quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

Lambert

Desde sua prisão, Lula jamais imaginou contar com um suposto adversário tão competente quanto Bolsonaro em enlamear o campo antipetista e facilitar a sua estratégia de se limpar na sujeira alheia.


Até 2026, os representantes políticos desse campo dependem da sujeira acumulada por Lula e STF em retribuição, e da própria capacidade não só de apontá-la e de oferecer alternativas aos brasileiros, mas de lidar, de um lado, com o desgaste do bolsonarismo entre eleitores moderados e, do outro, com a insistência bolsonarista no reacionarismo aloprado, agravada pela necessidade do inelegível e indiciado Jair Bolsonaro de emplacar um aliado ou familiar na presidência da República, para blindá-lo mais uma vez.


Esse é o xadrez que precisará ser jogado nos próximos dois anos, sem arma, sem invasão, sem golpe de Estado.

terça-feira, 17 de dezembro de 2024

Cabeça de gestor

 Cabeça de Gestor/Bradesco Asset/Biolchini: Renda fixa pós-fixada ficou muito favorável


Por Karla Spotorno


São Paulo, 17/12/2024 - Investimentos com retorno de aproximadamente 15% ao ano, com liquidez imediata e risco baixo. Esse é o retrato da renda fixa pós-fixada, uma classe de ativos que ficou muito "favorável" nesse momento no mercado doméstico, nas palavras de Philipe Biolchini, diretor de investimentos da Bradesco Asset e entrevistado do programa Cabeça de Gestor desta quinzena.


"Um retorno de 15% com liquidez imediata é excepcional", disse Biolchini, diretor da terceira maior gestora do Brasil e que tem R$ 790 bilhões sob gestão.


Para o atual momento do mercado doméstico, onde o dólar bateu R$ 6,20 e os juros futuros se aproximaram dos 16% em alguns contratos nesta terça-feira, 17, a recomendação aos investidores, segundo Biolchini, é evitar movimentações bruscas.


Uma parte importante desse "mau humor" vem da incerteza sobre a tramitação de medidas fiscais do governo federal no Congresso e da preocupação dos agentes econômicos sobre a trajetória ascendente da dívida pública federal.


Efeito Trump


Outra parte da forte volatilidade, segundo Biolchini, vem das dúvidas do mercado sobre as eventuais restrições que o futuro governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, trará para economias como Brasil e para parceiros comerciais brasileiros, como a China. "Uma das nossas preocupações no cenário internacional está relacionada à economia americana, a nova política econômica do Trump. Qual vai ser a intensidade? O que vai ser aprovado? Podem surgir medidas que vão deixar o mercado bastante preocupado", disse Biolchini.


Gestora trilionária


Biolchini prevê que a gestora vai chegar em poucos meses a R$ 1 trilhão sob gestão (AuM, na sigla em inglês). Hoje está com R$ 790 bilhões, segundo os dados mais recentes da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). A previsão de Biolchini considera tanto o esforço comercial para novas captações, depois de um 2024 com entrada de recursos, como também a rentabilidade. O executivo conta que, somando os recursos geridos pela Bradesco Asset em carteiras administradas e fundos de fundos (FoFs), a gestora está atualmente com R$ 934 bilhões de AuM.


A entrevista completa do programa Cabeça de Gestor já está disponível em seu terminal Broadcast+, na aba Broadcast TV.


Contato: karla.spotorno@estadao.com


Broadcast+

Conrado Hübner Mendes

 Conrado Hübner Mendes é um dos poucos com coragem para criticar o judiciário que está todo errado, para não usar outras palavras. No STF ministro vítima ser relator e julgar é outro absurdo, o inquérito que nunca acaba, aberto por ministro do stf,  desmoraliza o sistema também. 

Agora esse gasto exorbitante nesse país de miséria é um escárnio, e Conrado escolheu um ótimo nome para premiá-los: 


"JusPorn Awards


Conrado Hübner Mendes


11.dez.2024 às 17h59 Folha de São Paulo 

 

Chegou a esperada festa do Brasil colonial, o JusPorn Awards 2024!


O apetite libidinoso de juspornógrafos é proporcional ao nosso direito à estupefação pela cara de pau. Juntos gozamos todos. Uma orgia justa, participativa, popular. Eles desnudos no palco, nós na platéia.


O JusPorn Committee teve recorde de candidaturas em 2024 e dividiu seu pornofólio em três blocos: 1) a juspornografia do bolso, que distribui auxílios-dignidade acima do teto; 2) a juspornografia do encontro; 3) a juspornografia do estupro de direitos. Celebramos, portanto, a tara da magistocracia por dinheiro, influência e sofrimento de vulneráveis.


A luta por dinheiro ilegal em 2024 foi espalhafatosa. Em ano de eleição para presidência em tribunais de justiça, duas campanhas chamaram atenção. Raimundo Nonato, candidato no TJ do Ceará, cunhou a expressão mais exata da história da juspornografia. Seu slogan de campanha era: "princípio da dignidade da pessoa humana, mas primeiro a dignidade remuneratória". Priorizar dignidade remuneratória à humana coloca ordem juspornográfica às coisas.


No TJ do Rio de Janeiro, outra situação inusitada. O desembargador Luiz Zveiter conseguiu que o Congresso Nacional aprovasse uma emenda constitucional para permitir sua reeleição. A primeira emenda constitucional na história magistocrática para atender interesses de um desembargador.

Ambos perderam. O JusPorn Awards lamenta as derrotas.


A magistocracia ressuscitou o "quinquênio", acréscimo por tempo de serviço extinto em 2006 pelo CNJ. E, claro, pagou o prêmio retroativo. Onde se diz "direito adquirido", leia-se privilégio desinibido ou gozo extorquido do patrimônio público. Uma corruptela porno-semântica


Foram pagos a juízes R$ 12 bilhões em auxílios-dignidade, também chamados de bônus e gratificações extras, isentos de impostos. E não entram na fila dos precatórios como outros pagamentos. Doze juízes em Rondônia ganharam R$ 1 milhão num mês.


O Committee gosta desse contraste: 18 mil juízes, só em penduricalhos, custaram R$ 12 bilhões no ano (média de R$ 660 mil por juiz); 54 milhões de pobres assistidos pelo Bolsa Família custam R$ 160 bilhões (R$ 3 mil por pessoa).


No CNJ, duas decisões monocráticas da conselheira Renata Gil, ex-presidente de associação de lobby magistocrático, concederam cascatas de benefícios a juízes. Essas entidades privadas investem milhões em lobby. Juízes que as dirigem podem se licenciar do cargo. Cargo privado, remuneração pública (reportagem de Luiz Vassallo, repórter com maior faro para a juspornografia financeira).


Os casos de venda de sentença no STJ e no TJ de Mato Grosso do Sul foram desclassificados do JusPorn Awards. Afinal, premiamos a sacanagem praticada no escurinho da ilegalidade, não o crime à luz do Sol.


Sentindo-se ameaçada diante de proposta de emenda para frear supersalários, Conselho de tribunais ameaçou: "impacta direitos já consagrados", afeta a "higidez institucional da democracia", haverá "debandada" de juízes, um "estrago".


Barroso assentiu: "carreira deixa de ser atraente", juízes têm "sobrecarga do trabalho", "Judiciário não tem responsabilidade pela crise fiscal".


O JusPorn Awards não tem censura. Toda masturbação argumentativa na alcova será registrada. Não perca a próxima semana."


Ilustração de Luciano Veronesi/FolhaPress

Um bate-papo com um dealer do BCB

 Um bate-papo com um dealer do BCB.


[17/12, 13:25] Julio Hegedus Netto🥸: Me parece claro q, seguindo as intervenções do BCB no mercado de câmbio, objetivo vem sendo evitar grandes movimentos. Ou amenizá-lo. Claro q nestas horas o q predomina é a irracionalidade total. Mercado não tem cara, não é o "malvadão". Nestas horas, atua ttmente em "manada". Como o governo pode reverter isso? Num anúncio de um brutal choque fiscal, cortando realmente o q deve ser cortado.

Dealer. Sem esquecer do enorme volume de quem está saindo do Brasil. Transforma reais em dólares aumentando a pressão. Tivemos uma boa fuga de investidores. Após a divulgação do plano esse movimento acelerou.

[17/12, 13:30] Julio Hegedus Netto🥸: Sim. É isso. É gente tirando dinheiro...exagerado? Talvez, mas é a real.

D. Júlio veja como é detectável uma análise. Hoje com o dólar em alta, a análise mostrou uma queda. Já está negativo o dólar

D. E falamos disso hoje na hora da virada

[17/12, 13:34] Julio Hegedus Netto🥸: Por que? Creio algum fato anunciado. Não?

[17/12, 13:35] Julio Hegedus Netto🥸: Na verdade são os leilões de venda. Mas e depois? Volta a sair.

D. Um movimento de realização de lucros associado com vendedores a descoberto. E a análise técnica mostra isso. Se vc Júlio está comprado e acha que está de bom tamanho o seu lucro, vc realiza e essa pressão faz o dólar cair. Além é claro da especulação. Eu vendi a descoberto e acredito que outros também devem ter visto essa queda e venderam.

D: Uma soma de vários fatores que são detectáveis na análise técnica

D: Nessas horas vc compra o índice futuro do Ibov e vende o dólar futuro

[17/12, 13:39] Julio Hegedus Netto🥸: Sim...mas será q volta a subir amanhã?

D. Depende sempre da forma e do volume quando faz essa correção. Eu por exemplo ainda não zerei a minha venda a descoberto.

[17/12, 13:41] Julio Hegedus Netto🥸: Se mantidas as condições atuais? Indefinições no pacote....beligerância com Trump, intervenções do Lula...

D. Sem nenhuma mudança volta a subir forte

D. É apenas uma correção

D. Acabei de zerar a minha venda

[17/12, 13:42] Julio Hegedus Netto🥸: Eu sei q a análise técnica é uma ferramenta poderosa para daytrade. Mas seguindo vc, pq o BCB interviu? Se haveria realização?

D. Júlio eu já fui dealer do banco central e essas intervenções ocorrem quando eles detectam que existe uma pressão compradora sem a contrapartida

D. Nessa hora tem o leilão

D. Para comprar um volume maior tem consulta sobre lote e preço

D. Pela análise técnica o dólar pode voltar a 6 reais. Fácil

[17/12, 13:48] Julio Hegedus Netto🥸: Onde tem correção técnica, onde tem efeito pânico? Como balizar? Vi q o BCB antecipou. Mas sempre é assim? Avaliação é q não haveriam tantos motivos para isso?

D. O mercado é muito emocional no curto prazo. Por isso tantas oscilações para no final do dia nada mudar. A correção técnica ocorre na troca de posições. Quem está dentro sai e quem está fora entra. E o tamanho do volume vai determinar o tamanho da correção

D. É possível antecipar movimentos em qualquer ativo. Sempre.

D. Zerei mal a minha venda. Já está caindo de novo. Mas ainda estou comprado no índice futuro do Ibov

[17/12, 13:55] Julio Hegedus Netto🥸: Mas é isso q eu vejo como um movimento irracional e de pânico. Nestas hs é ficar abastecendo o mercado em pequenas doses, para o negócio não estourar.

D. Infelizmente dessa forma não  funciona. Tem que ser uma paulada. Mercado é enorme e doses homeopáticas não fazem bem cócegas. Já atuei na linha de frente como dealer e sei que o que conta é o volume. Assusta

[17/12, 13:58] Julio Hegedus Netto🥸: O BCB já deu esta paulada...2 bi hje é paulada?

D. Sim 2 bi pode ser uma paulada dependendo do volume do dia. Se for um dia de enorme volume, por qualquer motivo, não abala. Uma forte compra para hedge ou para pagamento de importação, nem abala

D. E eles tem essa estimativa

D. Tem que ter volume forte sempre que for para mudar tendência. É o que mantém.


D. Repare Júlio que nos topos e fundos de qualquer ativo o volume é enorme

D. Se continuar a incerteza impulsionada por cada fala do Lula, vai perder reserva, já vimos isso. 

D. Certíssimo Sérgio. Estamos caminhando para esse quadro. Por isso que exceção.

D. Por isso que escrevi que é uma correção. Ou seja volta a subir

Crise cambial? Why not?

 Economista que previu Brasil como 'Suíça da América Latina' alerta para risco de crise cambial


Por Aline Bronzati, correspondente


Nova York, 17/12/2024 - Cerca de um ano e meio após catapultar o Brasil à 'Suíça da América Latina', o economista do Brookings Institute, Robin Brooks, fez um alerta para o risco de uma crise cambial no País. Além da pressão fiscal, o dólar à vista saltou a R$ 6,20 na máxima do dia em meio à circulação de informações falsas atribuídas ao futuro presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo.


"O real brasileiro está absurdamente subvalorizado. Mas também é verdade que o governo atual não tem a mínima ideia de como se comunicar com os mercados e quase comemora esse fato", escreveu Brooks, em seu perfil no 'X', antigo Twitter, nesta manhã. "Se você tiver grandes déficits e pressionar o Banco Central para manter os juros baixos, terá uma crise cambial", alertou ele, que já foi economista-chefe do Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês) e estrategista-chefe de câmbio do Goldman Sachs.


De acordo com ele, o fato de o governo brasileiro não conseguir reduzir o déficit fiscal é "profundamente contraproducente". E isso, reforçou, empurra o real para uma "espiral de depreciação", o que exige juros maiores e aperto das condições financeiras. "O governo precisa perceber que a frouxidão fiscal só prejudica o crescimento", disse.


A moeda brasileira tem se desvalorizado em meio a temores diante da situação fiscal no País. As esperadas medidas de corte de gastos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que voltou a criticar o mercado e o patamar da Selic recentemente, foram mal recebidas no mercado, que não vê tais ações como suficientes para reverter os déficits primários e conter o crescimento da trajetória da dívida pública em relação ao Produto Interno Bruto (PIB).


Na semana passada, o BC elevou os juros básicos em 1 ponto porcentual e sinalizou outras duas altas desta magnitude para conter a deterioração das expectativas. O movimento trouxe alívio curto ao câmbio, que segue pressionado pelas preocupações com o fiscal e que hoje foram reforçadas por fake news atribuídas a Galípolo, que assume o comando do BC em janeiro.


Apesar das críticas ao fiscal, Brooks teceu elogios à balança comercial brasileira. Na sua visão, não há outro país entre os mercados emergentes que tenha feito tamanha transformação como o Brasil. "Então, para o real ter caído para mínimas recordes, é preciso muito esforço e reflete um governo que não entende os mercados e se orgulha disso. Absurdo", avaliou.


Em maio do ano passado, quando ainda ocupava a presidência do IIF, o economista chegou a dizer que o Brasil caminhava para se tornar "a Suíça da América Latina", ao avaliar o superávit comercial do País nas últimas décadas. "Está surgindo um enorme superávit comercial, diferente de qualquer outro país da região. Isso vai dar ao Brasil estabilidade externa e uma moeda forte", avaliou.


Contato: aline.bronzati@estadao.com



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BTG Estratégico

 🇧🇷 *BTG: Estratégia*


Os ativos de risco brasileiros se deterioraram acentuadamente nos últimos meses, à medida que a confiança dos investidores na sustentabilidade do arcabouço fiscal e da trajetória da dívida do país atingiu as mínimas em anos. Neste ponto, o ritmo insustentável de deterioração da dívida é evidente para todos.


Dado o elevado volume de dívida, as altas taxas de juros e o potencial ritmo acelerado de deterioração fiscal, a única forma de os preços dos ativos se estabilizarem ou melhorarem seria com a implementação de mudanças mais estruturais no orçamento por parte do governo, o que parece altamente improvável neste momento.


Na verdade, as medidas fiscais anunciadas no final de novembro para reduzir o ritmo de crescimento dos gastos foram decepcionantes e indicam que o governo fará o mínimo necessário para cumprir o arcabouço fiscal em 2025 e 2026, sem realmente enfrentar o rápido crescimento da dívida/PIB. Projetamos que essa relação alcance 84% até o final de 2026, um aumento de 12pp em quatro anos.


O estresse nos preços dos ativos brasileiros pode ser observado no aumento das taxas de juros reais de longo prazo e na desvalorização do Real.


Para piorar a situação, uma economia superaquecida aumenta a incerteza fiscal, elevando as expectativas de inflação. Neste momento, nossa equipe macroeconômica projeta que a inflação encerrará 2024 em 5,1% e acelerará ainda mais em 2025, chegando a 5,5% (vs. uma meta de inflação de 3,0%).


Para trazer a inflação de volta à meta, o Banco Central do Brasil já aumentou a taxa Selic em 175bps desde setembro (para 12,25%) e sinalizou pelo menos dois aumentos adicionais de 100bps nas reuniões de janeiro e março. Nossa equipe econômica projeta mais 50bps em maio, levando a Selic a 14,75%, o nível mais alto desde 2006.


 *O cenário externo também não ajuda*


A vitória republicana esmagadora nas eleições dos EUA, com o partido conquistando a presidência, o Senado e a Câmara, confirmou um cenário que aponta para taxas de juros de longo prazo mais altas.


Além disso, o ciclo de flexibilização monetária nos EUA pode ser menos intenso que o inicialmente esperado. Neste momento, nossa equipe econômica projeta cortes adicionais de 125bps (25bps em dezembro e outros quatro cortes de 25bps no próximo ano), totalizando 200bps, mas há chances relativamente altas de que nossa equipe reduza suas estimativas de cortes de juros no curto prazo.


Sem dúvida, taxas de juros de longo prazo elevadas nos EUA podem manter as taxas de longo prazo pressionadas no Brasil, um vento contrário para a performance das ações brasileiras. Neste momento, o prêmio entre as taxas reais de juros longos do Brasil e dos EUA está em 5% (7% vs. 2%), em linha com a média histórica. No entanto, em momentos mais estressantes, como na recessão de 2015/2016, o prêmio médio foi de 6% e atingiu mais de 7% em setembro de 2015.


 *Um portfólio defensivo para o começo do ano*


O atual cenário fiscal altamente incerto, as taxas de juros em alta e a falta de visibilidade sobre possíveis catalisadores de curto prazo indicam um início difícil para 2025 no mercado de ações brasileiro. Neste momento, recomendamos que os investidores posicionem seus portfólios de maneira mais defensiva, com foco em ações de fluxo de caixa de curta duração, pagadoras de altos dividendos e empresas que se beneficiam de um dólar mais forte, enquanto reduzem a exposição a varejistas, empresas alavancadas e ações de fluxo de caixa de longa duração.


Os lucros das empresas com vendas concentradas no mercado doméstico devem crescer muito menos em 2025 em comparação a 2024, e a situação pode ser mais dramática para aquelas altamente alavancadas e com a maior parte de suas dívidas atreladas à taxa Selic.


Recentemente aumentamos nossa exposição ao Dólar mais forte em nosso portfólio. Acreditamos que as produtoras de papel & celulose Suzano (na 10SIM) e Klabin são bons investimentos no cenário atual, uma vez que os preços da celulose parecem ter atingido o fundo do ciclo. Também gostamos da companhia industrial WEG (na 10SIM) e da fabricante de aviões Embraer. A WEG não está barata (negociando a 30x P/L projetado para 2025), mas oferece perspectivas de crescimento resiliente, altos retornos, exposição favorável ao câmbio e a mercados promissores como eletrificação e renováveis.


Nosso portfólio tem exposição adicional ao câmbio via Petrobras (na 10SIM), dado que os preços do petróleo e derivados seguem os preços internacionais. Além disso, a empresa é uma forte pagadora de dividendos (yield de 10%), o que a coloca entre nossas principais escolhas de ações para o ano. Outra opção interessante no setor de O&G é a PetroRio, forte geradora de fluxo de caixa, mas com um pagamento de dividendos mais modesto.


Além de empresas que se beneficiam de um Dólar mais forte, também favorecemos pagadoras de altos dividendos. A seguradora BB Seguridade (na 10SIM), que se beneficia das taxas de juros elevadas, deve pagar dividendos robustos (yield de 11%). Também gostamos da operadora de telecom TIM (na 10SIM), onde projetamos pagamentos de dividendos que podem somar 17% do valor de mercado da empresa nos próximos 15 meses. Outras pagadoras de dividendos que podem ter um bom desempenho no cenário atual incluem a produtora de cerveja Ambev (yield de 8%), a operadora de telecom Vivo (9%) e as empresas de Serviços Básicos Taesa e CPFL (10%).


Recomendamos também alocar uma parte do portfólio no setor de Serviços Básicos. Nossa escolha favorita no setor é a recém-privatizada Sabesp (na 10SIM), empresa de saneamento básico. Gostamos também de sua acionista de referência, a blue chip Equatorial. Outra empresa recém-privatizada, a distribuidora de energia elétrica Copel, está entre nossas principais escolhas no setor (e na 10SIM). A gigante geradora de energia Eletrobras, também recém-privatizada, completa nossas principais escolhas no setor.


Os bancos geralmente têm um desempenho superior ao de outros setores em ambientes de juros elevados. O Itaú (na 10SIM) é nossa principal escolha no setor, com crescimento esperado de lucros razoável e altos ROEs. Também destacamos o Banco do Brasil, de controle estatal, que negocia com múltiplos extremamente baixos (P/L projetado para 2025 de 3,7x e P/VP de 0,7x), apresenta ROE razoável e deve pagar dividendos robustos (yield de 11%).


Em nossa visão, as construtoras voltadas para a baixa renda devem continuar a fazer parte dos portfólios dos investidores em 2025 (acreditamos que já estavam em 2024). Essas empresas operam no melhorado programa habitacional MCMV, que elevou significativamente a acessibilidade. O programa tem sido tão positivo para compradores e construtoras que a maioria das empresas agora possui caixa positivo e, acredite se quiser, são grandes pagadoras de dividendos. Esse é o caso de Plano&Plano, Direcional e Cury. Também gostamos da Tenda (no portfólio de Small Caps), que é mais barata que seus pares, mas mais alavancada. Entre as construtoras de alta renda, a Cyrela (na 10SIM) é nossa principal escolha.


Também gostamos da fabricante de ônibus Marcopolo (na 10SIM e no portfólio de Small Caps), que deve continuar apresentando resultados sólidos em 2025, apoiada pela recuperação da indústria de ônibus, pela capacidade de produção ajustada e por uma cadeia de suprimentos mais normalizada. Além disso, 10% das vendas da Marcopolo vêm de exportações. Destacamos também a processadora de alimentos JBS, nossa ação favorita no setor de alimentos.


De modo geral, evitaríamos varejistas no cenário atual. No entanto, as poucas exceções incluem o player de e-commerce Mercado Livre, vencedor no comércio eletrônico e nos pagamentos na América Latina, e o Grupo Mateus (no portfólio de Small Caps), que pode se beneficiar de uma inflação de alimentos mais alta e de sua presença no Nordeste, região desproporcionalmente beneficiada pelos programas sociais do governo. 


Reconhecemos que alguns investidores podem estar olhando além da atual situação política e econômica, apostando em mudanças mais profundas nos próximos anos, possivelmente após as eleições presidenciais de 2026. Esses investidores provavelmente buscariam ações domésticas de alta qualidade que têm tido desempenho inferior recentemente. Para esses investidores, sugerimos as seguintes ações: Localiza, Renner, B3, Rede D’Or, Equatorial, Energisa, Cyrela.


*Nossas principais escolhas para o início de 2025*: Petrobras, Itaú, Sabesp, Copel, WEG, Suzano, BB Seguridade, TIM, Cyrela, Marcopolo, Equatorial, Eletrobras, Mercado Livre, Klabin, Banco do Brasil, JBS, Embraer, PetroRio.


*Small Caps*: Grupo Mateus,  Marcopolo, Tenda, Direcional, São Martinho, SLC, Orizon, GPS, Inter, Fleury, Desktop.

Ata do Copom

Amigos, hje é dia de ata do Copom. O q deve sair daí? Muito tem se comentado q a parte do forward guidance não foi consenso. Q assim q o Gabriel Galípolo assumir, haverá um "cavalo de pau". Veremos.

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Leitura de domingo 2

 *Leitura de Domingo: momento para discutir nova reforma da previdência é 2027, dizem especialistas* Por Anna Scabello, Gabriela Jucá e Fern...