segunda-feira, 31 de março de 2025

Cesinha Benjamin

Por Cesar Benjamin 

Anotem aí: salvo em situações excepcionais, não acredite em narrativas de torturas feitas em primeira pessoa. 


Quando mais escalafobéticas, mais mentirosas. Elas se tornaram um prato feito para os picaretas e os traidores.


Quem foi torturado não gosta de falar disso. É imensamente doloroso. Nem a minha família conhece detalhes do meu pesado ciclo de interrogatórios. 


Lembro-me de ter falado apenas uma vez desse assunto, sinteticamente, em depoimento à Comissão da Verdade. Era um imperativo moral.


Ultimamente, ouvi um cidadão dizer que “fui torturado diariamente durante seis meses”. Outro, um eterno deputado estadual, garante que “carrego no meu corpo as marcas da tortura”.  Outro(a) foi torturada durante 38 dias, sem nada revelar.


Todos foram delatores, que não receberam nem um beliscão. Não conheceram a tortura, que não se conta em meses nem em semanas e nem mesmo em muitos dias em sequência, mas em horas intercaladas. 


Vomito nesses filhos da puta. É um imenso desrespeito.


As pessoas mais éticas são as mais silenciosas.  As mais estridentes são as mais canalhas. Para elas, a verdade não é um valor.


A esquerda brasileira está repleta de canalhas. Sei do que estou falando.


__________


Em tempo - Conheço bem e respeito a história política, pessoal e intelectual de César Benjamin. Entrou para a guerrilha urbana ainda adolescente. Participou de ações armadas. Foi um dos guerrilheiros mais procurados pelo aparelho de repressão. Preso, foi dos mais torturados. Conheço detalhes de seu interrogatório. Aguentou muitos anos em Bangu. Com a Anistia, reconstruiu a vida como editor. Fundou o PT e depois o PSol, mas rompeu com ambos quando esses partidos desandaram. Respeito Benjamin também por sua coerência e honestidade ideológica.


Tem semanas que aparecem nas redes sociais dezenas de relatos escalafobeticos de supostas torturas d'antanho, cada uma mais inverossímil que a outra. Choques elétricos em bebês, crianças em pau de arara, tesouras em bicos de seios, estupros coletivos, tortura por semanas, meses, anos... Alguns dos supostos torturados conheci pessoalmente. Conheço bem os métodos de interrogatório da ditadura militar. Aliás, minhas teses de mestrado e doutorado trataram do tema.


Enfim, muito estranha essa onda de relatos a esta altura da nossa história. O regime militar durou 20 anos, sendo sete sob ditadura explicita. A democracia foi instaurada há 40 anos. A Comissão Nacional da Verdade, que terminou há 12 anos, foi fundo na apuração das violações dos Direitos Humanos... e agora, do nada, as redes sociais são tomadas de relatos de tortura. 


O que está por trás disso? Será que buscam justificar os estupros coletivos que Suas Supremas Sapiências têm perpetrado contra a Carta Magna?


Não sei. Mas sei que esses relatos extemporâneos e inverossímeis estão incomodando um ex guerrilheiro de verdade, que de fato foi estupidamente torturado, mas que não está gostando da banalização desses crimes.

Bankinter Portugal Matinal 3103

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: O inesperado aumento do Deflator PCE Subjacente na sexta-feira (+2,8% vs. +2,7% anterior, revisto em alta desde +2,6% preliminar) acrescentou uma espécie de “choque de realidade” em relação ao que é uma consequência indireta de qualquer guerra comercial: mais inflação. Isto é algo que iremos sofrer com severidades no segundo semestre deste ano e que irá forçar os bancos centrais (na verdade, já o está a fazer) a resistir a continuar a baixar taxas de juros. E, por isso, uma semana que oferecia um saldo quase neutro até quinta-feira, terminou claramente negativa na sexta-feira. Sexta-feira foi, francamente, má no fecho americano, e também por isso a Ásia (Japão, principalmente) com queda forte esta madrugada (-4%) e os futuros sobre bolsas retrocedem apreciavelmente (-0,8%/-1%).


A chave desta semana está na quarta-feira: é o dia que Trump escolheu para especificar os detalhes dos impostos alfandegários que os EUA começarão a aplicar a partir de quinta-feira, 3. O facto de ter denominado a quarta-feira como “Liberation Day” leva a pensar que os detalhes das medidas alfandegárias não irão retirar gravidade ao assunto em relação ao esperado; isto é, que não aplicará isenções relevantes por produtos nem países, por agora. Fará isso depois de ter conseguido o impacto populista suficiente que deseja, visto que, insistimos novamente, a história económica demonstra que todos perdem numa guerra comercial: menos comércio, menos PIB, mais inflação… Isto é, que não podemos esperar algo melhor ou suavizado na quarta-feira. Portanto, se as bolsas se animarem um pouco (improvável) com uma inflação europeia bastante contida entre segunda e terça-feira (repetir em +2,3%), é melhor desconfiar, porque a concretização alfandegária provavelmente será tão má como parece (pelo menos de momento e até conseguir o impacto populista que deseja). 


E, para terminar de fechar o círculo, o Emprego americano de sexta-feira, ao ser registo de março, poderá oferecer os primeiros indícios de debilitamento derivados da incipiente guerra comercial. Porque os primeiros indicadores adiantados americanos publicados nestes dias recebem uma deterioração de confiança que deve estar a afetar já o Consumo Privado e o Investimento. E uma amostra disso é, simplesmente, o retrocesso de quase -5% de Wall St. até agora, este ano. Reduzir riscos é uma grande ideia.


CONCLUSÃO: A semana parece especialmente fraca. Convém não se fiar nas subidas, quando sobe, que não será hoje. Ásia muito fraca esta madrugada, após Nova Iorque semelhante na sexta-feira. Sendo a semana de concretização de impostos alfandegários (quarta-feira) e considerando o fracasso (era previsível, por outro lado) das “negociações” de Trump sobre a Ucrânia, não devemos esperar nada de bom nos próximos dias e implementar a descida de exposição ao risco que temos vindo a insistir desde 24 de março, na publicação da nossa Estratégia de Investimento 2T 2025 (em espanhol; a versão portuguesa será disponibilizada esta semana).


S&P500 -2% Nq-100 -2,6% SOX -3% ES-50 -0,9% IBEX -0,8% VIX 21,7 Bund 2,73% T-Note 4,20% Spread 2A-10A USA=+35pb B10A: ESP 3,36% PT 3,24% FRA 3,43% ITA 3,85% Euribor 12m 2,349% (fut.2,203%) USD 1,084 JPY 161,5 Ouro 3.114$ Brent 73,4$ WTI 69,0$ Bitcoin -3,4% (82.250$) Ether -5,3% (1.810$). 


FIM

BDM Matinal Riscala 3103

 *Rosa Riscala: Semana das tarifas projeta alta volatilidade*


… A semana reserva índices PMI industrial e de serviços de vários países, mas o dia D é a 4ªF, 2 de abril, quando Trump anunciará as tarifas recíprocas, que ninguém sabe de quanto serão, se pouparão alguns setores ou serão aplicadas de forma generalizada. O ceticismo aumentou com a taxação de 25% sobre automóveis importados e, à medida que o mercado se prepara para as tarifas e, depois, para o payroll e a fala de Powell (6ªF), a expectativa é de muita volatilidade. Os receios de estagflação podem ser ampliados a depender do que virá, inclusive possíveis retaliações dos parceiros comerciais. O cenário de incerteza coloca o mundo de sobreaviso. Na agenda doméstica são destaques a produção industrial de fevereiro e a balança comercial de março.


… O déficit nas transações correntes em fevereiro elevou a expectativa para o resultado das exportações (sai 6ªF). Já os números da produção industrial (na 4ªF) serão importantes para medir a desaceleração da atividade apontada pelo Copom.


… Nos EUA, o relatório do emprego ganha ainda mais relevância após o núcleo do PCE ter vindo acima do previsto (abaixo), junto com a deterioração das expectativas de inflação futura no índice de confiança da Universidade de Michigan.


… No mesmo dia do payroll, Powell pode ajustar o seu discurso otimista sobre o caráter “transitório” da inflação, sobretudo de for confirmada uma tarifa mais agressiva, que pode se transformar em uma guerra comercial de maiores proporções.


… Muita gente ainda acredita que Trump vai flexibilizar, ou abrir negociações após dar o susto inicial, mas a verdade verdadeira é que está todo mundo no escuro, sem coragem para apostar contra as ameaças do imprevisível presidente.


… Trump passou a maior parte da semana passada minimizando as expectativas para seu plano de tarifas recíprocas, dizendo que seria “mais gentil” do que suas promessas iniciais de igualar as tarifas dos EUA com as cobradas por outras nações.


… No vaivém das declarações diárias, chegou a dizer que consideraria isentar algumas nações de tarifas completamente.


… Mas nos últimos dias Trump teria pressionado sua equipe a ser mais agressiva, segundo fontes da agência Dow Jones, pedindo planos que aplicariam taxas mais altas para um conjunto mais amplo de nações.


… Assessores teriam proposto tarifas globais de até 20% que atingiriam praticamente todos os parceiros comerciais dos EUA.


… A tarifa linear é uma ideia que vem da campanha eleitoral de Trump, aparentemente substituída por tarifas recíprocas, ou seja, “o que eles [outras nações] cobram de nós, nós cobramos deles”, como o presidente cansou de dizer.


… Esse plano recíproco ainda está na mesa, disse um funcionário do governo da Casa Branca, acrescentando que Donald Trump está inclinado a tarifar todas as nações com as quais os EUA têm um déficit comercial.


… A perspectiva de uma escalada radical na guerra comercial global nos próximos dias quase dobrou a probabilidade de recessão na economia dos Estados Unidos nos próximos 12 meses para cerca de 35%, de acordo com o Goldman Sachs.


… Em nota, o banco diz que atualizou sua estimativa de recessão em função do crescimento mais baixo, da forte deterioração na confiança das famílias e da disposição da Casa Branca para aceitar a fraqueza econômica na busca de suas políticas.


… Analistas do Goldman esperam que Trump anuncie tarifas recíprocas de, em média, 15% para todos os parceiros comerciais.


… O banco elevou a perspectiva para o PCE, a medida preferida de inflação do Fed. A sua projeção para o índice agora é de 3,5% para o final do ano, enquanto a previsão para o PIB americano caiu para 1,0%.


… Os seus analistas preveem ainda três cortes consecutivos de juros este ano – em julho, setembro e novembro.


… Também para o ING, a combinação de inflação alta e consumo em desaceleração nos EUA tende a se intensificar com medidas agressivas de Trump. Diz o banco que os temores de estagflação estão aumentando e devem limitar a capacidade do Fed.


… Fed boys se mantêm favoráveis à condução da política monetária atual, projetando dois cortes de 25pbs na taxa de juros neste ano, mas já começam a aparecer projeções mais duras, como de Raphael Bostic. Ele esperava dois cortes e agora espera um.


… Nesta semana, além de Powell, falam os Fed boys Tom Barkin (amanhã), Adriana Kugler (4ªF), Philip Jefferson e Lisa Cook (5ªF), Michael Barr e Christopher Waller (6ªF). Pelo BCE, fala Christine Lagarde, amanhã (3ªF).


RETALIAÇÕES – O chanceler alemão, Olaf Scholz, disse neste domingo que a Europa quer cooperar com os EUA, mas que a União Europeia está pronta para responder em conjunto caso Washington não deixe outra escolha.


… Scholz falou na abertura da feira comercial industrial de Hannover, na Alemanha.


PESQUISA – Pesquisa realizada pelo YouGov, em parceria com a CBS News, aponta que 72% dos americanos esperam aumento de preços no curto prazo devido às tarifas de Trump e 47% veem impacto inflacionário no longo prazo.


… As expectativas de impacto das políticas econômicas do governo pioraram em relação ao levantamento realizado em janeiro.


… De acordo com a pesquisa, 42% dos entrevistados avaliam que as medidas da administração Trump estão piorando a sua vida financeira, contra 28%. Atualmente, 60% dos americanos se dizem insatisfeitos com a economia dos EUA.


ENTREVISTA – Ainda assim, Trump admite que quer um terceiro mandato. Voltou a comentar sobre essa possibilidade, em 2030, em entrevista à NBC News, no sábado, afirmando que “não está brincando” e que “há métodos para fazer isso”.


… Outra declaração foi sobre Groenlândia, quando não descartou o uso de força militar para anexar o território.


HADDAD – Ao Financial Times, o ministro disse que o Brasil está bem posicionado para enfrentar uma guerra comercial por ser um dos principais exportadores de commodities e com forte vínculo com os três blocos econômicos do mundo.


LULA – Já o presidente afirmou no sábado, em Hanói, que tentará negociar ao máximo com os EUA antes de adotar o que chamou de reciprocidade tarifária ou recorrer à OMC como resposta a aumentos da taxação americana a produtos brasileiros.


… Durante fala à imprensa, Lula reforçou que, além do mercado de carnes, foi discutida em sua viagem ao Vietnã a necessidade de a Embraer vender cerca de 50 aviões ao país, como um ponto de partida para o acesso ao mercado da Asean.


MASTER & BRB – Banqueiros da Faria Lima ouvidos pelo Broadcast veem com ceticismo a possibilidade de o Banco Central avalizar a aquisição de uma fatia no Master pelo banco público do Distrito Federal, o BRB.


… “Qualquer um que sabe ler balanço de banco entende que não deveria aprovar”, disse uma das fontes.


… Um acordo de aquisição de 58% do capital total do Master pelo BRB, estimado em R$ 2 bilhões, foi anunciado na 6ªF. O Banco Central informou que fará análise técnica da operação para autorizá-la (ou não), após receber pedido do Master.


… O banco tem fragilidades na estrutura operacional e financeira, com carteira de crédito baseada em precatórios e empréstimos para empresas sem liquidez e um funding dependente de Certificados de Depósito Bancário (CDBs).


… O presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, afirma que o novo conglomerado não vai precisar de capitalizações, além das que já estão sendo analisadas pelo BC, uma de R$ 2 bilhões para o Master e outra de R$ 750 milhões para o BRB.


… Outro banqueiro consultado diz que o Willbank, fintech adquirida pelo Master em 2024, também apresenta problemas. Com o foco em clientes de baixa renda, o Will tem inadimplência bem acima da média do mercado, mesmo entre bancos digitais.


… Em dezembro de 2023, antes de acertar a venda ao Master, a fintech contratou captações a prazo junto ao banco.


MAIS AGENDA – Além da produção industrial de fevereiro e da balança comercial de março, os indicadores domésticos preveem nesta semana o PMI industrial da S&P Global (3ªF), IPC-Fipe de março (4ªF), PMI de serviços (5ªF) e o IGP-DI de março (6ªF).


… Daqui a pouco (8h25), a pesquisa Focus conferem as projeções do mercado sobre inflação, Selic, PIB e câmbio.


… Nos EUA, a agenda é intensa, com vários dados do emprego antes do payroll, com o relatório Jolts (3ªF) e a pesquisa ADP (4ªF), além dos índices de atividade de março, sendo os principais: PMI/S&P Global e PMI/ISM (3ªF) e ISM/Serviços (5ªF).


… Também na zona do euro, os índices de atividade medem a economia do bloco, com o PMI industrial (3ªF) e serviços (5ªF).


… Na China, o PMI industrial subiu a 50,5 em março (previsão de 50,3). Hoje à noite sai o PMI/Caixin e, na 4ªF, serviços.


… Na madrugada de amanhã (3ªF), o BC da Austrália anuncia decisão de política monetária.


IRÃ VS EUA – O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, rejeitou neste domingo negociações diretas com os Estados Unidos sobre seu programa nuclear, oferecendo a primeira resposta de Teerã a uma carta que Trump enviou ao país.


… Pezeshkian disse que a resposta do Irã deixou aberta a possibilidade de negociações indiretas com Washington, mas observou que tais conversas não fizeram nenhum progresso desde que Trump retirou os EUA do acordo nuclear de Teerã em 2018.


… Respondendo a Pezeshkian, o Departamento de Estado dos EUA disse que “se Irã não quiser um acordo, o presidente Trump vai buscar outras opções, o que será muito ruim para o Irã”. Na entrevista à NBC News, Trump também falou sobre isso.


… “Haverá um bombardeio e será um bombardeio como jamais visto antes por eles.”


INFLAÇÃO LÁ E CÁ – Wall Street, que vive há semanas com o vaivém tarifário de Trump e a grande incerteza que isso causa, teve um forte baque na 6ªF com a pesquisa mensal da Universidade de Michigan, depois de um núcleo de PCE salgado.


… Não só a confiança do consumidor despencou, como o americano médio tem a pior percepção da inflação de longo prazo em 32 anos, o que já se reflete na disposição de compra de bens e serviços.


… O mau humor aumentou depois de Trump dizer que “certamente” seguirá com a implementação das tarifas sobre o Canadá.


… Nessa expectativa, as techs derreteram, com Amazon, Meta e Alphabet recuando mais de 4% e levando o Nasdaq a perder 2,70% (17.322,99 pontos). O Dow caiu1,69% (41.583,90 pontos) e o S&P 500, -1,97% (5.580,94).


… O núcleo do PCE – indicador de inflação favorito do Fed – subiu a 2,8% em fevereiro, de 2,7% em janeiro, na base anual, acima das expectativas. Os gastos com consumo tiveram alta de 0,4%, menos que o 0,5% esperado.


… Já a Universidade de Michigan mostrou que o sentimento do consumidor caiu de 64,7 em fevereiro para 57,0 em março. As expectativas de inflação deram um salto: para um ano, de 4,3% para 5,0%, e para cinco anos, de 3,5% para 4,1%.


… A presidente do Fed de São Francisco, Mary Daly, reagiu aos dados dizendo que o cenário mais provável é de volta da inflação com as tarifas, embora ainda preveja dois cortes de juros neste ano.


… O CIBC disse que a inflação PCE forte vai “testar os nervos” do Fed e manterá os juros altos por mais tempo.


… O temor que as tarifas acabem provocando necessidade de maior emissão de papéis, além da demanda por ativos seguros, fez os rendimentos caírem. O yield da note de 2 anos cedeu a 3,911% (de 3,994%) e o da note de 10 anos a 4,259% (de 4,362%).


… Os receios de estagflação estão por trás da queda do dólar, afirmaram analistas do Deutsche Bank. Já para o banco holandês ING, a alta contínua do ouro seria o indicativo de certa “perda de confiança” na moeda americana.


… O índice DXY recuou 0,28%, a 104,044 pontos. O iene serviu como o porto seguro da vez e subiu 0,78% 149,860/US$. O euro teve ganho de 0,27%, a US$ 1,0828. A libra esterlina ficou estável (-0,07%), em US$ 1,2945.


… Por aqui, as preocupações com a inflação também pegaram. O Caged de fevereiro confirmou os rumores da véspera e veio com saldo de 431.995 empregos criados, maior número da série, confirmando o mercado de trabalho muito forte.


… O Caged, disse o Bradesco, “indica um crescimento robusto da atividade econômica no primeiro trimestre do ano”. Para o banco, isso deve implicar uma taxa Selic ainda bem restritiva para colocar a inflação na meta.


… Os juros futuros deram um salto com o dado do emprego, mas desaceleraram depois, já que um dia antes tinham repercutido o rumor, que virou fato. A curva voltou a apontar alta de 75pb na reunião do Copom em maio.


… No fechamento, o Jan/26 subiu a 15,115% (de 15,100%); o Jan/27, a 15,060% (de 15,000%); o Jan/29, a 14,820% (de 14,780%); o Jan/31, a 14,940% (de 14,880%); e o Jan/33, a 14,940% (de 14,870%).


… A Pnad Contínua do trimestre até fevereiro, divulgada na mesma 6ªF, veio dentro do esperado, confirmando a força do mercado de trabalho, com taxa de desemprego de 6,8%, 1 ponto percentual abaixo do mesmo período em 2024.


… Com o cenário externo avesso ao risco, o real perdeu terreno para o dólar. Mas após o Caged indicar chance de Selic mais alta por mais tempo, beneficiando o carry trade, o dólar fechou longe da máxima do dia, com alta de 0,15%, a R$ 5,7618.


… Na semana, subiu 0,77%. Em março, ainda acumula queda de 2,61%.


… O Ibovespa não resistiu à pressão de lá e de cá e perdeu os 133 mil pontos, fechando com queda de 0,94%, aos 131.902,18 pontos e volume financeiro fraco, de R$ 18,2 bilhões. Na semana, a queda foi de 0,33%.


… Em linha com suas respectivas commodities, Vale caiu 1,01% (R$ 57,56), fechando na mínima, com o minério de ferro em Dalian em baixa de 0,19%. Petrobras ON perdeu 0,99% (R$ 41,07) e PN cedeu 0,64% (R$ 37,43).


… Na linha de fuga do risco, o Brent/junho recuou 0,79% (US$ 72,76), na ICE, mas fechou a 3ª semana de alta (+1,4%).


… Bancos também ficaram no vermelho: Itaú (-1,37%; R$ 31,69), Santander (-1,06%; R$ 27,13), Bradesco PN (-1,38%; R$ 12,84), Bradesco ON (-0,60%; R$ 11,62) e Banco do Brasil (-0,17%; R$ 28,64).


… Cogna (+3,92%) liderou o ranking positivo, seguido por Minerva (+2,31%), Hypera (+1,43%) e Marfrig (+R$ 18,06). As maiores perdas do dia foram de Vamos (-9,32%), Grupo Pão de Açúcar (-4,90%) e Usiminas (-3,87%).


EM TEMPO… JBS anunciou investimento de US$ 100 milhões para a construção de duas fábricas no Vietnã, para expandir presença na região e fortalecer a posição no mercado global…


… As plantas serão responsáveis pela produção de carne bovina, suína e aves, e utilizarão matérias-primas importadas do Brasil.


PETROBRAS. Conselho nomeou Aloisio Macário em substituição a Marcelo Gasparino no colegiado.


BB desembolsou mais de R$ 600 milhões em operações do novo consignado privado, chamado “Crédito do Trabalhador”, desde que o programa entrou em vigor, no dia 21. Foram contratadas operações em mais de 3 mil municípios.


GRUPO PÃO DE AÇÚCAR. Conselho de Administração aprovou termos da incorporação da GPA Malls pela companhia; operação será submetida a assembleia geral do GPA para aprovação…


… A gestora Trustee DTVM, responsável pelo fundo Saint German, que detém mais de 3% do capital da companhia, solicitou a convocação de uma AGE para destituir o atual conselho de administração e eleger uma nova composição para o órgão.


BRF lançou oferta para captação de até R$ 1,25 bilhão por meio de Certificados de Recebíveis do Agronegócio, em quatro séries.


QUALICORP. Acionistas aprovaram novo Plano de Incentivo de Longo Prazo da companhia; plano prevê a concessão de ações restritas e/ou opções de compra de ações para as pessoas elegíveis, conforme as regras estabelecidas.


CPFL ENERGIA protocolou na Aneel pedido de renovação por 30 anos de três concessões de distribuição de energia (RGE Sul Distribuidora de Energia Elétrica, CPFL Paulista e CPFL Piratininga); concessões vencem entre 2027 e 2028.


EQUATORIAL apresentou proposta para pagamento de proventos totais no montante bruto de R$ 556,6 milhões correspondente ao exercício de 2024, sendo R$ 210,9 milhões em JCP e R$ 345,6 milhões em dividendo mínimo obrigatório…


… A assembleia está marcada para o dia 30 de abril. A administração propõe ainda que o saldo remanescente ao lucro líquido apurado no ano passado, no valor de R$ 2,003 bilhões, seja destinado à reserva para investimento e expansão…


… Empresa protocolou junto à Aneel requerimento para prorrogação por 30 anos dos contratos de concessão de distribuição de energia que detém no Pará e no Maranhão. Concessão no PA termina em 2028 e no Maranhão, em 2030.


ONCOCLÍNICAS aprovou recompra de até 52 milhões de ações ordinárias de emissão da companhia, que correspondem a 8,78% do total em circulação. O programa poderá ser realizado dentro do prazo de até 18 meses.


ELETROBRAS confirma que José João Abdalla Filho, conhecido por Juca Abdalla, é candidato ao conselho de administração e pediu dispensa das regras de elegibilidade para disputar vaga no colegiado. Ele já integra o conselho da Petrobras.


CASAS BAHIA propôs aos acionistas a inclusão de uma cláusula de “poison pill” em seu estatuto social, para proteger a empresa de tentativas hostis de tomada de controle…


… A proposta será votada em assembleia geral ordinária e extraordinária (AGOE), marcada para o dia 30 de abril…


… Pela proposta, o estatuto da empresa passaria a prever que acionistas que cheguem a 20% ou mais do capital da varejista sejam obrigados a comprar todos os demais papéis através de uma oferta pública de aquisição (OPA).

domingo, 30 de março de 2025

Banco Master

 BANCO MASTER – O MALABARISMO FINANCEIRO, OU COMO FAZER UM AGIOTA CORAR


Se Ivan Sant’Anna encontrasse Fernando Blanco no balcão de um boteco de mercado financeiro, saía esse texto. Sarcástico. Incisivo. E, claro, com aquele tom de “eu avisei” que só quem sobreviveu a crises sabe usar.



O malabarismo verbal continua. E eu me desmancho de rir.


Não é piada. É o Brasil. O país onde banqueiro malandro é promovido a herói e banco podre vira ativo estratégico.


Vamos aos fatos: o Banco Master, um nome que até outro dia era sinônimo de CDB com juro de agiota, virou sócio de um banco estatal. E não qualquer banco: o BRB, o querido do governo do Distrito Federal, aquele que tem funding tão barato que faz chover depósito com um telefonema — ou talvez por telepatia. Pois bem, o BRB resolveu comprar um banco que ninguém queria nem de graça.


E por quê?


Porque o Master estava encalhado. Podre. Saturado de ativos que fariam o Credit Suisse parecer conservador. Alguém precisava salvá-lo. E ninguém no mercado privado — repito, ninguém — quis encostar no defunto.


Você, que tem um pouco de memória, deve lembrar: o Master cresceu mais do que criança de novela da Globo. Em três anos, multiplicou por dez o patrimônio. Como? Com uma receita digna de Las Vegas: captar bilhões via CDBs a 140% do CDI (sim, você leu certo) e despejar o dinheiro em precatórios, empresas em recuperação judicial e outras aventuras que fariam um hedge fund offshore tremer na base.


A carteira do Master era tão tóxica que virou piada nos bastidores. 34% da carteira composta de precatórios. Isso mesmo: promessas de pagamento do Estado, aquelas que demoram anos pra sair e que viram fumaça com um decreto. E o resto? Empresas quebradas, financiadas via fundos ligados a Nelson Tanure, o Midas invertido do capitalismo brasileiro. Acredite: o Master emprestou para nomes como Restoque, BeFly, Ambipar, Veste, Metalfrio e Biomm — e virou até sócio de alguns. Sim, sócio. Porque emprestar não era arriscado o suficiente.


Mas calma, tem mais.


O banco tentou captar no exterior: US$ 500 milhões em bonds. Ninguém quis. Foi atrás de fundos de pensão dos municípios e estados — os RPPS, essa beleza de governança duvidosa — e arrancou R$ 800 milhões dos cofres que pagam aposentadoria de servidor público. Quando isso começou a secar, os próprios sócios colocaram R$ 1,6 bilhão no caixa. Desespero tem nome e sobrenome.


E agora… o BRB aparece como salvador.


A transação? R$ 3,5 bilhões por uma participação que exclui os ativos podres. Precatórios? Fora. Fundos problemáticos? Fora. Empresas quebradas? Também não entram no pacote. O BRB está comprando o que sobrou, o que ainda respira — e dando ao dono do Master, Daniel Vorcaro, a cadeira de chairman do conselho. Isso mesmo: o banco estatal comprou e entregou a chave do carro para o antigo motorista do veículo que bateu.


A justificativa oficial? Ah, essa é de chorar de rir.


Segundo o CEO do BRB, o negócio vai “melhorar o retorno sobre o patrimônio” e “resolver o problema de funding do Master”. Ah, vá! Como diria o Robin do seriado dos anos 60: “Macacos me mordam, Batman!”


Você já viu banco comprar outro porque o outro tem muito título público? Porque o outro está entupido de ativos exóticos que nenhum gestor de risco em sã consciência aceitaria colocar no portfólio?


Não, meu amigo. Banco compra banco pra acessar clientes, sinergia, distribuição, crédito limpo. Aqui, o BRB está comprando a parte que sobrou de um Frankenstein financeiro. E deixando o contribuinte com a conta, o risco e o circo armado.


Ah, mas o BC está atento. Mandou os “cabeças brancas” — os veteranos de guerras bancárias, que viram o fim de Bamerindus, Nacional, Cruzeiro do Sul — para analisar o que pode dar errado. Spoiler: muita coisa. Estão aplicando teste de estresse nos precatórios (que não fazem mais parte da compra, veja o nível da confiança), nos fundos de empresas zumbi e nas mágicas contábeis que tornaram o Master rentável. Rentável como? Pagando 140% do CDI com papel de liquidez zero?


E o mercado? O mercado gargalha.


Porque se o BTG Pactual não quis. Se o Itaú e o Bradesco nem olharam. Se o Safra passou longe. E se ninguém na Faria Lima topou esse casamento… o que o BRB viu ali? Retorno para o acionista? Não. Viu um resgate político-financeiro patrocinado pelo contribuinte.


A real motivação — jamais dita em público — é simples: salvar o banqueiro. E, talvez, salvar também quem estava exposto demais ao Master para deixá-lo afundar.


Por fim, eu deixo a pergunta que não quer calar: se o Master, com todos os seus problemas, foi avaliado em R$ 3,5 bilhões, quanto valem os ativos de verdade dos bancos sérios? Porque, se o mercado embarcar nesse valuation, é hora de rever tudo. Ou rir. Ou chorar.


*O Master é exótico, mas o Brasil é surreal.*



 “A diferença entre Wall Street e Brasília é que, lá, os banqueiros têm medo da lei. Aqui, a lei tem medo dos banqueiros.” (Anonimo)

sexta-feira, 28 de março de 2025

Fim da Hedging Griffos

 *Chega ao fim a lendária corretora Hedging-Griffo, que deu origem ao fundo Verde*

Banco Central permite a troca de nome da corretora Credit Suisse Hedging-Griffo para UBS Brasil

Com a compra global do Credit Suisse pelo UBS, as estruturas do novo grupo no Brasil também estão mudando. O Banco Central já deu autorização para o negócio e hoje permitiu a troca de nome da corretora Credit Suisse Hedging-Griffo para UBS Brasil. Assim, chega ao fim uma das mais lendárias corretoras de valores da história do mercado brasileiro.


A história da Hedging-Griffo começa em 1929, quando David Stuhlberger chega ao Brasil, saindo da Polônia em função da perseguição aos judeus. Ele se formou na Escola Politécnica da USP e, em 1951, criou, com o irmão Maks, a Construtora Stuhlberger. Nos anos 1970, com o sucesso do empreendimento, David se uniu a sócios para fundar uma petroquímica e um banco, o Expansão, que tinha participação em uma corretora, a Griffo.


Em 1980, Luis Stuhlberger, filho de David, foi trabalhar no banco e na corretora. Com a crise do petróleo, o Expansão teve de ser vendido às pressas para cobrir o rombo da petroquímica da família, mas Luis, a pedido do pai, continuou na Griffo, que foi vendida a empresários da área de café, incluindo José Leopoldo Figueiredo.


A Griffo tinha também uma pequena empresa, a Hedging, que operava o mercado de commodities, recém-implantado no Brasil, negociando ouro, café e boi. Em 1989, as duas se fundiram, criando a Heding-Griffo - "hedge" no mercado financeiro é uma estratégia de proteção para os riscos de um investimento. Já grifo é uma criatura lendária metade águia e metade leão.


Em 1997 é lançado, dentro da Hedging-Griffo, o fundo Verde. A indústria de fundos de hedge era incipiente no Brasil e o nome é, em parte, uma alusão à posição comprada em dólares que Stuhlberger estava acumulando. Dez anos depois, em 2007, o Credit Suisse comprou o controle a corretora, mas Stuhlberger permaneceu na gestão. Em 2011, o banco suíço adquiria a fatia restante e, em 2015, quando termina o período de não competição, Stuhlberger sai da Hedging-Griffo e funda a Verde Asset.


No seu ápice, em 2021, a companhia chegou a ter R$ 55 bilhões sob gestão. Sempre teve um expertise grande em ações, mas ao longo do tempo os investimentos imobiliários também ganharam destaque.


Em 2023, a Lumina, de Daniel Goldberg, se tornou sócia da Verde, comprando a participação de 25% que estava nas mãos do Credit Suisse. A negociação ocorreu quase que de forma paralela com a compra global do Credit Suisse pelo UBS.


O mesmo UBS que agora troca o nome da Hedging-Griffo. David Stuhlberger morreu no ano passado, aos 99 anos de idade.

BRB compra Master

 BRB compra o Banco Master

Negociações começaram em meados de 2024

Por Lauro Jardim

28/03/2025 16h29  Atualizado agora


O conselho de administração do BRB, o banco estatal do Distrito Federal, acaba de aprovar por unanimidade a compra do Banco Master, de Daniel Vorcaro.


Em resumo, o negócio, quem tem a previsão de ser assinado nos próximos dias, é o seguinte: o BRB compra 48% das ações ordinárias (com direito a voto) do Master, mas somando ordinárias e preferenciais o percentual chega a 60%. O negócio inclui duas também duas operações do Master, o will bank e o Credcesta.


Vorcaro, que hoje preside o Master, irá para o conselho do BRB.


As negociações que agora se concluem começaram em meados do ano passado. Neste meio tempo, Vorcaro negociou também (e até há poucas semanas) a venda do Master com André Esteves, dono do BTG.

Vinland 2803

 🚨 RESUMO DA SEMANA VINLAND 🚨

VINLAND (24 a 28 de março de 2025)

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*1. Governo busca “pouso suave” e mira ajuste suave da economia*

A equipe econômica do governo intensificou a narrativa de que o Brasil está em um processo bem-sucedido de desaceleração da atividade — um “pouso suave” planejado. Segundo interlocutores, o desaquecimento será mais visível a partir do segundo trimestre, com foco em manter os fundamentos ajustados, mesmo que isso implique juros elevados por mais tempo. O novo modelo de crédito consignado CLT, que movimentou muitas simulações em sua primeira semana, foi usado como exemplo de estímulo direcionado e controlado. No plano político, a entrada do governador Tarcísio de Freitas no radar presidencial de 2026 ganhou tração, mesmo diante das resistências do entorno de Bolsonaro.

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*2. Copom sinaliza alta de menor magnitude; dados de inflação e emprego movimentam mercado local*

A ata do Copom reforçou o tom cauteloso observado no comunicado da semana anterior. O comitê expressou preocupação com a inflação, mas evitou sinalizações claras para além da próxima reunião. Em suma, o Copom não trouxe muitas surpresas na sua comunicação, garantiu mais uma alta da taxa Selic, e sugeriu que o debate sobre encerramento do ciclo de aperto monetário já começou. O IPCA-15 abaixo do esperado ajudou a aliviar a curva de juros, mas o forte dado de Caged (432 mil vagas formais criadas em fevereiro, o maior da série) trouxe de volta o debate de atividade economica ainda dinâmica. A curva de juros teve comportamento errático, refletindo a disputa entre dados benignos de inflação e sinais de aquecimento da atividade. O dólar oscilou ao longo da semana, terminando com leve alta diante da aversão global a risco.

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*3. Mercado doméstico sente volatilidade externa e incerteza sobre tarifas dos EUA*

A semana foi marcada por movimentos erráticos no mercado brasileiro. O Ibovespa chegou a subir 1% com alívio na curva de juros, mas devolveu parte dos ganhos diante de ruídos sobre tarifas americanas que poderiam atingir produtos brasileiros em diversos setores. O dado forte de emprego local também pressionou a parte longa da curva. A bolsa encerrou a semana praticamente estável, sustentada por exportadoras como JBS e Vale, que lideraram os ganhos com o apoio da valorização das commodities. Já os setores mais sensíveis a juros e ligados ao consumo seguiram penalizados.

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*4. Fed mantém cautela, tarifas entram em vigor e dados seguem mistos nos EUA*

Nos Estados Unidos, os mercados seguiram pressionados pelas incertezas em torno da política comercial. Na quarta-feira, foi anunciada uma tarifa de 25% sobre veículos e peças importadas, com início em abril. Apesar de dados mistos — inflação acima do esperado, PIB sem surpresas e queda na confiança—, o mercado segue atento à performance da bolsa. A curva de juros americana fechou a semana em queda nos curtos e alta nos longos, refletindo dúvidas sobre a persistência da inflação versus o riscos de desaceleração. As bolsas, após ganhos expressivos no início da semana, devolveram os avanços, encerrando a semana entre inalteradas ou com quedas moderadas.

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📌 *Resumo Geral:*

A semana foi de transição entre a preocupação com o ritmo da economia e o início de um novo capítulo nas políticas monetárias e comerciais globais. No Brasil, o governo busca vender a tese de um ajuste gradual e coordenado. Lá fora, o Fed mantém cautela, mas o ruído tarifário aumenta. O mercado segue dividido entre os sinais de alívio inflacionário e os riscos vindos do crescimento e da política externa.

Leitura de sábado

 *Leitura de Sábado: Privatizações e gestões pró-mercado impulsionam estatais estaduais em 2025* Por Camila Vech São Paulo, 07/01/2026 - O a...