quarta-feira, 27 de novembro de 2024

XP Villa

 Fim da Villa XP: corretora revende terreno em São Roque para JHSF


Empresa planejava construir um grande campus no interior de São Paulo, à exemplo de Apple e Google no Vale do Silício


Rikardy Tooge25 de novembro de 2024


Anunciado em julho de 2020 como um sonho grande grande para agrupar as empresas do grupo, a Villa XP em São Roque (SP) parece ter ficado para depois. Segundo documento enviado ao Cade, ao qual o InvestNews teve acesso, a empresa financeira fundada por Guilherme Benchimol acertou a revenda do terreno de 500 mil metros quadrados para a JHSF, empresa que estava responsável pela construção do projeto. Estima-se que o projeto da Villa teria custado R$ 400 milhões para a XP Inc.


Ao Cade, a XP se limitou a dizer que a venda do terreno “está em linha com sua decisão comercial de não dar segmento ao projeto de construção de nova sede no imóvel em questão”.


A ideia da Villa XP surgiu no auge da pandemia de covid-19, quando o modelo full home office parecia um caminho sem volta. O plano da empresa era a construção de um campus, à semelhança do que Apple e Google têm no Vale do Silício. A Villa se instalaria em um grande complexo tocado pela JHSF, que reúne a Catarina Outlet e um aeroporto de mesmo nome destinado a voos executivos, localizado a 70 km da capital paulista. A XP pagou R$ 98,6 milhões somente pelo terreno.


À época do negócio, Guilherme Benchimol disse ao Brazil Journal que aquela região iria “explodir”. “Havia opções no Brasil inteiro, mas quando visitamos a área, tivemos certeza de que era ali”, acrescentou o executivo. Quase três anos depois, em fevereiro de 2023, em entrevista ao InfoMoney, Benchimol afirmou que o projeto estava sendo reestruturado. “Algumas coisas mudaram nesses últimos tempos e precisamos nos adaptar.”


A decisão de implementar a Villa XP fez a gestora devolver andares no condomínio São Paulo Corporate Towers, localizado na Avenida Faria Lima, em São Paulo. Com o projeto dando sinais de que não iria para frente, a empresa precisou reaver andares no mesmo prédio em 2022.


Desde o começo deste ano havia especulações de que a XP desistiria do projeto. Ao portal Metrópoles, um executivo definiu o projeto como “delírio da pandemia”.


Procurada pelo InvestNews, a XP ainda não comentou.



https://investnews.com.br/negocios/fim-da-villa-xp-corretora-revende-terreno-em-sao-roque-para-jhsf/amp/

Agenda

 *Agenda: PIB e PCE nos EUA e Caged, aqui, são destaques do dia* 


*Indicadores*

▪️08h00 – Brasil/FGV: Confiança da indústria em novembro

▪️10h30 – EUA/Deptº do Comércio: Encomendas de bens duráveis de outubro

▪️10h30 – EUA/Deptº do Comércio: Segunda leitura do PIB, do PCE e do Núcleo do PCE do 3TRI

▪️10h30 – EUA/Deptº do Trabalho: Pedidos de auxílio-desemprego da semana até 23/11

▪️11h45 – EUA/ISM/Chicago: PMI de novembro

▪️12h00 – EUA/Deptº do Comércio: PCE e Núcleo do PCE de outubro

▪️12h00 – EUA/NAR: Vendas pendentes de imóveis de outubro

▪️12h30 – EUA/DoE: Estoques de petróleo da semana até 22/11

▪️14h30 – Brasil/MTE: Caged de outubro

▪️14h30 – Brasil/BC: Fluxo cambial semanal

▪️15h00 – EUA/Baker Hughes: Poços de petróleo em operação


*Eventos*

▪️09h00 – Brasil: Diretor do BC Paulo Picchetti abre o G20 TechSprint, em Brasília

▪️09h30 – Brasil: Lula abre o Encontro Nacional da Indústria  

▪️14h00 – Brasil: Secretário Guilherme Melo abre cerimônia de 32 anos da SPE/Fazenda 

▪️17h30 – Brasil: Campos Neto e Galípolo encerram o G20 TechSprint

▪️22h00 – Coreia do Sul: BC divulga decisão de política monetária

Call Matinal ConfianceTec 2711

 CALL MATINAL CONFIANCE TEC

27/11/2024 

Julio Hegedus Netto,  economista


MERCADOS EM GERAL


FECHAMENTO DE TERÇA-FEIRA (26)

MERCADO BRASILEIRO


O Ibovespa encerrou o pregão na terça-feira (26) em alta de 0,69%, a 129.932 pontos. Já o dólar encerrou em alta de 0,04%, a R$ 5,808. 


MERCADOS HOJE

 (05h40):


Os índices futuros de NY registram queda nesta quarta-feira (27). As atenções estão voltadas para o indicador de inflação preferido do Fed, o deflator PCE, cuja previsão aponta para uma alta de 2,70% no núcleo.


A bolsa americana ficará fechada na quinta-feira e encerrará as negociações mais cedo na sexta-feira.


🇺🇸EUA:

Dow Jones Futuro, -0,04%

S&P 500 Futuro, -0,11%

Nasdaq Futuro, -0,25%


Ásia-Pacífico:

Shanghai SE (China🇨🇳), +1,53%

Nikkei (Japão🇯🇵), -0,80%

Hang Seng Index (Hong Kong), +2,32%

Kospi (Coreia do Sul🇰🇷), -0,69%

ASX 200 (Austrália🇦🇺), +0,57%


Europa: 🇪🇺

FTSE 100 (Reino Unido🇬🇧), +0,03%

DAX (Alemanha🇩🇪), -0,35%

CAC 40 (França🇫🇷), -1,04%

FTSE MIB (Itália🇮🇹), -0,47%

STOXX 600, -0,36%


Commodities:

Petróleo WTI, +0,47%, a US$ 69,09 o barril

Petróleo Brent, +0,43%, a US$ 73,12 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +1,08%, a 792 iuanes (US$ 109,21).


NO DIA (2611)


Continuamos com o mercado doméstico "de lado", na espera do pacote fiscal que pode ser adiado para o início de dezembro. Todos os principais pontos já foram "aprovados", como as intervenções sobre os benefícios sociais dos civis e dos militares. Engraçado. O Judiciário não está nesta lista de ajustes. Estranho...


Nos EUA, hoje é dia da segunda leitura do PIB/3Tri e PCE de outubro. Em paralelo, o mercado absorve as ameaças de Trump de sobretaxar as importações do México e Canadá (25%) e China (10%). Isso pode pressionar a inflação e manter os juros americanos em níveis elevados.


As expectativas de manutenção da taxa de juros, na reunião do Fed de dezembro, estão acima de 40%, contra 60% de um corte de 0,25 pp.


AGENDA (27/11):


Indicadores:

08h00. Brasil/FGV: Confiança da indústria em novembro

10h30. EUA/Deptº do Comércio: Encomendas de bens duráveis de outubro

10h30. EUA/Deptº do Comércio: Segunda leitura do PIB, do PCE e do Núcleo do PCE do 3TRI

10h30. EUA/Deptº do Trabalho: Pedidos de auxílio-desemprego da semana até 23/11

11h45. EUA/ISM/Chicago: PMI de novembro

12h00. EUA/Deptº do Comércio: PCE e Núcleo do PCE de outubro

12h00. EUA/NAR: Vendas pendentes de imóveis de outubro

12h30. EUA/DoE: Estoques de petróleo da semana até 22/11

14h30. Brasil/MTE: Caged de outubro

14h30. Brasil/BC: Fluxo cambial semanal

15h00. EUA/Baker Hughes: Poços de petróleo em operação.


Eventos:

09h00. Brasil: Diretor do BC Paulo Picchetti abre o G20 TechSprint, em Brasília

09h30. Brasil: Lula abre o Encontro Nacional da Indústria  

14h00. Brasil: Secretário Guilherme Melo abre cerimônia de 32 anos da SPE/Fazenda 

17h30. Brasil: Campos Neto e Galípolo encerram o G20 TechSprint

22h00. Coreia do Sul: BC divulga decisão de política monetária.

     

Julio Hegedus Netto, economista da ConfianceTec 

 

Boa quarta-feira e bons negócios!


PS. Em breve, um novo Call Matinal.

Bankinter Portugal Matinal 2711

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: Ontem, a ameaça de novos impostos alfandegários por parte de Trump, de momento, ao México, Canadá e China abriu a brecha entre os EUA e a Europa. Wall Street subiu +0,6% e o S&P marcou novos máximos históricos, enquanto a Europa caiu -0,8%, prejudicada principalmente por automóveis e industriais, numa sessão quase sem referências. 

 

Hoje a atenção está na inflação, nomeadamente no IPC do EUA, referência em que a Fed mais se fixa e da qual espera um aumento, não só na taxa geral (até +2,3% em outubro desde +2,1% anterior), mas também na subjacente (+2,8% vs +2,7% anterior). Isto, junto à força da economia (hoje confirmaremos PIB +2,8% do 3T 2024), revela a menor necessidade de descidas de taxas de juros da Fed. Desta forma, o mais provável é que as bolsas e obrigações corrijam um pouco hoje. Esta deverá ser a tendência geral nesta secção final do ano, após as subidas acumuladas (+26% nos EUA), num contexto de maior rentabilidade das obrigações e com prémios de risco em alta por maiores tensões geopolíticas. Uma pausa seria bom, para encarar 2025, no qual os protagonistas voltarão a ser os resultados empresariais (EPS +13% estimado). 

 

S&P500 +0,6%. Nq-100 +0,7% SOX -1,0% ES-50 -0,8% IBEX -0,8% VIX 14,1% Bund 2,20% T-Note 4,29% Spread 2A-10A USA=+5pb B10A: ESP 2,94% PT 2,69% FRA 3,04% ITA 3,46% Euribor 12m 2,39% USD 1,049 JPY 160,6 Ouro 2.632$ Brent 72,9$ WTI 69,0$ Bitcoin -2,2% (91.660$) Ether -3,4% (3.323$). 

 

FIM

terça-feira, 26 de novembro de 2024

Fabio Alves

 Fábio Alves: Thanks, but no thanks!


O que mais me venho perguntando nos últimos dias é o que teria acontecido com a curva de juros e com o balanço de riscos do Banco Central para a decisão do Copom de dezembro se o presidente Lula tivesse batido o martelo de imediato e não tivesse retardado o anúncio do pacote de cortes de gastos desde o fim do segundo turno das eleições municipais, no dia 27 de outubro, como inicialmente sugerido pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, como data para avançar com a agenda de contenção de despesas.


Caro leitor, se você achou que o parágrafo acima foi demasiado longo, acertou. Foi proposital. Apenas para reforçar o quanto a demora no anúncio das medidas de cortes de gastos obrigatórios se tornou uma novela arrastada e custosa para o País.


No fechamento do pregão da sexta-feira (dia 25 de outubro) que antecedeu o segundo turno da eleição municipal, o dólar era cotado a R$ 5,7051. Nesta terça-feira, a moeda americana encerrou a R$ 5,8081.


Ou seja, essa paralisia para agir e amenizar a piora na percepção do risco fiscal do Brasil fez o dólar ganhar 10 centavos em um mês, alta ao redor de 1,8%. Sem falar que, em vez de ter se valorizado, o dólar podia ter recuado ante o real brasileiro caso o pacote tivesse sido bem recebido pelo mercado e tivesse causado uma redução no prêmio de risco dos ativos.


Já as expectativas de inflação também pioraram muito em razão de o presidente Lula e o ministro Haddad terem cozinhado o mercado em banho-maria para fazer o anúncio das medidas.


A mediana das estimativas para o IPCA de 2024 passou de 4,55% para 4,63% em um período de quatro semanas até o mais recente boletim Focus. Todavia, a mediana para as projeções de inflação de 2025 teve um salto de 0,34 ponto porcentual no mesmo período, passando de 4% para 4,34%. E o consenso das previsões para o IPCA de 2026 pulou de 3,60% para 3,78% em quatro semanas.


E para agravar esse cenário, o mercado recebeu, pela terceira vez consecutiva, um índice da inflação ao consumidor que surpreendeu para cima, mostrando, ainda, uma leitura qualitativa desfavorável. Refiro-me ao IPCA-15 de novembro, que subiu 0,62%, enquanto a mediana das estimativas de analistas era de uma alta de 0,49%.


Ou seja, se o anúncio do pacote de cortes de gastos acontecer mesmo nesta semana, como, mais uma vez, vem prometendo a equipe econômica, o Copom poderá chegar para se reunir no encontro de dezembro com um câmbio menos pressionado. Isso caso as medidas sejam bem recebidas pelo mercado.


Mas isso talvez ainda não possa se refletir nas expectativas do IPCA para 2025 e 2026 na pesquisa Focus. E o Copom ainda terá de trabalhar, na sua reunião de dezembro, com números pressionados para os cálculos das suas projeções de inflação no horizonte relevante para o seu balanço de riscos.


Isso quer dizer que, mesmo se o pacote for bem recebido pelo mercado, a demora no seu anúncio piorou tanto as condições que agora ficou inevitável o Copom acelerar o ritmo de alta da taxa Selic de 0,50 ponto para 0,75 ponto porcentual em dezembro?


Ou o Copom vai fechar os olhos para a deterioração das expectativas inflacionárias e para os índices correntes de inflação e focar na esperança de que, no curto e médio prazo, haverá um alívio importante no risco fiscal com as medidas estruturais de cortes de gastos obrigatórios?


Nessa equação, será preciso levar em conta o quanto o Congresso irá ajudar o ministro Haddad, ou seja, quão rápido irá aprovar as medidas apresentadas, para que os efeitos já sejam sentidos nas contas do governo em 2025?


Tudo isso poderia já ter sido equacionado e muito bem absorvido pelo Copom e também pelo mercado se o anúncio do pacote de cortes de gastos tivesse sido anunciado logo após o segundo turno das eleições municipais.


Afinal, não é de hoje que Haddad e Lula sabiam da necessidade premente de fazer um ajuste fiscal pelo lado das despesas. Essa demora toda, além de reforçar a percepção da resistência enorme de Lula a cortar gastos,

Ata do Fomc

 🔹Ata do Fomc 🇺🇸 ConfianceTec. Julio Hegedus Netto


▫️o Fed voltou a defender o gradualismo nas próximas decisões, repetindo o tom do comunicado e pelas recentes declarações de Jerome Powell;

▫️disse ele que não existe pressa para reduzir a taxa de juros. Não será surpresa, portanto, que o juro seja mantido em 5,00%.

▫️Segundo a ata, "ao discutirem as perspectivas para a política monetária, os participantes anteciparam que se os dados continuarem vindo como esperado, com a inflação caindo de forma sustentável para 2,0% e a economia perto do pleno emprego, será provavelmente apropriado avançar gradualmente para uma posição política mais neutra ao longo do tempo”. Isso significará dar uma pausa. 

▫️A Ata também reforçou a preocupação do Fed sobre os riscos de cortar os juros muito rapidamente ou agir lentamente. ▫️Da mesma forma, a resiliência da economia e o risco de repique da inflação elevam a incerteza sobre qual seria a atual taxa neutra de juros da economia.

Vamos monitorando...

IPCA15 em repique

IPCA-15 de novembro

O IPCA-15 de novembro superou em muito as expectativas, ao registrar 0,62%, contra 0,54% em outubro. Em 12 meses veio em  4,77%, contra 4,47%, com destaque para o alívio dos preços administrados, com a bandeira amarela, porém com alimentos pressionando, 1,34% (0,29 pp no índice), especialmente, a carne bovina, em meio à contínua alta do boi gordo e dólar em alta. 

Transporte acabou como o segundo item mais pressionado, +0,82%, 0,17 pp no índice, devido às passagens aéreas (22,56%) e os reajustes dos ônibus urbanos (1,34%).

Por fim, Habitação registrou 0,22%, com energia elétrica a aumentar 0,13%, mais baixa pela tarifa amarela.

Em termos qualitativos, foi novamente negativa, com impacto elevado de serviços, 4,45%, contra 4,37% anterior, serviços subjacentes em alta de 5,33%, e adicional sazonal de preços industriais, 3,02%, em meio ao consumo de fim de ano e o câmbio em alta. 

Os principais núcleos também subiram. 

No IPCA fechado, a perspectiva é de acomodação diante da redução marginal da bandeira amarela. Deve ficar em torno  de 0,35%. 

Ailton Braga

  Hoje, 02/02/2026, saiu no Blog do IBRE da FGV, artigo meu em que faço análise da interação entre política fiscal e política monetária, a p...