quarta-feira, 6 de novembro de 2024

Cristiano de Oliveira, Banco Pine

 Primeiro, Trump anunciou uma forte política de corte de tributos para empresas americanas, acompanhada de uma escalada nas tarifas de importação para produtos estrangeiros. Tal medida visa estimular o crescimento interno, mas pode prejudicar as exportações de diversos países. Além disso, há uma grande probabilidade de que se inicie um novo conflito comercial com a China, visto que essa tensão marcou seu primeiro mandato. O protecionismo americano tem repercussões importantes para o comércio global.

Nesse contexto, um confronto renovado entre Estados Unidos e China pode criar uma oportunidade para o Brasil ampliar suas exportações ao gigante asiático, como já ocorreu anteriormente. Com um mercado chinês menos abastecido pelos produtos americanos, o Brasil tende a ser favorecido, especialmente no setor de commodities. Isso pode significar um alívio para o setor de grãos, que vem enfrentando dificuldades com o excesso de oferta internacional e a consequente queda dos preços.

No entanto, essa expansão comercial vem acompanhada de um efeito colateral: combinada com uma política fiscal expansionista deve manter os juros americanos elevados, afetando a taxa de câmbio e criando pressões inflacionárias sobre o Real. Para o Brasil, que já lida com uma desvalorização do câmbio por questões internas, isso pode significar uma intensificação da alta do dólar e uma pressão adicional sobre os juros domésticos.

Em segundo lugar, essa combinação de fatores externos pode colocar o governo brasileiro em uma encruzilhada fiscal. Com um dólar forte e juros americanos em patamares elevados, manter o equilíbrio fiscal se torna essencial para evitar uma crise econômica.

O cenário exige um ajuste fiscal rigoroso, com cortes reais de despesas e uma disciplina orçamentária que evite o aumento explosivo da dívida pública e suas consequências. Sem essa resposta, o Brasil corre o risco de ver uma crise econômica se acelerar, tal como já ocorreu no governo Dilma, com uma recessão acompanhada da perda de poder de compra da população.

A vitória de Trump, portanto, não representa uma ameaça à democracia nem por lá e nem por aqui, mas tampouco é um evento isolado. Ela reforça a urgência com que o Brasil precisará enfrentar uma série de desafios econômicos.

Bom, as peças estão no tabuleiro e, agora, cabe ao governo brasileiro decidir como irá jogar. Será que jogará para vencer ou para perder?

Jogo de cena

 https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2024/11/stf-nao-resistira-a-vento-contra-de-trump-e-deixara-bolsonaro-disputar-as-eleicoes-de-2026-dizem-aliados.shtml


Mônica Bergamo é uma esquerdista dissimulada. 

Claro q o PT prefere o ogro, no apice da sua boçalidade, numa eleição. Puro jogo de cena. 

Tarcísio é um trator de conhecimento, competência, pragmatismo...vai triturar o velho cachaceiro, cansado e ignorante. Simples assim.

Fabio Alves

 FÁBIO ALVES: COM VITÓRIA DE TRUMP, OS NOVOS CÁLCULOS DE LULA

Assim como Xi Jinping deve estar fazendo neste momento lá na China, aqui o presidente Lula também terá que fazer novos cálculos sobre o seu governo, inclusive o impacto político que a vitória indiscutível de Donald Trump na eleição dos Estados Unidos terá sobre a corrida presidencial brasileira até 2026. Primeiro, o impacto econômico. Na China, por exemplo, os analistas estão esperando um anúncio de um robusto pacote de estímulo fiscal ao redor de 10 trilhões de yuans a ser desembolsado ao longo de três a cinco anos. Mas essa cifra certamente será maior para amenizar o impacto que uma eventual imposição por Donald Trump de uma alíquota de 60% nas tarifas de importação de produtos chineses. Ou seja, antes do resultado da eleição presidencial americana, os números do estímulo fiscal na China eram outros. Agora, essa injeção de impulso à economia chinesa terá que ser maior. Aqui, no Brasil, o raciocínio terá que ser semelhante: o pacote de cortes de gastos, que está para ser anunciado pelo governo Lula, terá que ser crível o suficiente para recuperar a confiança do mercado em relação ao arcabouço fiscal e reduzir o prêmio de risco nos ativos brasileiros. Com a vitória de Trump e do comando do partido republicano no Congresso americano (embora até agora só confirmada a retomada do Senado), o dólar deve se valorizar ante as moedas emergentes, incluindo o real brasileiro. Além da China, Trump já prometeu um aumento geral das tarifas de importação de 20%, até como forma de financiar, em parte, o corte generalizado de impostos que ele anunciou durante a sua campanha eleitoral. Também devem subir os “yields” dos títulos do Tesouro americano. Isso porque o resultado dessa receita econômica defendida por Trump será maior inflação e também aumento mais forte do déficit orçamentário dos EUA. E, sem dúvida, a política monetária do Federal Reserve (Fed) será afetada: até onde vai agora o ciclo de cortes dos juros americanos já em curso. Exemplo: logo após ter ficado evidente a vitória de Trump na eleição presidencial, o economista-chefe para EUA da consultoria Pantheon Macroeconomics, Samuel Tombs, mudou a sua aposta para a reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, em inglês) de dezembro. Ele agora espera um corte de 0,25 ponto porcentual e não mais uma redução de 0,50 ponto como era a sua projeção anterior. Para a decisão do Fed de amanhã, Tombs ainda espera um corte de 0,25 ponto. Quanto ao impacto político da vitória de Trump, é inegável que o Partido dos Trabalhadores (PT) - e a esquerda como um todo - vai ter que adotar outra estratégia para conquistar o eleitorado no pleito presidencial de 2026 do que apenas adotar políticas populistas. O PT saiu mais enfraquecido da eleição municipal. E, com a vitória de Trump, a extrema-direita no mundo ganhou um impulso. A votação de Pablo Marçal na eleição municipal já havia sido um prenúncio. Como eu havia observado na minha coluna intitulada “A eleição de US$ 1 bilhão”, o desempenho da economia já não é mais o fator de maior peso para um candidato se reeleger. Afinal, os números do mercado de trabalho e do crescimento do PIB tanto nos EUA, quanto no Brasil, ao longo dos últimos 12 meses deveriam ter garantido um desempenho melhor para o partido democrata e para o PT nos dois países. Mas não foi o que se viu tanto nas eleições municipais brasileiras, quanto no pleito americano, haja vista o desempenho não somente da Kamala Harris, como dos candidatos democratas ao Senado e à Câmara dos Deputados nos EUA. É possível ainda Lula, como tem feito desde o início deste mandato, manter uma retórica apenas para agradar ao PT e à sua base fiel, a exemplo da sua posição em relação à Venezuela e à guerra na Ucrânia? Nesses dois temas, por exemplo, Lula acabou por alienar todos os eleitores de centro que votaram nele e contra Jair Bolsonaro na defesa da democracia. Em relação à economia, não dá mais para perseguir a estratégia de que “gasto é vida”, como foi durante a gestão de Dilma Rousseff. O eleitorado de centro que votou em Lula também não aceita a falta de ajuste nas contas do governo. O fato é que, com a vitória de Trump, o cenário externo ficou mais adverso não somente do ponto de vista econômica, como também geopolítico. E Lula terá que refazer a rota caso queira ser reeleito em 2026. (fabio.alves@estadao.com) Fábio Alves é jornalista do Broadcast

Saindo do Brasil

 https://neofeed.com.br/wealth-management/exclusivo-julius-baer-contrata-goldman-sachs-para-vender-sua-operacao-no-brasil/

Trump herda dívida impagável

Contra o velho populismo de esquerda, o raivoso populismo de direita. Gosto muito da Neofeed.


https://neofeed.com.br/economia/donald-trump-herda-divida-de-us-34-trilhoes-e-ela-vai-crescer-ainda-mais/


Trump diz que vai pagar as dividas e reduzir impostos. Dá para acreditar?

Call Matinal ConfianceTec 0611

 CALL MATINAL CONFIANCE TEC

06/11/2024 

Julio Hegedus Netto,  economista.


MERCADOS EM GERAL


FECHAMENTO DE TERÇA-FEIRA (05)

MERCADO BRASILEIRO


O Ibovespa encerrou o pregão na terça-feira (05) em alta de 0,11%, a 130.660 pontos. Volume negociado chegou a R$ 19,3 bi. Já o dólar encerrou em queda de 0,60%, a R$ 5,7484. Há toda uma expectativa em torno do pacote fiscal. Preocupa também a eleição de Donald Trump.


Mercados hoje (06): Bolsas asiáticas fecharam sem direção definida; bolsas europeias e Índices Futuros de NY em boa alta (rally Trump).


RESUMO DOS MERCADOS (06h40)


S&P 500 Futuro, +2,15%

DOW JONES +2,63%

Nasdaq, +1,74%

Londres (FTSE 100),+1,31%

Paris (CAC 10), +1,71%

Frankfurt (DAX), +1,15%

Stoxx600, +1,55%

Shangai, -0,09%

Japão (Nikkei 225), +2,61%.

Coreia do Sul (Kospi), -0,21%

Hang Seng, -2,23%

Austrália (ASX), -0,52%

Petróleo Brent, -1,59%, a US$ 74,32

Petróleo WTI, -1,57%, US$ 70,86

Minério de ferro em Dalian, -0,76%, a US $ 109,11.


NO DIA


Amanhecemos com um novo presidente nos EUA. 


Donald Trump acabou eleito com certa folga. Expectativa indica mais de 280 delegados, contra cerca de 230 entre os democratas. Ganhou também no Senado, na Câmara, em disputa acirrada. Voto popular também consagrou Trump. 


Na sua agenda econômica, mais protecionismo e ativismo fiscal, na possibilidade de elevação em 25% na tarifa de importação contra o México. O mesmo deve se aplicar contra os produtos chineses.


Em decorrência disso, os futuros de NY operam em forte alta no chamado "rally Trump", dólar em alta, assim como os treasuries.


Para os emergentes, uma má notícia, com forte depreciação das moedas e riscos inflacionários. Ao Brasil, não restará outra saída se não acelerar e aprofundar o pacote fiscal, previsto em R$ 60 bilhões de cortes. 


Nas reuniões dos BCB, o Fed deve manter o gradualismo com corte de 0,25 pp no juro Fed Funds, Copom elevando em 0,50 pp. Curiosidade será saber o que deve sair do comunicado depois, da ata.


AGENDA DO DIA (0611)

 

Economia: 🇧🇷

 

08h00. Inflação FGV IGP-DI A/A de out., est. 5,95%, ant 4,83%

08h00. IGP-DI Inflação FGV M/M de out., est. 1,59%, ant 1,03%

10h00. Vendas de veículos Anfavea de out., ant 236334

10h00. Produção de veículos Anfavea de out., ant 229989

10h00. Exportações de veículos Anfavea de out., ant 41629

11h30. BCB oferta 14.000 contratos de swap cambial para rolagem 6/nov

14h30. BCB divulga fluxo cambial semanal

15h00: Total de exportações de out., est. US$ 30400 mi, ant US$ 28789 mi

15h00. Total de importação de out., est. US$ 25700 mi, ant US$ 23426 mi

15h00: Balança comercial mensal de out., est. US$ 4600 mi, ant US$ 5363 mi

18h30. Copom. Taxa Selic de nov., est. 11,25%, ant 10,75%.

 

Balanços: 🇧🇷

 

Banco Pan, Anima,

Braskem, CBA, C&A, Copel, Desktop, Dexco, Eletrobras, Eletromidia, Iochpe-Maxion, JSL,

Lavvi, Mills, Minerva, Petz, Qualicorp, Riachuelo, Santos Brasil, Taesa, Tenda,

Totvs, Unifique.

 

Eventos corporativos:

 

9h00. GPA: Teleconferência de resultados em português e inglês.

10h00. Drogasil. Teleconferência de resultados em português e inglês 10h00. Iguatemi. Teleconferência de resultados em português e inglês. 10:00. Vibra. Teleconferência de resultados em português e inglês. 10h00. Vivo. Teleconferência de resultados em português e inglês, 11h00. Gerdau: Teleconferência de resultados em português e inglês.


Julio Hegedus Netto, economista da ConfianceTec 

 

Boa quarta-feira e bons negócios!


PS. Em breve, um novo Call Matinal.

BDM Matinal Riscala 0611

 *Rosa Riscala: Eleito com folga, Trump estressa dólar e juros*


Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*


… Desde o início da apuração dos votos, Trump assumiu a liderança nas projeções da AP para levar a Casa Branca e a diferença entre ele e Kamala Harris se manteve em larga margem nas horas seguintes. O favoritismo do republicano começou a ser desenhado com a vitória dele na Carolina do Norte, que disparou o dólar e os juros dos Treasuries. Contrariando a previsão de que a disputa acirrada mostrada nas pesquisas não permitiria prever o vencedor dessa eleição antes de alguns dias, Trump despontou como presidente eleito dos Estados Unidos já no começo da madrugada. No meio da noite, fez o discurso da vitória, festejando ainda a conquista do Senado e da Câmara pelo seu partido, o que dará a ele amplos poderes para fazer história. Respire fundo e tome fôlego. A volatilidade está contratada.


… Para os emergentes e o Brasil, o ajuste será difícil, com a perspectiva de juros americanos mais elevados diante dos riscos inflacionários do expansionismo fiscal e protecionismo de Trump, além do fortalecimento do dólar, com depreciação do câmbio desses países.


… No CME FedWatch, as chances de o Fed moderar o ritmo dos cortes, com manutenção em dezembro, cresceram para mais de 30% ante 20% na véspera da eleição. Para a reunião do Fomc de amanhã, 5ªF, está mantida a aposta em queda de 25pbs do juro.


… A grande dúvida é como o Copom deverá reagir hoje, não em relação a uma alta de 50pbs da taxa Selic, esperada pela unanimidade do mercado, mas na mensagem do comunicado. A eleição de Trump certamente torna o cenário externo mais adverso.


… Na sessão asiática, o dólar subia forte ante seus pares, com o índice DXY atingindo 105,188 pontos (+1,78%), enquanto o euro desabava a US$ 1,0726 e a libra, a US$ 1,2858,  e o peso mexicano, a 20,79120/US$.


… Trump promete decidir “no primeiro dia” tarifa de 25% para a importação dos produtos mexicanos.


… O bitcoin atingiu a máxima histórica, a 76 mil, porque Trump prometeu liberar as criptomoedas.


… Nos Treasuries, os yields renovavam máximas, com a Note-10 anos projetando taxa de 4,45% e o T-Bond 30 anos, 4,62%, enquanto os futuros de NY operavam em alta, repercutindo o expansionismo fiscal e a política protecionista esperada de Trump.


… Já as commodities amargavam fortes perdas com a escalada do dólar e a promessa do republicano de agir contra a China, em um duplo golpe para os emergentes, que contam com o crescimento chinês para sustentar suas exportações.


… Para a Capital Economics, eleito, Trump introduzirá sua proposta para conter a imigração e tarifas para importados via ordem executiva no 2Tri/25. A consultoria pode reduzir a previsão do PIB dos EUA em 1% e aumentar a projeção de inflação na mesma magnitude.


… Também disse que deve elevar a projeção para a taxa dos Fed Funds em 50pbs, para a faixa entre 3,50% e 3,75% no próximo ano.


… Donald Trump fez seu discurso da vitória no momento em que as projeções confirmavam sua vitória na Pensilvânia, quando ele registrava 267 delegados contra 214 de Kamala Harris. Os dados ainda não são oficiais, mas projetam o número mínimo de delegados (270) para eleger o presidente dos Estados Unidos.


O PACOTE É URGENTE – Só medidas fiscais muito consistentes e que convençam o mercado de que as contas públicas estão sob controle poderão ajudar a reduzir o nível de estresse dos ativos domésticos com uma eventual confirmação da vitória de Trump.


… Não houve anúncio à imprensa no fim da tarde, após a reunião da JEO.


… Repercutiu positivamente nos negócios ontem (abaixo) a notícia sobre a presença de ministros de fora da ala econômica na reunião antecipada em duas horas da Junta de Execução Orçamentária no Palácio do Planalto.


… O encontro ampliado reforçou que os cortes devem atingir várias áreas, inclusive as mais sensíveis a Lula.


… Participaram (em duas reuniões separadas com Haddad, Tebet, Esther Dweck e Rui Costa) as pastas da Educação, Saúde, Trabalho, Desenvolvimento Social e Previdência, além de representantes do INSS, Dataprev e Serpro.


… Conforme apurou o Broadcast, o plano das medidas de contenção de despesas do governo federal poderá atingir cinco dos seis ministérios com maior orçamento na Esplanada. Só a Defesa ficaria de fora do corte de gastos.


… Uma das medidas em pauta é a eventual desindexação do Benefício de Prestação Continuada (BPC) em relação ao salário-mínimo. Especialistas calculam que a mudança traria economia bilionária: acima de R$ 200 bilhões em dez anos.


… Benefícios como seguro-desemprego e abono salarial também podem ser redesenhados. O governo avalia apertar as regras de concessão de BPC e realizar novo pente-fino no Bolsa Família, informa O Globo.


… Uma das ideias discutidas é conceder o auxílio só para doenças graves e pessoas incapacitadas para o trabalho.


… Outra medida debatida é estender a obrigatoriedade da biometria na solicitação dos benefícios assistenciais e previdenciários, de modo a aumentar a fiscalização. O ministro Carlos Lupi confirmou que o tema está em debate.


… Responsável pela Previdência Social, ele disse que “não tem o que cortar” da sua pasta e que pessoalmente é contra desindexar benefícios do salário-mínimo. “E tenho certeza de que o presidente Lula também [é contra].”


… O Santander estima que o pacote de redução de gastos em estudo deve girar entre R$ 40 bilhões e R$ 50 bilhões, englobando 2025 e 2026. Semana passada, a Arko circulou a informação de cortes de até R$ 60 bilhões.


… Nota técnica da Receita obtida pelo Broadcast indica que o maior prazo para que as instituições financeiras deduzam perdas da base de cálculo do IRPJ e CSLL pode gerar arrecadação de R$ 33,6 bilhões em três anos.


… Em 2025, o efeito arrecadatório seria de R$ 16,8 bilhões, caindo para R$ 8,2 bilhões e R$ 8,5 bilhões em 2026 e 2027, respectivamente. O novo prazo para dedução, que pode chegar até 120 meses, foi definido em MP.


… Mas, passado um mês da edição da medida provisória, ainda não foi sequer instalada a comissão mista para o Congresso avaliar o texto, que precisa ser aprovado este ano para que as novas regras passem a valer em 2025.


REFORMA TRIBUTÁRIA – A votação no Senado do texto de regulamentação continua mantida para daqui a pouco menos de um mês (4/12), mas a margem para cumprimento do calendário está cada vez mais apertada.


… A equipe do relator, Eduardo Braga, prevê realizar audiências sobre a regulamentação até o dia 27 deste mês.


… Além disso, Pacheco admitiu que o feriado do Dia da Consciência Negra, no próximo dia 20, e os encontros do G20 no Rio, nos dias 18 e 19, podem dificultar o cronograma da reforma pela falta de quórum em Brasília.


EMENDAS – A Câmara aprovou ontem à noite, por 330 votos a 74, o projeto de lei com novas regras para emendas parlamentares ao Orçamento da União.


… Os deputados rejeitaram o único destaque, apresentado pelo Psol, que pretendia reduzir de R$ 11,5 bilhões para R$ 3,45 bilhões o limite para emendas de comissão.


… O texto segue agora para o Senado, onde deve ser votado ainda neste mês, segundo Pacheco.


MAIS AGENDA – Haddad participa de reunião às 15h com Lula e outros ministros para tratar de pautas ambientais.


… Entre os indicadores, horas antes do Copom, o avanço do preço das carnes deve sustentar a aceleração do IGP-DI (8h) para 1,55% em outubro, após alta de 1,03% em setembro. As estimativas variam de 1,12% a 1,70% (Broadcast).


… À tarde (15h), sai a balança comercial. A mediana das estimativas do mercado indica superávit de US$ 4,663 bi em outubro, após saldo positivo de US$ 5,363 bi em setembro. As projeções variam de US$ 3,8 bi a US$ 6,0 bi.


… O dia ainda tem os dados da Anfavea de produção de veículos em outubro (10h) e fluxo cambial semanal (14h30).


… A entrevista coletiva sobre o relatório mensal da dívida, divulgado na semana passada, estava prevista para acontecer hoje, mas foi adiada para 6ªF, em razão da greve dos servidores do Tesouro Nacional.


TESOURO DIRETO – Após quatro interrupções na plataforma do programa por causa da greve dos servidores, o Tesouro Nacional assinou um acordo para normalizar as vendas de títulos.


… A greve continua, mas as transações não serão mais interrompidas. A negociação foi feita junto ao sindicato da categoria, o Unacon Sindical.


BALANÇOS – Após o fechamento dos mercados, a Braskem, Eletrobras, Minerva, Petz, Copel, Totvs, Santos Brasil, Taesa e Oi divulgam os seus resultados trimestrais. Confira no Em tempo… os balanços de ontem à noite.


LÁ FORA – São destaques a inflação ao produtor (PPI) da zona do euro em setembro (7h) e o discurso de Lagarde em evento (11h). O PMI/S&P Global composto de outubro será divulgado na Alemanha (5h55) e zona do euro (6h).


… Nos EUA, os estoques de petróleo do DoE saem às 12h30 e têm previsão de estabilidade.


JAPÃO HOJE – A leitura final do PMI composto caiu de 52,0 em setembro para 49,6 em outubro. O indicador ficou abaixo do nível neutro de 50, ou seja, indica que a atividade japonesa entrou em contração.


… O PMI de serviços teve queda de 53,1 para 49,7 na mesma comparação.


ENGAJAMENTO GERAL – Pegou bem ontem à tarde a notícia de antecipação da reunião no Planalto para discutir as medidas fiscais, com a convocação de ministros que não integram a equipe econômica para participar.


… O mercado interpretou como uma disposição do governo de realizar cortes amplos e rápidos, gerando virada instantânea nos negócios: os DIs passaram a cair e rodaram abaixo de 13%, enquanto o dólar foi às mínimas.


… Em segundo plano, também a perda de fôlego lá fora dos juros dos Treasuries, diante do efeito técnico de um leilão e as apostas de que Kamala Harris poderia assumir o favoritismo, ajudaram a desanuviar o clima por aqui.


… Depois de ter voltado a tocar na faixa de R$ 5,80 mais cedo (máxima de R$ 5,8050), o dólar devolveu a pressão e fechou em queda de 0,60%, cotado a R$ 5,7484, com o investidor esperançoso sobre o quadro fiscal.


… O câmbio promete volatilidade extra hoje em ajuste à eleição nos EUA e por conta do anúncio da revisão do índice MSCI Brasil.


… Ano passado, por conta do rebalanceamento, o BC precisou fazer leilão de dólar à vista (US$ 4 bi) e swap para dar liquidez, devido à necessidade de realocação de carteiras de investimento por gestores de grandes fundos.


… O sentimento de que o governo está empenhado em apresentar em breve um pacote efetivo de redução de gastos também garantiu nesta 3ªF que os contratos futuros dos juros voltassem a queimar prêmios de risco.


… Revertendo a alta da manhã, o DI Jan/26 caiu a 12,815% (de 12,880% na 2ªF); Jan/27, 12,945% (13,030%); Jan/29, mínima de 12,930% (contra 13,040%); Jan/31, 12,860% (12,970%); e Jan/33, 12,760% (12,870%).


… Diante da chamada “aposta de graça” para a Selic (alta de meio ponto), a véspera do Copom não mexeu com os negócios, mas a próxima decisão (dezembro) é dúvida e o mercado espera pela linguagem do comunicado.


… A ampla maioria do mercado (71 de 73 instituições consultadas pelo Broadcast) espera aceleração no ritmo do aperto monetário para 0,50pp no juro hoje, de 10,75% para 11,25%, em decisão que sai a partir das 18h30.


… Será importante ver o que o BC dirá sobre o exterior, já que bastante coisa mudaria com Trump eleito, diante das pressões contratadas para o dólar e juros nos EUA, com o risco inflacionário das políticas do republicano.


… Neste sentido, o cenário político americano contribuiria para exigir do Copom um ciclo mais agressivo.


… Para o gestor do Itaú Asset, Bruno Serra, o câmbio depreciado não deverá ser o único vetor considerado pelo BC em uma possível discussão sobre acelerar o ritmo de alta da taxa básica de juro para 0,75 pp à frente.


… Segundo ele, variáveis como a inflação de serviços subjacentes, o mercado de trabalho e a atividade econômica ainda aquecida serão preponderantes para uma eventual decisão de elevar a dose de aperto.


… Em relatório, o Deutsche Bank projeta Selic terminal de 12,25% em janeiro, com risco “enviesado para cima”.


DEU EMPATE – No cabo de guerra entre o rali do Itaú no day after de seu balanço e a cautela das blue chips das commodities com o risco de vitória de Trump, uma força anulou a outra e o Ibov fechou perto da estabilidade.


… O índice teve leve alta de 0,11%, aos 130.660,75 pontos, com volume financeiro de R$ 19,3 bilhões.


… Itaú subiu 3,00% (R$ 36,34), seguido de longe por Banco do Brasil (+0,04%, a R$ 26,25) e Santander (+0,15%; R$ 26,87). Bradesco continuou em queda. O papel PN registrou -1,28% (R$ 13,93) e o ON, -0,24% (R$ 12,45).


… Vale baixou 0,88%, a R$ 62,12, na contramão da alta de 2,53% do minério de ferro em Dalian.


… A posição mais protecionista de Trump, que promete taxar a importação de produtos chineses, se eleito, tem se refletido antecipadamente nas ações da mineradora.


… Na véspera do balanço, Petrobras ON caiu 0,50%, a R$ 38,15, e PN cedeu 0,31%, a R$ 35,39, contrariando a alta do Brent/jan, que subiu 0,59%, a US$ 75,53 por barril, na ICE.


… O preço da commodity continuou sob influência da decisão da Opep+ de adiar o aumento de produção de dezembro para janeiro e foi beneficiado pela queda do dólar.


… A tensão no Oriente Médio, com a demissão do ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, continuou no radar.


… Ainda no Ibov, na liderança das altas ficaram Petz (+3,82%, a R$ 5,43), Totvs (+3,74%, a R$ 34,42) e Itaúsa (+3,66%, a R$ 11,06).


… Carrefour (-5,16%; R$ 7,72), TIM (-3,93%; R$ 16,13) e Natura (-2,26%; R$ 14,28) anotaram as maiores perdas.


SEGUIU O SCRIPT – Investidores de ações em NY adotaram uma postura positiva no dia D da eleição americana, seguindo um comportamento histórico nas bolsas, que subiram mais de 1%.


… O rali no dia da votação é um evento comum. De acordo com o Carson Group, em nove das últimas 11 eleições, o S&P 500 subiu, em média, 0,8%.


… Fora o fator eleitoral, Wall Street também gostou de ver mais um indicador apontando pouso suave nos EUA.


… Bem acima do esperado, o PMI de serviços medido pelo ISM acelerou a 56,0 em outubro, de 54,9 em setembro, maior leitura desde agosto de 2022. O mercado esperava queda a 53,8, ainda em expansão.


… A balança comercial dos EUA também mostrou a força da economia local. O déficit comercial atingiu US$ 84,36 bilhões em setembro, o maior em dois anos e meio, diante do aumento das importações.


… Segundo analistas, houve também certa antecipação de compras externas, diante das ameaças de Donald Trump de impor tarifas de importação.


… Bons lucros corporativos e a expectativa de mais um corte de juro pelo Fed na 5ªF também foram citados por analistas como propulsores das bolsas em NY ontem.


… O Dow Jones subiu 1,02% (42.221,88 pontos), o S&P 500 ganhou 1,23% (5.782,83) e Nasdaq, +1,43% (18.439,17).


… Dois setores puxaram os ganhos: os bancos, recuperando as perdas da véspera, e as techs, em parte influenciadas pelo salto de 23% da Palantir Technologies, de softwares.


… A companhia divulgou um balanço sólido no 3Tri, em meio ao aumento da demanda por produtos de IA.


… Com alta expressiva, Nvidia (+2,84%) ultrapassou a Apple (+0,65%) como empresa de maior capitalização de mercado no mundo, chegando aos US$ 3,416 tri, enquanto a fabricante de iPhones tem market cap de US$ 3,363 tri.


… Os mercados de Treasuries e câmbio tiveram volatilidade mais pronunciada na 3ªF.


… O juro da note de 10 anos chegou a subir 10pb, para a máxima de 4,366%, mas terminou estável (4,284%), após um leilão de US$ 42 bilhões com demanda acima da média.


… O da note de 2 anos subiu a 4,196% (de 4,162%). Em queda, o retorno do T-bond de 30 foi a 4,450% (de 4,465%).


… Mais distante da marca de 104 pontos, o índice dólar teve outra rodada de queda (DXY -0,44%), a 103,423.


… O euro subiu 0,44%, a US$ 1,0927 e a libra avançou 0,51%, a US$ 1,3025, à espera da decisão de política monetária do BC inglês (BoE), amanhã. O iene teve alta de 0,38%, a 151,543/US$.


EM TEMPO… GERDAU informou que o lucro líquido ajustado caiu 10% no 3TRI24 na comparação anual, para R$ 1,432 bi; Ebitda ajustado recuou 10%, para R$ 3,016 bi…


… Empresa distribuirá R$ 619,3 milhões em dividendos, ou R$ 0,30/ação; ex dia 19; pagamento em 16/12.


CSN. Conselho de administração aprovou emissão de R$ 500 milhões em debêntures.


GPA teve prejuízo líquido de R$ 311 milhões no 3Tri24, queda anual de 76%; Ebitda ajustado é de R$ 399 milhões, queda de 64,7% no período.


PRIO teve lucro líquido de US$ 165 milhões no 3TRI24, recuo anual de 52%; Ebitda caiu 48%, a US$ 321,5 milhões.


BRASKEM informou o resultado definitivo da oferta de recompra antecipada de Notas Subordinadas com vencimento em 2081 feita pela Braskem Netherlands Finance. O saldo principal aceito foi de US$ 300 milhões.


VIBRA teve lucro líquido de R$ 4,2 bilhões no 3TRI24, alta anual de 234,7%; Ebitda ajustado foi de R$ 1,98 bilhão, queda de 14,8%.


IGUATEMI teve lucro líquido ajustado de R$ 118,5 milhões no 3Tri24, alta anual de 16,3%; Ebitda ajustado somou R$ 250,8 milhões, alta de 1,2%.


MULTIPLAN adquiriu 21 milhões de ações de emissão própria até então detidas por OTPP; operação equivale à terceira e última parcela da aquisição da participação que o fundo canadense detinha na companhia.


TELEFÔNICA teve lucro líquido de R$ 1,7 bi no 3TRI24, alta de 13,3% na comparação anual; Ebitda aumentou 7,4%, para R$ 5,9 bi…


… Conselho propôs redução do capital em R$ 2 bilhões, sem cancelamento de ações e com restituição do valor aos acionistas; proposta será avaliada em assembleia no dia 18/12 e pagamento deve ocorrer até 31/07/2025.


RD SAÚDE apurou lucro líquido ajustado de R$ 336,8 milhões no 3Tri24, alta anual de 25,5%; Ebitda ajustado somou R$ 810,8 milhões, alta de 23,2%.


ENGIE teve lucro líquido ajustado de R$ 666 milhões no 3TRI24, queda de 28,2% s/ 3TRI23; Ebitda ajustado caiu 5,8%, para R$ 1,665 bi.


ALLOS aprovou o resgate antecipado facultativo integral da 10ª emissão de debêntures, no valor de R$ 909 milhões; operação será realizada no dia 19/11.

Leitura de domingo 2

 *Leitura de Domingo: momento para discutir nova reforma da previdência é 2027, dizem especialistas* Por Anna Scabello, Gabriela Jucá e Fern...