segunda-feira, 17 de novembro de 2025

Call Matinal 1711

 Call Matinal

17/11/2025

Julio Hegedus Netto, economista

MERCADOS EM GERAL


FECHAMENTO (14/11)

MERCADOS E AGENDA

Índice da bolsa paulistana voltou a subir (+0,37%), aos 157.738,69 pontos, com giro de R$ 25,6 bilhões. O maior apetite por risco nos mercados emergentes garantiu queda semanal de 0,72% da moeda norte-americana, mesmo com o fechamento estável na sexta-feira (-0,02%, a R$ 5,2973), quando oscilou entre dois vetores distintos. Na agenda da semana, payroll na quinta-feira e ata do Fomc, além da atividade do Fed de NY, no BRASIL, em agenda fraca, o IBC Br.


PRINCIPAIS MERCADOS

A sessão desta segunda-feira (17) em alta no pré-mercado de NY, em uma semana marcada pela divulgação dos resultados da Nvidia, referência em inteligência artificial, na quarta-feira, e payroll de setembro na quinta-feira.


MERCADOS 5h30

EUA

Dow Jones Futuro: +0,23%

S&P 500 Futuro: +0,62%

Nasdaq Futuro: +0,97%

Ásia-Pacífico

Shanghai SE (China), -0,46%

Nikkei (Japão): -0,10%

Hang Seng Index (Hong Kong): -0,71%

Nifty 50 (Índia): +0,34%

ASX 200 (Austrália): +0,02%

Europa

STOXX 600: +0,09%

DAX (Alemanha): +0,15%

FTSE 100 (Reino Unido): +0,08%

CAC 40 (França): -0,07%

FTSE MIB (Itália): +0,16%

Commodities

Petróleo WTI, -0,77%, a US$ 59,63 o barril

Petróleo Brent, -0,70%, a US$ 63,94 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +1,81%, a 788,50 iuanes (US$ 111,06)


NO DIA, 1711

Está confirmada para quinta-feira (20) a divulgação do payroll de setembro nos Estados Unidos, quando os mercados fecham no Brasil para o feriado do “Dia da Consciência Negra”. Outros indicadores atrasados pelo shutdown já têm datas marcadas, PCE de outubro e a segunda leitura do PIB/3Tri, no dia 26, antes da reunião do Fed em dezembro, agora com aposta majoritária em manutenção do juro. Nos EUA, ainda temos a ata do Fomc. Aqui, a agenda econômica tem como destaques o Relatório Bimestral de Receitas e Despesas e, hoje, palestra de Galípolo e o IBC-Br de setembro.



Agenda Macroeconômica Brasil – Destaque para PAYROLL americano de setembro na quinta-feira (20).


Segunda-feira, 17 de novembro 

Japão: Produção industrial e PIB preliminar (3º tri)

Europa: Suíça e Itália – CPI (out); Itália – PIB preliminar

Brasil: FGV IPC-S (semanal), Relatório Focus, IBC-Br (set), Balança comercial (semanal).

EUA: Índice Empire State (Fed NY)


Terça-feira, 18 de novembro 

EUA: Produção industrial (out), Índice NAHB (nov), API semanal

Quarta-feira, 19 de novembro 

Europa: CPI do Reino Unido e da Zona do Euro

EUA: Licenças de construção (set), DoE semanal, Ata do FOMC

Brasil: Fluxo Cambial (semanal)

China: PBoC – LPRs (1 ano e 5 anos – nov)


Quinta-feira, 20 de novembro 

Feriado nacional: Brasil

Europa: Confiança do consumidor – Turquia e Zona do Euro

EUA: Fed Filadélfia (atividade industrial – nov), Vendas de Casas Usadas (out)

Japão: PMI composto preliminar (nov)

Sexta-feira, 21 de novembro 

Europa: Reino Unido – Vendas no varejo (out); França, Alemanha, Reino Unido e Zona do Euro – PMI composto preliminar (nov)

EUA: PMI industrial, PMI de serviços e PMI composto (nov, preliminar); Sentimento da Universidade de Michigan (nov, final)

Brasil: B3 – Vencimento de opções sobre ações (nov)

Boa segunda-feira a todos!

Leitura de domingo

 *Leitura de Domingo: Suíça anuncia acordo que limita tarifa dos EUA a 15%*


Por Pedro Lima


São Paulo, 14/11/2025 - Os Estados Unidos reduzirão a tarifa recíproca aplicada contra a Suíça para 15%, de 39% anteriormente, no âmbito de um memorando de entendimento não vinculativo, informou o governo suíço em comunicado nesta quinta-feira. O documento destaca ainda que empresas suíças planejam fazer investimentos diretos nos EUA no montante de US$ 200 bilhões até o final de 2028, incluindo iniciativas voltadas à educação profissional.


Segundo o comunicado, o entendimento baseia-se no mandato de negociação adotado em 28 de maio e na oferta aprovada pelo Conselho Federal em 4 de agosto, "visando reduzir o déficit bilateral no comércio de bens com os EUA". A declaração de intenções foi acertada "após discussões intensivas", diz o texto.


Em contrapartida à redução das tarifas americanas, a Suíça afirma que também reduzirá alíquotas de importação sobre diversos produtos dos EUA. Isso inclui todos os produtos industriais, peixes e frutos do mar, além de itens agrícolas considerados não sensíveis. Para atender outros interesses de exportação dos EUA, o país concederá cotas tarifárias isentas: 500 toneladas para carne bovina, 1.000 toneladas para carne de bisão e 1.500 toneladas para carne de aves. A implementação será coordenada com Washington para garantir cortes simultâneos.


A Suíça ressalta que o anúncio da redução tarifária ajudará a "estabilizar as relações comerciais bilaterais". Embora as tarifas totais sigam mais altas do que antes das sobretaxas impostas em abril, o governo afirma que a medida "deve ter um impacto positivo na economia suíça".


Contato: pedro.lima@estadao.com


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sexta-feira, 14 de novembro de 2025

Diário de um economista de mercado

 Diário de um economista de mercado

30 anos de mercado - algumas lições

São quase 30 anos de mercado, entre idas e vindas. Destes anos todos, importante colher alguns ensinamentos, absorvidos ao longo desta caminhada. 

1. Corretoras de valores não sobrevivem se não tiverem um "backup" de uma instituição financeira, um banco, ou recursos da matriz, se forem estrangeiras. Eu digo que monta-se uma mega estrutura cara, para gerar um caixa irrisório, vendendo produtos financeiros variados e pouco críveis. A conta não fecha;

2. Empresa de Consultoria economico-financeira não se sustenta se não tiver uma estrutura flexível. Tudo bem. Deve-se dar aos servidores de baixo, na parte administrativa, o salário fixo pela CLT, mas aos analistas, é importante flexibilidade e arrojo, sendo "pejota" e tendo participação nos resultados (ser sócio). 

3. Uma empresa não pode acumular dívida trabalhista, nem fiscal. Se esta estiver se acumulando, é essencial um alarme e um "freio de arrumação", antes que seja tarde. Empresa média quebra por estas razões. 

4. O mercado sofreu um "downsizing" violento nos últimos anos, se concentrando em umas poucas corretoras, grande maioria, vinculadas a bancos ou na mão de gringos. 

5. As duas principais "corretoras bancos" possuem um predicado que foi ter colocado muito dinheiro em escritórios de agentes autônomos (AAI), meio caminho para ganhar em escala e capilaridade. Dificilmente, hoje existe concorrência fora destas duas. Para reforçar, as corretoras de bancos ainda herdam os clientes destes. As independentes estão enrascadas. 

6. Isso resulta numa explosão destes escritórios de AAI e de gestoras. O problema é que estas se diferenciam pela gestão de fundos macro e multimercados. Mas como "sobreviver" à ambientes distópicos como o atual, com fraca governança e muitos conluios, muito improviso? A possibilidade de errar a mão, na gestão dos fundos, é muito grande.

Simon Shwartzman

 

O legado de Ruth Cardoso

Simon Schwartzman
Pesquisador Associado at Instituto de Estudos de Política Econômica Casa das Garças

(Publicado em O Estado de São Paulo, 14 de novembro de 2025)

O livro Comunidade Solidária: memória e legado – homenagem a Ruth Cardoso, publicado pela Fundação Fernando Henrique Cardoso, é importante não só pela homenagem e registro que fica, como também por chamar a atenção para um momento importante  de inflexão na história das políticas sociais brasileiras. Professora de antropologia da Universidade de São Paulo desde a década de 50, casada com seu colega Fernando Henrique, Ruth se vê, em 1995, alçada subitamente à situação de “primeira-dama”, cujo lado cerimonial procurava evitar, sem com isto deixar de estar ao lado do marido e buscar um lugar próprio de atuação conforme suas próprias ideias.

Ruth e Fernando Henrique Cardoso vinham ambos de uma tradição de compromisso com as questões sociais, mas por caminhos distintos. Aluno de Florestan Fernandes e Roger Bastide, a tese de doutorado de Fernando Henrique foi sobre o negro na sociedade escravocrata do Rio Grande do Sul, em que combinava o olhar antropológico sobre a população escravizada com a interpretação crítica marxista do capitalismo.  Seu envolvimento com as questões sociais leva à perseguição pelo governo militar, e, no final dos anos 60, no exílio, se torna célebre com o livro sobre Dependência e Desenvolvimento na América Latina, em que interpreta os problemas de pobreza e subdesenvolvimento como consequências das assimetrias do sistema capitalista internacional. No final dos anos 70 começa sua carreira política em defesa da democracia, tornando-se, depois, o Presidente do Plano Real, responsável pelo fim da inflação e modernização da economia.

É um governo social-democrata com resultados significativos na área social, como a universalização da educação básica, liderada por Paulo Renato de Souza, e a consolidação do sistema de único de saúde, sob José Serra, além de dar início às políticas de bolsa escola e colocar na agenda  pública os temas da desigualdade racial e dos direitos humanos. Mas a agenda econômica tem prioridade, e lhe falta uma política de inclusão mais ampla, voltada para o atendimento aos milhões que se aglomeravam nas grandes cidades ou buscavam sair da situação de pobreza e estagnação do campo. As políticas assistenciais que havia até então  eram, ou o sistema sindical e previdenciário criado por Getúlio Vargas, que beneficiava uma pequena parcela da população urbana e era controlado pelos  “pelegos” profissionais, ou as redes de caridade e assistência social administradas pela Igreja Católica e líderes místicos como a Legião da Boa Vontade. O que colocar em seu lugar?

Ruth Cardoso tem uma resposta, que vem dos estudos antropológicos da vida quotidiana dos imigrantes que chegam às grandes cidades, dela e de colegas e contemporâneas como Eunice Durham, Maria Sylvia de Carvalho Franco e outras, quase todas,  significativamente, mulheres. Longe do Estado e das redes assistenciais, as estudam como as populações mais pobres se organizam, estruturam suas comunidades, mandam seus filhos para as escolas, e se apoiam mutuamente participar de forma ativa e produtiva das oportunidades que eram criadas pela economia que se modernizava. Havia no país uma cultura de raiz e uma população ativa que precisava somente apoio e estímulo para tomar seu destino nas próprias mãos – a comunidade solidária, estimulando o voluntariado e criando condições para a mobilização e organização das populações locais. É a isto que Ruth se dedica, fora da estrutura do Estado mas se valendo dos recursos que conseguia mobilizar pelo lugar especial que ocupava.

Não foram somente as antropólogas que viram isto.  O viram também a parte da Igreja Católica das comunidades eclesiais  de base e as inúmeras seitas protestantes que se espalhavam pelo país. Viu também o Partido dos Trabalhadores, que se transforma, de um movimento sindicalista independente que havia surgido por oposição ao clientelismo varguista, em um grande partido que se junta aos movimentos comunitários e chega ao governo com uma plataforma difusa de defesa dos pobres, que aos poucos se consolida em uma política assistencialista que não para de crescer, tomando para si e ampliando o poder e os vícios do antigo trabalhismo.

Entre bolsas, aposentadorias e pensões, milhões passam a depender de subsídios do governo, que se estendem também para o funcionalismo público, as classes médias, os partidos políticos e grandes grupos de interesse. O suficiente para ganhar eleições, mas não para manter a economia crescendo, investir em políticas públicas de qualidade, reduzir efetivamente a desigualdade e incorporar setores inteiros da população que continuam à margem, atraídos pelas religiões evangélicas e envolvidos na malha da economia clandestina das grandes periferias urbanas.

Hoje, com cerca de metade  da população e da economia dependentes do governo e mais recursos comprometidos com estes gastos do que a capacidade da economia brasileira de produzi-los, parece certo que este modelo de estado protetor e clientelista está chegando a seu limite. Em seu lugar não virá, certamente, o estado mínimo do liberalismo extremo, mas uma nova configuração em que os valores das políticas públicas de qualidade, da solidariedade e da autonomia da sociedade sejam novamente valorizados, como queria Ruth Cardoso.

CALL MATINAL 1411

 

Call Matinal

14/11/2025

Julio Hegedus Netto, economista

MERCADOS EM GERAL

 

FECHAMENTO (13/11)

MERCADOS E AGENDA

Mais um dia de queda na bolsa brasileira (para muitos, um ajuste técnico, o segundo), depois de 15 dias seguidos de alta. Ontem, dia 13, o Ibovespa recuou 0,3%, a 157.162 mil pontos; e o dólar à vista fechou em alta de 0,10%, a R$ 5,2983, após oscilar entre R$ 5,2741 e R$ 5,3033. Na terça-feira, os investidores estrangeiros retiraram R$ 561,808 milhões do Ibovespa (naquele dia, a bolsa fechou em 157.748,60 pontos (+1,60%) e o giro financeiro foi de R$ 35,5 bilhões). Em novembro, até este dia 11 houve retirada de R$ 991,291 milhões por parte de estrangeiros. No acumulado ao ano, o fluxo de capital externo está positivo em R$ 24,29 bilhões. Mesmo assim, os investidores estrangeiros são os maiores responsáveis pelo ciclo de alta da bolsa brasileira, representando mais de 50% do total, em alguns casos chegando a 60%. Na agenda do dia, IGP-10, Pnad Contínua (sempre mexe com juros), Prisma Fiscal, e o ministro Haddad falando à tarde, além de mais balanços na B3.

 

PRINCIPAIS MERCADOS

Os índices futuros dos EUA operam em baixa nesta sexta-feira (14), após a maior queda em Wall Street em mais de um mês na véspera, devido à incerteza em relação aos cortes nas taxas de juros pelo Fed e às altas avaliações das empresas de tecnologia.

 

 

MERCADOS 5h30

EUA

 

 

Dow Jones Futuro: -0,13%

S&P 500 Futuro: -0,28%

Nasdaq Futuro: -0,52%

Ásia-Pacífico

 

 

Shanghai SE (China), -0,97%

Nikkei (Japão): -0,44%

Hang Seng Index (Hong Kong): -1,85%

Nifty 50 (Índia): -0,45%

ASX 200 (Austrália): -1,36%

Europa

 

 

STOXX 600: -0,92%

DAX (Alemanha): -0,69%

FTSE 100 (Reino Unido): -0,18%

CAC 40 (França): -0,36%

FTSE MIB (Itália): -0,91%

Commodities

 

 

Petróleo WTI, +1,35%, a US$ 59,48 o barril

Petróleo Brent, +1,25%, a US$ 63,80 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +0,26%, a 772,50 iuanes (US$ 108,61)

 

NO DIA, 1311

Passado o fim do shutdown, desafio agora é decifrar o que o Fed deve sancionar na próxima reunião do FOMC em dezembro, dada a ausência de muitos indicadores, não mais recuperáveis. Muitos consideram grande a possibilidade de manutenção do Fed Funds. No Brasil, diálogo entre o chanceler brasileiro e Mario Rúbio, o secretário de Estado dos EUA, foi muito pouco conclusivo. Pelo lado das movimentações do BCB, Galípolo tratou de jogar um balde de água fria aos que acreditavam haver espaço para o início do corte de juro em jan26. Provável que o primeiro corte de juro em 2026 fique para a reunião do Copom em março.

Agenda Macroeconômica Brasil – Destaque para a ata do Copom e o Congresso americano terminando com o shutdown.

 

Segunda-feira, 10 de novembro 

 

 

08:00 — Índice de Preços ao Consumidor (IPC-S FGV) referente a 9-Nov. 

 

Consenso: 0,14% 

Terça-feira, 11 de novembro 

 

 

05:00 — Índice de Preços ao Consumidor FIPE (semanal, referência 10-Nov). Consenso: 0,52%;   08:00 — Ata da reunião do Banco Central (novembro): 09:00 — Inflação IPCA IBGE (outubro); IPCA YoY; Consenso: 4,74%; Est.  5,17%; Atual: 4,75%; IPCA MoM; Consenso: 0,15%; Est: 0,48%; Atual: 0,16% 

Quarta-feira, 12 de novembro 

 

Dados dos serviços pelo IBGE

China, Dados de produção industrial

Relatório de Estabilidade Financeira, BCB.

Quinta-feira, 13 de novembro 

 

 

Dados de vendas de varejo, PMC, IBGE

Sexta-feira, 14 de novembro 

 

 

IGP-10 da FGV

PNAD Contínua

Prisma Fiscal

 

 

 

Boa sexta-feira a todos!

Ouro se valorizando

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