quarta-feira, 23 de outubro de 2024

RCN

 🗣️ *Roberto Campos Neto, presidente do BC, em entrevista à CNBC* - _Highlights_


▪️ "Crescimento surpreende não só em economias avançadas, mas também em emergentes";

▪️ "Maior parte dos lugares não tiveram aumento de produtividade";

▪️ "Dívida global está muito alta, temos muito a endereçar após a pandemia";

▪️ "Hiato positivo e desancoragem tornaram apropriado começar ciclo de alta";

▪️ "Importante comunicar que somos sérios em relação a atingir a meta de inflação";

▪️ "Nosso cenário para os EUA é de soft landing; é o mais provável";

▪️ "Probabilidade de 'hard landing' nos EUA diminui; de 'no landing' aumentou";

▪️ "Grande questão é por que condições financeiras não estão apertadas, se juros estão altos";

▪️ "Alguns fatores nos levam a acreditar que talvez o juro neutro seja maior no mundo todo".


🔗 *Assista a entrevista completa aqui:* https://nomos.to/zXC7skpQh


#Notícias #Política #TradeNews

BDM Matinal 2310 Riscala

 Quarta-feira, 23 de Outubro de 2024


SEM INDICADORES, DIA TEM LIVRO BEGE E BALANÇOS DA AT&T E TESLA 

Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*


… Em mais um dia de agenda esvaziada de indicadores, os balanços da AT&T (antes da abertura) e de IBM e Tesla (após o fechamento) são os destaques em NY, junto com o Livro Bege (15h), que tem chance pequena de mexer nos mercados, e falas de vários dirigentes dos bancos centrais, incluindo Fed boys, Lagarde (BCE), Bailey (BoE) e Kazuo Ueda (BoJ). Notícias de que a ofensiva de Israel ao Irã se aproxima somam-se às incertezas sobre a eleição americana e a economia da China para manter um cenário externo que continua inspirando cautela, com impacto sobre os ativos domésticos. Ainda em Washington, Campos Neto participa de uma reunião com investidores do UBS (15h30), enquanto, aqui, Paulo Picchetti é o convidado de evento da XP Investimentos (10h) – os dois encontros abertos à imprensa.


… A revisão do FMI para o PIB brasileiro neste ano, de 2,1% para 3%, foi festejada pelo presidente Lula, que escreveu nas redes sociais que o Brasil está surpreendendo os “pessimistas e pregadores do caos”.


… O Fundo justificou a nova estimativa pelo “consumo e investimentos mais fortes no primeiro semestre do ano, devido a um mercado de trabalho aquecido, transferências governamentais e interrupções menores que o previsto com as enchentes do Rio Grande do Sul”.


… Nos Estados Unidos, Fernando Haddad disse aos jornalistas que o aumento na projeção de crescimento do Brasil é o maior já realizado pelo FMI e destacou que a economia está expandindo com uma inflação relativamente controlada.


… Segundo o ministro, “não é uma coisa que vai acontecer esse ano e, dali a pouco, para. Nós temos condição de continuar crescendo”.


… Para o próximo ano, o Fundo cortou a projeção do PIB em 0,20 pontos percentuais e projeta agora aumento de 2,2%.


… Questionado sobre o efeito fiscal no PIB, Haddad disse que o impulso neste ano está “muito menor” do que em 2023, e, no entanto, a economia está crescendo mais. O ministro negou que o Brasil esteja crescendo com estímulo fiscal. “Isso não é verdade.”


… A notícia não entusiasmou o mercado, que segue cobrando do governo as medidas de revisão de gastos, só esperadas para depois da eleição municipal. Haddad confirmou que terá reuniões com Lula e outros ministros para apresentar as propostas de cortes.


… Em uma declaração que foi recebida com desconfiança, Haddad disse que “a ideia é recompor a base fiscal brasileira, ao mesmo tempo em que as despesas devem cair como proporção do PIB, em linha com as regras estabelecidas pelo novo arcabouço fiscal”.


… Para Cristiano Oliveira (Pine), “a sinalização de que parte do ajuste será feito via recomposição de despesa não é o que se esperava”.


.. Já Campos Neto reproduz o discurso do investidor, ao dizer em entrevista à CNBC que “é muito difícil acreditar que teremos juros muito menores do que hoje, a menos que nós sejamos capazes, de alguma forma, de produzir um choque positivo no lado fiscal”.


… Depois de comentar que não acredita que a eleição americana “mexerá tanto com os mercados”, RCN apontou que a grande dúvida no Brasil e mercados emergentes é qual será o ritmo de crescimento estrutural da China no médio e longo prazo, e não no curto.


REFORMA TRIBUTÁRIA – O senador Eduardo Braga (MDB-AM) propôs ontem a realização de 11 audiências públicas e 2 sessões temáticas sobre a regulamentação da reforma.


… A previsão é que as audiências sejam realizadas até 14 de novembro na CCJ. A votação, portanto, poderia ser realizada a partir da 2ª segunda quinzena de novembro.


MAIS AGENDA – Único dado aqui é a prévia do IPC-S. Nos EUA, as vendas de moradias usadas em setembro (11h) têm previsão de -0,5%. Os estoques de petróleo do DoE (11h30) devem ter crescimento de 800 mil barris.


… Falam em eventos públicos hoje Michelle Bowman (Fed, às 10h), Lagarde (11h), Tom Barkin (Fed, 13h), Kazuo Ueda (16h) e Andrew Bailey (17h30). O BC do Canadá divulga decisão de política monetária às 10h45.


AFTER HOURS – McDonald´s recuou 5,8% após o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA relacionar um surto de E. Coli ao consumo de hambúrgueres da rede.


… Foram confirmados 49 casos em 10 Estados entre 27/9 e 11/10, a maioria no Colorado e Nebraska.


… Starbucks teve queda de 4,15%, após divulgar a prévia do 4Tri fiscal com números piores que as expectativas.


… As vendas no conceito mesmas lojas caíram 7% ante o ano anterior, a receita teve queda de 3% e o lucro ajustado por ação cedeu 24%.


GIRANDO EM FALSO – Presos ao clima de insegurança com o fiscal doméstico e os efeitos colaterais para os mercados emergentes de uma potencial vitória de Trump, o câmbio e a curva do DI operam travados.


… O dólar e os juros futuros não vão nem muito para frente, porque já estão bem esticados, e nem muito para trás, porque não se sentem confortáveis em relaxar as posições defensivas no ambiente que inspira cuidados.


… Na primeira reação, ontem, a arrecadação de R$ 203,1 bilhões em setembro, recorde histórico para o mês e acima da mediana das estimativas do mercado, de R$ 201,5 bilhões, repercutiu bem. Mas não empolgou.


… O volume é considerado insuficiente para aliviar o contexto de risco fiscal. Mais do que dinheiro entrando nos cofres, o investidor cobra medidas de controle das despesas e aguarda pela agenda de revisão de gastos.


… “O governo precisa rapidamente reagir com ajuste fiscal convincente de cortes, pois as medianas do IPCA/24 e 2025 subirão mais, da mesma forma, que a reprecificação do dólar médio”, diz Eduardo Velho (da Equador).


… Ao Broadcast, o economista Étore Sanchez (Ativa) comenta que, mesmo no limite, o DI não desarma pressão.


… “Comprar nesses níveis [perto de 13%] é uma realidade insustentável, mas também com esse cenário fiscal ninguém vai querer se expor.” Segundo ele, a curva já precifica Selic compatível para combater a inflação.


… O profissional chama a atenção para o contrato de DI para jan/26, que rodava no fechamento de ontem em 12,690%, contra 12,665% na véspera. Jan/27 terminou a 12,850% (12,835%) e Jan/29, a 12,855% (12,880%).


… O vencimento para Jan/31 pagou taxa de 12,810% (contra 12,860%) e o Jan/33, 12,740% (contra 12,780%).


… A revisão para cima da projeção do FMI para o PIB doméstico reforça a perspectiva de que o Copom seja obrigado a subir mais fortemente a taxa Selic para conseguir esfriar a economia e reduzir os riscos inflacionários.


… No pass-through do câmbio para a inflação, desde que o mês começou, o dólar saiu de R$ 5,45 para R$ 5,70 (alta acumulada de quase 5% em outubro) e agora está estacionado neste patamar, sem driver para cair.


… A cautela deve prevalecer pelo menos até o governo detalhar seu plano de corte de gastos.


… No exterior, o viés do dólar também é de alta, com o mercado monitorando as pesquisas sobre a eleição presidencial americana e as sinalizações de membros do BCE, de que os juros continuarão caindo na Europa.


… O dólar fechou ontem em leve alta de 0,12%, a R$ 5,6973. O real não conseguiu faturar o impulso de 2% do petróleo e foi a única moeda entre as maiores economias emergentes e exportadores de commodities que caiu.


… A LCA considera improvável que as incertezas fiscais e externas se diluam no curto prazo e elevou de R$ 5,30 para R$ 5,50 o dólar projetado para o fim do ano. A consultoria calcula que 60% da alta deste mês vem de fora.


… Segundo a LCA, além do efeito Trump, o mercado de trabalho nos EUA segue fortalecido e o consumo das famílias se mantém dinâmico, o que resulta em recuo menor da inflação e ciclo mais curto de corte do juro.


DIA DA MARMOTA – Não se passa um pregão sem que os investidores atribuam o pessimismo ou a cautela dos mercados domésticos à política fiscal expansionista. Agora, ainda tem Trump para justificar a fadiga do Ibovespa.


… Praticamente parado no lugar nos últimos pregões (como os demais ativos), o índice à vista fechou ontem em queda moderada de 0,31%, abaixo dos 130 mil pontos (129.951,37 pontos), com giro baixo de R$ 18,1 bilhões.


… Quase 70% da carteira de ações terminou no terreno negativo. Entre as blue chips, Itaú (+0,17%; R$ 35,16) operou em alta isolada entre os bancos e Vale (ON, +0,13%, a R$ 60,41) testou reação na reta final da sessão.


… A companhia, que solta balanço amanhã, conseguiu driblar a queda do minério de ferro (-0,52%).


… Repercutiu a chance de fechar um acordo com o governo até novembro para o pagamento de outorgas não quitadas na renovação antecipada de ferrovias, segundo informação do ministro Renan Filho (Transportes).


… De novo “do contra”, Petrobras não seguiu a forte alta do Brent (+2,35%, a US$ 76,04 por barril). O papel ON caiu 0,48% (R$ 39,44) e o PN baixou 0,39% (R$ 36,11).


… Também no vermelho, Bradesco ON cedeu 0,53% (R$ 13,24) e Bradesco PN, -0,65% (R$ 15,18); Santander, -1,05% (R$ 28,19); e BB, -1,20% (R$ 26,30).


… Azul (-5,70%), a R$ 5,63, foi a maior queda do Ibov. Eztec cedeu 4,21% (R$ 13,41) e MRV caiu 3,91% (R$ 6,88).


… Hypera liderou entre os poucos ganhos, com +7,45%, a R$ 28,11, ainda repercutindo a proposta de fusão feita pela EMS. Vamos subiu 2,98% (R$ 6,23) e GPA teve alta de 2,55% (R$ 3,22).


COMBO DE INCERTEZAS – Bolsas, dólar e Treasuries terminaram a 3ªF com variações discretas em NY, numa sessão sem indicadores e sob um cenário que aponta para uma perspectiva de juro alto nos EUA por mais tempo.


… A iminência de um ataque de Israel ao Irã contribuiu para deixar investidores com o pé atrás. Circularam notícias da mídia israelense de que a ofensiva se aproxima.


… Nos EUA, à economia resiliente se somou a possibilidade de vitória de Trump em novembro, candidato que propõe políticas que podem reativar a inflação, o que demandaria uma postura mais defensiva do Fed.


… Como já tinham saltado na véspera, os juros dos Treasuries pouco se moveram, consolidando-se no high.


… O retorno da note de 10 anos chegou a atingir 4,222%, maior nível desde 26 de julho, mas no fim do dia diminuiu a alta a 4,206%, de 4,202% no fechamento anterior.


… A taxa da note de dois anos recuou a 4,032% (de 4,033%) e a do T-bond de 30 anos caiu a 4,496% (de 4,502%).


… Para a Capital Economics, apesar das últimas pesquisas, o cenário da eleição ainda está incerto.


… Esta percepção é corroborada pelo monitoramento do 538, site conhecido por suas análises estatísticas e que ontem apontava 50% de chances de vitória tanto para Kamala Harris quanto para Trump.


… Numa vitória de Harris, as previsões econômicas dos EUA permaneceriam inalteradas e a política seguiria rumo semelhante ao da administração de Joe Biden, segundo a Capital.


… Já uma vitória de Trump deve ter efeito estagflacionário na economia no curto prazo, projeta a consultoria. Para o Julius Baer, uma conquista avassaladora dos republicanos no Congresso seria um risco negativo.


… Enquanto a eleição não se resolve, mudanças nas pesquisas de opiniões podem causar grandes movimentos no dólar, avaliam analistas do Danske Bank.


… Mas ontem, pelo menos, o índice que projeta a moeda ante seis pares (DXY) mal saiu do lugar, em 104,075 pontos (+0,06%). Em outubro, porém, acumula alta de 3%.


… Declarações dovish de vários dirigentes do BCE ajudaram a derrubar empurrar o euro (-0,16%, a US$ 1,0800).


… Lagarde disse que a inflação pode cair à meta de 2% mais rapidamente que o previsto, uma visão compartilhada pelo colega de BCE Robert Holzmann, indicando “processo deflacionário muito mais rápido do que pensávamos”.


… Mário Centeno, de Portugal, afirmou que pode ser necessário cortar o juro mais rapidamente ou aumentar as magnitudes dos cortes, se a economia mostrar que isso é necessário.


… A libra ficou estável (-0,02%), em US$ 1,2983. O iene caiu 0,21%, a 151,062/US$.


… Dos balanços divulgados ontem, apenas GM surpreendeu. A ação da montadora disparou 9,8% com lucro e receita acima das expectativas e o anúncio de que vai recomprar mais ações.


… Os resultados de 3M (-2,31%), Verizon (-5,03%) e Texas Instruments (-0,92%) não agradaram.


… No balanço do dia, Dow Jones (-0,02%; 42.924,83 pontos) e S&P 500 (-0,05%; 5.851,26) ficaram estáveis e o Nasdaq teve ligeira alta de 0,18% (18.573,13).


EM TEMPO… AZUL tem duas propostas na mesa para levantar entre US$ 400 milhões e US$ 500 milhões no mercado, usando a Azul Cargo como garantia. (Valor)


LATAM elevou estimativa de Ebitdar para US$ 3 bilhões a US$ 3,15 bilhões em 2024, ante previsão anterior de US$ 2,75 bilhões a US$ 3,05 bilhões.


USIMINAS. BlackRock reduziu participação para 26.995.624 de ações PNA, o equivalente a 4,93% do total.


CARREFOUR vendeu 15 imóveis para o Fundo de Investimento Imobiliário Guardian Real State por R$ 725 milhões…


… A empresa informou que as vendas consolidadas brutas somaram R$ 29,5 bilhões no 3Tri/24, alta de 4,8% sobre o 3Tri/23. Os dados são preliminares.


NEOENERGIA registrou lucro líquido ajustado de R$ 908 milhões no 3TRI, queda de 7% na comparação anual; Ebitda ajustado somou R$ 2,485 bilhões, recuo de 5% em relação a igual período de 2023.


ROMI. Lucro caiu 46,7% no 3TRI24 s/ 3TRI23, para R$ 23,7 milhões; Ebitda encolheu 38,6%, para R$ 34,2 milhões na mesma base de comparação.


COSAN aprovou a 11ª emissão de debêntures, no valor de R$ 2,5 bilhões.


INFRACOMMERCE emitiu R$ 70 milhões em notas comerciais e informou que Bruno Vasques assume, a partir do dia 11 de novembro, o cargo de VP de Finanças e diretor de RI.

E segue a farra!

 https://revistaoeste.com/imprensa/interesse-do-governo-lula-em-cooptar-fundos-de-pensao-assusta-servidores-afirma-estadao/

Hotel brasileiro em Cascais

 JHSF firma MOU com The Oitavos para desenvolver hotel e residencial em Cascais, em Portugal


Por Beth Moreira


São Paulo, 23/10/2024 - A JHSF Participações informou há pouco que, através de sua controlada HMI, firmou Memorando de Entendimentos (MOU) com The Oitavos, proprietário de imóvel localizado na Quinta da Marinha, Cascais, Portugal, para o desenvolvimento de hotel e residencial de alto padrão sob a marca Fasano.


O Projeto contemplará o Hotel Fasano Cascais, de propriedade da Oitavos, que espera compreender aproximadamente 96 unidades hoteleiras e 44 Branded Residences de alto padrão. Dentro do perímetro do projeto, o Fasano será ainda responsável pelos serviços de Concierge, Gastronomia e outras amenidades.


Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa destaca que a assinatura do MOU está alinhada aos objetivos estratégicos da JHSF de ampliar a participação de negócios de renda recorrente e de internacionalização das operações em destinos voltados a clientes de alta renda.


Segundo a empresa, o The Oitavos é uma sociedade controlada por veículo de investimento que alocou capital de clientes do BTG Pactual.


Contato: beth.moreira@estadao.com


Broadcast+

Risco de liquidez

 FSB: Seguradora, investidor em imóvel e alguns bancos são mais vulneráveis a risco de liquidez


Por Ricardo Leopoldo


São Paulo, 23/10/2024 - Seguradoras, investidores não bancários no setor imobiliário e um pequeno segmento de bancos são as empresas internacionais mais vulneráveis em um ambiente de riscos de liquidez e de solvência como os ocorridos durante o estresse financeiro de 2023, o pior em uma década, apontou o Financial Stability Board (FSB) em relatório. Isto ocorre sobretudo porque tais companhias têm uma grande proporção de ativos e passivos sensíveis à variação das taxas de juros determinadas por bancos centrais.


Embora apenas um segmento menor de bancos é mais exposto a oscilação das taxas de juros em seus balanços, as interconexões nas operações diárias destas instituições de menor tamanho com outros bancos de maior porte podem gerar riscos à estabilidade financeira.


Normalmente a solvência de seguradoras de vida melhora com o aumento dos juros, devido à duration dos seus passivos em relação aos ativos. “No entanto, os títulos de longo prazo em seus portfólios os expõem a perdas não realizadas no lado dos ativos, dependendo do arcabouço contábil adotado”, aponta o relatório. Tais perdas podem precisar ser realizadas com a venda de ativos se ocorrerem pressões de liquidez sobre tais companhias. “Além disso, algumas seguradoras de vida utilizam derivativos de taxas de juros para proteger a lacuna da duration, o que as expõem a chamadas de margem.” E estas vendas de ativos podem pressionar para baixo os preços dos títulos, com impactos negativos para outros investidores. Também é relevante que portfólios de investimento de seguradoras provêm funding significativo para a economia real e instituições financeiras, que podem ser afetadas de maneira adversa.


Investidores não bancários no setor imobiliários podem enfrentar perdas com taxas de juros maiores dado que a valuation de seus ativos tende a ocorrer com menor frequência, o que pode gerar uma discrepância entre o valor de face e o preço justo de mercado. Uma parte destes investidores atua com elevada alavancagem para elevar a lucratividade, o que os torna expostos à alta dos juros quando precisam de funding para rolar suas posições. Um outro fator importante é que vários destes investidores recebem recursos de entidades de outros países, o que pode propagar choques em tais instituições em nível internacional.


A análise do FSB do estresse financeiro ocorrido no ano passado apontou que a velocidade das corridas de depósitos foi muito elevada na média. “As três maiores corridas de depósitos em março de 2023 tiveram saídas de 20%-30% por dia. Isto foi 2-3 vezes mais rápido do que o pico de saídas de um dia em um membro do FSB em corridas de depósitos no passado.” Contudo, não foram todas as fugas de recursos que ocorreram em tal velocidade. O estudo destaca que, considerado em dólar constante, “as saídas do Credit Suisse e do First Republic foram superiores em tamanho do que as maiores corridas de depósitos em termos históricos.”


De acordo com o estudo, instituições financeiras que registraram fuga de capitais por seus clientes tendem a ter uma elevada dependência de depósitos sem seguros, o que ocorreu  especialmente nos EUA. “As corridas tenderam a envolver bancos que tiveram alta concentração de depósitos, seja por tipo de cliente (indivíduos com elevada renda líquida ou clientes de gestoras de riquezas) ou por indústria (start-ups, companhias de tecnologia ou clientes com interesses em ativos cripto).”


O FSB destaca que há algumas evidências de que mídias sociais influenciaram as recentes corridas bancárias. “Pesquisa acadêmica encontrou que o fracasso de um dos bancos nos EUA (SVB) foi precedido por um elevado pico de comunicação sobre o banco no Twitter/X. As corridas de depósitos no Credit Suisse foram também associadas com posts negativos em mídias sociais.”

FMI e Banco Mundial EUA

 PREVISÕES DO FMI PARA O PIB GLOBAL


PREVISÕES DO FMI PARA O PIB GLOBAL

O Fundo Monetário Internacional reduziu sua previsão de crescimento global para o próximo ano e alertou sobre os riscos crescentes, desde o aumento da dívida até as guerras globais e o protecionismo comercial, ao mesmo tempo em que deu crédito aos bancos centrais por controlar a inflação sem levar os países à recessão.

Em termos de perspectiva para o próximo ano, a previsão do FMI para a zona do euro foi rebaixada para 1,2%, 0,3% abaixo do que em julho, devido à fraqueza persistente na manufatura na Alemanha e na Itália. Por outro lado, a previsão dos EUA para 2024 e 2025 foi atualizada para 2,8% e 2,2%, um aumento de 0,2% e 0,3% respectivamente, devido ao consumo mais forte, mas realmente por causa do estímulo infinito do governo Biden na forma de um déficit orçamentário de nível de guerra que agora está em 6% do PIB e que levou a um aumento exponencial na emissão de dívida dos EUA.

Fonte: MERCADO EM PAUTA.

Mercado de olho nas eleições dos EUA

📊 ANÁLISE - Mercados de Olho nas Eleições Americanas


Em uma semana com uma agenda econômica mais leve, os mercados continuam focando suas atenções na eleição americana, que tem movimentado os ativos globais. As pesquisas eleitorais mostram uma tendência de crescimento para o presidente Trump, com os Republicanos também ganhando força, aumentando as chances de vencerem no Senado. Essa combinação de fatores está impulsionando uma série de movimentos no mercado, que continua dando maior peso às eleições dos EUA do que aos dados econômicos tradicionais.

O que vemos atualmente é uma tendência de alta nas taxas de juros de longo prazo, refletindo a expectativa de políticas econômicas mais agressivas caso Trump seja reeleito. Ao mesmo tempo, o dólar segue forte, mantendo sua valorização em relação a outras moedas, e a bolsa americana está bem suportada, com um pano de fundo de crescimento econômico e inflação ligeiramente mais fortes nas últimas semanas.

Essas expectativas elevadas de crescimento e inflação, associadas a uma eventual continuidade das políticas de Trump, têm pressionado especialmente as taxas de juros mais longas nos EUA. Esse movimento reflete uma aposta dos investidores de que a economia americana, sob a liderança de Trump, poderia continuar em um ritmo de expansão, demandando ajustes nos juros futuros para conter possíveis pressões inflacionárias.

No Brasil, o cenário permanece sem grandes novidades ou notícias transformacionais. Os ativos locais seguem basicamente o humor internacional, respondendo a fluxos pontuais que vêm de fora. Com uma agenda econômica menos intensa por aqui, o foco dos investidores continua nos mercados globais, com especial atenção ao cenário americano e seu impacto sobre o Brasil.

Assim, os mercados seguem ajustando suas expectativas para um cenário onde a reeleição de Trump e a vitória dos Republicanos no Senado se tornam cada vez mais prováveis, o que traz impactos diretos tanto para as taxas de juros quanto para o mercado de câmbio e ações. Por enquanto, o panorama internacional é o grande guia para os ativos locais, que devem continuar acompanhando essas movimentações nos próximos dias.

Fonte: @filipevillegas

🏦@alexeconomia

Ailton Braga

  Hoje, 02/02/2026, saiu no Blog do IBRE da FGV, artigo meu em que faço análise da interação entre política fiscal e política monetária, a p...