terça-feira, 26 de novembro de 2024

Bankinter Portugal Matinal 2611

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: Rally nas obrigações (T-Note 4,27% -14 p.b., Bund 2,20% -5 p.b.), euro em alta (1,05 €/$ +0,7%) e sexta sessão consecutiva de subidas de bolsa em Nova Iorque (tech +0,1%; semis +0,7%) após a recente nomeação de Scott Bessent, perfil mais moderado, como Secretário do Tesouro americano. Na Europa, o mau dado do IFO alemão foi um novo sinal da debilidade da economia (ambos PMIs <50, eleições antecipadas, 5 trimestres consecutivos a retroceder, etc.) e dá argumentos ao BCE para continuar a baixar taxas de juros. 

 

Para hoje, a sensação é de falta de incentivos para continuar a subir. Esta madrugada, Trump anunciou, para janeiro, impostos alfandegários de 25% às importações de México e Canadá, e 10% adicional às de China. E as restantes referências do dia não ajudarão. Às 15h, a Confiança do Consumidor voltará a subir e, às 19h, as Atas da Fed voltarão a reforçar a sua mensagem dependente dos dados. Isto implica maior inflação, economia sólida e possibilidade de menores descidas de taxas de juros do que o esperado por parte da Fed. 

 

Em suma, esperamos uma sessão lateral nos EUA e quedas na Europa. A atenção da semana está em dois focos: (i) o aumento da inflação previsto com o IPC europeu e PCE americano; (ii) O início oficial da Holiday Season com a Ação de Graças e Black Friday.  

 

S&P500 +0,3% Nq-100 +0,1% SOX +0,7% ES-50 +0,2% IBEX +0,5% VIX 14,6% Bund 2,20% T-Note 4,27% Spread 2A-10A USA=+2pb B10A: ESP 2,94% PT 2,68% FRA 3,02% ITA 3,48% Euribor 12m 2,42% (fut.12m 2,071%) USD 1,049 JPY 161,8 Ouro 2.625$ Brent 73,1$ WTI 69,1$ Bitcoin -5,7% (93.702$) Ether +3,6% (3.439$). 

 

FIM

segunda-feira, 25 de novembro de 2024

Outlooks

 𝐋𝐢𝐬𝐭 𝐨𝐟 𝐌𝐚𝐫𝐤𝐞𝐭 𝐎𝐮𝐭𝐥𝐨𝐨𝐤𝐬 𝐟𝐨𝐫 2025           👇🏻👇🏻👇🏻


Goldman Sachs: https://lnkd.in/guQ5d5we

JP Morgan: https://lnkd.in/gapTqRCa

JP Morgan 2025 CMA: https://lnkd.in/gJC52rPJ

JP Morgan Wealth Management: https://lnkd.in/gd9p4tkT

UBS: https://lnkd.in/gCUAN6nB

Barclays: https://lnkd.in/ghmWiXw2

Morgan Stanley: https://lnkd.in/g_snf2gf

BlackRock: https://lnkd.in/gRgeATSM

Invesco: https://lnkd.in/gqEjY6QX

Merrill Lynch: https://lnkd.in/gAnUCDHN

BNP Paribas: https://lnkd.in/gGT8MSYr

Schroders : https://lnkd.in/grJsfM6m

Amundi: https://lnkd.in/gKUmhsvk

HSBC: https://lnkd.in/gSSkDcdF

ING: https://lnkd.in/gHgAv9_f

NY TIMES

 https://www.nytimes.com/2024/11/24/world/americas/brazil-corruption-operation-car-wash-convictions.html


O golpe já foi dado

 " O golpe já foi dado"


Luís Ernesto Lacombe - 24/11/2024 


O golpe já foi dado. Não houve “tentativa de planejamento”; houve planejamento e ação, na caradura. Tivemos leis rasgadas, ou inventadas, ou interpretadas. Tivemos sistema jurídico desprezado, reviravoltas absurdas, capazes de chutar todas as instâncias. Era um “problema de CEP”... Não houve “possivelmente”... Tornaram possível o que seria impossível num país sério.


Tornaram “provas” mensagens obtidas ilegalmente que nunca foram periciadas. Um juiz de primeira instância foi crucificado, como se apenas ele tivesse botado na cadeia, por ambição política, um condenado por corrupção e lavagem de dinheiro. Sua substituta também decidiu pela condenação, assim como os três desembargadores da segunda instância.


Na terceira instância, outra decisão unânime: os quatro ministros confirmaram a condenação do réu, que acabou preso. Pedidos de habeas corpus em seu favor chegaram à última instância e, um a um, foram negados. Até que o golpe começou a ser implementado... Então, decidiram, sem apelação, que todas as condenações deveriam ser anuladas. Um ministro do Supremo ficou tão emocionado com isso que chorou...


Aquele que estava preso foi liberado para concorrer à Presidência da República. E ele precisava vencer a eleição. Uma dobradinha bem planejada entre o STF e o TSE entrou em cena. A campanha foi absolutamente desequilibrada. Ao descondenado, toda a ajuda. Ao seu concorrente, todas as dificuldades, a censura implementada impiedosamente, como se fosse garantia constitucional, desde que usada contra alguém específico, contra um grupo determinado.


Aquele que estava na cadeia levou a eleição. Mais uma etapa do plano concluída com sucesso: “missão dada, missão cumprida”. E o próximo passo seria continuar garantindo que não houvesse oposição, com o vale-tudo instituído. Os inquéritos ilegais intermináveis não surgiram à toa, servem para estabelecer o terror, o medo, para levar ao silêncio, ao exílio ou à prisão de forma absolutamente injusta qualquer um que ouse reagir ao golpe. E, nessa onda brutal, foi arrastado também o principal adversário do descondenado reconduzido à Presidência: está inelegível até 2030.


Em 2026, está claro, os golpistas de verdade não permitirão a participação nas eleições daqueles que cogitem enfrentar a trama terrível que tomou conta do Brasil. Com o apoio dos artistas beneficiados por fartas verbas dos pagadores de impostos, da imprensa igualmente mercantilista... E, assim, todos os que mantêm o senso crítico, o compromisso com as leis e com a verdade podem ser chamados de reacionários. Estão reagindo ao golpe, com muito orgulho e amor pelo país."

Haroldo Monteiro

 

Haroldo MonteirResumo do meu recente livro lançado, feito pelo Fi"lipe Moreli
"Acredito na meritocracia como uma medida relativa. Trago nesse livro um novo olhar sobre esse conceito que apesar das críticas é a maneira mais democrática de se atingir o "seu" sucesso."
Logo de cara tem-se a primeira impressão sobre o livro apenas pela capa, ou melhor, pelo nome.

O autor, Haroldo Monteiro, nesta obra, aborda a meritocracia de uma forma jamais abordada no Brasil. Aliás, arrisco a dizer que é o primeiro livro dessa temática que a aborda assim.

O autor argumenta que a meritocracia é relativa, tendo em vista que não se trata de todos atingirem os mesmos objetivos e as mesmas posições. O que o autor diz é que cada uma atingirá certos patamares em suas jornadas de vida e que cada um terá uma forma diferente de sucesso. Nem todos ficarão milionários ou bilionários, mas terão uma vida melhor e mais confortável e isso jamais poderá ser considerado como fracasso.

Para chega a essa conclusão, o autor, afirma que o sucesso de cada um, depende de suas escolhas de vida. E, veja, não se trata apenas de decisões profissionais, mas de decisões pessoais. Há vários fatores pessoais, várias decisões, que tomamos diariamente que nos afetarão de formas diversas, e quem sabe, até no impedindo de atingir completamente a meta almejada. Importante ainda notar que a não completude da meta não necessariamente implica em um fracasso, pois se há uma melhora na vida da pessoa, não há fracasso.

Ainda, o autor, define algumas situações as quais não considera como mérito, alguns exemplos: pessoas que nascem ricas ou herdeiros. Dessa forma, não há como atrelar o mérito a riqueza, principalmente a pessoas que nasceram ricas ou herdaram bens ou dinheiro. O mérito aqui estaria na pessoa conseguir melhorar ainda mais a sua condição de vida e não em já nascer rica. Inclusive, essa é uma forma de defender o próprio sistema meritocrático pois atrelar a meritocracia a riqueza é uma forma de descaracterizar o sistema meritocrático.

O livro, com certeza, é uma leitura recomendada para todos que procuram entender mais sobre e meritocracia. A leitura é fácil e fluída, sem os rigorismos acadêmicos.

Haroldo Monteiro

Uma certa ideia de Europa

 Uma certa ideia de Europa 


Vou buscar uma referência literária muito estimável: John Banville. Um mestre. Na sua versão de Kim Philby tenta explicar a uma jornalista as razões de trair o projecto atlantista. Diz ele: é uma certa ideia sobre a Europa.


E que Europa é esta?


É a Europa continental. Desligada do eixo Atlântico, que inclui o Reino Unido (Perfidious Albion), Canadá e Estados Unidos. É uma questão antiga que se revela na filosofia por exemplo: o cisma da filosofia analítica é todo ele uma fronteira geográfica. O que indica que o pensamento filosófico anda atrelado a uma ideia de cultura e valores geopolíticos. Esta ideia de Europa também se revela no cisma entre conservadores europeus. A CDU de Merkel e Ursula Von der Leyen detestam os tories britânicos, e isto explica a exuberância sarcástica de Boris Johnson no período que viveu em Bruxelas.


Esta ideia de Europa Continental versus uma Europa Atlântica também se manifestou no contrato da Austrália para comprar submarinos franceses. Os europeus continentais temem estes atlantistas. Merkel era mais vigiada pela NSA do que pelos russos. Julgo até que Merkel teme mais o poder dos americanos do que o urso russo, que apesar de tudo é muito mais fraco. A convicção sobre a Rússia e o regime de Moscovo era simples: dar mel (euros) aos russos e estes ficariam calados. Esta Europa acreditava que o poder do dinheiro é mais forte que poder cinético das armas. 


Confesso que pode haver muitas manobras para definir esferas de influência. Creio que não é possível esta ambiguidade. E creio que os novos falcões de Washington vão meter a Europa continental de joelhos. Kim Philby e os espiões que serviram os russos podiam embelezar a sua missão, mas julgo que também sabiam que Moscovo é gelado. Esta ideia de Europa não tem condições exemplares de singrar.

Buffett vendendo ações

 Estadão: Buffett está vendendo suas ações, e o mercado quer saber o que isso significa


São Paulo, 24/11/2024 - Considerado o maior investidor do mundo, Warren Buffett nunca esteve tão conservador nos seus negócios. No terceiro trimestre deste ano, sua holding, a Berkshire Hathaway, vendeu mais ações do que comprou pelo oitavo trimestre consecutivo, em operações que somaram mais de US$ 34 bilhões (R$ 197,2 bilhões).


Na prática, o conglomerado liderado pelo megainvestidor nunca esteve tão líquido. Após as vendas, o caixa da Berkshire Hathaway passou a representar 28% dos ativos totais da empresa, patamar mais elevado desde a década de 1990, totalizando US$ 325,2 bilhões. Toda essa movimentação gera especulações no mercado. Estaria o “oráculo de Omaha” - uma referência aos bons resultados decorrentes de seus investimentos e também à cidade onde nasceu, nos EUA - prevendo uma nova tendência de baixa para o mercado?


Alguns acreditam que ele está apenas se mantendo fiel à sua filosofia de investimento, afinal, Buffett não especula. Ele compra quando está barato, e vende quando está caro. É bom lembrar que a Bolsa dos EUA dita tendências globais, influenciando diretamente mercados ao redor do mundo, inclusive o brasileiro.


Paula Zogbi, gerente de research e head de conteúdo da Nomad, avalia que as mudanças de Buffett refletem uma maior cautela em relação à precificação dos ativos, e não significaria, necessariamente, recessão ou mercado em baixa. “Em algumas declarações, ele já deixou claro que tem achado mais difícil encontrar oportunidades na Bolsa, especialmente em um momento de juros altos, em que sua posição em caixa traz algum rendimento”, diz Zogbi. O movimento poderia indicar ainda a realização de bons lucros acumulados.


Um exemplo disso é o negócio com os papéis do Nubank. A Berkshire investiu na oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) do banco brasileiro em Nova York no quarto trimestre de 2021. Na época, adquiriu 107.118.784 ações a um custo médio estimado pelo mercado entre US$ 8,36 e US$ 9,38 por ação. Assim, um investimento avaliado em mais de US$ 1 bilhão.


Já no terceiro trimestre deste ano, a Berkshire reduziu sua participação em 19,31%, vendendo 20.679.787 ações a um preço estimado em US$ 13,65, gerando aproximadamente US$ 282 milhões de caixa. Essa realização parcial teria representado um lucro entre 45% e 63%.


A Nu Holding não foi a única empresa do setor financeiro em que Buffet reduziu sua posição. O Bank of America foi uma das principais vendas da carteira, com uma redução de 22,77% na participação do megainvestidor - porcentual muito próximo ao do corte em ações da Apple (de 25%).


Em relatório a clientes, o estrategista-chefe da XP, Paulo Gitz, reforçou que o movimento de venda da Apple foi totalmente pragmático. “Em maio, ele (Buffett) deu a entender que a venda ocorreu por razões fiscais, devido ao risco de aumento de impostos em ganhos de capital por um governo que deseja cobrir um déficit fiscal crescente”, lembrou. Na prática, ele teria se antecipado para pagar menos tributos - uma discussão que ganhava força naquele momento entre os democratas em relação às grandes companhias.


A Apple e o BofA ainda continuam entre as maiores participações da Berkshire. Buffett mantém mais de 26% de seu portfólio em ações da fabricante do iPhone e quase 12% em papéis do BofA.


FUNDAMENTOS. É possível acompanhar a carteira de Buffett por meio do chamado Formulário 13F-HR da Berkshire Hathaway. O documento é uma exigência da SEC (o equivalente à Comissão de Valores Mobiliários brasileira) para dar transparência às participações acionárias dos grandes gestores de investimentos.


“Não acreditamos que Buffett esteja prevendo uma recessão. Esse não é o seu perfil”, diz Daniel Heizer, analista de ações internacionais da Suno. O especialista lembra que o megainvestidor é conhecido por ser guiado pelos fundamentos das empresas e pela avaliação de valor, evitando previsões sobre o mercado ou a economia. “Quando ele vende, isso geralmente se deve a três motivos principais: perda de fundamento, preço excessivamente alto e custo de oportunidade.”


Heizer reconhece, no entanto, que as vendas recentes levantam questionamentos e que o fato de o maior investidor do mundo não achar tantas oportunidades (de compra) quer dizer que tem bastante ativo caro por aí. “O mercado pode estar caro e prestes a entrar em uma recessão, mas com certeza o maior investidor de todos os tempos não está realizando especulações a respeito disso. Se ele acha caro, ele vende. E se acha barato, ele compra. Simples assim.”


Entre as “bagatelas” do trimestre, a Berkshire entrou com pequenas participações em Domino's Pizza e Pool Corporation (0,2% e 0,5%, respectivamente), e ampliou posições em Heico Corporation (para 0,5%) e Sirius Holdings (0,93%).


William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue, reforça que Buffett não faz projeções macroeconômicas e reitera esse posicionamento de forma contundente nos tradicionais encontros anuais da Berkshire, em Omaha. “O que ele sempre fala tem a ver com o comportamento do que ele chama de ‘humor do senhor mercado’”, diz Castro Alves. Ou seja, na visão do estrategista, Buffett está se aproveitando dos exageros de precificação do mercado e seguindo a filosofia de lucrar quando os preços ainda estão em alta. (Leo Guimarães, E-Investidor)


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Ailton Braga

  Hoje, 02/02/2026, saiu no Blog do IBRE da FGV, artigo meu em que faço análise da interação entre política fiscal e política monetária, a p...