quarta-feira, 27 de novembro de 2024

BDM Matinal Riscala 2711

 *HADDAD APRESENTA HOJE PACOTE FISCAL À CÂMARA*

*Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato**

Quarta-feira, 27 de Novembro de 2024.


… A segunda leitura do PIB/3Tri nos Estados Unidos (10h30) e o PCE de outubro (12h) são destaques na agenda internacional, enquanto o mercado absorve as ameaças de Trump de sobretaxar as importações do México, Canadá e China, na investida protecionista que pode pressionar a inflação e manter os juros americanos em níveis elevados. As expectativas de manutenção da taxa no Fed de dezembro estão acima de 40%, contra 60% de um corte de 25pbs. A aposta no gradualismo sustenta o dólar em escala global, sendo que, aqui, a novela do pacote fiscal ajuda a manter o câmbio na faixa de R$ 5,80. Haddad deve se reunir hoje com Arthur Lira e líderes da Câmara, e apenas amanhã, com Rodrigo Pacheco e líderes do Senado. Com sorte, as medidas de contenção de gastos podem ser anunciadas na 5ªF ou 6ªF.


… O encontro para discutir a proposta de cortes das despesas públicas foi confirmado no início da noite pelo senador Randolfe Rodrigues, líder do governo no Congresso. Segundo ele, é possível que Lula tenha antes uma conversa com Lira.


… Randolfe disse que “o governo tentará votar o pacote de corte de gastos ainda neste ano”, mas reconheceu que as prioridades são as emendas parlamentares, a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a regulamentação da reforma tributária.


… O Congresso aguarda uma definição do ministro Flávio Dino (STF) para resolver o impasse das emendas, só depois do desbloqueio é que a LDO e a LOA poderão ser analisadas. O Orçamento até pode ser votado no início de 2025, mas LDO precisa ser aprovada neste ano.


… Um cronograma foi divulgado para a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2025, com a votação do relatório final prevista para a semana entre 6 e 10 de dezembro na Comissão Mista de Orçamento, que deve encaminhar para o plenário no dia 11 de dezembro.


… De acordo com o calendário, a votação do relatório preliminar e suas emendas ocorrerá hoje na CMO.


… Ao Broadcast Político, Randolfe disse que o aumento no porcentual do repasse ao Fundeb contabilizado no piso da educação “está em aberto e dependerá da reação dos líderes” às medidas que serão apresentadas pelo ministro Fernando Haddad.


… Hoje, essa fatia que entra na conta do piso constitucional é de 30%. O governo quer elevar para até 60%.


… O governo discute como será a comunicação do pacote fiscal e avalia fazer por meio de um pronunciamento em rede nacional de TV do ministro da Fazenda, o que repassaria a Haddad o ônus político das medidas impopulares.


… O pacote deve incluir uma limitação no aumento do salário mínimo de 2,5% ao ano e um teto de 1,5 salário mínimo no abono salarial, uma pauta que vai de encontro a tudo o que o presidente Lula e o PT defenderam desde sempre.


… O problema é que não fazer o ajuste pode causar ainda mais danos políticos no longo prazo, com alta dos juros, do dólar e da inflação.


… Já para o mercado financeiro, o pacote é tudo o que se espera, se forem confirmadas as medidas que vazaram, sem desidratação. Resta saber se a reação ainda será positiva, após tanto tempo de discussões, se terá o efeito de um choque de credibilidade.


… Nesta 3ªF, o vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, disse no Encontro Nacional da Indústria da Construção que “nesta semana haverá boa notícia com as medidas de redução de despesas de curto e médio prazo”, que serão anunciadas pelo governo.


… “Vamos cumprir o arcabouço fiscal e perseguir o déficit zero para depois perseguir superávit, isso faz cair os juros e a economia crescer mais forte”, afirmou Alckmin, defendendo que é preciso ter rigor na questão fiscal para um custo de capital mais barato no País.


MAIS AGENDA – Fatores sazonais devem desacelerar a geração de emprego com carteira assinada no Caged (14h30) para 200 mil vagas em outubro (mediana de pesquisa Broadcast), contra 247.818 em setembro.


… No mesmo horário, o BC divulga o fluxo cambial semanal. Galípolo e Campos Neto (por teleconferência de Miami) participam do encerramento de fórum sobre o Drex, às 17h30. Picchetti estará na abertura do mesmo evento, às 9h.


LÁ FORA – A segunda leitura do PIB do 3Tri dos EUA (10h30) deve mostrar desaceleração a 2,8% anualizados, mesmo percentual da primeira leitura, ante crescimento de 3% no 2Tri.


… Às 12h, sai o PCE, índice de inflação preferido do Fed, que deve subir 0,2% em outubro, igual a setembro. Na comparação anual, deve acelerar de 2,1% para 2,3%.


… O núcleo do indicador também deve repetir em outubro a mesma leitura de setembro (0,3%), mas acelerar de 2,7% para 2,8% no ano.


… Ainda às 10h30, saem as encomendas de bens duráveis em outubro, que devem crescer 0,5%, após a queda de 0,8% em setembro. No mesmo horário, o auxílio-desemprego deve mostrar alta de 2 mil pedidos, para 215 mil.


… Vendas pendentes de imóveis em outubro (12h) devem cair 2,1% na comparação mensal, após alta de 7,4% em setembro.


… Ontem à noite, Trump escolheu Kevin Hassett para liderar o Conselho Econômico Nacional, função que o coloca no centro das discussões de formulação de políticas da administração, do comércio aos impostos e desregulamentação.


… Também indicou Jamieson Greer como representante comercial dos EUA, escolha que destaca o papel central que as tarifas vão desempenhar na agenda econômica do republicano.


CHINA HOJE – O lucro das indústrias caiu 10% em outubro, ante o mesmo período do ano passado. O resultado veio melhor do que a queda de 27,1% registrada em setembro. No ano, o lucro industrial acumula queda de 4,3%.


SATURADO – Pela lógica, a demora do pacote fiscal e o IPCA-15 perto do teto teriam tudo para botar maior pressão no DI. Mas, na prática, a avaliação é de que não tem mais espaço para acomodar tanto prêmio de risco.


… A curva já estaria justa, precificando três altas de 0,75pp na Selic nas próximas reuniões, com juro terminal de 14%. Só isso explica por que o DI também não reproduziu ontem a alta das taxas dos Treasuries mais longos.


… Apesar da ameaça reiterada de Trump de impor tarifas protecionistas, os juros futuros domésticos, em sinal de esgotamento, operaram acomodados, assim como o câmbio, que também parece estar no limite.


… Se o DI e o dólar não sobem mais, comenta-se, é porque já subiram demais. O IPCA-15 de novembro em 0,62%, perto do teto de 0,64% das estimativas do mercado, reforçou a percepção na curva de um Copom mais agressivo.


… Após a surpresa com a prévia da inflação, o Barclays elevou a aposta do IPCA deste ano de 4,6% para 4,8%, o UBS BB revisou a projeção de 4,3% para 4,6% e também a Warren passou a esperar estouro da meta, de 4,2% para 4,9%.


… O Citi passou a prever elevação de 0,75pp no juro em dezembro, passando a contemplar Selic terminal de 13,25%.


… Havia a expectativa de que o chamado “bônus de Itaipu” pudesse ser liberado em dezembro para gerar alívio nas contas de energia ainda este ano. Mas a Aneel decidiu ontem que o bônus será aplicado apenas em janeiro. 


… Na última hora de negócios, as taxas do DI deram um repique com a informação do líder interino do governo no Senado, Otto Alencar, de que o pacote fiscal provavelmente só será votado pelo Congresso no ano que vem.


… Mas os contratos futuros dos juros ainda fecharam comportados, porque não têm muito mais para onde subir. 


… No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 13,270% (de 13,280% no fechamento anterior); Jan/27,  13,325% (de 13,350%); Jan/29, 13,085% (de 13,125%); Jan/31, 12,910% (de 12,970%); e Jan/33, 12,790% (12,850%).


… O câmbio parece estar vivenciando a mesma realidade do DI: esticou tanto a corda, que agora o dólar anda travado em R$ 5,80, como aconteceu ontem, quando resistiu até mesmo à ofensiva protecionista de Trump.


… Enquanto o peso mexicano afundou quase 2%, o real fechou estável contra o dólar (+0,04%, a R$ 5,8081).


… Às vésperas da definição da ptax (6ªF), o investidor pode continuar antecipando hoje a rolagem de contratos cambiais, diante da liquidez reduzida esperada para amanhã por conta do feriado de Ação de Graças nos EUA.


DIA DO CAÇADOR – Mesmo ainda sem o pacote fiscal e apesar da alta do IPCA-15 acima do esperado, o Ibovespa flertou com os 130 mil pontos, em sessão beneficiada pela boa performance de papéis ligados ao sistema financeiro.


… Só não foi melhor por causa das ações das commodities. No jogo de forças opostas contra o rali dos bancos, as promessas de protecionismo de Trump derrubaram a Vale, enquanto Petrobras caiu com o cessar-fogo.


… Após semanas de negociações mediadas pelos EUA e pela França, o presidente Biden confirmou que Israel e o Líbano acertaram uma trégua na guerra com o Hezbollah, que já está valendo e tem o objetivo de ser permanente.


… Os israelenses se comprometeram a retirar gradualmente as forças militares do Líbano pelos próximos 60 dias.


… Petrobras ON caiu 0,51% (R$ 42,60) e PN, -0,13% (R$ 39,13), de carona no Brent/jan (-0,22%), a US$ 72,32/barril.


… Vale perdeu 1,27% (R$ 57,43), apesar da alta do minério de ferro em Dalian (+0,32%). Pesou a promessa de Trump de impor tarifas sobre produtos da China.


… Entre os bancos, Itaú avançou 1,91% (R$ 34,75), Banco do Brasil ganhou 1,30% (R$ 25,67), Bradesco ON teve elevação de 0,75% (R$ 12,05), Bradesco PN valorizou 0,66% (R$ 13,69) e Santander subiu 0,49% (R$ 26,57).


… Brava Energia liderou o ranking positivo, com +9,33%, a R$ 20,86, após anúncio de investimento milionário em novos campos de petróleo. Magazine Luiza subiu 6,29% (R$ 10,64).


… Copel avançou 5,27% (R$ 10,18), num sinal positivo do mercado ao primeiro programa de recompra de ações em circulação e o pagamento de R$ 600 milhões em JCP.


… Com a retratação do CEO global, depois de críticas à carne brasileira, Carrefour subiu 3,28%, a R$ 6,93.


… As maiores perdas foram de BRF (-2,31%; R$ 24,38), Braskem (-2,14%; R$ 15,10) e Cosan (-2,05%; R$ 11,01).


CÃO QUE LADRA NÃO MORDE? – Depois da reação inicial negativa à ameaça tarifária de Trump contra a China, México e Canadá, as bolsas em NY cravaram novos recordes de fechamento, num dia majoritariamente positivo.


… De qualquer maneira, a retórica protecionista de Trump, seja ela para valer ou não, pode mexer com as expectativas inflacionárias e reforçar a postura cautelosa e gradualista do Fed evidenciada ontem na ata.


… O impacto maior da eventual política tarifária do presidente eleito dos EUA ficou com o câmbio. O índice dólar (DXY) subiu 0,18%, a 107,013 pontos.


… O ING disse que a Europa não deve respirar aliviada por não ter sido citada na postagem de Trump. Pode ser apenas questão de tempo até que o republicano volte a sua atenção para o setor automotivo europeu.


… “A ameaça de novas tarifas sobre a China mostra a direção do comércio mundial, que é pessimista para o euro”, segundo o banco. Luis de Guindos, vice do BCE, afirmou que uma guerra comercial seria má notícia para todos.


… No fim do dia em NY, o euro recuou 0,21%, a US$ 1,0478, a libra cedeu 0,14%, a US$ 1,2554, e o peso mexicano caiu 1,85%, a 20,7/US$. Já o iene subiu 0,67%, a 153,084/US$.


… O Dow Jones chegou a cair quase 1% com Trump, mas fechou com alta de 0,28% (44.860,31 pontos). O S&P 500 (+0,57%) subiu pela sétima sessão seguida, a 6.021,63 pontos, e o Nasdaq avançou 0,63% (19.174,30 pontos).


… Na Bloomberg, analistas consideraram as mensagens de Trump mais uma tática de negociação que uma medida de fato.


… “Ainda vemos a questão das tarifas mais como estratégia. Achamos que o latido será pior do que a mordida”, disse Andrew Brenner (NatAlliance Securities).


… Para Dennis DeBusschere (22V Research), o fato de Trump ter relacionado as tarifas às questões das drogas e imigração, em vez de política comercial, sinaliza um movimento tático.


… Na CNBC, Jamie Cox (Harris Financial) teve análise parecida. “Muita gente acha que a retórica vai ser bem mais forte do que as tarifas de fato”.


… Seja como for, pelo menos ontem, alguns setores sentiram o baque: Ford (-2,6%) e General Mortos (-9%), que  têm produção no México, e a Constellation Brands, dona da marca de cerveja mexicana Corona, que recuou 3%.


… Entre os indicadores do dia, os resultados foram díspares. A confiança dos consumidores americanos medida pela Conference Board subiu de 109,6 em outubro para 111,7 em novembro.


… Embora abaixo dos 112,7 esperados, o indicador alcançou o maior nível em 16 meses. Por outro lado, as vendas de moradias novas nos EUA caíram 17,3% em outubro ante setembro, maior tombo em 11 anos.


… Entre os Treasuries, o juro da note de 10 anos avançou a 4,296%, de 4,275%. O retorno do T-bond de 30 anos subiu a 4,461%, de 4,467%. Já o de 2 anos caiu a 4,253%, de 4,281% na sessão anterior.


EM TEMPO… CARREFOUR fará a 8ª emissão de debêntures, no valor de R$ 1,5 bilhão.


MOVIDA aprovou a 16ª emissão de debêntures simples no valor de R$ 1 bilhão. A emissão será realizada em duas séries, com R$ 500 milhões para cada uma.


VAMOS LOCAÇÃO aprovou a distribuição de R$ 290 milhões em JCP, o equivalente a R$ 0,2682 por ação, com pagamento em 2/5/25; ex em 2/12/24.


RAÍZEN. Em resposta a questionamento da CVM, empresa disse analisar oportunidades de reciclagem de portfólio e que existe uma operação em vias de ser assinada…


… Na 6ªF passada, a ação da companhia subiu 7%. Naquele dia, a Petrobras havia divulgado seus planos de retornar ao mercado de etanol, em parceria com alguma empresa do setor.


BANRISUL pagará R$ 100 milhões, a R$ 0,20783693 líquido por ação ON, PNA e PNB, em forma de juros sobre o capital próprio (JCP), referente ao quarto trimestre de 2024. Ex em 02/12.


BRAZIL POTASH, que detém 100% da Brasil Potássio, fechou oferta de ações para abrir o capital em NY, captando US$ 30 milhões. As ações saíram a US$ 15,00, no piso da faixa prevista, que ia até US$ 18,00.

XP Villa

 Fim da Villa XP: corretora revende terreno em São Roque para JHSF


Empresa planejava construir um grande campus no interior de São Paulo, à exemplo de Apple e Google no Vale do Silício


Rikardy Tooge25 de novembro de 2024


Anunciado em julho de 2020 como um sonho grande grande para agrupar as empresas do grupo, a Villa XP em São Roque (SP) parece ter ficado para depois. Segundo documento enviado ao Cade, ao qual o InvestNews teve acesso, a empresa financeira fundada por Guilherme Benchimol acertou a revenda do terreno de 500 mil metros quadrados para a JHSF, empresa que estava responsável pela construção do projeto. Estima-se que o projeto da Villa teria custado R$ 400 milhões para a XP Inc.


Ao Cade, a XP se limitou a dizer que a venda do terreno “está em linha com sua decisão comercial de não dar segmento ao projeto de construção de nova sede no imóvel em questão”.


A ideia da Villa XP surgiu no auge da pandemia de covid-19, quando o modelo full home office parecia um caminho sem volta. O plano da empresa era a construção de um campus, à semelhança do que Apple e Google têm no Vale do Silício. A Villa se instalaria em um grande complexo tocado pela JHSF, que reúne a Catarina Outlet e um aeroporto de mesmo nome destinado a voos executivos, localizado a 70 km da capital paulista. A XP pagou R$ 98,6 milhões somente pelo terreno.


À época do negócio, Guilherme Benchimol disse ao Brazil Journal que aquela região iria “explodir”. “Havia opções no Brasil inteiro, mas quando visitamos a área, tivemos certeza de que era ali”, acrescentou o executivo. Quase três anos depois, em fevereiro de 2023, em entrevista ao InfoMoney, Benchimol afirmou que o projeto estava sendo reestruturado. “Algumas coisas mudaram nesses últimos tempos e precisamos nos adaptar.”


A decisão de implementar a Villa XP fez a gestora devolver andares no condomínio São Paulo Corporate Towers, localizado na Avenida Faria Lima, em São Paulo. Com o projeto dando sinais de que não iria para frente, a empresa precisou reaver andares no mesmo prédio em 2022.


Desde o começo deste ano havia especulações de que a XP desistiria do projeto. Ao portal Metrópoles, um executivo definiu o projeto como “delírio da pandemia”.


Procurada pelo InvestNews, a XP ainda não comentou.



https://investnews.com.br/negocios/fim-da-villa-xp-corretora-revende-terreno-em-sao-roque-para-jhsf/amp/

Agenda

 *Agenda: PIB e PCE nos EUA e Caged, aqui, são destaques do dia* 


*Indicadores*

▪️08h00 – Brasil/FGV: Confiança da indústria em novembro

▪️10h30 – EUA/Deptº do Comércio: Encomendas de bens duráveis de outubro

▪️10h30 – EUA/Deptº do Comércio: Segunda leitura do PIB, do PCE e do Núcleo do PCE do 3TRI

▪️10h30 – EUA/Deptº do Trabalho: Pedidos de auxílio-desemprego da semana até 23/11

▪️11h45 – EUA/ISM/Chicago: PMI de novembro

▪️12h00 – EUA/Deptº do Comércio: PCE e Núcleo do PCE de outubro

▪️12h00 – EUA/NAR: Vendas pendentes de imóveis de outubro

▪️12h30 – EUA/DoE: Estoques de petróleo da semana até 22/11

▪️14h30 – Brasil/MTE: Caged de outubro

▪️14h30 – Brasil/BC: Fluxo cambial semanal

▪️15h00 – EUA/Baker Hughes: Poços de petróleo em operação


*Eventos*

▪️09h00 – Brasil: Diretor do BC Paulo Picchetti abre o G20 TechSprint, em Brasília

▪️09h30 – Brasil: Lula abre o Encontro Nacional da Indústria  

▪️14h00 – Brasil: Secretário Guilherme Melo abre cerimônia de 32 anos da SPE/Fazenda 

▪️17h30 – Brasil: Campos Neto e Galípolo encerram o G20 TechSprint

▪️22h00 – Coreia do Sul: BC divulga decisão de política monetária

Call Matinal ConfianceTec 2711

 CALL MATINAL CONFIANCE TEC

27/11/2024 

Julio Hegedus Netto,  economista


MERCADOS EM GERAL


FECHAMENTO DE TERÇA-FEIRA (26)

MERCADO BRASILEIRO


O Ibovespa encerrou o pregão na terça-feira (26) em alta de 0,69%, a 129.932 pontos. Já o dólar encerrou em alta de 0,04%, a R$ 5,808. 


MERCADOS HOJE

 (05h40):


Os índices futuros de NY registram queda nesta quarta-feira (27). As atenções estão voltadas para o indicador de inflação preferido do Fed, o deflator PCE, cuja previsão aponta para uma alta de 2,70% no núcleo.


A bolsa americana ficará fechada na quinta-feira e encerrará as negociações mais cedo na sexta-feira.


🇺🇸EUA:

Dow Jones Futuro, -0,04%

S&P 500 Futuro, -0,11%

Nasdaq Futuro, -0,25%


Ásia-Pacífico:

Shanghai SE (China🇨🇳), +1,53%

Nikkei (Japão🇯🇵), -0,80%

Hang Seng Index (Hong Kong), +2,32%

Kospi (Coreia do Sul🇰🇷), -0,69%

ASX 200 (Austrália🇦🇺), +0,57%


Europa: 🇪🇺

FTSE 100 (Reino Unido🇬🇧), +0,03%

DAX (Alemanha🇩🇪), -0,35%

CAC 40 (França🇫🇷), -1,04%

FTSE MIB (Itália🇮🇹), -0,47%

STOXX 600, -0,36%


Commodities:

Petróleo WTI, +0,47%, a US$ 69,09 o barril

Petróleo Brent, +0,43%, a US$ 73,12 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +1,08%, a 792 iuanes (US$ 109,21).


NO DIA (2611)


Continuamos com o mercado doméstico "de lado", na espera do pacote fiscal que pode ser adiado para o início de dezembro. Todos os principais pontos já foram "aprovados", como as intervenções sobre os benefícios sociais dos civis e dos militares. Engraçado. O Judiciário não está nesta lista de ajustes. Estranho...


Nos EUA, hoje é dia da segunda leitura do PIB/3Tri e PCE de outubro. Em paralelo, o mercado absorve as ameaças de Trump de sobretaxar as importações do México e Canadá (25%) e China (10%). Isso pode pressionar a inflação e manter os juros americanos em níveis elevados.


As expectativas de manutenção da taxa de juros, na reunião do Fed de dezembro, estão acima de 40%, contra 60% de um corte de 0,25 pp.


AGENDA (27/11):


Indicadores:

08h00. Brasil/FGV: Confiança da indústria em novembro

10h30. EUA/Deptº do Comércio: Encomendas de bens duráveis de outubro

10h30. EUA/Deptº do Comércio: Segunda leitura do PIB, do PCE e do Núcleo do PCE do 3TRI

10h30. EUA/Deptº do Trabalho: Pedidos de auxílio-desemprego da semana até 23/11

11h45. EUA/ISM/Chicago: PMI de novembro

12h00. EUA/Deptº do Comércio: PCE e Núcleo do PCE de outubro

12h00. EUA/NAR: Vendas pendentes de imóveis de outubro

12h30. EUA/DoE: Estoques de petróleo da semana até 22/11

14h30. Brasil/MTE: Caged de outubro

14h30. Brasil/BC: Fluxo cambial semanal

15h00. EUA/Baker Hughes: Poços de petróleo em operação.


Eventos:

09h00. Brasil: Diretor do BC Paulo Picchetti abre o G20 TechSprint, em Brasília

09h30. Brasil: Lula abre o Encontro Nacional da Indústria  

14h00. Brasil: Secretário Guilherme Melo abre cerimônia de 32 anos da SPE/Fazenda 

17h30. Brasil: Campos Neto e Galípolo encerram o G20 TechSprint

22h00. Coreia do Sul: BC divulga decisão de política monetária.

     

Julio Hegedus Netto, economista da ConfianceTec 

 

Boa quarta-feira e bons negócios!


PS. Em breve, um novo Call Matinal.

Bankinter Portugal Matinal 2711

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: Ontem, a ameaça de novos impostos alfandegários por parte de Trump, de momento, ao México, Canadá e China abriu a brecha entre os EUA e a Europa. Wall Street subiu +0,6% e o S&P marcou novos máximos históricos, enquanto a Europa caiu -0,8%, prejudicada principalmente por automóveis e industriais, numa sessão quase sem referências. 

 

Hoje a atenção está na inflação, nomeadamente no IPC do EUA, referência em que a Fed mais se fixa e da qual espera um aumento, não só na taxa geral (até +2,3% em outubro desde +2,1% anterior), mas também na subjacente (+2,8% vs +2,7% anterior). Isto, junto à força da economia (hoje confirmaremos PIB +2,8% do 3T 2024), revela a menor necessidade de descidas de taxas de juros da Fed. Desta forma, o mais provável é que as bolsas e obrigações corrijam um pouco hoje. Esta deverá ser a tendência geral nesta secção final do ano, após as subidas acumuladas (+26% nos EUA), num contexto de maior rentabilidade das obrigações e com prémios de risco em alta por maiores tensões geopolíticas. Uma pausa seria bom, para encarar 2025, no qual os protagonistas voltarão a ser os resultados empresariais (EPS +13% estimado). 

 

S&P500 +0,6%. Nq-100 +0,7% SOX -1,0% ES-50 -0,8% IBEX -0,8% VIX 14,1% Bund 2,20% T-Note 4,29% Spread 2A-10A USA=+5pb B10A: ESP 2,94% PT 2,69% FRA 3,04% ITA 3,46% Euribor 12m 2,39% USD 1,049 JPY 160,6 Ouro 2.632$ Brent 72,9$ WTI 69,0$ Bitcoin -2,2% (91.660$) Ether -3,4% (3.323$). 

 

FIM

terça-feira, 26 de novembro de 2024

Fabio Alves

 Fábio Alves: Thanks, but no thanks!


O que mais me venho perguntando nos últimos dias é o que teria acontecido com a curva de juros e com o balanço de riscos do Banco Central para a decisão do Copom de dezembro se o presidente Lula tivesse batido o martelo de imediato e não tivesse retardado o anúncio do pacote de cortes de gastos desde o fim do segundo turno das eleições municipais, no dia 27 de outubro, como inicialmente sugerido pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, como data para avançar com a agenda de contenção de despesas.


Caro leitor, se você achou que o parágrafo acima foi demasiado longo, acertou. Foi proposital. Apenas para reforçar o quanto a demora no anúncio das medidas de cortes de gastos obrigatórios se tornou uma novela arrastada e custosa para o País.


No fechamento do pregão da sexta-feira (dia 25 de outubro) que antecedeu o segundo turno da eleição municipal, o dólar era cotado a R$ 5,7051. Nesta terça-feira, a moeda americana encerrou a R$ 5,8081.


Ou seja, essa paralisia para agir e amenizar a piora na percepção do risco fiscal do Brasil fez o dólar ganhar 10 centavos em um mês, alta ao redor de 1,8%. Sem falar que, em vez de ter se valorizado, o dólar podia ter recuado ante o real brasileiro caso o pacote tivesse sido bem recebido pelo mercado e tivesse causado uma redução no prêmio de risco dos ativos.


Já as expectativas de inflação também pioraram muito em razão de o presidente Lula e o ministro Haddad terem cozinhado o mercado em banho-maria para fazer o anúncio das medidas.


A mediana das estimativas para o IPCA de 2024 passou de 4,55% para 4,63% em um período de quatro semanas até o mais recente boletim Focus. Todavia, a mediana para as projeções de inflação de 2025 teve um salto de 0,34 ponto porcentual no mesmo período, passando de 4% para 4,34%. E o consenso das previsões para o IPCA de 2026 pulou de 3,60% para 3,78% em quatro semanas.


E para agravar esse cenário, o mercado recebeu, pela terceira vez consecutiva, um índice da inflação ao consumidor que surpreendeu para cima, mostrando, ainda, uma leitura qualitativa desfavorável. Refiro-me ao IPCA-15 de novembro, que subiu 0,62%, enquanto a mediana das estimativas de analistas era de uma alta de 0,49%.


Ou seja, se o anúncio do pacote de cortes de gastos acontecer mesmo nesta semana, como, mais uma vez, vem prometendo a equipe econômica, o Copom poderá chegar para se reunir no encontro de dezembro com um câmbio menos pressionado. Isso caso as medidas sejam bem recebidas pelo mercado.


Mas isso talvez ainda não possa se refletir nas expectativas do IPCA para 2025 e 2026 na pesquisa Focus. E o Copom ainda terá de trabalhar, na sua reunião de dezembro, com números pressionados para os cálculos das suas projeções de inflação no horizonte relevante para o seu balanço de riscos.


Isso quer dizer que, mesmo se o pacote for bem recebido pelo mercado, a demora no seu anúncio piorou tanto as condições que agora ficou inevitável o Copom acelerar o ritmo de alta da taxa Selic de 0,50 ponto para 0,75 ponto porcentual em dezembro?


Ou o Copom vai fechar os olhos para a deterioração das expectativas inflacionárias e para os índices correntes de inflação e focar na esperança de que, no curto e médio prazo, haverá um alívio importante no risco fiscal com as medidas estruturais de cortes de gastos obrigatórios?


Nessa equação, será preciso levar em conta o quanto o Congresso irá ajudar o ministro Haddad, ou seja, quão rápido irá aprovar as medidas apresentadas, para que os efeitos já sejam sentidos nas contas do governo em 2025?


Tudo isso poderia já ter sido equacionado e muito bem absorvido pelo Copom e também pelo mercado se o anúncio do pacote de cortes de gastos tivesse sido anunciado logo após o segundo turno das eleições municipais.


Afinal, não é de hoje que Haddad e Lula sabiam da necessidade premente de fazer um ajuste fiscal pelo lado das despesas. Essa demora toda, além de reforçar a percepção da resistência enorme de Lula a cortar gastos,

Ata do Fomc

 🔹Ata do Fomc 🇺🇸 ConfianceTec. Julio Hegedus Netto


▫️o Fed voltou a defender o gradualismo nas próximas decisões, repetindo o tom do comunicado e pelas recentes declarações de Jerome Powell;

▫️disse ele que não existe pressa para reduzir a taxa de juros. Não será surpresa, portanto, que o juro seja mantido em 5,00%.

▫️Segundo a ata, "ao discutirem as perspectivas para a política monetária, os participantes anteciparam que se os dados continuarem vindo como esperado, com a inflação caindo de forma sustentável para 2,0% e a economia perto do pleno emprego, será provavelmente apropriado avançar gradualmente para uma posição política mais neutra ao longo do tempo”. Isso significará dar uma pausa. 

▫️A Ata também reforçou a preocupação do Fed sobre os riscos de cortar os juros muito rapidamente ou agir lentamente. ▫️Da mesma forma, a resiliência da economia e o risco de repique da inflação elevam a incerteza sobre qual seria a atual taxa neutra de juros da economia.

Vamos monitorando...

Anderson Nunes

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