Sou Economista com dois mestrados, cursos de especialização e em Doutoramento. Meu objetivo é analisar a economia, no Brasil e no Mundo, tentar opinar sobre os principais debates da atualidade e manter sempre, na minha opinião essencial, a independência. Não pretendo me esconder em nenhum grupo teórico específico. Meu objetivo é discorrer sobre varios temas, buscando sempre ser realista.
sexta-feira, 1 de novembro de 2024
Algumas lições para ortodoxos e heterodoxos
Opinião - Bráulio Borges: Algumas lições para ortodoxos e heterodoxos
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O Bastidor - Lula está sem forças
https://obastidor.com.br/politica/lula-sem-forcas-8027
Dois aliados próximos de Lula disseram ao Bastidor, reservadamente, estarem preocupados com o impacto da saúde do presidente na articulação política do governo e até na possível candidatura do petista à reeleição, em 2026. Eles acreditam que falta a Lula disposição e vigor, tanto físico quanto mental, para enfrentar o trabalho pesado da política em Brasília.
Ambos ocupam posições de destaque no governo e convivem com Lula. Um deles é amigo do presidente. São pessoas que se importam com o estado de saúde do petista - e não aliados de ocasião, propensos a fofocas e maledicências típicas da capital.
Lula completou 79 anos na semana passada, sofreu um acidente doméstico comum a pessoas mais velhas e, na visão desses aliados, começa a apresentar sinais mais fortes de que a idade o incomoda. Eles ressaltam não enxergar dificuldades de Lula para decidir ou tocar questões cotidianas do governo. O problema é ter disposição e disponibilidade para fazer política; fazer política requer muita conversa, muita articulação - muita energia e vontade para ouvir todo tipo de gente.
Eles apontam como preocupante a atitude de Lula na sucessão dos comandos da Câmara e do Senado. Ainda no ano passado, ao indicar que não enfrentaria Arthur Lira nem se esforçaria para construir uma candidatura governista no Senado, Lula sinalizou que sua base, sobretudo o PT, deveria se virar. Sem uma orientação firme de Lula, os líderes do PT ficaram à vontade para se articular com as candidaturas organizadas pelo centrão - ou para serem por elas cooptados.
Lula não se ausentou por completo. Apesar da força de Arthur Lira, o veto do presidente à candidatura do deputado Elmar Nascimento, do União Brasil, foi decisivo no processo de sucessão. Até aqui, parecia simples estratégia: deixar a candidatura de Elmar morrer por inanição política, enquanto se construísse uma alternativa alinhada, antes de tudo, ao governo.
Lula, porém, não trabalhou por isso. Nem orientou seus articuladores a construírem uma candidatura com essas características: um nome do governo que pudesse ser apoiado por parte do centrão ou, se isso não fosse possível, um nome do centrão que pudesse ser apoiado pelo governo. Se no Senado a candidatura de Davi Alcolumbre era, ou é, quase inevitável, o cenário na Câmara não era tão nítido. Ao contrário.
Lira abandonou Elmar, seu favorito por dois anos, e se aliou a Ciro Nogueira na montagem de uma candidatura de interesse deles. Assim nasceu, em parte, o projeto Hugo Motta: no vácuo da ausência de articulação de Lula. O criador de Motta é Ciro. Ciro não apenas foi ministro de Bolsonaro como provavelmente apoiará a candidatura alternativa a Lula em 2026 - seja Tarcísio, seja Bolsonaro, caso caia a inelegibilidade dele, seja outro nome apoiado pela direita e pela parte do centrão que tende a andar com ela.
Aliados de Lula esperavam que a articulação de uma outra candidatura viria por Gilberto Kassab, com quem o presidente e a esquerda se dão bem. Isso não ocorreu, apesar da tentativa de Antonio Brito, do PSD, de se viabilizar. Como não aconteceu, agora parece tarde. E é a esse cenário ruim para o governo que aliados próximos a Lula atribuem à fragilidade do presidente - não a mero cálculo político.
Se quisesse articular uma candidatura favorável ao governo, Lula poderia ter trabalhado para isso, junto a Kassab e Marcos Pereira, do Republicanos. Havia fissuras suficientes no centrão para uma articulação com chances de sucesso, ainda que o vencedor mantivesse o poder de distribuição das emendas, como estabeleceu Lira. "Lula não teve forças", diz um desses aliados próximos.
A sequência de fatos na sucessão demonstra o quanto o PT depende de Lula para marchar junto. O apoio do PT a Hugo Motta saiu rápido, logo no início da candidatura dele. O acordo com Arthur Lira foi negociado pela presidente do partido, Gleisi Hoffmann, com a ajuda dos líderes Odair Cunha e José Guimarães – dois parlamentares amplamente favoráveis a Lira. O PT ganhou uma vaga no TCU e a Primeira Secretaria da Câmara. Só parece um preço justo para quem está na planície. É como se o PT não fosse o partido do presidente da República.
Um dos aliados de Lula acredita que o apoio a Motta é um erro. A ascensão do deputado à Presidência da Câmara pode significar, segundo ele, o “começo do fim do governo Lula”.
Segundo os dois aliados, Lula precisaria fazer muita política para preparar sua candidatura à reeleição. Abdicar da Presidência da Câmara - e do Senado - é perder poder que será, ou seria, necessário para o sucesso da agenda do governo e para maiores chances de alianças fortes em 2026. A participação pequena de Lula - para os padrões dele - nas eleições municipais, assim como os resultados fracos, também prejudica o projeto de reeleição.
Para os aliados, Lula não está apenas frágil física e mentalmente. Está "exausto" de tentar criar líderes e de resolver as crises perenes da esquerda. Delega, mas não vê resultados. Não reconhece a realidade política da capital que governou em outras duas oportunidades, em contextos distintos.
Faltam três meses para a eleição da Câmara, no início de fevereiro do ano que vem. Brito, do PSD de Gilberto Kassab, segue candidato. Lula poderia mudar de lado até lá, caso Kassab sustente a candidatura do deputado? Os aliados duvidam que Brito, ou uma reviravolta, sejam viáveis. E duvidam que Lula tenha ímpeto para uma virada. Como diz um desses interlocutores, Lula prefere ver um amistoso dos juvenis do Corinthians a conversar com deputados do centrão.
Problema do ciclo migratório em Portugal
De vez em quanto, cairemos neste debate. Vivi cinco anos em Portugal e sei da necessidade deste lindo país, como chamam, da "terrinha", de ter mão de obra para os trabalhos mais "sujos". É fato também a necessidade desta gente, ingressando na "seguridade social", a sustentar o sistema, semelhante ao nosso. A lógica, por lá, é matemática. Sai gente do mercado de trabalho, os mais velhos, ingressam no sistema como reformados, e estes precisam ser bancados pelos que estão ingressando. E são estes ingressantes a sustentarem os velhinhos reformados. Simples assim.
Os bilionários do Nordeste
"No Nordeste bilionário, os empresários cearenses ocupam 50% na lista da Forbes de 2024.
Não é incomum, no senso comum, a visão de um empreendedor bilionário tomando banho em dinheiro como a figura do Tio Patinhas, agindo como avarento, com forte receio de perder os bens materiais.
Longe deste cenário, o empreendedor de sucesso entende perfeitamente o desejo do mercado e se adequa a ele. Caso não fosse desta forma, os clientes, nós todos, não compraríamos os produtos ou serviços das empresas que estes empreendedores construíram.
Pergunta-se: se fosse outro empreendedor no mesmo negócio, no mesmo tempo e espaço, o negócio seria sucesso?
Os recursos dos empreendedores bilionários estão majoritariamente investidos em diversas empresas de alta relevância econômica, normalmente criada e desenvolvida por estes, que se destacam pela valorização contínua de suas ações na bolsa, pela elevada valuation e pela capacidade de geração de caixa e lucratividade.
No Nordeste (Ne) brasileiro existem 18 bilionários, conforme a Forbes Brasil, e 9, 50% do total, são de empreendedores cearenses que têm empresas com abrangência nos mercados nacionais e/ou internacionais, com valores de R$ 46,06 bi.
A empresa Casa dos Ventos Energias Renováveis dos empreendedores Mário Araripe e família, que têm uma fortuna estimada em R$ 15,93 bi, a 1ª do Ne e a 22ª do Brasil (Br), é a maior empresa de geração de energia renovável do país.
O 2º colocado no Ne vem da empresa Hapvida NotreDame Intermédica, a maior operadora de saúde do Br, do empreendedor Cândido Pinheiro, com R$ 13,77 bi, ocupando o 25º lugar no Br.
Os empreendedores do Grupo J.Macêdo estão em 4º lugar no NE e o 92º no Br, que são Amarílio Proença de Macêdo e família, com R$ 3,98 bi, uma das maiores empresas de produção de trigo e farinhas modificadas do país.
Maria das Graças Dias Branco da Escóssia e família, os empreendedores do Grupo M. Dias Branco, vem a seguir no 5º lugar no Ne e 102ª no Br, com R$ 3,48 bi, a maior produtora biscoitos e macarrões do país.
Em 6º lugar no Ne e 109º no Br estão os empreendedores da Arco Educação, Oto de Sá Cavalcante e família, com R$ 3,44 bi, que é atualmente a maior empresa de educação básica da América Latina.
O Grupo Iguatemi S.A. é a origem da fortuna dos empreendedores Carlos Jereissati e família, que ficaram em 8º lugar no Ne e 139º no Br, sendo um dos maiores na atividade de Shopping Centers do país, com R$ 2,51 bi.
Os empreendedores que estão em 10º e 11º no Ne, em 144º e 147º, no Brasil, são Jorge Pinheiro e Cândido Pinheiro Júnior, com R$ 2,48 bi e R$ 2,44 bi, respectivamente, são também do Hapvida NotreDame Intermédica.
Para finalizar, em 18º no Ne e 211º no Br, estão os empreendedores do Grupo Brisanet, Roberto Nogueira e família, uma das maiores empresas de telecomunicações do país, com R$ 1,47 bi."
Muito bom artigo. Abrangente e esclarecedor.
"Artigo primoroso do José Júlio Senna no Valor sobre desinflações desacompanhadas de recessões. Seria o clássico trade off de curto prazo da Curva de Phillips? Certamente, essa é uma temática que ganhará espaço nas pesquisas na próxima década." Benito Salomão
Josue Leonel Matinal
*Externo e fiscal devem manter cautela após payroll: Mercado Hoje*
Por Josue Leonel
(Bloomberg) -- Mercados globais têm movimentos moderados,
com altas leves das bolsas, rendimentos dos treasuries e índice
dólar antes dos dados de emprego americanos. Payroll, que deve
desacelerar com fatores temporários, pode afetar apostas para
Fomc da próxima semana, mas sem eliminar as incertezas,
sobretudo as relacionadas à eleição nos EUA. Bitcoin recua com
redução das apostas em Trump. Petróleo avança, com notícia sobre
Irã preparando ataque a Israel por meio de aliados, e metais
sobem após dados na China.
No Brasil, a cautela com o risco fiscal, que voltou a pesar
nos juros e câmbio nesta quinta-feira, também tende a persistir.
Definição sobre gastos na próxima semana é improvável com
Fernando Haddad na Europa, diz Folha. Ministro participa de
evento à noite e agenda de indicadores destaca produção
industrial e IPC-S.
*T
Às 7:25, este era o desempenho dos principais índices:
S&P 500 Futuro +0,4%
STOXX 600 +0,6%
FTSE 100 +0,6%
Nikkei 225 -2,6%
Hang Seng +0,9%
Shanghai SE Comp. -0,2%
MSCI EM +0,2%
Dollar Index +0,2%
Yield 10 anos +0,8bps a 4,2927%
Petróleo WTI +2,6% a US$ 71,06 barril
Futuro do minério em Singapura -1,2% a US$ 102,45
Bitcoin -0,2% a US$ 69788,88
*T
Internacional
Bolsas e yields sobem antes de payroll; cobre e petróleo
avançam
* Bolsas sobem e rendimentos dos treasuries têm altas leves
antes do relatório de emprego americano, no final de uma semana
volátil diante de lucros mistos das gigantes de tecnologia e
expectativas para a eleição e decisão sobre juros dos EUA
** Amazon e Intel sobem no pré-mercado com resultados positivos,
enquanto Apple recua após relatar demanda mais fraca na China
* Economistas esperam que os dados hoje mostrem menor
crescimento do emprego, depois que o PCE ontem registrou seu
maior ganho mensal desde abril, afetando as apostas para o Fed
da próxima semana
** Mercado de swaps precifica 20 pontos-base de flexibilização,
abaixo dos 24 no início da semana
* EUA divulgam payroll de outubro às 9:30 e estimativa é de
desaceleração para 100.000 vagas, de 254.000 em setembro, com
efeito temporário de furacões e greves; ainda serão divulgados
hoje o PMI e o ISM
* Investidores também estão se preparando para as eleições nos
EUA, com o chamado Fear Gauge - o Índice de Volatilidade da CBOE
- subindo para níveis vistos pela última vez durante a
turbulência do mercado em agosto
* Índice dólar tem leve alta nesta manhã, depois de subir em
outubro em meio a dados resilientes e apostas de que uma eleição
de Trump fortalecerá a moeda americana
* Bitcoin recua com redução do favoritismo do ex-presidente em
apostas
* Iene devolve parte dos ganhos de quinta-feira, por
sinalizações do Banco do Japão
* Cobre e outros metais negociados em Londres avançam com
indicador PMI Caixin chinês acima do esperado — sinalizando que
as recentes medidas de estímulo de Pequim estão começando a
fazer efeito
* Minério de ferro opera em baixa nesta sexta-feira, mas ruma
para alta semanal
* Petróleo amplia os ganhos após a Axios noticiar que o Irã está
planejamento um grande ataque retaliatório a Israel por meio das
milícias que apoia no Iraque
Para acompanhar
Produção industrial em meio à pressão no DI e câmbio
* Produção industrial, que IBGE divulga às 9:00, deve ter
crescido 1,0% em setembro na comparação mensal, segundo
economistas, após alta de 0,1% na medição anterior
** Na comparação anual, estimativa é de expansão de 3,4%
* FGV divulga às 8:00 IPC-S de outubro; anterior 0,37%
* Às 10:00, sai o PMI manufaturas do Brasil de outubro
* Juros futuros subiram cerca de 10 pontos nos vértices médios e
longos nesta quinta-feira com os investidores ainda à espera do
pacote de corte de gastos e com um leilão maior de LTN —
colocado parcialmente
** Dólar chegou a R$ 5,79 na máxima
* BC oferta 14.000 contratos de swap cambial para rolagem
* Tesouro: Dívida federal em setembro cai 1,2% para R$ 6,95 tri
Outros destaques
Prazo das medidas; Haddad em evento
* Com Haddad na Europa, é improvável a definição sobre revisão
de gastos na próxima semana, diz a Folha, que cita fonte não
identificada
* Brasília em Off: A estratégia de Haddad para convencer Lula
* Haddad participa às 10:00 de reunião do conselho de Itaipu e
às 20:00 do lançamento do Canal CNBC
* Lula grava entrevista a canal francês às 11:00
* Projeto altera LDO para viabilizar autonomia financeira de
estatais: Agência Câmara
* Cade encaminha à CVM análise para adiar regra sobre custos de
investimentos: Valor
Empresas
Petrobras, Americanas, CCR
* Petrobras está confiante com licenças do Ibama: Anjos
* Americanas convoca AGE para votar ação contra ex-diretores
* CCR: Ebitda ajustado terceiro trimestre frustra estimativas
* CCR Autoban aprova emissão de R$ 2 bi em debêntures
* Carrefour Brasil: Lucro líquido terceiro trimestre supera
estimativas
* Morgan Stanley rebaixa Anima a equal-weight e eleva Ser
Educacional a overweight e Sao Martinho a equal-weight
* Weg elevada a compra por Banco BTG Pactual; preço-alvo R$68
* Azul é rebaixada para CC pela Fitch
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Fernando Travaglini
Ailton Braga
Hoje, 02/02/2026, saiu no Blog do IBRE da FGV, artigo meu em que faço análise da interação entre política fiscal e política monetária, a p...
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https://www.facebook.com/share/p/1Am5q44Ya4/ "Pode parecer incrível, mas os bandidos não desistem, e como diria Pero Vaz de Caminha, n...
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🚨 RESUMO DA SEMANA VINLAND 🚨 VINLAND (24 a 28 de março de 2025) ________________________________________ *1. Governo busca “pouso suave” ...