Sou Economista com dois mestrados, cursos de especialização e em Doutoramento. Meu objetivo é analisar a economia, no Brasil e no Mundo, tentar opinar sobre os principais debates da atualidade e manter sempre, na minha opinião essencial, a independência. Não pretendo me esconder em nenhum grupo teórico específico. Meu objetivo é discorrer sobre varios temas, buscando sempre ser realista.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
Telhado de vidro
*Telhado de vidro*
*Editorial Estadão*
O interesse do ministro do TCU Jhonatan de Jesus sobre o Banco Master contrasta com a falta de zelo sobre o destino das emendas parlamentares que ele mesmo indicou quando era deputado federal
Emendas parlamentares enviadas a Roraima pelo então deputado federal Jhonatan de Jesus (Republicanos) entre os anos de 2020 e 2023 tiveram um final infeliz, mas que se tornou bastante previsível nos últimos anos. O Estadão foi até o local e encontrou obras inacabadas e asfalto de má qualidade, além de descobrir que uma parte dos recursos que deveria ter custeado projetos no Estado se perdeu sem que se soubesse seu destino.
Hoje ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Jhonatan de Jesus indicou R$ 42 milhões a municípios de Roraima. Desse total, R$ 25,8 milhões não tiveram prestação de contas apresentada, inclusive a verba destinada a Iracema, que alega ter investido em pavimentação em paralelepípedos, eletrificação rural, locação de máquinas para manutenção de estradas vicinais, construção de calçadas e de unidades habitacionais.
A reportagem deste jornal esteve lá para apurar o que foi feito do dinheiro. Um conjunto de habitações populares que deveria ter 300 moradias, desde 2024, tem apenas uma unidade construída – hoje abandonada. Nossos repórteres percorreram mais de 60 quilômetros de estradas da zona rural do município que deveriam ter sido recuperadas ou asfaltadas, mas que estão esburacadas e acumulam lama em períodos chuvosos.
O ministro Jhonatan de Jesus confirmou ter enviado os recursos por meio de emendas, mas negou desvio de finalidade e afirmou que a execução das obras custeadas com essas indicações, bem como a fiscalização, a transparência e a prestação de contas, são responsabilidade do município. “A indicação de emendas não se confunde com a execução dos recursos”, disse ele ao Estadão.
Em outras palavras: Jhonatan de Jesus lavou as mãos, tanto como autor da emenda parlamentar quanto como ministro do TCU. Essa desídia não passou despercebida. Afinal, se há algo com o que o ministro e a Corte de Contas deveriam se preocupar é com a disposição de recursos de emendas parlamentares. Basta lembrar que, há quase 30 anos, o TCU divulga um extenso relatório sobre a situação das obras públicas em todo o País, conhecido como Fiscobras.
Parte dos problemas que o relatório destaca, como obras paradas ou de má qualidade, se repetem ano a ano e se devem justamente à dinâmica de execução das emendas parlamentares. Seja por falta de transparência em relação ao uso dos recursos, seja pela ausência de planejamento integrado com políticas setoriais, as emendas, muitas vezes, geram uma pulverização de investimentos correntes que resulta em baixa efetividade de execução.
As emendas do então deputado Jhonatan de Jesus são uma fração de um volume de recursos que deve atingir R$ 61 bilhões neste ano. São tantos os escândalos envolvendo essas indicações que, em outros tempos, a incúria que o ministro demonstrou com o destino dos recursos que ele mesmo indicou enquanto parlamentar talvez passasse despercebida.
Mas o fato é que essa postura contrasta frontalmente com o ativismo do ministro em questionar a atuação do Banco Central (BC) na liquidação de uma instituição privada como o Banco Master – atividade que faz parte das atribuições do BC enquanto órgão regulador e supervisor do Sistema Financeiro Nacional, mas que passa longe das prerrogativas do TCU.
Aos 42 anos de idade, o ministro é médico de formação, exerceu três mandatos como deputado federal e foi o parlamentar mais votado em seu Estado em 2022, com um total de 19,8 mil votos. É filho do senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR) e conquistou o cargo vitalício no TCU, em março de 2023, com o apoio explícito do então presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).
Mal se ouvia falar dele como deputado e como ministro, como é típico dos representantes do amorfo Centrão – publicamente apagados, mas muito influentes nos bastidores. E assim seria por décadas não fosse a extravagância de suas decisões relacionadas ao Banco Master, no qual calhou de ser o relator na Corte de Contas.
A fiscalização do setor financeiro, felizmente, está em boas mãos. Logo, o ministro serviria melhor ao País se exercitasse a autocrítica e dedicasse seu mandato a propor regras para aprimorar a execução das bilionárias emendas parlamentares e evitar desperdício de dinheiro público.
https://www.estadao.com.br/opiniao/telhado-de-vidro/
BDM Matinal Riscala
*Bom Dia Mercado*
Quarta Feira, 14 de Janeiro de 2.026.
*Mercados em alerta com possível ataque ao Irã*
... A balança comercial da China, divulgada nesta terça-feira, abre o dia dos mercados globais, enquanto investidores aguardam os balanços do BofA, Citi e Wells Fargo antes do pregão em NY, após decepção com JPMorgan, que caiu 4%. Ainda nos Estados Unidos, saem o PPI, vendas no varejo e o Livro Bege, que não devem mudar as expectativas de queda do juro apenas em junho. As incertezas sobre a independência do Fed e as tensões geopolíticas mantêm a cautela, com Trump sinalizando ataque iminente ao Irã. No Brasil, os resultados da primeira pesquisa eleitoral Quaest de 2026 estão previstos para as 10h, com a avaliação do governo Lula e as chances dos candidatos ao Planalto.
ESTADO DE ALERTA – Uma possível intervenção dos Estados Unidos no Irã mantém os mercados em alerta e resulta em alta forte do petróleo e aversão ao risco, em meio à retórica de Trump e das indicações de que se prepara para atacar o país persa.
... O Departamento de Estado dos Estados Unidos alertou no final da noite de ontem os cidadãos americanos que deixem imediatamente o Irã e recomendou que fujam por terra, via Turquia ou Armênia.
... Nesta terça, o presidente anunciou que suspendeu os contatos com autoridades iranianas e incentivou o povo a continuar lutando contra o regime dos aiatolás, afirmando que “a ajuda está a caminho” – não deu detalhes sobre o que significaria essa ajuda.
... Segundo o Wall Street Journal, os Estados Unidos ainda consideram uma série de opções para pressionar o Irã, incluindo sanções econômicas e ações cibernéticas, enquanto países do Golfo alertaram contra uma ação militar.
... Os países árabes disseram que não oferecerão seu espaço aéreo aos Estados Unidos ou apoiarão ataques na região.
... Em entrevista à CBS News, Trump disse que tomará “medidas muito duras” se o Irã começar a enforcar manifestantes que protestam contra o governo de Teerã. “Isso não terminará bem para o Irã.” A repressão aos protestos já teria matado duas mil pessoas.
... Com a internet cortada pelo governo, está difícil receber informações do país, mas há relatos de que o Irã estaria pronto para enforcar hoje o primeiro manifestante preso por causa das manifestações contra o regime.
... Segundo a Reuters, Israel já foi informado sobre as chances de colapso do regime no Irã e possível intervenção dos Estados Unidos.
... Na TV iraniana, o ministro da Defesa do Irã, o general Aziz Nasirzadeh, alertou que Teerã responderá de forma muito mais decisiva a qualquer novo ato de agressão, que está muito mais preparado do que estava durante a guerra de 12 dias, em junho do ano passado.
... “Defenderemos o país com toda a força e até a última gota de sangue, e nossa defesa seria dolorosa para eles”, disse Nasirzadeh.
O APOIO A POWELL – Trump também renovou as críticas ao presidente do Fed, Jerome Powell, enquanto as preocupações sobre a independência do BC americano se mantêm, após o chefe da instituição monetária ser alvo de investigação criminal do Departamento de Justiça.
... “Powell é idiota, incompetente ou desonesto, mas certamente ele não faz um bom trabalho”, disse o presidente a jornalistas.
... Trump afirmou ainda que Powell estará fora do cargo “em breve” (seu mandato expira em maio) e que deseja colocar em seu lugar alguém que “reduza os juros quando o mercado estiver caminhando bem”.
... Também o presidente do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, se manifestou, afirmando que uma interferência política na autoridade monetária pode ter o efeito contrário, elevando a inflação e os juros ao longo do tempo.
... O economista Paul Krugman comentou que Trump está “venezuelando” os Estados Unidos, que o novo ataque a Powell é uma intimidação a todos os membros do Fed, mas pode se voltar contra ele, sem corte de juros no curto prazo e taxas longas mais altas.
... Uma carta de apoio a Powell reuniu os maiores bancos centrais do mundo, em “total solidariedade”, incluindo Gabriel Galípolo. O texto afirma que “a independência dos BCs é um alicerce da estabilidade de preços, financeira e econômica no interesse dos cidadãos”.
... O documento defende o presidente do Fed dizendo que ele tem atuado com integridade, focado em seu mandato e com compromisso inabalável com o interesse público. “Ele é um colega respeitado, altamente considerado por todos que trabalham com ele.”
... A declaração foi assinada pela presidente do BCE, Christine Lagarde, e o do BoE, Andrew Bailey, além dos homólogos da Suécia, Dinamarca, Suíça, Austrália, Canadá e Coreia do Sul, assim como pelo presidente do Conselho de Administração do BIS, François Villeroy de Galhau.
MASTER – O ministro Jhonatan de Jesus, do TCU, assinou despacho ontem à noite, liberando a área técnica da Corte a inspecionar os documentos do BC relativos ao Master, depois de a autoridade monetária ter desistido de recurso.
... Há expectativa de que o procedimento comece já nos próximos dias, talvez até mesmo hoje.
... O subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado, do MP junto ao Tribunal de Contas da União, pediu que o presidente da Corte, ministro Vital do Rêgo, solicite as informações sigilosas do caso Master por meio da Advocacia-Geral da União (AGU).
... Na véspera, Vital do Rêgo afirmou que, no acordo com o BC, foi firmado justamente que o sigilo bancário e fiscal dos investigados e de todo o processo de liquidação do Master seria preservado e que não pediria à PF o compartilhamento das informações.
... Segundo Furtado, que já tentou a mesma coisa na semana passada, “as restrições impostas interferem no pleno exercício da competência do TCU de fiscalizar os atos do BC, sendo essencial o acesso às informações bancárias do Banco Master protegidas com sigilo”.
... Nesta terça-feira, o Banco de Brasília (BRB) informou que poderá receber aportes do governo do Distrito Federal, comandado pelo governador Ibaneis Rocha (MDB), para cobrir eventuais prejuízos com a compra de carteiras do Banco Master.
... A investigação da PF e do Ministério Público detectou indícios de que a instituição comandada por Daniel Vorcaro vendeu R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito inexistentes ao BRB e entregou documentos falsos ao Banco Central para justificar o negócio.
... Em nota, o BRB informou que possíveis prejuízos em função da compra de carteiras do banco Master ainda estão em apuração pelo Banco Central e pela auditoria independente da Machado e Meyer com suporte técnico da Kroll.
CUMPRIU A META – Pelo terceiro ano consecutivo, o governo Lula cumpriu a meta de resultado primário, fechando as contas públicas de 2025 com déficit de 0,48%, incluindo os precatórios, segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
... Dizendo que o número ainda é preliminar, Haddad afirmou que, “se for considerado aquilo que o Congresso excepcionalizou ou a Justiça, no caso da indenização do INSS, nós estamos falando de alguma coisa em torno de 0,17% de déficit”.
ORÇAMENTO/26 – Governo vai vetar emendas que contrariam a lei e somam entre R$ 300 milhões e 500 milhões, apurou o Valor.
... O veto incidirá sobre dispositivos que preveem emendas com localização específica, em desacordo com a legislação vigente, já que elas devem ser de interesse nacional, salvo na hipótese de programação com localização especificada constante do projeto de lei orçamentária anual.
... No ano passado, o governo adotou procedimento semelhante e também vetou emendas usando a mesma justificativa.
TRIBUTÁRIA – Projeto de lei ordinária que vai estabelecer as alíquotas do Imposto Seletivo será enviado ao Congresso em fevereiro, informou Dario Durigan (Fazenda), dizendo que Lula fez poucos vetos, que já foram negociados com os parlamentares.
... Segundo o Valor, o governo tem pressa na análise do projeto de lei, porque precisa saber qual será o potencial arrecadatório do Imposto Seletivo para definir a alíquota da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que começará a ser cobrada também em 2027.
... Sem as alíquotas do Seletivo, o governo não consegue saber qual a alíquota da CBS.
O NOVO MINISTRO – O Palácio do Planalto formalizou a escolha de Wellington César Lima e Silva como novo ministro da Justiça.
... Atual advogado-geral da Petrobras, Wellington foi secretário especial para Assuntos Jurídicos da Presidência da República, cargo que ocupou no início do terceiro mandato de Lula, de quem se aproximou pela convivência quase diária.
... Também foi ministro da Justiça de Dilma, procurador-geral de Justiça da Bahia e procurador-geral de Justiça Adjunto para Assuntos Jurídicos.
... Substituirá Ricardo Lewandowski, que pediu demissão e deixou o comando da pasta na sexta-feira, assumindo o ministério completo, com as áreas da Justiça e da Segurança Pública. O projeto de dividir a pasta em duas não deve ser tirado do papel este ano.
... Egresso do MP da Bahia, tem como padrinhos o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner.
... No Globo, o novo ministro da Justiça terá desafio de avançar com a PEC da Segurança no Congresso e criar vitrine para reeleição, dialogando com os parlamentares para que o texto não seja desfigurado.
PESQUISA QUAEST – O instituto de pesquisas Quaest vai divulgar hoje, às 10h, uma nova pesquisa com avaliação do governo e intenções de voto para eleição presidencial de 2026. O levantamento ouviu 2 mil pessoas entre a última quinta-feira, 8, e o domingo, 11.
... A pesquisa considerou os oito principais candidatos: Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Tarcísio de Freitas (Republicanos), Ratinho Junior (PSD), Ronaldo Caiado (União), Romeu Zena (Novo), Aldo Rebelo (DC) e Renan Santos (Missão).
... Esta será a primeira pesquisa de 2026 e a segunda após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.
... No último levantamento, no dia 16 de dezembro, o percentual das intenções de voto indicou Lula com 37% e Flávio com 23%. Entre os demais candidatos da direita, Ratinho Junior tinha a melhor pontuação, com 11%.
MAIS AGENDA – Aqui, saem os dados regionais da produção industrial de novembro (9h) e fluxo cambial semanal do BC (14h30). Galípolo participa, por videoconferência, do segundo dia de reuniões bimestrais do BIS (9h).
NOS EUA – O PPI e as vendas no varejo em novembro saem no mesmo horário, às 10h30. Na sequência, vêm as vendas de casas usadas em dezembro (12h) e os estoques de petróleo do DoE (12h30), com previsão de -1,4 milhão.
... À tarde (16h), sai o Livro Bege e dois Fed boys participam de eventos: Neel Kashkari (14h) e John Williams (16h10).
... Ainda na agenda, não se descarta que a Suprema Corte possa divulgar hoje a decisão sobre a legalidade das tarifas de Trump. Esta semana, na Truth Social, o presidente tocou o terror sobre uma eventual derrubada da cobrança.
... “Seria um caos completo e praticamente impossível arcar com os custos, de bilhões ou até trilhões de dólares.”
AFTER MARKET – As ações da Netflix subiram 0,74% com reportagem da Bloomberg informando que a empresa estuda fazer uma oferta integral em dinheiro pelos estúdios e negócios de streaming da Warner Bros (+0,17%).
CHINA HOJE – As exportações tiveram alta anualizada de 6,6% em dezembro, mais do que o dobro da previsão dos analistas de mercado, de 3%. As importações cresceram 5,7% e também superaram de longe o esperado (+0,9%).
... O superávit comercial chinês de US$ 114,1 bilhões veio acima do consenso de US$ 113,6 bilhões.
NÃO FATUROU – O Ibovespa se perdeu nos renovados ataques de Trump contra a reputação de Powell e no front geopolítico perigoso, e desperdiçou o alívio do núcleo da inflação americana e a queda do DI com os serviços.
... O salto de 2,51% do petróleo Brent, para o maior nível desde setembro (US$ 65,47), diante do medo de interrupção da oferta pelo Irã, quarto maior produtor, puxou as ações da Petrobras, mas não salvou a bolsa.
... O índice à vista fechou com perda de 0,72%, abaixo dos 162 mil pontos (161.973,05), com giro de R$ 24,9 bilhões, mesmo com Petrobras ON disparando 3,41%, a R$ 33,04, e PN emplacando valorização firme de 2,57%, a R$ 31,14.
... De pouco adiantou também a Vale ter ido na contramão da leve queda de 0,24% do minério e avançado 0,82% (R$ 75,35). Prevaleceu o peso dos bancos, em dia de tombo do JPMorgan em Nova York com o seu balanço trimestral.
... A blue chips financeiras aproveitaram para abrir uma rodada de realização. Itaú PN caiu 0,81% e fechou na mínima do dia (R$ 39,17); Bradesco PN recuou 1,14% (R$ 18,19); Santander, -1,38% (R$ 33,49); e BB, -3,06% (R$ 21,20).
... O pior tombo do Ibovespa foi da Hapvida (-8,39%), com mudanças constantes na gestão gerando ruídos.
... A companhia confirmou Alain Benvenuti como vice-presidente comercial, marcando mais uma reviravolta na empresa, já que o executivo havia renunciado ao cargo de diretor operacional há menos de um mês.
... O BofA derrubou o preço-alvo do papel de R$ 35 para R$ 19. Ontem, fechou a R$ 13,98, abaixo do piso de R$ 14 pela primeira vez em um mês. O banco citou cenário desafiador e baixa visibilidade de recuperação da empresa.
... Operando em ambiente cauteloso, o Ibovespa ignorou a consolidação das apostas de queda da Selic em março, renovadas ontem pela queda no volume de serviços de novembro, que encerrou nove meses seguidos de expansão.
... Em desaceleração gradual da atividade econômica, o indicador teve recuo inesperado de 0,1% e contrariou a expectativa de alta de 0,1%. Após o dado, o Santander manteve a projeção de PIB estável no quarto trimestre.
... Os juros futuros de curto prazo apontaram para baixo com o resultado mais fraco do que o esperado dos serviços. O contrato para Jan/27 marcou 13,695% (contra 13,736% no ajuste anterior) e o Jan/29 foi a 12,990% (13,000%).
... Já os vencimentos mais longos exibiram viés de alta: Jan/31, a 13,300% (13,288%); e Jan/33, a 13,490% (13,450%). Estre trecho da curva seguiu os ganhos do dólar lá fora, após o CPI reforçar a aposta de corte do Fed só em junho.
... O núcleo da inflação ao consumidor abaixo do esperado (0,2% na leitura mensal, contra expectativa de 0,35%; e 2,6% na base anual, inferior ao consenso de 2,7%) reduziu qualquer urgência de uma redução antecipada do juro.
PLUS A MAIS – Além da surpresa com o alívio do núcleo do CPI, que projeta a retomada do ciclo dovish só no fim do primeiro semestre, outro foco de pressão para a moeda americana continuou vindo da birra de Trump com Powell.
... A irritação, que ameaça custar a independência do Fed, acionou compras defensivas no câmbio. O índice DXY fechou em alta de 0,28%, a 99,134 pontos, com o dólar levando a melhor contra os seus três principais rivais.
... O euro caiu 0,18%, a US$ 1,1650; a libra recuou 0,26%, a US$ 1,3434; e o iene perdeu 0,64%, no pior nível (159,11/US$) em um ano e meio. A forte depreciação foi tema de conversa entre Tóquio e Washington.
... A ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, e Scott Bessent compartilharam as suas preocupações.
... Aqui, o dólar resistiu perto da estabilidade (+0,06%) e respeitou a marca de R$ 5,40, fechando cotado a R$ 5,3759. A moeda americana subiu menos do que lá fora, porque o fôlego do petróleo com o Irã limitou as perdas do real.
... Em meio às tensões geopolíticas, às preocupações com o embate entre a Casa Branca e o Fed e à afundada do JPMorgan (-4,19%) com o seu balanço trimestral, as bolsas em Nova York terminaram a sessão no vermelho.
... No day after de seus recordes históricos, houve espaço de correção para o Dow Jones, que perdeu 0,80%, aos 49.191,99 pontos; e para o S&P 500, que recuou 0,19%, a 6.963,71 pontos. O Nasdaq caiu 0,10%, a 23.709,87 pontos.
... Apesar dos alertas no mercado de que a intimidação de Trump ao Fed por cortes no juro podem resultar no efeito oposto, as taxas dos Treasuries caíram: Note de 2 anos a 3,523% (de 3,540%) e de 10 anos, a 4,169% (de 4,186%).
CIAS ABERTAS NO AFTER – MRV registrou R$ 2,8 bilhões em VGV nos lançamentos do segmento de incorporação nacional no 4TRI, queda de 3% na comparação anual, mas alta de 21% ante o 3TRI, segundo prévia operacional.
AZUL. B3 registrou a intenção de exercício por investidores de cerca de 6,19 bilhões de bônus de subscrição de ações preferenciais de emissão da companhia e necessidade de emissão de até 96,3 bilhões de novas ações preferenciais...
... Os bônus de subscrição foram atribuídos gratuitamente como vantagem adicional aos subscritores de ações, no contexto da oferta pública de distribuição primária de ações ordinárias e preferenciais da Azul...
... Além disso, a empresa declarou que, em âmbito escritural, recebeu a solicitação de exercício de 445,47 bilhões de
bônus de subscrição de ações preferenciais, que levarão à emissão de 6,92 trilhões de novas ações preferenciais...
... E 450,21 bilhões de bônus de subscrição de ações ordinárias, que acarretarão na emissão de 10,39 trilhões de novas ações...
... Com isso, e tendo em vista a conversão obrigatória das ações PN da Azul em ações ON, aprovada esta semana, o capital social poderá corresponder a até R$ 15,73 bilhões, dividido em até 591,89 trilhões de ações ordinárias...
... Esse número máximo considera a hipótese da liquidação financeira bem-sucedida da totalidade dos bônus de
subscrição exercidos...
... O aumento de capital decorrente do exercício dos bônus de subscrição será homologado em reunião do Conselho de Administração da Azul a ser realizada hoje...
... Ainda nesta quarta-feira, ocorrerá a liquidação das ações decorrentes do exercício do bônus de subscrição e a entrega das referidas ações aos seus subscritores que realizaram o exercício através da B3.
JBS TERMINAIS. O presidente, Aristides Russi Junior, afirmou que a empresa conduz estudos iniciais sobre o leilão do megaterminal de contêineres no Porto de Santos, o Tecon Santos 10, previsto para março. (Valor)
Call Matinal 1401
Call Matinal
14/01/2026
Julio
Hegedus Netto, economista
MERCADOS EM GERAL
FECHAMENTO (1301)
MERCADOS E AGENDA
No mercado
brasileiro de terça-feira (13), o Ibovespa recuou 0,72%, a 161.973 pts, com
giro de R$ 24,9 bilhões, mesmo com Petrobras ON disparando 3,41%, a R$ 33,04, e
PN emplacando valorização firme de 2,57%, a R$ 31,14. Já no mercado cambial, o
dólar à vista fechou em alta alta de 0,06%, a R$ 5,3759. A moeda americana
subiu menos do que lá fora, porque o fôlego do petróleo com o Irã limitou as
perdas do real.
PRINCIPAIS MERCADOS
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MERCADOS 5h30 |
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EUA |
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Dow Jones Futuro: -0,22% S&P 500 Futuro: -0,18% Nasdaq Futuro: -0,17% |
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Ásia-Pacífico |
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Shanghai SE (China), -0,31% Nikkei (Japão): +1,48% Hang Seng Index (Hong Kong): +0,56% Nifty 50 (Índia): -0,34% ASX 200 (Austrália): +0,14% |
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Europa |
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STOXX 600: +0,30% DAX (Alemanha): +0,08% FTSE 100 (Reino Unido): +0,31% CAC 40 (França): +0,57% FTSE MIB (Itália): +0,32% |
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Commodities |
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Petróleo WTI, -1,00%, a US$ 60,54 o barril Petróleo Brent, -0,96%, a US$ 64,81 o barril Minério de ferro negociado na bolsa de
Dalian, +0,06%, a 821,00 iuanes (US$ 117,66) |
NO DIA, 1401
Com o recesso do Congresso brasileiro, a agenda que mais interessa acaba vindo
de fora, ainda mais porque Donald Trump não nos permite sossegar. Aguardemos
hoje os balanços do BofA, Citi e Wells Fargo antes do pregão em NY, após
decepção com JPMorgan, que caiu 4%. Também saem o PPI, as vendas no varejo e o
Livro Bege, que não devem mudar as expectativas de queda do juro apenas em
junho. As incertezas sobre a independência do Fed e as tensões geopolíticas
mantêm a cautela, com Trump sinalizando ataque iminente ao Irã. No Brasil, os
resultados da primeira pesquisa eleitoral Quaest de 2026 estão previstos para
as 10h, com a avaliação do governo Lula e as chances dos candidatos ao
Planalto.
No Irã, os massacres contra as manifestações pela queda do regime fundamentalista
dos aiatolás, seguem ocorrendo. Boatos são de milhares de mortos. E a ONU, o
que faz? E os protesto pelos direitos humanos, a favor do povo iraniano?
Silêncio total. É um espanto!
Nesta terça, Trump anunciou que suspendeu os contatos com autoridades
iranianas e incentivou o povo a continuar lutando contra o regime dos aiatolás,
afirmando que “a ajuda está a caminho”. Segundo o Wall Street Journal, os EUA
ainda consideram uma série de opções para pressionar o Irã, incluindo sanções
econômicas e ações cibernéticas, enquanto países do Golfo alertaram contra uma
ação militar, por não oferecerem seu espaço aéreo aos EUA para ataques na
região.
Em paralelo, não descartamos a Suprema Corte divulgando hoje a decisão
sobre a legalidade das tarifas de Trump. Esta semana, na Truth Social, o
presidente avisou sobre uma eventual derrubada da cobrança. “Seria um caos
completo e praticamente impossível arcar com os custos, de bilhões ou até
trilhões de dólares.”
Agenda Macroeconômica Brasil
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Quarta-feira,
14 de Janeiro |
00:00 - CNY - Balança Comercial em USD 00:00 - CNY - Exportações Anual 00:00 - CNY - Importações Anual 00:35 - JPY - Leilão JGB a 5 anos 05:15 - EUR - Discurso de Luis de Guindos, do BCE 07:00 - CNY - Novos Empréstimos 07:00 - CNY - Medida Ampla de Oferta Monetária M2 Anual 07:00 - CNY - Crescimento dos Empréstimos Anual 07:00 - CNY - Financiamento Social Total Chinês 07:30 - EUR - Leilão Alemão Bund a 30 anos 07:30 - GBP - Leilão do Tesouro Títulos Gilt a 10 anos 08:00 - CAD - Índice de Indicadores Antecedentes 09:00 - USD - Índice do Mercado Hipotecário 10:00 - BRL - Produção de Veículos 10:00 - BRL - Vendas de Veículos 10:30 - USD - IPP 10:30 - USD - Vendas no Varejo 12:00 - USD - Vendas de Casas Usadas 12:00 - USD - Estoques das Empresas 12:30 - USD - Estoques de Petróleo Bruto 12:30 - GBP - Discurso de Ramsden, membro do MPC 14:00 - USD - Discurso de Kashkari, membro do FOMC 14:00 - USD - Discurso de Bostic, membro do FOMC 14:30 - BRL - Fluxo Cambial Estrangeiro 16:00 - USD - Livro Bege 16:10 - USD - Discurso de Williams, membro do FOMC |
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Boa quarta-feira
para todos! Feliz 2026 !
Bankinter Portugal Matinal
Análise Bankinter Portugal
NY -0,2% US tech -0,2% US semis +1% UEM +0,2% España +0,1% VIX 16,0% Bund 2,81% T-Note 4,16% Spread 2A-10A USA=+65pb B10A: ESP 3,24% PT 3,10% FRA 3,52% ITA 3,44% Euribor 12m 2,250% (fut.2,399%) USD 1,165 JPY 185,4 Ouro 4.632$ Brent 65,2$ WTI 60,9$ Bitcoin +3,2% (94.875$) Ether +6,4% (3.331$).
SESSÃO: Ontem, fraca, e hoje arrancará com despiste, sem direção firme. A inflação americana repetiu em +2,7%, mas a subjacente foi um pouco melhor do que o esperado ao repetir em +2,6%, em vez de aumentar até +2,7%. Dimon (JPMorgan) disse coisas que não agradaram a Trump e isso pesou sobre o conjunto da sessão. Hoje publicam mais bancos americanos e saem (13:30 h) as Vendas a Retalho americanas, que se esperam um pouco melhores (+0,4%/+0,5% vs. 0%, embora interanualmente (a taxa fiável) está em +3,5%, nada mal). O mercado está à espera de algo que lhe permita assumir uma direção firme, mas, apesar desta espécie de espera, as subidas de 2026, com apenas poucos dias de avaliação, são generosas: +9% semis, +2% tecnologia americana, +1,7% Nova Iorque, +4% Europa…
Inflação americana e resultados de JP Morgan, ontem, bons e regular com confusão, respetivamente. Hoje publicam Bank of America (11:45 h; 0,95 $; +16,4%), Wells Fargo (12:00 h; 1,67 $; +16,6%) e Citi (13:00 h; 1,12 $; -16,5%). JPMorgan publicou resultados um pouco abaixo das expetativas (EPS 4,63 $ vs. 4,95 $ esperados), embora ao aplicar ajustes (que costumam ser um mistério à conveniência das empresas), o EPS ajustado subia até 5,23 $ (+8,7%). Ao princípio, subia em pré-abertura, mas depois terminou a cair -4,2%, porque um acordo com Apple em cartões penalizou-lhe e porque, principalmente, o seu CEO (Dimon) disse a Trump que os seus ataques a Powell terminarão por se virarem contra ele e que o limite de juro de 10% que quer impor aos cartões de crédito a partir de 20 de janeiro irá reativar a inflação. Foi interpretado como um desafio aberto a Trump, e a verdade da dupla mensagem pesou sobre a avaliação de JP, mas também, principalmente, Wall St., que terminou a retroceder um pouco.
Pronunciamento de banqueiros centrais em defesa da independência de Fed/Powell. Trump voltou a atacar e a insultar Powell num evento: ou corrupto ou incompetente. Paralelamente, animou os iranianos a manifestarem-se e a rebelarem-se porque a “ajuda está a caminho”. “Patriotas iranianos, CONTINUEM A PROTESTAR – ASSUMAM AS INSTITUIÇÕES!!!... A AJUDA ESTÁ A CAMINHO”, afirmou Trump, em Truth Social, mas sem especificar que tipo de ajuda. Parece que há 2000 mortos e 16 800 detidos. O petróleo aumenta porque o Irão produz ca. 4,5% total mundial (4,7M b/d), apesar da sua situação.
Os EUA aprovam condicionalmente as exportações do H200 de Nvidia à China: uma revisão técnica independente irá rever as capacidades dos chips para comprovar, entre outros aspetos, que não são suscetíveis de uso militar e não poderá exportar para a China mais de 50% do que vende aos seus clientes americanos. O H200 é geração -1, sendo o Blackwell a geração 0 ou mais avançada. Custam ca. 27.000 $ e 50/60.000 $, respetivamente. É ligeiramente bom para Nvidia (+0,5% ontem), mas essa condicionalidade parece muito difícil de interpretar na prática, portanto, o mercado é cético.
E Netflix poderá melhorar a sua oferta por Warner Bros para competir em melhores condições com Paramount, portanto o valor sairá castigado.
CONCLUSÃO: Depende de BoA + Citi + Wells Fargo e da evolução da variável geoestratégica (Gronelândia+Irão), mas pouco de umas Vendas por Menor americanas que são de novembro e parecerão desfasadas, independentemente de como saírem. Poderemos pensar em bolsas +0,2%/-0,2%, como conjetura arriscada. Estamos na típica mini-fase de espera que se desenvolve sempre que começa a temporada de publicação de uns resultados trimestrais, portanto, não devemos esperar demasiadas subidas. Mas tampouco descidas, porque o FOMO continua ativo. Apesar de uma geoestratégia arriscada (hoje, reunião EUA/Dinamarca sobre Gronelândia e declive de Irão, que poderá ser, desta vez, o definitivo para a descomposição do regime teocrático…) e do errático hiperativismo histriónico de Trump, que continua a implicar um risco vivo inquantificável.
FIM
terça-feira, 13 de janeiro de 2026
Carreira em Y
Quando a carreira em Y funciona, a organização cresce em duas direções: gestão forte e excelência técnica no centro das decisões. Falar de inovação é, inevitavelmente, falar de pessoas, estruturas e escolhas organizacionais. Muitas empresas afirmam querer inovar, mas ainda operam com modelos excessivamente verticalizados, onde reconhecimento, poder de decisão e crescimento estão concentrados quase exclusivamente na trilha de gestão. Mesmo quando bem-intencionado, esse desenho limita o potencial de profissionais altamente qualificados em ciência, engenharia e tecnologia. É comum ouvir que egressos da academia não se adaptam às empresas. Talvez a reflexão precise ser ampliada: quantas organizações estão, de fato, preparadas para integrar e valorizar profissionais com conhecimento técnico profundo, pensamento crítico e capacidade de gerar soluções complexas? A inovação sustentável exige ambientes que reconheçam diferentes formas de liderança. Nem todo talento precisa — ou deseja — migrar para a gestão para ser estratégico. Forçar esse caminho como única via de reconhecimento não fortalece a organização; ao contrário, pode afastar exatamente quem sustenta sua excelência técnica. É nesse contexto que a carreira em Y se consolida como uma escolha estratégica. Quando bem estruturada, ela permite que a trilha de gestão e a trilha técnica avancem lado a lado, com peso real nas decisões, no prestígio institucional e na evolução profissional. Não se trata de um modelo simbólico, mas de uma arquitetura organizacional que respeita diferentes vocações e competências. Organizações de referência já compreenderam isso. Em ambientes inovadores, cargos técnicos seniores exercem influência real, participam das decisões estratégicas e têm reconhecimento equivalente aos cargos de liderança formal. Isso não enfraquece a gestão. Fortalece a instituição como um todo. Valorizar a carreira em Y é reconhecer que excelência técnica não é plano alternativo. É parte central da estratégia de organizações que levam inovação a sério.
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