sábado, 14 de dezembro de 2024

Conjunto vazio, Gustavo Franco

 "Conjunto vazio”, o texto de Gustavo Franco, Senior Advisor da Rio Bravo, publicado em nossa Carta Estratégias, foi destaque na Exame. No texto, Franco traz a nossa atenção para os desafios econômicos atuais, refletindo sobre as lacunas nas políticas públicas e suas implicações para o mercado financeiro.​


Na Órbita, revista digital da Rio Bravo, você encontra a matéria completa e muito mais. Acesse e confira: https://hubs.la/Q02_DzCc0

Novembro trouxe uma bela imagem nos principais jornais do país: chefes de estado de vários países tendo ao fundo o Pão de Açucar num dia iluminado. Eram os oitenta e tantos signatários de uma aliança internacional contra a fome, países e organizações multilaterais, uma conquista da diplomacia brasileira. A foto, se não vale mil palavras, vale o suficiente para compensar as frustrações em temas muito difíceis em que o Brasil buscava algum protagonismo: o clima, as guerras e o tão sonhado assento no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Tudo começa com o diagnóstico, ou com uma ideia um tanto romanceada sobre o estado da economia. O governo acha que a economia vai muito bem. Os sinais parecem, de fato, positivos, o PIB do terceiro trimestre veio forte, mas há sutilezas. Os números do mercado de trabalho sugerem o “pleno emprego”, e o crescimento do PIB, ainda que baixo (na faixa entre 2% e 3%, chegando a 4% em algumas comparações escolhidas), tem sido melhor que a encomenda. Circulam teorias otimistas sobre o PIB potencial, que estaria sendo vítima recorrente de subestimativa, talvez por má vontade dos analistas. Círculos governistas repetem-se, dizendo que “o mercado errou” nesse tópico, várias vezes seguidas, quando não é o próprio presidente da República.

Mas o fato é que o aquecimento do mercado de trabalho e de atividade econômica pode ser simplesmente febre.

Não é impossível que o PIB cresça mais que o potencial. É mais tenso, pois o sistema fica estressado, quando se pisa fundo no acelerador e no freio ao mesmo tempo, o que tende a se expressar mais habitualmente em inflação, e em importações, mas pode explodir em tensões financeiras na presença de uma fagulha. Na maior parte dos casos conhecidos de sobreaquecimento (essa é a linguagem habitual), é por excesso de demanda, e a expansão pode prosseguir por certo tempo, sem qualquer sinal de alerta, até que os problemas parecem vir de onde não se espera. Ao longo do caminho, as advertências de cautela vão sendo descontadas, desmoralizando o prognóstico e servindo para aguçar a propensão a correr riscos.

O Brasil vive uma expansão um tanto além do PIB potencial, e do “pleno emprego”, impulsionada por estímulos fiscais fortes, isto é, por gasto público financiado por aumento na dívida pública. Na primeira metade desta presidência, a dívida pública subirá de 72% para 84% do PIB, aproximadamente. Não é um ritmo sustentável, e evoca a máxima de Orestes Quércia, “quebrei o estado, mas fui reeleito”, uma observação clássica, mas feita bem depois de as coisas darem errado.

Pouca coisa se nota durante a caminhada, é o que se diz de todas as grandes crises financeiras, que parecem surgir de repente, sem aviso nem fanfarra, cada uma de um jeito. O fato é que não se entende muito bem como é possível haver pleno emprego com os juros onde estão, senão em um extremo de crowding out talvez ainda não catalogado.

O problema brasileiro

O arcabouço fiscal não é como o Teto de Gastos, ou seja, não é impeditivo, mas indicativo. É quase que apenas uma meta, com diversas possibilidades de contorno. Muita coisa fica fora do limite do arcabouço, como explica o economista Marcos Mendes, em detalhes exaustivos. E quando vai se tentando criar gatilhos para o arcabouço ele vai ficando parecido com o falecido Teto de Gastos, porém sem os mesmos poderes.

Uma expansão fiscal financiada por aumento de dívida pública em grande escala cria uma situação de crowding out de livro texto, com pressão sobre a taxa de juros, sobre o câmbio e, afinal, sobre a inflação. O problema brasileiro parece ser um hiper-crowding out. Os cálculos para o juro neutro ficam cada vez mais impressionantes, bem como as expectativas de inflação cada vez mais desancoradas, isso tudo sugerindo que o Banco Central do Brasil terá de subir a SELIC mais agressivamente do que se imaginava. Ainda mais juro para ainda mais aquecimento. Isso não parece saudável. O paciente está febril, acima do peso e cada vez mais rebelde na sua alimentação.

O mês de novembro parecia terminar mal, mas estava em preparação o pacote que pretendia trazer a correção de rumos. Desde algum tempo, as circunstâncias apontavam com muita clareza a necessidade de ajuste fiscal, mas, numa primeira avaliação, o governo deu todas as indicações de que pretendia restaurar o equilíbrio fiscal pelo lado da receita. Afinal, é um governo de esquerda, que mal parece controlar sua ansiedade para começar a temporada de conversas sobre tributação progressiva da renda. Mas não era realista.

É claro que é mais simpático apelar aos impostos sobre os “super-ricos” que se abraçar às “maldades” inevitáveis nos ajustes pelo lado da despesa. Mas não é prático nem viável. Repetidamente se discutiu a lista de gastos tributários e renúncias fiscais, bem como os números alucinantes do Sindifisco para “privilégios”, até que o governo admitiu que não é viável pretender que o ajuste se faça unicamente pelo lado da receita. Ainda vai vir alguma novidade pelo lado da receita, mas todos em Brasília sabem que essa conversa é muito difícil.

Seria ótimo (do ângulo político) que a adesão à responsabilidade fiscal pudesse ser feita com um aumento na progressividade da tributação, idealmente sem aumento global de carga, e com aumentos das receitas tributárias decorrentes de maior atividade econômica. Seria fácil e politicamente funcional. Só que não existe essa alternativa. Não há saída fácil para o problema fiscal. Na verdade, ficou evidente entre técnicos que a inconsistência entre as políticas monetária e fiscal, da qual resulta o juro alto, não poderá ser resolvida sem um pacote de redução de despesa.

Esse era um consenso entre os especialistas, mas que não incluía o presidente da República. Era um trabalho para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que já tinha conduzido muito bem a confirmação do nome de Gabriel Galípolo para a presidência do Banco Central. O presidente da República, inclusive, já havia baixado as armas de sua cruzada pessoal contra Roberto Campos Neto e mesmo contra os juros altos, admitindo que, se Galípolo achava mesmo necessário manter as coisas como estavam, e mesmo subir um bocado a mais, ele se conformava. Era um grande avanço.

O passo lógico a seguir era o de acolher o diagnóstico pelo qual era preciso fazer um pacote pelo lado da despesa. Os ministérios econômicos já vinham trabalhando há tempos nesse tema, mas o trânsito no interior do governo era complexo, e o problema não estava apenas no presidente Lula.

O ministro Haddad não quis se expor ao apresentar uma proposta dele, ou da área econômica, para, em seguida, vê-la atacada frontalmente por outros ministros ou pela liderança petista. Por isso, o assunto foi levado ao presidente da República para que escolhesse entre alternativas. Foi prudente para o ministro renunciar à autoria do pacote, trazendo o ônus e o bônus para o presidente Lula. Mas é claro que há custos nessa alternativa.

Nem sempre os presidentes gostam de ver um problema depositado na soleira da sua porta. É muito melhor quando o ministro especialmente encarregado do assunto traz uma solução, e boa. É ruim quando não vem desse jeito.

Para o ministro, pareceu muito prudente deslocar a escolha para cima, pois havia enorme potencial de fogo amigo. Ao final, o fogo amigo não veio porque o mercado financeiro detestou o pacote, razão suficiente para a liderança petista nutrir o sentimento exatamente oposto. Entretanto, o resultado político para Haddad foi acentuar a sensação de que ele é mais assessor que ministro. Mas tudo fica dependente da qualidade do pacote.

O presidente da República, de seu lado, percebendo o potencial de polêmica, resolveu abrir consultas junto a seus ministros, e alguns, que logo perceberam que a tesoura vinha em sua direção, passaram a se pronunciar publicamente sobre o assunto. O ministro de Trabalho, por exemplo, declarou que não haveria cortes em gastos da sua pasta pois sequer tinha sido chamado para conversar, meio que ameaçando se demitir se algo ocorresse nos assuntos seus que não tivesse sido expressamente negociado. Outros ministros se manifestaram de forma semelhante, como o da Previdência, e alguns foram chamados para conversar, inclusive os militares, no pressuposto de que todos teriam que contribuir.

Seguiu-se uma pequena encenação de “pacto social”, como se fora uma competição entre prioridades, ou uma negociação com a sociedade civil e não entre subordinados do presidente da República. E depois de muita conversa, os ministros todos permaneceram como estavam (os sociais, os da casa, os do centrão e os militares): não houve nenhuma reforma ministerial, tampouco cortes relevantes, nem em ministros, nem em despesas. A solução política para um pacote de cortes de gastos foi trabalhar com cortes que não incomodam ninguém no governo, como descrito logo abaixo, cortes mais virtuais do que reais.

Quanto mais pompa, pior

O pacote foi apresentado com a pompa dos grandes anúncios na noite de quinta-feira, dia 28/11, com um pronunciamento do ministro da Fazenda em rede nacional de televisão, seguido de uma coletiva na sexta-feira, dia 29/11, pela manhã. Era o sinal inequívoco da grandeza da iniciativa, talvez aí uma indicação de que Fernando Haddad estava recebendo o tratamento de presidenciável. Mas não foi uma boa ideia. Parecia que a máquina de comunicação do governo estava em dessintonia com a substância da coisa.

Um pacote pífio requer um anúncio discreto, livre de pirotecnia. Pelo mesmo raciocínio, quando se trata de pacote mal construído, quanto mais pompa, pior.

A repercussão foi péssima, e não foi unicamente um problema de comunicação ou porque o pacote era composto de “maldades”. Ou mesmo porque não devia ter falado na isenção de IRPF para as rendas menores que R$5 mil. Na substância, o pacote é um conjunto vazio ao revelar muito claramente a extensão do desconforto do governo com a ideia de cortar gastos. É um desconforto profundo e compreensível de um governo de esquerda diante do imperativo de reduzir gasto, ou seja, com a redução do tamanho do Estado.

A renúncia de IRPF só chamou tanta atenção porque era como a cereja no bolo: o pacote de redução de gastos não apenas não tem muita carga como traz para enfeitar um aumento de despesa. Como pode ser?

Muitas vezes no passado se exaltou o pragmatismo do presidente da República ao contrariar teses históricas de seu partido. Desta vez, todavia, não houve nada disso. Trata-se de pacote de “revisão de gastos” de inspiração petista, a julgar pelo apoio de lideranças como Lindenberg Farias e José Dirceu, ambos exaltando as medidas tributárias progressistas, que, na verdade, não fazem parte do pacote.
De um ângulo mais operacional, o desconforto com a ideia de cortes de gastos se observa em vários aspectos do pacote: no formato, na filosofia, na natureza exata das medidas e, é claro, na estratégia de comunicação.

No formato, para começar, não há íntegras dos textos. Um pacote sem as medidas. O Diário Oficial não mente. Onde estão as íntegras? Depois de várias semanas de conversas intensas, nas quais muitas possibilidades foram debatidas, como é possível que não haja texto? Seria um lapso freudiano?

Houve um pronunciamento do ministro em cadeia nacional de televisão, sobre o qual circularam o texto do discurso, duas páginas vagas, e um power point. Esse foi o pacote.
O anúncio (power point) aludiu a duas ferramentas principais, uma PEC e uma proposta de lei complementar, duas fórmulas de longa tramitação e nenhuma medida provisória, isto é, nada com o requisito constitucional de “urgência e relevância”.

Claro que os textos apareceram nos dias que se seguiram, uma PEC e dois projetos de lei complementar assinados pelo deputado José Guimarães (PT-CE), líder do governo na Cãmara dos Deputados. Mas no primeiro momento, causou espécie a inovação representada por um pacote sem texto. Como se o governo quisesse trazer “temas” ou “teses” de forma mais aberta, deixando para os relatores das matérias a autoria do texto principal.

Sem prejuízo dessa nova técnica de encaminhamento parlamentar, na página 21 do power point oficial do pacote há números ano a ano, de 2025 a 2030, para os impactos das medidas, ainda que não sejam especificadas. Numa avaliação mais realista, fica muito claro que o governo não resolveu o seu desconforto com a ideia de cortar gasto. Entende-se a objeção ideológica e conceitual, bem como a contrariedade do presidente Lula.

As circunstâncias costumam contrariar os desejos dos presidentes. Às vezes, são crises externas, ou são legítimas heranças malditas, que é preciso endereçar tomando medidas ditas impopulares, medidas que qualquer presidente preferiria não ter que tomar. Os bons presidentes são os que tomam as decisões corretas nesses momentos.

Nesse momento em particular, a ação recomendada pela boa técnica era um pacote de redução de gastos, e o presidente Lula não gosta de cortes de gastos. Sempre que se fala nesse assunto, ele se esforça em dizer que os gastos não são gastos, mas investimentos. É puro negacionismo fiscal, até agora sem qualquer consequência..

Mas como se organiza um pacote fiscal nessas condições?

Os “cortes” precisam atender a certas condições para serem aceitos no pacote. Precisam ser o resultado do consenso dos ministros e precisam soar como programas do governo, ou seja, devem ser cortes que se pareçam com aumentos em gastos.

Deve ser claro que um pacote de cortes que atendem simultaneamente a essas exigências é um conjunto vazio. Esta é razão para o fiasco. O pacote é vazio de substância pois é inexistente a vontade do presidente Lula e do governo em cortar despesa. Simples assim. É uma opção legítima do presidente da República, isso não se discute. Mas as consequências vêm depois, como reza a boa sabedoria política. O câmbio foi a R$6,00 e muitos petistas reclamaram de o Banco Central não fazer nada em oposição a esta especulação.

Jabuti na comunicação

No nível mais conceitual, o esforço de se fazer cortes que não eram cortes resultou em algumas variantes criativas: (i) cortar aumentos que ainda não aconteceram (como, por exemplo, os aumentos futuros do salário-mínimo); e (ii) remanejar despesas que já iam acontecer de qualquer jeito para que atendam requisitos que requereriam despesa nova (por exemplo, no item FUNDEB).

Junte-se a isso: (iii) um pente fino sobre programas sociais, o que se transforma em uma medida de compliance destinada a cortar despesas decorrentes de fraude; e a (iv) velha conhecida desvinculação (DRU), tão combatida no passado, agora uma escolha do presidente Lula.

Sempre há algum ajuste menor, que é um corte de verdade, como resultará, por exemplo, da redução da idade mínima da aposentadoria dos militares, e de dispositivos que pegam carona na PEC e nos projetos de lei complementar que compõem o pacote. Mas são valores pequenos, nada que chegue perto dos 70 bilhões falados para 2025/2026, e que foram colocados em dúvida.

Não se perca de vista que, mesmo que fossem 70 bilhões de verdade, estamos falando de um orçamento de 5 trilhões (somando as PLOAs de 2024 e 2025). Ou seja, o governo não foi capaz de identificar nem 1,5% de corte na despesa pública. É claro que isso foi muito claramente percebido como um fracasso.

É nada mais que um agravante a mistura, no anúncio do pacote, que o governo tenciona ampliar a faixa de isenção de IRPF para os rendimentos menores que R$ 5 mil. Diz-se que a inclusão do tema no anúncio foi pela vontade expressa do próprio presidente Lula. Não é um acidente que as lideranças petistas tenham saído em defesa do pacote exatamente nesse tópico que, como já observado, e bem lembrado por lideranças como Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, não fazem parte desse pacote.

O governo quer muito discutir o que tem designado sobre a “reforma da renda”, um pacote tributário que se quer definir como “reforma” a fim de absorver um tanto do goodwill que se viu na reforma tributária (do consumo). As chances da “reforma da renda” já não eram boas antes desse pacote, talvez ficado ainda menores. Mas será impossível ignorar a sombra dessa matéria enquanto se discute o pacote dos cortes.

A “reforma da renda” está no futuro, e o governo parece calcular o momento de lançar essa tese da isenção para a “classe média”, promessa de campanha do presidente Lula, no pressuposto que os “super ricos” vão pagar essa conta.

Muitos apontaram aí um erro do governo em misturar aumento de despesa (redução de imposto) no pacote de redução de despesa. Outros falaram em antecipar 2026. Mas está tudo misturado mesmo.

Curiosamente, o assunto da isenção foi o que mais atraiu a atenção da imprensa. Mais curioso é que não há nada de extravagante em que jabuti na comunicação seja mais importante que a substância do pacote, quando o pacote é confuso na substância. O pacote de cortes não traz cortes, talvez refletindo a sabedoria pela qual gasto não é gasto. Talvez exatamente por isso, o pacote terá (provavelmente) um percurso fulminante e uma aprovação rapidíssima no Congresso. O que há para opor ou a agregar a um pacote de cortes que não traz cortes?

*Gustavo Franco é sócio-fundador da Rio Bravo Investimentos e ex-presidente do Banco Central do Brasil. Este artigo faz parte da Carta Estratégias de novembro relatório mensal distribuído pela Rio Bravo a seus clientes e reproduzido com exclusividade pela EXAME Invest.


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BRICS

 


Papers FMI - "As águas desconhecidas do comércio internacional" por Pol Antràs.

 Uma leitura obrigatória antes do final do ano!


"As águas desconhecidas do comércio internacional" por Pol Antràs.

"... Várias áreas pouco exploradas, ou 'águas desconhecidas', permanecem na pesquisa de comércio internacional. Descrevo novas áreas potenciais para pesquisa teórica, incluindo a incorporação de comportamento oligopolista (estratégico) em modelos centrais e a promoção de uma maior colaboração interdisciplinar com outros campos da economia e das ciências sociais, como economia comportamental ou ciência política. Também discuto potenciais águas desconhecidas para economistas empíricos do comércio, ao mesmo tempo em que identifico novas fontes potenciais de dados e maneiras pelas quais as estatísticas oficiais do comércio podem ser melhoradas. Por fim, exploro como o big data e a inteligência artificial podem remodelar o design da política de comércio internacional nos próximos anos."

https://lnkd.in/eqKEb8xi



Comportamento das moedas na Europa

 The Economist teve uma participação interessante no uso de moedas internacionais neste fim de semana. O que me impressionou foi a queda do

hashtageuro. O European Central Bank (BCE) analisou recentemente o uso do euro em pagamentos internacionais e descobriu que uma parcela significativa das transações em euros, 57%, ocorre entre bancos da área do euro (EA). Isso essencialmente trata o euro como uma moeda doméstica devido à União Monetária Europeia. No cenário internacional, onde pelo menos um banco está localizado fora da EA, apenas 43% das transações em euros são verdadeiramente internacionais. Ao excluir as transações dentro da EA, a participação do euro nas transações internacionais cai para apenas 9,4%. Esse número, calculado como 43% da participação de 21,93% relatada pela Swift, posiciona o euro à frente de moedas secundárias como GBP, RMB, iene, CAD e SFR. O outro lado é que o uso do RMB provavelmente está subestimado.

Quanto às causas, a inflação, o menor crescimento do PIB e a invasão da Ucrânia parecem ter desempenhado um papel significativo nisso.



Gerando energia

 


O Brasil é uma potência energética. Mais do que isso, o Brasil é um potência energética limpa.

Alberto Ramos

 Estrangeiro que ainda olhava o Brasil jogou a toalha após ‘pacotinho’, diz economista do Goldman


Segundo Alberto Ramos, sem um ajuste fiscal de verdade, o risco à frente para o País é crescimento do PIB a 1%, inflação a 6% e câmbio a R$ 7,00


NOVA YORK - O Banco Central (BC) tomou a medida necessária ao adotar um choque de juros diante do problema fiscal e de uma economia superaquecida no Brasil, avalia o diretor de pesquisa macroeconômica para a América Latina do Goldman Sachs, Alberto Ramos. O problema, alerta, é que a política monetária está ‘sozinha remando contra a corrente’. “Se a corrente for muito forte, o barco não anda. Pode desviar das pedras, mas fica quase uma missão impossível para o Banco Central com a política fiscal no Brasil”, diz Ramos, em entrevista ao Estadão/Broadcast, da sede do Goldman Sachs, em Nova York, nos Estados Unidos.


Na sua visão, as medidas de corte de gastos foram um ‘pacotinho’ e as metas fiscais prometidas já não condizem com a realidade da economia brasileira. Nesse contexto, o aumento de juros sinalizado pelo BC pode não ser suficiente se o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantiver uma política fiscal expansionista. O risco à frente é crescimento a 1%, inflação a 6% e câmbio a R$ 7,00, projeta.


Diz também que o investidor estrangeiro já estava pouco interessado no Brasil, e que o pacote fiscal não conseguiu reverter esse sentimento. Ao contrário. “Dos poucos gringos que estavam interessados, alguns já estão jogando a toalha. Isso não é um bom sinal”, diz.


A seguir, os principais trechos da entrevista:


Em sua análise pós-Copom, o sr. disse que o colegiado tomou uma ‘decisão ousada’ e que a retomada do ‘forward guidance’ (comunicação dos passos futuros), projetando mais duas altas da mesma magnitude, foi ‘muito explícita’. O mercado já estava se inclinando a uma alta de 1 ponto porcentual, mas, de fato, a decisão do BC surpreendeu?



Ela foi necessária, porque a medida essencial não foi tomada. O problema número um, dois e três do Brasil hoje se chama fiscal. E há dois problemas: o déficit primário e a dinâmica da dívida, que já é bastante alta e continua subindo cerca de três a quatro pontos porcentuais por ano. O Brasil tem hoje uma economia muito boa, um mercado de trabalho sólido, a receita crescendo muito bem em termos reais, porque a economia está indo bem e pelas medidas arrecadatórias que foram aprovadas nos últimos 18 meses. E ainda assim o País tem um déficit de um pouco abaixo de 10% do Produto Interno Bruto (PIB)? E quando o crescimento for 2% e a receita crescer menos, como é que fica?


Qual a raiz do problema?



Houve um exagero de gasto. Não venham dizer que não. Desde a PEC da transição, essa visão de tributar para gastar parece que não tem limite. E agora que não dá para tributar mais, o Brasil continua pisando em ovos para fazer um pacotinho.


A Argentina acaba de conseguir eliminar o déficit fiscal. É um bom exemplo ao Brasil?



O (Javier) Milei na Argentina fez um ajuste de cinco pontos do PIB, com a economia em recessão, e a popularidade dele se manteve. A Colômbia anunciou um pacote de (ajuste de) 1% do PIB e não chamou nenhuma conferência de imprensa. O México acha que vai crescer menos de 1% no próximo ano e se propôs, no orçamento, a fazer um ajuste fiscal de 2% do PIB. O Brasil fez um pacote que não é de corte de gastos, é de contenção. São economias contrafactuais. O gasto obrigatório vai crescer menos para que o discricionário possa aumentar. É um pacote de 0,2% do PIB e requereu uma planilha com 14 linhas de medidas e uma conferência de imprensa com seis ministros.


O pacote foi mais político?



O governo desenhou o pacote do ponto de vista de uma lógica política, não macroeconômica. Houve um erro da avaliação política achar que um pacote um pouquinho mais robusto ia ter um grande impacto na atividade e na popularidade do governo. Foi tanto medo em torno de um pacote que, de fato, não é expressivo. O Brasil precisa de um fiscal mais robusto pela dinâmica da dívida. Não se trata de entregar déficit primário ou zero, mas primários positivos, e isso não vemos a perder de vista. É um problema, e mesmo que não fosse, o Brasil teria um problema fiscal. A questão é que a economia está sobreaquecida e colocando pressão nas expectativas, no câmbio e forçando o Banco Central a dar um choque de juros. Então, do ponto de vista cíclico, se justifica uma política fiscal mais apertada para ajudar o Banco Central a controlar a inflação. O governo cometeu dois erros.


Quais?



O primeiro foi na avaliação da transição política, achar que a economia estava muito ruim, que era preciso recompor a base tributária e gastar. Foi uma farra de gasto e que levou ao sobreaquecimento do PIB. O governo turbinou a economia cedo demais em relação ao ciclo político. Geralmente, o que qualquer governo faz é segurar a onda nos primeiros dois anos, ganhar espaço fiscal, para depois gastar um pouquinho. Todo mundo quer ser reeleito. É do jogo, ninguém é criticado por causa disso. Quem está no poder quer ficar e quem está fora quer entrar. O (ex-presidente Jair) Bolsonaro fez isso, todos os outros que o antecederam também. Era o que seria de se esperar. Agora, o governo foi com muita sede ao pote, exagerou a mão no gasto.


E o segundo erro?



A economia, que não estava assim tão ruim, rapidamente sobreaqueceu. E hoje o Brasil tem um pepino na mão. Ainda tinha tempo de corrigir, porque a eleição é em dois anos. O que era necessário agora? Depois desse erro inicial, o governo deveria segurar a onda e complementar o aumento de juro do Banco Central com uma política fiscal mais apertada. A economia iria se estabilizar, desacelerar um pouquinho, mas não colapsar. Agora, o governo mostrou que não quer fazer isso. Pode ser um erro porque agora não tem âncora fiscal, com uma demanda demasiada da política monetária.


A gente está vendo um filme de uma família na praia, contentíssima. Parece que está tudo bem, mas está vindo aí um tsunami. E o mercado está antecipando isso


Qual o risco?



A política monetária está sozinha remando contra a corrente. Se a corrente for muito forte, o barco não anda. Pode desviar das pedras, mas fica quase uma missão impossível para o Banco Central com este tipo de política fiscal. Esse pode ser o segundo erro. Ainda tinha tempo de corrigir e depois dar uma alavancada para alinhar a economia com o ciclo político. E, ao não fazer isso, pode se ter uma desaceleração mais abrupta da economia do que em vez de tirar alguma pressão e deixá-la desacelerar. Ainda estamos para ver esse filme.


O pior ainda está por vir?



A gente está vendo um filme de uma família na praia, contentíssima. Parece que está tudo bem, mas está vindo aí um tsunami. E o mercado está antecipando isso, de que não vai terminar bem.


O mercado é mais duro com Lula do que foi com Bolsonaro?



Entrar nessa de que está tudo bem, de que é o mercado que tem má vontade em relação ao governo, não resolve o problema. Ignorar os sinais do mercado não é uma boa. O mercado olha a política macro e suas implicações para o futuro do País. Se fosse uma coisa emocional, alguém ia tomar a outra ponta e ganhar dinheiro. E ninguém está fazendo isso. O mercado quer que o País vá bem, cresça com inclusão e paz social, e que seja sustentável. O que eu acho que o governo não entende é que a economia não está em um equilíbrio estável, mas altamente instável porque está sobreaquecida. O hiato do produto (o crescimento da economia acima do seu potencial) está cada vez mais positivo.


O que vem à frente?



Não dá para repetir um segundo ano de crescimento a 3,5%, inflação a 4,5% e câmbio a R$ 6,00. O desemprego está no menor nível dos últimos 14 anos, e isso está colocando muita pressão na inflação, em especial a de serviços. Então, este equilíbrio não é estável. A próxima interação de uma economia sobreaquecida é crescimento a 1%, inflação a 6% e câmbio a R$ 7,00, se não forem tomadas as medidas necessárias. Quanto mais o governo resistir, mais custoso será arrumar a casa.


Por que o alívio do mercado após a surpresa com a alta na Selic e a retomada do ‘forward guidance’ foi tão curto?



Imagine se o Banco Central tivesse aumentado 0,75 ponto porcentual? Não teria nem tido efeito, seria pior do que foi. O mercado fez o trabalho certo e se moveu antes.


Estamos falando em contingenciamento, bloqueio de gastos para entregar uma meta fiscal que hoje não tem nada a ver com a realidade macro do Brasil. Se alcançá-la, ainda será muito pouco


O temor de dominância fiscal (situação em que a alta do juro já não obtém o efeito de reduzir a inflação) persiste. O Brasil corre esse risco?



O Brasil pode ainda não estar, mas, claramente, há sintomas de um regime de dominância fiscal e os riscos são maiores do que há seis meses. Mas não é um processo irreversível, em que nada funciona e isso termina muito mal. Ainda é possível resolver. E requer o quê? Uma política fiscal mais apertada. A resposta está aí. O fiscal está muito complicado, muito ruim.


Muitos economistas e executivos dizem que o problema fiscal do Brasil não é difícil de ser resolvido. O sr. concorda?



Este é um problema que tem solução. Se fosse um problema sem solução, a gente deveria entrar no desespero. O que mais preocupa o mercado é que quem tem a solução na mão, mas não quer entregar. Estamos falando em contingenciamento, bloqueio de gastos para entregar uma meta fiscal que hoje não tem nada a ver com a realidade macro do Brasil. Se alcançá-la, ainda será muito pouco.


O BC indicou a Selic a 14,25%. É suficiente?



Esse aumento de juros pode não ser suficiente se não arrumar o fiscal. Se o governo entrar naquela dinâmica do ‘morde e assopra’, que o Banco Central aperta e o gasto fiscal continua, o risco de isso terminar muito mal aumenta. A coisa piorou. O sentimento local é muito negativo.


E como fica a cabeça do investidor estrangeiro em meio a tudo isso?



O gringo está também ficando muito negativo. Esse investidor estava pouco interessado no Brasil. O que eu vi até há pouco tempo era um local muito negativo, e o gringo desinteressado. Dos poucos gringos que estavam interessados, alguns já estão jogando a toalha. Isso não é um bom sinal. Tem gente que apostou que ia dar certo, que o juro ia cair, mas já perdeu dinheiro duas ou três vezes, e o Brasil já não interessa mais.


O presidente Lula teve uma relação conflituosa com o presidente do BC, Roberto Campos Neto. O futuro presidente do BC, Gabriel Galípolo, indicado por Lula, assume com um desafio muito maior na política monetária?



Sim. O Galípolo pegou um limão, uma situação extremamente difícil de manejar. Mas eu não acho que ele vai ser ‘dovish’ (suave na condução da política monetária) não. Ele é extremamente inteligente e tem uma inteligência emocional altíssima, tecnicamente já sabia muito e ficou ainda mais por dentro da dinâmica da política monetária e financeira. O Galípolo é capaz de convencer o governo e o Lula de fazer o que é necessário agora, e que isso é bom para o País e politicamente. Protelar é pior. Não compro absolutamente nada que ele vai ser ‘dovish’.


O que mais te preocupa?



Não ter uma âncora fiscal, e que ainda estão puxando para o outro lado. O trabalho que estão dando ao Banco Central é uma missão impossível se o fiscal continuar a puxar nessa direção. Isso que me preocupa, não que o Banco Central falhe na sua missão. Também pode acontecer, mas não é o que me preocupa.


Com o choque de juros do BC, como ficam as projeções do Goldman para o Brasil?



As projeções ficam até deixarem de fazer sentido.


E qual a expectativa para o câmbio?



Está sob revisão. O câmbio tem potencial para apreciar condicionado a uma resposta fiscal. Mas essa probabilidade não parece ser muito alta. Se o governo não der a resposta fiscal, o Brasil entra em uma zona meio escura. Não se pode obrigar as pessoas a ficarem animadas e comprarem ativos brasileiros nessa situação.


Quanto ao risco de uma desaceleração muito abrupta da economia que o sr. mencionou, com os juros em 14,25%, esse cenário já se materializa em 2025?



Essa vai ser a próxima ficha a cair. Se o governo for por este caminho, no qual o fiscal não dá o suporte necessário, o risco de um cenário mais extremo, de uma desaceleração mais abrupta da economia, aumenta. Precisa desse choque de juros. Se o Banco Central não fizer isso, é pior, a economia cai mais rápido e vai mais fundo, o câmbio vai a R$ 7,50, o sentimento deteriora ainda mais. É um trabalho difícil, mas tem de ser feito mesmo que no final tenha um sucesso limitado e que seja um processo prolongado.


Há luz no fim do túnel?



Nada dura para sempre. A boa notícia é que o problema do Brasil tem solução. É virar e andar para trás. Todo mundo já vinha dizendo que o gasto estava crescendo muito rápido, que o arcabouço era poroso e que as metas só se sustentavam com um aumento muito elevado de receitas. Acabou por turbinar demais e a economia tem um limite de velocidade, que foi excedido. Mas há uma certa crença ideológica de que o Brasil só cresce com gasto fiscal e que, se não for o governo e os agentes paraestatais como as empresas e bancos públicos, Estados e municípios, a economia nunca anda. Eu discordo. O Brasil tem desigualdades sociais inaceitáveis e há claramente o papel do Estado, mas com limite e tempo. Não dá para o País se endividar, tributar e gastar.


O Fed (banco central americano) pode cortar menos os juros por medidas inflacionárias na gestão de Donald Trump, mas antes disso o comportamento dos preços já preocupa o mercado. Como esse quadro pode afetar o Brasil?



Infelizmente, os maiores problemas do Brasil estão dentro, não fora de casa. Um dólar mais forte e um Fed com menos capacidade para cortar os juros não ajuda. É mais um argumento para o País fazer o trabalho de casa na área fiscal. É preciso dar mais resiliência à economia nesse contexto global.


Nos EUA, a situação econômica, em especial, a inflação, causou uma surpresa nas urnas, com uma vitória maciça de Donald Trump. O mesmo filme pode se repetir no Brasil em 2026?



Pode. Cada caso é um caso. Não dá para fazer muitos paralelos. As pessoas confundem muito inflação com nível de preço. Inflação não é o nível de preço. É a taxa de variação dos preços. A inflação está baixa, mas o nível de preço subiu muito. O tema da inflação pode ter um custo político muito elevado.


Os mercados emergentes tiveram mais upgrades do que downgrades de rating neste ano. O Brasil está nesta lista, com a recente decisão da Moody’s. Sem maior comprometimento fiscal, o Brasil pode dizer adeus à retomada do grau de investimento com Lula?



Já era pouco provável que o Brasil recuperasse o grau de investimento. Ficou mais distante e, agora, o risco está quase na direção contrária. Se o Brasil não resolver o problema fiscal, com a deterioração das condições financeiras, do câmbio, da pressão na política monetária, pode chegar em 2025, 2026 com crescimento baixo, inflação e juros altos.


E se nada for feito?



Vamos imaginar que o Brasil não enfrente uma crise fiscal, a economia desacelera, os juros sobem e o governo empurra com a barriga o pacote fiscal, faz um contingenciamento daqui a dois meses, depois outro, pede uma medida tributária ao Congresso, e o câmbio fica em R$ 6,00, não volta. Carregar uma dívida alta tem consequências macroeconômicas em termos de juro real, investimento, crescimento, potência da política fiscal e da capacidade do Banco Central de entregar a inflação na meta. Ou seja, mesmo não tendo uma crise fiscal, não é uma boa. O equilíbrio macroeconômico mais saudável seria um fiscal não expansionista. Vamos ver.


https://www.estadao.com.br/economia/estrangeiro-que-olhava-o-brasil-jogou-toalha-apos-pacotinho-alberto-ramos-goldman/

Jairo José da Silva - pode ser...

 A associação de cardiologistas britânicos divulgou um estudo que mostra que nos últimos dez anos o número de casos de fibrilação atrial aumentou em alucinantes 50%.

Curiosamente, o estudo não levanta a questão mais importante: por quê?


Não houve nenhuma mudança radical de estilo de vida da população no período, não houve mudança notável de hábitos. Com uma exceção …. E nós sabemos qual é, pandemia e vacinação compulsória. A mais rastaqüera metodologia científica aponta nessa direção. Afinal, foi a única coisa que impactou de modo notável a vida das pessoas no período considerado.


Os médicos britânicos poderiam muito bem acompanhar mais de perto a curva ascendente e verificar quando a derivada empinou de modo mais acentuado. Se entre 2020 e 2024, bingo!


Fica cada vez mais óbvio que as tais “medidas profiláticas” adotadas na pandemia, anunciadas como o supra-sumo da ortodoxia científica, foram, na verdade, uma aventura induzida em partes variáveis por pânico, volúpia de controle político e sede de lucros.


Máscaras e “distanciamento social” estão mais próximos de magia que de ciência e as tais vacinas “seguras e eficazes” se revelaram nem uma coisa, nem outra.

Estudos e mais estudos se sucedem mostrando a extensão dos efeitos nocivos de vacinas desenvolvidas às pressas utilizando metodologias nunca antes realmente testadas, a mensurável eficácia profilática de medicamentos tidos à época como “comprovadamente ineficientes” e a inutilidade de máscaras e outras medidas apresentadas então como absolutamente indispensáveis.


Mesmo descontando o desespero de administradores pressionados a fazer alguma coisa, qualquer coisa, frente ao desconhecido, evidentemente muita gente viu na situação uma excelente oportunidade para experimentos políticos e de controle social e uma imperdível oportunidade de fazer muito, mas muito dinheiro.


É chegado o tempo de uma devassa definitiva desse assunto. Afinal, qual foi mesmo a origem do vírus? O que se sabe hoje dos possíveis efeitos deletérios das diferentes vacinas? Qual foi o impacto dos confinamentos na economia, no desemprego, na escolaridade de jovens, na saúde mental da população? Qual foi a eficácia das medidas adotadas? Que país se saiu melhor? Qual pior? Por quê?


Urge um estudo exaustivo, conduzido por um painel internacional, às claras e sob acirrado escrutínio público. Mas não vejo pressão nesse sentido, pois ainda há quem não queira tocar no assunto, entre eles a imprensa, que agiu como cúmplice e prefere dar o caso por encerrado.


Jairo José da Silva

Ailton Braga

  Hoje, 02/02/2026, saiu no Blog do IBRE da FGV, artigo meu em que faço análise da interação entre política fiscal e política monetária, a p...