quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

Abertura 2002

 Abertura: Balanços guiam exterior e resultado da Vale concentra atenções no Brasil


São Paulo, 20/02/2025


Por Luciana Xavier e Maria Regina Silva


OVERVIEW. Dirigentes do Federal Reserve (Fed) ficam no radar nesta quinta-feira em meio às incertezas sobre os rumos da política monetária no governo Trump. Também é esperado o balanço do Walmart. No Brasil, o presidente Lula dará uma entrevista, às 8 horas, para a Rádio Tupi FM, do Rio. Destaque ainda para os resultados do quarto trimestre da B3, Engie, Lojas Renner, Rumo, Santos Brasil, Nubank, PagSeguro, após o fechamento dos mercados.


NO EXTERIOR. Os futuros de Nova York recuam, enquanto na Europa apenas a Bolsa de Londres cai, diante da queda de ações de petroleiras, mas a alta de alguns papéis após balanços, como Lloyds e Anglo American, limita as perdas. Os investidores digerem falas de dirigentes do Fed ontem à noite. O presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic, afirmou que, assim que a autoridade monetária tiver uma compreensão mais detalhada das políticas do governo Trump, será possível definir com mais clareza os próximos passos da política monetária nos Estados Unidos. Ele disse estar confortável com a pausa nos cortes de juros. O vice-presidente do Fed, Philip Jefferson, afirmou que a inflação no país baixou bem nos últimos dois anos e meio, “mas continua um pouco elevada em relação à nossa meta de 2%.”O presidente dos EUA, Donald Trump, disse ser possível alcançar um novo acordo comercial com a China, sinalizando que está aberto a evitar um conflito entre Washington e Pequim.


POR AQUI. Os investidores repercutem hoje o resultado do quarto trimestre da Vale, Banco do Brasil (leia mais abaixo em O que Sabemos), além de Gerdau e outras empresas. A alta de 2,26% do minério de ferro tende a beneficiar ações de mineração e siderurgia. Já o petróleo ronda a estabilidade e os ADRs da Petrobrás estavam perto da estabilidade às 7h18 no pré-mercado em NY. O EWZ, principal fundo de índice (ETF, na sigla em inglês), brasileiro negociado em Nova York caía 0,15% em meio ao sinal negativo dos futuros de NY. Os bancos já chegaram a um acordo com o governo Lula para destravar o novo modelo de concrédito signado no setor privado. Os quatro pleitos expostos pela Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), como mostrou o Estadão, foram considerados razoáveis pelo Ministério do Trabalho e aceitos pela equipe econômica, segundo interlocutores a par das conversas.


NA POLÍTICA. O Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar ainda este ano a possível ação penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, evitando que o caso se arraste até 2026. Aliados de Lula dizem que denúncia da PGR 'fragiliza' a percepção do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), de que não houve tentativa de golpe em 8/1. Após tumulto ontem, Motta disse que o plenário não será palco para lacração de nenhum dos lados. Em delação premiada, o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, afirmou que o Gabinete de Segurança Institucional comprou motos para acompanhar o então presidente nas motociatas pelo País.


AGENDA.


DIRIGENTES DO FED E AUXÍLIO-DESEMPREGO NO FOCO - A agenda desta quinta-feira traz o Produto Interno Bruto da França (8h) e índice de confiança do consumidor da zona do euro (12h). Nos Estados Unidos, são esperados os pedidos de auxílio-desemprego nos EUA (11h35) e falas e falas de dirigentes do Federal Reserve (Fed), Austan Goolsbee, de Chicago (11h35); Alberto Musalem, de St Louis (14h); vice-presidente de supervisão, Michael Barr (16h30); diretora Adriana Kugler (19h). No Brasil, o Tesouro faz leilões de LTN e NTN-F (11h). Após o fechamento, saem os balanços da B3, Engie, Lojas Renner, Rumo, Santos Brasil, Nubank, PagSeguro e Renault.


O QUE SABEMOS.


VALE - A mineradora apresentou um lucro líquido atribuível "pro forma" aos acionistas - por incluir arrendamentos - de US$ 872 milhões no quarto trimestre de 2024, queda de 64% ante igual período de 2023. O lucro ficou 41,8% abaixo do valor projetado pelo Prévias Broadcast. Se considerado o resultado no critério “atribuível”, houve prejuízo de US$ 694 milhões. No balanço financeiro do período, a mineradora também relatou um prejuízo atribuível de US$ 694 milhões.


EM TESE: A despeito do prejuízo de quase US$ 700 milhões, as ações podem avançar em sintonia com a valorização de 2,26% do minério de ferro hoje, em Dalian, na China, e ainda em meio a uma visão menos pessimista sobre os números da empresa. Um prenúncio são os ADRs da companhia, que sobem 1,33% nesta manhã no pré-mercado de Nova York. Pode ser bem visto o fato de que a Vale cumpriu a promessa de reduzir custos e o conselho de administração da empresa ainda aprovou ontem um novo programa para a aquisição de até 120 milhões de ações ordinárias em um prazo de 18 meses. O montante representa cerca de 3,0% do número de ações da companhia em circulação. Contudo, a teleconferência da direção da Vale com analistas será acompanhada com lupa, na tentativa de encontrar sinais sobre como a empresa fará, por exemplo, para elevar seus investimentos no momento de grandes desafios no mundo, seja por conta das tarifas americanas, seja em razão das incertezas com a China.


BB - O Banco do Brasil registrou lucro líquido ajustado de R$ 37,89 bilhões em 2024, uma alta de 6,6% ante o ano anterior e o maior resultado da sua história. No quarto trimestre, o lucro líquido foi de R$ 9,58 bilhões, avanço de 1,5% na comparação anual, ficando em linha com o esperado. O resultado do banco foi influenciado positivamente pelo crescimento das operações de crédito e pela queda nas provisões contra a inadimplência.


EM TESE: O resultado recorde do BB pode estimular para cima as ações da instituição, a despeito das sinalizações de cautela do banco na mesma direção que os concorrentes privados recentemente. No ano passado, a carteira de crédito do Banco do Brasil cresceu 11,7%, bem próximo do teto do guidance, ficando acima das demais instituições. Para 2025, espera-se que o crescimento volte a ficar acima dos concorrentes ainda que menor. O BB prevê alta de 5,5% a 9,5%, muito próxima às que Itaú e Bradesco divulgaram.


OVERNIGHT.


RISCO DE CRÉDITO - O Comitê de Estabilidade Financeira (Comef) do Banco Central decidiu manter o Adicional Contracíclico de Capital Principal relativo ao Brasil (ACCPBrasil) em zero. Apesar da manutenção, o colegiado recomendou que as instituições financeiras persistam com a política de gestão prudente de capital e de liquidez em virtude das incertezas econômicas. O ACCPBrasil é uma parcela do capital a ser acumulada na expansão do ciclo de crédito e consumida em sua contração. O instrumento trata o risco sistêmico cíclico do crédito e dos preços dos ativos.


RESTOS A PAGAR - O Senado aprovou ontem, por 65 votos a um, o projeto de lei complementar (PLP) que resgata restos a pagar (RAPs) desde 2019 que tiverem sido cancelados em 2024. O único senador a votar contra a proposta foi Eduardo Girão (Novo-CE). O impacto da medida é incerto. O relator da proposta, senador Carlos Portinho (PL-RJ), disse que o impacto máximo seria de R$ 4,6 bilhões, de acordo com o Tesouro. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), porém, citou um efeito ainda maior, em torno de R$ 15,7 bilhões.


ATACAREJO - O Assaí registrou lucro líquido (Pós-IFRS16) de R$ 430 milhões no quarto trimestre de 2024, uma alta de 44,8% em comparação com o mesmo período de 2023. No ano, o lucro líquido acumulou R$ 769 milhões, apresentando alta anual de 8,3% e uma margem de 1,0%.


QUEDA NO LUCRO - A Gerdau apresentou lucro líquido ajustado de R$ R$ 666 milhões no quarto trimestre de 2024, uma queda de 9% ante o mesmo período de 2023 e de 53,5% sobre o terceiro trimestre. O resultado foi 21,8% menor do que o previsto pela média das previsões das casas consultadas pelo Prévias Broadcast. Em meio à safra de resultados, a Gerdau e a Metalúrgica Gerdau informaram que mudarão a forma de divulgar as informações de seus segmentos a partir dos resultados do primeiro trimestre de 2025. Também ontem, a Gerdau e Metalúrgica Gerdau aprovaram o pagamento de dividendos referente ao exercício social de 2024.


GREVE - Greve de dois meses e meio e operação tartaruga dos analistas tributários e dos auditores da Receita Federal e do Conselho de Administração de Recursos Fiscais (Carf) afetam consumidores, empresas e o governo. Cerca de 75 mil remessas expressas de importação e exportação estão paradas nos terminais alfandegários, segundo estimativas das empresas do setor, relatadas pelo presidente da Frente Parlamentar de Livre Mercado (FPLM), o deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP).


MADEIRA SERRADA - O presidente americano, Donald Trump, afirmou que anunciará tarifas sobre madeira serrada e tábuas. Ao mesmo tempo, assinou um decreto para acabar com os benefícios federais direcionados a pessoas em condição ilegal no país. A administração do novo governo pode buscar ainda fechar um acordo simplificado sobre minerais com a Ucrânia.


PPI - O índice de preços ao produtor (PPI, pela sigla em inglês) da Alemanha subiu 0,5% em janeiro ante igual mês do ano passado, segundo dados divulgados hoje pelo Destatis. O resultado do mês passado veio abaixo da expectativa de analistas, que previam ganho anual de 1,2%.


PBOC - O banco central da China (PBoC, na sigla em inglês) manteve as taxas de juros de referência inalteradas. A taxa de empréstimo primário (LPR) de 1 ano permaneceu em 3,1%, enquanto a taxa de 5 anos ficou em 3,6%.


RIO TINTO - A Rio Tinto registrou lucro líquido de US$ 11,6 bilhões em 2024, o que representou um crescimento de 15% ante os US$ 10,1 bilhões de 2023. Mas a segunda maior mineradora do mundo anunciou redução em seu dividendo após os preços mais baixos do minério de ferro pesarem em seu lucro subjacente. A companhia pediu aos seus acionistas que rejeitassem a proposta de um investidor para abandonar sua listagem primária na Bolsa de Londres e consolidar suas ações na Austrália.


MÉXICO - O Banco Central do México (Banxico) cortou sua previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2025 de 1,2% para 0,6%. O intervalo de variação esperada do PIB para este ano também foi atualizado para entre -0,2 e 1,4%. O Banxico afirmou que a mudança se deve a "uma grande incerteza sobre as políticas que o novo governo dos EUA adotará em 2025" e manteve previsão de crescimento econômico para 2026 em 1,8%.


E NOS MERCADOS.


TREASURIES- Os rendimentos dos Treasuries operam em baixa, estendendo perdas da sessão anterior, ainda sob o efeito da ata de política monetária do Federal Reserve (Fed), que não trouxe novidades. Investidores vão acompanhar hoje comentários de várias autoridades do Fed, além da pesquisa semanal dos EUA sobre pedidos de auxílio-desemprego. Além disso, o Tesouro americano leiloa US$ 9 bilhões em títulos atrelados à inflação - conhecidos como Tips - de 30 anos. Às 7h28, o juro da T-note de 2 anos caía a 4,258%, de 4,271% no fim da tarde de ontem em Nova York, o da T-note de 10 anos recuava a 4,521% (de 4,536%) e o do T-bond de 30 anos diminuía a 4,757% (de 4,770%).


FUTUROS DE NY - Os índices futuros das bolsas de Nova York cedem, depois de Wall Street registrar ganhos modestos ontem após a divulgação da ata do Fed. Às 7h23, no mercado futuro, o Dow Jones caía 0,11%, o S&P 500 recuava 0,15% e o Nasdaq tinha perda de 0,16%.


BOLSAS EUROPEIAS - As bolsas europeias sobem em sua maioria, em meio à reação favorável a balanços de grandes empresas da região. Exceção, o mercado inglês é pressionado pelo setor petrolífero. Na esteira de balanços, o banco britânico Lloyds saltava 4,2% e a mineradora anglo-australiana Rio Tinto subia 1,2%. Por outro lado, a Airbus recuava 1,3% em Paris, após a fabricante aviões divulgar Ebit ajustado e previsão de entregas abaixo do consenso e a montadora francesa Renault caía marginalmente. Às 7h25, a Bolsa de Frankfurt subia 0,55% e a de Paris avançava 0,63%, enquanto a de Londres caía 0,25%, sob o peso de petrolíferas como BP (-1,1%) e Shell (-0,30%).


MOEDAS FORTES - O dólar opera em baixa ante outras moedas de países desenvolvidos na madrugada desta quinta-feira, após se valorizar ante euro e libra na sessão anterior, enquanto investidores aguardam comentários de dirigentes de grandes bancos centrais e acompanham desdobramentos das conversas sobre a guerra na Ucrânia. Às 7h29, o euro subia a US$ 1,0441 (de US$ 1,0426), a libra avançava a US$ 1,2613 (de US$ 1,2586) e o dólar caía a 150,15 ienes (de 151,50 ienes). Já o índice DXY do dólar - que acompanha as flutuações da moeda americana em relação a outras seis divisas relevantes - tinha baixa de 0,27%, a 106,88 pontos, após subir 0,11%, a 107,173 pontos ontem.


PETRÓLEO - Os contratos futuros do petróleo operam próximos da estabilidade, enquanto investidores aguardam pesquisa semanal do DoE sobre estoques de petróleo bruto e derivados dos EUA e seguem monitorando desdobramentos das conversas sobre a guerra na Ucrânia e da ofensiva tarifária do governo Trump. Segundo a Reuters, levantamento do American Petroleum Institute (API) apontou aumento de 3,34 milhões de barris no volume de petróleo bruto estocado nos EUA na semana passada. Às 7h33, o barril do petróleo WTI para abril caía 0,06% na Nymex, a US$ 72,21, enquanto o do Brent para o mesmo mês subia 0,17% na ICE, a US$ 76,15.


BOLSAS DA ÁSIA - As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam sem direção única nesta quarta-feira, após novas ameaças tarifárias dos EUA. O índice japonês Nikkei caiu 0,27% em Tóquio, pressionado por ações de montadoras como Honda (-2,3%) e Toyota (-1,7%), após o presidente americano, Donald Trump, dizer ontem que está considerando tarifas "de cerca de" 25% a importações de carros. Ele também ameaçou tarifar produtos farmacêuticos e semicondutores. O Hang Seng recuou 0,14% em Hong Kong, enquanto o sul-coreano Kospi avançou 1,70% em Seul, e o Taiex registrou modesta perda de 0,26% em Taiwan. O Xangai Composto subiu 0,81%, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 1,90%. Na Oceania, a bolsa australiana caiu pelo terceiro dia seguido, com baixa de 0,73% do S&P/ASX 200 em Sydney.


*Colaborou Sérgio Caldas


Contato: luciana.xavier@estadao.com e reginam.silva@estadao.com



Broadcast+

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

Renda Fixa - emissões ELEVEN

 


Renda Fixa: 2024 foi mais um ano de emissões elevadas

Com os juros altos, isenções fiscais, etc, o mercado de Renda Fixa seguiu aquecido em 2024.
Com o aumento da representatividade do credito privado no mercado, a necessidade de um especialista para filtrar o "joio do trigo" é cada vez mais importante.

BDM Matinal Riscala 1902

 *Rosa Riscala: Fluxo atraído pelo carry trade favorece real*


… A ata do Fomc no meio da tarde (16h) é o destaque da agenda mais fraca de indicadores e a expectativa é de que o texto possa reforçar a cautela para uma flexibilização da política monetária nos EUA, como os Fed boys já vêm antecipando. As incertezas sobre o impacto inflacionário das tarifas de Trump adiaram para setembro as chances de um único corte do juro este ano e os riscos vêm elevando apostas em alta das taxas americanas e impulsionando o dólar. Aqui, a valorização do câmbio na contramão do exterior foi atribuída ao fluxo de estrangeiros atraídos pelo carry trade, que garantiram um robusto leilão de NTN-B, além da oferta de US$ 3 bilhões em linha e do sucesso da primeira captação de bonds do Tesouro de 2025, de US$ 2,5 bilhões, que registrou mais que o dobro de demanda.


… A jornalista Cynthia Decloedt apurou no Broadcast que outras emissões estão no forno, depois de um janeiro fraco, em que JBS USA, Usiminas, Ambipar e Bradesco levantaram juntas o volume de US$ 3,5 bilhões.


… Agora em fevereiro, por enquanto, entre as captações corporativas, só Embraer acessou o exterior, emitindo US$ 650 milhões em títulos. Há expectativa de que a Raízen (grupo Cosan) capte até US$ 750 mi nos próximos dias.


… Outra candidata é a XP, que pretende entrar com uma operação entre US$ 500 milhões e US$ 750 milhões.


… Ontem, o novo benchmark denominado Global 2035 (dez anos) foi emitido pelo Tesouro com cupom de juros de 6,625% ao ano, ao preço de 99,091% do seu valor de face, com taxa de retorno de 6,750% aa ao investidor.


… O Tesouro informou que essa emissão atraiu interesse “significativo” de investidores. A alta procura permitiu a revisão da taxa de referência para baixo, do patamar de 7,05% inicialmente sugerido como remuneração.


… Houve participação expressiva de estrangeiros: 64% da Europa e da América do Norte e 28% da América Latina.


… Banqueiros ouvidos pela reportagem acreditam que entre US$ 20 bilhões e US$ 25 bilhões devem ser levantados no exterior este ano, contra US$ 20 bilhões em bonds em 2024, ano de recorde de captações na renda fixa.


… Janeiro tradicionalmente representa a primeira janela de emissões no mercado de dívida no exterior, mas a posse de Trump e a alta dos juros dos Treasuries podem ter assustado e retraído parte das captações.


… Nesta segunda metade de fevereiro, a taxa da Note de 10 anos roda na faixa de 4,5%, tida como confortável, segundo fonte, apesar de acima do yield de setembro (3,5%), quando muitas empresas acessaram o exterior.


HOJE – Os investidores acompanham os dados semanais do fluxo cambial que serão divulgados pelo Banco Central às 14h30.


… Logo cedo (8h), a FGV informa o segundo decêndio do IGP-M de fevereiro, que registrou 0,39% no primeiro decêndio.


BALANÇOS – Após o fechamento, Vale, BB, Gerdau e Assaí reportagem seus balanços trimestrais.


… Para a VALE, a expectativa é de um resultado melhor no 4Tri na comparação com o mesmo período de 2023, favorecido pelas cotações mais altas do minério de ferro, como sinalizou o relatório de produção e vendas da mineradora. Mas no ano é esperada queda.


… Segundo a média das casas consultadas pelo Prévias Broadcast (Itaú BBA, BTG Pactual, BofA e Citi) o lucro líquido deverá mostrar recuo de 38% (R$ 1,5 bilhão). Para a receita líquida (R$ 9,9 bilhões), a queda deve ser de 23,8% e para o Ebitda (R$ 3,9 bilhões), de -41,6%.


… Já o BB deve ter lucro de R$ 9,477 bilhões no balanço do 4Tri/2024, com estabilidade tanto no comparativo anual como no trimestre.


… Confira abaixo no Em Tempo… os balanços de ontem à noite.


CENÁRIO POLÍTICO – A denúncia da PGR contra o ex-presidente Bolsonaro e o ex-ministro Braga Netto por tentativa de golpe de Estado, divulgada ontem à noite, ocupa o noticiário e deve repercutir em Brasília e no Congresso Nacional.


… Após analisar durante três meses as provas reunidas pela PF, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, concluiu que Bolsonaro não apenas tinha conhecimento da trama golpista como liderou as articulações.


… Segundo a PGR, o ex-presidente é apontado como líder de uma organização criminosa “baseada em projeto autoritário de poder” e “com forte influência de setores militares”. Veja um trecho da denúncia:


… “A organização tinha por líderes o próprio Presidente e seu candidato a Vice, Gal Braga Netto, que aceitaram, estimularam e realizaram atos tipificados na legislação penal de atentado contra a independência dos poderes e o Estado de Direito democrático.”


… Seis crimes foram atribuídos a Bolsonaro e 33 aliados, incluindo abolição violenta do estado democrático de direito e golpe de estado, além de organização criminosa e deterioração de patrimônio. As penas somadas podem ultrapassar 28 anos de prisão.


… A denúncia foi enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF) e cabe agora aos ministros da Primeira Turma analisar o documento para decidir se há provas suficientes para abrir uma ação penal. O relator é Alexandre de Moraes.


… Gonet menciona na denúncia a reunião de Bolsonaro com os comandantes das Forças Armadas no dia 14 de dezembro de 2022, com o objetivo de ser uma ação preparatória para o plano golpista, que só não foi colocado em prática porque o Exército não aderiu.


ANISTIA – Horas depois da denúncia da PGR, Bolsonaro convocou os deputados do PL para uma reunião nesta manhã, com o objetivo de apressar a votação do projeto da Anistia aos condenados do 8 de Janeiro, que pode acabar beneficiando o ex-presidente.


… Nos cálculos dos bolsonaristas, para aprovar a matéria é necessário o apoio de 80% das bancadas do Republicanos, União Brasil e PSD, o que pressionaria o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos) a levar o projeto para votação no plenário.


… Bolsonaro também articula o apoio à anistia junto aos senadores, com quem almoçou nesta 3ªF, enquanto seus aliados criticam a denúncia da PGR, afirmando tratar-se de “perseguição política”, enquanto radicais sugerem um “plano de fuga” (Estadão).


NOS EUA – Antes da ata do Fed (16h), saem as construções de moradias iniciadas em janeiro (10h30).


… O vice-presidente do Fed, Philip Jefferson, discursa em palestra no início da noite (19h).


TRUMP E MAIS TARIFAS – No início da noite, o presidente dos Estados Unidos disse que as novas tarifas sobre automóveis e produtos farmacêuticos serão de “provavelmente 25%” e devem ser anunciadas nas próximas semanas.


… Em conversa com jornalistas em Mar-a-Lago, na Flórida, Trump também afirmou que irá anunciar “chips e empresas automobilísticas voltando para os EUA”, visando impulsionar a economia americana.


… Sobre a Ucrânia, Trump declarou que está confiante na resolução do conflito e que teve boas conversas tanto com o lado russo como o lado ucraniano. “Acredito que tenho o poder de acabar com essa guerra.”


SHOW ME THE MONEY – A primeira emissão externa do Tesouro este ano, combinada à força das commodities e ao leilão de linha do BC de US$ 3 bilhões, permitiu que o dólar voltasse a furar o piso informal dos R$ 5,70.


… A moeda americana fechou em baixa de 0,41%, a R$ 5,6893, na contramão da alta em escala global.


… O apetite pelo risco abriu espaço não só para a emissão do Tesouro, mas também para a colocação de NTN-B no leilão desta 3ªF.


… As taxas dos juros futuros caíram com a forte demanda pelos 5 milhões de títulos. O recuo do dólar também ajudou, mas à tarde, o alívio no DI arrefeceu, quando os yields dos Treasuries subiram para novas máximas do dia.


… No fechamento, o DI/26 marcou 14,675% (de 14,665% na sessão anterior); e Jan/27 caiu a 14,560% (contra 14,575%). Os demais fecharam estáveis: Jan/29 a 14,315%; Jan/31 a 14,310%; e Jan/33 a 14,250%.


… Na onda de revisões em baixa para a Selic, diante do esfriamento da economia doméstica, a Quantitas revisou sua projeção de 16,00% para 15,25%, com alta de 1pp em março, seguida por dois aumentos finais de 0,50 pp.


… Pesquisa do BofA revelou que cresceram as gestoras que esperam dólar abaixo de R$ 6 e Ibov acima de 130 mil pontos no fim do ano.


… Ontem, o índice à vista da bolsa doméstica interrompeu três dias seguidos de ganhos, mas fechou estável (-0,02%, a 128.531,71 pontos), com giro de R$ 22,7 bilhões.


… A queda dos bancos neutralizou o desempenho positivo de Vale (+0,67%, a R$ 55,74) e Petrobras, com as commodities em alta.


… O minério saltou 2,51% e o petróleo Brent para abril subiu 0,82%, a US$ 75,84 por barril, em meio ao cenário nebuloso para um cessar-fogo, depois que os ucranianos ficaram de fora das negociações de paz na Arábia Saudita, entre a Rússia e os EUA.


… Petrobras ON registrou +1,86% (R$ 42,08) e Petrobras PN, +1,83% (R$ 38,36).


… Em Brasília, o ministro Alexandre Silveira (MME) disse que já consenso no governo sobre a exploração na Margem Equatorial. Ele voltou a criticar o atraso do Ibama, cobrando uma decisão técnica sobre o tema.


… No setor financeiro, Itaú cedeu 0,33% (R$ 33,20), Bradesco ON caiu 0,27% (R$ 11,11) e Bradesco PN, -0,08% (R$ 12,20). Na véspera de seu balanço, BB ON ganhou 0,99% (R$ 29,45). Santander subiu 0,49% (R$ 26,82).


… Em NY, na volta do feriado, as bolsas oscilaram entre pequenas perdas e ganhos, mas, nos minutos finais do pregão, o S&P 500 engatou alta moderada, que garantiu novo fechamento recorde, aos 6.129,58 pontos (+0,24%).


… Nasdaq (+0,07%; 20.041,26 pontos) e Dow Jones (+0,02%; 44.556,34 pontos) ficaram no zero a zero.


… Destaque do dia, Intel disparou 16% depois de notícia do WSJ de que a Broadcom estuda compra áreas de design de chips da empresa e de que a TSMC avalia o controle das fábricas de chips da Intel, talvez como parte de consórcio.


… Em um dia sem grandes indicadores, o mercado também permaneceu atento às declarações de dirigentes do Fed. Mary Daly (San Francisco) disse não haver razão para baixar juros e que precisa de mais dados para isso.


… Quanto às políticas de Trump, ela afirmou ser cedo para avaliar o impacto na economia americana. Michael Barr foi na mesma linha. Prefere esperar para ver o efeito das tarifas que, para ele, têm o potencial de elevar os preços.


… Em meio à cautela sob Trump e antes da ata do Fed hoje, os retornos do Treasuries avançaram. O da note de 2 anos subiu a 4,304%, de 4,261% na véspera, e o da note de 10 anos avançou a 4,551% (de 4,475%). O do T-bond de 30 anos subiu a 4,773% (de 4,697%).


… O Morgan Stanley elevou a previsão para o juro da note de dez anos no fim de 2025 de 3,55% para 4,00%, após reduzir a expectativa de alívio monetário pelo Fed de 75 pb para 25 pb.


… Para a Capital Economics, as tarifas recíprocas de Trump ainda não estão totalmente precificadas e, por isso, as taxas dos títulos americanos e o dólar devem continuar a subir.


… Foi o que ocorreu ontem. O dólar ganhou terreno de seus pares, com o DXY em alta de 0,45%, a 107,054. O euro caiu 0,34%, cotado a US$ 1,0449 e a libra cedeu 0,21%, a US$ 1,2603. O iene recuou 0,36%, a 152,067 ienes/US$.


EM TEMPO… GRUPO PÃO DE AÇÚCAR ampliou o prejuízo líquido em 264% no 4Tri24 sobre o 4Tri23, para R$ 1,104 bilhão. O Ebitda ajustado subiu 25,4%, para R$ 498 milhões; receita líquida cresceu 6,3%, para R$ 5,220 bilhões.


CARREFOUR BRASIL teve lucro líquido ajustado de R$ 1,770 bilhão no 4Tri24, alta anual de 240%. Ebitda ajustado aumentou 2,2%, para R$ 1,917 bi; receita líquida cresceu 5,7%, para R$ 29,654 bilhões.


IGUATEMI teve lucro líquido ajustado de R$ 164,1 milhões no 4Tri24, alta anual de 21,9%. Ebitda ajustado somou R$ 315,2 milhões, avanço de 19,4%. Receita líquida foi de R$ 375,2 milhões, aumento de 13,5%.


XP teve lucro ajustado de R$ 1,2 bilhão no 4Tri24, alta anual de 16%. Em 2024, lucro líquido somou R$ 4,544 bilhões, recorde, alta de 17% sobre 2023.


PETROBRAS. O Goldman Sachs manteve a recomendação de compra, mas reduziu preços-alvo dos papéis ON (de R$ 48,30 para R$ 45,40) e PN (de R$ 43,90 para R$ 41,30) e dos ADRs (de US$ 15,90 para US$ 15,80)…


… O banco incorporou dados operacionais recentes, notícias sobre início da operação de novo navio-plataforma e previsões macroeconômicas atualizadas.


OI assinou contrato com Mileto Tecnologia para venda dos seus ativos de TV por assinatura por até R$ 30 milhões.


NEOENERGIA disse que mantém plano de vender os 10% que detém em Belo Monte. A empresa tem colocado em prática a “estratégia de rotação de ativos”, com a venda de empreendimentos para reduzir o endividamento.

Call Matinal JHN Consulting 1902

 CALL MATINAL 

19/02/2025 

Julio Hegedus Netto, economista

MERCADOS EM GERAL


FECHAMENTO (18/02)

MERCADOS

O Ibovespa, na terça-feira (18), recuou 0,02%, a 128.531 pontos. Já o dólar recuou 0,41%, a R$ 5,68. 

 

PRINCIPAIS MERCADOS, 7h00


Índices futuros dos EUA operam em alta nesta quarta-feira (19), após o S&P 500 atingir um novo recorde na véspera, apesar das preocupações com a inflação persistente e as políticas comerciais do presidente Donald Trump. Os investidores estarão atentos a divulgação da ata da reunião do Fed de janeiro, que deve oferecer aos investidores pistas sobre as perspectivas para as taxas de juros por lá.


EUA

Dow Jones Futuro, +0,02%

S&P 500 Futuro, +0,05%

Nasdaq Futuro, +0,08%


Ásia-Pacífico

Shanghai SE (China), +0,81%

Nikkei (Japão), -0,27%

Hang Seng Index (Hong Kong), -0,14%

Kospi (Coreia do Sul), +1,70%

ASX 200 (Austrália), -0,73%


Europa

FTSE 100 (Reino Unido), -0,23%

DAX (Alemanha), +0,30%

CAC 40 (França), -0,07%

FTSE MIB (Itália), +0,52%

STOXX 600, -0,03%


Commodities

Petróleo WTI, +0,68%, a US$ 72,34 o barril

Petróleo Brent, +0,62%, a US$ 76,31 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +1,48%, a 820,50 iuanes (US$ 112,71)


NO DIA, 1902


Dia de ata do FOMC no meio da tarde (16h) de hoje, numa agenda mais fraca de indicadores. Expectativa é de a ata reforce a cautela para uma flexibilização da política monetária nos EUA. As incertezas sobre o impacto inflacionário das tarifas jogam as chances de um único corte de juro para setembro. Por aqui, estejamos atentos à valorização cambial, diante do influxo de estrangeiros, atraídos pelo carry trade. Ontem, o dólar era negociado a R$ 5,70. 


Julio Hegedus Netto, economista JHN Consulting 

 

Boa quarta-feira a todos!

Bankinter Portugal Matinal 1902

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: Estamos em máximos históricos de S&P500, Nq-100 e Eurostoxx-50. Isso deverá resultar numa realização de lucros hoje, embora suave e com a desculpa de que Trump aplicará impostos alfandegários a automóveis, semis e medicamentos. Nos últimos 2 dias, as yields das obrigações elevaram-se um pouco (+4/+6 p.b.), mas as bolsas continuam apoiadas pela expetativa de qualquer mudança na Ucrânia que reduza o prémio de risco por geoestratégia. A tecnologia começa a despertar novamente: está há 4 sessões consecutivas a subir, principalmente o SOX (semis), embora não esteja no máximo histórico. Isso é especialmente bom porque, a médio e longo prazo, sem avanços da tecnologia, seria muito complicado para o conjunto do mercado avançar consistentemente, porque a tecnologia acresce e continuará a acrescentar o ritmo mais dinâmico de expansão de lucros. Ontem, Intel +16% perante a possibilidade de que se divida em 2 partes, TSMC e Broadcom, o que aviva a recuperação das tech.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

JR Guzzo

 Nunca se viu tanta incompetência, velhacaria e cretinice em um governo

Por J.R. Guzzo

Gazeta do Povo, 17/02/2025


"Uma das partes que o público mais esperava, nas comédias do Gordo e o Magro, era a hora em que os dois armavam algum plano absolutamente estúpido, iam em frente e, depois, ficavam chocados com o fato de que não tinha dado certo. É um retrato do Brasil de hoje neste terceiro ano de governo Lula. O presidente, seus ministros, seus aspones e até a sua mulher fizeram, desde o primeiro dia, coisas que nem o Gordo e o Magro aprovariam.


Nunca se viu, na história da República, um concentrado igual de incompetência, velhacaria e cretinice em estado bruto, 24 horas por dia, fora a roubalheira – estão roubando até marmita. Está na cara que só pode dar mesmo num desastre com perda total. Mas quando vem o desastre, todo mundo se espanta: Santo Deus de Misericórdia, o que está acontecendo com o Brasil?


Está acontecendo o que tinha de acontecer, só isso – aliás, da forma que muita gente vem dizendo desde o primeiro dia, como a Gazeta do Povo e uns poucos outros. Se você esquenta uma chaleira no fogo, a água vai ferver quando chegar aos 100 graus; não há nenhuma outra possibilidade. O governo Lula está assando a batata dele antes mesmo de assumir, quando montou a sua patética “equipe de transição”, com mais de 1000 pessoas, para “preparar” a administração. (Na área do “combate à fome”, para se ter uma ideia, colocaram uma chefe de cozinha.) Desde então, só tiveram ideias péssimas, ou não tiveram ideia nenhuma, e só tomaram decisões erradas. A água ferveu.


O presidente, mal tinha posto o pé no palácio, saiu viajando freneticamente para mostrar o mundo à mulher nova – uma coisa ridícula, ofensiva e estupidamente cara. Não consegue manter de pé uma ponte sobre o Rio Tocantins, mas se mete a falar no “genocídio dos palestinos”, dá palpites que ninguém ouve e quer o fim do dólar como moeda mundial de troca. Com o Rio Grande do Sul devastado pelas enchentes, a única coisa que lhe passou pela cabeça foi fazer marketing. Tentou organizar um leilão inútil e demagógico para importar arroz e distribuir “ao povo” a preço “justo”. Não conseguiram, sequer, fazer o primeiro pregão – descobriu-se que já tinha gente querendo roubar.


Num país chocado pelo disparo dos assassinatos para roubo de celular, Lula continua sustentando que acha “inadmissível” a punição de “jovens” que matam porque querem tomar uma “cervejinha” com o fruto dos homicídios que cometeram. Seu governo persegue fanaticamente as polícias estaduais (salvo as dos estados governador pelo PT), a quem acusam de “massacrar” criminosos que no seu entender não são criminosos, e sim “vítimas da sociedade”.


Inventa um falso “pleno emprego”, ao contar como “empregados” os 54 milhões que recebem o Bolsa Família. Os juros caminham para 15% ao ano. A inflação está roncando nas prateleiras dos supermercados. Sua mulher se exibe com dancinhas, palhaçadas e shows que torram dezenas de milhões em dinheiro público; acha que assim está ajudando a “imagem do governo”.


O governo Lula tem uma causa só – combater a anistia. O presidente da República, impaciente, diz que não haveria inflação se o brasileiro não fosse irresponsável e insistisse em comprar coisas caras. O governo socou impostos em cima das compras de até 50 dólares na internet, voltou a cobrar Imposto Sindical, que estava morto, e fez do real uma das moedas que mais se desvalorizou no mundo em 2024. Meteu-se numa horrenda tentativa de “fiscalizar” o Pix. O ministro da Fazenda diz que “desacreditar” medidas do governo “é crime”. Lula diz que está comendo ovos de pata, de jabuti e de ema – e acha que o povo deve fazer como ele. Não há vestígio de uma coisa útil, uma só, que o seu governo tenha feito.


Daí vem as pesquisas de opinião e dizem – até elas – que a popularidade de Lula está indo cada vez mais rápido para o diabo, e o que acontece? Os analistas políticos, que em mais de dois anos inteiros vem se recusando terminantemente a admitir que o governo Lula é um filme catástrofe, pelo descrito acima e muito mais, entram em transe para dar explicações e falar sobre “cenários”. Vão falar tudo, menos que os direitos autorais do desastre são de Lula, de ponta a ponta. Lula não erra. Só comete “deslizes”, ou “equívocos”, ou “leituras incorretas” e o resto dessa idiotice toda. O resultado está aí."


Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/jr-guzzo/governo-lula-incompetencia-velhacaria-cretinice/

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Fundação FHC

Sem dúvida de que foi no governo FHC q os programas sociais começaram a tomar tração. Digamos que sim, Ruth Cardoso foi a mão do Bolsa Família. Todo seu desenho, formulação, ideia central, condicionalidades, tudo saiu da cabeça dela. 

No início de 1995, Fernando Henrique Cardoso assinou o Decreto nº 1.366, que instituiu o Programa Comunidade Solidária, considerado uma das melhores iniciativas de âmbito social de seu governo.


Criado por Ruth Cardoso, o programa inovador tinha como objetivo fomentar o desenvolvimento local sustentável, para além das políticas públicas. Seu conselho, presidido por Ruth, propunha uma parceria entre sociedade civil, organizações não-governamentais, empresas, universidades e governo. A Comunidade Solidária tinha três linhas de atuação: fortalecimento da sociedade civil, abertura de novos canais de diálogo com o governo e formação de parcerias para realizar programas inovadores de desenvolvimento social.

O Programa atuou pelo Brasil e se ramificou em outros projetos. Alguns exemplos: Universidade Solidária (UniSol); Capacitação Solidária (CapaSol); Artesanato Solidário (Artesol) e Alfabetização Solidária (AlfaSol), destinado a combater o analfabetismo juvenil. De 2002 a 2008, Ruth presidiu a Comunitas — organização criada com o objetivo de prosseguir com as ações da Comunidade Solidária.

Acesse o arquivo de Ruth Cardoso pelo Portal do Acervo: http://acervo.ifhc.org.br/

Vale a pena visitar também duas exposições virtuais do Acervo:

- Ruth Cardoso, formadora: https://lnkd.in/dUbx-tgv
- Uma viagem a Ruth Cardoso por meio do seu arquivo pessoal: https://lnkd.in/ddEs8Kyr

📷 Posse de Ruth Cardoso no cargo de presidente do Programa Comunidade Solidária; 21 de fevereiro de 1995

📷 Capa do livro “Comunidade Solidária: fortalecendo a sociedade e promovendo o desenvolvimento” (Comunitas - 2002)

Ailton Braga

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