quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

My PROFILE

 Ideal Profile:


Summary: Experienced economist with specialization in economic analysis, financial markets and research. University professor and consultant in capital markets.


Experience:


- Chief Economist, Lopes Filho & Associados

- Analyst, Mirae Invest (restructure this section)

- Consultant, ConfianceTec (add more details)


Education:


- PhD student, University of Évora

- Masters, FGV, UCAM, UFF

- Postgraduate studies, UFRJ


Skills:


- Economic analysis

- Financial markets

- Research

- Teaching

- Data analysis

- Specific tools (e.g. Excel, Stata, Python)


Intellectual Production:


- Published articles

- Taught courses

- Research on public debt sustainability

Olho gordo sobre a Petrobras

 "*Olho gordo sobre a Petrobras*


_Mudanças simultâneas na Petrobras e na Agência Nacional do Petróleo elevam temor de interferência do governo_


O aparelhamento político-partidário da Petrobras, uma hábito antigo em gestões petistas, voltou ao centro das atenções com os recentes sinais emitidos pelo governo Lula da Silva de uma nova alteração no Conselho de Administração da empresa, em operação casada com a mudança de comando na Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP). A substituição na agência era esperada, já que o mandato do atual diretor-geral termina neste mês, mas o jogo de interesses políticos que envolvem o movimento na companhia e no órgão regulador causa sobressaltos.


Em resumo, Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia – do PSD, partido do Centrão, que se tornou forte aliado de Lula –, cederá a indicação da presidência do Conselho da Petrobras para Rui Costa, da Casa Civil, ou Fernando Haddad, da Fazenda; em compensação, conduzirá seu indicado à ANP. Uma mudança providencial para Silveira, que tenta acelerar a regulamentação do programa de desconcentração de gás natural que, na prática, limita a atuação da Petrobras no comércio de gás, com a oferta do produto pela companhia em leilões compulsórios.


O Ministério de Silveira chegou a acusar a ANP de “inércia regulatória”, como fez também com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), e tentou incluir o tema em um projeto de transição energética no Congresso, sem sucesso. O Senado rejeitou a medida. Com um braço na ANP, por meio de seu secretário de Petróleo e Gás, Silveira deve, por certo, tentar emplacar a mudança no gás. E Lula deve aproveitar para combater por dentro o que parece abominar: a autonomia operacional das agências reguladoras.


Em outra frente, o PT assume a presidência do Conselho de Administração da Petrobras – por indicação de Costa ou Haddad –, o que indiretamente aumenta o poder da Federação Única dos Petroleiros (FUP), a entidade sindical que elevou de forma exponencial sua influência na companhia com a volta de Lula ao Planalto.


O temor de intensificação da interferência política fez as ações da Petrobras despencarem na bolsa, movimento que foi revertido depois de a empresa anunciar uma descoberta gigante de gás na Colômbia, capaz de elevar em 200% as reservas daquele país. Foi a maior descoberta da história colombiana, feita em parceria com a petroleira local, a Ecopetrol. Mais uma vez, o bom desempenho da Petrobras reverteu os prejuízos que os deslocamentos políticos frequentemente impõem à sua imagem.


Resta saber por quanto tempo essa “barreira técnico-operacional” conseguirá impedir os efeitos da avidez político-partidária. Após a lição deixada pelo petrolão, um escândalo de corrupção e má gestão que se desdobrou em várias frentes, a Petrobras deixou de ter em seu Conselho de Administração representantes diretos do governo, numa tentativa de dar mais independência às decisões da empresa. Agora, essa medida de boa governança está sendo enfraquecida pelo governo Lula da Silva, em total desrespeito à empresa brasileira que, no discurso, ele diz admirar.


https://www.estadao.com.br/opiniao/olho-gordo-sobre-a-petrobras/

Felipe Moura

 [17/12, 21:09] José Augusto Lambert: 

Um perfeito resumo do que o pais sofreu, sofre e sofrerá com mediocridade de nossaa lideranças politicas, todas, com honrosas exceções, envolvidas com crimes de responsabilidade, corrupção, obstrução de justiça, lawfare, etc.


" *O fardo de Bolsonaro no campo antipetista* 

 _Uma análise do xadrez que precisará ser jogado até 2026

Felipe Moura Brasil

Não era preciso arma, nem invasão, nem golpe de Estado, para conter a ditadura da toga.

Era preciso, a partir de 2019, manter a Lava Jato, que o PGR petista de Jair Bolsonaro (foto) extinguiu; contestar a abertura do inquérito das fake news, legitimada pelo então AGU de Bolsonaro, de quem ele saiu em defesa e depois premiou com nomeação para o STF; criar a CPI da Lava Toga, que a família Bolsonaro sabotou; e aprovar o projeto de lei, que Bolsonaro vetou, contra decisão monocrática de ministros do Supremo.

 Depois de amarelar por vias institucionais, a fim de ganhar ajuda de Dias Toffoli na blindagem contra investigações de “rachadinha”, Bolsonaro fez pose de valentão com flertes às vias inconstitucionais, falando em reunião ministerial de reagir com armas, xingando o relator Alexandre de Moraes de “canalha”, dizendo “acabou, porra!”, fomentando a hipótese de intervenção militar, e consultando os comandantes das Forças Armadas sobre um golpe travestido de instituto jurídico, até ouvir do general Freire Gomes que seria preso pelo Exército se levasse o plano adiante.

Resultado: o “mito” deixou os reacionários mais aloprados irem na frente, saiu de fininho na hora H e agora tenta lavar as mãos, apelando a Lula, Moraes e demais ministros do STF por anistia.

“ *Liberdade* ”

Os propagandistas de Bolsonaro, porém, omitem das massas de manobra seus atos e pedidos de penico, explorando somente a retórica de valentão de carro de som — também ela já abandonada — como prova de que o ex-presidente lutou por “liberdade”.

Desde que foi eleito em 2018 e viu o nome do comparsa Fabrício Queiroz na lista do COAF de movimentações bancárias atípicas, Bolsonaro só luta, junto com seus filhos, pela mesma impunidade geral que beneficiou Lula em sua volta ao poder.

O ex-presidente, em razão de seu rabo-preso, desperdiçou todas as oportunidades para conter o sistema que corrói o país; e, em razão de sua recusa em aceitar a derrota eleitoral, forneceu a ele um pretexto — de defesa da “democracia” — para ser ainda mais autoritário.

 *Massa de manobra* 

Essa sobra de ativistas e massas de manobra do bolsonarismo, que antes repercutia as denúncias do petrolão, passou a atacar nas redes sociais ex-membros da Lava Jato; a aplaudir na Av. Paulista o mensaleiro Valdemar Costa Neto, dono do PL; a aceitar o mensalão orçamentário; a poupar Toffoli e Gilmar Mendes de críticas; a pedir intervenção militar em porta de quartel em Brasília; a invadir e depredar prédios dos Três Poderes; e a passar pano para general de quatro estrelas que fica atrás da mesa com o celular na mão, mandando jagunço virtual infernizar a vida da família do comandante que se recusou a aderir ao golpe, ou telefonando para pai de delator de golpistas.

*Massa crítica ao petismo* 

Depois de junho de 2013, quando começaram as manifestações de rua, uma massa crítica ao petismo foi se apossando dos atos, sem saber ainda os tipos de segmentos que ali se uniam contra os governos do PT, marcados por corrupção, fraudes fiscais e crise econômica.

O tempo foi distinguindo, entre aquela gente órfã de representação política, quem estava ali por princípios morais que permaneceriam firmes ao longo de qualquer governo ou regime de poder; quem colocava a ideologia e o senso de pertencimento a uma tribo acima da moralidade pública; e quem só esperava oportunidades para conseguir boquinhas também.

Em 2024, sobraram com Bolsonaro os terceiros, manipulando parte dos segundos, contra os alertas dos primeiros, tachados de “traidores” por se recusarem a rebaixar seus princípios.

 Desde sua prisão, Lula jamais imaginou contar com um suposto adversário tão competente quanto Bolsonaro em enlamear o campo antipetista e facilitar a sua estratégia de se limpar na sujeira alheia.

Até 2026, os representantes políticos desse campo dependem da sujeira acumulada por Lula e STF em retribuição, e da própria capacidade não só de apontá-la e de oferecer alternativas aos brasileiros, mas de lidar, de um lado, com o desgaste do bolsonarismo entre eleitores moderados e, do outro, com a insistência bolsonarista no reacionarismo aloprado, agravada pela necessidade do inelegível e indiciado Jair Bolsonaro de emplacar um aliado ou familiar na presidência da República, para blindá-lo mais uma vez.


Esse é o xadrez que precisará ser jogado nos próximos dois anos, sem arma, sem invasão, sem golpe de Estado."

Lambert

Desde sua prisão, Lula jamais imaginou contar com um suposto adversário tão competente quanto Bolsonaro em enlamear o campo antipetista e facilitar a sua estratégia de se limpar na sujeira alheia.


Até 2026, os representantes políticos desse campo dependem da sujeira acumulada por Lula e STF em retribuição, e da própria capacidade não só de apontá-la e de oferecer alternativas aos brasileiros, mas de lidar, de um lado, com o desgaste do bolsonarismo entre eleitores moderados e, do outro, com a insistência bolsonarista no reacionarismo aloprado, agravada pela necessidade do inelegível e indiciado Jair Bolsonaro de emplacar um aliado ou familiar na presidência da República, para blindá-lo mais uma vez.


Esse é o xadrez que precisará ser jogado nos próximos dois anos, sem arma, sem invasão, sem golpe de Estado.

terça-feira, 17 de dezembro de 2024

Cabeça de gestor

 Cabeça de Gestor/Bradesco Asset/Biolchini: Renda fixa pós-fixada ficou muito favorável


Por Karla Spotorno


São Paulo, 17/12/2024 - Investimentos com retorno de aproximadamente 15% ao ano, com liquidez imediata e risco baixo. Esse é o retrato da renda fixa pós-fixada, uma classe de ativos que ficou muito "favorável" nesse momento no mercado doméstico, nas palavras de Philipe Biolchini, diretor de investimentos da Bradesco Asset e entrevistado do programa Cabeça de Gestor desta quinzena.


"Um retorno de 15% com liquidez imediata é excepcional", disse Biolchini, diretor da terceira maior gestora do Brasil e que tem R$ 790 bilhões sob gestão.


Para o atual momento do mercado doméstico, onde o dólar bateu R$ 6,20 e os juros futuros se aproximaram dos 16% em alguns contratos nesta terça-feira, 17, a recomendação aos investidores, segundo Biolchini, é evitar movimentações bruscas.


Uma parte importante desse "mau humor" vem da incerteza sobre a tramitação de medidas fiscais do governo federal no Congresso e da preocupação dos agentes econômicos sobre a trajetória ascendente da dívida pública federal.


Efeito Trump


Outra parte da forte volatilidade, segundo Biolchini, vem das dúvidas do mercado sobre as eventuais restrições que o futuro governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, trará para economias como Brasil e para parceiros comerciais brasileiros, como a China. "Uma das nossas preocupações no cenário internacional está relacionada à economia americana, a nova política econômica do Trump. Qual vai ser a intensidade? O que vai ser aprovado? Podem surgir medidas que vão deixar o mercado bastante preocupado", disse Biolchini.


Gestora trilionária


Biolchini prevê que a gestora vai chegar em poucos meses a R$ 1 trilhão sob gestão (AuM, na sigla em inglês). Hoje está com R$ 790 bilhões, segundo os dados mais recentes da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). A previsão de Biolchini considera tanto o esforço comercial para novas captações, depois de um 2024 com entrada de recursos, como também a rentabilidade. O executivo conta que, somando os recursos geridos pela Bradesco Asset em carteiras administradas e fundos de fundos (FoFs), a gestora está atualmente com R$ 934 bilhões de AuM.


A entrevista completa do programa Cabeça de Gestor já está disponível em seu terminal Broadcast+, na aba Broadcast TV.


Contato: karla.spotorno@estadao.com


Broadcast+

Conrado Hübner Mendes

 Conrado Hübner Mendes é um dos poucos com coragem para criticar o judiciário que está todo errado, para não usar outras palavras. No STF ministro vítima ser relator e julgar é outro absurdo, o inquérito que nunca acaba, aberto por ministro do stf,  desmoraliza o sistema também. 

Agora esse gasto exorbitante nesse país de miséria é um escárnio, e Conrado escolheu um ótimo nome para premiá-los: 


"JusPorn Awards


Conrado Hübner Mendes


11.dez.2024 às 17h59 Folha de São Paulo 

 

Chegou a esperada festa do Brasil colonial, o JusPorn Awards 2024!


O apetite libidinoso de juspornógrafos é proporcional ao nosso direito à estupefação pela cara de pau. Juntos gozamos todos. Uma orgia justa, participativa, popular. Eles desnudos no palco, nós na platéia.


O JusPorn Committee teve recorde de candidaturas em 2024 e dividiu seu pornofólio em três blocos: 1) a juspornografia do bolso, que distribui auxílios-dignidade acima do teto; 2) a juspornografia do encontro; 3) a juspornografia do estupro de direitos. Celebramos, portanto, a tara da magistocracia por dinheiro, influência e sofrimento de vulneráveis.


A luta por dinheiro ilegal em 2024 foi espalhafatosa. Em ano de eleição para presidência em tribunais de justiça, duas campanhas chamaram atenção. Raimundo Nonato, candidato no TJ do Ceará, cunhou a expressão mais exata da história da juspornografia. Seu slogan de campanha era: "princípio da dignidade da pessoa humana, mas primeiro a dignidade remuneratória". Priorizar dignidade remuneratória à humana coloca ordem juspornográfica às coisas.


No TJ do Rio de Janeiro, outra situação inusitada. O desembargador Luiz Zveiter conseguiu que o Congresso Nacional aprovasse uma emenda constitucional para permitir sua reeleição. A primeira emenda constitucional na história magistocrática para atender interesses de um desembargador.

Ambos perderam. O JusPorn Awards lamenta as derrotas.


A magistocracia ressuscitou o "quinquênio", acréscimo por tempo de serviço extinto em 2006 pelo CNJ. E, claro, pagou o prêmio retroativo. Onde se diz "direito adquirido", leia-se privilégio desinibido ou gozo extorquido do patrimônio público. Uma corruptela porno-semântica


Foram pagos a juízes R$ 12 bilhões em auxílios-dignidade, também chamados de bônus e gratificações extras, isentos de impostos. E não entram na fila dos precatórios como outros pagamentos. Doze juízes em Rondônia ganharam R$ 1 milhão num mês.


O Committee gosta desse contraste: 18 mil juízes, só em penduricalhos, custaram R$ 12 bilhões no ano (média de R$ 660 mil por juiz); 54 milhões de pobres assistidos pelo Bolsa Família custam R$ 160 bilhões (R$ 3 mil por pessoa).


No CNJ, duas decisões monocráticas da conselheira Renata Gil, ex-presidente de associação de lobby magistocrático, concederam cascatas de benefícios a juízes. Essas entidades privadas investem milhões em lobby. Juízes que as dirigem podem se licenciar do cargo. Cargo privado, remuneração pública (reportagem de Luiz Vassallo, repórter com maior faro para a juspornografia financeira).


Os casos de venda de sentença no STJ e no TJ de Mato Grosso do Sul foram desclassificados do JusPorn Awards. Afinal, premiamos a sacanagem praticada no escurinho da ilegalidade, não o crime à luz do Sol.


Sentindo-se ameaçada diante de proposta de emenda para frear supersalários, Conselho de tribunais ameaçou: "impacta direitos já consagrados", afeta a "higidez institucional da democracia", haverá "debandada" de juízes, um "estrago".


Barroso assentiu: "carreira deixa de ser atraente", juízes têm "sobrecarga do trabalho", "Judiciário não tem responsabilidade pela crise fiscal".


O JusPorn Awards não tem censura. Toda masturbação argumentativa na alcova será registrada. Não perca a próxima semana."


Ilustração de Luciano Veronesi/FolhaPress

Um bate-papo com um dealer do BCB

 Um bate-papo com um dealer do BCB.


[17/12, 13:25] Julio Hegedus Netto🥸: Me parece claro q, seguindo as intervenções do BCB no mercado de câmbio, objetivo vem sendo evitar grandes movimentos. Ou amenizá-lo. Claro q nestas horas o q predomina é a irracionalidade total. Mercado não tem cara, não é o "malvadão". Nestas horas, atua ttmente em "manada". Como o governo pode reverter isso? Num anúncio de um brutal choque fiscal, cortando realmente o q deve ser cortado.

Dealer. Sem esquecer do enorme volume de quem está saindo do Brasil. Transforma reais em dólares aumentando a pressão. Tivemos uma boa fuga de investidores. Após a divulgação do plano esse movimento acelerou.

[17/12, 13:30] Julio Hegedus Netto🥸: Sim. É isso. É gente tirando dinheiro...exagerado? Talvez, mas é a real.

D. Júlio veja como é detectável uma análise. Hoje com o dólar em alta, a análise mostrou uma queda. Já está negativo o dólar

D. E falamos disso hoje na hora da virada

[17/12, 13:34] Julio Hegedus Netto🥸: Por que? Creio algum fato anunciado. Não?

[17/12, 13:35] Julio Hegedus Netto🥸: Na verdade são os leilões de venda. Mas e depois? Volta a sair.

D. Um movimento de realização de lucros associado com vendedores a descoberto. E a análise técnica mostra isso. Se vc Júlio está comprado e acha que está de bom tamanho o seu lucro, vc realiza e essa pressão faz o dólar cair. Além é claro da especulação. Eu vendi a descoberto e acredito que outros também devem ter visto essa queda e venderam.

D: Uma soma de vários fatores que são detectáveis na análise técnica

D: Nessas horas vc compra o índice futuro do Ibov e vende o dólar futuro

[17/12, 13:39] Julio Hegedus Netto🥸: Sim...mas será q volta a subir amanhã?

D. Depende sempre da forma e do volume quando faz essa correção. Eu por exemplo ainda não zerei a minha venda a descoberto.

[17/12, 13:41] Julio Hegedus Netto🥸: Se mantidas as condições atuais? Indefinições no pacote....beligerância com Trump, intervenções do Lula...

D. Sem nenhuma mudança volta a subir forte

D. É apenas uma correção

D. Acabei de zerar a minha venda

[17/12, 13:42] Julio Hegedus Netto🥸: Eu sei q a análise técnica é uma ferramenta poderosa para daytrade. Mas seguindo vc, pq o BCB interviu? Se haveria realização?

D. Júlio eu já fui dealer do banco central e essas intervenções ocorrem quando eles detectam que existe uma pressão compradora sem a contrapartida

D. Nessa hora tem o leilão

D. Para comprar um volume maior tem consulta sobre lote e preço

D. Pela análise técnica o dólar pode voltar a 6 reais. Fácil

[17/12, 13:48] Julio Hegedus Netto🥸: Onde tem correção técnica, onde tem efeito pânico? Como balizar? Vi q o BCB antecipou. Mas sempre é assim? Avaliação é q não haveriam tantos motivos para isso?

D. O mercado é muito emocional no curto prazo. Por isso tantas oscilações para no final do dia nada mudar. A correção técnica ocorre na troca de posições. Quem está dentro sai e quem está fora entra. E o tamanho do volume vai determinar o tamanho da correção

D. É possível antecipar movimentos em qualquer ativo. Sempre.

D. Zerei mal a minha venda. Já está caindo de novo. Mas ainda estou comprado no índice futuro do Ibov

[17/12, 13:55] Julio Hegedus Netto🥸: Mas é isso q eu vejo como um movimento irracional e de pânico. Nestas hs é ficar abastecendo o mercado em pequenas doses, para o negócio não estourar.

D. Infelizmente dessa forma não  funciona. Tem que ser uma paulada. Mercado é enorme e doses homeopáticas não fazem bem cócegas. Já atuei na linha de frente como dealer e sei que o que conta é o volume. Assusta

[17/12, 13:58] Julio Hegedus Netto🥸: O BCB já deu esta paulada...2 bi hje é paulada?

D. Sim 2 bi pode ser uma paulada dependendo do volume do dia. Se for um dia de enorme volume, por qualquer motivo, não abala. Uma forte compra para hedge ou para pagamento de importação, nem abala

D. E eles tem essa estimativa

D. Tem que ter volume forte sempre que for para mudar tendência. É o que mantém.


D. Repare Júlio que nos topos e fundos de qualquer ativo o volume é enorme

D. Se continuar a incerteza impulsionada por cada fala do Lula, vai perder reserva, já vimos isso. 

D. Certíssimo Sérgio. Estamos caminhando para esse quadro. Por isso que exceção.

D. Por isso que escrevi que é uma correção. Ou seja volta a subir

Ailton Braga

  Hoje, 02/02/2026, saiu no Blog do IBRE da FGV, artigo meu em que faço análise da interação entre política fiscal e política monetária, a p...