Arminio Fraga aceitou conversar com o governo. Mas insistiu para que Henrique Meirelles participasse das conversas. Ele não vai ajudar a fritar o ministro da Fazenda. E recusaria o cargo se lhe fosse oferecido, assim como já recusou no passado. By Antagonista.
Sou Economista com dois mestrados, cursos de especialização e em Doutoramento. Meu objetivo é analisar a economia, no Brasil e no Mundo, tentar opinar sobre os principais debates da atualidade e manter sempre, na minha opinião essencial, a independência. Não pretendo me esconder em nenhum grupo teórico específico. Meu objetivo é discorrer sobre varios temas, buscando sempre ser realista.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2016
quinta-feira, 1 de dezembro de 2016
COPOM MAIS CAUTELOSO
Sem
surpresas a decisão do Copom de cortar o juro em 0,25 ponto percentual, a
13,75%, na reunião do Copom desta quarta-feira. Foi uma decisão unânime.
Para o Bacen,
o cenário externo acabou pesando para esta decisão mais cautelosa. Depois da
eleição de Donald Trump, o real se depreciou consideravelmente, hoje negociado
em torno de R$ 3,39 a R$ 3,40, o que pode ter efeitos inflacionários mais a
frente. Mesmo assim, apesar deste cenário externo incerto, considerou a
possibilidade, em breve, de uma "normalização".
Para as
próximas reuniões, a autoridade monetária estará monitorando de perto a cena
externa e também a inflação, em desaceleração nas últimas apurações. Alguma
atenção também será necessária para a cena política, muito conturbada nos
últimos dias, e o ritmo de ajuste fiscal. Tivemos uma votação folgada em
primeiro turno no Senado da "PEC do teto", devendo passar sem sustos
em meados de dezembro, mas a Reforma da Previdência deve enfrentar resistências
em 2017.
Diante
disso, estamos em revisão na taxa Selic de 2017, visto que é grande o risco de
novas depreciações cambiais, dados os movimentos do presidente Trump em favor
de uma política fiscal mais expansionista nos EUA, e a cena política doméstica
piorar.
quarta-feira, 30 de novembro de 2016
Deputado Onyx Lorenzoni
Para o deputado Onyx Lorenzoni, a Câmara desperdiçou uma oportunidade de elevar sua estatura na votação do pacote de medidas anticorrupção. Preferiu rebaixar o pé-direito. “A câmara perdeu uma oportunidade de se reconciliar com a sociedade”. O deputado acrescentou: “O que é mais triste é que, entre a população e a corporação, a Câmara optou por olhar para dentro. Ficou com a corporação. Perdeu a chance de recuperar alguma credibilidade. Sai muito menor desse episódio. E os próximos meses serão muito ruins. O risco de abrir uma crise institucional entre Poderes é gigantesca. Judiciário e Ministério Público vão reagir.”
PIB RECUA 0,8% NO TERCEIRO TRIMESTRE CONTRA O ANTERIOR
Veio sem surpresas o desempenho do
PIB no terceiro trimestre deste ano.
Recuou 0,8% contra o anterior (sétima
queda seguida), 2,9% contra o mesmo do ano passado (décima seguida), 4,4% em
quatro trimestres e 4% no acumulado ao ano. Pelo lado da oferta, o maior tombo
acabou com o setor agropecuário (-1,4%) e a indústria (-1,3%), com os serviços
recuando 0,6%. Na indústria, a indústria extrativa mineral meio que compensou
esta queda, crescendo 3,8%. Isto se explica pela retomada da Petrobras, na “normalização”
da produção e da gestão da empresa.
Por outro lado, refletindo uma
demanda ainda fraca, dado o alto endividamento das famílias, e as exportações
de lado, a indústria de transformação recuou 2,1% e a de construção 1,7%. Por
fim, pelo lado da demanda, os investimentos voltaram a cair (-3,1%), depois de
terem crescido 0,5% no trimestre anterior. Isso é um indicativo de que a
confiança dos empresários ainda não foi restabelecida.
Ao fim deste ano, a retração deve
seguir elevada, com o PIB recuando entre 3,6% e 4,0% e no ano que vem crescendo
menos, em torno de 0,5% a 0,8%. A retomada, no entanto, deve ser reforçada a
partir do segundo semestre de 2017.
SENTIMENTOS DIFUSOS DEPOIS DAS VOTAÇÕES NO CONGRESSO
“Aceita o seu destino. Ser
prestativo demais tem seus perigos! Na velhacaria destes tempos flácidos,
a virtude tem que pedir perdão ao vício”
Shakespeare em Hamlet.
Esta
citação acima bem se aplica ao momento conturbado que estamos vivendo. Nas
votações na noite passada, se de um lado, tivemos uma boa votação em torno da
PEC do teto no Senado, mesmo com todos os protestos nas cercanias do Congresso,
por outro, foi vergonhosa a votação na Câmara em torno das “Dez Medidas contra
a Corrupção”.
Na
primeira, a votação foi relativamente folgada, com 61 votos a favor e 14
contrários. Algumas emendas colocadas acabaram suprimidas. Agora é partir para
o segundo turno no dia 14/12 e já enviar ao Congresso a Reforma da Previdência.
Na segunda, no entanto, pegou muito mal a deturpação completa deste projeto popular.
Dentre as alterações feitas pelos congressistas, chamou atenção o fim daquela
que estimulava as delações, no chamado "depoente do bem", e a
aprovação de uma emenda que cria mecanismos para a punição de membros do
Ministério Público e do Judiciário que "extrapolarem nas suas
atribuições". Foi, na verdade, a medida criada por Renan
Calheiros, que define o “crime de abuso de autoridade”, prevendo punição a
juízes e promotores.
Outras
barbaridades foram cometidas, mas nestas duas, o que se viu, claramente, foi o
Legislativo tentando esvaziar as ações da Lava-Jato. Uma crise institucional
pode estar sendo gestada. Esperemos que o Senado tenha a grandeza necessária
para corrigir estas deturpações.
segunda-feira, 28 de novembro de 2016
Semana carregada
Iniciamos esta semana carregados de eventos. Nesta segunda-feira veio o desempenho do governo consolidado, num superávit surpreendente de R$ 39,5 bilhões, decorrente das repatriações de recursos externos, reduzindo o rombo em 12 meses de 3,08% do PIB para 2,25%. Dentre as outras novidades da semana, atenção para a votação em primeiro turno no Senado da PEC 55 do teto dos gastos e a PEC da Reforma Política. O PIB do terceiro trimestre também chama atenção. Deve vir com um recuo de 0,8% contra o trimestre anterior e 3,5% contra o mesmo do ano passado. Ao fim deste ano devemos mergulhar 3,6% e no ano que vem pouco crescer...algo em torno de 0,5% a 0,8%. Atenção também para o PIM de outubro, o IGP-M e a balança comercial de novembro. No ano, esta já passa de US$ 40 bilhões.
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Ailton Braga
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