segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

Vai rolar 2701

 Vai rolar: Semana do Fed começa com dados de atividade nos EUA


[27/01/25] O feriado do Ano Novo Lunar fecha a China por uma semana, em meio aos acenos positivos de Trump, de que não pretende promover uma guerra comercial com Pequim. Já a Colômbia foi punida neste domingo com tarifa de 25%, após recusar voo de imigrantes deportados. Para o México e Canadá, a expectativa é de tarifas a partir de sábado, 1º/2. As incertezas protecionistas, entretanto, não abalam o consenso de que o Fed pausará os cortes do juro na 4ªF e o BCE optará por uma flexibilização de 0,25pp na 5ªF. Nos EUA, a agenda ainda será movimentada pelos balanços de quatro magníficas (Apple, Meta, Microsoft e Tesla), além do PCE de dezembro (6ªF) e PIB/4Tri (5ªF). À espera da semana importante, os futuros das bolsas de NY caíam forte na noite deste domingo. Aqui, Galípolo estreia no comando do Copom, que também se reúne na superquarta, já com alta contratada de mais 1pp na Selic, a 13,25%. (Rosa Riscala)


👉 Confira abaixo a agenda de hoje


Indicadores

▪️05h00 – Prévia do IPC-Fipe de janeiro

▪️06h00 – Alemanha: Índice Ifo de sentimento das empresas em janeiro

▪️08h30 – BC: Dados de crédito de dezembro

▪️10h30 – EUA/Fed de Chicago: Índice de atividade nacional de dezembro

▪️12h00 – EUA: Vendas de moradias novas em dezembro


Eventos

▪️05h10 – Lagarde (BCE) participa de evento do BC da Hungria em vídeo pré-gravado     

▪️12h35 – Lagarde discursa em evento do Dia Internacional da Memória do Holocausto

▪️15h00 – Lula se reúne com presidente da Petrobras, Magda Chambriard

▪️China: Feriado do Ano Novo Lunar 


Balanços 

▪️NY/Antes da abertura: AT&T

▪️NY/Após o fechamento: Western Alliance

sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

Celso Ming

 Opinião - Celso Ming - (Estadão de hoje)


Presidente Lula quer diminuir os preços dos alimentos, mas é incapaz de reconhecer que essa disparada tem como um dos principais motivos a perda de confiança na administração da economia por conta do rombo nas contas públicas


(...)


Esta não deixa de ser uma novidade, porque, até agora, o governo dizia que tratava de garantir o crescimento econômico e a criação de empregos. Viu que mais PIB e contratações não vêm ajudando na imagem. O aumento dos preços da comida pesa na popularidade do governo.


Em 2024, os preços dos alimentos subiram 7,69%, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo. Entre os maiores impactos estão a alcatra, 21,1%; café, 39,6%; óleo de soja, 29,2%; e o leite longa vida, 18,8%. Ou seja, na percepção do consumidor, que não come PIB, como advertia a economista Maria da Conceição Tavares, a vida ficou muito mais difícil.


Por aí se vê que, por vias transversas, o governo Lula passa a admitir que a fonte de insatisfação do eleitor não está na má divulgação dos sucessos na administração econômica do governo; está na corrosão do salário pela inflação. Ou seja, não está em algum problema de comunicação; está na maneira como o governo vem lidando com o aumento do custo de vida.


Nesse ponto, o governo incorre no risco de outro erro de diagnóstico. O de achar que a inflação da comida se deveu apenas a eventos climáticos – chuvas demais e inundações no Sul ou seca em algumas regiões – que produziram escassez e carestia. Tende a esquecer ou a não levar em conta dois outros fatores: o aumento artificial da demanda em consequência do forte despejo de dinheiro no mercado pela gastança do governo, não acompanhada pelo aumento da produção (hiato do produto); e a escalada do câmbio, ou a alta do dólar de 27,3% em 2024. Essa desvalorização do real tem a ver com o fator já apontado: o do aumento do rombo fiscal que, por sua vez, derrubou a confiança na política econômica e empurrou o mercado à compra de moeda estrangeira.


Se o presidente Lula tivesse chegado às verdadeiras causas da alta dos alimentos, teria feito mais para reequilibrar as contas públicas, conter a dívida e recuperar a confiança do brasileiro na administração da economia.


Ao contrário, o presidente Lula vem corroendo o prestígio do ministro Fernando Haddad, quando não aceita suas ponderações em direção à responsabilidade fiscal e o culpa por trapalhadas na condução da economia, como ficou demonstrado no último episódio das notícias fake sobre a taxação do Pix.


De nada adiantará o combate à inflação na base do gogó e das novas técnicas a serem usadas pelo novo secretário das Comunicações, o marqueteiro Sidônio Palmeira, se o governo não enfrentar sua causa mais profunda: o rombo fiscal.

William Waack

 Quando a única saída é o marketing, não existe mais saída


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Crise autoinfligida

William Waack


O Estado de S. Paulo.

23 de jan. de 2025


Desde sempre historiadores tentaram resumir em poucas palavras o fenômeno de decisões políticas (e/ou militares) que levaram a grandes desastres, embora claramente previsíveis. Duas obras de enorme sucesso foram “A Marcha da Insensatez”, de Barbara Tuchman (de Troia ao Vietnã), e “Os Sonâmbulos”, de Christopher Clark (como a Europa “tropeçou” para dentro da Primeira Guerra Mundial).


Não há nada de sonâmbulo na marcha de Lula 3 no caminho da insensatez fiscal, que arrisca provocar uma crise política justamente quando seria menos desejável – isto é, num cenário eleitoral. Ao contrário, o presidente não transmite em privado ou em público qualquer sinal de que entenda a questão fiscal como insustentável.


A principal assessoria econômica do Ministério da Fazenda produz avaliações do seguinte teor: “nós estamos no caminho certo da consolidação, uma consolidação fiscal feita com baixíssimo desemprego, crescimento econômico, distribuição de renda e combate à pobreza. Sempre foi nosso objetivo: conduzir uma política econômica capaz de consolidar as contas públicas ao mesmo tempo que promove o crescimento e a distribuição de renda”.


É prosseguindo nessa trilha que o governo bateu um recorde histórico na terça-feira, quando passou a pagar IPCA + 7,94% para remunerar papéis de dívida de curto prazo. Com números dessa ordem, não espanta que agentes de mercado (sim, esses vilões) considerem que a atual situação política impeça Lula de adotar medidas capazes sequer de estabilizar a dívida pública, quanto mais reverter sua trajetória de crescimento.


Por “situação política” leia-se a cabeça de Lula e o que faz do “Zeitgeist” (espírito de uma época) ou “vibe” ou como se queira chamar o momento político e sua direção. A combinação de descrédito quanto às políticas do governo e o enorme tsunami representado por Trump (do comércio à geopolítica, passando pela guerra cultural) é componente bastante visível de uma realidade política extraordinariamente difícil e desafiadora para qualquer governante.


Realidade tornada ainda mais grave quando tudo é visto sob a perspectiva do marketing, uma ferramenta política capaz de produzir resultados apenas localizados, e da qual agora tudo se espera. Nesse sentido, Lula piorou a tarefa de seu chefe de propaganda política. O que tem a oferecer é mais do mesmo (gasto é vida) e promessas pontuais de “intervenção” para mitigar inflação de preços de alimentos, e seu devastador efeito na popularidade de qualquer governo.


Miopia também é uma boa palavra para se descrever como um dirigente político fabrica uma crise para si mesmo. É o que Lula está fazendo agora. •

BDM Matinal Riscala 2401

 *Rosa Riscala: Lula tem reunião sobre preços dos alimentos*


… Índices PMI de serviços e atividade industrial estão na agenda da zona do euro e dos EUA, que têm, ainda, o sentimento do consumidor de Michigan. Em Wall Street, AMEX divulga balanço antes da abertura. Mas o destaque internacional é a decisão do BoJ, que aumentou o juro japonês a 0,50% para enfrentar pressões inflacionárias e fortalecer o iene. Correndo por fora, as falas de Trump sempre podem surpreender e mexer com os mercados. Já aqui, o IPCA-15 de janeiro, às 9h, tem previsão de queda (-0,01%), mas a inflação dos alimentos continua pressionada pela carne. Essa se tornou a principal preocupação do governo e motivo para receio de medidas que podem agravar a percepção de risco do cenário fiscal. Hoje, Lula tem nova reunião para debater o tema com os ministros Haddad e Rui Costa, às 9h30.


… Depois que Costa falou em “intervenção”, e voltou atrás, e que chegou a ser cogitado um prazo mais flexível de validade dos produtos, uma nota da Bloomberg, informando que o governo estuda criar uma rede popular de alimentos, pegou feio, nesta 5ªF.


… A ideia seria fornecer alimentos mais baratos nas periferias de grandes cidades, uma iniciativa que exigiria subsídio. A pressão na curva de juros foi imediata, mesmo com dólar em queda (leia abaixo).


… A boa notícia é que essa fonte admitiu que é preciso buscar a redução dos preços sem gerar gastos extras, considerando o ceticismo do mercado envolvendo o compromisso de Lula com a responsabilidade fiscal.


… No fim da tarde, Haddad classificou como “boataria” a informação sobre um eventual subsídio estatal para interferir no custo dos alimentos e disse que não há espaço fiscal para adotar medidas para baratear os preços.


… De seu lado, Rui Costa afirmou ao blog da jornalista Ana Flor/g1 que o governo descarta criar uma rede popular de alimentos como forma de diminuir o preço da comida e nem vai congelar preços ou criar subsídios.


… O ministro da Casa Civil negou qualquer “medida heterodoxa” na apresentação de hoje a Lula.


… O que parece estar na mesa é o redirecionamento do crédito para os alimentos que mais subiram de preço e uma mudança na taxa dos vales refeição e alimentação – demanda apresentada pelos supermercados alegando que isso reduziria os custos dos alimentos.


… De novo, o governo pode cair na armadilha de atender os empresários acreditando que garantirá benefícios à população. Dilma fez isso quando distribuiu benefícios fiscais em troca de manutenção do emprego e está aí uma “bondade” que ninguém tira mais.


… Além disso, os vales refeição e alimentação atendem apenas os trabalhadores CLT (que nem são a maioria hoje) e servidores públicos.


… O fato é que a alta dos alimentos se tornou uma obsessão para Lula, que não consegue melhorar os seus índices de popularidade. E ele deixou claro que essa é a prioridade do momento do governo na reunião do ministério na Granja do Torto, no início da semana.


… Em 2024, os preços dos alimentos subiram 7,69%, sendo os maiores impactos a carne (21%), café (39%), óleo de soja (29%), leite (18%).


… Para hoje, pesquisa do Broadcast apurou que Alimentação, que subiu 1,47% em dezembro, ainda deve subir 1,44% no IPCA-15.


… A entrada do bônus de Itaipu na tarifa de energia elétrica deve corroborar o recuo do IPCA-15 em janeiro (-0,01% na mediana), entre o piso de -0,12% e alta de 0,24%. Para a inflação em 12 meses, a mediana indica desaceleração de 4,71% para 4,36%.


JURO NA LUA – Os economistas dizem que não há muito o que governo pode fazer para baixar os preços dos alimentos, a não ser torcer por uma safra melhor este ano – o que depende de fatores climáticos – e tomar medidas para baixar os juros e o dólar.


… Mas, embora o dólar tenha voltado à razão (com a ajuda de Trump), os juros continuam escalando.


… O choque no preço dos alimentos e os efeitos do repasse cambial, diante do período de real bastante depreciado, contribuem para a desancoragem das expectativas de inflação e cobram mais do Copom.


… Mais duas doses de alta da Selic, de 1pp cada, estão dadas – a primeira na semana que vem e a próxima em março. Depois disso, as apostas no mercado são variadas para o juro terminal. Na pior hipótese, vai a 16,25%.


… Segundo pesquisa Broadcast, a estimativa intermediária para o juro básico ao final deste ano subiu de 14,75% para 15%. Para o 2Tri de 2026, horizonte relevante da política monetária, avançou de 13% para 13,25%.


MAIS AGENDA – O balanço de pagamentos que o BC divulga às 8h30 deve trazer um déficit de US$ 12,4 bilhões na conta corrente em dezembro, segundo mediana do Broadcast. Em 2024o, o déficit deve chegar a US$ 56,2 bi.


… O IDP deve ficar negativo em US$ 1,1 bilhão no mês e fechar 2024 positivo em US$ 69,3 bilhões.


LÁ FORA – NY segue de olho nos balanços. Além da American Express, antes da abertura, Verizon divulga números depois do fechamento.


… A S&P Global informa a leitura preliminar do PMI composto de janeiro (11h45) dos EUA, que deve cair de 55,4 para 55,2, enfraquecido pelo dado de serviços, enquanto a indústria deve mostrar recuperação.


… Ao meio-dia, saem as vendas de moradias usadas em dezembro (previsão de +1,2%) e o índice de sentimento do consumidor, medido pela Universidade de Michigan, que traz embutido as expectativas de inflação.


… Baker Hughes informa às 15h o número de poços e plataformas de petróleo em operação.


… Christine Lagarde (BCE) faz mais uma participação em debate no Fórum Econômico Mundial, em Davos (7h).


JAPÃO HOJE – Conforme esperado, o BoJ elevou as taxas de juros de 0,25% para 0,50%, nível mais alto em 17 anos, e sinalizou altas adicionais se a economia e os preços evoluírem de acordo com as perspectivas.


… O BC japonês aumentou a estimativa para a inflação ao consumidor (CPI) deste ano de 1,9% para 2,4%.


… Além da inflação acima da meta e o iene fraco, também os reajustes significativos de salários e a grande diferença dos juros pagos por títulos públicos japoneses e americanos contribuíram para o aperto monetário.


… As taxas de juro vinham inalteradas há três reuniões seguidas, mas agora não deu para segurar mais.


NÃO ENGOLIU BEM – Quando não é Trump, é Lula que vem para adicionar incerteza no mercado, com o rumor de subsídios para baratear os alimentos pondo em xeque o compromisso com a responsabilidade fiscal.


… Coincidindo com a notícia, que estourou na imprensa no meio da tarde, os mercados pioraram na reta final.


… O dólar desacelerou o ritmo de queda e já estava fechado quando veio o desmentido de Haddad (“boataria”), que ainda pegou a curva do DI aberta, mas não impediu as taxas de continuarem rodando na faixa dos 15%.


… Mais cedo, a moeda norte-americana havia conseguido furar os R$ 5,90, com mínima em R$ 5,8745, aliviada por Trump em Davos, que não está barbarizando como prometia em relação à sua política protecionista.


… Mas os afagos à China foram parcialmente ofuscados por aqui na segunda metade do pregão pelas investidas de Lula para recuperar a popularidade, renovando as dúvidas sobre a capacidade de cumprir a meta fiscal.


… O dólar à vista reduziu a intensidade da baixa no fechamento para 0,35%, cotado a R$ 5,9255. Apesar disso, ainda conseguiu emplacar o quarto pregão consecutivo de queda, com recuo acumulado de 2,31% na semana.


… Quem diria que o real, que caiu quase 3% em dezembro, já esteja registrando valorização superior a 4% agora em janeiro e exibindo o melhor desempenho entre as principais divisas globais neste início de ano.


… Famoso pelo otimismo com a moeda brasileira, o economista Robin Brooks, do Brookings Institute, fez ontem postagem na rede social X para dizer que o real “não merece e não pertence” ao nível do dólar acima de R$ 6,00.


… Disse que o “Brasil está longe de ser perfeito e que o atual governo comete erros não forçados”, mas que nada justifica um real 30% mais fraco (como aconteceu em 2024) do que antes da pandemia de covid-19.


… Anos atrás, Brooks se notabilizou por qualificar o Brasil com o status de “Suíça da América Latina”.


… Apesar de Haddad ter assegurado que não se cogita usar espaço fiscal para reduzir os preços de alimentos, a curva do DI não comprou o alívio. Interrompeu a sequência de baixas dos últimos dias e resgatou os 15%.


… No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 15,070% (de 14,920% no fechamento anterior); Jan/27, 15,355% (de 15,165%); Jan/29, 15,205% (de 14,995%); Jan/31, 15,170% (14,960%); e Jan/33, 15,110% (14,880%).


… Em relatório, o Itaú avalia que o governo federal deveria anunciar uma contenção “significativa”, da ordem de R$ 35 bilhões, das despesas discricionárias (não obrigatórias) como forma de cumprir o seu plano fiscal.


… Segundo o banco, o tamanho exato do desafio fiscal este ano dependerá principalmente da evolução do número de beneficiários de programas sociais, que será uma das principais variáveis para se acompanhar.


… Por enquanto, o Itaú duvida do cumprimento da meta fiscal e estima déficit primário de 0,7% do PIB.


… Mas reconhece que os riscos são de um resultado melhor do que o estimado, diante da resiliência da atividade econômica e do esforço contínuo exibido pela equipe econômica na agenda de receitas.


… Semana que vem o Tesouro anuncia o resultado das contas públicas no acumulado do ano passado. Haddad já antecipou déficit de 0,1%, acima da meta de zero, mas dentro do intervalo de tolerância (-0,25%).


AMARGOU – Como os demais ativos domésticos, também o Ibovespa não digeriu bem a história dos subsídios para combater a inflação dos alimentos, que pega mal do ponto de vista fiscal e deixa todo mundo na defensiva.


… Embora negada por Haddad, o estrago da notícia já estava feito. O Ibovespa fechou em baixa de 0,40%, aos 122.483,32 pontos, com volume financeiro que não reage: somou R$ 18,9 bilhões.


… As blue chips de commodities ficaram no vermelho. Petrobras ON caiu 0,92% (R$ 40,75) e PN cedeu 0,70% (R$ 36,83), diante da queda do Brent (-0,76%, a US$ 77,56), após Trump mandar recado para a Opep reduzir os preços.


… Vale (-0,65%; R$ 53,32) ignorou os incentivos da China para o mercado acionário, que fez o minério de ferro subir 0,44% em Dalian.


… O governo chinês disse que continuará a diminuir os requisitos para empresas obterem empréstimos para recompra de ações.


… Bancos não foram poupados do mau humor, com exceção de BB (+2,26%; R$ 26,72). Santander caiu 1,76% (R$ 24,58), Bradesco ON perdeu 1,41% (R$ 10,48), Bradesco PN, -0,78% (R$ 11,39); e Itaú, -0,21% (R$ 32,54).


… Marfrig liderou os ganhos (+4,06%; R$ 15,64) após o Goldman Sachs elevar a estimativa de Ebitda da empresa, com a exclusão dos resultados da BRF.


… Minerva, por outro lado, encerrou na mínima de R$ 4,48 (-6,67%), estendendo as perdas da véspera após rebaixamento pelo Citi. Na semana, ação acumula queda de quase 11%.


… MRV (-5,70%; R$ 5,13) e Grupo Pão de Açúcar (-5,57%; R$ 2,71) também tiveram perdas expressivas.


MEU MALVADO FAVORITO – O discurso de Trump em Davos foi música para os ouvidos de Wall St.


… Em clima best friend com a China, defendeu relação comercial justa com Pequim, garantiu que terá boa relação com Xi Jinping e afirmou que os chineses podem ajudar os EUA a interromper a guerra entre a Rússia e Ucrânia.


… Desafiando a autonomia do Fed, o novo presidente dos EUA afirmou que exigirá queda dos juros, que entende mais disso do que o próprio Fed, que vai conversar com Powell “no momento apropriado” e espera que ele escute.


… O mercado sabe que Trump não pode controlar o Fed nem tem poder para interferência direta, mas “o investidor gosta mesmo assim de ouvir esse tipo de coisa”, como disse Larry Tentarelli (Blue Chip Daily Trend Report), na CNBC.


… Após o discurso em Davos, junho seguiu como mês mais provável para um corte de juro pelo Fed, com 44,9% das apostas, quase sem alteração na comparação com o dia anterior, de 44,7%, segundo a ferramenta do CME Group.


… Nas bolsas, o S&P 500 bateu novo recorde de fechamento (6.118,71 pontos), com alta de 0,53%. As techs se destacaram novamente. Trump assinou ontem uma série de ordens executivas relacionadas à IA e criptomoedas.


… O Nasdaq (+0,22%) fechou na máxima do dia, em 20.053,68 pontos, e o Dow Jones subiu 0,92%, (44.565,07).


… As bolsas de ações anotaram a quarta alta consecutiva. Desde a posse do presidente americano, o mercado ganhou impulso por causa dos potenciais cortes de impostos e desregulamentação.


… Embora o tema das tarifas continue na cabeça de todo mundo, a falta de uma ação formal mantém o otimismo. Para o diretor da Moody’s Analytics, Brendan LaCerda, Trump deve adotar tarifas de 20% sobre importados da China.


… Em seu cenário-base, as tarifas atingirão 10% para o México, 5% ao Canadá, 5% para a União Europeia, 5% para o Brasil e outros países da América Latina, 10% para Vietnã e 2% para o Japão.


… A possibilidade de um recuo mais significativo no preço do petróleo e seu impacto na inflação fez o juro da note de 2 anos ter leve queda, para 4,288% (de 4,292% na sessão anterior). Os demais rendimento dos Treasuries subiram.


… O da note de 10 anos se elevou a 4,646% (de 4,611%) e o do T-Bond de 30 anos avançou a 4,876% (de 4,825%).


… O câmbio colou no tom mais conciliatório de Trump em relação à China. O índice DXY caiu 0,11%, a 108,047 pontos, com destaque para a libra, que subiu 0,30%, a US$ 1,2358.


… O iene subiu 0,27%, a 156,024/US$, na espera pela decisão do BoJ. O euro ficou estável (+0,04%), em US$ 1,0421.


EM TEMPO… VALE comunicou que subsidiária Vale Base Metals iniciou revisão estratégica para explorar e avaliar série de alternativas, incluindo venda de seus ativos de mineração e exploração em Thompson, Manitoba (Canadá)…


… Os ativos incluem duas minas subterrâneas em operação, uma usina adjacente e oportunidades significativas de exploração do cinturão, que tem 135 quilômetros de extensão.


PETROBRAS. A diretora de exploração e produção, Sylvia dos Anjos, disse que espera que a licença para perfurar na Foz do Amazonas saia no fim deste 1Tri…


… O centro de resgate e despetrolização de animais que está sendo construído no Oiapoque deve ser concluído em fevereiro, o que eliminaria a última pendência para a concessão da licença pelo Ibama…


… A companhia informou ter dado início à fase vinculante para venda de participação no Campo de Tartaruga, no município de Pirambu (SE), em águas rasas da Bacia de Sergipe-Alagoas, operado pela SPE Tieta (PetroRecôncavo).


AZUL vai suspender operações em 12 cidades do país por causa do aumento dos custos e baixa demanda…


… São elas: Campos e Cabo Frio (RJ); Correia Pinto (SC); Crateús, São Benedito, Sobral e Iguatú (CE); Mossoró (RN); São Raimundo Nonato e Parnaíba (PI); Rio Verde (GO); e Barreirinha (MA).


PLANO&PLANO aprovou pagamento de R$ 200 milhões em dividendos extras, montante correspondente a R$ 1,006 por ação. Ex em 28 de janeiro.


NUBANK ultrapassou o Itaú em número de clientes no 4Tri24. Segundo dados do BC, o banco digital tinha 100,77 milhões de clientes entre outubro e dezembro, ante 98,5 milhões do Itaú…


… Assim, o Nubank tornou-se o 3º maior banco do Brasil em número de clientes, perdendo apenas para Caixa Econômica Federal (154 milhões) e Bradesco (109 milhões).

Call Matinal ConfianceTec 2401

 CALL MATINAL CONFIANCE TEC

24/01/2024 

Julio Hegedus Netto, economista


MERCADOS EM GERAL


FECHAMENTO DE QUINTA-FEIRA (23/01)

MERCADO BRASILEIRO


O Ibovespa, na quinta-feira (23), fechou em queda de 0,44%, aos 122,483 pontos. 


Já o dólar à vista operou em queda de 0,33%, a R$ 5,926.


PRINCIPAIS MERCADOS 7h00


Índices futuros dos EUA operam em baixa nesta sexta-feira (24).


EUA🇺🇸:

Dow Jones Futuro, -0,02%

S&P 500 Futuro, -0,08%

Nasdaq Futuro, -0,18%


Ásia-Pacífico:

Shanghai SE (China🇨🇳), +0,70%

Nikkei (Japão🇯🇵), -0,07%

Hang Seng Index (Hong Kong), +1,86%

Kospi (Coreia do Sul🇰🇷), +0,85%

ASX 200 (Austrália🇦🇺), +0,36%


Europa:

FTSE 100 (Reino Unido🇬🇧), +0,14%

DAX (Alemanha🇩🇪), +0,35%

CAC 40 (França🇫🇷), +0,90%

FTSE MIB (Itália🇮🇹), +0,54%

STOXX 600🇪🇺, +0,40%


Commodities:

Petróleo WTI, -0,11%, a US$ 74,54 o barril

Petróleo Brent, -0,11%, a US$ 78,20 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +0,69%, a 806,50 iuanes (US$ 111,39)


NO DIA, 24/01


Nos EUA, Trump dá uma aliviada no seu discurso sobre tarifas, tendo como principal alvo a China. 


No Brasil, hoje é dia de IPCA15, na expectativa de uma boa desaceleração a 0,1% no mensal e 4,4% no anual. 


No Japão, Bank of Japan subiu actaxa de juro de 0,25% para 0,50%. 


Segundo o BoJ, "a taxa de juros aumentará mais se a economia e os preços evoluírem de acordo com as perspectivas."


AGENDA, 24/01


Indicadores:

05h30. Alemanha🇩🇪/S&P Global: PMIs de janeiro (preliminar)

06h00 – Zona do euro🇪🇺/S&P Global: PMIs de janeiro (preliminar)

06h30. Reino Unido🇬🇧/S&P Global: PMIs de janeiro (preliminar)

08h30. Brasil🇧🇷/BCB: Balanço de pagamentos de dezembro

09h00. Brasil🇧🇷/IBGE: IPCA-15 de janeiro 

11h45. EUA🇺🇸/S&P Global: PMIs de janeiro (preliminar)

12h00. EUA🇺🇸/Univ. Michigan: Sentimento do Consumidor - Jan 

12h00. EUA🇺🇸/NAR: vendas de moradias usadas - Dez

15h00. Baker Hughes: poços e plataformas de petróleo em operação


Eventos:

07h00. Christine Lagarde (BCE) participa de conversa em Davos

09h30. Presidente Lula tem reunião sobre preços dos alimentos com ministros


Balanços:

NY/Antes da abertura: American Express

NY/Após o fechamento: Verizon

                           

Julio Hegedus Netto, economista da ConfianceTec 

 

Boa sexta-feira e bons negócios!

Abertura 2401

 Abertura: IPCA-15 e reunião de Lula sobre alimentos ficam no foco; dólar se enfraquece


São Paulo, 24/01/2025


Por Luciana Xavier e Silvana Rocha*


OVERVIEW. O IPCA-15 é destaque local nesta sexta-feira, juntamente com a reunião do presidente Lula com ministros para debater os preços dos alimentos. No exterior, após uma série de índice de gerentes de compras (PMI) na Europa, é esperado o PMI composto dos Estados Unidos, além do índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan, com expectativas de inflação. O investidor também fica em compasso de espera pelas decisões sobre juros do Federal Reserve (Fed) e Comitê de Política Monetária (Copom), na próxima quarta-feira.


NO EXTERIOR. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, segue mexendo com os mercados. O yuan negociado em Xangai se valoriza fortemente após ele dizer que preferiria não punir produtos chineses com tarifas. "Eu preferiria não ter que usar as tarifas, mas é um poder enorme sobre a China", disse à Fox News. O dólar se mostra mais fraco em geral no exterior. Já as bolsas operam mistas, com europeias em alta após dados da região e futuros de Nova York no vermelho. O euro ampliou ganhos ante o dólar após o PMIs da zona do euro e da Alemanha terem vindo acima do esperado. A libra passou a subir mais após o PMI composto do Reino Unido também superar as expectativas. O dólar cai ante o iene após o Banco do Japão (BoJ) elevar sua principal taxa de juros de 0,25% para 0,50% ao ano, como estimado. A Capital Economics considera que o BoJ deixou a porta aberta para apertos adicionais. Os mercados também estão à espera de manutenção dos juros pelo Fed na próxima quarta-feira.


POR AQUI. A reunião do governo para discutir os preços dos alimentos pode mexer com o humor do mercado, em meio a ruídos recentes de comunicação. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, descartou ontem a criação de uma rede de abastecimento popular como forma de diminuir o preço dos alimentos. "O governo não vai criar rede popular de alimentos, nem congelar preços, nem criar subsídios", disse. O dólar mais fraco ante maioria das moedas pode beneficiar o real. A deflação de 0,01% esperada para o IPCA-15 de janeiro, após alta de 0,34%, poderia trazer alívio à curva, uma vez que a inflação em 12 meses também pode desacelerar. Por outro lado, o mercado prevê aceleração da média dos núcleos, o que pode limitar o movimento. O dado não deve alterar a perspectiva para o Copom na próxima semana. Uma ampla maioria no mercado aposta em mais uma alta de 100 pontos-base da Selic, para 13,25%, em linha com o forward guidance do Banco Central.


NA POLÍTICA. O presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), João Galassi, criticou “mentiras” difundidas nos últimos dias contra a proposta do setor para flexibilizar a validade de alimentos no País. O governo federal trabalha com o cenário no qual o bloqueio de recursos do programa Pé-de-Meia pelo Tribunal de Contas da União (TCU) será derrubado a tempo de o pagamento de fevereiro ser efetuado. A posse de Donald Trump abriu uma nova temporada de tretas entre o vereador Carlos Bolsonaro (PL-Rio) e o influenciador digital Pablo Marçal (PRTB-SP), evidenciando ainda mais o racha da direita bolsonarista de olho nos planos presidenciais para 2026.


AGENDA.


IPCA-15 E REUNIÃO DE LULA SOBRE ALIMENTOS EM FOCO - A agenda desta sexta-feira traz a divulgação do IPCA-15 de janeiro (9h). Antes, tem o dado de conta corrente de dezembro e 2024 (8h30). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz reunião com ministros para debater os preços dos alimentos (9h30). Nos EUA, sai o índice de gerentes de compras (PMI) composto preliminar de janeiro (11h45); vendas de moradias usadas (12h); índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan (12h), além dos balanços da American Express e Verizon.


O QUE SABEMOS.


PETROBRAS - A Petrobras deu início à fase vinculante para venda total de sua participação minoritária de 25% nos direitos de exploração, desenvolvimento e produção de óleo e gás natural no Campo de Tartaruga. O campo fica no município de Pirambu-SE, em águas rasas da Bacia de Sergipe-Alagoas, e é operado pela SPE Tiêta (Petrorecôncavo). De acordo com comunicado da estatal, os potenciais compradores habilitados para essa fase receberão carta-convite com instruções detalhadas sobre o processo, com orientações para a realização de due diligence e envio das propostas vinculantes.


EM TESE  A operação deve ser bem recebida porque faz parte da estratégia de desinvestimento da estatal para focar em ativos mais rentáveis. Mas o impacto positivo nas ações e ADRs da estatal pode ser moderado, já que se trata de um ativo de menor relevância no portfólio da empresa. Os ADRs subiam 0,65% por volta das 6h30, refletindo ainda o ensaio de alta dos preços do petróleo, após quedas acumuladas nas últimas seis sessões.


AZUL - A partir de 10 de março, a Azul suspenderá operações em 12 cidades do País, a maioria no Nordeste. Estão no plano, Campos e Cabo Frio (RJ); Correia Pinto (SC); Crateús, São Benedito, Sobral e Iguatú (CE); Mossoró (RN); São Raimundo Nonato e Parnaíba (PI); Rio Verde (GO); e Barreirinha (MA). Segundo a empresa, a suspensão decorre de uma série de fatores, como aumento nos custos operacionais da aviação, impactados pela crise global na cadeia de suprimentos e a alta do dólar, somadas às questões de disponibilidade de frota e de ajustes de oferta e demanda.


EM TESE: A suspensão de operações da Azul em 12 cidades pode pressionar as ações no curto prazo, refletindo desafios operacionais e financeiros. Porém, a readequação da malha aérea pode  melhorar a eficiência da companhia no médio prazo e amenizar o impacto nos preços de seus papéis, mas consumidores enfrentarão menos opções de voos e possíveis aumentos de preços. A medida beneficia concorrentes, como Gol e Latam, e pode afetar a economia local das cidades envolvidas, prejudicando o turismo e os negócios.


OVERNIGHT.


PREÇO DOS ALIMENTOS - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a regulamentação da portabilidade do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) pode ter um efeito positivo no curto prazo no preço dos alimentos. Embora a lei que permite a portabilidade dos cartões de Vale-Alimentação e Vale-Refeição já tenha sido aprovada, ainda falta regulamentação, responsabilidade do Banco Central. Haddad mencionou possíveis reduções entre 1,5% e 3%, mas não especificou se esses porcentuais se referem aos preços dos alimentos ou às taxas cobradas pelas empresas do setor.


IBGE  - A presidência do IBGE informou que a servidora Maria do Carmo Dias Bueno assumirá o cargo de diretora de Geociências, em substituição à servidora Ivone Lopes Batista, enquanto o servidor Gustavo de Carvalho Cayres da Silva assumirá a diretoria-adjunta, em substituição à servidora Patricia do Amorim Vida Costa. Nos últimos meses, o sindicato dos servidores do instituto tem realizado diferentes mobilizações de trabalhadores, incluindo paralisações temporárias, contra o que chamam de "autoritarismo" da gestão Pochmann.


NUBANK - O Nubank, que anunciou que já tem 10 milhões de clientes no México, acaba de ultrapassar o Itaú em número de clientes no Brasil. Com isso, se tornou o terceiro maior banco do país em número de correntistas, com 100,8 milhões. O Itaú tem 98,5 milhões, de acordo com dados do Banco Central desta quinta-feira. O banco com mais clientes no Brasil é a Caixa Econômica Federal, com 154,2 milhões. Em seguida aparece o Bradesco, com 109 milhões. O Itaú é o quarto e o Banco do Brasil ocupa a quinta posição, com 78 milhões.


USIMINAS  - A Usiminas informou que, no âmbito da oferta de recompra em dinheiro (Tender Offer) de senior notes com vencimento em 2026 e taxa de 5,875% emitida pela Usiminas International S.à r.l, foram recebidas propostas válidas com relação a US$ 224.068.000,00 no valor principal agregado das Notes. Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa destaca que a condição financeira (Financing Condition, definida na Offer to Purchase) foi totalmente satisfeita. A ofertante espera aceitar e fazer com que a emissora efetue o pagamento de todas as Notes que validamente aceitaram a Tender Offer em 28 de janeiro.


AMBIPAR - A Fitch deu rating "BB-" à proposta de emissão de títulos verdes da Ambipar, que deve somar US$ 500 milhões. Segundo fontes, a expectativa é que a operação vá a mercado no começo da próxima semana. Os recursos captados serão destinados à gestão de passivos.


GOL - A Gol informou que não firmou nenhum acordo de investimento com terceiros, como companhias aéreas, sobre um aporte de capital. A empresa confirmou a intenção de levantar até US$ 1,85 bilhão por meio de uma linha de crédito relacionada ao Chapter 11, para quitar o financiamento Debtor-in-Possession e garantir liquidez para sua estratégia futura. O comunicado foi uma resposta à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que questionou rumores sobre negociações com grandes companhias aéreas internacionais para aportes financeiros.


BOEING - A Boeing reconhecerá os diversos impactos financeiros quando divulgar os resultados do seu quarto trimestre, em 28 de janeiro, informou a companhia nesta quinta-feira. Entre as dificuldades enfrentadas pela empresa que serão reconhecidas no balanço estão os impactos da paralisação e acordo trabalhista com o sindicato, encargos de determinados programas de Defesa, Espaço e Segurança e custos associados às reduções da força de trabalho anunciadas no ano passado. A empresa espera registrar no quarto trimestre uma receita de US$ 15,2 bilhões e prejuízo por ação de US$ 5,46. O caixa e os investimentos em títulos negociáveis totalizaram US$ 26,3 bilhões no final do trimestre.


PANAMÁ -  O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, fará sua primeira viagem oficial ao exterior na próxima semana para a América Central, incluindo uma parada no Panamá - país que tem gerado irritação junto ao presidente Donald Trump, que citou a possibilidade de tentar recuperar o Canal do Panamá. Rubio, ex-senador da Flórida e filho de imigrantes cubanos, também visitará El Salvador, Guatemala, Costa Rica e República Dominicana, disse a porta-voz do departamento, Tammy Bruce.


PMI DO JAPÃO - O índice de gerentes de compras (PMI) composto do Japão subiu de 50,5 em dezembro para 51,1 em janeiro, segundo pesquisa preliminar da S&P Global em parceria com o Jibun Bank. O PMI industrial cedeu de 49,4 para 48,0, ainda em território de contração, enquanto o PMI de serviços teve alta de 50,9 para 52,7. A expansão da atividade permaneceu liderada pelo setor de serviços, com taxa de crescimento atingindo recorde de quatro meses, mas a produção industrial caiu para o menor valor desde abril passado.


E NOS MERCADOS.


TREASURIES - Os rendimentos dos Treasuries operam em baixa, depois do comportamento misto da sessão anterior, enquanto investidores aguardam indicadores dos EUA, incluindo PMIs preliminares e o índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan, e seguem atentos a eventuais falas do presidente americano, Donald Trump. Às 7h15, o juro da T-note de 2 anos caía a 4,268% (ante 4,289% no fim da tarde de ontem), o da T-note de 10 anos recuava a 4,634% (de 4,644%) e o do T-bond de 30 anos diminuía a 4,866% (de 4,872%).


FUTUROS DE NY - Os índices futuros das bolsas de Nova York recuam, depois de Wall Street acumular ganhos nos últimos pregões. Investidores aguardam dados dos EUA, incluindo PMIs preliminares e o índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan, além de balanços trimestrais da American Express e da Verizon. Às 7h15, no mercado futuro, o Dow Jones caía 0,10%, o S&P 500 recuava 0,13% e o Nasdaq tinha perda de 0,18%.


BOLSAS EUROPEIAS - As bolsas europeias operam na maioria em alta nesta sexta-feira, ampliando ganhos de ontem, em meio a um alívio nos temores de que o presidente dos EUA, Donald Trump, possa elevar tarifas agressivamente. Investidores reagem também aos PMIs preliminares alemães de janeiro acima do esperado. Na Zona do Euro, o PMI industrial veio acima do esperado, mas o de serviços decepcionou. Às 7h15,  a Bolsa de Paris avançava 0,87% e a de Frankfurt ganhava 0,32%, mas a de Londres caía 0,31%.


MOEDAS - O dólar opera em baixa ante outras moedas de países desenvolvidos, estendendo perdas de ontem, após o presidente dos EUA, Donald Trump, dizer, em entrevista à Fox News, que preferiria não impor tarifas a produtos chineses. O yuan negociado em Xangai se valoriza fortemente com alívio em temores de que os EUA venham a impor tarifas a importações da China. O iene avança após elevação a elevação de juros pelo Banco do Japão. O euro e a libra ganham força após os dados de PMIs da Alemanha e Reino Unido acima das previsões. Às 7h16, o euro subia a US$ 1,0496 (de US$ 1,0421), a libra avançava a US$ 1,2432 (de US$ 1,2358) e o dólar recuava a 155,75 ienes (de 155,92 ienes). Já o índice DXY do dólar - que acompanha as flutuações da moeda americana em relação a outras seis divisas relevantes - tinha baixa de 0,55%, a 107,457 pontos.


PETRÓLEO  - Os contratos futuros do petróleo buscam recuperação e sobem levemente, após acumular perdas nas últimas seis sessões. Ontem, o presidente dos EUA, Donald Trump, detalhou planos de impulsionar a produção doméstica e disse que irá pedir à Arábia Saudita e à Opep que reduzam os preços da commodity. Às 7h17, o barril do petróleo WTI para março subia 0,35% na Nymex, a US$ 74,88, enquanto o do Brent para abril ganhava 0,27% na ICE, a US$ 77,77.


BOLSAS DA ÁSIA - As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta sexta-feira em meio a um alívio em relação à postura tarifária do recém-empossado presidente dos EUA, Donald Trump, mas a de Tóquio caiu após o Banco do Japão elevar seu juro básico. Na China continental, o Xangai Composto subiu 0,70% e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 1,21%, a 1.936,34 pontos, à medida que o sentimento melhorou após Trump dizer que preferiria não impor tarifas a produtos chineses. No Japão, o Nikkei fechou em baixa de 0,07%, após o BoJ aumentar sua principal taxa de juros em 25 pontos-base, para 0,50%. Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 1,86%, após dois dias consecutivos de perdas. O índice Kospi avançou 0,85% em Seul, antes de um feriado na Coreia do Sul que deixará a bolsa local fechada até dia 30. Em Taiwan, o mercado não opera desde ontem por causa de feriados, e só retomará os negócios no dia 3 de fevereiro. Na Oceania, o S&P/ASX 200 subiu 0,36% em Sydney.


Colaborou Sergio Caldas


Contatos: luciana.xavier@estadao.com e silvana.rocha@estadao.com



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quinta-feira, 23 de janeiro de 2025

Fator X na análise fundamentalista

 O Factor X na análise fundamental 


Quando queremos fazer um investimento em acções há vários modelos que podemos utilizar, existem basicamente duas escolas: a análise fundamental e análise técnica. A primeira implica o estudo dos elementos económicos e financeiros da acção e a segunda implica encontrar padrões da acção nos mercados financeiros e prever a sua evolução. 


Sem entrar em detalhes sobre as duas análises proponho fazer uma observação sobre a Tesla. Esta empresa produz EV e outros serviços tecnológicos. Um analista experiente diria que é inútil usar a análise fundamental na Tesla. Isto porque os fundamentos da empresa tornam impossível prever a incrível valorização da empresa na bolsa. 


E porquê? Existe um "factor X" que escapa a qualquer modelo racional. Esse factor X simplificando chama-se Elon Musk. É um pouco mais complicado do que isto, mas vamos entender o que é o factor X. É um factor que não pode ser integrado numa análise objectiva mas que tem um peso fundamental nos resultados. 


Verifica-se isto no futebol por exemplo. O peso da marca do clube pode influenciar o árbitro e levar a uma vitória num jogo. Mesmo que nos fundamentos do resultado os clubes até nem sejam muito diferentes. O factor x é o elemento humano ou o peso da marca. A Apple é outro exemplo, como quantificar o Factor X chamado Steve Jobs e o seu papel no factor x que é hoje a marca Apple?


O Factor X muitas vezes implica uma análise que não pode ser puramente objectiva. É um elemento muito difícil de quantificar ou mesurar. A Tesla em termos formais parece um péssimo investimento, mas a realidade é que quem investiu na Tesla ganhou uma fortuna.

ANÁLISE: Venezuela abre disputa entre Rubio e Vance pela sucessão de Trump

Humberto Saccomandi De Para o Valor, de São Paulo A intervenção americana em andamento na Venezuela tem um componente de política interna am...