


ROTINA DE ALTA – O juro da note-10 anos avançou um pouco mais e bateu em 4,8% pela primeira vez desde nov/23, em meio à economia que mostra força nos EUA, o suspense com o CPI e a cautela com as políticas de Trump 2.


… A taxa do título fechou um pouco abaixo da máxima do dia, em 4,79% (de 4,764% na sessão anterior). A marcha em direção aos 5% pesou sobre as ações de tecnologia. O Nasdaq cedeu 0,38%, aos 19.088,10 pontos.


… Na note de 2 anos, o juro subiu a 4,394% (de 4,379%) e, no T-bond de 30 anos, a 4,965% (de 4,944%).


… O noticiário também pressionou as techs. Nvidia (-1,97%) e Micron Tech (-4,31%) cederam após o governo dos EUA dizer que vai restringir ainda mais as exportações de chips e tecnologia de IA.


… S&P 500 chegou a cair à mínima de dois meses durante a sessão (5.773 pontos), mas fechou com leve alta de 0,16% (5.836,22), sustentado pelo setor de energia (acompanhando o petróleo) e bancos (à espera dos balanços).


… Dow Jones se beneficiou da rotação de posições para fora das techs em direção ao setor financeiro, como JPMorgan, e outros papéis, como Caterpillar e UnitedHealth. Subiu 0,86% (42.297,12 pontos).


… A perspectiva de um Fed menos dovish seguiu pressionando o dólar e o índice DXY subiu 0,28%, a 109,956 pontos.


… Ninguém quer apostar contra o dólar forte às vésperas da posse de Trump, diz o ING, mesmo com a taxa de câmbio ajustada à inflação no maior nível desde 1985, segundo cálculo do banco.


… O próximo presidente americano, lembra o ING, promete tarifas, controles de imigração, estímulo fiscal e flexibilização regulatória, o que, além de uma economia forte dos EUA, pode pressionar ainda mais a inflação.


… Enquanto isso, a libra se enfraquece em meio à preocupação com o Orçamento no Reino Unido. Ontem, a moeda caiu 0,25%, a US$ 1,2177. O euro cedeu 0,24%, a US$ 1,0219. Na contramão, o iene subiu 0,29% (157,26/US$).


EM TEMPO… PETROBRAS informou não ter sido notificada pelo TCU e que não tem conhecimento dos termos da apuração sigilosa sobre o procedimento licitatório para construção e afretamento de 12 embarcações do tipo PSV…


… O posicionamento atendeu à solicitação de esclarecimentos da CVM. A concorrência foi vencida pela Bram Offshore e Starnav e contestada pela Associação Brasileira dos Usuários dos Portos, de Transportes e da Logística.


B3 encerrou programa de recompra de ações, após atingir a quantidade máxima de 340 milhões de papéis recomprados, equivalentes a 6% do capital social.


SABESP. Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) obteve liminar que impede a empresa de saneamento de rescindir os contratos com os associados da entidade, que garantem condições de tarifa mais favoráveis…


… No fim de outubro, a Sabesp anunciou a grandes consumidores que rescindiria os contratos com os clientes de maior porte. A empresa rompeu 555 contratos.


MRV. Lançamentos somaram R$ 2,935 bilhões no 4Tri24, alta de 50,8% sobre o 4Tri23. O Valor Geral de Vendas cresceu 19,2%, para R$ 2,611 bilhões, na comparação anual.


AZUL elegeu Daniel Tkacz para o cargo de diretor vice-presidente de operações da companhia…


… Também foram reeleitos o diretor-presidente, John Peter Rodgerson, o diretor de RI, Alexandre Wagner Malfitan, e o diretor vice-presidente de receitas, Abhi Manoj Shah.


CCR. Bradesco BBI, um dos principais credores do grupo Mover, tenta assumir as ações da companhia no grupo CCR, que informou ter recebido uma cópia de notificação do banco…


… O Bradesco diz que pediu para consolidar a propriedade fiduciária sobre 281,5 milhões ações da CCR, praticamente toda a participação da antiga empreiteira, dadas em garantia de dívidas do grupo Mover.


ELETROBRAS iniciará 2ª fase do plano de gestão de provisões relativas ao empréstimo compulsório criado em 1960, com o objetivo de reduzir a carteira de processos, focando nas ações judiciais de valor menor do que na 1ª fase…


… Em dois anos, a companhia reduziu em 55,8% o estoque de provisões, caindo de R$ 25,8 bilhões em setembro de 2022 para R$ 14,4 bilhões em setembro de 2024.


AOS ASSINANTES DO BDM, BOM DIA E BONS NEGÓCIOS!

segunda-feira, 13 de janeiro de 2025

Alex Ribeiro 1301

 ANÁLISE: Deterioração das expectativas de inflação corrói parte do aperto monetário


Alex Ribeiro De São Paulo


 


As expectativas de inflação do mercado financeiro para 2025 já sofreram uma deterioração de 0,40 ponto percentual desde a reunião de dezembro do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, corroendo parte do aperto promovido com um minichoque na taxa Selic. Ainda assim, as indicações são de que a taxa Selic estará, no fim do ciclo de aperto, claramente no território contracionista.


Às vésperas da reunião de dezembro do colegiado, a expectativa de inflação dos analistas econômicos se encontrava "em torno" de 4,6%, segundo registra a ata desse encontro. Na sexta, as expectativas iá haviam  subido para 5%. Nas duas situações, a inflação projetada se encontrava acima tanto do centro da meta contínua (3%) definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) quanto do intervalo de tolerância superior (4,5%) previsto nas regras.


Em tese, essa inflação acima do objetivo neste ano não é a maior das preocupações do Copom, já que a política monetária é definida com vistas a colocar a inflação no objetivo em meados de 2026, que é o chamado horizonte relevante de política monetária. Mas o avanço das expectativas de inflação de 2025 importa porque, quanto maiores forem, menores os juros reais. E é justamente o juro real que faz o trabalho de conter a expansão da demanda agregada e, com isso, baixar a inflação para a meta.


Em dezembro, o Copom surpreendeu o mercado com uma alta de 1 ponto percentual na taxa Selic. Também sinalizou duas altas de juros da mesma magnitude, que vão colocar a taxa Selic em 14,25% ao ano até março. Com a atitude mais austera do Copom, o mercado reviu as suas estimativas para a taxa Selic no fim de 2025. Agora, espera que o juro encerre o ano em 15%, em vez de 13%. Mas a alta das expectativas de inflação corrói um pedaço desses juros reais.


Essa corrosão dos juros nominais pode prejudicar o trabalho do Banco Central? Por enquanto, não, porque os juros nominais de 15% antecipados pelo mercado são altos para garantir que a taxa real será contracionista. Grosso modo, uma Selic a 15% com uma inflação de 5% dá uma taxa real de juro de 9,5%. O percentual supera a taxa neutra estimada pelo próprio Banco Central (5% ao ano) e mesmo as previsões mais pessimistas de participantes do mercado que citam percentuais em 6,5% ou até 7%.


Mas, de qualquer forma, a cada avanço das previsões de inflação do mercado, uma dose do aperto monetário vai sendo corroída. Indicadores antecedentes das projeções sugerem que elas vão continuar subindo. A média das expectativas (soma das projeções, dividido pelo número de projeções) já se encontra em 5,09%, acima da mediana das projeções (percentual mais ao centro entre todos os informados pelos especialistas), que está em 5%, nos dados dos últimos 30 dias. Já a mediana das projeções informadas nos últimos cinco dias já se encontra em 5,14%.

O figurante rouba a cena

 O figurante rouba a cena

O Estado de S. Paulo.
13 de jan. de 2025

Luís Eduardo Assis Economista, autor de 'O Poder das Ideias Erradas' (Ed. Almedina), foi diretor de Política Monetária do Banco Central e professor de Economia da PUC-SP e FGV-SP. E-mail: luiseduardoassis@gmail.com

Em tempos idos, eram as agruras do setor externo, não as contas públicas, que faziam as manchetes no Brasil. Ao longo de décadas, desde o choque de juros na década de 1970 até o fim de 2008, quando as reservas internacionais pela primeira vez superaram a dívida externa, o humor da economia brasileira gravitou em torno das relações com o resto do mundo. Isso ficou para trás. No fim do ano passado, no entanto, o figurante tentou virar protagonista.

Por conta do rebuliço no mercado financeiro, no rastro do fiasco do anúncio do ajuste fiscal, as reservas internacionais despencaram US$ 33,3 bilhões em dezembro último. Não foi pouca coisa: trata-se do maior tombo de toda a série histórica. A fuga de capital foi a contraface da valorização do dólar, 13,7% no último trimestre do ano, a mais alta desde o começo de 2020, quando irrompeu a pandemia.

As reservas internacionais devem ter fechado o ano abaixo da dívida externa, que estava em US$ 362 bilhões em novembro. Isso não acontecia há 17 anos. A balança comercial também não fez bonito. O saldo caiu quase 25% no ano passado.

Mesmo assim, tudo somado, não vale a pena desperdiçar pessimismo com as contas externas – vamos precisar dele para analisar a crise fiscal. As exportações caíram no ano passado, mas estão muito próximas do recorde histórico de 2023. Da mesma forma, o saldo da balança comercial, mesmo tendo recuado, foi o segundo maior da série histórica e pode ser maior agora em 2025, já que o dólar mais caro estimula as exportações e a desaceleração da economia abranda as importações.

A queda nas reservas internacionais, por sua vez, teve até um i mpacto pos i t i v o (temporário, claro) na dívida pública, já que a contrapartida dessa contração na liquidez foi a diminuição de operações compromissadas com lastro em títulos públicos. O economista Fernando Montero, da corretora Tullett Prebon, estima que, por conta das menores reservas, a relação dívida/PIB tenha caído de 77,7% em novembro para 76,1% em dezembro.

Seria uma parvoíce desmesurada tentar conter o aumento da dívida pública mediante redução de reservas internacionais, mas há esse efeito. Tudo somado, o cenário do setor externo em 2025 caminha para uma certa normalidade. O problema no fim de 2024 foi provocado pela ação do homem, antes de ser uma fatalidade. Foi o fracasso nas medidas de ajuste fiscal que geraram um retorno fugaz do setor externo ao centro do palco. O protagonista do nosso drama, passado o susto, volta a ser o desequilíbrio das contas públicas. Enquanto o governo desprezar a necessidade de austeridade nos gastos, esse será o personagem principal na cena econômica. •

Ailton Braga

  Hoje, 02/02/2026, saiu no Blog do IBRE da FGV, artigo meu em que faço análise da interação entre política fiscal e política monetária, a p...