*Abertura: Cautela pressiona bolsas e commodities antes de payroll, ata do Copom e balanços*
Por Silvana Rocha e Luciana Xavier*
OVERVIEW. Fevereiro começa com os mercados atentos a Washington diante das dificuldades para aprovar um pacote de financiamento do governo americano para evitar um shutdown total no país. A agenda internacional traz em destaque na semana os dados de emprego dos EUA em janeiro, em especial o relatório do payroll, e as decisões de juros do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco da Inglaterra (BoE). No mercado local, as atenções ficam na Ata do Copom, que deve detalhar a manutenção da Selic em 15% e reforçar a sinalização de início dos cortes em março. No campo político, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa hoje da abertura do ano judiciário de 2026, enquanto o Congresso Nacional retoma os trabalhos, com a pauta da Câmara incluindo a votação da MP do programa Gás do Povo. Balanços de big techs, como Alphabet e Amazon, e de bancos como Itaú Unibanco, Bradesco e Santander devem orientar também as expectativas ao longo da semana.
NO EXTERIOR. Os futuros de ações em Nova York e as commodities, como petróleo, ouro, cobre e produtos industriais recuam, enquanto o dólar sobe ante o iene. Em Nova York, as perdas são lideradas pelo Nasdaq, por dúvidas sobre o boom da Inteligência Artificial, intensificadas pela paralisação do plano da Nvidia de investir até US$ 100 bilhões na OpenAI, além das incertezas políticas para reverter a paralisação parcial do governo americano. O pacote de financiamento do governo Trump foi aprovado pelo Senado, mas ainda depende do aval da Câmara dos Representantes. O presidente da Casa, Mike Johnson, disse que levará alguns dias até que o pacote seja votado, o que pode estender para, pelo menos, uma semana a paralisação. No radar de republicanos e democratas está a contenção das operações contra imigrantes mantidas pela administração de Donald Trump. O movimento contamina as bolsas europeias. Os juros dos Treasuries caem também, diante dos ruídos geopolíticos e a nomeação de Kevin Warsh para a presidência do Fed, em meio a pressões explícitas da Casa Branca por cortes de juros. A vice-presidente de supervisão do Fed, Michelle Bowman, afirmou que projeta três reduções das taxas neste ano, indicando mercado de trabalho “vulnerável”.
POR AQUI. Após alta de 12,6% em janeiro, o Ibovespa teve o melhor mês desde novembro de 2020, com forte entrada de capital estrangeiro, o que eleva no curto prazo a chance de realização de lucros em meio à cautela externa, embora o rali possa não ter terminado. Empresas brasileiras captaram US$ 4,7 bilhões em bonds no mês (+39% em um ano), e há expectativa de novas emissões em fevereiro e possível operação do Tesouro no 1º trimestre (leia mais abaixo em O Que Sabemos). O EWZ, principal ETF do Brasil em Nova York, caia mais de 1% no pré-mercado mais cedo. A alta do dólar somada à queda das commodities podem provocar ajustes no câmbio, após o dólar cair 4,4% frente ao real em janeiro. O recuo dos retornos dos Treasuries é contraponto nos juros, depois do forte fechamento dos prêmios nos DIs, com a confirmação de Selic menor em março pelo BC. O mercado precifica 68% de chance de corte de 0,50 p.p., apesar do desemprego em mínima histórica (5,1%) e da alta da renda. Com a retomada do Congresso e do Judiciário, pautas legislativas e incertezas eleitorais entram no radar. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sugeriu ao presidente Lula a indicação de Guilherme Mello, secretário de Política Econômica, para a diretoria do Banco Central.
NA POLÍTICA. Os empresários Mohamad Hussein Mourad (“Primo”) e Roberto Augusto Leme da Silva (“Beto Louco”), alvos da Operação Carbono Oculto contra o PCC na Faria Lima, negociam delação. O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) pediu a apuração de possíveis doações do Banco Master a campanhas eleitorais. Ministros do TCU receberam ao menos R$ 883 mil em reembolsos médicos em 2025 e, além disso, o tribunal mantém assistência médica própria. Deputados e senadores do PL devem tentar votar antes do carnaval a derrubada do veto presidencial ao PL da Dosimetria, que reduz penas de condenados por tentativa de golpe de estado. Troca de governadores para o PSD agrava a crise no União Brasil e pode gerar mais baixas com a janela partidária. O governo Lula planeja obter na visita que o presidente fará a Donald Trump, nos Estados Unidos, uma parceria contra o crime organizado e um acordo político que blinde as eleições presidenciais de ingerência externa.
AGENDA.
ATA DO COPOM E BALANÇOS NO FOCO - A ata do Copom será divulgada nesta terça-feira e a balança comercial de janeiro, na quinta. O Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio será assinado pelos chefes dos três Poderes na quarta. Na cena corporativa, Santander Brasil e Itaú Unibanco abrem a safra de balanços de bancos do 4º trimestre de 2025 na quarta-feira; e Bradesco e Multiplan, na quinta. Nesta segunda-feira, o IPC-S de janeiro será divulgado às 8h; o relatório Focus, às 8h25; e o PMI Industrial do Brasil, às 10h. Em Brasília, ocorre no STF a abertura do ano Judiciário às 14h, e o Congresso Nacional retoma os trabalhos às 15h.
PAYROLL DOS EUA, PMIS E JUROS NA EUROPA - O relatório de emprego (payroll) dos EUA de janeiro será divulgado na sexta-feira. Hoje, estão programados o PMI industrial americano final de janeiro da S&PGlobal (11h45) e ISM (12h) e evento com o presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic (14h30). Na terça, sai o relatório de abertura de vagas Jolts nos EUA de dezembro e os PMIs composto e de serviços da China; na quarta, o relatório ADP sobre criação de empregos no setor privado e PMIs americanos; na quinta, as decisões de juros do BCE, do BoE e do Banxico; e ainda, na sexta-feira, o sentimento do consumidor preliminar de fevereiro e as expectativas de inflação da Universidade de Michigan. Entre os balanços da semana estão o da Walt Disney, hoje; Advanced Micro Devices (AMD), na terça; Alphabet, Santander e UBS, na quarta; Amazon, Unicredit e Shell, na quinta; e Société Générale, na sexta.
O QUE SABEMOS.
VALE - O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça o bloqueio de R$ 1 bilhão em contas bancárias da Vale em razão do incidente envolvendo a Mina de Fábrica, situada entre as cidades mineiras de Ouro Preto e Congonhas. A ação visa garantir recursos para a reparação integral dos danos e interromper operações que funcionavam em desacordo com a licença ambiental. Além do bloqueio financeiro, a ação pede o bloqueio dos direitos minerários da Mina de Fábrica perante a Agência Nacional de Mineração (ANM). Isso impede que a Vale transfira a titularidade da mina para terceiros sem antes resolver o passivo ambiental. A medida ocorre após o extravasamento de aproximadamente 262 mil metros cúbicos de água e sedimentos, ocorrido em 25 de janeiro, causando danos ambientais significativos em córregos que alimentam o Rio Maranhão e o Rio Paraopeba.
EM TESE: A notícia deve pesar nas ações da Vale, que acumularam alta de 17,18% em janeiro (ON). Os ADRs da mineradora perdiam perto de 2% no pré-mercado em Nova York às 7h15. A Vale informou que já se manifestou nos autos a respeito do pedido de bloqueio feito pelo Ministério Público Federal (MPF) à Justiça devido ao incidente envolvendo a Mina de Fábrica, situada entre as cidades mineiras de Ouro Preto e Congonhas. Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a companhia afirma que apresentará oportunamente a sua defesa, respeitando o prazo legal. O governo de Minas Gerais aumentou de R$ 1,7 milhão para R$ 3,3 milhões a multa cobrada à Vale pelo incidente. Segundo a Agência Minas, a atualização do valor ocorreu em razão da reincidência da mineradora em situação semelhante, registrada em 3 de agosto de 2023, em Brumadinho.
CAPTAÇÕES EXTERNAS EM ALTA - As empresas brasileiras fecharam janeiro com captação de US$ 4,7 bilhões (cerca de R$ 24,6 bilhões) no exterior, por meio da emissão de títulos de dívida (bonds), aumento de 39% na comparação com o mesmo mês de 2025. Bradesco, BTG, Azul e Sabesp estão entre os nomes que acessaram o mercado internacional, com forte demanda. A demanda pelos títulos brasileiros foi forte, ajudada pelo movimento de realocação das carteiras globais para fora dos Estados Unidos, por conta do ambiente de maior incerteza no país e perspectiva de queda de juros pela frente.
EM TESE: As tensões envolvendo o governo Trump e outros países tendem a alimentar o apetite por emergentes e favorecer o Brasil com mais captações. Um possível nome é o da Usina Coruripe. O Tesouro, apontam as fontes, também tem chance de vir neste primeiro trimestre, seguindo o sucesso de captações soberanas como Chile, México e Equador, que voltou ao mercado internacional após mais de 7 anos. A Sabesp planeja captar ainda pelo menos mais R$ 10 bilhões no mercado de dívida ao longo de 2026. "Aproveitamos um momento favorável para realizar uma captação bastante relevante", disse à Coluna o diretor financeiro da Sabesp, Daniel Szlak. Ele observa que o fluxo para os emergentes está ligado, em grande parte, à expectativa de cortes de juros nos Estados Unidos".
OVERNIGHT.
FGC- O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) vai continuar com reservas robustas mesmo depois de finalizar os ressarcimentos a investidores do Banco Master e will bank, disse à Broadcast o CEO da instituição, Daniel Lima. A expectativa é que a liquidez do fundo fique próxima de R$ 80 bilhões, o que dá conforto para discutir com calma a recomposição das reservas, segundo o executivo. Lima diz que o FGC não trabalha com um prazo, mas tem a ambição de atender a todos os investidores do Banco Master que já deram entrada nos pedidos de ressarcimento até a semana que vem.
CASO MASTER - Uma comunicação enviada pelo Banco Master ao Banco Central em 7 de novembro de 2024 revela que o banqueiro Daniel Vorcaro se comprometeu a adotar uma série de medidas para melhorar a governança corporativa do Master e a recompor a saúde financeira do banco em um prazo de seis meses, até maio de 2025. O documento mostra que o Master recebeu uma espécie de ultimato da autoridade monetária sob a gestão do ex-presidente Roberto Campos Neto, um ano antes de ser liquidado pelo atual presidente Gabriel Galípolo, em novembro de 2025.
REGULAMENTAÇÃO DE PSTIS - O Banco Central apertou as regras para Provedores de Serviços de Tecnologia da Informação (PSTIs) no Sistema Financeiro Nacional (SFN) e do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), tornando o credenciamento mais rigoroso. A principal mudança permite ao BC exigir a qualquer momento capital social e patrimônio líquido acima do mínimo de R$ 15 milhões, conforme o volume de operações, número de clientes e perfil de risco do prestador.
INVESTIDOR ESTRANGEIRO - O ingresso do investidor estrangeiro na B3 via ações de bancos impulsionou o desempenho do índice financeiro (IFNC) em janeiro. O indicador avançou 14,87% no primeiro mês do ano e foi o único das referências setoriais a bater o Ibovespa, que saltou 12,56% no período. Por figurarem entre os papéis mais líquidos do mercado, os bancos acabam atraindo a atenção do investidor estrangeiro. Os grandes bancos da B3 tiveram ganhos firmes no mês. A ação ON do Bradesco avançou 17,51% e a PN ganhou 17,28%. As units do BTG Pactual subiram 14,02% e as do Santander ganharam 8,48%. Itaú Unibanco teve alta de 16,04% e Banco do Brasil, de 15,05%.
CAIXA SEGURIDADE - A Caixa Seguridade aprovou a distribuição de R$ 990 milhões em dividendos intermediários a partir de reservas de lucros constituídas em exercícios anteriores. Será pago R$ 0,33 por ação ON da companhia. O pagamento ocorrerá em 15 de maio, tendo como base a posição acionária de 30 de abril. Os papéis ON da empresa passarão a ser negociados ex-dividendos a partir de 4 de maio.
IRB - Em meio à recuperação operacional e à volta prevista dos dividendos, o IRB encara novos processos arbitrais de investidores. A Itaú Asset, em nome de alguns de seus fundos, associou-se a outros acionistas em processo na Câmara de Arbitragem do Mercado em 26 de janeiro. O escritório Modesto Carvalhosa, Kuyven e Ronco Advogados também ingressou, na B3, com arbitragem representando cerca de 90 fundos que buscam indenização de até R$ 1 bilhão, segundo o Valor Econômico.
CEMIG E AXIA - A diretoria da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) avalia nesta segunda-feira, 02, processos relacionados às outorgas de direito de uso hídrico para as usinas da Cemig e da Axia Energia, antiga Eletrobras. Um dos processos é referente à Usina Hidrelétrica de Três Marias, localizada no rio São Francisco, no município de Três Marias (MG), que pertence à Cemig.
ANEEL - A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou a bandeira tarifária verde para o mês de fevereiro, mesmo patamar vigente em janeiro. As condições favoráveis à geração de energia no País permitiram que os consumidores não tenham o valor adicional nas faturas no próximo mês, ainda dentro do período chuvoso. O anúncio vem conforme a previsão para os primeiros meses do ano.
COMBUSTÍVEIS - Os combustíveis encerraram janeiro em alta, segundo o Levantamento de Preços da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), com destaque para a gasolina, que registrou alta média de 1,7% contra dezembro de 2025, com preço médio de R$ 6,33 o litro. O gás de cozinha também apresentou alta, de 0,4% entre dezembro e janeiro, com preço médio de R$ 110,16 por botijão de 13 quilos. Já o diesel S-10, menos poluente e mais vendido, subiu 0,6%, com preço médio de R$ 6,11 o litro.
FED/MIRAN - O diretor do Federal Reserve (Fed) Stephen Miran disse nesta sexta-feira que acredita que o novo presidente escolhido para a instituição, Kevin Warsh, será capaz de persuadir os membros do BC americano com suas opiniões, ao ser perguntado sobre uma nova direção para o Fed. "Warsh vai fazer um trabalho incrível; ele já esteve no Fed, tem respeito e credibilidade", disse Miran em entrevista à Bloomberg TV.
MATSUMOTO NO BLS - O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que nomeou Brett Matsumoto como o próximo Comissário do Escritório de Estatísticas do Trabalho (BLS, na sigla em inglês). Brett foi economista de pesquisa para o BLS, e agora está servindo como economista sênior no Conselho de Assessores Econômicos de Trump, como fez em seu primeiro mandato na Casa Branca.
REINO UNIDO - O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, defendeu na sexta-feira sua tentativa de impulsionar oportunidades de negócios para empresas do Reino Unido com a China, horas depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizar uma possível oposição a qualquer acordo entre Pequim e Londres.
ALEMANHA - As vendas no varejo da Alemanha subiram 0,1% em dezembro ante novembro de 2025, abaixo da previsão de 0,5%. Na comparação anual, as vendas no setor varejista alemão tiveram expansão de 1,5% em dezembro, em termos reais.
ZONA DO EURO - O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial da zona do euro acelerou para 49,5 em janeiro, segundo pesquisa final divulgada hoje pela S&P Global em parceria com o Hamburg Commercial Bank. O resultado mostrou uma aceleração ante resultado preliminar, que havia apontado 49,4 e ficou acima da previsão da FactSet, que era de 49,3.
PMI CHINÊS - O índice de gerentes de compras (PMI) industrial oficial da China caiu para 49,3 em janeiro frente aos 50,1 obtidos em dezembro, abaixo da previsão de 50,1 dos economistas e reverteu o aumento observado um mês antes, quando acima dos 50 que separa contração de expansão, informou o Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, pela sigla em inglês) do país.
E NOS MERCADOS.
FUTUROS DE NY - Os índices futuros das Bolsas de Nova York têm forte queda nesta segunda-feira, em meio a apreensões sobre o boom da inteligência artificial e liquidação em commodities. Na sexta-feira, o The Wall Street Journal informou que o plano da Nvidia de investir até US$ 100 bilhões na OpenAI, para ajudar a treinar e executar seus modelos mais recentes de inteligência artificial, foi paralisado após integrantes da fabricante de chips expressarem dúvidas sobre o acordo. Às 7h19, no mercado futuro, o Dow Jones cedia 0,27%, o S&P 500 recuava 0,61% e o Nasdaq perdia 0,86%.
BOLSAS EUROPEIAS - As bolsas europeias operam perto da estabilidade, após caírem mais cedo influenciadas pelo tombo dos índices futuros de Nova York. A continuidade das vendas em commodities segue no radar. Às 7h17, a Bolsa de Londres subia 0,03%, a de Frankfurt subia 0,22% e Paris estava em +0,04%.
TREASURIES - Os juros dos Treasuries operam em queda, ainda assimilando a nomeação do ex-diretor do Fed Kevin Warsh para a presidência do banco central dos Estados Unidos. No fim de semana, o presidente Donald Trump afirmou que processaria Warsh se ele não baixasse as taxas de juros, reforçando a percepção de pressões políticas sobre o Fed. Apreensões sobre investimentos em inteligência artificial, tensões geopolíticas e forte liquidação de commodities também seguem no radar, além do foco sobre recursos para manter a máquina pública em funcionamento. Às 7h17, o juro da T-note de 2 anos caía a 3,518% (de US$ 3,529% na sexta-feira), o rendimento da T-note de 10 anos recuava a 4,217% (de US$ 4,249%) e o T-bond de 30 anos cedia a 4,850% (de US$ 4,885%).
MOEDAS FORTES - O dólar misto e passou a cair ante o euro e a libra em meio ao debate sobre diversificação, após a nomeação de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve. Discursos anteriores de Warsh sugerem apoio à redução do balanço patrimonial do Fed nos próximos anos, enquanto uma inflação persistente poderia levar a uma política menos expansionista. A forte liquidação em commodities também pesa sobre moedas emergentes, favorecendo o dólar. Às 7h15, o dólar subia a 154,80 ienes (de 154,66 ienes na sexta-feira), enquanto o euro subia a US$ 1,1867 (de US$ 1,1863) e a libra subia a US$ 1,3713 (de US$ 1,3692). O índice DXY subia 0,17%, a 97,154 pontos.
PETRÓLEO - O petróleo opera em forte queda nesta segunda-feira, em um ambiente de aversão ao risco global. O movimento ocorre mesmo após a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) concordar em manter a produção inalterada em março. Às 7h15, na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para março caía 4,63%, a US$ 62,19 o barril, enquanto o Brent para abril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), recuava 4,30%, a US$ 66,34 o barril.
BOLSAS DA ÁSIA - As bolsas da Ásia fecharam em queda nesta segunda-feira, ecoando o tombo das commodities e desmonte de operações de proteção para uma indicação para o Federal Reserve que pudesse corroer ainda mais a credibilidade de ativos americanos, o que não se materializou. Na sessão, o Kospi derreteu, o que gerou breve interrupção dos negócios na bolsa. Ações ligadas a commodities despencaram na região após tombo do ouro, cobre e outros metais na sexta-feira. Em Seul, o Kospi fechou em baixa de 5,3%. Em Tóquio, o índice japonês Nikkei fechou em baixa de 1,3%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 2,2%. O Xangai Composto fechou em queda de 2,5%, e o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 2,5%. Divulgado no fim de semana, o índice de gerentes de compras (PMI) industrial oficial da China caiu em janeiro. Para o Barclays, a contração do PMI oficial da China sugere que as recentes medidas antecipadas de Pequim podem ser insuficientes ou precisar de mais tempo para apoiar significativamente o sentimento e o crescimento, afirmam economistas do banco. O Taiex, de Taiwan, recuou 1,4%. Na Oceania, a bolsa australiana caiu e o índice S&P/ASX perdeu 1,02%.