quinta-feira, 7 de novembro de 2024

Matinal 0711

 Vai rolar: Pacote fiscal e decisões do BoE e do Fed são destaques do dia

[07/11/24] BoE (9h) e Fed (16h) devem cortar suas taxas de juro hoje em 25pbs, como está amplamente precificado pelo mercado. No pós-Trump, as expectativas convergem para a entrevista de Powell (16h30), mas dificilmente ele admitirá qualquer coisa que possa ser associada à mudança na Casa Branca e às políticas expansionista e protecionista, que já leva investidores a projetarem mais inflação, juros mais altos, dólar fortalecido.


Aqui, a reação a Trump foi revertida pela convicção de que o novo cenário externo obrigará o governo a decidir um pacote fiscal robusto para enfrentar os desafios.


A “apresentação e execução” dessas medidas foi cobrada pelo BC no texto mais duro do comunicado do Copom. Mas, logo depois, uma entrevista de Lula à Rede TV! levantou a lebre de que o pacote pode não ser tudo isso. (Rosa Riscala)


👉 Confira abaixo a agenda de hoje


Indicadores

▪️04h00 – Alemanha: Produção industrial de setembro

▪️07h00 – Zona do euro/Eurostat: Vendas no varejo de setembro

▪️09h00 – Brasil/BC: Captação da poupança em outubro

▪️10h30 – EUA/Deptº Trabalho: Pedidos de auxílio-desemprego

▪️10h30 – EUA/Deptº Trabalho: Custo da mão de obra no 3Tri

▪️12h00 – EUA/Deptº Comércio: Estoques no atacado em setembro

▪️14h00 – Brasil/Tesouro: Primário do governo central em setembro

▪️17h00 – EUA/Fed: Crédito ao consumidor em setembro

▪️20h00 – Peru: BC divulga decisão de política monetária


Eventos

▪️09h00 – Reino Unido: BoE divulga decisão sobre juros

▪️09h30 – Fernando Haddad reúne-se com Lula para definir corte de gastos

▪️16h00 – EUA: Fed divulga decisão de política monetária

▪️16h30 – EUA/Fed: Jerome Powell dá coletiva após decisão sobre juros


Balanços

▪️NY/manhã: Bombardier

▪️Brasil/noite: Petrobras, Alpargatas, Assaí, Caixa Seguridade, Cogna, CPFL Energia, Energisa, Fleury, Lojas Renner, LWSA, Magazine Luiza, Petroreconcavo, Rumo, Yduqs

Comunicado Copom

 🟡 Comunicado do COPOM

 
▶️  Comitê tem acompanhado com atenção como os desenvolvimentos recentes da política fiscal impactam a política monetária e os ativos financeiros. A percepção dos agentes econômicos sobre o cenário fiscal tem afetado, de forma relevante, os preços de ativos e as expectativas dos agentes, especialmente o prêmio de risco e a taxa de câmbio. O Comitê reafirma que uma política fiscal crível e comprometida com a sustentabilidade da dívida, com a apresentação e execução de medidas estruturais para o orçamento fiscal, contribuirá para a ancoragem das expectativas de inflação e para a redução dos prêmios de risco dos ativos financeiros, consequentemente impactando a política monetária.
 
▶️ O cenário segue marcado por resiliência na atividade, pressões no mercado de trabalho, hiato do produto positivo, elevação das projeções de inflação e expectativas desancoradas, o que demanda uma política monetária mais contracionista. Considerando a evolução do processo de desinflação, os cenários avaliados, o balanço de riscos e o amplo conjunto de informações disponíveis, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa básica de juros em 0,50 ponto percentual, para 11,25% a.a., e entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego.
 
▶️ Em relação ao cenário doméstico, o conjunto dos indicadores de atividade econômica e do mercado de trabalho segue apresentando dinamismo. A inflação cheia e as medidas subjacentes se situaram acima da meta para a inflação nas divulgações mais recentes.
🌕  Comunicado Completo: https://www.bcb.gov.br/controleinflacao/comunicadoscopom
 

BDM Matinal Riscala 0711

 *Rosa Riscala: Entrevista de Lula levanta a lebre sobre pacote fiscal*


Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato


… BoE (9h) e Fed (16h) devem cortar suas taxas de juro hoje em 25pbs, como está amplamente precificado pelo mercado. No pós-Trump, as expectativas convergem para a entrevista de Powell (16h30), mas dificilmente ele admitirá qualquer coisa que possa ser associada à mudança na Casa Branca e às políticas expansionista e protecionista, que já levam investidores a projetarem mais inflação, juros mais altos, dólar fortalecido. Aqui, a reação a Trump foi revertida pela convicção de que o novo cenário externo obrigará o governo a decidir um pacote fiscal robusto para enfrentar os desafios. A “apresentação e execução” dessas medidas foi cobrada pelo BC no texto mais duro do comunicado do Copom. Mas, logo depois, uma entrevista de Lula à Rede TV! levantou a lebre de que o pacote pode não ser tudo isso.


… Na entrevista, divulgada após o fechamento dos mercados e do Copom, Lula adotou uma retórica política que surpreendeu aqueles que esperam o apoio irrestrito do presidente às propostas elaboradas pela equipe econômica, sob a liderança de Haddad.


… Com novas críticas ao mercado, disse que os ajustes fiscais não podem ser feitos só sobre a população mais necessitada.


… “Se eu fizer um corte de gastos para diminuir a capacidade de investimento do Orçamento, o Congresso vai aceitar reduzir as emendas de deputados e senadores para contribuir com o ajuste fiscal que vou fazer? Porque não é só tirar do orçamento do governo.”


… O presidente prosseguiu questionando se os empresários, que vivem de subsídio do governo, vão aceitar abrir mão de um pouco desse benefício para equilibrar a economia brasileira. “Vão aceitar? Eu não sei se vão aceitar.”


… Lula não quis dar detalhes sobre o pacote fiscal em vias de ser anunciado, dizendo que o conjunto das medidas ainda não está fechado. “Estamos discutindo seriamente porque eu conheço bem o discurso do mercado, a gana especulativa do mercado.”


… “Acho que o mercado age com certa hipocrisia, com a contribuição muito grande da imprensa, para tentar criar confusão. Acontece que nós não podemos mais, toda vez que precisar cortar alguma coisa, fazer em cima do ombro das pessoas mais necessitadas.”


… Sentindo o perigo, Haddad voltou a falar com os jornalistas no início da noite, dizendo que as medidas devem ser fechadas em reunião com o presidente Lula esta manhã (9h30). Segundo ele, faltam apenas dois detalhes, “coisas realmente muito singelas”.


… O ministro não confirmou o anúncio para hoje, afirmando que Lula ainda decidirá como as medidas serão apresentadas aos presidentes da Câmara, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco. Ele reiterou que serão apresentados uma PEC e um projeto de lei.


… Haddad disse que está bem encaminhada com o Congresso a discussão sobre colocar as emendas parlamentares dentro do arcabouço, vinculando o crescimento dos recursos ao teto de 2,5% acima da inflação, como fixado na regra fiscal.


… Ele reforçou que o presidente quer a participação de todo mundo no pacote, do Congresso e, inclusive, do Judiciário. “Há um consenso de que as regras têm que valer para todos os Poderes, dentro dos parâmetros do arcabouço, como a Lei de Responsabilidade Fiscal.”


… O ministro disse que as propostas apresentadas a Lula são consistentes com a tese de reforçar o arcabouço.


… Perguntado se as medidas estarão em linha com o que o mercado espera, Haddad enfatizou que coincidem com as contas do Tesouro. “Vai estar em linha com o que nós entendemos que é necessário para que a trajetória das finanças públicas continue sendo ajustada.”


… O ministro afirmou que as medidas do pacote foram avaliadas não apenas com base no impacto fiscal, mas considerando também uma análise de custo-benefício político. “Não adianta nada você anunciar uma coisa que não tem aderência.”


O RECADO DO COPOM – O comunicado foi quase um copy e cola do anterior, embora o BC tenha confirmado as expectativas do mercado com aumento do ritmo de alta para 50pbs, com a Selic elevada a 11,25%. O “quase” fica por conta de um duro recado.


… Entre vírgulas, o texto apontou como maior preocupação a percepção dos agentes econômicos sobre o cenário fiscal, que tem afetado, “de forma relevante”, os preços de ativos e as expectativas, “especialmente o prêmio de risco e a taxa de câmbio”.


… Na sequência, o Copom joga para o governo a responsabilidade pelos juros elevados.


… Nesse trecho, o comunicado afirma que a “a apresentação e execução de medidas estruturais para o orçamento fiscal” contribuirão para a ancoragem das expectativas de inflação e a redução dos prêmios de risco, consequentemente impactando a política monetária.


… Afirmando ainda que o ritmo de ajustes e a magnitude total do ciclo serão ditados pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta, o Copom desencadeou uma série de revisões em alta para a Selic, incluindo apostas mais agressivas se o pacote frustrar.


PROJEÇÕES PARA A SELIC – Diante das incertezas, correm no mercado desde previsões de que o ciclo de aperto monetário termine com taxa abaixo de 12%, até precificações de 13,5%, nível considerado justo pela economista Solange Srour (UBS).


… Segunda ela, seria um erro o BC amarrar o ritmo desde já, diante da incerteza “enorme” e o risco de ter que acelerar o passo à frente se o câmbio se depreciar ainda mais e as dúvidas fiscais persistirem no radar.


… A depender da dinâmica das contas públicas, Luis Leal (G5) acredita que o cenário de Selic acima de 13% ganhe força. Na mesma linha, a XP elevou a previsão de 12% para 13,25%, projetando quatro doses de 0,5pp.


… Andréa Damico (Buysidebrazil) leu o comunicado como hawkish e aumentou a sua estimativa de 12,5% para 13,0%. A economista espera agora que o ciclo termine mais tarde, só em maio, ao invés de na reunião de março.


… O Barclays puxou a projeção da Selic terminal de 12% para 12,75% e especula sobre o risco de o Copom acelerar o ritmo de aperto para 0,75pp na última decisão do ano (dezembro) se o fiscal deixar a desejar.


… Também Nicolas Borsoi (Nova Futura) não duvida de um choque maior no juro e prevê que o juro termine o ciclo em 12,50%, mesmo patamar esperado pela Warren Investimentos, pelo BTG, BV e Banco Pine.


… Já antes mesmo da divulgação do comunicado do Copom, a ASA Investments elevou a previsão da Selic de 10% para 12,50%, diante da maior volatilidade dos ativos no mercado internacional com vitória de Trump.


… Enquanto aguarda por mais clareza no fiscal, o Itaú mantém a projeção de que o BC subirá a Selic de meio em meio ponto de cada vez, até 12,25%. Também para o Santander e o BofA, esta é a preferência do Copom.


… Mas nada está fechado, com o BC amarrado na execução das medidas fiscais. O Deutsche Bank, que aposta em 12,25%, concorda que a porta está aberta para aumentar a velocidade de aperto se preciso.


… Bradesco coloca viés de alta na projeção de 12,25%. Citi, Fator e Capital Economics apostam em 12%. Mais otimista, a Galápagos prevê Selic abaixo de 12%, a 11,75%, e espera corte em 2025 se o governo reduzir gastos.


AUMENTO DE SALÁRIOS – O governo vai propor reajustes entre 9% e 30% para cargos em comissão e funções gratificadas, que serão pagos em duas parcelas, em 2025 e 2026, apuraram O Globo e Broadcast.


… Os aumentos devem ser encaminhados ao Congresso em projeto de lei que reúne todos os acordos já formalizados com diversas categorias do funcionalismo federal.


… As gratificações de militares em cargos de confiança devem subir 18% em 2025 e 9% em 2026.


HOJE TEM PETROBRAS – Depois do fechamento, a companhia deve anunciar lucro trimestral de US$ 5,27 bilhões, 3,3% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, segundo levantamento do Broadcast.


… Apesar de menor, as principais casas de análise do País consideram que o resultado virá sólido. Mais do que o balanço em si, a questão dos dividendos promete despertar atenção entre os profissionais de mercado.


… Em entrevista no início desta semana à CNN Money, Magda Chambriard esfriou as apostas de pagamento de dividendos extraordinários, já que declarou não ver nenhum mérito no fato de a empresa “empilhar dinheiro”.


… Ela rechaçou que haja qualquer pressão da equipe econômica sobre pagar dividendos para melhorar o caixa do Tesouro. “O ministro Fernando Haddad, verdade seja dita, nunca me ligou pra isso não”, afirmou.


… Já sobre os dividendos ordinários, parecem garantidos. “Está no nosso estatuto que temos de distribuir 45%. Isso não pode ter dúvida”, disse. A maioria do mercado projeta média de US$ 2,42 bi em dividendos regulares.


… Além de Petrobras, hoje à noite também divulgam seus balanços a Petroreconcavo, Magazine Luiza, Lojas Renner, Alpargatas, Assaí, Caixa Seguridade, Cogna, CPFL Energia, Energisa, Fleury, LWSA, Rumo e Yduqs.


MAIS AGENDA – O Tesouro divulga às 14h as contas do Governo Central, que devem reduzir o déficit para R$ 5,2 bilhões em setembro (Broadcast), bem menor que em agosto (-R$ 22,404 bi), no bom momento da arrecadação.


… O intervalo das projeções varia de déficit de R$ 15,10 bilhões a superávit de R$ 4,30 bilhões.


… Às 9h, o BC informa a captação da poupança em outubro. Em setembro, as retiradas superaram os depósitos em R$ 7,14 bilhões. Campos Neto viaja hoje para a Basileia (Suíça) para participar de reunião bimestral do BIS.


LÁ FORA – Antes do Fed, saem nos EUA o auxílio-desemprego (10h30), com previsão de alta de 5 mil pedidos, para 221 mil, e os estoques no atacado em setembro (12h). À noite (20h), o BC do Peru decide juro.


CHINA HOJE – O superávit comercial em outubro ficou em US$ 78,53 bilhões, acima da previsão dos analistas, de US$ 76,8 bilhões, apesar de a alta de 5,1% das exportações ter frustrado a estimativa de 5,9%.


… As importações subiram 1,7% e contrariaram a projeção do mercado, de queda de 1,5%.


O CANTO DA SEREIA – Seduzido pela expectativa de que o governo Lula mandaria bem no pacote fiscal para enfrentar as pressões inflacionárias das políticas de Trump e aliviar a carga do Copom, o real se fortaleceu.


… Foi uma demonstração de força e tanto, em pleno dia de rali do dólar no exterior com a vitória republicana.


… O fôlego exibido pela moeda brasileira, no entanto, corre o risco de durar pouco e já se esgotar hoje, se depender de Lula, que não parece tão disposto a mergulhar fundo no compromisso de controle fiscal.


… Ontem, na pressão contratada pelo efeito Trump, o dólar chegou a subir quase 2% na primeira metade do pregão, acima de R$ 5,85. Mas uma reversão imprevisível da alta começou a partir da hora do almoço.


… O movimentou coincidiu com as especulações de que Lula autorizaria contenção de gasto robusta, levando a uma virada da moeda americana para baixo de R$ 5,70 no fechamento, em queda de 1,26%, a R$ 5,6759.


… Quem diria que, justamente ontem, o real lideraria a lista das divisas com melhor performance.


… O otimismo com as medidas fiscais também chegou à curva do DI, ainda que em menor medida do que no câmbio, e as taxas dos vencimentos médios e longos registraram ganhos moderados, à espera do pacote.


… Já os contratos mais curtos dos juros futuros subiram até 16 pb, antecipando que a aceleração do ritmo de aperto da Selic para meio ponto pode vir para ficar, diante dos riscos renovados impostos pela volta de Trump.


… Na reação imediata à derrota dos democratas nos EUA, o JPMorgan zerou sua posição vendida no DI para Jan/26, que avançou a 12,975% (de 12,815% na véspera). Jan/27 voltou a superar 13%, a 13,045% (de 12,945%).


… Jan/29 foi a 12,990% (contra 12,930%); Jan/31, a 12,890% (de 12,860%); e Jan/33 a 12,770% (de 12,760%).


… Hoje, se tanto, a ponta curta deve ter algum ajuste em queda para fazer ao Copom, já que existiam apostas (muito) isoladas de alta de 0,75pp da Selic nesta 4ªF. Mas nada roubará a cena do suspense pelo pacote fiscal.


O BARATO SAI CARO? – Dando um jeito de liquidar logo o ajuste negativo à vitória de Trump, o Ibov abandonou as mínimas abaixo de 130 mil pontos (128.822,16) e quis acompanhar o câmbio na esperança do pacote fiscal.


… Só não se sabe se foi a melhor aposta, diante das altas chances de Lula frustrar no tamanho das medidas.


… Ontem, o Ibovespa freou o ritmo de queda a 0,24% no fechamento (130.340,92 pontos), com giro de R$ 24,2 bi. Estrelas do dia, Gerdau (+9,61%; R$ 19,96) e Metalúrgica Gerdau (+9,15%; R$ 11,33) reagiram aos balanços.


… Na véspera de soltar o seu resultado trimestral, Petrobras não quis arriscar grandes passos: ON caiu só 0,10% (R$ 38,11) e PN teve leve alta de 0,03% (R$ 35,40), enquanto o petróleo recuou lá fora com a disparada do dólar.


… O Brent/jan fechou em queda de 0,80%, a US$ 74,92 por barril, na ICE, também pressionado pelo aumento acima do esperado nos estoques dos EUA (2,1 milhões de barris) na semana passada.


… Vale caiu 1,13% (R$ 61,42), seguindo o minério em Dalian (-0,76%). Trump jogou uma sombra sobre a China ao dizer, repetidas vezes, que vai aumentar as tarifas de importação sobre produtos do país.


… As blue chips financeiras fecharam sem direção única. Santander ganhou 0,86% (R$ 27,10) e BB subiu 0,19% (R$ 26,30). Bradesco ON caiu 1,37%, a R$ 12,28, PN cedeu 0,86%, a R$ 13,81, e Itaú teve queda de 0,47%, a R$ 36,17.


… Carrefour liderou as perdas (-3,63%, R$ 7,44) no Ibov. A ação acumula recuo de 11% em 30 dias. Engie recuou 2,92% (R$ 40,56) no day after do balanço, e Magazine Luiza, que divulga resultados hoje, caiu 2,51% (R$ 9,73).


… Petz avançou 7,73% (R$ 5,85), horas antes da divulgação de seus números, que saíram após o fechamento.


SECA DE IPOS – A vitória de Donald Trump nos EUA não é boa notícia para a perspectiva de IPOs no Brasil.


… Se antes a alta da Selic já ameaçava estender a maior seca de IPOs em 25 anos na bolsa, agora o cenário piorou. Já se completaram três anos sem nenhuma oferta local.


… Agentes do mercado consultados pelo Broadcast avaliam que o ambiente para redução das taxas de juro no Brasil fica ainda mais limitado diante da agenda por Trump, considerada inflacionária.


… Para André Diniz (Kinea), uma política comercial mais agressiva e protecionista dos EUA deve afetar países emergentes e principalmente os fluxos de capitais.


O CÉU É O LIMITE – O mercado de ações comemorou a vitória de Trump, na expectativa de que a segunda presidência do republicano favoreça o mundo corporativo.


… Com investidores no modo risk on, os principais índices dispararam e fecharam em novos níveis recordes em NY. Nos juros e no dólar, o “Trump trade” voltou com tudo.


… Corte de impostos e menos regulamentação é que o espera o mercado. Esse cenário, mais a perspectiva de juros altos, fez com que, dentro do S&P 500, o subíndice de bancos saltasse quase 11%, o melhor desempenho do dia.


… Wells Fargo subiu 13,11%; Goldman Sachs, +13,10%; e JPMorgan, +11,54%, puxando a alta de 2,53% no S&P 500, aos 5.929,04 pontos. O Dow Jones ganhou 3,57% (43.729,93 pontos) e o Nasdaq avançou 2,95% (18.983,47 pontos).


… Tesla disparou 14,75%, não só pela expectativa de um ambiente mais favorável aos lucros corporativos, mas também diante da perspectiva de Elon Musk integrar o governo Trump.


… Outras grandes techs tiveram ganhos expressivos: Nvidia (+4,07%), Alphabet (+4,04%), Amazon (+3,80%) e Microsoft (+2,12%).


… A animação não se restringiu às mega caps. O Russel 2000, índice que reúne as empresas de pequena capitalização dos EUA, disparou 5,8%.


… “Por enquanto, o sentimento dos investidores é pró-crescimento, pró-desregulamentação e pró-mercados”, disse David Bahnsen, diretor de investimentos do The Bahnsen Group, à Bloomberg.


… “Há também a suposição de que a atividade de fusões e aquisições vai crescer, o que, junto com um corte de impostos, cria um cenário forte para as ações”, avaliou.


… Nem tudo são flores, porém. Dólar e Treasuries saltaram com as promessas do republicano de elevar tarifas de importação e restringir a imigração, medidas que podem alimentar a inflação e elevar os juros.


… Também podem alimentar o déficit do orçamento e estimular uma maior oferta de títulos do Tesouro americano. Com essa perspectiva à frente, os retornos dos Treasuries, em especial os de longo prazo, dispararam.


… O do T-bond de 30 anos saltou quase 18 pb, a 4,6120% (de 4,4340% na sessão anterior), enquanto o da note de 10 anos avançou 15 pb, a 4,4384% (de 4,2823%). O da note de 2 anos subiu para 4,2763% (de 4,1868%).


… No dólar, a mesma história. A expectativa de juro alto por mais tempo sob Trump alimentou a perspectiva de uma moeda mais forte e o índice DXY saltou 1,60%, a 105,088 pontos, maior nível desde 3 de julho.


… Com o BoE também decidindo juro hoje, quando deve optar por corte, a libra teve ainda mais motivo para desvalorizar. Caiu 1,02%, a US$ 1,2892.


… O euro desabou 1,7%, a US$ 1,0739, e o Deutsche Bank vê a cotação da moeda comum europeia em US$ 1,05 até o fim do ano. O iene derreteu 1,97%, a 154,535/US$.


EM TEMPO… PETROBRAS encerrou o projeto de desinvestimento da sua subsidiária integral Petrobras Biocombustível (PBio), que será mantida no portfólio da estatal…


… A decisão considerou as estratégias de atuação em negócios de baixo carbono da petroleira. Além disso, a empresa está avaliando alternativas e modelos de negócio para a PBio…


… Em outra notícia sobre a estatal, o TCU deu 120 dias para a Petrobras detalhar a execução de diretrizes da política de preços anunciada ao mercado em maio de 2023…


… A chamada Estratégia Comercial de Diesel e Gasolina (ECDG) é fiscalizada pela Corte de Contas.


ELETROBRAS teve lucro líquido societário ajustado de R$ 7,563 bilhões no 3Tri24, salto de 588,3% sobre o 3Tri23. Sem ajustes, o lucro da empresa foi de R$ 7,195 bilhões (+387,3%). Ebitda ajustado somou R$ 11,964 bi (+164,1%).


TAESA teve lucro líquido IFRS de R$ 991 milhões no 3Tri24, alta anual de 43,8%. Lucro líquido regulatório somou R$ 307,3 milhões, queda de 5,9%. Ebitda regulatório foi de R$ 487,6 milhões, queda de 1,2%.


ENERGISA. A controlada Energisa Distribuição de Gás (EDG) concluiu a aquisição de 100% das ações da Infra Gás e Energia, negócio anunciado em maio deste ano…


… Também foi concluída a aquisição pela Infra Gás de 51% do capital social da Norgás.


ITAÚ vai exercer a opção de recompra da totalidade das Letras Financeiras Subordinadas Nível 2, emitidas no período de 5 a 12 de novembro de 2019, e com vencimentos em 11/2028 e 11/2029, no valor de R$ 3,6 bilhões.


… A recompra será realizada entre os dias 8 e 19 de novembro.


MINERVA FOODS registrou lucro líquido de R$ 94,1 milhões no 3Tri24, queda anual de 33,3%. O Ebitda atingiu R$ 813 milhões, alta de 13,9%.


PETZ encerrou o 3Tri24 com lucro líquido de R$ 14,9 milhões, alta anual de 120%. O indicador ajustado foi de R$ 25,9 milhões, alta de 76,5%. O Ebitda somou R$ 74,575 milhões, avanço de 14%.


C&A apresentou lucro líquido de R$ 42,8 milhões no 3Tri24, revertendo prejuízo. No indicador ajustado, o lucro foi de R$ 52 milhões contra prejuízo de R$ 55 milhões. O Ebitda ajustado foi de R$ 316 milhões, alta de 55,2%.


GUARARAPES apurou lucro líquido de R$ 45,1 milhões no 3Tri24, revertendo prejuízo líquido de R$ 70,7 milhões no mesmo período de 2023. O Ebitda consolidado ajustado foi de R$ 350,2 milhões, alta anual de 90,5%.


OI teve lucro líquido de R$ 243 milhões no 3Tri24, revertendo o prejuízo de R$ 2,830 bilhões no mesmo intervalo de 2023. O Ebitda foi negativo em R$ 335 milhões, revertendo dado positivo de R$ 382 milhões de um ano antes.


QUALICORP informou lucro líquido ajustado de R$ 17,6 milhões no 3Tri24, alta anual de 18,6%. O Ebitda ajustado foi de R$ 172 milhões no período, alta de 80,6%.


TENDA apurou lucro líquido consolidado de R$ 76,2 milhões no 3Tri24, revertendo prejuízo de R$ 23,8 milhões no mesmo período de 2023. O Ebitda consolidado e ajustado somou R$ 150,8 milhões, alta de 167%.


CBA registrou lucro líquido de R$ 87 milhões no 3Tri24, revertendo prejuízo de R$ 263 milhões no 3Tri23. O Ebitda disparou 210% em um ano, para R$ 307 milhões no trimestre.


SANTOS BRASIL reportou lucro líquido de R$ 216,2 milhões no 3Tri24, alta anual de 55,5% em relação ao mesmo período do ano passado. O Ebitda cresceu 57,6%, para R$ 406,3 milhões.


TOTVS encerrou o 3Tri24 com lucro líquido consolidado de R$ 295,8 milhões, queda anual de 32%. O Ebitda somou R$ 337,7 milhões, alta anual de 21,5%…


… A empresa adquiriu a totalidade do capital da Varejonline por R$ 49 milhões e o conselho de administração aprovou programa de recompra de até 18 milhões de ações da companhia.


BRASILAGRO teve lucro líquido de R$ 97,457 milhões no 1º trimestre do ano agrícola 2024/2025, encerrado em 30 de setembro, alta de 225% ante igual período do ano anterior…


… O Ebitda ajustado da companhia cresceu 623% na comparação anual, alcançando R$ 169,4 milhões.


DEXCO registrou lucro líquido de R$ 92,6 milhões no 3Tri, queda de 69,5% na base anualizada.


COPEL teve lucro líquido de R$ 1,2 bilhão no 3Tri24, crescimento anual de 175,9%. O Ebitda totalizou R$ 1,239 bilhão, redução de 10,9% no período.


GRUPO LATAM registrou lucro líquido de US$ 301 milhões no 3Tri24, alta anual de 30%. O Ebitdar ajustado da companhia somou US$ 828 milhões, alta de 14% na mesma base comparativa.


AERIS teve prejuízo líquido de R$ 56,7 milhões no 3Tri24, ante prejuízo de R$ 49,1 milhões no 3Tri23. O Ebitda do período foi de R$ 27,4 milhões, queda de 49,1%.


IOCHPE-MAXION reverteu prejuízo e teve lucro líquido de R$ 109,2 milhões no 3Tri24. O Ebitda subiu 40,5%, para R$ 440,2 milhões ante o mesmo período em 2023.


QUALCOMM anunciou lucro líquido de US$ 2,92 bilhões no 4Tri fiscal, alta de 96% ante o mesmo período de 2023…


… O lucro diluído por ação foi de US$ 2,59, acima do resultado de US$ 1,32 do mesmo período do ano anterior e superando as expectativas de analistas, de US$ 2,56.

Matinal Bankinter Portugal 0711

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: Principais movimentos após a súper vitória de Trump (Presidência, Congresso e Senado): subida de Wall St., especialmente obrigações por menores pressões regulatórias, apreciação do USD vs. queda do ouro (clássica correlação inversa), subida de cryptos, preocupação na Europa perante uma provável perda de relevância e imposições de impostos alfandegários dos EUA e queda de bolsas (especialmente bancos espanhóis com presença no México, que contaminam, sem razão objetiva, o resto), depreciação das obrigações americanas e ganho de inclinação da curva (bom para os bancos americanos), porque, entre outros fatores, é provável que a Fed se torne mais cautelosa a baixar taxas de juros, e porque Trump aumentará o défice fiscal/dívida pública, o que terminará por ser inflacionista. Há mais consequências, mas as principais são essas. Todas previsíveis e pró-Wall St. em termos gerais. Pouco a pouco, iremos ver os detalhes, que podem ser demonizados. Mas a perspetiva geral convida a focar ainda mais do que antes na estratégia de investimento sobre a bolsa americana, reduzir na Europa e ignorar emergentes. Na realidade, já era isto que tínhamos vindo a recomendar… 

 

Os resultados corporativos publicados nas últimas horas e esta madrugada são, em geral, bons (Qualcomm, ENEL, Amadeus…), exceto Telefónica (cuidado, porque resultados estranhos) e HOJE 3 bancos centrais baixam taxas de juros: 08:30h Suécia/Riksbank (-50pb, até 2,75%), 12h Reino Unido/BoE (-25pb, até 4,75%) e 19h EUA/Fed (-25pb, até 4,50/4,75%). As 3 estão 100% descontadas, portanto trata-se de comprovar se realmente são feitas, sem que tenham impacto sobre o mercado. Teria impacto se algum banco não efetuasse a descida. Contudo, de repente, a Fed poderia ter mais importância se insinuasse que poderia tornar-se mais lenta na descida de taxas de juros após a vitória de Trump. Os futuros americanos vêm a subir novamente, embora já bastante pouco (+0,2%), enquanto os europeus estão um pouco mais em positivo (ca.+0,4%), mas como simples contrarreação inercial aos apreciáveis retrocessos de ontem; nada de mudança convicção. Na prática, deveríamos dar a semana por completa à volta destes níveis, com saldos líquidos aproximados de Nova Iorque e Japão +4%, Europa -1%/-2%, yield do T-Note ca.4,45% (+25/30pb) e alguma apreciação das obrigações europeias (yield em baixa, ao contrário dos EUA) por receio de que o ciclo europeu se torne ainda mais insuficiente perante as pressões comerciais americanas. Podemos dar a semana terminada à volta destes níveis, embora hoje possa aumentar um pouco… e amanhã certamente perca esta subida, tanto Wall St. como as bolsas europeias. 

 

S&P500 +2,5% Nq-100 +2,7% SOX +3,1% ES-50 -1,4% IBEX -2,9% VIX 16,3% Bund 2,40% T-Note 4,42% Spread 2A-10A USA=+17pb B10A: ESP 3,15% PT 2,90% FRA 3,17% ITA 3,73% Euribor 12m 2,642% (fut.12m 2,183%) USD 1,073 JPY 165,7 Ouro 2.656$ Brent 75,2$ WTI 71,9$ Bitcoin +0,2% (74.724$) Ether +7,9% (2.801$). 

 

FIM

quarta-feira, 6 de novembro de 2024

BCB cobra o fiscal

 *BC COBRA O FISCAL.* O comunicado do Copom é quase um copy e cola do anterior, embora o BC tenha confirmado as expectativas do mercado com aumento do ritmo de alta da Selic, para 50pbs. Mas o texto apontou o fiscal como o ponto de maior preocupação, de forma sutil e entre vírgulas, mas apontou, ao afirmar que a percepção dos agentes econômicos sobre o cenário fiscal tem afetado, *"de forma relevante"*, os preços de ativos e as expectativas dos agentes, *"especialmente o prêmio de risco e a taxa de câmbio"*. Na sequência, o Copom cobra *"a apresentação e execução de medidas estruturais para o orçamento fiscal"* de modo a contribuir para a ancoragem das expectativas de inflação e para a redução dos prêmios de risco dos ativos financeiros, consequentemente impactando a política monetária. *(Rosa Riscala)*

Matinal MZ

 🇺🇸🇧🇷🗳️📊 Vitória Republicana nos EUA e Seus Impactos nos Mercados e no Brasil #morningcall


As eleições nos *Estados Unidos* caminham para um desfecho com elevada probabilidade de uma vitória dos *Republicanos* na Presidência, no Senado e na Câmara dos Deputados. A vitória de *Donald Trump* parece irreversível neste momento, com o candidato precisando de apenas *três votos no Colégio Eleitoral* para confirmar sua reeleição. O Senado já é republicano, e a Câmara dos Deputados também tende a ficar sob controle do mesmo partido.


Os *ativos de risco* estão reagindo de maneira clássica a esse cenário: há uma *forte alta nas bolsas de valores*, *valorização do dólar*, aumento nos preços das *criptomoedas* e *elevação das taxas de juros*. Em teoria, um governo Trump, com apoio do Senado e da Câmara, poderia aprovar um grande pacote de *desregulamentação*, implementar um *aumento expressivo de tarifas* contra parceiros comerciais, promover *cortes de impostos para o setor corporativo*, apoiar os *ativos de criptomoedas* e dar um suporte geral ao *crescimento econômico americano*.


No entanto, essas medidas podem levar a uma possível *deterioração fiscal* e exercer *pressão inflacionária*. É importante ter cautela ao projetar esses cenários antes de termos uma noção clara do que será efetivamente implementado. Além disso, o *pano de fundo econômico atual*, a *fase do ciclo econômico* e o *nível inicial dos preços dos ativos de risco* são fatores determinantes que precisam ser considerados.


Para o *Brasil*, esse ambiente é mais desafiador. A perspectiva de políticas protecionistas e a valorização do dólar podem impactar negativamente a economia brasileira. Por isso, torna-se ainda mais crucial a implementação de um *pacote fiscal robusto, crível, viável e concreto* para *pacificar as expectativas do mercado* e *ancorar os ativos brasileiros*, evitando uma rodada adicional e acentuada de *depreciação*.


Em resumo, embora a possível vitória republicana nos EUA esteja movimentando os mercados globais, é fundamental aguardar a confirmação oficial e as primeiras diretrizes do novo governo para avaliar os impactos reais na economia internacional e nas relações comerciais. O Brasil, por sua vez, precisa reforçar sua disciplina fiscal para enfrentar os desafios que se desenham no cenário externo.


@FilipeVillegas 


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Novus Capital

 Nosso economista-chefe, Tomás Goulart, publica mais um artigo no Valor Econômico em uma data estratégica: dia de decisão do Copom e definição das eleições nos Estados Unidos. No texto, ele aborda os desafios fiscais enfrentados por países como Estados Unidos, Reino Unido e Brasil, destacando o impacto direto desses obstáculos nas políticas monetárias dessas economias.


Confira o artigo completo!⁠


https://novuscapital.com.br/2024/11/06/e-tempo-de-fiscal/

Leitura de domingo 2

 *Leitura de Domingo: momento para discutir nova reforma da previdência é 2027, dizem especialistas* Por Anna Scabello, Gabriela Jucá e Fern...