sábado, 24 de janeiro de 2026

"Dinheiro Além das Fronteiras: Moedas Globais de Croesus às Cripto"

 


Uau, super interessante!


"Dinheiro Além das Fronteiras: Moedas Globais de Croesus às Cripto" por Barry Eichengreen

"As dúvidas sobre o domínio internacional do dólar só aumentam em meio a preocupações com tarifas, disfunção política e alianças internacionais em desfiança. O dólar continuará a reinar supremo? Em Money Beyond Borders, a principal autoridade em moedas internacionais, Barry Eichengreen, coloca as perspectivas do dólar em uma profunda perspectiva histórica ao registrar toda a história das moedas transfronteiriças, desde a invenção das moedas no século VII a.C. até as criptomoedas de hoje e as moedas digitais dos bancos centrais de amanhã."

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Guia dos fundos de investimento

 Como funciona o mercado que movimenta a poupança de milhões de brasileiros?


✒️ Marcelo Guterman, CFA e Hudson Bessa publicam “Fundos de investimento: Um guia prático para o mercado brasileiro”! ✨

📖 A indústria de fundos de investimento é uma engrenagem complexa e fascinante: mais de mil gestores, centenas de administradores e custodiantes, dezenas de distribuidores — todos conectados em uma cadeia de valor que sustenta o principal veículo de investimento do país.
Hudson Bessa e Marcelo Guterman, veteranos do setor, reuniram os maiores especialistas da área para desvendar esse universo. O resultado é um guia definitivo que decodifica cada engrenagem desse sistema.

Se você atua no mercado financeiro, está construindo carreira na indústria de fundos ou simplesmente quer entender para onde vai seu dinheiro quando investe, este livro é indispensável. Fundos de investimento: Um guia prático para o mercado brasileiro é a obra de referência que faltava para compreender um dos pilares da economia nacional.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Mar de lama 3

 

A matéria liga três frentes num mesmo fio: Master/Trustee, fraudes no INSS e uma empresa usada como “casca” societária. Um fundo administrado pela Trustee DTVM (que fazia a administração de ativos ligados ao Banco Master) investiu R$ 9,9 milhões na BSF Gestão em Saúde, empresa associada ao lobista Danilo Trento, hoje alvo da CPI do INSS. O investimento foi feito via Fundo Albali (fev/2023) por compra de 9,9 mil notas comerciais (R$ 1 mil cada), com vencimento previsto para mar/2024 — e, segundo a própria Trustee, a BSF não pagou nada (“calote”), ou seja, o fundo não teria obtido ganho.

Destaques que tornam o caso politicamente tóxico (e juridicamente “cheirando mal”): (1) Trento admite ser o “verdadeiro dono” mesmo após transferir a BSF em mar/2024 para Francine da Rosa, ex-beneficiária de Bolsa Família/Auxílio Emergencial, e confessa que a troca de titularidade foi orientada por advogado para evitar bloqueio judicial; (2) a Trustee é de Maurício Quadrado, ex-sócio de Vorcaro, e foi citada na Operação Carbono Oculto (suspeitas de uso de fundos para lavagem ligada ao PCC, segundo o texto); (3) há ressalvas de auditoria: a RSM teria se abstido de opinar por falta de dados suficientes para validar as informações do Albali; (4) o Albali teria apenas um cotista, sob sigilo, e Vorcaro já teria dito ao Valor que Quadrado era o “único beneficiário” na época do Fasano Itaim (comprado com o mesmo fundo).

No eixo INSS, a reportagem reforça que Trento é apontado como peça relevante no esquema de descontos ilegais de aposentados, com menções a repasses identificados em relatório do Coaf (ex.: R$ 300 mil de empresa ligada a contador da Conafer e R$ 100 mil de dirigente da AAB). E surge um ponto explosivo: a CPI também apura a trilha do crédito consignado, onde o Master aparece como beneficiário por ter acordo de cooperação técnica com o INSS; o jornal afirma que o banco teria deixado de apresentar mais de 250 mil documentos de comprovação de contratos, e um relatório do INSS classificaria como “falha grave e insanável”, levantando dúvidas sobre consentimento.

Conclusão prática: a história não é “só” um investimento que deu errado — é um mosaico de governança frágil, opacidade, manobras societárias confessadas e trilhas financeiras que se encostam em duas CPIs (Covid e INSS) e em estruturas de fundos com pouca auditabilidade. CTA: tratar isso como checklist de apuração: (i) cadeia de decisão do investimento (quem aprovou, quando, com qual diligência), (ii) identificação formal do cotista/beneficiário final do Albali, (iii) documentos do fluxo de pagamento (ou ausência) da BSF, (iv) trilhas do Coaf e vínculos com entidades de desconto, (v) os 250 mil contratos faltantes e a responsabilidade por guarda e validação — porque é aí que o caso deixa de ser “notícia” e vira “prova”.

Portugal



 [10:58, 23/01/2026] Julio Hegedus Netto🥸: 


Nas eleições em Portugal, o debate mudou. A imigração deixou de ser um tema lateral e passou ao centro da disputa eleitoral pelo impacto direto na vida cotidiana. O país vai às urnas, em segundo turno, em 8 de fevereiro, após anos de governo do Partido Socialista, em um pleito que se transformou num julgamento sobre o modelo econômico adotado.


O problema não é a imigração em si, mas a incapacidade do Estado de acompanhar o aumento da demanda. Moradia, infraestrutura e serviços não se expandem na mesma velocidade. Com a oferta travada por excesso de regras e lentidão administrativa, a tensão aparece onde dói primeiro: na habitação. Aluguéis disparam, Lisboa e Porto tornam-se inacessíveis e a construção segue engessada.


Com moradia cara, o custo de vida sobe em cadeia. Salários crescem pouco, impostos permanecem altos e a produtividade segue fraca. O resultado é simples: trabalhar mais e viver pior. Esse pano de fundo de estagnação explica por que o debate eleitoral ficou mais duro.


À esquerda, o candidato socialista Pedro Nuno Santos, do PS, defende dobrar aposta: mais Estado e mais regulação como resposta aos preços e às desigualdades. À direita, Luís Montenegro, da Aliança Democrática, aposta em destravar a economia, reduzir entraves e recolocar o crescimento no centro da estratégia.


No fundo, o debate não é “imigração sim ou não”, mas se um país escolhe administrar escassez ou permitir que a oferta cresça. Escassez não se resolve com controle. Integração não acontece sem crescimento. Onde há liberdade para produzir e investir, há mais prosperidade e menos conflito.

É o q eu tenho dito. E não me canso de pontuar isso. Imigração descontrolada gerou um tremendo caldo de tensão social, com mtos desocupados nas ruas, morando em barracas. Um passo para assaltos, violências diversas, tensões sociais. Não adianta negar o óbvio.

The Economist

 



"...quando o BC investigou os detalhes da fusão, descobriu que o Banco Master não tinha liquidez. Investigadores descobriram que a empresa havia vendido carteiras de crédito sem valor para o BRB por mais de US$ 2 bilhões.

Mas os efeitos do colapso do Banco Master vão além do setor bancário. Isso porque Vorcaro passou anos cultivando laços com a elite brasileira. O caso expôs ligações entre políticos, figurões do mercado financeiro e o Judiciário em Brasília, a capital, prejudicando a reputação do STF e do Congresso.

Políticos do Centrão tentaram proteger o Banco Master antes de sua falência. O senador Ciro Nogueira, tentou bloquear uma investigação parlamentar sobre as transações do Banco Master e pressionou pela aprovação de um projeto de lei que daria ao Congresso o poder de demitir o presidente do BC.

Enquanto isso, Ibaneis Rocha, governador do DF, defendeu veementemente a aquisição do Banco Master pelo BRB, apesar das fortes advertências de muitos analistas.

O cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, foi o maior doador individual para a campanha de Bolsonaro em 2022 e de Tarcísio de Freitas.

A trama começou a se complicar logo após o BC ordenar a liquidação do Banco Master em novembro. Jhonatan de Jesus, membro do TCU, órgão de auditoria alegou que o Banco Central agiu com muita pressa.

Ele ordenou uma investigação para apurar se o BC poderia ter escolhido alternativas à liquidação. “Esse tipo de interferência na autoridade do Banco Central é incomum e preocupante”.

Quando os investigadores abriram o telefone de Vorcaro, encontraram ainda mais ligações ao poder. O banco havia assinado um contrato de US$ 24 milhões, com duração de três anos, com um escritório de advocacia dirigido pela mulher de Alexandre de Moraes. A vagueza do contrato e as grandes somas envolvidas “não são normais” para os padrões brasileiros, afirma um especialista jurídico. 

Logo depois, um jornal revelou que Moraes havia telefonado ou se encontrado com Gabriel Galípolo, presidente do BC, diversas vezes antes da liquidação do Banco Master. Moraes afirma que ele e Galípolo se encontraram para discutir assuntos não relacionados ao Banco Master. 

Mesmo assim, seu comportamento autoritário levantou suspeitas. Em janeiro, ele abriu uma investigação contra a UIF e a Receita Federal para apurar se haviam vazado informações sobre o contrato.

A situação não é melhor para o colega e Moraes, Dias Toffoli, um juiz que já arquivou outras investigações anticorrupção envolvendo a elite de Brasília. Toffoli viajou em um jato particular com um advogado do Banco Master.

Posteriormente, descobriu-se que Zettel havia investido mais de US$ 1 milhão em um resort que tinha como sócios os irmãos de Toffoli. Não há provas de que Toffoli soubesse do assunto, e ele não se pronunciou publicamente sobre o tema. No entanto, esses laços reforçam a impressão entre os eleitores brasileiros de que o Supremo Tribunal Federal carece de imparcialidade."

Market Makers

 


Da série "grandes conversas", nesta semana, a gente recebeu Mansueto Almeida e Samuel Pessôa no Market Makers. Ao lado de Thiago Salomão, os dois economistas falaram sobre as perspectivas para 2026, o desafio das contas públicas e o futuro do Brasil e da nossa economia.


Você pode ver a íntegra da conversa no nosso canal no Youtube: https://lnkd.in/dZRtJt24

Mudando a rotação

 

A entrevista do Milton Maluhy ganha força porque não é um “desabafo corporativo”: é um diagnóstico de arquitetura. O que ele chama de assimetria entre distribuidor e risco do FGC é, na prática, um sistema que premia volume e comissionamento no curto prazo, mas empurra o custo de eventuais quebras para uma rede difusa — FGC, bancos contribuintes e, no fim da cadeia, a confiança do poupador. Quando um caso como o Master estoura, não “surge” o problema: ele apenas fica visível, como rachadura que já estava no concreto.

O ponto mais duro é moral e operacional: quem empacota e vende risco precisa carregar parte do risco, ou o incentivo fica torto. Produto “milagroso” com promessa de retorno muito acima do padrão (o famoso “140% do CDI” vendido como quase rotina) deveria acionar travas automáticas de diligência, transparência e suitability — e não virar slogan comercial. O mercado de plataformas, por melhor que seja o modelo de partnership, não pode usar a complexidade do ecossistema como álibi para terceirizar responsabilidade. Inovação e competição são bem-vindas; irresponsabilidade escalável, não.

E aqui entra o que é impossível varrer para debaixo do tapete: vai sobrar mancha reputacional para XP e BTG, sim — não como sentença antecipada, mas como consequência natural de percepção pública. Ainda mais com o ruído adicional de ontem: a circulação de vídeo associando André Esteves a um resort ligado a Toffoli cria o tipo de imagem que, numa democracia saudável, deveria ser evitado por padrão de prudência reputacional. Mesmo que não haja qualquer ilegalidade comprovada nesse episódio específico, o dano é do campo da confiança: em finanças, reputação não se discute em tribunal; se discute no comportamento do cliente.

A conclusão é direta e incômoda: o julgamento final é do mercado — e do bolso de cada investidor. A decisão sobre onde alocar patrimônio (banco público como BRB, plataformas como XP, banco de investimento como BTG, ou alternativas) passa a ser também uma decisão de confiança institucional e governança percebida. A pergunta que fica não é “quem grita mais”, mas “quem entrega controle, diligência, transparência e alinhamento de incentivos”. Porque retorno se mede em CDI; risco reputacional se mede em décadas.



Anderson Correia

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