segunda-feira, 10 de novembro de 2025

BDM Matinal Riscala

 🇧🇷*Bom Dia Mercado*


Segunda Feira, 10 de Novembro de 2.025. 



*Shutdown perto do fim nos EUA*

10 de novembro de 2025

Shutdown perto do fim nos EUA

Por Rosa Riscala e Mariana CiscatoAtualizado há 6 horas

… Os futuros de Nova York subiam no pregão asiático, enquanto o Senado dos Estados Unidos avançava em um acordo para encerrar o shutdown de 40 dias, o mais longo da história. Um grupo de democratas moderados votou a favor de uma medida processual para dar andamento ao projeto de lei. A medida também precisa ser aprovada pela Câmara, onde o projeto enfrenta resistências por não prever a prorrogação dos subsídios do Obamacare. A semana lá fora ainda tem indicadores da China e PIB na Zona do Euro. Aqui, a B3 entra na reta final dos balanços e o mercado aguarda a ata do Copom, IPCA de outubro, volume de serviços e vendas no varejo – agenda importante para a Selic.


FIM DO SHUTDOWN –Um grupo de senadores democratas moderados rompeu com as lideranças do partido e apoiou um acordo com os republicanos para reabrir o governo americano e financiar alguns departamentos e agências até 31 de janeiro.


… Uma votação de teste processual foi realizada nesse domingo à noite e a aprovação ocorreu por 60 votos a 40.


… O acordo garante o pagamento de funcionários públicos em licença não remunerada e reintegra os demitidos durante a paralisação.


… O Senado ainda não agendou uma votação para a aprovação final. A Câmara dos Representantes também precisa aprovar a medida antes que ela seja encaminhada ao presidente Trump. Não há previsão de quanto tempo levará até a conclusão do processo.


… Os democratas cederam após o compromisso dos republicanos de votar até dezembro um projeto de lei para renovar os créditos fiscais da Lei de Acesso à Saúde, já que a prorrogação dos subsídios do Obamacare e a revogação dos cortes no Medicaid estão fora do acordo.


… A aprovação na Câmara não é garantida. Líder da minoria, o democrata Hakeem Jeffries, prometeu “lutar contra o projeto republicano”.


… As táticas de pressão dos republicanos funcionaram em grande parte para que senadores democratas cedessem.


… Os republicanos obstruíram as exigências dos democratas por US$ 1,5 trilhão em novos gastos, mantendo a Câmara fora de sessão desde 19 de setembro, e a Casa Branca demitiu funcionários públicos em massa.


… O governo também instruiu os estados a suspenderam os benefícios de auxílio alimentar de novembro, ameaçando com sanções financeiras quem descumprisse a determinação.


… Os republicanos, apesar de controlarem as duas casas do Congresso, precisavam do voto de oito democratas no Senado.


… As consequências da paralisação do governo custaram à economia americana cerca de US$ 15 bilhões por semana e o Escritório de Orçamento do Congresso estima que reduzirá a taxa de crescimento anualizada trimestral do PIB em 1,5 ponto até meados de novembro.


… Além disso, o apagão de dados deixou o Fed e o mercado às cegas durante a paralisação, ampliando as incertezas sobre os juros.


… Para esta semana, está prevista na agenda dos Estados Unidos, mas não confirmada, a divulgação dos pedidos de auxílio-desemprego e do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de outubro, na quinta-feira, e o PPI e as vendas no varejo, na sexta-feira.


DIVIDENDO TARIFÁRIO – Outra novidade do fim de semana nos Estados Unidos foi a promessa de Trump nesse domingo em sua rede social de pagar a cada americano um dividendo de “pelo menos” US$ 2.000 com os recursos do tarifaço imposto a outros países.


… Só as pessoas de alta renda não receberiam, como o presidente esclareceu na Truth Social.


… Em entrevista à ABC, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, admitiu que não havia falado com Trump sobre essa ideia, mas especulou que o “dividendo” poderia vir de várias formas, de várias maneiras, por exemplo, através dos cortes de impostos.


… “Poderia ser apenas as reduções de impostos que estamos vendo na agenda do presidente.”


… A declaração do presidente Trump ocorre em meio ao julgamento de seu recurso na Suprema Corte contra a ilegalidade das tarifas.


O QUE VEM NA ATA? – Até segunda ordem, o mercado deve se manter mais cauteloso sobre as chances de um corte do juro em janeiro, que foi esvaziado pela mensagem mais dura do Copom, na semana passada. Março passou a ser a aposta majoritária.


… Economistas esperam que a ata, nesta terça, apresente o detalhamento das projeções de inflação do cenário de referência do BC, sobretudo para 2026 e para o segundo trimestre de 2027, atual horizonte relevante da política monetária.


… Querem saber se as estimativas do Copom para o ano que vem (3,6%) e o 2Tri/2027 (3,3%) já incorporaram ou não os efeitos da reforma do Imposto de Renda, que foi aprovada pelo Congresso e deve ser sancionada pelo presidente Lula, nessa semana.


… Considerando que a ampliação da faixa de isenção do IR deve pressionar a inflação e o hiato do produto, essa informação é fundamental para definir o que pode vir por aí. Se o IR já foi incorporado, as projeções devem ter menor viés de alta. Se não foi, devem subir mais.


… Isso pode significar a diferença entre um início mais próximo (janeiro) ou mais tardio do ciclo de flexibilização (março ou até abril).


GALÍPOLO DEIXOU A DESEJAR – Em entrevista ao Estadão, a ministra Gleisi Hoffmann expressou o descontentamento do governo com o Banco Central, que, segundo ela, não considerou os indicadores positivos da economia para reduzir a taxa de juros.


… “Obviamente, quando Galípolo entrou, a gente teve condescendência. Sabíamos que tinha duas contratações para o Copom subir os juros. Mas, com indicadores positivos, a gente achava que o BC começaria a cortar. Nada justifica juros reais de quase 10%.”


… Gleisi afirmou que, “infelizmente”, não está sendo essa a postura do BC. “Estão mais realistas do que o rei. Aí, a gente tem de debater. Não pode deixar só o mercado pressionar. Por que só o mercado pressiona o Banco Central a subir taxa de juros?”


… A ministra comete o mesmo equívoco de Haddad, que culpa o mercado pelo conservadorismo do Copom, quando a verdade é que o mercado apenas faz a leitura da comunicação do BC, que é bastante hawkish. Não se trata de pressão, mas de acertar o passo com a mensagem.


… Questionada se esperava um compromisso de Galípolo, indicado por Lula, Gleisi respondeu que a inflação está sob controle. “Ela não está no centro da meta de 3%, que é bem apertada. Mas você tem uma inflação que está mostrando que vai cair abaixo da banda superior.”


… Na opinião da ministra, não há motivo para continuar com a política monetária tão restritiva, que tem impacto na indústria, no crédito e no crescimento do País. “Nós estamos nos autopunindo? Então, eu acho que [o Galípolo] deixou a desejar.”


IPCA – A depender da ata do Copom, que sai amanhã cedo, o IPCA de outubro, sozinho, pode não alterar as expectativas, mesmo com previsão de que deve desacelerar para 0,14%, após ter subido 0,48% em setembro, segundo a mediana de pesquisa Broadcast.


… Já hoje, o boletim semanal Focus (8h25) pode trazer nova melhora para as expectativas de inflação, que é reconhecida pelo BC, mas com o contraponto de que ainda permanecem acima da meta. Galípolo vive falando no “desconforto” que isso causa no Copom.


… A agenda da semana traz também dados importantes da atividade, que podem confirmar a desaceleração: na quarta-feira, sai o volume de serviços e, na quinta, as vendas no varejo em setembro. Na sexta, o IGP-10 também estará no radar do mercado de juros.


RELATÓRIO DE ESTABILIDADE FINANCEIRA – Na quarta-feira (12), o BC também publicará o documento, com entrevista coletiva do presidente do BC, Gabriel Galípolo, e dos diretores de fiscalização, Ailton de Aquino Santos, e de política econômica, Diogo Guillen.


… Já na quinta-feira, será divulgada a Pesquisa Trimestral de Condições de Crédito (PTC) referente ao terceiro trimestre.


… O presidente do BC, Gabriel Galípolo, e o diretor de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos, Paulo Picchetti, passaram o fim de semana na Basileia, Suíça, onde participam das “Bimonthly Meetings”, promovidas pelo BIS.


BALANÇOS – A temporada do 3Tri entra na última semana com destaque para os resultados hoje de Braskem, Itaúsa e Sabesp.


… Amanhã vem B3, BTG Pactual, Eneva e Gol. Na quarta, Americanas, Banco do Brasil, Casas Bahia, Copel e Oi. Na quinta, Banco Inter, Bradespar, Cemig, CPFL, Cyrela, Eztec, IRB Re, JBS, Light e Nubank. E na sexta-feira, Azul, Banrisul e Lojas Marisa.


COP30 – O presidente Lula abre hoje os trabalhos da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em Belém do Pará.


… Neste domingo, a Alemanha anunciou a doação de 5 milhões de francos suíços, cerca de R$ 33 milhões, para o Fundo Amazônia, que financia projetos que buscam conciliar proteção ambiental, desenvolvimento sustentável e melhoria das condições de vida da população amazônica.


… O BNDES é o gestor do fundo, responsável por captar recursos de doadores, contratar e monitorar os projetos financiados.


LULA – Na volta a Brasília, além da sanção do novo Imposto de Renda, o presidente deve definir quem indicará para a vaga aberta no STF com a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. A expectativa é pelo nome do advogado-geral da União, Jorge Messias.


… Para destravar a escolha, Lula deve se reunir antes com o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG), o candidato preferido dos parlamentares, e com Davi Alcolumbre, que alertou sobre possíveis dificuldades para aprovação de Messias.


ANTIFACÇÃO – Na Câmara, com votações semipresenciais na semana da COP30, o presidente Hugo Motta incluiu na pauta da semana o projeto de lei antifacção do governo federal, que, segundo ele, será o marco legal do combate ao crime organizado no País.


… A proposta foi encaminhada após a megaoperação que deixou 121 mortos no Rio, e tem como relator o deputado Guilherme Derrite (PP-SP), secretário de segurança de São Paulo. A primeira sessão deliberativa da Casa foi marcada para amanhã, terça-feira.


… Na quarta-feira, sai nova pesquisa Quaest sobre aprovação do governo Lula, a primeira após a crise de segurança no Rio.


TARIFAÇO – O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, viaja amanhã ao Canadá para uma nova reunião bilateral com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, sobre o tarifaço de 50% a produtos brasileiros importados pelos Estados Unidos.


… O encontro deve ocorrer às margens de uma reunião ministerial do G7.


… No sábado, após participar da conferência MBA Brasil 2025, em Boston, o fundador da SPX Capital, Rogério Xavier, disse aos jornalistas que, para ele, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está “enrolando” o Brasil nas negociações comerciais.


… A prova disso, explicou, é que nenhuma sanção ou tarifa contra o País foi retirada apesar das reuniões realizadas até agora.


… “Tiveram as reuniões e nada aconteceu. As sanções contra os ministros do Supremo, as tarifas, todas continuam lá”, disse Xavier.


… Segundo o gestor, a guerra dos Estados Unidos é com a China e Trump quer afastar um pouco os chineses do Brasil. “A agenda do presidente Trump visa a “sabotar” a China na corrida da inteligência artificial, atrasar os chineses para que os americanos ganhem tempo.”


MAIS AGENDA – A China divulgará na quinta-feira à noite a produção industrial e as vendas no varejo em outubro.


… No sábado, o governo de Pequim informou que a inflação ao consumidor (CPI) registrou alta anualizada de 0,2% em outubro, contrariando a expectativa de variação negativa de 0,2% e revertendo a queda observada em setembro, de 0,3%.


… Já os preços ao produtor (PPI) caíram 2,1%, menos do que o esperado pelos analistas para o período (-2,3%).


… Ainda na agenda lá fora, o PIB do terceiro trimestre na Zona do Euro será divulgado na sexta-feira.


… Também serão divulgados nesta semana os relatórios do mercado de petróleo da Opep (quarta) e da AIE (quinta).


… Amanhã, o feriado do Dia do Veterano nos Estados Unidos deixa o mercado de Treasuries fechado.


JAPÃO HOJE – O BoJ sinalizou em sua ata, divulgada nesta segunda-feira, que a maioria do comitê de política monetária considera viável uma alta dos juros no curto prazo, caso o crescimento salarial se mantenha e as condições globais permaneçam estáveis.


A BOLHA DO IBOVESPA – Prestes a estourar, mas nada até agora, a bolsa brasileira parece ter desaprendido a cair. Tudo indicava que a realização não passaria de sexta-feira, quando ensaiou uma correção de lucro. Mas veio o rebote na reta final.


… Com 13 altas seguidas e recordes históricos de fechamento em 10 destes pregões, a sequência do índice à vista só perde para a época de lançamento do Plano Real, mais de três décadas atrás, com 15 valorizações ininterruptas. 


… A exuberância tem relação direta com a onda favorável de capital externo para os mercados emergentes, que vai garantindo também volumes diários mais expressivos para o Ibovespa. No último pregão, foram R$ 24,2 bilhões.


… O Ibov deu um jeito de zerar as perdas e virou à tarde, lançando-se a mais um topo inédito de fechamento, aos 154.063,53 pontos (+0,47%).


… Petrobras foi a estrela desta conquista, embalada pela teleconferência no day after do balanço trimestral.


… Agradaram os comentários do diretor financeiro da companhia, Fernando Melgarejo, sobre o plano de investimentos em ativos de longo prazo (política de capex), ponto sensível que preocupa o mercado financeiro.


… “Nosso ritmo de investimentos é por aumento de velocidade. Os projetos são os mesmos. Nosso capex está fortemente concentrado no aumento de produção”, disse o executivo na conference call aos acionistas.


… Segundo ele, os investimentos alcançaram US$ 14 bilhões no acumulado do ano, dentro do planejado para o guidance de 2026. Disse ainda que, se o petróleo cair muito, a estatal poderá postergar investimentos não contratados.


… Os investidores deslocam agora toda a expectativa para o dia 27, quando a Petrobras anunciará o seu novo plano estratégico e pode considerar revisão de investimentos, em meio à queda de dois dígitos do Brent este ano.


… O papel PN da companhia saltou 3,77% e fechou na máxima de R$ 32,18. ON escalou 4,83% (R$ 34,28), segunda maior alta do Ibovespa, enquanto o Brent para janeiro subiu só 0,39%, a US$ 63,63, pesando o excesso de oferta.


… Também os papéis dos bancos ajudaram o Ibovespa a superar no último pregão a marca inédita dos 154 mil pontos, ainda que o setor financeiro tenha subido de forma bem mais tímida do que as ações da Petrobras.


… Itaú PN registrou leve alta de 0,10%, a R$ 14,17; Bradesco ON avançou 0,25%, para R$ 15,99; Bradesco PN ganhou 0,11%, a R$ 18,73; Santander pegou impulso de 0,56%, para R$ 32,39; e BB ON (+0,13%) fechou valendo R$ 22,89.


… Já Vale acompanhou o minério (-1,87%) e caiu 1,10%, a R$ 64,78, mas sem comprometer o embalo da bolsa. A frustração com os dados da balança comercial chinesa em outubro chamou um ajuste negativo na mineradora.


SURFANDO NA MESMA ONDA – Enquanto a bolsa opera milagres, o câmbio vai faturando junto o fluxo estrangeiro.


… A alta rentabilidade da Selic de um lado e, de outro, o Fed que ainda não sabe o que fazer, mas pode cortar o juro, mantêm o carry trade para lá de atrativo e tornam desvantajoso ao investidor sustentar aposta comprada em dólar.


… Abaixo de R$ 5,35, a moeda completou três pregões seguidos em queda. Caiu mais 0,25%, para R$ 5,3357, acompanhando a fraqueza no exterior, onde o mercado renovou a esperança de o Fed flexibilizar em dezembro.


… Já entre os contratos futuros dos juros domésticos, predomina o clima de compasso de espera pela ata do Copom, amanhã, para chancelar a aposta agora mais provável de que a Selic só deve cair em março ou abril, ao invés de janeiro.


… Em meio a oscilações contidas, o Jan/27 fechou na mínima do dia, a 13,860% (de 13,875% no ajuste anterior); Jan/29 caiu para 13,055% (de 13,088%); Jan/31 recuou para 13,370% (de 13,398%); e Jan/33, 13,550% (de 13,578%).


… Para o diferencial do juro, a melhor equação seria o Copom atrasar um corte e o Fed relaxar na próxima reunião.


… Na sexta-feira, a expectativa para o Fed foi movimentada pela prévia da confiança do consumidor de Michigan, que caiu de 53,6 pontos em outubro para 50,3 pontos em novembro e decepcionou a expectativa, de 53,2 pontos.


… Embutida no indicador, a expectativa de inflação para 1 ano subiu de 4,6% para 4,7%, mas a de 5 anos recuou de 3,9% para 3,6%. O investidor fez a interpretação dovish dos dados e derrubou o índice DXY (-0,18%), a 99,552 pontos.


… O euro subiu 0,13%, a US$ 1,1569, a libra esterlina ganhou 0,21%, a US$ 1,3166, e o iene caiu a 153,37 por dólar.


… A piora da confiança do consumidor também enfraqueceu as taxas dos Treasuries de curto prazo, enquanto os juros de médio e longo prazo subiram com os relatos de que o impasse do shutdown estaria perto de acabar.


… Mas os movimentos dos yields foram limitados pelo noticiário confuso sobre as negociações entre democratas e republicanos, sinalizando que a resolução política não estaria tão amadurecida quanto se chegou a cogitar mais cedo.


… O rendimento da Note de 2 anos caiu a 3,556% (de 3,560%), mas o de 10 anos avançou a 4,091%, de 4,087%.


… A esperança no final do pregão de que a paralisação do governo Trump poderia caminhar para uma solução levou o Dow Jones (+0,15%, aos 46.987,29 pontos) e o S&P 500 (+0,12%, aos 6.728,81 pontos) a ensaiarem leves altas.


… Também o Nasdaq reduziu a cautela e caiu só 0,21%, a 23.004,54 pontos, enquanto o índice VIX do medo caiu 1,64%, a 19,18 pontos, depois de ter superado os 22 pontos mais cedo com o temor da bolha da inteligência artificial.


COMPANHIAS ABERTAS – ASSAÍ informou estimativa de R$ 700 milhões em investimentos para 2026 e manteve para 2025 a previsão entre R$ 1,0 bilhão e R$ 1,2 bilhão, também com a inauguração de dez lojas.


GUARARAPES. Subsidiária Riachuelo submeteu para análise e aprovação do Cade potencial transação de venda das quotas representativas de 100% do capital social do shopping Midway Mall, em Natal, à Capitânia Capital.


M.DIAS BRANCO registrou lucro líquido de R$ 216,1 milhões no 3TRI, alta anual de 73,3%; Ebitda somou R$ 318,1 milhões, crescimento de 39% em relação ao mesmo período de 2024.


FERTILIZANTES HERINGER aumentou em 43,7% o prejuízo líquido no 3TRI deste ano, para R$ 13,096 milhões, em comparação com prejuízo líquido de R$ 9,115 milhões em igual período de 2024…


… No período, o Ebitda ficou negativo em R$ 2,191 milhões, 6,1% maior que os R$ 2,064 milhões registrados um ano antes. Já a receita líquida cresceu 1,1% na mesma base comparativa, passando para R$ 1,523 bilhão.


ODONTOPREV. Sprucegrove atingiu participação de 5,08% na companhia, o equivalente a 27.724.700 de ações da empresa. Conforme dados recentes, de 8 de outubro, gestora não detinha participação relevante na companhia.


TOTVS encerrou programa de recompra após aquisição de 2.255.500 de ações ordinárias, que representam 12,5% do limite total aprovado em 6 de novembro de 2024, com preço médio de R$ 29,93 por ação.


TRANSPETRO, braço da Petrobras, lançou licitação pública internacional para contratar quatro novos navios de médio porte da classe MR1 (médium range).


NEOENERGIA iniciou obra de usina solar integrada a sistema de baterias para descarbonizar Fernando de Noronha.


OI informou ter enviado petição à Justiça na qual admite possível caracterização do estado de insolvência do grupo.

domingo, 9 de novembro de 2025

Adriano de Aquino

 Editorial do Estadão com o titulo "A arte do cancelamento" toca no cerne da decadência e ostracismo de uma instituição que há muito deixou de ser um espelho da criação artistica contemporânea, impondo o controle total  do evento, submetendo a arte e artistas a temas sub sociológicos em voga que atacam a autonomia criativa. 

A única observação que faço ao excelente editorial é de natureza conceitual. 

Não é  a arte, menos ainda os artistas, que impõe esse modelo coercivo e intimidador. 

Por isso, o titulo correto desse editorial deveria ser "Curadorias do Cancelamento" 

             *  *  *


"Bienal de São Paulo levou a cultura do cancelamento aos extremos do ridículo ao impedir a participação de uma palestrante por causa dos pecados de um parente que morreu faz cem anos

Por Notas & Informações

09/11/2025 | 03h00

2 min de leitura


A Bienal de São Paulo cancelou um debate com a princesa Marie-Esméralda da Bélgica. Não por suas opiniões – o que já seria constrangedoramente autoritário. Marie-Esméralda, por sinal, é ambientalista, feminista e defensora dos indígenas. Mas ela foi condenada por associação a um parente de quarta geração morto há mais de um século: Leopoldo II – o monarca responsável por atrocidades no Congo.


“Trate cada homem segundo o que merece, e quem escapará ao açoite?”, indagava o príncipe Hamlet. Imagine ser tratado segundo os deméritos do seu tio-bisavô? O que os diretores da Bienal sabem das eventuais transgressões de suas avós ou de seus tataravôs? Se o leitor tiver um tio ou irmão delinquente, deve pagar por ele? É a volta do Santo Ofício – agora de cabelo colorido e crachá de curador – castigando pessoas não por suas faltas, mas pelos pecados de fantasmas.


Nada simboliza melhor o embrutecimento de nossa cultura do que uma instituição artística que pune alguém por associação genealógica enquanto faz proselitismo do combate ao “preconceito”. A Bienal reza o credo da “diversidade e inclusão”, mas decreta que algumas vozes são impuras demais para ecoar sob suas abóbadas. Em nome da “pluralidade”, consagra a segregação; em nome da “liberdade”, o silenciamento. Nem a devoção da princesa filantropa a causas progressistas – até ao cancelamento de estátuas de seu antepassado – lhe valeu redenção. É uma caricatura do pecado original – com patrocínio estatal e curadoria “interseccional”.


A cultura do cancelamento é o confessionalismo redivivo: uma cruzada moral que persegue heresias e distribui indulgências. Os velhos inquisidores queimavam livros; os novos, reputações. As fogueiras agora ardem entre as vaidades dos conselhos de curadoria, dos diretórios acadêmicos, das redes sociais. Cada palavra deve ser purgada; todo artista, doutrinado. Os dissidentes são denunciados, silenciados, expulsos – não por crime, mas por pensamento. A condenação é multitudinária; a penitência, involuntária; o perdão, impossível.


Foi para se libertar dessa mentalidade que o liberalismo nasceu – contra o Estado confessional e suas teocracias da virtude. Spinoza, Tocqueville, Mill, Nabuco e tantos outros entenderam que a verdade floresce no dissenso, não na unanimidade. A civilização liberal é o triunfo do debate sobre o dogma. A esquerda que se dizia herdeira dessa tradição hoje a trai. Troca o debate pela excomunhão, a dúvida pela ortodoxia, a livre expressão por ostracismos performáticos. Os velhos reacionários queriam policiar corpos; os novos progressistas, consciências.


O Brasil tropicalizou a moda do cancelamento – inclusive a pauta “decolonial” importada das metrópoles, recitada com sotaque francês e marinada nas Ivy Leagues – com tintas burlescas. As elites culturais, que vivem de verbas públicas, posam de “resistência” libertária enquanto ruminam ressentimentos tribais. Universidades desconvidam palestrantes, mostras vetam artistas, editoras censuram palavras. Guerra cultural regada a caipirinha e dedução fiscal.


O caso da Bienal é mais que um vexame diplomático: é sintoma de uma decadência – com elegância – intelectual, moral e estética. A instituição que deveria ser o templo da experimentação perverteu-se em tribunal de pureza ideológica. A arte, que deveria interrogar o mundo, rebaixou-se a homilia. O curador que veda debatedores por culpa ancestral é irmão espiritual do burocrata que veda livros por blasfêmia. Juram servir à justiça – mas servem à intolerância. A submissão da imaginação ao medo e da sensibilidade à patrulha não geram engajamento, só empobrecimento.


O progressismo que prometia libertar o mundo dos dogmas fabricou seu próprio catecismo. Substituiu os sacerdotes por “militantes”, as Escrituras pelas “pautas”, o pecado pela “culpa estrutural”. E como todo moralismo sem misericórdia, produz o mesmo terror que dizia combater. O farisaísmo identitário tornou-se pior do que o que desprezava: uma seita sem Deus, mas com uma legião de inquisidores.


A Bienal não cancelou uma princesa. Cancelou a cultura. E, com ela, a liberdade: essa heresia liberal que insiste em sobreviver a regimes de pureza e seus justiçamentos travestidos de justiça."

sexta-feira, 7 de novembro de 2025

Nubank apagando incêndio

 *PSC - Valor Econômico*


*Nubank enfrenta revolta e demite 12 após discussão no Zoom sobre redução de trabalho remoto*


_Banco fez uma reunião presencial e via Zoom, onde estavam mais de 7 mil do total de 9,5 mil funcionários_


Por Álvaro Campos e Lais Godinho, Valor — São Paulo

07/11/2025 | 17h36  


O anúncio ontem do Nubank de que vai encerrar o modelo de trabalho 100% remoto gerou revolta em uma parcela dos funcionários. Segundo o Valor apurou, o banco fez uma reunião presencial e via Zoom, onde estavam mais de 7 mil do total de 9,5 mil funcionários. Foi no chat do Zoom que alguns empregados se exaltaram, com linguajar agressivo e desrespeitoso, em alguns casos até com palavras de baixo calão.


Após as conversas nesse chat terem sido avaliadas pelo comitê de conduta do banco, 12 funcionários foram demitidos. Em um comunicado distribuído hoje aos funcionários, via Slack, ao qual o Valor teve acesso, o fundador e CEO global do Nubank, David Vélez, diz que os comentários no chat do Zoom foram foram inaceitáveis e que esse é um canal corporativo que demanda comportamento profissional.


“Essas ações prejudicam nosso ambiente e afetam todos os funcionários que estão tentando se envolver de forma respeitosa. Muitos funcionários expressaram frustração, vergonha e decepção com seus colegas [que fizeram os comentários desrespeitosos]. Após uma análise cuidadosa por parte do nosso Comitê de Conduta, decidimos demitir 12 funcionários por suas ações graves. Muitos outros receberão advertências por escrito”, diz Vélez.


O CEO afirma que, apesar das incertezas e ansiedade com a mudança do modelo de trabalho, a maioria dos funcionários demonstrou uma verdadeira “mentalidade de dono”. “Acolhemos a discordância. Prosperamos com desafios. Estamos prontos para receber feedback e críticas. Esta é uma decisão difícil. Mas traçamos uma linha divisória quando se trata de desrespeito e agressão.” Sobre os comentários negativos, ele afirmou se tratar de uma “minoria barulhenta” que não reflete o que o Nubank é e o que está construindo para o futuro.


Segundo o Valor apurou, os funcionários receberam as informações sobre a mudança no modelo de trabalho um hora antes da reunião no Zoom. Na conferência, os administradores falaram por cerca de 45 minutos e depois houve mais 45 minutos de perguntas e respostas.


Vélez, que mora no Uruguai, disse na reunião que vai mudar com a esposa, cinco filhos e o cachorro para uma cidade onde o Nubank tenha escritórios. A decisão está sendo tomada junto com o conselho de administração. Outra fundadora do banco, Cristina Junqueira, mudou recentemente para Miami - onde será criado um escritório.


O Nubank, que tinha um dos modelos de trabalho mais flexíveis do setor financeiro, com apenas uma semana presencial exigida por trimestre, resolveu mudar as regras. A partir de julho de 2026, o banco vai exigir que quase 70% dos colaboradores estejam dois dias presenciais por semana, subindo para três dias em 2027.


Procurado sobre as demissões após a confusão no Zoom, o Nubank disse que trabalha para preservar canais e rituais abertos para o livre debate entre seus funcionários, mas não tolera desrespeito e violações de conduta. “O Nubank não comenta casos individuais de desligamento.”


Fonte: https://valor.globo.com/financas/noticia/2025/11/07/fim-do-trabalho-remoto-no-nubank-gera-revolta-e-aps-discusso-no-zoom-12-so-demitidos.ghtml?utm_source=aplicativoValor&utm_medium=aplicativo&utm_campaign=compartilhar

BDM Matinal Riscala

 *Rosa Riscala: Maioria já espera corte da Selic só em março*


Entre os balanços, repercute hoje o balanço de Petrobras, que superou as previsões, com alta do ADR no after hours


… Balança comercial da China desacelerou o forte crescimento de setembro para um desempenho fraco em outubro, refletindo o impacto das tarifas de Trump e frustrando as estimativas. Nos Estados Unidos, pela segunda vez, o shutdown suspenderá a divulgação do payroll, que sairia hoje, deixando o Fed no escuro e mais cauteloso, enquanto o mercado resgata as chances de corte em dezembro. Aqui, investidores corrigiram a curva após o Copom hawkish e a maioria adiou para março as apostas em queda da Selic. Ainda assim, o Ibov resistiu e marcou 12 pregões consecutivos de ganhos. Nesta sexta, repercute o balanço de Petrobras, que superou as previsões, com alta do ADR no after hours.


JANEIRO OU MARÇO? – Nova pesquisa Broadcast, realizada após o Copom, revelou que a maioria (15) das 33 instituições consultadas espera agora o primeiro corte da Selic em março; 11 ainda acreditam em janeiro, cinco apostam em abril e uma, em junho.


… A mediana para a taxa Selic em janeiro subiu de 14,75% para 15%, na comparação com o levantamento do dia 30 de outubro, enquanto a mediana para março se manteve em 14,50%, confirmando que o mercado adiou o início do processo de flexibilização.


… O comunicado manteve o guidance de juros altos por período “bastante prolongado”, frustrando as expectativas de parte dos analistas que aguardavam algum relaxamento da mensagem conservadora que o Banco Central vem mantendo a ferro e fogo.


… Quem não esperava mudanças, defende o Copom, afirmando que qualquer sinalização comprometeria a reancoragem das expectativas. Além disso, se a intenção é começar o desaperto em janeiro, o Comitê tem ainda a reunião de dezembro para mudar o sinal.


… Economistas esperam que a ata do Copom, na próxima terça, apresente o detalhamento das projeções de inflação do cenário de referência do BC, sobretudo para 2026 e para o segundo trimestre de 2027, atual horizonte relevante da política monetária.


… Querem saber se as previsões para 2026 (3,6%) e para o 2Tri/2027 (3,3%) já incorporam os efeitos da reforma do Imposto de Renda, que deve pressionar a inflação e o hiato do produto a partir do ano que vem.


… O Itaú Unibanco é uma das instituições que espera explicações, avaliando que “caso tenham incorporado, as projeções tendem a ter menor viés de alta; do contrário, se isso ainda estiver por vir, as estimativas do Copom deverão subir nas próximas reuniões”.


… Isso pode significar a diferença entre um início mais próximo (janeiro) ou mais tardio do ciclo de flexibilização (março ou até abril).


EMISSÃO DO TESOURO – Confirmada a captação de US$ 2,25 bilhões, nesta quinta-feira, com a emissão de títulos sustentáveis em dólares no mercado internacional e vencimento em 2033, além de uma reabertura da oferta do papel com prazo de dez anos, que vence em 2035.


… Segundo o Tesouro, o título Global 2033 Sustentável foi emitido no montante de US$ 1,5 bilhão, com cupom de juros de 5,500% ao ano. A emissão foi realizada ao preço de 98,515% do valor de face, resultando em uma taxa de retorno de 5,75% ao ano.


… Os recursos captados serão distribuídos entre projetos de natureza ambiental (50% a 60%) e social (entre 40% e 50%).


… Já o bônus da República Global 2035 teve seu volume ampliado em US$ 750 milhões, um aumento de 30% sobre a emissão original, que somada à primeira reabertura, totalizou US$ 4,5 bilhões em circulação. Este título possui cupom de juros de 6,625% ao ano.


… A emissão foi realizada ao preço de 102,967% do seu valor de face, resultando em uma taxa de retorno de 6,200% ao ano.


… De acordo com o Tesouro, essa emissão atraiu interesse significativo de investidores, com mais de 150 participantes no livro de ofertas. A demanda superou em cerca de três vezes o volume emitido, com o livro de ordens atingindo cerca de US$ 6,7 bilhões em seu pico.


SUPERÁVIT – As contas do governo central fecharam outubro com superávit primário de R$ 36,8 bilhões, segundo prévia da Warren Rena, calculada pelo economista-chefe, Felipe Salto, com base em dados do portal Siga Brasil, publicada com exclusividade pelo Valor.


… O dado oficial será divulgado pela Secretaria do Tesouro Nacional no fim do mês.


… Em outubro de 2024, o governo havia registrado um superávit de R$ 41 bilhões, o que representa uma piora real de R$ 6,2 bilhões nessa base de comparação anual. Esse desempenho mais fraco decorre do descompasso entre receitas e despesas.


… Enquanto a Receita Líquida aumentou 3,8%, as Despesas Totais avançaram 8,3% no período.


… Do lado das despesas, o destaque em outubro foi o avanço das despesas discricionárias, que cresceram 58,3%, ou R$ 8,5 bilhões.


… Segundo a corretora, o Governo Central acumula déficit primário de R$ 63,6 bilhões. Considerando o limite inferior da meta fiscal e a exclusão de cerca de R$ 42,5 bilhões em precatórios, o governo teria uma “folga” de R$ 9,9 bilhões para os dois últimos meses do ano.


… Ainda poderia registrar um déficit de até R$ 9,9 bilhões no acumulado de novembro e dezembro, e mesmo assim cumpriria a meta fiscal.


PETROBRAS – Depois de o lucro líquido de US$ 6,0 bilhões no terceiro trimestre ter superado em 47,2% a média das estimativas de analistas ao Broadcast, o ADR equivalente à ação ON subiu 0,41% e o correspondente ao papel PN avançou 0,95%.


… O Ebitda de US$ 12,0 bilhões e a receita líquida de US$ 23,477 bilhões vieram em linha com as estimativas.


… A estatal ainda anunciou pagamento de R$ 12,16 bilhões em dividendos intercalares: R$ 0,9432 por ação ON e PN.


… A primeira parcela, no valor de R$ 0,4716 por ação ordinária e preferencial, será paga em 20 de fevereiro; a segunda parcela, no valor de R$ 0,4716 por ação ordinária e preferencial, será desembolsada em 20 de março.


… Apesar do desempenho financeiro robusto, que desafiou a queda do petróleo no terceiro trimestre, o mercado monitora o aumento da dívida e dos investimentos. A dívida líquida atingiu US$ 59,1 bilhões, alta anual de 33,5%.


… No ano, a empresa já acumula investimentos de US$ 14 bilhões até setembro, 28% a mais na comparação com igual período de 2024, a maior parte voltada para o segmento de Exploração e Produção.


… O balanço da noite de ontem será comentado em teleconferência aos investidores às 11h30.


MAIS BALANÇOS – O dia é bem menos agitado, com Fertilizantes Heringer e M.Dias Branco após o fechamento.


TESLA – Subiu 1,57% no after hours, depois de Musk ter obtido uma vitória e tanto: por mais de 75% dos votos, os acionistas aprovaram um pacote de remuneração ao executivo de até US$ 878 bilhões para a próxima década.


… Musk havia ameaçado nas redes sociais deixar a Tesla se a proposta fosse rejeitada. Além do bônus, a votação favorável garantiu que Musk aumentasse a sua participação nas ações da Tesla, que passa de 15% para quase 30%.


… O movimento foi uma das manobras do empresário para garantir maior controle da companhia, já que aposta na visão de transformar a fabricante de veículos elétricos em uma potência em inteligência artificial e robótica.


AGENDA FRACA – Às 8h, sai o IGP-DI, que deve confirmar inflação menor. A mediana no Broadcast indica queda de 0,22% em outubro, após alta de 0,36% em setembro. As estimativas são todas negativas e variam de 0,60% a 0,14%.


… Às 14h, o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, participa de evento da B3.


TARIFA BRANCA – Aneel estuda um modelo de tarifas cujos preços variam ao longo do dia conforme o horário do consumo.


… A maior parte dos consumidores de baixa tensão, que recebem energia diretamente da rede de distribuição comum, paga o mesmo valor de tarifa em qualquer momento do dia – o que reduz os incentivos para um consumo mais eficiente.


… Durante a manhã e início da tarde, quando há maior geração solar e eólica, o custo de produção é mais baixo e as tarifas seriam menores.


… Já no horário de ponta, entre 18h e 21h, o consumo aumenta, a oferta de energia solar cai e é preciso acionar fontes mais caras, como usinas termelétricas. O preço pago pelos consumidores seria mais alto nesses momentos.


COP30 – O Brasil obteve amplo apoio político à iniciativa do Fundo Florestas Tropicais para Sempre, mas em matéria de recursos econômicos, os únicos países que anunciaram uma contribuição foram a Noruega (US$ 2,9 bilhões) e a França (500 milhões de euros).


… Até agora, apenas Brasil e Indonésia tinham anunciado contribuições de US$ 1 bilhão cada. A Alemanha deve anunciar o aporte hoje. Holanda (5 milhões de euros) e Portugal (1 milhão de euros) anunciaram apoio para “custos operacionais”.


NOS EUA – O mercado amanhece recuperando a fala do Fed boy John Williams em evento às 5h. Philip Jefferson, vice de Powell, estará em painel às 9h, enquanto o mercado volta a apostar em corte de juro antes de o ano acabar.


… Já o Fed boy de Trump, Stephen Miran, discursa às 7h, e tem defendido um desaperto agressivo, de 50 pontos.


… Sem payroll, o foco vai para a leitura preliminar de novembro do sentimento do consumidor medido pela Universidade de Michigan, ao meio-dia, que traz embutidas as expectativas de inflação em 1 ano e 5 anos.


… Às 14h, o petróleo monitora os dados da Baker Hughes sobre os poços e plataformas em operação.


SHUTDOWN – A paralisação do governo dos Estados Unidos completa hoje 38 dias, a maior da história do país, e o presidente da Câmara dos Representantes, o republicano Mike Johnson, disse que está “menos otimista” sobre o fim do movimento.


TRUMP – Presidente disse que não anunciará novas tarifas enquanto o tema estiver em análise pela Suprema Corte, afirmando que as tarifas são um caso de segurança nacional e que as medidas foram necessárias para proteger a economia e a indústria.


… O tribunal julga ação que questiona a legalidade das tarifas impostas sob a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA).


CHINA HOJE – Após terem atingido o maior patamar em sete meses em setembro (+8,3%), as exportações chinesas caíram 1,1% em outubro e as importações, que haviam aumentado 7,4%, registraram expansão de 1%, com superávit de US$ 90,07 bilhões no mês.


… Tanto as exportações como as importações contrariaram as estimativas de consenso, de crescimento de 3% e 3,2%, respectivamente.


… Trata-se de um efeito rebote da balança comercial, após o ritmo mais acelerado do mês anterior provocado pelas tarifas impostas por Trump ao país, que levaram Pequim a buscar novos mercados para compensar a queda de 27% das vendas para os Estados Unidos.


CONTRA FLUXO NÃO HÁ ARGUMENTO – Ainda não foi desta vez que o Ibovespa desencantou a realização de lucro que já está devendo há muito tempo, e o motivo para adiar a correção tem nome e sobrenome: capital estrangeiro.


… “Metade dos recursos aplicados na bolsa este ano vem de fora, em boa parte porque o juro americano mais baixo torna os investimentos nos emergentes mais atrativos”, resumiu Otávio Araújo (da ZERO Markets) ao Broadcast.


… O movimento de rotação global do k externo tem se evidenciado nos volumes diários do Ibovespa, bem mais expressivos do que poucas semanas atrás. Ontem, o pregão terminou com giro financeiro de R$ 24,6 bilhões.


… Atropelando o risk-off em Nova York e o comunicado do BC, que continua insensível sobre um corte da Selic, o índice à vista da bolsa doméstica escalou até uma nova máxima intraday histórica pela manhã, a 154.352,25 pontos.


… Na reta final do pregão, perdeu fôlego e brigou para se manter no azul. Foi por um triz, mas o Ibovespa conseguiu: fechou em alta de 0,03%, na marca inédita dos 153.338,63 pontos, engatando a 12ª alta consecutiva.


… Há 28 anos, não se via na bolsa uma sequência como essa. São também de impressionar os nove topos históricos seguidos. Uma realização de lucro, prevista para qualquer momento, não deve abalar o sentimento positivo.


… Reportagem do Valor informa que o projeto aprovado do IR pode levar as empresas a anteciparem o anúncio de dividendos até 31/12, prazo-limite para garantir a isenção de imposto, estimulando a compra de ações na bolsa.


PROTAGONISTA – Petrobras, com o terceiro maior peso na carteira do Ibovespa, foi decisiva para entregar o novo recorde ao índice à vista. As ações driblaram a queda do petróleo e esperaram em alta pelo balanço da noite.


… PN registrou valorização de 0,52%, a R$ 31,01, e ON escapou em alta marginal de 0,09%, a R$ 32,70.


… Lá fora, um dia depois do aumento inesperado dos estoques americanos, preocupou a decisão da Arábia Saudita de reduzir o preço de seu principal tipo de petróleo para a Ásia em dezembro para o nível mais baixo em 11 meses.


… Levanta a lebre de que o mercado não estaria conseguindo absorver um excesso de oferta. Apesar disso, o contrato do petróleo Brent para janeiro caiu pouco (-0,22%), negociado no fechamento a US$ 63,38 por barril.


… Descolada da alta de 0,65% do minério de ferro, Vale ON teve queda moderada de 0,35%, a R$ 65,50.


… Entre os bancos, Bradesco PN caiu 0,43% (R$ 18,71); Bradesco ON perdeu 0,31% (R$ 15,95); Itaú fechou estável, a R$ 40,13; e Santander interrompeu dez altas seguidas e recuou 0,89%, a R$ 32,21. Só BB subiu: +1,11% (R$ 22,86).


… Rede D’Or liderou os ganhos do Ibovespa com +8,36% (R$ 47,44), após balanço acima das expectativas. Na outra ponta, Minerva desabou 13,48% (R$ 6,42), com os analistas preocupados principalmente com o fluxo de caixa.


NA ROTA DO CARRY TRADE – O dinheiro estrangeiro que está querendo mudar de casa e sair dos Estados Unidos para outras aplicações alternativas tem encontrado no Brasil uma oportunidade rentável com a Selic a 15%.


… Como a bolsa, também o câmbio vai se beneficiando do fluxo externo, no contexto do Copom inflexível. O dólar fechou ontem em leve baixa de 0,23%, a R$ 5,3489, contando também com o recuo global da moeda americana.


… Nesta quinta, relatório da consultoria Challenger, Grey & Christmas informou que empresas sediadas nos Estados Unidos anunciaram mais de 153 mil demissões em outubro, o maior número desde 2003 e uma alta de 175% em relação a outubro de 2024.


… O susto com a pior onda de demissões em 22 anos reacendeu a esperança de novo corte de juro pelo Fed em dezembro, apesar de muitos Fed boys ainda estarem preferindo assumir uma abordagem cautelosa.


… Michael Barr avalia que o trabalho do Fed “ainda não terminou”. John Williams diz que atingir a meta de 2% de inflação o mais rápido possível “é o correto”. Para Beth Hammack, a inflação segue muito alta e na “direção errada”.


… Ignorando os alertas, o índice DXY recuou 0,47% e voltou para baixo da linha dos 100 pontos, aos 99,733 pontos.


… A libra subiu 0,65%, para US$ 1,3135, apesar da sinalização dovish do presidente do BC inglês, Andrew Bailey, que torna provável um corte do juro em dezembro, depois de a taxa ter sido mantida ontem em 4%, com placar dividido.


… O euro registrou valorização de 0,47%, cotado a US$ 1,1548, e o iene avançou para 153,09 por dólar.


… A fragilidade do emprego americano não apenas lançou especulações de corte do juro em dezembro, como reforçou as desconfianças sobre a saúde da economia e o risco de uma grande correção se a bolha da IA estourar.


… Este medo de que os preços do setor de tecnologia estejam muito esticados acionou ordens de vendas na Meta (-2,67%), Amazon (-2,86%), Intel (-2,97%) e Nvidia (-3,65%), AMD (-7,27%), Qualcomm (-3,63%) e Palantir (-6,84%).


… Nasdaq caiu 1,9% (23.053,99 pontos); S&P 500, -1,1% (6.720,36 pontos); e Dow Jones, -0,8% (46.912,54 pontos). No apelo defensivo, a taxa da Note-2 anos caiu a 3,560%, de 3,628% na véspera, e de 10 anos, a 4,087%, de 4,155%.


… Aqui, ajustes do pós-Copom pressionaram as taxas curtas, após o BC ter indicado que o ciclo de cortes não deve ocorrer tão cedo. No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,880% (de 13,838% no ajuste anterior).


… Jan/29 subiu a 13,080% (contra 13,069%); Jan/31, a 13,375% (de 13,369%); e Jan/33, a 13,550% (de 13,546%).


COMPANHIAS ABERTAS – PETROBRAS obteve junto ao Ibama uma permissão para ampliar a capacidade de seis plataformas de produção de petróleo em um total de 115 mil barris por dia (bpd)…


… O impacto dessa ampliação para a Petrobras contribuirá com um aumento de 90 mil bpd em sua capacidade de produção como concessionária, uma vez que a companhia conta com sócios nessas unidades.


LOJAS RENNER teve lucro líquido de R$ 279,4 milhões no terceiro trimestre, alta de 9,4% na comparação anual; Ebitda total ajustado subiu 2,9% no período, para R$ 593,8 milhões.


ALPARGATAS teve lucro de R$ 171,3 milhões no terceiro trimestre, alta de 199,2%; Ebitda ajustado somou R$ 255,7 milhões no período, alta de 86,8%.


GRENDENE registrou lucro líquido de R$ 138,5 milhões no terceiro trimestre, queda anual de 38%; Ebitda somou R$ 100,3 milhões, recuo de 39,8% em relação ao mesmo período de 2024.


MAGAZINE LUIZA teve lucro líquido de R$ 84,6 milhões no terceiro trimestre, queda de 17,4% na comparação anual. Lucro ajustado recuou 69,8%, para R$ 21,2 milhões; Ebitda ajustado caiu 0,9% no período, para R$ 711,4 milhões.


ASSAÍ teve lucro líquido de R$ 195 milhões no terceiro trimestre, queda de 1,5% na comparação anual; Ebitda ajustado subiu 6,0%, para R$ 1,082 bilhão.


EMBRAER distribuirá JCP de R$ 147,8 milhões, ou R$ 0,2016 por ação; ex na B3 em 12 de maio de 2026 e na NYSE em 13 de maio de 2026; pagamento até 20 de maio de 2026…


… Empresa aprovou programa de recompra de até 10,8 milhões de ações ordinárias, equivalente a 1,5% do capital em circulação, pelo período de 1 ano.


FLEURY registrou lucro líquido de R$ 185 milhões no terceiro trimestre, queda anual de 3%; Ebitda somou R$ 599 milhões, alta de 11,5% em relação ao mesmo período de 2024.


COGNA registrou lucro líquido de R$ 191,6 milhões no terceiro trimestre, revertendo prejuízo de R$ 29,1 milhões apurado um ano antes; Ebitda somou R$ 422,6 milhões, alta anual de 9,8%.


ÂNIMA registrou lucro líquido atribuído aos acionistas controladores de R$ 36,5 milhões no terceiro trimestre, avanço anual de 87,9%…


… Ebitda somou R$ 358,3 milhões, alta de 22,7% em relação ao mesmo período de 2024.


SUZANO registrou lucro líquido de R$ 1,961 bilhão no terceiro trimestre, queda de 39% em relação ao mesmo período de 2024. Ebitda ajustado somou R$ 5,2 bilhões, redução de 20% ante mesmo trimestre do ano passado.


TENDA informou que o lucro consolidado cresceu 47% no terceiro trimestre, para R$ 112 milhões.


STONE registrou lucro líquido ajustado de R$ 641 milhões no terceiro trimestre, alta anual de 13%. Receita das operações continuadas somou R$ 3,6 bilhões, crescimento de 16% em relação ao mesmo período de 2024…


… Lucro por ação ajustado (EPS) ficou em R$ 2,57, avanço de 31% ante mesmo trimestre do ano passado.


ALUPAR registrou lucro líquido de R$ 489,4 milhões no terceiro trimestre, alta anual de 34,5%; Ebitda somou R$ 984,6 milhões, avanço de 42,1% em relação ao mesmo período de 2024.


SANEPAR teve lucro de R$ 246,4 milhões no terceiro trimestre, queda de 34,7%; Ebitda somou R$ 555,6 milhões, recuo de 26,8%.


ENERGISA fechou o terceiro trimestre com lucro líquido de R$ 35,5 milhões, alta de 34,7% na comparação anual; Ebitda somou R$ 104,5 milhões, alta de 18,8%.


CEMIG. O governo de MG incluiu a participação societária do Estado na empresa entre ativos utilizados para amortização da dívida pública estadual junto à União, no âmbito do Programa de Pleno Pagamento de Precatórios.


BRASILAGRO reverteu lucro e teve prejuízo de R$ 64,2 milhões no primeiro trimestre fiscal; Ebitda total ajustado caiu 62%, para R$ 64,3 milhões.


TUPY registrou prejuízo líquido de R$ 39,5 milhões no terceiro trimestre, revertendo lucro de R$ 50,4 milhões de um ano antes; Ebitda somou R$ 114,7 milhões, queda anual de 62,1%. 


SLC AGRÍCOLA registrou prejuízo líquido de R$ 14,5 milhões no terceiro trimestre, ante prejuízo de R$ 17,3 milhões no mesmo intervalo de 2024…


… Ebitda somou R$ 531,4 milhões, crescimento anual de 14,7%.


ESPAÇOLASER registrou prejuízo atribuído aos controladores de R$ 9,1 milhões no 3TRI, queda de 8,8% em relação ao prejuízo do mesmo período de 2024…


… Ebitda somou R$ 54,4 milhões, avanço anual de 7,7%.

Call Matinal 0711

 

Call Matinal

07/11/2025

Julio Hegedus Netto, economista

MERCADOS EM GERAL

 

FECHAMENTO (06/11)

MERCADOS E AGENDA

O Ibovespa fechou estável, 0,03%, aos 153.338 pontos. Índice chegou a abrir em alta, mas foi perdendo fôlego ao longo do dia. Volume financeiro somou R$ 24,6 bilhões, décimo segundo pregão seguido de alta; já o dólar fechou em baixa de 0,23%, a R$ 5,3489, na onda de um recuo global da moeda americana. Na agenda do dia, o IGP-DI, com inflação menor, pela apreciação cambial.

 

PRINCIPAIS MERCADOS

Os índices futuros dos EUA operam em alta nesta sexta-feira (7), apagando parte das perdas da véspera após uma forte onda de vendas liderada pelo setor de tecnologia que abalou Wall Street. Observemos que esta realização se deu pelos indicadores mostrando um aumento expressivo nos cortes de empregos em outubro, patamar mais elevado para o mês em mais de duas décadas.

 

 

MERCADOS 5h30

EUA

Dow Jones Futuro: +0,09%

 

S&P 500 Futuro: +0,15%

 

Nasdaq Futuro: +0,17%

dÁsia-Pacífico

Shanghai SE (China), -0,25%

 

Nikkei (Japão): -1,19%

 

Hang Seng Index (Hong Kong): -0,92%

 

Nifty 50 (Índia): -0,11%

 

ASX 200 (Austrália): -0,66%

Europa

STOXX 600: -0,02%

 

DAX (Alemanha): +0,07%

 

FTSE 100 (Reino Unido): -0,26%

 

CAC 40 (França): +0,06%

 

FTSE MIB (Itália): +0,24%

Commodities

Petróleo WTI, +0,77%, a US$ 59,89 o barril

 

Petróleo Brent, +0,69%, a US$ 63,82 o barril

 

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, -1,87%, a 760,50 iuanes (US$ 106,82)

 

NO DIA, 0711

Superou as expectativas o balanço da PETR4, o que impulsina as ADRs nos EUA. Em paralelo, segue o mercado avaliando o comunicado do Copom, nas sua postura mais hawkish, o que deve empurrar o início do ciclo de corte de juro para março. Embora a inflação se comporte mais favorável, preocupa o ambiente externo, ainda desafiador, e a gestão fiscal, pressionada pelas despesas, com a Fazenda procurando brechas para mais receitas. O comunicado do Copom manteve o guidance de juros altos por período “bastante prolongado”. Maioria das instituições pesquisadas espera agora o primeiro corte da Selic em março, e de 0,50 pp, confirmando o adiamento do início da flexibilização. Hoje é dia de payroll, mas pelo shotdown, adiando pelo segundo mês seguido, não teremos mais esta bússola para guiar o Fed. Por isso, não é certeza que tenhamos mais um corte do Fed Funds em dezembro.

 

 

Agenda Macroeconômica Brasil – Destaque para a reunião do Copom, deliberando pela manutenção da Selic (15,00%)

 

Segunda-feira, 3 de novembro 

 

 

8:00 AM — FGV CPI IPC-S (Estimativa e Consenso: 0,19%) 

 

 8:25 AM — Pesquisa Focus (Market Readout Report)

Terça-feira, 4 de novembro 

 

 

5:00 AM — FIPE CPI Mensal (Outubro) (Est: 0,37% / Consenso: 0,65%);  9:00 AM — Produção Industrial Ano a Ano (Setembro) (Est:2,20% / Consenso: -0,70%);  9:00 AM — Produção Industrial Mensal (Setembro) (Est:-0,30% / Consenso: 0,80%)

Quarta-feira, 5 de novembro 

Reunião do Copom

 

6:30 PM — Taxa Selic (5-Nov) mantida em 15,00% (Est e Consenso) – Manutenção da taxa Selic em 15,0%

Quinta-feira, 6 de novembro 

 

 

3:00 PM — Balança Comercial Mensal (Outubro) (Est: 2,990 mi / Consenso: 6,200 mi) 

Sexta-feira, 7 de novembro 

 

 

8:00 AM — FGV Inflação IGP-DI Mensal (Outubro) (Est: 0,54% / Consenso: 0,36%); 8:00 AM — FGV Inflação IGP-DI Ano a Ano (Outubro) (Est: -0,22% / Consenso: 2,31%)

 

 

 

Boa sexta-feira a todos!

ANÁLISE: Venezuela abre disputa entre Rubio e Vance pela sucessão de Trump

Humberto Saccomandi De Para o Valor, de São Paulo A intervenção americana em andamento na Venezuela tem um componente de política interna am...