segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Alex Ribeiro

 https://valor.globo.com/financas/noticia/2025/12/01/analise-periodo-prolongado-deixa-de-funcionar-como-trava-para-cortes-na-selic.ghtml


*Análise: ‘Período prolongado’ deixa de funcionar como trava para cortes na Selic*


_Expectativa do mercado é se Copom vai sinalizar corte para janeiro com retirada de menção a essa expressão na sua comunicação após reunião na semana que vem_


Por Alex Ribeiro, Valor — São Paulo


Com o quase consenso de que os juros vão ficar parados em 15% ao ano, a grande expectativa do mercado é se o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central vai sinalizar na sua reunião na semana que vem um corte para janeiro, com a retirada da comunicação do aviso de que os juros têm que ficar altos por “um período bastante prolongado”.


Em evento nesta manhã na XP Investimentos, porém, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, indicou que não precisa necessariamente modificar esse recado para iniciar um eventual ciclo de baixa na taxa Selic.


“Não sei se a gente tem a necessidade ou obrigação de criar algum tipo de código dentro da comunicação do Banco Central que vá telegrafar quando o Banco Central vai fazer algo”, disse Galípolo.


Uma parte dos analistas econômicos acha que seria um pouco incoerente o Copom dizer, em dezembro, que precisa manter os juros altos por muito tempo e, em janeiro, fazer um corte na taxa básica de juros.


O presidente do BC foi questionado exatamente sobre isso pelo economista-chefe da XP Investimentos, Caio Megale. Mas Galípolo indicou que o Copom não acha que, antes de fazer qualquer coisa, precise mudar a comunicação para dar uma "seta" para o juro.


Segundo ele, cada vez que o BC cita num comunicado que precisa manter os juros altos por um período prolongado, essa contagem de tempo não é “zerada”. Ou seja, quando o Copom disse, na sua reunião de novembro, por exemplo, que os juros devem ficar altos por um período prolongado, isso não significa que esse período prolongado vai se aplicar apenas a partir de novembro. Ele já tinha efeito antes.


Citando um conceito matemático, Galípolo disse que juros funcionam como uma integral no tempo. Isso equivale a dizer que seus efeitos se acumulam continuamente, de modo que manter juros altos por um período prolongado gera um impacto total cada vez maior na economia.


Na prática, a fala de Galípolo tirou um pouco da força que a sinalização de juros altos por muito tempo tinha de “forward guidance”, ou seja, de indicação de passos futuros.


Mas aqui tem um ponto importante: não dá para entender que ele tenha feito uma indicação de baixar os juros apenas porque esvaziou um pouco o caráter desse "forward guidance".


Seu esforço, no evento da XP, foi para enfatizar que o Banco Central está dependente de dados para tomar as suas próximas decisões sobre a taxa de juros. Ele disse e repetiu que o Copom não sabe de antemão o que vai fazer e que vai tomar a decisão com as informações disponíveis em cada uma de suas reuniões.


E ele repisou também o discurso de que o progresso não está na velocidade que ele gostaria. O presidente do BC iniciou sua participação no evento da XP dizendo que não tem nenhum recado novo sobre política monetária em relação ao que havia dito na última quinta-feira – quando ele participou de um evento da Itaú Asset.


Naquela oportunidade, Galípolo disse e repetiu outras duas vezes que vê progressos, mas não na velocidade que gostaria. No evento da XP, ele disse e repetiu a mesma visão: “Entendemos que a gente chegou num patamar em que parece que os 15% estão, sim, produzindo o efeito na inflação, não na velocidade que a gente gostaria.”

Aluguéis da Faria Lima

 Aluguéis na Faria Lima e Oscar Freire têm a maior valorização do mundo

 


Os aluguéis na Avenida Brigadeiro Faria Lima e na Rua Oscar Freire tiveram as maiores valorizações entre os pontos comerciais do continente e do mundo, de acordo com a Cushman & Wakefield. A consultoria divulgou um relatório em que monitora 141 principais endereços comerciais nas Américas, Europa e Ásia. A Rua Oscar Freire teve a maior valorização do mundo, segundo o levantamento. Há anos, o endereço atrai grifes nacionais e internacionais no bairro dos Jardins, além de algumas lojas conceito, e há anos faz parte do top 30 da Cushman & Wakefield. Em 2025, entretanto, ela subiu quatro posições (de 26º para 22º), com aluguel médio de € 1.128 (R$ 7 mil) por m² por ano, o equivalente a uma alta de 65% sobre o ano anterior. Na Faria Lima, a alta foi de 43% entre 2024 e 2025, com o aluguel médio chegando a € 920 (cerca de R$ 5,7 mil) por m² por ano. Com isso, subiu do 28º para o 25º lugar no ranking dos endereços mais valorizados. Ou seja: o aluguel de um escritório de 1000 m² em um prédio corporativo na região sai por aproximadamente R$ 480 mil por mês, segundo dados da consultoria. “A presença da Faria Lima, em seu trecho sul, é um reflexo direto da valorização acelerada da região, cujos preços pedidos têm ficado quase o dobro da média de São Paulo”, afirmou o líder de pesquisa de mercado da Cushman & Wakefield no Brasil, Dennys Andrade. “Os pontos comerciais escassos na região seguem a tendência, impulsionados por contratos mais longos e por uma demanda muito aquecida de empresas que querem estar nesse endereço”, emendou. Outros endereços brasileiros também apareceram entre os mais valorizados do ranking. São as cariocas Visconde de Pirajá (subiu de 29º para 28º) e Garcia D’Ávila (caiu de 27º para 29º). O bom desempenho dos endereços brasileiros nesse ranking também teve uma forcinha do câmbio, já que o real se valorizou neste ano perante o euro e o dólar — moedas usadas para padronizar a pesquisa da Cushman & Wakefield ao redor do mundo. Nas Américas, o pódium dos endereços mais valorizados não teve alteração desde o último ano. No primeiro lugar, reina absoluta a Quinta Avenida, em Nova York (trecho entre as ruas 49 e 60, o chamado Upper 5th Avenue). Ali o aluguel sai por € 18,3 mil por m² por ano. Na segunda colocação das Américas vem a Madison Avenue (€ 12,3 mil por m² por ano), e na terceira, a Rodeo Drive, em Beverly Hills, Los Angeles (€ 10,2 mil por m² por ano). Já o ponto comercial mais caro do mundo fica em Londres. É a New Bond Street, principal ponto de compras da cidade, com aluguel de € 20,4 mil por m² por ano.

CA Sardenberg

 TEXTO QUE ASSINO EM BAIXO E APLAUDO .


Carlos Alberto Sardenberg

A lei é definitiva, até mudar

O arranjo é conhecido há décadas: o vencimento básico fica abaixo do teto, mas aí se somam os penduricalhos

01/12/2025 00h06  


À primeira vista, parece não existir qualquer exagero ou problema econômico na remuneração dos servidores públicos. Desses, segundo um estudo por amostragem, apenas 1,34% recebem acima do teto constitucional de exatos R$ 46.336,19 mensais. Haveria aí, no máximo, um problema moral — a desigualdade salarial dentro do funcionalismo —, mas nenhum dano econômico substantivo para as finanças do país.


É verdade que existe um problema moral nessa história —, mas não é a desigualdade. Ou, pelo menos, a desigualdade não é o principal desequilíbrio. A verdadeira questão aparece numa segunda vista, quando se olha quem recebe as remunerações acima do teto. São principalmente os juízes — cuja função é fazer cumprir as leis.


Num universo de 4 milhões de servidores ativos e inativos, que receberam 50 milhões de contracheques no período de agosto de 2024 a julho de 2025, foram encontrados nada menos que 21 mil juízes ganhando acima do teto.


A pesquisa foi encomendada por duas organizações — Movimento Pessoas à Frente e República.org — e dirigida por Sérgio Guedes-Reis, da Universidade da Califórnia. Encontrou, no total, 53,5 mil servidores federais, estaduais e municipais com vencimentos mensais acima dos 46 mil. Tudo somado, chega-se a R$ 20 bilhões. Aí já se torna também um problema econômico grave. É só comparar. Neste ano, o governo federal se esforça para limitar em R$ 30 bilhões o déficit de todas as suas contas. E luta no Congresso para conseguir aumentos de impostos que fechem um buraco previsto de R$ 30 bilhões nas contas de 2026.


 

Tem mais: a maior parte dos servidores que recebem acima do teto está no Poder Judiciário, que interpreta e aplica as leis. O arranjo é conhecido há décadas: o vencimento básico fica abaixo do teto. Mas aí se somam os penduricalhos — auxílios e ajudas disso e daquilo, considerados não remuneratórios, mas indenizatórios.


O Judiciário é um Poder independente, de modo que os tribunais administram seus orçamentos, incluindo a fixação dos salários. Tecnicamente, portanto, há explicações para o extrateto. Para o cidadão comum, entretanto, soa esquisito: se a Constituição, lei maior, diz que o teto é R$ 46 mil, como aqueles 1,34% podem ganhar acima disso? Tanto para tão poucos?


O Congresso Nacional debate propostas de reforma administrativa. E há dificuldades para tratar do caso dos supersalários, recebidos pelos mais altos funcionários dos três Poderes. Eles têm, digamos, muito poder de persuasão.


Por isso o tema é discutido há anos. Vira e mexe, surge uma legislação dizendo, para simplificar, que teto é teto. Mas logo criam-se regras determinando que tais e tais verbas não se incluem sob o teto. Foi em 2016 que a ministra Cármen Lúcia referiu-se aos “puxadinhos” sempre colocados sobre os tetos.


Mas, mudando de assunto, outro tema da semana passada foi a decisão do Congresso a respeito do Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados, o Propag. Falamos disso porque há uma semelhança formal com a questão dos salários: a regra definitiva, que é definitiva até mudar.


No governo FH (1995 a 2002), o Congresso aprovou uma renegociação das dívidas que os governos estaduais tinham com a União. As novas regras foram generosas com os estados, estabelecendo juros e prazos camaradas. O argumento que justificava isso: é a última renegociação. Muitos governos estaduais não pagaram, e deveriam ser penalizados por isso. Não foram. Ao contrário, foi logo aprovada uma segunda renegociação definitiva, uma terceira e assim por diante. Até chegar ao Propag de hoje, que estabelece ainda melhores condições para os devedores.


Agora vai, se diz, porque o Propag está definido em Lei Complementar, legislação superior, que complementa a Constituição. Definitiva, portanto. Mas, como no caso dos tetos móveis, não perderá quem apostar que essa renegociação das dívidas estaduais é apenas um outro “Pronãopag”. São dribles na lei dentro do setor público. Vai o cidadão tentar coisa parecida.

Não foi a Alemanha que humilhou o Brasil

 NÃO FOI A ALEMANHA QUE HUMILHOU O BRASIL! Raul Holderf Nascimento, Conexão Política, 18.11.2025

A fala do chanceler alemão foi dura, direta, quase cruel para quem ainda insiste em acreditar na fantasia de país potência. Mas foi verdadeira. E verdade, no Brasil, sempre dói mais do que deveria. Quando Friedrich Merz disse em Berlim que nenhum dos jornalistas alemães quis ficar no Brasil e que todos estavam felizes por ter voltado para a Alemanha, o incômodo não está na frase. O incômodo está na realidade que a frase traz.

O Brasil se tornou uma caricatura de si mesmo por causa dos seus próprios políticos. Uma casta que vive distante do povo, blindada em gabinetes, protegida por seguranças, movendo-se entre jatinhos, assessores e palácios. Uma elite institucional que olha para o país como quem observa um território estranho, habitado por gente descartável. O brasileiro comum vive como rato em um labirinto mal planejado, tentando sobreviver aos esgotos a céu aberto, ao transporte público sucateado, às escolas sem estrutura e aos hospitais que funcionam à base de improviso.

Enquanto isso, quem deveria ser responsabilizado pela tragédia cotidiana vive de marketing e de slogans, maquiando a miséria estrutural com campanhas coloridas, promessas recicladas e narrativas de 4 em 4 anos. O ciclo se repete como metástase. A cada eleição o tumor cresce, ganha novos braços, novos rostos, novas justificativas. E o corpo do país continua necrosando.

Os mesmos políticos que entregam o pior de si à população são os que correm para posar como vítimas quando uma crítica internacional detona o óbvio. Tentam sempre a mesma encenação patriótica: somos todos Brasil. Mas não são. Nunca foram. Quando o chanceler alemão critica Belém, a vergonha não é da população paraense, não é do povo honesto e pagador de impostos. A vergonha é exclusivamente dos governantes que entregam, ano após ano, indicadores de país colapsado.

Belém coleta apenas cerca de 20 por cento do seu esgoto. O resto vai parar nos rios, nos igarapés e na porta das casas das famílias que vivem com renda inferior ao mínimo. O Brasil, como um todo, trata menos de 50 por cento do esgoto gerado. São mais de 100 milhões de pessoas sem coleta adequada. Há escolas em que alunos estudam em contêineres, cidades em que metade das ruas não é asfaltada, hospitais onde pacientes dividem macas e esperam meses por uma consulta simples. O país investe menos de 2 por cento do PIB em infraestrutura, enquanto a média de países desenvolvidos supera os 4 por cento. Somos um território gigante com estrutura de república improvisada.

A elite política ignora esses números porque ignora a vida real. E quando confrontada com a verdade, corre para o discurso sentimental, tentando transformar crítica em ataque ao Brasil, como se os brasileiros e seus políticos fossem a mesma coisa. Não são. O povo carrega um fardo que não escolheu. Os políticos carregam privilégios que nunca largam.
No fundo, o país vive um estado permanente de abandono institucional. E o Brasil oficial ensina o Brasil real a sobreviver com migalhas. É por isso que o paralelo com ‘Maior Abandonado’, uma clássica canção de Cazuza, é inevitável. O Estado brasileiro alimenta a população com raspas, restos, migalhas dormidas do pão. E faz isso com a mesma lógica da canção: pequenas porções de ilusão. Mentiras sinceras que interessam. Mentiras sinceras que mantêm o sistema funcionando. Mentiras sinceras que sustentam um país onde a população continua pedindo apenas um pouquinho de proteção, como o maior abandonado.

A política brasileira transformou o cidadão em pedinte de sua própria nação. E enquanto houver um país que aceita viver de migalhas, haverá um estado que entrega apenas raspas e restos. É isso que o chanceler alemão enxergou em poucos dias no Brasil. É isso que os brasileiros conhecem desde que nasceram. O escândalo não está na fala dele. O escândalo está no fato de ele ter dito em voz alta o que o Brasil finge não ver.

Os ultrajantes supersalários

 Os ultrajantes supersalários


O topo do funcionalismo brasileiro é campeão mundial de privilégios. O País jamais será uma democracia decente enquanto se deixar saquear por uma elite estatal predatória

Notas e Informações · 30 nov. 2025
Estadão Edittorial

Em qualquer democracia madura, o relatório do Movimento Pessoas à Frente e República.org com dados comparados sobre o teto salarial no setor público produziria um choque capaz de abalar ministros, presidentes de tribunais e chefes do Ministério Público. No Brasil, passou quase despercebido como mais um capítulo da pornografia fiscal que sustenta a casta que sequestrou o Estado. O documento funciona como biópsia de um organismo tomado por tumores patrimonialistas tão virulentos que já não é possível distinguir a doença da instituição.

Cada número é um tapa na cara do contribuinte. O País gasta R$ 20 bilhões por ano com supersalários. Cerca de 53,5 mil servidores – sendo 31 mil juízes e procuradores – ganham acima do teto constitucional de R$ 46,3 mil, contra zero na Alemanha e menos de 2 mil na França, Itália, Portugal, México, Chile ou Colômbia. O Brasil tem mais superassalariados que os outros dez países analisados somados. A Argentina, segunda no ranking, tem 27 mil, mas enquanto eles consomem US$ 381 milhões (no critério de paridade de poder de compra), o Brasil torra US$ 8 bilhões com seus nababos – mil vezes mais que boa parte das nações europeias.

A perversão é endêmica. Está em todos os indicadores. Em nenhum dos outros países existem retroativos ilimitados, indenizações indiscriminadas ou folgas convertidas em dinheiro. Em todos, as remunerações são definidas ou pelos Parlamentos ou por comissões independentes. Aqui, corporações predatórias se autoconcedem privilégios e ainda posam de vítimas quando chamadas a prestar contas.

Um juiz brasileiro pode ganhar até quatro vezes mais que ministros das Supremas Cortes da Alemanha, da França ou dos EUA. Em um ano, 11 mil magistrados embolsaram mais de R$ 1 milhão – um patamar de remuneração inexistente em sete dos outros dez países. Muitos receberam isso num único mês – cerca de 20 tetos, mais de 300 vezes a média salarial do funcionalismo e um monumento à depredação moral da República. Cerca de 40 mil servidores estão no 1% mais rico do País, o maior contingente entre todos os países analisados.

Nada disso é acidente. É engenharia. É a corrupção institucionalizada por quem deveria defender a lei. Quando o mecanismo remuneratório é desenhado pelos próprios beneficiários, parcelas retroativas acumulam anos de passivos fictícios, e verbas “indenizatórias” – que deveriam ser excepcionais e ressarcir gastos adiantados pelo profissional – são fraudulentamente manipuladas para camuflar subsídios permanentes, burlando não só o teto constitucional, mas também o Imposto de Renda. Os Conselhos do Judiciário e do Ministério Público, que deveriam conter abusos, subverteram-se em usinas de penduricalhos. Não contentes com 60 dias de férias – fora os recessos –, tribunais fabricam “acúmulos de função” que rendem dez dias de folga mensais – que, por sua vez, se transmutam em mais verbas. A Suprema Corte posa de “salvadora da democracia”, mas lidera a corporação na vanguarda da delinquência institucional.

A bestialidade moral é ainda mais violenta que a fiscal. Mais da metade dos servidores ganha até R$ 3,3 mil. Professores, policiais e enfermeiros sobrevivem a pão e água, enquanto o pouco mais de 1% do funcionalismo que acumula R$ 20 bilhões acima do teto opera como senhores feudais impermeáveis ao País real. São justamente as carreiras que engendram suas próprias regras, intimidam parlamentares e obliteram reformas. O teto virou ficção; a exceção, método; o privilégio, “direito adquirido”. O Estado perverteu-se em uma máquina de transferência de renda às avessas; um Moloc regular, previdente e obeso que devora o dinheiro do Brasil que trabalha e produz: pobre paga imposto regressivo, a oligarquia estatal extorque retroativos multibilionários.

Não há espaço para evasivas. Ou a sociedade civil empareda seus representantes eleitos para que extirpem o tumor – redefinindo regras, eliminando penduricalhos, impondo transparência ao abrigo do teto constitucional – ou será asfixiada pela hipertrofia parasitária das corporações estatais. O Brasil jamais se tornará uma democracia decente enquanto tolerar que sua elite burocrática viva como dona do Estado e não como servidora dos cidadãos. •

Bankinter Matinal Portugal

 Análise Bankinter Portugal 


NY +0,5% US tech +0,8% US semis +1,8% UEM +0,3% Espanha +0,1% VIX 16,4% Bund 2,70% T-Note 4,04% Spread 2A-10A USA=+54pb O10A: ESP 3,18% PT 3,01% FRA 3,41% ITA 3,40% Euribor 12m 2,209% (fut.2,306%) USD 1,159 JPY 180,5 Ouro 4.240$ Brent 63,6$ WTI 59,7$ Bitcoin -5,4% (86.242$) Ether -6,4% (2.828$).


SESSÃO: Prováveis dias de transição e com pouca força, após uma sequência prévia rotundamente alcista (Nova Iorque com 5 sessões consecutivas de recuperação) e até chegarem as referências mais potentes da próxima semana. Arrancamos esta semana com a Cyber Monday e teremos inflação europeia amanhã (previsão de manter em +2,1%) e o PCE americano na sexta-feira (+2,8% vs +2,7%) como referências principais. Mas teremos também alguma orientação sobre o emprego (embora não sejam os dados oficiais: Relatório de Emprego ADP +10k vs +42k) e a Produção Industrial nos EUA (previsão de manter em +0,1%), ambos na quarta-feira. Hoje, às 16h, sai o ISM Industrial americano, provavelmente mais lateral e ainda sem atingir a zona de expansão (49,0 vs 48,7).


O mais relevante, contudo, não será tanto o que sairá esta semana, mas sim na próxima, que conta com 3 dias chave: Terça-feira 9: Resultados da Oracle; Quarta-feira 10: Reunião da Fed (atualmente desconta-se um corte de 25pb para o intervalo 3,50%/3,75%, mas veremos, porque os últimos dados de emprego não foram maus); Quinta-feira 11: Resultados da Broadcom (não tão importantes como os da Nvidia, mas muito relevantes).


Depois disso, no dia 18 teremos as reuniões do Banco de Inglaterra (não é impossível que corte taxas, mas é improvável; taxa atual em 4,00%) e do BCE (manterá em 2,00%/2,15%). No dia 19, será a vez do Banco do Japão (BoJ), que não se espera que suba taxas (atualmente em 0,50%), embora há poucas horas Ueda (Governador) tenha dito que considerarão os prós e contras, deixando o mercado desorientado e levando a uma ligeira apreciação do iene (155,6/$ vs 156,7/$). Isto dará alguma dinâmica a um mercado cambial sem movimentos significativos ultimamente.


Os primeiros números de vendas da Black Friday parecem boas, mas seria prematuro tirar conclusões: +9,1% segundo a Adobe e +10,4% segundo a Mastercard. Parecem melhores do que o esperado para toda a campanha de Natal, para a qual a National Retail Federation espera +3,7%/+4,2% (vs +4,3% em 2024)... mas esta estimativa cobre apenas vendas físicas, não online.


CONCLUSÃO: Hoje espera-se uma sessão suavemente em baixa (¿-0,5%?), mas se a correção fosse mais do que suave, seria melhor. Enfrentamos uns dias mornos, com o mercado numa atitude de cautela e espera, até superarmos a Fed no dia 10 e a Broadcom no dia 11. A partir desse momento, o tom seguramente voltará a melhorar porque se imporá uma atitude geral de reposicionamento para 2026.

Pode surgir algum momento de frustração quando a Rússia voltar a deixar claro que não pensa parar, o que deixará Trump especialmente tenso, já que aspira fechar quase qualquer acordo de paz que possa favorecer a sua figura política para as eleições intercalares de novembro de 2026. No entanto, o mercado posicionar-se-á geralmente em posições longas (compradoras) em bolsa e risco geral para 2026, assumindo que a guerra na Ucrânia será de desgaste e longo prazo, pelo que terá de se habituar a conviver com ela. Outra questão é o que possa suceder a muito curto prazo com a Venezuela… que deveria ser iminente e provavelmente negativo para o mercado, embora o seu desenlace se apresente muito arriscado.


FIM

Abertura

 *Abertura: Galípolo e Powell concentram atenções hoje*


São Paulo, 01/12/2025 -


Por Luciana Xavier e Maria Regina Silva


OVERVIEW. Dezembro começa com as atenções no presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que participa de palestra da XP Investimentos em São Paulo, e no presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, em evento nos EUA. A semana traz ainda, no Brasil, a divulgação do PIB do terceiro trimestre e produção industrial de outubro. No exterior são esperados o PCE dos EUA e produção industrial do país, enquanto na Europa saem dados de inflação e PIB da zona do euro.


NO EXTERIOR. As bolsas internacionais operam no vermelho nesta segunda-feira. Na Europa, índices de gerentes de compras (PMI) da indústria  da zona do euro, Alemanha, China e Japão ficaram abaixo de 50 em novembro, apontando contração da atividade. O PMI industrial do Reino Unido, no entanto, subiu de 49,7 para 50,2, como previsto. O petróleo sobe ao redor de 2%, após a Opep+ confirmar planos para manter a produção no primeiro trimestre do próximo ano. O dólar cai ante o iene após o presidente do Banco do Japão, Kazuo Ueda, afirmar que o banco discutirá detalhadamente a possibilidade de um aumento da taxa de juros em sua próxima reunião. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou ontem que escolheu quem será o próximo presidente do Federal Reserve e fará o anúncio em breve. Segundo probabilidades feitas pelo mercado de previsão Kalshi, Kevin Hassett, atual diretor do Conselho Nacional de Economia do governo americano, tem 72% de chance de ser nomeado. Hassett disse que aceitaria o convite e ficaria feliz em servir.


POR AQUI. A cautela das bolsas no exterior pode limitar o fôlego do Ibovespa, embora a alta do petróleo seja favorável. O presidente Lula afirmou ontem a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil deve injetar R$ 28 bilhões na economia, resultando em aumento do consumo. O mercado fica atento com os riscos para inflação desse dinheiro a mais que deve ser injetado na economia. No Congresso, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-PP), deve pedir a presidência do Banco do Brasil em troca do favorecimento de Jorge Messias no Senado, onde será sabatinado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no próximo dia 10 de dezembro. Messias foi  indicado por Lula a uma cadeira no STF. Com a piora da relação entre o governo Lula e lideranças do Congresso, uma série de projetos com impacto fiscal pode ir à votação e agravar o desequilíbrio das contas públicas. Somente quatro medidas em tramitação na Câmara e no Senado, se aprovadas, poderiam gerar impacto aos cofres públicos acima de R$ 100 bilhões em 2026 e 2027.


NA POLÍTICA. O Tribunal Regional Federal da 1ª Região determinou na sexta-feira a soltura do empresário Daniel Vorcaro e de outros quatro investigados pela Polícia Federal no caso envolvendo o Banco Master. Os governadores de direita Tarcísio de Freitas (Republicanos - SP), Ratinho Junior (PSD-PR), Romeu Zema (Novo - MG) e Ronaldo Caiado (União Brasil - GO) se manifestaram contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e indicaram que concederiam anistia a ele caso ocupem a cadeira de presidente, como resultado do próximo pleito, em 2026. Tarcísio escolheu o delegado Osvaldo Nico Gonçalves como novo secretário estadual de Segurança Pública, no lugar de Guilherme Derrite (PP). A defesa de Bolsonaro ajuizou embargos infringentes no Supremo Tribunal Federal (STF) na sexta-feira para tentar reverter sua prisão mesmo após a decretação do trânsito em julgado.


AGENDA.


PIB E PRODUÇÃO INDUSTRIAL EM DESTAQUE - Nesta segunda-feira, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que participa de palestra da XP Investimentos em São Paulo. Saem o IPC-S de novembro (8h), o Boletim Focus (8h25) e o PMI da indústria de transformação (10h). Ao longo da semana, a terça traz como destaque a produção industrial de outubro. Na quarta, serão divulgados o PMI de serviços e o PMI composto da S&P Global. Na quinta, saem o Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre e a balança comercial de novembro. Na sexta-feira tem o IGP-DI de novembro.


POWELL E PCE DOS EUA NO FOCO - A agenda internacional tem a divulgação, nos EUA, do PMI industrial pela S&P (11h45 e pelo ISM (12h), ambos de novembro. É esperado ainda o PMI industrial global de novembro pela S&P (13h). O presidente do Fed, Jerome Powell discursa em evento do Hoover Institution (22h). Os EUA assumem a presidência do G20. A terça traz dados de inflação da zona do euro, taxa de desemprego e indicadores industriais da Ásia e Oceania. A quarta-feira reúne PMIs de serviços e compostos da zona do euro, Alemanha e Reino Unido,  relatório ADP de emprego e produção industrial dos EUA. Na quinta, saem vendas no varejo da zona do euro, pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos e discursos de dirigentes do Banco Central Europeu e do Federal Reserve. A sexta-feira concentra o PIB da zona do euro, indicadores do Reino Unido, PCE  dos Estados Unidos e índice de sentimento do consumidor pela Universidade de Michigan.


O QUE SABEMOS.


RESULTADO OPERACIONAL DA AZUL SOMA R$ 484,4 MILHÕES EM OUTUBRO - A Azul apresentou à corte de Nova York o seu relatório operacional mensal com informações financeiras, referentes ao período de 1º a 31 de outubro deste ano, exigidas no contexto do processo voluntário de Chapter 11. No mês passado, a aérea apresentou receita líquida total de R$ 1,9 bilhão. O resultado operacional ajustado, descontando itens não recorrentes relacionados à reestruturação, foi de R$ 484,4 milhões, correspondendo a uma margem operacional de 25,5%.


EM TESE: Os investidores vão se debruçar sobre os números da Azul, cujos papéis fecharam com perdas de 9,65% em novembro na B3. Além dos dados acima, o Ebitda ajustado atingiu R$ 716,4 milhões, com margem Ebitda ajustada de 37,7%. Em outubro, a Azul possuía R$ 1,848 bilhão em caixa e equivalentes de caixa e aplicações financeiras de curto prazo. As contas a receber totalizavam R$ 2,817 bilhões.  Os dados são preliminares e não auditados têm por objetivo manter o mercado informado sobre a evolução da posição financeira e operacional da Azul durante todo o seu processo de reestruturação, informou a companhia.


OVERNIGHT.


ISENÇÃO DO IR - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a população terá até janeiro para se planejar em relação à isenção do Imposto de Renda. Segundo disse em entrevista ao Jornal da Record, espera-se que essa medida traga alívio financeiro, permitindo melhor planejamento para o ano seguinte.


BRB - O Banco de Brasília (BRB) pedirá à Justiça Federal de Brasília para ingressar como assistente de acusação na ação movida contra o Banco Master.  A decisão, que partiu do conselho de administração da estatal na sexta-feira, foi revelada pelo jornal Folha de S. Paulo e confirmada pelo Estadão/Broadcast.


DE SAÍDA - As empresas Liqi, GCB, Coinbase e Avenia confirmaram a saída da Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABCripto). Para a ABCripto, trata-se de uma “dinâmica natural”. Porém, a informação vem em meio a uma crise interna tornada pública após a diretoria da entidade decidir processar quatro de seus conselheiros sob a acusação de conspiração para tentar destituir o presidente Bernardo Srur.


INADIMPLÊNCIA - Estudo da Serasa Experian aponta que 65% da inadimplência no consignado privado é devido a falhas sistêmicas, afetando uma em cada três empresas, enquanto 35% são por problemas de pagamento.


BLACK FRIDAY - As vendas no varejo brasileiro cresceram 1,9% na Black Friday, puxadas por alta no e-commerce de 16,1%. Embora menor que 2019, o resultado se deve à base elevada e coincidência com pagamento do 13º, segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA).


CORREIOS - A crise nos Correios levou o governo a aumentar a previsão de déficit de estatais para R$ 9,2 bilhões. Outras empresas estatais também despertam preocupação no Tesouro Nacional devido à situação financeira. E o empréstimo de R$ 20 bilhões para socorrer os Correios, aprovado no sábado, terá juros a 136% do CDI.


CONTENÇÃO ORÇAMENTÁRIA - O governo publicou decreto com bloqueio de R$ 7,7 bilhões no orçamento após avaliação do 5º bimestre fiscal. A contenção inclui R$ 2,6 bilhões em emendas parlamentares para garantir regras fiscais. Os Ministérios da Saúde e Cidades são os que mais foram influenciados.


TÍTULOS - O Conselho Monetário Nacional alterou regras para operações compromissadas com renda fixa. Segundo pessoas com conhecimento do assunto, trata-se de um esforço para melhorar a precificação dos títulos.


RESOLUÇÃO DO BC -  A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) avaliou como "positivas" as novas normas do Banco Central para o "Banking as a Service" (BaaS) e o Open Finance, anunciadas na sexta-feira. Para a entidade, a regulamentação de BaaS fortalece a segurança jurídica, a previsibilidade e a transparência para bancos, fintechs, plataformas digitais e clientes que usam serviços financeiros integrados por tecnologia. A resolução afeta nomes de fintechs como Nubank e PagBank.


ENERGISA - A Energisa informa que a Rede Energia incorporará Rede Power e realizará aumento de capital superior a R$ 2,3 bilhões. A estratégia envolve capitalização da Energisa Mato Grosso, reforçando o setor elétrico.


BANDEIRA AMARELA - A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou na sexta-feira que o último mês do ano terá o acionamento da bandeira amarela, um alívio em relação às tarifas adicionais de cor vermelha que vigoravam desde junho. A classificação para dezembro representará um custo adicional de R$ 1,88 para cada 100 kWh consumidos - ante os R$ 4,46 de novembro. O anúncio vem em linha com as expectativas de especialistas do setor elétrico. Como era algo esperado, não altera projeções para a inflação, segundo especialistas.


AMBIPAR - Credores da Ambipar se reunirão nos EUA para discutir dívidas. Após a empresa entrar no Chapter 11, há queixas sobre transparência e pedidos para justiça não ampliar prazos para a companhia.


BCE/NAGEL - O dirigente do Banco Central Europeu (BCE) e presidente do BC da Alemanha (Bundesbank), Joachim Nagel, disse que as taxas de juros da zona do euro estão próximas do nível "neutro" e descreveu a postura de política do BCE como "amplamente adequada" à medida que as projeções de inflação se estabilizam.


E NOS MERCADOS.


FUTUROS DE NY E EUROPA - Os índices futuros de ações de Nova York e as bolsas europeias caem em um sinal de cautela. Os investidores estão à espera de indicadores sobre a atividade industrial e de serviços, além dos dados mais recentes da ADP sobre a vagas do setor privado nos EUA para validarem se o Federal Reserve (Fed) poderá reduzir as taxas de juros em sua próxima reunião. Relatos sobre desempenho das vendas do varejo durante o fim de semana após a Black Friday também ficam no radar ao longo da sessão. Em Londres, a Fresnillo subia 5,5%, renovando máximas históricas, diante das projeções para os preços do ouro e prata. Outras mineradoras também tinham uma sessão de ganhos, como a Endeavour e Antofagasta, que subiam 2,01% e 1,20%, respectivamente. Às 7h17, os futuros do Dow Jones e S&P 500 cediam 0,41% e 0,55%, respectivamente. O Nasdaq futuro recuava 0,69%. Na Europa, a bolsa de Londres tinha alta de 0,01%, a de Paris recuava 0,39% e a Frankfurt cedia 0,93%.


TREASURIES - Os juros dos Treasuries têm leve alta hoje na retomada dos negócios após sessão mais curta na sexta-feira. A agenda de indicadores da semana e o petróleo em alta também fica no radar como vetor de sustentação para avanço dos rendimentos dos títulos, assim como relatos preliminares indicando resiliência do consumo no início da temporada de pico de vendas nos EUA. Às 7h19, o juro da T-note de 2 anos subia a 3,494%, ante 3,493% no fim da tarde de sexta-feira e o da T-note de 10 anos avançava a 4,040% (de 4,014%), enquanto o rendimento do T-bond de 30 anos tinha alta a 4,699% (de 4,664).


MOEDAS FORTES - O dólar opera em queda ante o iene após o presidente do Banco do Japão, Kazuo Ueda, afirmar que o banco discutirá detalhadamente a possibilidade de um aumento da taxa de juros em sua próxima reunião. A moeda americana segue ainda pressionada pela expectativa de alívio monetário nos EUA. Já o euro tem leve alta ante o dólar, após o vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Luis de Guindos, reiterar que a taxa de juros atual é "adequada. Às 7h19, o índice DXY, que mede a variação da moeda ante uma cesta de pares fortes, cedia 0,16%, a 99,29 pontos, após fechar em queda de 0,11%, a 99,459 pontos, na sexta-feira. O dólar recuava a 155,24 ienes, de 156,10 ienes no fim da tarde de sexta-feira em Nova York. O euro subia a US$ 1,1620 (US$ 1,1605) e a libra recuava a US$ 1,3223 (de US$ 1,3245).


PETRÓLEO - Os contratos futuros do petróleo avançam, após a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) confirmar planos para manter a produção no primeiro trimestre do próximo ano. A declaração do presidente dos EUA, Donald Trump, de que o espaço aéreo da Venezuela deveria ser considerado "totalmente fechado" ainda gera insegurança, mesmo após notícias de que o chefe do Executivo americano conversou com o presidente venezuelano Nicolás Maduro. A Venezuela pediu ainda apoio da Opep+ para conter agressão do governo americano. Às 7h21, o petróleo WTI para janeiro avançava em 1,88%, a US$ 59,65 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex). Já o Brent para fevereiro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), subia 1,76, a US$ 63,48.


BOLSAS DA ÁSIA- As bolsas asiáticas fecharam sem rumo único nesta segunda-feira, com Tóquio em baixa de quase 2% em meio a declarações do presidente do Banco do Japão (BoJ), Kazuo Ueda, indicando possibilidade de alta da taxa de juros ainda neste ano. Ações de empresas ligadas a moedas digitais cederam em Hong Kong após alerta do Banco do Povo da China. O índice Nikkei caiu 1,9% em Tóquio. As ações da Tokyo Electric despencaram 9,7%, seguidas pela Fujikura (-8,9%) e Mitsui Kinzoku (-6,8%). Ueda disse que o BoJ discutirá cuidadosamente um possível aumento das taxas de juros em sua próxima reunião de política monetária, em 18 e 19 de dezembro, o que reforçou as apostas de um aperto ainda este ano. As ações de empresas listadas em Hong Kong com exposição a ativos digitais despencaram depois que o Banco do Povo da China alertou sobre atividades ilegais ligadas a moedas digitais e o ressurgimento da especulação, segundo comunicado. Ações da Yunfeng Financial, empresa apoiada por Jack Ma, derreteram 11%. A Bright Smart Securities caiu 5,9%. O índice Hang Seng terminou o pregão em alta de 0,7% em Hong Kong. Na China continental, o Xangai Composto apresentou alta de 0,65% e o menos abrangente Shenzhen Composto computou ganho de 1%. Em Seul, o índice de referência Kospi caiu 0,2%. O índice Taiex de Taiwan cedeu 1%. Na Oceania, o S&P/ASX 200 fechou em baixa de 0,57% em Sydney.

Anderson Correia

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