sexta-feira, 9 de maio de 2025

Bco Master

 🏦*Solução para o Master fica mais próxima- Valor*


A solução para o Banco Master pode estar mais próxima, segundo interlocutores com conhecimento da negociação.


 Ontem, o controlador do banco, Daniel Vorcaro, se reuniu com Gabriel Galípolo, para discutir a operação. Na pauta do encontro, estava o acordo do Master com o BRB, mas o desfecho para a fatia restante, que inclui ativos menos líquidos e que não é alvo da transação com a instituição estatal, também foi abordada.


Galípolo viaja para a Europa e a Ásia e retorna no dia 18. Não está claro se o BC aprovará a operação com o BRB e o destino da parte restante.


*Acordo com o BRB*: O BRB definiu o “perímetro” do seu negócio com o Master, anunciado em 28 de março. A auditoria sobre o balanço do Master ainda não foi finalizada, mas o escopo da operação já foi enviado ao BC.


*Liquidação Privada*: A opção mais viável para os ativos menos líquidos é a “liquidação privada”, com a criação de um fundo para os ativos e passivos não comprados pelo BRB.


*Empréstimo do FGC*: O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) pode fazer um empréstimo para o fundo, permitindo que o banco pague gradualmente seus CDBs.


*Administração do Fundo*: O BTG Pactual pode ser o administrador do fundo, cuidando dos ativos do Master em uma espécie de “run-off”.


*Decisão do FGC*: A decisão do FGC pode ser tomada pelo conselho do fundo, formado por seis membros independentes.


O FGC já realizou dezenas de transações do tipo, incluindo empréstimos notórios como R$ 2,5 bilhões ao Panamericano em 2010 e R$ 6 bilhões ao BTG em 2015.


*Busca por Novos Sócios*: Daniel Vorcaro está em negociações com fundos e Joesley Batista, da holding J&F, para encontrar novos sócios para os ativos menos líquidos.


*Solução Completa*: O ideal para o Banco Central é aprovar uma solução completa que inclua o acordo com o BRB, a entrada de um novo sócio para o “bad bank” e a participação do FGC.


*Resistência ao Uso do FGC*: Há resistência de alguns bancos privados ao uso do FGC, mas alguns interlocutores acreditam que é possível contornar esses obstáculos.


*Texto com IA*


Materia completa: https://tinyurl.com/27d6j8mk

BDM Matinal Riscala 0905

 *Rosa Riscala: IPCA de abril e Fed boys encerram a semana*


… Na véspera das primeiras negociações entre EUA e China, neste fim de semana, na Suíça, surge a informação de que Trump pode cortar em mais da metade a tarifa aos produtos chineses, garantindo um dia positivo aos mercados globais, juntamente com o acordo fechado com o Reino Unido. Segundo a mídia, a Casa Branca discute uma redução para algo entre 50% e 54%, já a partir da próxima semana. Além disso, as tarifas para os países do sul da Ásia seriam reduzidas para 25%. Nesta 6ªF, a balança comercial chinesa mostrou alta de 8,1% das exportações, após terem disparado 12,4% em março, com a antecipação de compras para evitar as alíquotas de 145%. Na agenda de hoje, são destaques as falas de seis Fed boys e o IPCA de abril (9h), que deve confirmar nova perda de fôlego da inflação na margem.


… A previsão dos economistas é de desaceleração do índice de 0,56% em março para alta entre 0,38% e 0,44%, diante da queda dos combustíveis e das passagens aéreas. O acumulado em 12 meses, porém, deverá continuar subindo.


… O economista Igor Cadilhac (PicPay) espera algum alívio na inflação de alimentos (1,31% em março), mas ainda com impacto relevante. Ele projeta 0,42% no IPCA, o que elevaria a inflação acumulada de abril/24 a abril/25 de 5,48% para 5,52%.


… Segundo a Monte Bravo, o núcleo de serviços deve subir 0,50% em abril, abaixo da alta de 0,65% registrada em março.


… Os dados do IPCA podem influenciar as expectativas para os juros, após o Copom ter deixado em aberto a chance de um ajuste final da Selic em junho. Mas os trechos intermediário e longo devolveram prêmios com a proximidade do fim do ciclo (abaixo).


… Também ajudou o desempenho positivo em Wall Street nesta 5ªF, quando investidores voltaram a tomar risco com o ambiente de mais confiança. Mudando a conversa, Trump disse que, “com certeza”, as tarifas para a China seriam reduzidas durante as negociações.


… O acordo com o Reino Unido, apesar do anúncio, ainda não está fechado. Segundo o embaixador britânico nos EUA, as negociações são “apenas o começo” e não a versão final. Trump admitiu que ainda há detalhes que estão sendo discutidos.


… Mas diante das pressões para acelerar os acordos, o presidente convocou a coletiva para revelar o que já foi acertado.


… Washington manteve a alíquota de 10% para veículos do Reino Unido sobre uma cota de 100 mil unidades e zerou os 25% sobre o aço e o alumínio. Os britânicos vão comprar mais carne bovina dos EUA e facilitar o processo alfandegário a produtos americanos.


… Em nota, a Casa Branca afirmou que o acordo pode promover um aumento de US$ 5 bilhões no comércio dos EUA para o Reino Unido, que inclui mais de US$ 700 milhões em exportações de etanol e US$ 250 milhões em produtos agrícolas.


… Já Trump publicou nas suas redes sociais que o aumento de arrecadação com as tarifas para o Reino Unido seria de US$ 6 bilhões.


… Em entrevista à Bloomberg, o secretário do Comércio americano, Howard Lutnick, disse que os acordos comerciais com a Coreia do Sul e o Japão podem levar muito mais tempo para serem concluídos do que o acordo com o Reino Unido.


… “É preciso investir muito tempo com o Japão e a Coreia do Sul. Não serão acordos rápidos”, disse ele, acrescentando que a Índia tem “se esforçado bastante” e que “certamente” tem a possibilidade de estar entre os próximos países a chegar a um acordo.


… O chefe do Comércio, que assumiu um papel de liderança nas negociações comerciais, disse que as tarifas básicas de 10% de Trump são um “ponto de partida”, mas que muitos países terão taxas mais altas a menos que ajam agressivamente para abrir suas economias.


… Após o anúncio sobre o Reino Unido, Trump disse aos repórteres que estava “muito perto de assinar vários acordos”.


… Enquanto isso, a União Europeia divulgou uma lista de produtos dos Estados Unidos que poderão ser tarifados caso os países do bloco não consigam reduzir as tarifas recíprocas aplicadas por Washington. A UE ameaçou também acionar a OMC.


… “A UE continua totalmente comprometida em encontrar soluções negociadas com os EUA”, disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Ao mesmo tempo, acrescentou, “continuamos nos preparando para todas as possibilidades”.


… As medidas retaliatórias da UE podem afetar 95 bilhões de euros em importações americanas ao bloco. A lista inclui centenas de itens agrícolas e industriais, além de whisky Bourbon, tequila e outras bebidas alcoólicas.


…. Atualmente, a UE busca negociar um acordo para evitar as tarifas recíprocas de 20% que Trump ameaça aplicar a todas as importações da UE aos EUA. Trump também impôs uma tarifa de 25% sobre todos os veículos importados e uma tarifa de 25% sobre aço e alumínio.


… Na novidade do dia, Trump está pressionando o Congresso a aumentar a tributação sobre os americanos mais ricos como uma forma de compensar os cortes de impostos realizados em seu principal pacote econômico e cumprir algumas promessas de campanha.


… O presidente propõe a criação de uma alíquota de 39,6% para quem ganha US$ 2,5 milhões, contra a alíquota máxima de 37% hoje.


DÓLAR PERDE STATUS – Ainda na Bloomberg, reportagem afirma que a mudança global para contornar o dólar ganha força na Ásia.


… Bancos e corretoras estão observando uma demanda crescente por derivativos de moeda que não dependam do dólar, à medida que as tensões comerciais acrescentam um senso de urgência a uma mudança de anos em relação ao dólar.


… As empresas estão recebendo mais solicitações de transações, incluindo hedges que evitam o dólar e envolvem moedas como o yuan, o dólar de Hong Kong, o dirham dos Emirados e o euro. Há também demanda por empréstimos denominados em yuan.


… A tentativa de achar alternativas é mais um sinal de que empresas e investidores estão dando as costas à moeda de reserva mundial, que foi atingida por uma onda de vendas esta semana em meio a mudanças nas apostas em acordos comerciais. 


… Stephen Jen, estrategista renomado conhecido por seu trabalho sobre a teoria do “sorriso do dólar”, alertou para potencial “avalanche” de US$ 2,5 trilhões em vendas de dólares, o que poderia prejudicar o apelo da moeda a longo prazo.


… A queda do dólar nesta semana refletiu ansiedades de curto prazo em relação às tensões comerciais que agora dominam o sentimento, mas mudanças estruturais na forma como o dólar é usado (e por quem) apontam para uma tendência de desdolarização no futuro.


CHINA HOJE – As exportações continuaram crescendo em ritmo sólido em abril (+8,1%), apesar das pesadas tarifas de Trump, e as importações (-0,2%) caíram menos que o previsto (-5,5%), com superávit de US$ 96,18 bi.


… No Japão, as exportações desaceleraram nos primeiros 20 dias de abril, à medida que a campanha tarifária dos EUA se intensificou com novos impostos sobre carros e impostos gerais, aumentando 2,3%, contra +4,2% nos primeiros 20 dias de março.


… No final da noite de hoje (22h30) são esperados ainda os dados da inflação na China, com o CPI e o PPI de abril.


MAIS AGENDA – O ministro Fernando Haddad participa, em São Paulo (9h30), do Lançamento da calculadora de Renda Variável (REVAR) desenvolvida em parceria da Receita Federal com a B3. Às 14h, terá uma reunião com o presidente da Febraban, Isaac Sidney.


… Nesta 5ªF, Haddad recebeu representantes da agência de classificação de riscos Moody’s e afirmou a eles que não haverá nenhuma mudança de rota em relação à política fiscal do Brasil. E também que a meta fiscal deste ano será cumprida novamente.


… “Essas reuniões são preparatórias do relatório [da Moody’s]. Então, eu apresentei o cenário que eu entendo que vai se realizar nos próximos anos, que é o cumprimento da meta pelo segundo ano consecutivo na forma do arcabouço fiscal”, disse a jornalistas.


… Segundo o ministro, os representantes da Moody’s “se surpreenderam” positivamente com o resultado fiscal obtido pelo país no ano passado. “Eu apresentei o plano de voo e sugeri que não tem no horizonte nenhuma mudança de rota em relação à política fiscal.”


BC – Gabriel Galípolo tem reunião virtual com Agustin Carstens, diretor-geral do Banco de Compensações Internacionais (BIS), às 12h30, enquanto os diretores Diogo Guillen e Paulo Picchetti viajam para Basileia, Suíça, para as reuniões da instituição nos próximos dias.


… Nesta 5ªF, Galípolo reuniu-se no final da tarde com o controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, para discutir o acordo com o BRB, que pode estar perto, com possibilidade de ser anunciado nos próximos dias, segundo interlocutores consultados pelo Valor.


… No fim de semana, Galípolo viaja para a China, em missão do governo brasileiro no dia 13 de maio, e depois para Madri, na Espanha.


ABCR – Divulga (10h) os dados do fluxo em estradas pedagiadas em abril.


LÁ FORA – Pronunciamento de Andrew Bailey, presidente do BoE, abre o dia no Reino Unido (5h40), após o BC cortar a taxa de juro em 25pbs, de 4,5% para 4,25%. Horas antes, na madrugada brasileira, sai a produção industrial britânica em março.


… Em entrevista à CNBC, Bailey disse que o Reino Unido caminha para mais incerteza econômica, apesar de ter fechado o acordo com os EUA. “Um acordo comercial é muito bem-vindo… Mas o Reino Unido é uma economia muito aberta”, disse ele.


… Às 7h15, fala o primeiro Fed boy, John Williams/NY, seguido por Michael Barr (7h45), Adriana Kugler (9h30), Austan Goolsbee/Chicago (11h), Christopher Waller (12h30), John Williams pela segunda vez (12h30), Lisa Cook (14h45) e Beth Hammack/Cleveland (20h45).


… Às 14h, Baker Hughes divulga os poços e plataformas de petróleo em operação nos Estados Unidos.


PERU – Retomou o afrouxamento monetário com a inflação firmemente sob controle e as tarifas dos EUA representando riscos crescentes para sua economia. O BC cortou sua taxa básica de juros de 4,75% para 4,5% nesta 5ªF, conforme esperado pelo mercado.


BALANÇOS – Braskem divulga resultado hoje após o fechamento, junto com os números do Banco ABC Brasil e Banco Pan.


… Às 10h, o investidor acompanha a teleconferência do Itaú Unibanco, que anunciou ontem à noite lucro recorrente de R$ 11,128 bi, alta de 13,9% na comparação anual. A carteira de crédito total ajustada cresceu 13,2% (R$ 1,383 trilhão) e o ROE atingiu 22,5%.


… Confira abaixo no Em tempo… a série de balanços divulgados nesta 5ªF após o fechamento dos mercados.


NOS EMBALOS DE SÁBADO – Sentindo firmeza na garantia de Trump de que “com certeza” haverá “progressos substanciais” no diálogo entre os EUA e a China, amanhã, em Genebra, os mercados anteciparam o otimismo.  


… O acordo comercial que está sendo negociado com o Reino Unido, ampliou a percepção de que Trump “piscou” primeiro e que será obrigado a dar o braço a torcer, depois de comprar guerra com o mundo.


… O noticiário abriu o apetite por risco e levou o índice DXY do dólar a resgatar a linha dos 100 pontos.


… Aqui, o dólar desarmou pressão, o Ibov saltou quase 3 mil pontos e renovou o pico histórico intraday, na casa dos 137 mil pontos, e o DI queimou prêmio de risco. Os negócios domésticos operaram sob o estímulo extra do Copom.


… De olho no fim do ciclo de aperto, além do alívio externo, investidor correu para aplicar na bolsa brasileira. O giro financeiro foi forte, de R$ 34,6 bilhões, para um dia sem nenhum evento excepcional, como exercício de opções.


… Escrevendo seu mais novo recorde durante um pregão, o Ibov (+2,12%) cravou 137.634,57 pontos, mas falhou em bater a melhor pontuação de fechamento de todos os tempos (137.343 pontos). Terminou a 136.231,90 pontos.


… Estrela do dia, Bradesco brilhou com alta de dois dígitos (PN, +15,64%, a R$ 15,08; e ON, +14,04%, a R$ 13,40), repercutindo o maior lucro trimestral em quase dois anos. Itaú subiu 0,80%, a R$ 35,32, horas antes de seu balanço.


… Ainda entre as blue chips financeiras, BB ON ganhou 0,34% (R$ 29,41) e Santander Unit decolou 4,13% (R$ 29,73).


… Depois de terem começado mal a semana, com a produção maior da Opep+ e a queda do preço do diesel nas refinarias, os papéis da Petrobras agora não param mais de subir: ON (+1,69%, a R$ 33,03) e PN (+1,39%, a R$ 30,71).


… Lá fora, a primeira negociação de Trump com o Reino Unido desde o tarifaço, em abril, turbinou o petróleo Brent para julho (+2,81%, a US$ 62,84), que agora está de volta aos níveis anteriores à reunião da Opep sobre a oferta.


… Apesar de o minério de ferro ter recuado 2% na China, Vale ON (-0,30%, a R$ 52,74) teve mais um dia morno.


POUCO OU NADA – Como o Copom não disse nem que sim e nem que não vai mais subir o juro novamente em junho, preferindo aguardar os desdobramentos da guerra comercial, o DI espera pela ata (3ªF) fazendo algum hedge.


… Metade do mercado incorpora um ajuste final de 0,25pp da Selic mês que vem, enquanto os outros 50% apostam que o ciclo já acabou, com juro abaixo de 15%. Mas se o BC ainda não deu tudo por encerrado, está muito perto.


… Respeitando a flexibilidade do Copom, que deixou no comunicado o seu próximo passo em aberto, a ponta curta dos juros futuros teve que subir ontem, porque não dá para descartar de vez um último aperto monetário.


… A convicção, por outro lado, de que o fim do processo restritivo está próximo coincidiu com a melhora de humor externo e derrubar os vencimentos de médio e longo prazo da curva do DI no day after da reunião do Copom.


… No fechamento, o DI para janeiro de 2026 subia a 14,790% (de 14,715% no pregão anterior); e Jan/27, a 13,990% (de 13,985%). Já o Jan/29 caía a 13,415% (de 13,500%); Jan/31, a 13,590% (13,660%); e Jan/33, a 13,640% (13,700%).


… Reportagem do Valor indica apostas entre os bancos estrangeiros de que a curva deve começar mostrar alívio a partir do vértice de 2027. Para o JPMorgan, ganha terreno a ideia de que a inflação deve responder à Selic alta.


… No Deutsche Bank, o estrategista-chefe para mercados emergentes, Drausio Giacomelli, projeta de 2pp a 2,5pp de cortes precificados na curva, “o que dá suporte à nossa estratégia de aplicar juros nos vértices de 2027 e 2028”.


… Na prática, o fim do ciclo de aperto monetário pelo Copom é desvantajoso para o carry trade.


… Ainda assim, o dólar afundou 1,46% e voltou para baixo de R$ 5,70, a R$ 5,6613, seja porque a Selic vai continuar elevada por um período prolongado ou porque deu tudo certo lá fora ontem ou por causa das duas coisas juntas.


… Para a Capital Economics, a pressa de Trump em demonstrar progresso nos acordos comerciais revela desespero crescente dentro do governo para reverter as tarifas, antes que elas atinjam o crescimento do PIB e a inflação.


… Ainda assim, ponderou a consultoria, é uma boa notícia que o presidente americano não esteja mais esticando a corda. Animado, o índice DXY subiu 1,02%, alcançando 100,640 pontos. O dólar avançou para 145,90 ienes.


… O euro caiu 0,81%, a US$ 1,1226, e a libra perdeu 0,42%, a US$ 1,3245, após o BoE ter cortado o juro.


… Já o Fed sem pressa de relaxar a política monetária continua irritando Trump, que chamou Powell de “tolo sem noção”. “Ele não está apaixonado por mim, senão ele estaria reduzindo juros”, disse, em nova provocação.  


… Blindado da política, o Fed cauteloso ajudou a sustentar a Note de 2 anos perto de 3,9%, a 3,893% (de 3,785%).


… Além disso, o mercado aproveitou para se desfazer de posições defensivas nos Treasuries, apostando na aproximação dos EUA com a China e o Reino Unido. O rendimento da Note de 10 anos avançou a 4,385%, de 4,283%.


… Seguindo à risca o conselho de Trump para o investidor comprar bolsa antes do fim de semana de negociações na Suíça, o Dow Jones subiu 0,62% (41.368,45 pontos); S&P 500, +0,58% (5.663,94); e Nasdaq, +1,07% (17.928,14).


EM TEMPO… Prejuízo líquido da CSN registrou piora de 52,5%, para R$ 732 mi no 1Tri25. Ebitda ajustado de R$ 2,509 bi teve alta anual de 27,6%. Receita líquida avançou 12,3%, para R$ 10,908 bi.


CSN MINERAÇÃO reverteu lucro e teve prejuízo líquido de R$ 357 mi no 1Tri25. Ebitda ajustado alcançou R$ 1,4 bi, alta anual de 27%. Receita líquida cresceu 21,7%, para R$ 3,4 bilhões…


… Empresa aprovou R$ 1,3 bi em dividendos e JCP, a R$ 0,23 por ação; ex em 13/05.


B3 informou lucro líquido de R$ 1,1 bi no 1Tri25, alta de 16,5% contra 1Tri24. Ebitda recorrente somou R$ 1,7 bi, avanço de 5,5%. Receita total ficou em R$ 2,7 bi, crescimento de 7,7% em um ano…


… Empresa disse desconhecer motivo de alta recente e forte volume financeiro das suas ações nos últimos pregões.


SUZANO teve lucro líquido de R$ 6,348 bi no 1TRI25, salto de 2.785,5% s/ lucro de R$ 220 milhões do 1TRI24. A receita líquida subiu 22%, para R$ 11,553 bi; Ebitda ajustado aumentou 7%, para R$ 4.866 bi.


LOJAS RENNER teve lucro líquido de R$ 221,0 milhões no 1TRI25, alta de 58,7% s/ 1TRI24. Receita líquida cresceu 12%, para R$ 3,257 bi; Ebitda ajustado subiu 54,9%, para R$ 585,2 milhões.


ALPARGATAS reportou lucro líquido de R$ 112,4 milhões no 1Tri25, mais de quatro vezes superior a um ano antes. Receitas líquidas somaram R$ 1,1 bilhão, alta de 18%. Ebitda cresceu 92,9% para R$ 207,3 milhões.


ASSAÍ teve lucro líquido de R$ 162 milhões no 1TRI25, alta de 74,2% na comparação anual. Receita líquida subiu 7,7%, para R$ 18,552 bi; Ebitda ajustado aumentou 13,9%, para R$ 1,022 bi.


CARREFOUR informou que o Morgan Stanley aumentou a sua participação acionária na companhia, por meio de suas subsidiárias, passando a deter 11,9%, o equivalente a 250.320.473 ações ordinárias.


MAGALU registrou lucro líquido de R$ 12,8 milhões no 1Tri25, queda de 54,3% contra mesmo período do ano anterior. No resultado ajustado, que desconsidera efeitos não recorrentes, lucro de R$ 11,2 milhões recuou 62,5%…


… Ebitda ajustado avançou 10,3% na base anual, alcançando R$ 758,8 milhões. Receita líquida somou R$ 9,389 bilhões, com crescimento de 1,6% em relação ao 1Tri24.


PETZ reverteu prejuízo e teve lucro líquido de R$ 759 mil no 1Tri25. Ebitda totalizou R$ 47,097 milhões, queda de 10,3% contra o 1Tri24. Receita líquida cresceu 7,9%, para R$ 839,1 milhões.


LWSA. Lucro líquido ajustado subiu 28,4% no 1TRI25 s/ 1TRI24, a R$ 34,8 milhões. Receita líquida aumentou 8,8%, para R$ 348,9 milhões; Ebitda ajustado cresceu 15,1%, para R$ 70,2 milhões.


LOCALIZA reportou lucro líquido consolidado de R$ 842 milhões no 1Tri25, alta de 14,8% contra igual período de 2024. Ebitda consolidado somou R$ 3,327 bilhões, crescimento de 13,9%…


… Receita líquida consolidada avançou 16,7%, somando R$ 10,139 bilhões.


UNIDAS LOCAÇÕES E SERVIÇOS fará a sua terceira emissão de notas comerciais escriturais, em série única, no valor de R$ 350 milhões, para distribuição pública e com garantia fidejussória.


ECORODOVIAS registrou lucro líquido de R$ 146,7 milhões no 1Tri25, queda de 36,6% contra igual intervalo de 2024. Ebitda ajustado cresceu 15,3% e atingiu R$ 1,254 bilhão. Receita líquida somou R$ 1,668 bilhão, 9,7% maior.


RANDONCORP reverteu lucro e teve prejuízo de R$ 7,67 milhões no 1Tri25. Ebitda consolidado recuou 2,2% na comparação anual, totalizando R$ 339,25 milhões.


RUMO reverteu lucro e reportou prejuízo líquido de R$ 97 milhões no 1Tri25. No critério ajustado, houve lucro líquido de R$ 188 milhões, queda de 48,9% na mesma base comparativa…


… O Ebitda da companhia somou R$ 1,3 bilhão, 20,1% abaixo do 1Tri de 2024. No critério ajustado, a cifra foi de R$ 1,635 bilhão, recuo anual de 3,2%. A receita líquida foi de R$ 2,967 bilhões, queda de 6%.


FLEURY registrou lucro líquido de R$ 179,3 milhões no 1Tri25, alta de 6,7% contra o mesmo período de 2024. Ebitda ficou em R$ 547,6 milhões, 5,9% acima do 1Tri do ano passado. Receita líquida somou R$ 2,01 bilhões, alta de 5,8%.


COGNA teve lucro líquido ajustado de R$ 154,383 milhões no 1TRI25, alta de 205% s/ 1TRI24. Receita líquida cresceu  5,8%, para R$ 1,627 bi; Ebitda recorrente aumentou 12,2%, para R$ 556,011 milhões.


ÂNIMA anunciou a sétima emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, da espécie quirografária, em série única, no valor de R$ 150 milhões.


CEMIG registrou lucro líquido de R$ 1,04 bilhão no 1Tri25, queda de 9,9% na base anual. Ebitda ajustado caiu 9,6%, para R$ 1,799 bilhão. Receita líquida cresceu 8,7%, a R$ 9,844 bilhões.


COPEL obteve lucro líquido de R$ 664,7 milhões no 1Tri25, alta de 24,6% na comparação anual. Ajustando a itens não recorrentes, o resultado líquido do período foi de R$ 576,9 milhões, crescimento de 6,4% na base anual…


… O Ebitda atingiu R$ 1,736 bilhão no trimestre, valor 24,1% maior que o visto no mesmo intervalo do ano anterior. Já o Ebitda recorrente somou R$ 1,503 bilhão, aumento de 13,0%…


… A receita operacional líquida aumentou 8,8% em relação à igual trimestre de 2024, para R$ 5,892 bilhões.


ENERGISA. O lucro líquido consolidado caiu 9,5% no 1Tri25 em relação ao mesmo período de 2024, para R$ 1,026 bilhão. Com ajustes, o lucro da companhia foi de R$ 390 milhões, 47,9% menor do que o reportado um ano antes…


… A receita operacional líquida do período alcançou R$ 6,921 bilhões, alta anual de 4,4%. O Ebitda ajustado recorrente somou R$ 1,857 bilhão, queda de 15,8% em comparação com o primeiro trimestre de 2024.


ALUPAR. O conselho aprovou a distribuição de R$ 69,2 mi em dividendos; ex em 16/05.


PETRORECÔNCAVO teve lucro líquido ajustado de R$ 136,060 milhões no 1TRI25, alta de 24% na comparação anual. Receita líquida aumentou 16%, para R$ 860,752 milhões; Ebitda ajustado cresceu 3%, para R$ 423,847 milhões…


… A companhia distribuirá R$ 263,4 milhões em JCP, ou R$ 0,9001/ação; pagamento dia 27; ex dia 16.


BRAVA ENERGIA decidiu encerrar as negociações relativas ao processo de desinvestimento de ativos onshore e de águas rasas nos campos localizados no Estado da Bahia, após recordes de produção e maior eficiência operacional.


TENDA reportou lucro líquido consolidado de R$ 85,5 milhões no 1Tri25, recorde para um começo de ano. O resultado também representa recuperação relevante contra o lucro de só R$ 4,4 milhões do mesmo período/24…


… O Ebitda consolidado e ajustado somou R$ 152,9 milhões no trimestre, avanço de 50,5% na comparação anual. A receita líquida consolidada totalizou R$ 865,2 milhões, expansão de 16,1%.


MRV. Prejuízo líquido ajustado saltou para R$ 262,9 milhões no 1TRI25, de R$ 11 milhões no 1TRI24. Receita líquida cresceu 19,8%, para R$ 2,283 bi.


UNIPAR teve lucro líquido de R$ 150 milhões no 1TRI25, alta de 168% na comparação anual. Receita líquida cresceu 18%, para R$ 1,369 bi; Ebitda ajustado subiu 53%, para R$ 355 milhões.


STONE teve lucro líquido de R$ 554,4 milhões no 1TRI25, alta de 23,1% na comparação anual. Carteira de crédito saltou 168,6%, para R$ 1,45 bi; provisões recuaram 24,2%, para R$ 34 milhões.


TOTVS encerrou 1Tri25 com lucro líquido ajustado de R$ 227,7 milhões, alta de 43,7% na comparação com o mesmo período do ano passado. Já o Ebitda ajustado somou R$ 378,7 milhões, avanço de 23,8%…


… A receita líquida consolidada encerrou em R$ 1,462 bilhão, valor 19,3% superior a igual intervalo de 2024.


3TENTOS encerrou o 1Tri25 com lucro líquido de R$ 192,4 milhões, alta de 23% contra igual período/24. A receita operacional líquida aumentou 30,6%, para R$ 3,5 bilhões, enquanto o Ebitda ajustado subiu 109,6%, a R$ 288,9 mi.


CBA reverteu prejuízo e registrou lucro líquido de R$ 335 milhões no 1Tri25. O Ebitda ajustado alcançou R$ 430 milhões, salto de 195% na comparação aos três primeiros meses do ano passado.

quinta-feira, 8 de maio de 2025

Bankinter Portugal 0805

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: Ontem à noite, o USD apreciou-se um pouco (1,13), como advertimos, após uma abordagem de Powell (Fed; 19 h) bastante hawkish/dura em comparação com o quão dovish/suave o mercado ainda está (estava?) ao esperar inclusive mais 3 descidas de taxas de juros vs. 2 estimativa Bankinter (setembro e dezembro, até 3,75/4,00%). A evolução dos acontecimentos é mais ou menos como tínhamos previsto, com uma Fed cautelosa sobre o PIB e inflação, e mais reativa do que proativa em relação a descidas de taxas de juros… ao contrário do BCE, que antepõe critérios políticos a técnicos e, por isso, provavelmente se colocará numa posição delicada na segunda metade deste ano, quando a inflação aumentar depois de ter retrocedido até níveis de confiança próximos ao objetivo de +2%.


Mas Wall St. conseguiu subir ontem à noite, apesar da Fed fria, graças ao governo americano/Trump prepararem um relaxamento das limitações à exportações de chips para IA, portanto o SOX (semis) fechou a subir +1,7%, quando estava com quedas de ca.-1%. 


HOJE cedo estamos a receber um fluxo de resultados corporativos de tom fraco. Toyota estima EBIT 2025 -21% devido aos impostos alfandegários e a apreciação do yen. Infineon com resultados 1T inferiores a expetativas e guidance 2T fraco, assim como revisão em baixa do seu guidance 2025 devido aos impostos alfandegários. Fortinet com bons resultados e mantém guias, mas, como o mercado esperava que melhorasse, cai 13% em aftermarket. Influenciam positivamente a expetativa das conversações EUA/China sobre impostos alfandegários, este fim de semana, e que Trump tenha afirmado, ontem à noite, que ao longo do dia irá anunciar detalhes de um acordo comercial com um determinado país, o que todos supomos que seja o Reino Unido.


O conteúdo mais importante do dia, entre o previsível, é a manutenção de taxas de juros na Suécia (08:30 h; 2,25%) e Noruega (09 h; 4,50%), e a descida no Reino Unido (12 h; -25 p.b., até 4,25%), que inclui a atualização de estimativas macro. Depois destes bancos centrais, a única referência potente a sair esta semana são os Custos Laborais Unitários 1T 2025 nos EUA, hoje às 13:30 h, que se estima que irão aumentar significativamente até +5,1/5,2% desde +2,2%... o que reforça a ideia de que a inflação irá aumentar ao longo dos próximos trimestres. Recordemos que o Deflator do PIB está em +3,7% e que o componente de expetativas de inflação a 12m da Confiança da Univ. de Michigan está em +6,5%, nada menos. 


CONCLUSÃO: Exercício de pragmatismo a curto prazo hoje, com provável subida de bolsas (+0,5%?), tanto europeias como americana, animadas pelas mensagens de Trump em relação a negociações comerciais e relaxamento nas exportações de semis para IA. Quando a tecnologia empurra, arrasta o mercado. O USD romperá em baixa o nível 1,13 graças à assepsia transmitida pela Fed, enquanto as obrigações ganharão um pouco de yield (+2/4 p.b?), perdendo em preços.


S&P500 +0,4% Nq-100 +0,4% SOX +1,7% ES50 -0,6% IBEX -0,4% VIX 23,6% Bund 2,47% T-Note 4,29% Spread 2A-10A USA=+49pb B10A: ESP 3,13% PT 3,00% FRA 3,19% ITA 3,55% Euribor 12m 2,039% (fut.1,917%) USD 1,130 JPY 162,7 Ouro 3.370$ Brent 61,7$ WTI 58,6$ Bitcoin +2,6% (98.840$) Ether +3,9% (1.900$). 


FIM

Curva de juro

 Copom tenta evitar que curva de DI precifique corte da Selic cedo demais, segundo analistas


Por Gustavo Nicoletta


São Paulo, 07/05/2025 - O comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) trouxe uma série de elementos que indicam menor propensão a uma nova alta nos juros, mas também pretende evitar que os investidores se precipitem em apostas sobre o momento em que a Selic começará a cair, segundo especialistas.


A favor de um potencial fim do ciclo de alta da Selic estão as mudanças no balanço de riscos para a inflação. O Copom deixou de considerá-lo assimétrico e igualou o número de fatores que podem estimular ou deprimir a alta de preços - agora são três para cada lado. Antes, havia um a menos entre os riscos baixistas.


A redução nas projeções de inflação para 2025 e 2026 também pode entrar nesta conta - embora a previsão para o ano que vem esteja ligeiramente acima de algumas das estimativas que circulavam no mercado para o horizonte relevante da política monetária.


Mas o comunicado também ressalta que o cenário ainda é de "expectativas desancoradas, projeções de inflação elevadas, resiliência na atividade econômica e pressões no mercado de trabalho", e que isso prescreve "uma política monetária em patamar significativamente contracionista por período prolongado".


Luciano Telo, executivo-chefe de investimentos do UBS Global Wealth Management, afirma que este trecho do comunicado do Copom e a ênfase dada à incerteza vinda do exterior e dos efeitos da guerra comercial sobre a atividade, a inflação e os preços de ativos indicam que há uma preocupação do colegiado em indicar que apostas de corte na Selic seriam "prematuras".


"Ele procurou evitar que isso fosse para o preço muito rápido, evitar este tipo de discussão. O mercado sempre tenta se antecipar. O Copom fez esforço no comunicado para demorar mais algum tempo para entender a volatilidade das tarifas, se mostrou preocupado e quer de fato manter a política mais apertada", diz.


Huang Seen, head de renda fixa da Schroders, avalia que o Copom está tentando não soar "dovish" - propenso a afrouxamento da política monetária - depois de, na prática, ter indicado que há grandes chances de a Selic parar de subir e permanecer no nível atual, agora de 14,75% ao ano.


"Mesmo que não esteja explicitamente no texto, se tudo correr de acordo com o que eles esperam, praticamente dá para dizer que o ciclo se encerrou. Nos dá a entender que provavelmente o plano de voo deles é manter esse nível, que eles entendem que já é significativamente contracionista por um período prolongado. O que eles não querem é parar e o mercado entender como sinal verde para sair cortando", afirmou.


Gean Lima, estrategista e trader de juros e moedas da Connex Capital, aponta que o posicionamento do Copom e a preocupação em "espantar a precificação de cortes muito cedo" deve resultar numa inclinação da curva de juros futuros.


"A precificação de manutenção da Selic para a próxima reunião deve aumentar, e ele está falando que não pretende cortar juros tão rápido, de preservar a taxa de juros mais alta por mais tempo", afirmou.


Contato: gustavo.nicoletta@estadao.com


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BDM Matinal Riscala 0805

 *Rosa Riscala: Trump anuncia às 11h primeiro acordo comercial*


… O presidente Trump marcou para hoje, às 11h (Brasília), coletiva de imprensa para informar o primeiro acordo comercial fechado pelos EUA. “GRANDE ACORDO COMERCIAL COM REPRESENTANTES DE UM PAÍS GRANDE E ALTAMENTE RESPEITADO. O PRIMEIRO DE MUITOS”, escreveu ele em sua rede Truth Social, ontem à noite. Não foi revelado o país em questão, mas especula-se que poderá ser o Reino Unido. Na agenda desta 4ªF, após o Fed manter a taxa nos EUA e o Copom subir a Selic para 14,75%, é a vez de o BoE decidir o juro britânico (8h), que deve ser cortado em 25pbs, para 4,25%. Entre os indicadores, são destaques as expectativas de inflação do consumidor do Fed/NY e, aqui, o IGP-DI de abril e a produção e vendas de veículos da Anfavea. No calendário dos balanços, Ambev, CSN e Itaú Unibanco.


… Na B3, repercute o resultado de Bradesco, que garantiu no after hours alta de 2,38% ao ADR, após o lucro líquido de R$ 5,864 bilhões superar as estimativas dos analistas. A ação recuperou-se da queda de mais de 3% no pregão regular.


… Na curva de juros, as chances de um ajuste em alta são grandes após o Copom deixar em aberto a possibilidade de estender o ciclo de aperto da taxa Selic para junho, adotando uma mensagem mais conservadora e cautelosa no comunicado.


… Como o esperado, o BC não renovou o forward guidance, mas destacou com ênfase o cenário de “elevada incerteza”, sobretudo, com a política comercial dos EUA e a política fiscal no Brasil, que têm impactado os preços dos ativos e as expectativas dos agentes.


… Citando expectativas desancoradas, projeções de inflação elevadas, resiliência na atividade e pressões no mercado de trabalho, afirmou que esses fatores prescrevem uma política monetária em patamar “significativamente contracionista por período prolongado”.


… Ao se referir à próxima reunião, o comunicado também fala em “cautela adicional” e “flexibilidade” na atuação da política monetária, enquanto ressalva que os impactos acumulados do estágio avançado do ciclo de ajuste ainda serão observados.


… Em suma, o Copom parece não saber se o ciclo de aperto da Selic acabou, com a taxa a 14,75%, ou se será necessário um ajuste final. Mas afirmou que a “calibragem do aperto seguirá guiada pelo objetivo de trazer a inflação à meta no horizonte relevante”.


… Para o BC, a inflação cheia e as medidas subjacentes mantiveram-se acima da meta, assim como as expectativas de inflação para 2025 (5,5%) e 2026 (4,5%) na pesquisa Focus, enquanto a projeção para 2026 no seu cenário de referência está em 3,6%.


… O balanço de riscos está simétrico, com as variáveis tanto de alta quanto de baixa “mais elevadas que o usual”.


… Entre os riscos de alta, destacam (i) a desancoragem das expectativas por período mais prolongado, (ii) maior resiliência na inflação de serviços em função de um hiato do produto mais positivo e (iii) uma taxa de câmbio persistentemente mais depreciada.


… Entre os riscos de baixa, estão (i) a eventual desaceleração da atividade doméstica mais acentuada, (ii) uma desaceleração global maior decorrente do choque de comércio e (iii) uma redução nos preços das commodities com efeitos desinflacionários.


… Nesta 4ªF, enquanto absorvia a paciência do Fed – “sem pressa” para mexer nos juros nos EUA – o DI esperou pelo Copom elevando os prêmios dos contratos mais curtos, na reação combinada com a alta inesperada da produção industrial (abaixo).


HERÓI DA RESISTÊNCIA – Provando estar acima das pressões políticas, Powell enfrentou os ataques do presidente Trump, que o acusa de ser “teimoso” e “insensível”, manteve o juro em 4,25%-4,5% e descartou uma urgência do Fed para cortar as taxas.


… “É apropriado que tenhamos paciência”, disse diversas vezes na coletiva de imprensa que se seguiu ao Fomc, mencionando que todos os integrantes do Comitê apoiam a decisão de “esperar para ver” antes de sair agindo antecipadamente.


… Segundo Powell, a economia americana não vive hoje uma situação (como a de 2019) em que se recomende corte de juros preventivo, porque não se sabe qual será a resposta adequada até os próximos indicadores econômicos.


… No comunicado, o Fed admitiu que a incerteza sobre as perspectivas econômicas “aumentou ainda mais”, enquanto Powell reconhecia ser preciso ter maior clareza sobre os impactos da política tarifária de Trump.


… Até a próxima reunião de política monetária, em junho, ainda estará valendo a pausa de 90 dias no tarifaço e a maior esperança dos mercados globais é de que, neste meio tempo, os EUA e a China superem suas diferenças. 


… Powell ainda não vê sinais claros de desaceleração da economia americana e está otimista para o segundo trimestre. “O cenário de contração do PIB pode ser revertido e os gastos do consumidor podem ser revisados para cima”, projetou.


… Depois de o payroll forte de abril ter afastado os fantasmas de uma recessão, o presidente do Fed observou que o mercado de trabalho não representa atualmente uma fonte significativa de pressão inflacionária para os EUA.


… Mas alertou que o potencial de aumento de desemprego e da inflação estão maiores devido às incertezas em relação à política protecionista do governo de Washington e que o Fed prefere continuar monitorando os dados.


… Ao comentar o relacionamento do Fed com a Casa Branca, em meio às ameaças de Trump de demiti-lo, Powell disse que “nunca pediu e nunca pedirá” uma reunião com o presidente americano, e que não há motivo para isso ocorrer.


… Diante da sinalização de Powell de que não está com pressa, o mercado manteve julho como o mês mais provável para o corte.


… Para o ano, a principal aposta se mantém em uma redução acumulada de 75pbs nos juros até dezembro, segundo a ferramenta do CME Group, com 37,7% de chance, contra 31,1% de um aperto monetário maior, de 100 pbs.


O PRIMEIRO ACORDO E A CHINA – O tuíte de Trump confirmando para hoje o anúncio de um “importante” acordo comercial colocou em alta os futuros de Nova York, ontem à noite, enquanto os pregões asiáticos reduziram as perdas.


… O mercado espera esse primeiro acordo com grande ansiedade, porque deve servir como referência da política tarifária.


… Segundo o NYT antecipou, o acordo deve ter sido fechado com o Reino Unido, que vinha em intensas negociações com Washington.


… Mais cedo, Wall Street já operava mais confiante com as negociações que os EUA abrirão com a China, neste fim de semana, na Suíça, embora Trump tenha descartado reduzir preventivamente as tarifas para incentivar um acordo, como Pequim pediu.


… Nesta 4ªF, Trump deu posse ao novo embaixador dos EUA na China, David Perdue, e insistiu que foi de Pequim a iniciativa de procurar Washington para conversar, enquanto os chineses continuam afirmando que foram procurados pela Casa Branca.


… Também ontem, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, alertou que qualquer diálogo com os EUA deve ser baseado na equidade, respeito e benefício mútuo. “Qualquer pressão ou coerção não funcionará com a China.”


BOE – Com um provável acordo a ser anunciado hoje por Trump para o Reino Unido, o BC inglês enfrenta as incertezas tarifárias e deverá reduzir os juros para 4,25%. Está em vigor para os britânicos uma tarifa de 10%, reduzida para todos os parceiros, à exceção da China.


… Apostando em tarifas mais baixas para as exportações de aço e automóveis do país, o BoE agirá em resposta ao crescimento fraco dos últimos meses. Segundo o Barclays, é possível que revise em baixa suas projeções de inflação.


… O mercado precifica um corte de 25pbs nesta reunião e um orçamento total de 100pbs nos próximos 12 meses, para 3,5%.


MAIS AGENDA – Dois índices de inflação, IGP-DI de abril e a primeira prévia do IPC-S de maio, ambos a serem divulgados às 8h pela FGV, abrem o dia. Às 10, a Anfavea divulgará a produção de veículos em abril, que deve recuar 4%, após o tombo de 12,6% em março.


… O ministro Fernando Haddad reúne-se (17h) com a agência Moody’s para tratar sobre as perspectivas econômicas para o Brasil.


… Também o presidente do BC, Gabriel Galípolo, tem encontro com a Moody’s (9h) para avaliação do risco soberano.


… Lá fora, a balança comercial e a produção industrial da Alemanha em março saem de madrugada, enquanto os EUA divulgam pedidos de auxílio-desemprego (9h30), com previsão de +230 mil solicitações iniciais, após 241 mil na semana anterior.


… Às 11h, estoques no atacado nos EUA devem subir 0,5% em abril e, às 12h, saem as expectativas de inflação do consumidor do Fed/NY em abril. Para um ano, aumentaram em março para 3,6%, no nível mais alto desde outubro de 2023.


BALANÇOS – No dia mais intenso da temporada, o Bradesco comenta os resultados em teleconferência (10h30).


… Antes da abertura dos negócios, a Ambev solta seus números. Depois do fechamento, vêm Itaú, B3, CSN, CSN Mineração, Assaí, Magazine Luiza, Alpargatas, Localiza, Rumo, Suzano, Cemig, Cogna, LWSA, Petz e Totvs.


MAKE DOLLAR GREAT AGAIN – Sem pressa para cortar o juro, apesar de Trump continuar forçando a barra do Fed, Powell consolida a autonomia do BC americano e abre espaço para o mercado voltar a apostar na força do dólar.


… No curtíssimo prazo, outro gatilho favorável pode vir das negociações de alto escalão em Genebra, no sábado, entre os EUA e a China, embora Washington indique que as tratativas são preliminares, o que esfria parte do ânimo.


… Motivado pelo Fed e pela esperança de que as conversas na Suíça rendam alguma coisa, o índice DXY subiu 0,38%, para 99,614 pontos, persistindo em sua tentativa de recobrar a linha psicologicamente importante dos 100 pontos.


… O dólar avançou para 143,72 ienes, o euro caiu 0,65%, cotado a US$ 1,1315, e a libra esterlina foi negociada em baixa de 0,68%, a US$ 1,3302, na expectativa de que o BC inglês retome hoje o ciclo de flexibilização monetária.


… As notícias de aproximação entre os EUA e a China e o recado de Powell de que ainda não está na hora de cortar os juros também fortaleceram o dólar por aqui (+0,61%, a R$ 5,7454), que completou sua terceira alta consecutiva.


… Antecipando-se ao meio ponto do Copom, a ponta curta do DI operou com gap de alta, tendo ainda como fatores adicionais de pressão o câmbio e a produção industrial em março (+1,2%), quase no dobro do teto esperado (0,7%).


… Já os vencimentos de médio e longo prazo dos juros futuros seguiram o recuo dos rendimentos dos Treasuries.


… No fechamento, o DI Jan/26 subiu a 14,715% (de 14,685% no dia anterior); e Jan/27, a 13,985% (contra 13,950% na véspera). Já o Jan/29 caiu a 13,500% (de 13,530%); Jan/31, 13,660% (de 13,710%); e Jan/33, 13,700% (13,770%).


… Nos EUA, a taxa da Note de 2 anos cedeu a 3,785% (de 3,790%) e a de 10 anos recuou para 4,283% (de 4,305%).


… Ignorando as sinalizações mais conservadoras do Fed para a política monetária, as bolsas em Wall Street interromperam dois dias de quedas consecutivas, sustentadas pela promessa de negociação entre a China e os EUA.


… Foi uma vitória o Nasdaq ter conseguido virar para o positivo (+0,27%, a 17.738,16 pontos), apesar do tombo da Alphabet (-7,26%) com a notícia de que a Apple (-1,14%) estuda o uso de instrumentos de IA no navegador Safari.


… Já as ações da Nvidia subiram 3,10% com relatos na Bloomberg de que o governo Trump pretende revogar as restrições para exportação de chips, que estavam programadas para entrar em vigor daqui a uma semana.


… O Dow Jones ganhou 0,69%, a 41.113,97 pontos, e o S&P 500 avançou 0,43%, para 5.631,27 pontos.


… Não deu para o Ibovespa colar na alta das bolsas em NY, porque ainda tinha que operar o suspense pelo Copom. Em compasso de espera, o índice à vista travou (-0,09%), a 133.397,52 pontos, com giro abaixo de R$ 20 bilhões.


… Já na contagem regressiva para o balanço trimestral da próxima 2ªF, as ações da Petrobras ampliaram os ganhos (ON, +0,65%, a R$ 32,48; e PN, +0,46%, a R$ 30,29), deixando para trás a liquidação do primeiro pregão da semana.


… O ímpeto comprador nos papéis desafiou a queda do petróleo Brent para julho, que recuou 1,66%, a US$ 61,12 o barril, sentindo o dólar forte com o Fed e ainda os planos da Opep+ de acelerar a produção global da commodity.


… Sem fôlego, Vale ON caiu 0,19% (R$ 52,90), apesar de o minério de ferro ter fechado em alta de 0,35%.


… Entre os grandes bancos, Bradesco PN (-1,51%, a R$ 13,04) esperou em baixa pelo balanço de ontem à noite. Já Itaú PN (+1,10%, a R$ 35,04), BB ON (+1,42%, a R$ 29,31) e Santander Unit (+0,35%, a R$ 28,55) tomaram impulso.


EM TEMPO… MINERVA reverteu prejuízo e teve lucro líquido de R$ 185,0 milhões no 1TRI25. Receita líquida cresceu 55,8%, para R$ 11,2 bilhões; Ebitda aumentou 53,1%, para R$ 962,5 milhões.


REDE D´OR teve lucro líquido de R$ 1,018 bi no 1TRI25, alta de 21,1% na comparação anual. O Ebitda ajustado subiu 21,1%, para R$ 2,641 bi; receita líquida aumentou 6,5%, para R$ 13,178 bi.


ULTRAPAR teve lucro líquido de R$ 363 milhões no 1TRI25, queda de 20,2% na comparação anual. Receita líquida subiu 10%, para R$ 33,3 bi, e Ebitda caiu 12,5%, para R$ 1,188 bi.


AZZAS 2154 registrou lucro líquido de R$ 117,7 milhões no 1Tri, alta anual de 15,6%. Receita líquida somou R$ 2,6 bilhões, um crescimento de 13,9% contra o mesmo intervalo/24…


… Ebitda recorrente totalizou R$ 427,7 milhões, 23,3% maior que o apresentado um ano antes.


C&A informou lucro líquido de R$ 4,1 milhões no 1Tri25, queda de 94,3% contra um ano antes. Receita líquida cresceu 10,9% e totalizou R$ 1,6 bilhão. Ebitda ajustado somou R$ 244 milhões, alta anual de 35,4%.


GUARARAPES reduziu prejuízo líquido em 77,2% no 1Tri25 (base anual), para R$ 26 milhões. Receita líquida somou R$ 2,2 bilhões, alta de 10,6% contra um ano antes. Ebitda de R$ 258 milhões foi recorde, com crescimento de 22%.


VIVARA registrou lucro líquido de R$ 115,039 milhões no 1Tri25, salto de 221,3% contra o mesmo intervalo/24. O Ebitda ajustado somou R$ 101,065 mi, avanço de 54,4%, e a receita líquida totalizou R$ 537,081 mi, alta de 20,8%…


… O conselho de administração aprovou a criação de um novo programa de recompra de ações, no qual prevê adquirir até 10% das ações ordinárias de emissão da companhia em circulação.


NATURA &CO informou que a BlackRock aumentou a sua participação acionária na companhia para 5,032% do total.


MOVIDA registrou lucro líquido de R$ 78,5 milhões no 1Tri, crescimento de 61,5% contra o mesmo período de 2024. Ebitda teve alta de 26,3% e alcançou marca recorde de R$ 1,338 bilhão. Receita líquida subiu 18,1%, a R$ 3,5 bilhões.


LOJAS QUERO-QUERO ampliou prejuízo ajustado em 17,2% no 1TRI25, para R$ 15,7 milhões. O Ebitda ajustado cresceu 19,8%, para R$ 13,1 milhões; receita líquida subiu 14,1%, para R$ 671,5 milhões.


ENGIE registrou lucro líquido ajustado de R$ 823 milhões no 1Tri25, alta de 3,8% contra igual período de 2024. Sem ajustes, o lucro líquido da empresa ficou em R$ 826 milhões, queda de 51,0% na mesma base de comparação…


… Ebitda ajustado totalizou R$ 2,040 bilhões, aumento de 12,4%. Descontados os ajustes, o Ebitda foi de 2,044 bilhões, montante 35,4% menor do que o observado um ano antes. Receita líquida alcançou R$ 3,013 bi (+15,5%).


TAESA informou lucro líquido IFRS de R$ 365,2 milhões no 1Tri25, queda de 2,5% contra o 1Tri24. O lucro líquido regulatório caiu 0,7%, para R$ 188,3 mi. O Ebitda regulatório somou R$ 509,6 milhões, alta de 6,9%…


… A receita líquida cresceu 3,8%, para R$ 597,9 milhões. O conselho aprovou a distribuição de R$ 188 mi em JCP, a R$ 0,54 por unit; ex” no próximo dia 13.


AUREN ENERGIA teve lucro líquido de R$ 54,0 milhões no 1TRI25, queda de 64,3% na comparação com pro-forma do 1TRI24. Ebitda ajustado subiu 65,7%, para R$ 1,203 bi, e receita líquida cresceu 33,6%, para R$ 2,952 bi.


PRIO. Agências de rating avaliam upgrade da companhia após compra do campo de Peregrino, disse o diretor Financeiro, Milton Rangel.


BRASILAGRO registrou prejuízo líquido de R$ 1,093 milhão no 3Tri do ano agrícola 2024/25, encerrado em 31 de março. O resultado representa redução de 96% contra a perda de R$ 30,147 milhões em igual período/24.


IOCHPE-MAXION. O lucro líquido caiu 78,3% no 1TRI25 s/ 1TRI24, para R$ 10,892 milhões. O Ebitda subiu 11,9%, para R$ 354,362 milhões, e a receita líquida cresceu 9,5%, para R$ 3,938 bi.


AERIS. A fabricante de pás eólicas reportou um prejuízo líquido de R$ 94,5 milhões no 1Tri. O valor representa uma piora de 129,2% em relação a igual período de 2024.


ITAÚSA informou que a BlackRock passou a deter, de forma agregada, 361.049.971 ações preferenciais. O montante representa aproximadamente 5,073% do total desta classe de ativo emitido pela companhia.

quarta-feira, 7 de maio de 2025

BDM Matinal Riscala 0705

 *Rosa Riscala: EUA-China iniciam negociações em dia de Fed e Copom*


… Comunicados dos governos da China e dos Estados Unidos confirmaram, na noite de ontem, o início das negociações comerciais entre os dois países neste fim de semana, quando o secretário do Tesouro, Scott Bessent, viajará à Suíça para um encontro com o vice primeiro-ministro chinês, He Lifeng. A notícia – que impulsionou os futuros de NY – estoura na superquarta das decisões de política monetária do Fomc e do Copom, e no mesmo dia em que Pequim cortou o juro para ajudar a economia afetada por tarifas. Não deve mudar as expectativas de manutenção do juro americano, nem o discurso de Powell (15h30). Aqui, o mercado espera que o Copom decida uma alta de 50pbs para a Selic. A agenda doméstica ainda inclui a produção industrial de março (9h) e o balanço do Bradesco, após o fechamento.


… Sobre China e EUA, trata-se do primeiro passo para a revisão das tarifas punitivas de Trump retaliadas na mesma medida por Xi Jinping.


… Em seu comunicado, o Ministério do Comércio da China impôs condições; disse que os Estados Unidos devem mostrar “sinceridade nas negociações, corrigir práticas erradas e resolver as preocupações de ambos os lados por meio de uma consulta igualitária”.


… À Fox News, Bessent disse que as negociações programadas para sábado e domingo se concentrarão na redução das tensões, e que não deve ser esperado um grande acordo comercial. “Mas precisamos reduzir as tensões antes de seguir em frente.”


… O início das negociações com a China, no entanto, que parecia distante, deve injetar ânimo nos investidores, ansiosos pela redução nas tarifas que já paralisam o comércio entre as duas maiores economias do mundo.


… “Isso não é sustentável, especialmente do lado chinês”, disse Bessent, acrescentando que 145% de tarifas impostas pelos EUA e 125% pela China é o equivalente a um embargo. “Não queremos dissociação, o que queremos é comércio justo.”


… O secretário do Tesouro americano reconheceu que a estratégia de incerteza de Trump pode ser perturbadora para os mercados, como está se vendo, mas afirmou que “essa é uma vantagem para os Estados Unidos nas negociações”.


… Bessent disse que ele e Trump sabem o que aceitariam nas negociações, mas que não iriam divulgar esses detalhes abertamente.


… Nos últimos dias, Trump afirmou que estaria disposto a reduzir as tarifas para a China em “algum momento”, mas sempre faz parecer que seria um favor para a China. “Os EUA não estão perdendo nada por não negociar com Pequim.”


… Mais cedo, o presidente chegou a dizer que EUA e China “não estavam negociando ainda”, enquanto Bessent repetia que 17 parceiros comerciais já fizeram boas propostas, que alguns acordos podem sair nesta semana, mas que isso não incluía os chineses.


… Entre os países em negociações com a Casa Branca está o Reino Unido, que, segundo o Financial Times, pode anunciar um acordo esta semana – uma coisa que o mercado espera ansiosamente como uma espécie de referência da política tarifária.


… Nesta 3ªF, Paul Tudor Jones (Tudor Investment) previu que Trump poderá reduzir as tarifas sobre a China pela metade, mas alertou que isso pode não ser suficiente para recuperar os mercados. Em entrevista à CNBC, o CEO do fundo de hedge macro resumiu:


… “Temos Trump determinado a impor tarifas e o Fed determinado a não cortar as taxas. Isso não é bom para o mercado de ações.”


FED – Deve manter (15h) os juros inalterados no intervalo entre 4,25% e 4,50%, enquanto espera maior clareza das políticas comerciais de Trump. Meia hora depois (15h30), Powell deve repetir que o Comitê não tem pressa para ajustar as taxas.


… Talvez o fato de as negociações terem se iniciado, inclusive com a China, mereça alguma concessão na mensagem mais dura que o Fed assumiu desde que as tarifas viraram tudo. Mas sem um acordo fechado, será difícil uma mudança significativa do tom.


… As expectativas dos economistas consultados pela Bloomberg são conservadoras. Eles preveem apenas dois cortes de 25pbs este ano, a partir de setembro. Nos mercados futuros, as apostas são mais ousadas, com três ou quatro cortes este ano, o primeiro em julho.


… De um lado, as tarifas agressivas sobre produtos importados estão minando a confiança do consumidor, com as famílias se preparando para uma potencial alta nos preços ao consumidor e um mercado de trabalho enfraquecido.


… De outro, dados mais recentes mostram que a inflação desacelerou em março e que a taxa de desemprego ficou estável em abril, o que reforça o padrão mais conservador do Fed, que teme pelo risco de as tarifas ameaçarem o progresso gradual da inflação.


… Autoridades do Fed enfatizaram em comentários públicos recentes que, embora a incerteza esteja excepcionalmente alta, a política monetária ainda está em uma boa posição para equilibrar seus objetivos de promover o máximo de emprego e preços estáveis.


… “Acredito que ainda ouviremos que a incerteza é alta neste ambiente, e que eles estão prontos para agir, ou não, conforme necessário para tentar atender a ambos os lados de seu mandato”, disse Sarah House, economista sênior do Wells Fargo nos EUA.


… Trump deve voltar a criticar Powell, a quem chama de “completamente insensível”, mas para o mercado o que conta é que ele parece ter se convencido de que não deve insistir nas ameaças de demitir o presidente do Fed, que tem mandato até o ano que vem.


COPOM – O dia não acaba com o Fed. Às 18h30, o BC volta a subir a Selic, com um ajuste menor do que 100pbs, como já está contratado, mas sem unanimidade quanto à magnitude, embora a aposta majoritária (quase 80%) seja de uma alta de 50pbs, para 14,75%.


… Contagiada pela volatilidade externa, a curva de juros buscou um hedge mais dovish nesta 3ªF, elevando para mais de 20% a chance de uma alta de apenas 25pbs – o que, se confirmado, seria lido pelo mercado como o encerramento do ciclo de aperto monetário.


… O mais provável, porém, é que o Copom corresponda às expectativas e mantenha o tom de cautela diante das incertezas nos EUA e das demais variáveis de risco, que incluem a inflação subjacente acima da meta e as expectativas em níveis ainda elevadas.


… Com mais cuidado, o comunicado deve também se referir aos riscos fiscais, com as medidas do governo Lula jogando contra o BC.


… A maioria dos economistas também acredita que o Copom não renovará o forward guidance, mas evitará sinalizar o fim das altas, o que significa que deverá deixar junho em aberto, condicionando um ajuste adicional aos próximos indicadores.


MAIS AGENDA – O consenso para a produção industrial de março (9h) é de expansão de 0,3%, após recuo de 0,1% em fevereiro. Às 14h30, o Banco Central divulga os dados semanais do fluxo cambial e, às 15h, o MDIC informa a balança comercial de abril.


… Lá fora, a agenda dos indicadores é fraca, prevendo apenas as vendas no varejo em março na Zona do Euro (6h) e, nos EUA, os estoques de petróleo na semana encerrada em 02/05 (11h). A previsão é de queda de 1,3 milhão de barris.


CHINA HOJE – O PBoC anunciou um corte das taxas de juros e a injeção de mais liquidez no sistema financeiro, respondendo aos apelos para impulsionar a economia, em meio a crescentes tensões com Washington.


… Os compulsórios bancários foram reduzidos em 0,5pp e a taxa de recompra reversa de sete dias caiu 0,1pp, sinalizando um futuro corte na taxa básica de empréstimo (LPR) da mesma magnitude, segundo o BC chinês.


… A taxa das linhas de crédito de refinanciamento e empréstimo suplementar foi cortada em 0,25pp e as taxas de hipoteca sob o fundo previdenciário habitacional, em 0,25pp, para 2,6% (de 2,85%).


… Outra novidade é que o órgão regulador chinês prestará auxílio às companhias afetadas pelas tarifas impostas pela Casa Branca. As seguradoras serão estimuladas a investir em ações, entre outras iniciativas.


JAPÃO HOJE – A leitura final de abril do PMI/S&P Global composto subiu de 48,9 em março para 51,2. O indicador ficou acima do patamar neutro de 50, ou seja, indicando que a atividade voltou a entrar em expansão.


$MELANIA – Financial Times revela que um pequeno grupo de traders ganhou US$ 99,6 milhões ao comprar a criptomoeda inspirada na imagem da primeira-dama dos Estados Unidos, minutos antes de ela ganhar notoriedade, na véspera da posse de Trump.


BRASÍLIA – O presidente Lula embarcou às 22h em viagem para a Rússia e a China, levando em sua comitiva o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o vice-presidente da Câmara, deputado Elmar Nascimento (União), representando Hugo Motta.


… Em Moscou, onde Lula permanecerá até o dia 10 de maio, está confirmado um encontro com Vladimir Putin. Já em Pequim, com estada entre 12 e 13 de maio, o presidente se reunirá com Xi Jinping para a assinatura de 16 acordos bilaterais.


… Lula espera o apoio da China para a Ferrovia Bioceânica, que escoaria a produção de grãos brasileiros pelo porto de Chancay (Peru).


… Nesta 3ªF, os chineses retomaram as importações de cinco unidades brasileiras que haviam sido embargadas em janeiro por questões sanitárias. Foram beneficiadas a ADM do Brasil, Cargill, Terra Roxa, Olam Brasil e C.Vale Cooperativa.


SETOR ELÉTRICO – Ficou para a volta de Lula a MP que trata da reforma do setor elétrico. Segundo o ministro Alexandre Silveira (MME), “queremos fazer um anúncio oficial”. A proposta amplia a isenção da Tarifa Social para 60 milhões de pessoas de baixa renda.


REFORMA DO IR – Instalada a Comissão Especial que vai analisar a isenção para quem ganha até R$ 5 mil/mês, Arthur Lira foi confirmado o relator e vai propor que a matéria seja votada no colegiado ainda no primeiro semestre deste ano.


INSS – CGU concluiu que a documentação para autorizar descontos nas aposentadorias estava completa em menos de um terço dos casos, praticados indevidamente desde 2016. As fraudes contra os pensionistas podem somar R$ 6,3 bilhões.


… No Valor, a equipe econômica resiste ao ressarcimento pela União e trava uma batalha com a Previdência nos bastidores. Técnicos da Fazenda defendem que o dinheiro deve ser levantado a partir da apreensão dos bens dos fraudadores.


… A demissão de Carlos Lupi da Previdência levou os deputados do PDT a desembarcarem da base do governo Lula, nesta 3ªF, quando decidiram assumir postura independente nas votações de projetos do Planalto. Os senadores continuam aliados.


BALANÇOS – Mais 14 companhias abertas divulgam os seus resultados, todas após o fechamento do mercado: Aeris Energy, Auren, Brasil Agro, C&A, Dexco, Engie, Guararapes, Klabin, Minerva Foods, Rede D’Or, Taesa, Ultrapar e Vivara.


… Em NY, tem Walt Disney após o fechamento.


AFTER HOURS – AMD foi bem no pregão estendido (+1,80%), depois de o balanço do 1Tri ter batido as expectativas. O lucro por ação ajustado (US$ 0,96) e a receita de US$ 7,44 bilhões vieram acima do esperado pelos analistas.


… Já as ações da Super Micro Computer derreteram 4,77%. A empresa revisou novamente para baixo sua projeção de receita anual, para entre US$ 21,8 bilhões e US$ 22,6 bilhões, agora reconhecendo possíveis impactos tarifários.


QUEM DÁ MENOS? – A informação que vale tanto dinheiro (se os EUA e a China vão se entender no fim de semana) ainda pode influenciar o Copom, de última hora, embora a curva continue apostando alto no meio ponto.   


… No final da tarde de ontem, segundo cálculos no Valor, as taxas mostravam 76% de chance de um aperto de 0,50pp contra 24% de 0,25pp. Fica a expectativa se haverá uma migração maior hoje de um lado para o outro.


… Como a informação sobre as conversas formais programadas entre os representantes do alto escalão da área do comércio dos governos de Washington e Pequim saiu depois do fechamento, o jogo da Selic ainda está aberto.


… Na véspera da decisão de política monetária, a ponta curta do DI exibiu recuo moderado, inibida pelo dólar, que voltou a superar R$ 5,70, depois de tantos dias comportado. Já o miolo e o trecho longo da curva fincaram queda.


… O movimento aconteceu em sincronia à baixa dos juros dos Treasuries, que responderam a um leilão de títulos públicos com demanda acima da média e reagiram ainda ao resultado pior do que o esperado da balança americana.


… O déficit dos EUA saltou para US$ 140,5 bilhões em março, contra expectativa de US$ 132,4 bilhões, com forte avanço das importações (+4,4%, para US$ 418,96 bilhões), antes da entrada em vigor das tarifas de Trump.


… Diante do apelo por proteção, o juro da Note de 2 anos caiu a 3,790%, contra 3,834% no pregão da véspera, o rendimento do bônus de 10 anos recuou para 4,305%, de 4,336%, e o do T-Bond de 30 anos foi a 4,805%, de 4,824%.


… Aqui, fecharam nas mínimas do dia o DI para Jan/26, a 14,685% (contra 14,725% na 2ªF); o Jan/27, a 13,950% (de 14,050%); e o Jan/29, a 13,530% (de 13,690%). Jan/31 caiu a 13,710% (de 13,870%); e Jan/33, a 13,770% (13,890%).


… No câmbio, o esfriamento da atividade chinesa com o choque das tarifas de Trump e a piora da balança comercial americana levaram o dólar a interromper o alívio recente e romper a marca de R$ 5,70, cotado a R$ 5,7102 (+0,37%).


… A moeda assumiu dinâmica diferente da observada no exterior, onde o índice DXY caiu 0,59%, a 99,238 pontos, sem avanços concretos na guerra contra Pequim. Mas hoje a sorte pode virar com as novidades dos EUA-China.  


… Os relatos de um possível acordo entre Trump e o Reino Unido sustentaram a libra (+0,64%, a US$ 1,3386). O euro avançou 0,53%, para US$ 1,13782, após o líder conservador Friedrich Merz se eleger chanceler da Alemanha.


… O enfraquecimento do dólar facilitou a recuperação o barril de petróleo, que disparou 3,19% (Brent), para US$ 62,15, um dia depois de ter atingido o seu pior nível em quatro anos, com a Opep+ querendo acelerar a produção.


… A volta dos chineses do feriado e os conflitos no Oriente Médio também impulsionaram as compras de petróleo.


REBOTE – O movimento turbinou as ações da Petrobras. Depois de terem fechado um dia antes no valor mais baixo do ano, os papéis PN se ajustaram em alta firme de 1,65%, a R$ 30,15, enquanto os ON ganharam 1,57%, a R$ 32,27.


… Diante da força da Petrobras, o Ibovespa resistiu estável (+0,02%, aos 133.515,82 pontos, com giro a R$ 22,2 bi), apesar da falta de fôlego da Vale ON (+0,08%, a R$ 53,00) e da queda em bloco dos papéis dos grandes bancos.


… À espera do balanço de hoje, Bradesco PN caiu 0,45%, a R$ 13,24. Itaú PN registrou desvalorização de 0,52%, para R$ 34,66, BB ON perdeu 0,76%, a R$ 28,90, e Santander Unit também teve uma sessão negativa (-0,87%, a R$ 28,45).


… Pior tombo do dia, Pão de Açúcar afundou 20,21% com o balanço trimestral considerado fraco e um desmonte de posições de Nelson Tanure e Rafael Ferri, após a queda de braço entre os dois por uma vaga no conselho.


… Em assembleia geral, Tanure conseguiu somente uma das três cadeiras que cobiçava no colegiado da empresa.


… Só com a liquidação de ontem, o papel já devolveu mais da metade do ganho de abril (+37%). Nos três primeiros pregões de maio, Pão de Açúcar registra perdas próximas de 30%, para ter a medida do quanto está sangrando.


… Cansados da retórica protecionista de Trump e com pouco resultado prático das negociações comerciais até aqui, os investidores nas bolsas de NY decidiram evitar o risco e apostar ontem na renda fixa antes da decisão do Fed.


… O Dow Jones caiu 0,95% (40.829,00 pontos); S&P 500, -0,77% (5.606,91 pontos); e Nasdaq, -0,87% (17.689,66).


EM TEMPO… A Fitch rebaixou o rating da AZUL de “CCC” para “CCC-”, com perspectiva negativa. A agência também atualizou as notas seniores garantidas da Azul Secured Finance LLP para “CCC-” com Rating de Recuperação “RR4”…


… Notas não garantidas da Azul Investments LLP foram mantidas em “CC”/“RR6”.


PRIO informou lucro líquido de US$$ 344,7 milhões no 1Tri, alta de 54% contra igual período/24. A receita líquida subiu 15%, para US$ 696,9 milhões, e o Ebitda ficou em US$ 446,6 milhões, recuo de 4% na comparação anual…


… A empresa informou ainda que a produção total de petróleo atingiu 91.133 barris de óleo equivalente por dia (boepd) em abril. O número representa uma queda de 13% na comparação com março (104.792).  


PETROBRAS. Magda Chambriard confirmou que o diretor-executivo de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras, Mauricio Tolmasquim, deve deixar a companhia em cerca de um mês…


… Ele foi indicado pela União para compor o conselho de administração da Eletrobras e já havia assumido previamente o compromisso de deixar o seu cargo na estatal sob o risco de conflito de interesse…


… Magda disse que a Petrobras voltou a estudar a possibilidade de ter preços diferenciados para o gás de cozinha (GLP) por conta do aumento do uso para fins industriais.


CARREFOUR registrou lucro líquido ajustado no 1Tri, para R$ 282 milhões, cinco vezes maior do que o reportado no mesmo período do ano anterior. O Ebitda ajustado somou R$ 1,47 bilhão, alta de 3,7%…


… A receita líquida totalizou R$ 26,1 bilhões, avanço de 5,1%.


GRUPO PÃO DE AÇÚCAR (GPA) apresentou, perante a Corte Internacional de Arbitragem da Câmara de Comércio Internacional (CCI), um requerimento de arbitragem envolvendo Casino e cobrança de IR.


JBS anunciou investimentos de R$ 216 milhões em 4 unidades de suínos e aves da Seara em SC.


ELDORADO BRASIL encerrou o 1Tri com lucro líquido de R$ 459 milhões, avanço de 50% contra um ano antes. A receita líquida avançou 14% e totalizou R$ 1,6 bilhão. Ebitda ajustado alcançou R$ 914 milhões, alta anual de 25%.


BANCO MASTER. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) aceitou pedido do Ministério Público impedindo que o Banco de Brasília (BRB) assine contrato definitivo para adquirir parcela de 58% do capital total.


NUBANK confirmou que Campos Neto assumirá como vice-chairman depois do fim da quarentena do BC, em 1º de julho, e integrará o Conselho de Administração da Nu Holdings como membro não independente.


CAIXA SEGURIDADE teve lucro líquido de R$ 1,009 bilhão no 1Tri, alta de 9,2% contra igual período/24.


VIBRA teve lucro líquido de R$ 601 milhões no 1Tri, queda de 23,8% contra um ano antes. O lucro líquido ajustado nos primeiros três meses foi de R$ 1 bilhão, alta de 27,9%. Ebitda ajustado subiu 43,6%, para R$ 2 bilhões…


… A receita líquida ajustada alcançou R$ 45 bilhões, crescimento de 13,2%…


… A empresa informou que a CVM confirmou inexigibilidade de OPA pela alienação de controle da Comerc Energia.


RD SAÚDE reduziu lucro em 12,7% no 1Tri, para R$ 164 milhões. A receita somou R$ 10,8 bilhões, alta de 10,4% em um ano. Ebitda encolheu 4,2%, para R$ 650,2 milhões; em termo ajustado, resultado foi de R$ 644,1 milhões (-5,5%).


HAPVIDA iniciou a implementação de grupamento de ações ordinárias na proporção de 15 por 1.


ODONTOPREV registrou lucro líquido de R$ 169,7 milhões no 1TRI25, alta de 15,6% na comparação anual. Receita líquida subiu 7,2%, para R$ 590,4 milhões, e Ebitda ajustado aumentou 11,7%, para R$ 226 milhões.


PLANOS DE SAÚDE. ANS discute conjunto de medidas regulatórias que pode permitir reajustes extras em planos individuais, superando o teto fixado pela própria agência, e menos tempo para comunicar consumidor. (Estadão)


VAMOS. Lucro caiu 45% no 1Tri, para R$ 107,8 milhões, e a receita avançou 24% em relação a igual período do ano anterior, somando R$ 1,33 bilhão…


… A empresa estima lucro líquido de R$ 450 milhões a R$ 550 milhões no ano e Ebitda no intervalo de R$ 3,850 bilhões a R$ 4,150 bilhões em 2025.


JSL teve lucro líquido ajustado de R$ 45,1 milhões no 1TRI25, queda de 7,4% s/ 1TRI24. O Ebitda ajustado cresceu 13,8%, para R$ 458,2 milhões, e a receita líquida aumentou 12,1%, para R$ 2,320 bi.


RAÍZEN. O conselho de administração aprovou por unanimidade autorização para que a companhia, subsidiárias e/ou sua controladora, a Raízen S.A., obtenham financiamentos de longo prazo no valor total de até R$ 1,5 bilhão.


AERIS ENERGY. O conselho de administração aprovou a primeira emissão de notas comerciais escriturais, em série única, com garantia real, para colocação privada, no valor total de até R$ 125 milhões.


DIA DAS MÃES. Deve movimentar R$ 16,3 bilhões em compras, montante 9,24% superior à projeção de igual período do ano passado, em pesquisa da Abecs, associação que representa as empresas de meios eletrônicos de pagamento, encomendada ao Datafolha…


… O levantamento aponta que 62% dos consumidores pretendem comprar presente neste ano. Ainda segundo o estudo, o valor médio das compras será de R$ 249, montante 8,7% maior contra o visto no ano passado (R$ 229).

Josue Leonel

 *Sinais do Fed e Copom em foco; EUA, China negociam: Mercado Hoje*


Por Josue Leonel

(Bloomberg) -- Futuros das bolsas americanas, petróleo e

dólar se valorizam com notícia de que secretários dos EUA

negociarão tarifas com a China esta semana. Menor tensão

comercial se soma ao corte da taxa de juros chinesa e traz

alívio parcial antes da decisão do Fed, que deve manter sua taxa

estável. Mercados aguardam sinais sobre possíveis cortes futuros

do comunicado do BC americano e de fala de Powell. Conclave

começa em Roma.

No Brasil, aposta majoritária é de que o Copom elevará a

Selic para 14,75%, maior nível desde 2006, desacelerando o

ritmo. Parte dos analistas espera fim do ciclo de aperto, com

abandono do guidance de alta adicional, e balanço de riscos

simétrico, em meio aos riscos externos. Agenda ainda traz

produção industrial, com expectativa de alta, e primeiro saldo

da balança pós-tarifas, que deve vir positivo. No corporativo,

Bradesco divulga balanço depois do fechamento, Nubank contrata

Campos Neto e Justiçado do DF proíbe BRB de assinar compra do

Banco Master.

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*T

Às 7:35, este era o desempenho dos principais índices:

S&P 500 Futuro +0,5%

STOXX 600 -0,4%

FTSE 100 -0,3%

Nikkei 225 -0,1%

Shanghai SE Comp. +0,8%

MSCI EM estável

Dollar Index +0,3%

Yield 10 anos +1,6bps a 4,3101%

Petróleo WTI +0,5% a US$ 59,38 barril

Futuro do minério em Singapura +0,8% a US$ 98,3

Bitcoin +2,4% a US$ 96931,69

*T

 

Internacional

Negociações e corte de juro na China animam bolsas pré-Fomc

* Futuros dos índices de ações dos EUA sobem e dólar interrompe

três dias de declínio com notícia de que autoridades dos EUA e

da China se reunirão essa semana na Suíça

** Reunião será a primeira negociação comercial confirmada entre

os países desde que o presidente Donald Trump anunciou tarifas

no mês passado

** Secretário do Tesouro Scott Bessent afirmou em entrevista à

Fox News que as tarifas não são sustentáveis

* Petróleo também avança com menor tensão comercial; na Europa,

porém, bolsas caem com corte da previsão de vendas da Novo

Nordisk

* Rendimento dos treasuries de 10 anos tem alta leve

* Fed anuncia às 15:00 sua decisão e deve manter suas taxas;

presidente Jerome Powell fala na sequência

* Banco Popular da China reduziu a taxa de recompra reversa de

sete dias de 1,5% para 1,4% e também reduzirá o compulsório em

meio ponto percentual

** Bolsas chinesas perdem forçam depois de ganhos anteriores

mais fortes com o corte de juros no país, que mostra esforços de

Pequim para ajudar a economia a superar a guerra comercial com

os EUA

* Cobre recua e minério de ferro reduz ganho com realização de

lucros após corte de juros esperado na China

* Conclave para escolha do novo Papa começa em Roma hoje


Para acompanhar

Copom deve desacelerar alta com fim de ciclo no radar

* Copom deve desaceler o ritmo de alta da Selic para 0,50pp,

diante do risco de redução do ritmo do crescimento global e da

queda do dólar e do petróleo com a guerra comercial

** Parte do mercado acredita que a decisão marcará o fim do

ciclo de aperto monetário iniciado em setembro e vários

analistas consideram que o BC poderá retirar a sinalização

futura sobre a política monetária

* BC oferta 25.000 contratos de swap para rolagem; divulga fluxo

cambial

* Produção industrial de março, que sai às 09:00, deve crescer

1,5% na comparação anual, mesma variação de fevereiro, e 0,3% na

mensal, após queda de 0,1% no mês anterior

* Balança comercial, que sai às 15:00, deve mostrar superávit de

US$ 8,3 bi em abril, primeiro mês pós-tarifas de Trump, pouco

acima dos US$ 8,155 bi de março - com aumento de exportações e

importações

* Balanços hoje: Bradesco, Engie Brasil, Klabin, Auren Energia,

C&A Modas, Desktop, Dexco, Eletromidia, Guararapes, Iochpe-

Maxion, Lavvi, Lojas Quero-Quero, Mills, Minerva, Movida, Rede

D’or, Taesa, Ultrapar, Vivara


Outros destaques

Lula na Rússia; caso INSS, consignado; deputados; PDT deixa

governo

* Lula deve assinar acordos com Rússia e China para fábricas de

fertilizantes no Brasil: Exame

* Lula viaja para Rússia; Haddad tem reunião com secretário do

México

* Entidades pedem à Justiça arresto de R$ 6,3 bi de associações

envolvidas em fraude no INSS: O Globo

* Governo discute aperfeiçoar INSS, mas ainda avalia tamanho do

rombo: Valor

* Aposentados relatam fraude em empréstimos consignados do INSS:

Poder360

* Bolsonaristas querem usar ato hoje em Brasília para manter

pressão por anistia: Folha

* Câmara aprova projeto que amplia número de deputados federais

de 513 para 531, que implicará impacto orçamentário de R$ 64,8

milhões ao ano: Agência Câmara

** Número de deputados estaduais mudará porque a Assembleia

Legislativa deve ter o triplo da representação do estado na

Câmara dos Deputados com trava de 36

* CMA vota lei do licenciamento ambiental nesta quarta e fim da

reeleição a partir de 2030 volta à pauta da CCJ: Agência Senado

* PDT da Câmara aprova saída da base do governo Lula: Valor

* Lula avalia Boulos para assumir ministério: Estado


Empresas

Nubank, Master, Carrefour, GPA, Petrobras

* Campos Neto será chefe de políticas públicas do Nubank, quando

o seu período de ‘garden leave’ se encerrar em julho

* Justiça do DF proíbe BRB de assinar compra do Master

* Carrefour Brasil Lucro líquido 1T frustra estimativas

* GPA requer arbitragem contra Casino em caso sobre IRPJ

* Petrobras busca empresas estrangeiras para parcerias com

estaleiros brasileiros, diz CEO Magda Chambriard: Reuters

* Prio: Lucro líquido 1T US$ 344,7 mi; produção diária óleo

abril 91.133 barris/dia

* JBS investirá R$ 216 mi em quatro unidades da Seara

* Raízen obtém financiamento de longo prazo de até R$ 1,5 bi

* Vibra Energia: Lucro líquido 1T supera estimativas

Leitura de domingo 2

 *Leitura de Domingo: momento para discutir nova reforma da previdência é 2027, dizem especialistas* Por Anna Scabello, Gabriela Jucá e Fern...