terça-feira, 7 de janeiro de 2025

Stefania Paredes Fuentes

2024 foi um ano muito agitado, mas feliz com os resultados!


Passei um bom tempo editando "Ensinando Macroeconomia: Uma Abordagem Moderna e Inclusiva" Edward Elgar Publishing próximo fevereiro de 2025. Fique atento ao lançamento!

Isso só foi possível graças aos incríveis autores que contribuíram para os vários capítulos, então deixe-me dar um resumo do que está no livro:

Capítulo 2: Javier Lozano (Universitat de les Illes Balears ) faz uma comparação útil sobre como diferentes livros didáticos introduzem o modelo de 3 equações e compara como o comportamento do banco central é modelado, destacando diferenças cruciais na dinâmica do modelo.

Capítulo 3: Dr Dean Garratt e o Dr. Vaclav Zdarek mostram como reintegrar os conceitos de política fiscal e finanças públicas em cursos introdutórios de macroeconomia e além, superando o domínio da política monetária como ferramenta de ensino para estudar a estabilização.

Capítulo 4: O Prof. Daniela Tavasci e o Dr. Luigi Ventimiglia (Queen Mary School of Business & Management ) mostram como reintroduzir a desigualdade no ensino de macroeconomia e como a desigualdade e o crescimento econômico não podem ser desembaraçados.

Capítulo 5: O Dr. Alex Karalis Isaac (Department of Economics, University of Warwick ) propõe uma abordagem mais envolvente para ensinar o crescimento econômico, afastando-se de narrativas lineares e exclusivas que sugerem que o crescimento econômico pode ser alcançado por meio de comportamentos específicos (por exemplo, poupança) e atores específicos (por exemplo, empreendedores). Em vez disso, ele se envolve em conversas sobre o papel das instituições, geografia e história na formação do desenvolvimento e crescimento global.

Capítulo 6: O Dr. Alastair Smith (ATLA Community ) propõe uma nova abordagem pedagógica de "destruição co-criativa" para incorporar a sustentabilidade ambiental no currículo de macroeconomia. Smith desafia a visão tradicional da macroeconomia como um sistema limitado composto exclusivamente de componentes criados pelo homem.

Capítulo 7: A Dra. Cecilia Lanata Briones (Departamento de Economia, Universidade de Warwick) fornece maneiras de integrar conteúdo histórico sem transformar módulos de macroeconomia em cursos de história dedicados.

A Parte II do livro compartilha recomendações práticas que promovem o envolvimento dos alunos com a macroeconomia, aumentando o engajamento e a inclusão nas salas de aula e nos materiais do curso.

Capítulo 8: O Prof. Parama Chaudhury (CTaLE & UCL ) e o Prof. Cloda Jenkins (CTaLE & Imperial College London ) introduzem estratégias de aprendizagem ativa para grandes coortes heterogêneas que estudam macroeconomia. Eles defendem o aproveitamento do conhecimento, interesses e experiências anteriores dos alunos para criar oportunidades de compartilhamento de perspectivas e avaliação crítica de ideias.

Capítulo 9: Mostro como projetar conjuntos de problemas para criar ambientes dinâmicos de aprendizagem, usando artigos de jornais e relatórios econômicos (University of Southampton ).

Capítulo 10: O Dr. Dean Garratt (Aston Business School ) baseia-se em sua experiência como economista acadêmico e profissional, ele introduz uma abordagem de "profissional profissional" para avaliação e ensino.

Muito animado com isso!

Mailson Nobrega, 0701

 https://www.estadao.com.br/opiniao/espaco-aberto/a-especulacao-e-os-equivocos-da-esquerda/?srsltid=AfmBOoqVn3j21EyAWkFqAHL6HARYwjUSCQUro_IPfz4aQp_Lx1bdx2ds


*A especulação e os equívocos da esquerda*


_A recente elevação do dólar e dos juros futuros mostrou a desinformação de políticos de esquerda_


Por Maílson da Nóbrega 05/01/2025 


Até o século 17, o significado da palavra especulação nada tinha a ver com o mercado financeiro. Ainda hoje é assim nos países desenvolvidos. Segundo o Dicionário Oxford, especulação quer dizer “the forming of a theory or conjecture without firm evidence” (a formação de uma teoria ou conjectura sem firme evidência). Por exemplo, especular sobre a demissão de um ministro.


Na acepção moderna, ao se referir ao mercado financeiro, o Oxford define especulação como “investment in stocks, property, etc. in the hope of gain but with the risk of loss” (investimento em ações, propriedades, etc., na esperança de ganho, mas com risco de perda). Em países emergentes, nos quais o anticapitalismo gera desconfiança em relação às atividades das instituições financeiras e das bolsas de valores, muitos veem a especulação como algo nocivo. Isso pode ser consequência de desinformação, que costuma estar presente em grande parte da sociedade e da classe política.


Especulações não têm por objetivo prejudicar o governo ou a economia, ao contrário do que imaginam segmentos do sistema político, em especial os partidos de esquerda, que nutrem posturas agressivas contra o sistema financeiro. É verdade que em certos momentos se formam bolhas especulativas. Elas decorrem geralmente de disfunções do mercado financeiro e de manias que provocam apostas em investimentos excessivamente arriscados. Essas bolhas, quando estouram, causam danos à atividade econômica, como as que serão examinadas em seguida.


A primeira grande bolha foi a das tulipas, que ocorreu na Holanda nos anos 1620. Todas as classes sociais investiam na flor. Quanto mais exótica, mais cara. Um único bulbo chegou a valer o equivalente a 24 toneladas de trigo. Não tinha como ser sustentável. A bolha estourou, causando enormes perdas. Outra foi a bolha dos mares do sul, cujo estouro arruinou muitos investidores britânicos em 1720. Ela teve origem na Companhia dos Mares do Sul, criada em 1711 para atuar no comércio com a América espanhola. Havia a expectativa de que a Guerra de Sucessão da Espanha, então caminhando para o final, ocasionaria um tratado favorável a tal comércio. Suas ações subiram muito em janeiro, de 128 para 1.000 libras, mas a realidade superou visões otimistas. Em setembro, a bolha estourou. As ações caíram para 124 libras.


A bolha especulativa mais famosa é a que levou à quebra da Bolsa de Valores de Nova York (1929). Até pessoas de baixa renda, como engraxates, investiam em ações. O estouro da bolha provocou a falência de quase 10 mil bancos. Seus efeitos negativos na economia inspiraram a aprovação da Lei Smoot-Hawley (1930), que elevou substancialmente as tarifas aduaneiras. A medida provocou retaliações dos parceiros comerciais dos Estados Unidos no mundo inteiro. Em três anos, o comércio global caiu um terço. Aquela lei é considerada uma das principais causas da Grande Depressão dos anos 1930, que elevou a taxa de desemprego americana para 25%, deu origem a favelas e provocou consequências negativas em todo o mundo. No Brasil, seus efeitos resultaram em forte queda do preço e das exportações do café.


Examinemos, agora, a especulação natural no mercado financeiro. Ela compreende duas partes no negócio, uma que compra e outra que vende. Se o raciocínio da esquerda estivesse correto, uma dessas partes estaria sabotando o governo, enquanto a outra o estaria apoiando. Não é assim. Essa especulação é parte essencial do mercado financeiro. É dela que nascem os mercados de crédito e de capitais, que são a fonte de recursos para financiar atividades econômicas. Antes, quem quisesse iniciar um negócio recorria a parentes e amigos.


O desconhecimento dessas realidades leva muitos a pensar que o aumento dos juros pelo Banco Central (BC) beneficia os bancos. Na verdade, bancos vivem de captar recursos e realizar empréstimos. Arcam com custos operacionais e perdas por inadimplência. Ganham com a diferença entre receitas e despesas. Assim, preferem juros baixos, os quais aumentam o volume dos negócios, inibem perdas e geram novas operações lucrativas.


A recente elevação do dólar e dos juros futuros mostrou a desinformação de políticos de esquerda. Um deles disse que votou contra o pacote fiscal porque era do PT, e não funcionário do governo. “Nunca votei para reduzir direitos”, afirmou. Outro disse que “o tal ajuste fiscal só está fazendo cortes que atingem quem mais precisa, o povo”. Ocorre que os cortes visam a evitar o descontrole da inflação, que prejudicará especialmente os menos favorecidos. Um deputado petista pediu uma investigação da Polícia Federal para punir a “Faria Lima”. Inventou um crime. O ridículo maior coube ao PDT, que invocou a inconstitucionalidade do aumento da taxa Selic. Se o Supremo Tribunal Federal (STF) acolher o esquisito pedido, a redução forçada da Selic acarretará o colapso das expectativas e o descontrole da inflação.


A velha esquerda brasileira faria bem a si e ao Brasil se buscasse aprender lições triviais de economia."

Eurasia Group - Top Risks

 🗣 Eurasia prevê ‘lei da selva’ no mundo; Brasil pode sofrer

Em 2025, a consultoria Eurasia prevê um cenário de instabilidade global, caracterizado pelo retorno de Donald Trump e o enfraquecimento das instituições de governança mundial. O "déficit de liderança mundial" é apontado como a principal ameaça geopolítica, com os EUA e a China se afastando de responsabilidades globais.

O Brasil é destacado como um dos países vulneráveis, podendo ser impactado pela guerra comercial, especialmente em um momento de dificuldades econômicas internas, como o dólar mais caro e a competição com produtos chineses. A consultoria alerta que os desafios locais podem rapidamente se agravar devido a pressões externas, como juros mais altos e uma demanda global mais fraca.

https://www.eurasiagroup.net/issues/Top-Risks-2025-Implications-for-Brazil



Bankinter Portugal Matinal 0701

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: Iniciamos a primeira semana de referências importantes para o mercado, com a tecnologia a subir com força e Trudeau, o Primeiro-Ministro do Canadá, a demitir-se, como provável primeira vítima colateral de Trump. E outra vitória qualitativa de Trump é a demissão de Barr, Vice-Presidente e responsável de Supervisão da Fed, a partir de 28 de fevereiro. Foi nomeado por Biden e implicava um potencial obstáculo para a desregulação que Trump; afirmou que apresentaria batalha legal, mas agora afirma que se demite para não se tornar um obstáculo para o trabalho da Fed (?). 

 

Washington Post publicou ontem um artigo a argumentar que Trump endurecerá os impostos alfandegários para os produtos/serviços que comprometam a segurança nacional, o que implica uma suavização significativa da abordagem. Foxcomm publicou bons resultados (vendas +15%). Microsoft anunciou 80.000M$ de investimentos em centros de dados. Bernanke (ex-Presidente da Fed) afirmou que as medidas de Trump (imigração, impostos alfandegários, impostos) não serão tão inflacionistas quanto se teme. Tudo isto, coincidindo nas últimas 72 h, impulsiona agora o mercado e permitiu, ontem, que a tecnologia se reanimasse de repente (Nq-100 +1,7%; SOX +2,8%). Em paralelo e de forma complementar, as Vendas de Natal (4 semanas de dezembro) foram boas no Reino Unido: +3,2% vs. -3,3% em novembro. Assim, com tudo isto a favor, as bolsas sobem (Nova Iorque ontem, e Ásia esta madrugada: Nikkei +2%), a volatilidade reduz-se (VIX 16%) e as criptos, que são o melhor indicador de risco de curto prazo, relançam-se. 

 

Acreditamos que é necessário um reajuste depois de uns excelentes 2023 e 2024, considerando que as avaliações não são infinitas, que as inflações se resistem, apesar do que digam os bancos centrais, e com as yields das obrigações mais elevadas (T-Note > 4,50% e Bund > 2,30%). Não obstante, não teremos uma orientação moderadamente fiável do tom de arranque de 2025 até ao final desta semana. Mas poderemos apreciar o tom dos volumes, e isso é algo. Porque esta semana teremos inflação europeia a aumentar (+2,4% vs. +2,2%) e emprego americano provavelmente mais sólido, o que não seria bom para as expetativas de descidas de taxas de juros nos EUA. E a inflação alemã aumentou ontem até +2,6% desde +2,2%, mas a francesa hoje repetiu em +1,3% vs. +1,4% esperado. Saldo misto. Veremos o dado da UE, às 10h… 

 

Além da inflação europeia de hoje, as seguintes referências sérias serão a inflação americana (15 de janeiro; agora +2,7% e a Subjacente +3,3%), a tomada de posse de Trump (20 de janeiro) e as reuniões da Fed e do BCE (29 e 30 de janeiro, respetivamente). Na nossa opinião, o BCE baixará (-25 p.b. até 2,75%/2,90% Depósito/Crédito), mas não a Fed (agora 4,25%/4,50%), e esse desenvolvimento poderá marcar o início de um arrefecimento do mercado. Em suma, janeiro será um mês de testes e provavelmente fraco… principalmente até à tomada de posse de Trump, a 20 de janeiro. A repentina subida de ontem deverá resultar numa correção hoje, embora não agressiva. 

 

S&P500 +0,6% Nq-100 +1,7% SOX +2,8% ES-50 +2,4% IBEX +1,3% VIX 16,0% Bund 2,45% T-Note 4,61% Spread 2A-10A USA=+35pb B10A: ESP 3,11% PT 2,91% FRA 3,27% ITA 3,56% Euribor 12m 2,487% (fut.2,281%) USD 1,039 JPY 163,9 Ouro 2.641$ Brent 76,3$ WTI 73,5$ Bitcoin +0,1% (101.806$) Ether +0,1% (3.641$). 

 

FIM

Em resumo 0701

 📲 As notícias do Resumo

** Pix acima de R$ 5 mil por mês serão reportados à Receita a partir de agora.

** Haddad descarta subir IOF para conter dólar.

** Ações da Eneva disparam com nova portaria altera regras do leilão do governo.

** Justin Trudeau, premiê canadense, renuncia ao cargo.

** Elon Musk não pode influenciar um país de 84 milhões de habitantes, diz governo alemão.

** “Faria Lima está em negação para as criptomoedas”, diz fundador da gestora B2V Crypto.

Prensa 0701

 Manchetes desta terça-feira


São Paulo, 07/01/2025 - A seguir, as manchetes desta terça-feira dos principais jornais brasileiros e do mundo:


O Estado de S.Paulo (SP)


Planalto depende de votos da oposição para aprovar pautas cruciais


Folha de S.Paulo (SP)


Superávit da balança comercial cai em 2024; saldo é de US$ 74,6 bi


Valor Econômico (SP)


Superávit comercial brasileiro recua 24,6%, com aumento de importações


O Globo (RJ)


Petróleo, soja e minério puxam saldo de exportações do Brasil


The New York Times (EUA)


Paz em vez de tumulto no ritual que selou vitória de Trump


The Wall Street Journal (EUA)


Congresso ratifica vitória de Trump em sessão pacífica, ao contrário de 21


Financial Times (RU)


Trudeau renuncia à medida que avaliações ruins e conflitos em seu partido cobram preço


El País (ESP)


Europa se revolta contra intromissões políticas de Musk


Correio Braziliense (DF)


Os caminhos de uma estrela até o Oscar


Zero Hora (RS)


Decisão liminar barra a largada da votação de projetos de Melo na Câmara da Capital


A Tarde (BA)


Bahia destina R$ 378 mi para Férias na Escola e contratações


Jornal do Commercio (PE)


Pernambuco fecha 2024 com redução de 5,4% nos homicídios


Broadcast+

Ailton Braga

  Hoje, 02/02/2026, saiu no Blog do IBRE da FGV, artigo meu em que faço análise da interação entre política fiscal e política monetária, a p...