quinta-feira, 27 de março de 2025

Bankinter Portugal Matinal 2703

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: As bolsas caíram ontem (Europa -1,2% e EUA -1,1%), lideradas por tecnologia e principalmente por semicondutores (-3,3%) após a publicação de um relatório a avisar que Microsoft poderia estar a cancelar projetos de centros de dados nos EUA e na Europa perante o excesso de oferta para Inteligência Artificial. Pelo contrário, o setor defesa destacou-se positivamente, com subidas de +0,8% na Europa, após o governo do Reino Unido anunciar um aumento da despesa em defesa.


Sem dúvida que hoje o mais importante são os novos impostos alfandegários anunciados por Trump. Serão de 25% a automóveis não fabricados nos EUA, a partir de 2 de abril, e não se mostra aberto a negociações. Aumenta, portanto, a preocupação em relação a uma possível guerra comercial, que pode travar o ciclo económico global. Penalizará provavelmente as bolsas, sem que as restantes referências possam alterar o tom.


Também teremos: (i) Cimeira em Paris, na qual os principais líderes europeus se reunirão com Zelensky, para transmitir-lhe o seu apoio militar e financeiro a Ucrânia, para a negociação de um possível acordo de paz com a Rússia. Contudo, não esperamos grandes novidades; (ii) Dado final do PIB dos EUA do 4T, que se espera que confirme +2,3% preliminar (t/t anualizado) vs. +3,1% anterior macro. Continuam a ser dados atrasados e que, portanto, acrescem pouca visibilidade; (iii) Reunião do Norges Bank, que se espera que mantenha taxas de juros sem alterações, em 4,50%, à espera de conhecer o impacto dos impostos alfandegários sobre o crescimento e inflação.


Em suma, hoje as bolsas deverão cair perante o aumento das tensões comerciais e a falta de visibilidade sobre as suas possíveis consequências. Insistimos: a única forma de reagir perante tanta incerteza é reduzir a exposição ao risco.


S&P500 -1,1% Nq-100 -1,8% SOX -3,3% ES-50 -1,2% IBEX -0,4% VIX 18,3% Bund 2,79% T-Note 4,35% Spread 2A-10A USA=+35pb B10A: ESP 3,41% PT 3,29% FRA 3,49% ITA 3,90% Euribor 12m 2,35% (fut.12m 2,26%) USD 1,075 JPY 161,9 Ouro 3.020$ Brent 74,0$ WTI 69,9$ Bitcoin -1% (87.274$) Ether -3% (2.011$)


FIM

BDM Matinal Riscala 2703

 *Rosa Riscala: Juros têm agenda forte com RPM, IPCA-15 e Galípolo*


… Dia cheio hoje, a começar pelas novidades sobre tarifas anunciadas por Trump no fim da tarde, além da leitura final do PIB/4Tri nos EUA e depoimentos de vários dirigentes do BCE, inclusive uma mensagem de Lagarde. Aqui, com o mercado reforçando as expectativas de uma Selic mais elevada, diante de riscos inflacionários com as medidas do governo Lula para injetar mais dinheiro no consumo, a agenda é muito importante para os juros. Logo cedo (8h), o BC divulga o Relatório de Política Monetária, que substitui o antigo RTI, com comentários de Galípolo e Diogo Guillen. Às 9h, o IPCA-15 de março deve desacelerar e o resultado do Governo Central deve registrar déficit de R$ 30,9 bilhões, após o saldo positivo de R$ 84,8 bilhões em janeiro.


… Segundo economistas ouvidos pelo Broadcast, a sazonalidade negativa da arrecadação deverá contribuir para o déficit primário em fevereiro. Enquanto as despesas se mantiveram relativamente estáveis, as receitas caíram em torno de 45%.


… Para o economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, a estabilidade nas despesas na base anual se deve ao pagamento dos precatórios em 2024, que impulsionou o déficit. “Sem os precatórios, o déficit seria próximo de R$ 60 bilhões”, diz ele.


… Já para o IPCA-15, a mediana das estimativas aponta para alta de 0,68% em março, o que representa uma boa desaceleração na comparação com fevereiro (1,23%). As projeções vão de 0,35% (piso) a 0,84% (teto).


… Para a inflação em 12 meses, a mediana indica aceleração de 4,96% para 5,30%.


… A saída do efeito rebote do bônus de Itaipu na tarifa de energia e a dissipação dos reajustes das mensalidade escolares explicam a desaceleração do IPCA-15 em março, que deve ter ainda um alívio nos serviços de condomínio e aluguel.


… Mas, apesar da projeção mais baixa para a inflação do mês, a expectativa é de composição qualitativa negativa. Heliezer Jacob, do C6 Bank, espera aceleração no grupo Alimentação e bebidas (0,61% para 1,20%), com os aumentos do café e de ovos.


… O mercado prevê ainda desaceleração da média dos núcleos do IPCA-15, de 0,61% para 0,54% (mediana), com recuo dos preços administrados (2,98% para 0,60%), bens industriais (0,57% para 0,42%) e serviços (0,68% para 0,63%).


… Preços livres (0,64% a 0,72%), alimentação no domicílio (0,63% a 1,35%), serviços subjacentes (0,63% a 0,73%) devem acelerar.


… Junto com o IPCA-15, a atenção do mercado estará na entrevista de Gabriel Galípolo e do diretor de Política Econômica, Diogo Guillen (11h), para comentarem o Relatório de Política Monetária, que substitui o Relatório Trimestral de Inflação (RTI).


… O foco estará nas projeções do Banco Central para a inflação além do horizonte relevante de política monetária, que termina no 3Tri de 2026, mas que deve se deslocar gradualmente para o 4Tri do ano que vem.


… São dois interesses mais específicos, disse Luciano Telo (UBS Global) à AE: as simulações de inflação com o câmbio em um nível mais apreciado (R$ 5,70) e os efeitos do crédito e do gasto fiscal maior na atividade econômica.


… Segundo ele, esses dados podem projetar o tempo em que a política monetária precisará ficar mais restritiva.


… Após a mensagem hawkish do Copom, a curva de juros começa a considerar que o Banco Central poderá ser mais “rigoroso” na política monetária para compensar a pressão inflacionária e o estímulo econômico vindo de medidas do governo.


… Se o Copom pesou demais a mão no texto da ata, Galípolo terá hoje a oportunidade de corrigir as expectativas.


… Nesta 4ªF, cresceram as apostas em um aumento de 75pbs da Selic em maio, contra o consenso de um ajuste de 50pbs no day after da reunião da semana passada. Também já aparecem as chances de altas em junho e julho (leia abaixo).


EUA TAXAM CARROS IMPORTADOS – O presidente Trump assinou ordem executiva colocando tarifas de 25% sobre importações de todos os automóveis não fabricados no país. As tarifas entram em vigor no dia 2 de abril e serão permanentes.


… Trump disse que espera gerar uma receita de US$ 100 bilhões com as tarifas dos carros importados e que as montadoras com

fábricas nos Estados Unidos ficarão “eletrizadas” com as taxas sobre os carros importados.


… Em reação imediata, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, convocou reunião do seu gabinete para discutir as “diversas opções retaliatórias” para defender os interesses dos trabalhadores, das companhias e do país.


… Carney disse que não teve acesso à ordem executiva e acusou Trump de não respeitar o acordo EUA-México-Canadá.


… O primeiro-ministro da província canadense de Ontário, Doug Ford, disse que apoiará as tarifas retaliatórias do governo federal em resposta aos EUA e que as tarifas de 25% vão aumentar os custos para as famílias americanas trabalhadoras.


… “Falei com o premier Carney. Concordamos que o Canadá precisa permanecer firme, forte e unido. Nunca recuaremos.”


… Na mesma entrevista na Casa Branca, Trump disse que as tarifas recíprocas, previstas para 2 abril, serão “bastante lenientes”. “Em muitos casos, serão menores do que as tarifas que os parceiros comerciais vêm nos cobrando há décadas.”


… Mas, contrariando declarações do secretário do Tesouro, Scott Bessent, o presidente disse que as tarifas recíprocas terão como alvo “todos os países”, e não apenas 15% das nações que poderiam ter prioridade na ação de 2 de abril.


… Também sinalizou uma possível redução nas tarifas impostas à China se houver um acordo sobre o TikTok. “Parece algo que eu faria”, disse, em resposta a uma pergunta sobre essa possibilidade durante a entrevista.


… Biden estabeleceu um prazo para a venda da plataforma. Trump estendeu esse prazo e sugeriu que poderia fazê-lo novamente.


… Nessa 4ªF, as preocupações com as tarifas dos EUA impuseram cautela nos mercados em NY. As bolsas caíram e o dólar engatou alta firme, na expectativa do anúncio das tarifas para os carros importados (leia abaixo).


MENOS – A Capital Economics calcula que a imposição de tarifas de 25% sobre todos os carros não fabricados em solo americano pode render um pouco menos que US$ 50 bilhões, ou seja, a metade do que Trump disse que renderia.


… As importações de veículos acabados para transporte totalizaram US$ 217 bilhões em 2024 – 6,6% do total das importações de bens pelos EUA. “Não achamos que as peças, que representam US$ 88 bilhões adicionais, serão afetadas”, disse a consultoria.


… Do total dessas importações, 23% vieram do México, 21% da União Europeia, sendo que metade disso, da Alemanha. Outros 18% vieram do Japão, 17% da Coreia e 13% do Canadá. Apenas 2% foram comprados da China.


… “Não há como saber se Trump estaria disposto a reverter essas tarifas se outros países oferecerem concessões. Também não está claro ainda se essas tarifas serão cumulativas com as tarifas recíprocas específicas a países na próxima semana.”


… Para a Capital Economics, no longo prazo, a medida pode impulsionar o investimento e a produção interna nos EUA; no curto prazo, no entanto, será inflacionário e pode tornar os veículos novos algo como “um item de luxo”.


… Os veículos usados também podem ter o valor elevado, já que os consumidores podem optar por mantê-los por mais tempo.


UCRÂNIA VS RÚSSIA – O secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse que o acordo de cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia ainda é “preliminar” e que os EUA ainda devem avaliar as condições impostas por Moscou.


… “O que temos é uma definição sobre o cessar-fogo energético e um princípio de definição para o cessar-fogo no Mar Negro. Os russos detalharam várias condições que querem ver atendidas e vamos avaliar e apresentar ao presidente Trump.”


… Na França, ao lado de Volodymyr Zelensky, o presidente Emmanuel Macron afirmou que uma força armada unificada da Europa teria a capacidade de “reagir e responder” a um possível ataque russo iniciado pelo exército de Putin.


… O líder francês também anunciou um novo pacote de ajuda militar à Ucrânia no valor de 2 bilhões de euros.


MAIS AGENDA – Além do Relatório de Política Monetária (RPM), IPCA-15, contas do Governo Central e da entrevista de Galípolo e Guillen, o dia ainda prevê a Confiança da Indústria em março da FGV (8h). Em fevereiro, atingiu 98,3 pontos.


… Às 11h, o Tesouro faz leilão de LTN para 1º/4/2026, 1º/4/2027, 1º/1/2029 e 1º/1/2032 e de NTN-F para 1º/1/2031 e 1º/1/2035.


… Conselho Monetário Nacional (CMN) terá reunião às 15h, com Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.


BALANÇOS – Even, JHSF e Light divulgam resultados do 4Tri nesta 5ªF. Fazem teleconferências: a Americanas, CVC, Equatorial Energia e Oi. Confira os balanços de ontem à noite dessas companhias no Em tempo…


LÁ FORA – A leitura final do PIB/4Tri de 2024 dos EUA (9h30) tem previsão de um crescimento de 2,4% ante o 3Tri (+3,1%). Junto com o dado, sai o PCE acumulado no trimestre, que no 3Tri ficou em 1,5% (índice cheio).


… Amanhã (6ªF) sai a inflação do PCE mensal de fevereiro, o indicador mais aguardado da semana nos Estados Unidos.


… Ainda às 9h30, saem os pedidos de auxílio-desemprego americano na semana até 22 de março, com previsão de 226 mil. Já às 11h, as vendas pendentes de imóveis de fevereiro devem subir 1,5% na margem, após recuo de 4,6% em janeiro.


… Na zona do euro, reúne-se a cúpula europeia do IIF 2025, com falas de vários dirigentes do BCE: Valdis Dombrovskis e Villeroy de Galhau (ambos às 6h45), Luis De Guindos (10h00) e José Escrivá (13h45).


… No Reino Unido, a dirigente do BCE discursa na Bayes Business Scholl.


… Às 15h05, a presidente do BCE, Christine Lagarde, transmite mensagem gravada para evento do Banco Central do Chile.


… Às 16h, o Banxico – Banco Central do México – anuncia decisão de política monetária.


… E, finalmente, às 17h30, Fed boy Tom Barkin (Richmond) discursa na Universidade Whashington and Lee.


SÓ PIORA – Conforme os dias passam e os investidores digerem a ata do Copom, aumenta a percepção de que o colegiado vai ter que apertar o cerco nos juros (ainda mais do que já sinalizou).


… Em meio a medidas do governo para estimular a economia, como o consignado privado, que mostra demanda muito forte, o mercado passou a precificar alta de 75pb na Selic em maio, com aumento nas apostas de mais aperto em junho e julho.


… Há um mês, a curva de juros apontava alta de 50pb em maio. Agora, indica 64pb, com 56% de chances de um aperto de 75pb.


… Para junho, a precificação saiu de 25pb para 36pb e, para julho, de zero para 21pb. O mercado se pega com a observação da ata do Copom que estará atento a “novidades expansionistas” do ponto de vista fiscal e de crédito.


… Não bastasse o cenário interno adverso, a política tarifária de Trump pode pressionar a inflação dos EUA e, por tabela, o Fed a manter os juros elevados. A expectativa pelas tarifas sobre carros elevou o dólar e os juros, lá fora e aqui.


… Na B3, os longos se aproximaram ainda mais dos 15%, nível que o DI curto já alcançou desde o comunicado do Copom.


… No fechamento, o Jan/26 subiu a 15,165% (de 15,115%); o Jan/27, a 15,145% (de 15,055%); o Jan/29, a 14,900% (de 14,795%); o Jan/31, a 14,980% (de 14,860%); e o Jan/33, a 14,950% (de 14,850%).


… Conturbado, o ambiente externo pesou no dólar à vista, que devolveu parte da queda da véspera ao subir 0,41%, a R$ 5,7328.


… Num misto de pressão da guerra comercial e a surpresa positiva nas encomendas de bens duráveis dos EUA (+0,9% em fevereiro ante janeiro, da expectativa de -1%), o índice DXY subiu 0,35%, para 104,547 pontos.


… A libra recuou 0,44%, a US$ 1,2889, com o CPI do Reino Unido em fevereiro (2,8%) abaixo do esperado (3%). Já o euro cedeu 0,40%, a US$ 1,0755 na altura do fechamento em NY, enquanto o iene caiu 0,45%, a 150,547/US$.


… Nos Treasuries, o rendimento da note de 2 anos foi a 4,018% (de 4,026%) e o da note de 10 anos, a 4,3519% (de 4,3162%).


… Ontem, o presidente do Fed de St. Louis foi outro dirigente do BC americano a dizer que só espera inflação na meta de 2% em 2027 e ainda colocou em dúvida a afirmação de Jerome Powell de que os efeitos das tarifas seriam transitórios.


… “As expectativas de inflação de curto prazo aumentaram tendo como foco as tarifas. Com uma inflação acima de 2% e a economia em pleno emprego, os riscos [de os efeitos serem permanentes] são maiores”, disse.


… Se os mercados doméstico e externo de juros e dólar andaram colados ontem, o Ibovespa foi na contramão das bolsas em NY.


… As commodities deram um gás nas ações de maior peso no índice, que subiu 0,34%, aos 132.519,63 pontos, maior fechamento do ano. O volume financeiro foi de R$ 20,9 bilhões. Poderia ter sido melhor não fosse o mau humor externo.


… O Ibovespa quase bateu nos 133 mil pontos na máxima do dia.


… Petrobras ON subiu 1,06% (R$ 41,06) e PN avançou 0,94% (R$ 37,39), acompanhando a alta de 0,93% no Brent/junho (US$ 73,06 o barril), depois de uma queda inesperada (-3,3 milhões de barris) nos estoques dos EUA na semana passada.


… Vale subiu 0,61% (R$ 57,69), com a alta de 0,19% no minério de ferro em Dalian.


… Os bancos foram bem: BB: +1,19%, a R$ 28,81; Bradesco ON, +1,73%, a R$ 11,79, e PN, +1,63%, a R$ 13,07; e Santander, +0,66%, a R$ 27,25. Itaú Unibanco foi exceção no setor, com queda de 1,08%, a R$ 32,09.


… Com rumores de que cinco bancos credores da Novonor estariam negociando com a Petrobras um novo acordo de acionistas (a estatal negou), Braskem liderou as altas no Ibovespa, disparando 9,68%, a R$ 11,78.


… Brava Energia (+6,63%; R$ 23,33) e Vamos (+6,25%; R$ 5,27) foram outros destaques.


…  Na ponta oposta, Automob recuou 7,41% (R$ 0,25).


… Frigoríficos corrigiram ganhos recentes. Minerva cedeu 3,18% (R$ 5,79); JBS, -2,70% (R$ 39,64) e Marfrig, -1,48% (R$ 17,31).


… Em NY, a notícia de que Trump anunciaria tarifas sobre a importação de veículos, azedou o clima nas bolsas.


… Montadoras, incluindo a Tesla (-5,58%), de Elon Musk, General Motors (-3,12%) e Stellantis (-3%) sentiram o baque, já que a medida pode implicar aumento de custos – não ficou claro se a medida inclui autopeças.


… “Os mercados detestam a incerteza tarifária, especialmente quando se trata de automóveis. Eles são o marco zero do impacto econômico negativo das tarifas”, disse Jamie Cox (Harris Financial Group).


… Em tempos incertos, as techs sofrem mais e assim o Nasdaq puxou as perdas, com queda de 2,04% a 17.899,01 pontos. O Dow Jones caiu 0,31% (42.454,79 pontos) e o S&P 500 recuou 1,12% (5.712,20 pontos).


EM TEMPO… OI registrou prejuízo líquido de R$ 2,9 bilhões no 4TRI24, perda seis vezes maior do que no 4TRI23; Ebitda ficou negativo em R$ 641 milhões ante resultado negativo de R$ 72 milhões de um ano antes.


AMERICANAS registrou prejuízo líquido de R$ 586 milhões no 4TRI24, ante lucro de R$ 2,56 bilhões no 4TRI23; Ebitda ajustado ficou negativo em R$ 58 milhões, ante R$ 1,44 bilhão negativo de um ano antes.


SIMPAR registrou lucro líquido ajustado de R$ 82 milhões no 4TRI, revertendo prejuízo de R$ 215 milhões de um ano antes; o Ebitda somou R$ 2,67 bilhões, avanço de 32% na comparação anual.


CVC registrou lucro líquido ajustado de R$ 8,5 milhões no 4TRI24, revertendo prejuízo do 4TRI23; Ebitda ajustado somou R$ 108,1 milhões, alta de 25,1% na comparação anual.


METALÚRGICA GERDAU. BlackRock reduziu participação acionária de 5,10% para 4,75%, passando a deter 30.179.236 de PN.


VIVARA. Gestora Absolute reduziu participação acionária de 5,53% para 4,02%, passando a deter 9.495.264 de ON.


MRV. Conselho de Administração aprovou emissão de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) no total de R$ 222,8 milhões.


MULTIPLAN aprovou a distribuição de R$ 110 milhões em JCP, R$ 0,2251/ação, com pagamento até 31/3/26; ex em 1º/4/25.


ELETROMÍDIA. CVM autorizou pedido de OPA unificada para fechar o capital da companhia…


… O pedido da Globo Comunicação e Participações tem três finalidades: adquirir o controle da empresa, cancelamento de registro de companhia aberta e saída do segmento de listagem Novo Mercado da B3.


AUREN PARTICIPAÇÕES fará a segunda emissão de debêntures simples no valor de R$ 2 bilhões, com prazo de dez anos.

Relatório do BCB

 ANÁLISE: Relatório do BC mostra aumento do custo para baixar a inflação


Alex Ribeiro De Brasília


 


O Relatório de Política Monetária, divulgado nesta manhã pelo Banco Central, mostra o aumento do custo para baixar a inflação para a meta, em um ambiente de deterioração contínua das expectativas de inflação, surpresas recentes nos reajustes de preços e falta de confiança dos mercados na política fiscal do governo Lula.


De um lado, o documento - que antes se chamava Relatório de Inflação - rebaixa a perspectiva de crescimento da economia para 2025 de 2,1% para 1,9%. De outro, passa a contar com uma inflarão mais alta, estimada em 5,1% em 2025 (era 4,5%) e 3,7% em 2026 (era 3,6%).


Outra forma de medir a taxa de sacrifício é pela evolução do chamado hiato do produto, que é uma medida técnica que mostra quanto a economia está operando acima da capacidade agora (pressionando a inflação) e quanto ficará abaixo da capacidade no futuro (ajudando a reduzi-la).


Pelos cálculos do BC, a economia estava 0,8% acima da sua capacidade no fim de 2024. Já começa a esfriar um pouco no primeiro trimestre deste ano, com um superaquecimento de 0,6% - o que significa que pressiona a inflação, mas um pouco menos.


No terceiro trimestre de 2026, a economia estará operando 0,8% abaixo da sua capacidade, o que significa que máquinas e trabalhadores estarão ociosos, o que reduziria a pressão para reajustes de preços e salários.


Essa ociosidade na economia deveria, em tese, ajudar a levar mais rapidamente a inflação, que nos 12 meses até fevereiro ficou em 4,72%, para a meta, definida em 3%. O prazo que o Comitê de Política Monetária (Copom) deve cumprir para isso é setembro de 2026, mas, para esse horizonte, as projeções do BC indicam um percentual de 3,9%, superando o objetivo.


A piora no cenário desde a última edição do Relatório de Inflação, de dezembro, chama a atenção porque, desde então, o Copom promoveu um choque de juros, elevando a Selic para os atuais 14,25% ao ano, com indicações de que seguirá com um aperto adicional.


O relatório destaca que, na contramão, pesaram principalmente três fatores. Um deles é a piora nas expectativas de inflação, que passaram de 4% para 4,48% para 2026. Além disso, a inflação ficou 0,32 ponto percentual mais alta do que o esperado no trimestre encerrado em fevereiro, o que aumenta a inércia para os meses seguintes.


Completa o quadro uma inflação de curto prazo pressionada, refletindo ainda a economia que opera acima da capacidade no primeiro trimestre, o repasse da alta do dólar para os preços e a contaminação da alta dos alimentos para outros preços na economia. Como a inflação fica mais alta em 2025, há mais inércia para 2026.


Com todas essas forças jogando contra, a redução da inflação para a meta depende de uma sobrecarga maior na atividade econômica. A revisão da previsão de crescimento do PIB em 2025, de 2,1% para 1,9%, significa que, na visão do BC, seu cenário básico está caminhando na direção esperada. A economia vai esfriar um pouco, depois de crescer 3,4% em 2024.


No relatório de hoje, o Copom também mostra que essa desaceleração da atividade é mais favorável a uma queda da inflação, quando são considerados os componentes do PIB. Aqueles setores mais cíclicos, mais ligados à dinâmica da inflação, estão recuando mais do que o esperado.


A previsão do Banco Central para o crescimento da indústria baixou de 2,4% para 2,2%, com uma revisão mais forte para a indústria de transformação, de 3% para 1,5%. A previsão para os serviços caiu de 1,9% para 1,5%. O consumo baixou de 2,4% para 1,5% e os investimentos, de 2,9% para 2%.


O cenário central do Copom, portanto, parece caminhar para a desaceleração necessária da economia para baixar a inflação, mas os riscos em torno desse cenário estão um pouco mais exacerbados. Na sua ata desta semana, o Copom reconheceu que a desaceleração está ocorrendo, mas colocou em dúvida os números do passado (que podem sofrer revisões estatísticas), do presente (que dão sinais mistos) e do futuro (com um maior dinamismo do setor agrícola neste começo de ano).


Curiosamente, no relatório de hoje, o Banco Central publica um box que deveria dar mais confiança na desaceleração. Os técnicos do BC recalcularam o PIB usando um método alternativo de dessazonalização.


Os especialistas do mercado esperam um forte crescimento do PIB no primeiro trimestre, de 1,9%. Essa estimativa considera o método de dessazonalização do IBGE, que ajusta os dados com base no PIB como um todo. Esse método tende a amplificar o impacto da agricultura, que deve ter uma safra recorde neste início de ano.


No entanto, se for utilizada a dessazonalização pelo método indireto, aplicada a cada componente do PIB separadamente, a alta no primeiro trimestre cai para 1%. Se o PIB for calculado excluindo a agricultura, o avanço é de apenas 0,3% (caso se utilize o método de dessazonalização do IBGE sem a agricultura, o crescimento fica em 1%).


São indicadores que deveriam oferecer mais segurança ao Copom. No entanto, o comitê parece cauteloso em reconhecer de forma prematura que a economia está desacelerando. Uma das preocupações que estão contaminando os mercados é a expansão do crédito consignado ao setor privado, que, pelas primeiras consultas, parece que vai se acelerar de forma mais rápida do que o previsto. O Banco Central, no relatório de hoje, baixou sua estimativa para a ampliarão do crédito, de 9,6% para 7,7%. Ou seja, no cenário central, parece mais confiante de que o aperto monetário vai se transmitir pelo crédito. Mas, na ata do Copom, os membros do comitê discutiram a importância de o aperto monetário se transmitir pelo crédito de forma desobstruída.


27/03/2025 10:06:38

Contração fiscal

 *Contração fiscal no primeiro bimestre foi relevante, diz Ceron*


O secretário do Tesouro, Rogério Ceron, referiu-se à iniciativa do governo de ser mais contracionista como forma de colaborar com a política monetária. Segundo ele, a contração fiscal no período teve superávit acumulado bem superior ao do ano passado e despesa em decréscimo. Ceron disse que há um fator muito relevante que é a questão do precatório, intencional justamente para não adicionar um estímulo fiscal. Os precatórios, disse ele, serão pagos mais à frente. Ceron reafirmou que a harmonização da política fiscal com a monetária é relevante neste momento diante da necessidade de ancorar as expectativas e a convergência da inflação à meta.

Zelensky x Putin

 *Ucrânia/Zelensky: Putin vai morrer em breve*


O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse em uma entrevista na TV que o líder russo, Vladimir Putin, de 72 anos, “vai morrer em breve”. Ele não deu mais detalhes sobre a afirmação, mas ela foi feita no momento que tabloides sensacionalistas do Reino Unido, como *The Sun*, têm feito seguidas especulações sobre problemas de saúde do presidente da Rússia. A declaração de Zelensky foi feita quando ele estava em Paris, onde pediu aos aliados europeus que não suspendessem as sanções à Rússia. “Uma das coisas que ele mais teme é perder o poder”, afirmou Zelensky. “Isso depende da estabilidade da sociedade, mas também da idade dele. Ele vai morrer logo, isso é fato. Tudo vai acabar então”, comentou Zelensky durante a entrevista, segundo a *CNN* americana. A declaração se deu depois de uma reunião de Zelensky com o presidente francês, Emmanuel Macron, em Paris, na qual o ucraniano disse que esperava que os EUA tivessem poder suficiente para pressionar a Rússia a um cessar-fogo incondicional.

De um amigo

 [27/03]

Apesar de detestar o Bozo, torcer para ele sair da vida pública o mais rápido possivel e ter certeza de que ele procurou caminhos legais e ilegais para evitar a posse dos descondenado, por amor a verdade e ao _rule of law_, não há como negar que o STF promove, há uns cinco anos, um combate político-partidário ao bolsonarismo e à direita em geral, ao arrepio do Estado de Direito.

Tudo de errado que uma Suprema Corte pode fazer, o STF tem feito. Desde a blindagem de seus membros contra denúncias de corrupção e a censura à Crusoé - origem do Inquérito do fim do mundo - até a libertação de condenados pela Lava Jato e sentenças absurdas ao patriotários do 8 de janeiro.

Porém, também com base nas evidencias até aqui coletadas, podemos afirmar que ele desistiu do golpe quando os comandantes da Forças Armadas deixaram claro que não só não o apoiariam como ainda o ameaçaram de prendê-lo caso insistisse com seu plano.

Bolsonaro não é o maior perdedor desse julgamento, até porque a anistia ou indulto, sooner or later, o tirarão da prisão. 

Quem perde é a nação com mais essa demonstração de que, ao invés de uma Corte Suprema, temos 11 medíocres prepotentes, resultados de décadas de péssimas indicações, que julgam conforme suas conveniências ideológicas, partidárias e pessoais.

O julgamento de Bolsonaro culmina esse projeto político-partidário do STF em que quaisquer meios justificam sua santa vingança contra os idiotas e reacionários bolsonaristas.

Não há nenhuma evidencia de que o golpe tenha sido iniciado, condição legal para caracterizar que o golpe, de fato foi tentado e não apenas planejado.

Não há, até agora, nenhuma evidencia de que Bolsonaro, ou qualquer outra autoridade a ele ligado, estivesse envolvida no 8 de janeiro.

Não há, até agora, nenhuma evidencia de que alguma força armada minimamente relevante, condição necessária para possibilitar um golpe de estado,  estivesse envolvida no que aconteceu em 8 de janeiro. Um claro caso de crime impossível (art. 17 do CP).Podemos afirmar que o Bozo e os 34 denunciados pela PGR e PF queriam e cogitaram e planejaram um golpe de Estado.

quarta-feira, 26 de março de 2025

Bankinter Portugal Matinal 2603

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: Europa subiu com alguma energia, animada pela expetativa de menor agressividade nos impostos alfandegários (poderão ser um pouco menos “recíprocos”, afirmou Trump, mas qualquer um pode confiar nele…), pelo cessar-fogo no Mar Negro e o compromisso de não atacar objetivos energéticos e, principalmente, a melhoria do IFO alemão. Este inquérito a 9000 empresas de todos os setores melhorou a sua componente de Expetativas após a aprovação do histórico pacote de medidas fiscais. Os EUA subiram minimamente, liderados pela tecnologia, apesar de uma Confiança do Consumidor mais fraca do que o esperado que está no nível mais baixo desde janeiro de 2021 (92,9 vs. 100,1 anterior e média de 111 nos últimos 10 anos). Soma-se à lista de indicadores adiantados que antecipam uma desaceleração do ciclo, mas o castigo recente às grandes tecnológicas atuou como isco para atrair “caçadores de pechinchas”.


Hoje iniciamos boas notícias na frente de preços no Reino Unido. O IPC modera-se mais do que o esperado em fevereiro (Taxa Geral +2,8% vs. +3,0% esperado e anterior; Subjacente +3,5% vs. +3,6% esperado e +3.7% anterior). E embora regresse a confusão à frente comercial – o cobre alcança máximos perante o receio de impostos alfandegários – de momento parece que o mercado “comprou” a abordagem de um planeamento um pouco mais pragmático a 2 de abril, já que mais agressividade “seria prejudicial para os consumidores americanos” (Trump). Mais à frente, destacam-se os Pedidos de Bens Duráveis nos EUA (12:30 h), que com -1% m/m esperado confirmarão a perda de tração da economia americana, mas é dado de fevereiro e não deverá ter grande impacto.


Sem mais referências, podemos ver outra sessão ligeiramente em alta nas bolsas. Parece ter enraizado uma certa complacência/esperança de que os americanos acabarão por disparar um tiro no pé e não serem muito destrutivos com os impostos alfandegários (que, em qualquer caso, são prejudiciais para todas as partes), e os caçadores de pechinchas tentarão pescar em águas agitadas, especialmente nas grandes tecnológicas que encaixam correções de ~-15% desde os máximos de dezembro.


CONCLUSÃO TELEGRÁFICA: Visibilidade reduzida e vaivém de ditos e desmentidos sobre impostos alfandegários americanos, mas a deterioração recente e evidente de todos os indicadores adiantados americanos inclina os otimistas para uma abordagem mais moderada com os impostos alfandegários. As quedas recentes, especialmente na tecnologia, são tentadoras a estes níveis para alguns. Hoje poderá ser suficiente para manter a inércia em alta de ontem.


S&P500 +0,2% Nq-100 +0,5% SOX -0,7% ES-50 +1,1% IBEX +1,2% VIX 17,2% Bund 2,79% T-Note 4,32% Spread 2A-10A USA=+32pb B10A: ESP 3,42% PT 3,30% FRA 3,48% ITA 3,89% Euribor 12m 2,35% (fut.12m 2,34%) USD 1,079 JPY 161,8 Ouro 3.020$ Brent 73,2$ WTI 69,2$ Bitcoin -0% (87.896$) Ether -1% (2.066$)


FIM

Leitura de sábado

 *Leitura de Sábado: Privatizações e gestões pró-mercado impulsionam estatais estaduais em 2025* Por Camila Vech São Paulo, 07/01/2026 - O a...