terça-feira, 5 de novembro de 2024

Ajuste fiscal na área social

 A hora do ajuste   / Com o dólar beirando os R$ 6, governo Lula prepara duas PECs para limitar gastos sociais e cumprir o arcabouço- Veja 3/11


Por Thomas Traumann


A explosão do dólar na sexta-feira, o cancelamento da viagem do ministro Fernando Haddad no domingo e os temores com uma eventual vitória de Donald Trump nos Estados Unidos forçaram o presidente Lula da Silva a aceitar um pacote de ajuste fiscal para reduzir o crescimento de gastos com benefícios sociais, mudar o acesso a programas como o BPC e o Seguro Desemprego e reordenar os gastos públicos de Saúde e Educação. Nesta segunda-feira, Lula deve se reunir com Haddad e o ministro Rui Costa para discutir pontos jurídicos das duas Propostas de Emendas à Constituição que formam o eixo do ajuste. É factível supor que o anúncio ocorra do pacote ocorra nesta semana.


A intenção inicial de Lula era deixar o ajuste para depois do encontro dos chefes de governo do G-20 (entre os dias 18 e 19) e a visita de Estado do líder chinês Xi Jinping (a partir do dia 20). A prioridade de Lula era que Haddad se encontrasse nesta semana com líderes da França, Reino Unido e União Europeia para consolidar os acordos econômicos do G20, mas a possibilidade real de o dólar encostar nos R$ 6 nos próximos dias obrigou o Planalto a um inédito senso de urgência. Na sexta-feira, o dólar chegou a R$ 5,8698, o maior patamar desde maio de 2020, no auge da pandemia de Covid.


Embora Lula ainda tenha resistências à detalhes do pacote, as teses do Ministério da Fazenda se concentram em duas PECs.


A primeira PEC deve propor a inclusão de todos os gastos obrigatórios, exceto salário mínimo e previdência, debaixo das regras do Arcabouço Fiscal. Isso implicaria em segurar o índice de crescimento dos gastos dos benefícios sociais como o Seguro Desemprego e Abono Salarial e, inclusive, as emendas parlamentares a no máximo de 2,5% além da inflação. Entre 2023 e 2024 todos os itens citados cresceram acima disso.


Caso os gastos avancem acima desse patamar, o projeto prevê o acionamento de gatilhos para travar a despesa. Ainda há resistência do presidente sobre a inclusão do BPC nesta trava.


A segunda PEC deve tratar da desvinculação de receitas para aumentar a parcela do Fundo de Educação Básica (Fundeb) nos gastos mínimos de educação (hoje limitados em 30%), incorporar o programa Pé de Meia (de incentivo à estudantes de Ensino Médio) no Orçamento e considerar dentro dos gastos mínimos de saúde o valor das emendas parlamentares para o setor. É uma medida burocrática que dá mais flexibilidade para o governo gastar e abre uma folga dentro do Orçamento na casa dos R$ 30 bilhões.


Há outras medidas que devem ser enviadas como projeto de lei, como limites para o número de famílias receberem de um benefício social e mudanças nos critérios para entrada no BPC e Seguro Desemprego.


É uma agenda impopular e contraditória com os discursos do governo, mas que a realidade impôs ao presidente. Se como se diz na diplomacia, se apenas um anticomunista ferrenho Nixon poderia ir à China nos 1970, só um governo de esquerda poderia propor e aprovar no Congresso um programa de ajuste nos gastos sociais deste tamanho.


Mesmo o maior adversário de Haddad no governo, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, concedeu que o crescimento das despesas obrigatórias vai asfixiar a capacidade de o governo investir, incluindo a sua principal bandeira, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).


Erroneamente, o Palácio do Planalto e o Ministério da Fazenda consideraram a reação do recorde do dólar na sexta-feira como uma antecipação à possível vitória de Donald Trump na eleição dos EUA. Na verdade, o desempenho do real foi pior que o das moedas dos principais mercados latino-americanos (Colômbia, Chile e México) porque aqui o mercado cansou de esperar e entrou na aposta de que o pacote de medidas será too little, too late.


O erro de avaliação do governo é achar que a Faria Lima é intrinsecamente contra o PT. A maior parcela de fato é, mas esses já estavam apostando contra o real desde a posse de Lula. Quem agora está passando a operar contra o Brasil é quem até meses atrás apostava a favor. Com a demora em fazer o ajuste, o governo Lula perdeu quem lhe deu o benefício da dúvida. Vai ser difícil recuperar essa turma e, sem essa boa vontade, será impossível baixar o dólar com ou sem a eleição de Trump.


https://veja.abril.com.br/coluna/thomas-traumann/a-hora-do-ajuste/

Matinal MZ

 *Bom  dia ☕️*


*🌎Os índices futuros de Nova  York operam com leve alta nesta terça-feira (5)*, enquanto os investidores realizam suas últimas apostas sobre quem sairá vencedor da disputa acirrada entre a candidata democrata Kamala Harris e o republicano Donald Trump.


A atenção do mercado também estará voltada para o partido que dominará o Congresso, considerando que uma vitória expressiva de republicanos ou democratas pode resultar em mudanças significativas nos gastos públicos ou em uma grande reformulação da política tributária.


*📊Veja o desempenho dos mercados futuros :*


*🇺🇸EUA*


* Dow Jones Futuro: +0,05%

* S&P 500 Futuro: +0,09%

* Nasdaq Futuro: +0,22%


🌏 Ásia-Pacífico


* Shanghai SE (China), +2,32%

* Nikkei (Japão): +1,11%

* Hang Seng Index (Hong Kong): +2,14%

* Kospi (Coreia do Sul): -0,47%

* ASX 200 (Austrália): -0,40%


🌍 Europa


* FTSE 100 (Reino Unido): +0,01%

* DAX (Alemanha): -0,16%

* CAC 40 (França): -0,24%

* FTSE MIB (Itália): -0,06%

* STOXX 600: -0,15%


🌍 Commodities


* 🛢️Petróleo WTI, +0,11%, a US$ 71,55 o barril

* 🛢️Petróleo Brent, +0,08%, a US$ 75,14 o barril

* 🧲Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +2,53%, a 791,00 iuanes (US$ 111,27)


🪙Bitcoin


* Bitcoin, +1,88%, a US$ 68.751,36


*📚MZ Investimentos*

*🗞️Jornal do Investidor*

BDM Matinal Riscala 051124

 Terça-feira, 5 de Novembro de 2024.


DISPUTA ACIRRADA NOS EUA MANTÊM MERCADO NO ESCURO

Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*


… Não há chance de ser conhecido hoje o vencedor da eleição presidencial nos EUA. Apesar de as últimas pesquisas terem mostrado uma reação de Kamala Harris, a disputa com Donald Trump está rigorosamente empatada. O sistema lento de apuração poderá arrastar a ansiedade até o fim da semana, à espera dos resultados na Pensilvânia. Segundo a consultoria Eurasia, o único sinal poderá vir da Carolina do Norte, onde a contagem dos votos é mais rápida. Nesta 2ªF, os investidores devolveram uma parte dos movimentos do Trump Trade, reforçando o efeito positivo para os ativos domésticos com a expectativa de anúncio iminente das medidas fiscais. O dólar e juros futuros queimaram prêmios, enquanto a bolsa recuperou os 130 mil. Essa melhora, no entanto, depende de o pacote não decepcionar.


… No início da noite, uma nota do Ministério da Fazenda encerrou o dia marcado por longa reunião do presidente Lula com vários de seus ministros para apresentação das propostas elaboradas pela equipe econômica para conter os gastos públicos.


… Segundo a nota, “o quadro fiscal foi apresentado e compreendido, assim como as propostas em discussão”.


… Participaram do encontro desta 2ªF no Palácio do Planalto, que começou às 15h30 e terminou às 18h45, os ministros Fernando Haddad, Rui Costa, Simone Tebet, Esther Dweck, Nísia Trindade (Saúde), Luiz Marinho (Trabalho) e Camilo Santana (Educação).


… A presença das pastas da Saúde, Educação e Trabalho foi vista pelo mercado como uma indicação de que a revisão de gastos atingirá as áreas que são mais sensíveis para Lula, pelo impacto social, e que têm os maiores orçamentos no governo federal.


… Circula a possibilidade de desvincular receitas e aumentar a parcela do Fundeb nos gastos mínimos de educação, limitados em 30%. Já o Trabalho poderia ser atingido pela reformulação de programas como seguro-desemprego e abono salarial.


… Na semana passada, ao ser questionado se pediria demissão caso os benefícios sociais fossem cortados, Luiz Marinho respondeu que se houver essa “agressão”, ele possivelmente sairia. “Seguro-desemprego e abono salarial não podem ser considerados gastos.”


… Já uma eventual desindexação do BPC do salário mínimo e dos benefícios previdenciários poderia gerar uma economia potencial em dez anos de até R$ 1,108 trilhão, segundo estudo do consultor de Orçamento da Câmara dos Deputados, Paulo Bijos.


… Em sua nota, a Fazenda informou, ainda, que outros ministérios serão convocados hoje para que possam contribuir com o debate.


… Já pela manhã, Haddad disse acreditar que será possível anunciar as medidas de corte de gastos ainda nesta semana. Segundo ele, Lula passou o final de semana trabalhando no assunto, quando pediu ao ministro para cancelar a viagem à Europa.


… O ministro disse ainda que “as coisas estão muito adiantadas do ponto de vista técnico” e que o governo estaria pronto para o anúncio. Quando os jornalistas pediram detalhes, Haddad pediu para que aguardassem “algumas horas, em deferência ao presidente Lula”.


… Para a Capital Economics, será possível reverter o sell-off recente nos ativos domésticos se investidores forem convencidos de que Lula apoia a política de revisão de despesas que a equipe econômica começou a montar, e está disposto a implementá-las.


… “Os detalhes ainda são vagos neste momento, mas notícias sugerem que o mercado espera economia fiscal de ao menos R$ 30 bilhões (0,3% do PIB)”, escreveu Jason Tuvey, economista-chefe adjunto de Mercados Emergentes em relatório.


… Tuvey observa que a alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro brasileiro está em uma escala similar à da crise fiscal de 2015, quando os juros só começaram a cair com uma mudança política no horizonte. “Mas isso não está em jogo agora”, diz a consultoria.


PAU A PAU – As últimas pesquisas das eleições americanas, que colocaram Kamala Harris à frente em Iowa, aumentando as chances de vitória da democrata, levaram a um ajuste apenas parcial do Trump Trade, nesta 2ªF (leia abaixo).


… Os mercados de Treasuries ainda projetam uma probabilidade maior de que o republicano vença a disputa pela Casa Branca, avaliam os analistas do UBS Global Research. Mas eles esperam nova alta dos juros se Trump vencer com maioria na Câmara e no Senado.


… Enquanto os índices em Wall Street caíram, mostrando cautela com a eleição, os papéis da Trump Media saltaram 12,37%.


… “Os mercados estão marcando passo neste momento”, declarou Jim Lebenthal, estrategista-chefe de ações da Cerity Partners. “Eles não sabem quem será eleito. Todos nós vamos nos sentar e assistir a esse filme.”


… Já a consultoria inglesa TS Lombard alertou que os ativos dos emergentes podem ter grande volatilidade no caso de vitória de Trump, já que esses mercados precificam apenas 30% de chance de vitória do republicano.


… Kamala Harris e Donald Trump chegam ao dia da eleição empatados nas intenções de voto popular, segundo o monitoramento do Real Clear Polling, plataforma que compila uma série de pesquisas para fazer um panorama de como está a corrida presidencial.


… De acordo com o instituto, há 48,5% de probabilidade para cada um dos candidatos. Na eleição de 2020, faltando um dia para o pleito, Joe Biden tinha mais de 6 pontos de vantagem, e em 2016, Hillary Clinton liderava com 3,2 pontos de margem.


… Resultados eleitorais “quase completos” são esperados na Geórgia, Carolina do Norte e Michigan na noite de hoje, mas apenas parciais na Pensilvânia, Wisconsin e Arizona, que só devem estar disponíveis na 4ªF.


… A campanha democrata avalia que poderá demorar vários dias até que os resultados sejam anunciados com segurança.


ITAÚ – O ADR respondeu em alta de 0,66% ao balanço divulgado na noite de ontem. O lucro de R$ 10,675 bilhões no 3Tri foi 18,1% superior ao de igual período de 2023 e veio em linha com a expectativa no Broadcast.


… A carteira de crédito da instituição financeira cresceu 9,9% em um ano, para R$ 1,278 trilhão.


… Confirmando a melhora na qualidade da carteira de crédito do banco, a taxa de inadimplência foi a menor registrada em onze trimestres e ficou em 2,6%, abaixo dos 2,7% do 2Tri e dos 3% registrados um ano antes.


… O bom desempenho levou o Itaú a aumentar o guidance para o crescimento da carteira de crédito neste ano, para um intervalo de 9,5% a 12,5% contra 2023. Anteriormente, a projeção era de alta entre 6,5% e 9,5%.


… Com o balanço protegido da inadimplência, a melhor notícia é que são grandes as chances de o banco pagar dividendos extras. O martelo será batido no início do ano que vem, quando sai o balanço do acumulado de 2024.


… Até setembro, o lucro chega a R$ 30,518 bi (+16,4%). “É muito provável que uma nova distribuição de dividendos ocorra”, disse Renato Lulia (diretor de Estratégia Corporativa, RI e M&A Proprietário) ao Broadcast.


… O Itaú comenta os números em teleconferência às 10h. Leia no Em tempo outros balanços de ontem à noite. Hoje, após o fechamento, Gerdau, Engie, GPA, Iguatemi, Prio, RD Saúde, Telefônica e Vibra soltam resultado.


SPREAD BANCÁRIO – Lula cobra rapidez do grupo de trabalho sobre o tema, que tem reunião inaugural hoje.


… Segundo a jornalista Adriana Fernandes/Folha, o alvo do governo é criar novos mecanismos para elevar a concorrência nos financiamentos para as pessoas físicas, sobretudo, por meio do consignado privado.


… Segundo a reportagem, o diagnóstico dentro do governo é que os juros no Brasil são muito altos na ponta e que é preciso dedicação maior para baratear o custo do crédito no Brasil e reduzir o spread bancário.


EMENDAS – A Câmara deve votar hoje o projeto de lei que estabelece novas regras para o uso das emendas.


MAIS AGENDA – Nos EUA, além da eleição, o investidor tem indicadores para monitorar: balança comercial de setembro (10h30), leitura final de outubro do PMI/S&P Global composto (11h45) e PMI/ISM de serviços (12h).


… O PMI/S&P Global composto do Reino Unido sai às 6h30. Lagarde (BCE) discursa em evento às 11h30.


CHINA HOJE – A atividade de serviços continuou a se expandir na China, e num ritmo acima do esperado. O PMI medido pela S&P Global e Caixin subiu a 52 em outubro, de 50,3 em setembro e uma expectativa de 50,5.


 … O PMI composto, que inclui a indústria, avançou a 51,9, de 50,3 no mesmo período. O economista sênior da Caixin, Wang Zhe, disse que os números já representam o impacto das novas políticas de estímulo.


… Prossegue hoje a reunião do Comitê Permanente do Congresso Nacional do Povo da China. O mercado segue na expectativa de novos estímulos. A Reuters especula sobre um pacote de 10 trilhões de yuans (US$ 1,4 tri).


O DIA DO FICO – Já desde a abertura, os negócios domésticos contrataram o gap de alívio previsto com a informação do final de semana de que Lula pediu para Haddad ficar no Brasil e cancelar sua viagem à Europa.


… O otimismo ainda poderá ser colocado à prova, se o plano de revisão dos gastos não der o choque positivo que as circunstâncias exigem. Ontem, no entanto, foi dia de festa, potencializada ainda pelo “efeito Kamala”.


… A indicação de que o governo ficou desconfortável com o salto do dólar na 6ªF para perto de R$ 5,90 apressou os preparativos do pacote fiscal e levou a moeda americana a devolver quase tudo o que subiu no pregão anterior.


… O senso de urgência em Brasília e o abalo de Trump nas pesquisas desmontaram posições defensivas no câmbio e colocaram o real como primeira da fila entre as melhores divisas emergentes e de exportadores de commodities.


… Após disparar 1,53% na sessão tensa de 6ªF, quando alcançou o segundo maior nível nominal da história, o dólar corrigiu ontem praticamente toda a escalada e fechou em queda de 1,47%, abaixo de R$ 5,80, cotado a R$ 5,7831.


… A curva do DI desarmou a pressão junto com o câmbio e a queima de prêmios de risco entre os juros futuros chegou a superar os 20 pontos-base, na espiral de ânimo corroborada pela queda das taxas dos Treasuries. 


… Parte dos contratos, porém, ainda resiste acima de 13%, porque o investidor mantém uma dose de desconfiança se Lula será mesmo seduzido pelos apelos da equipe econômica para se engajar de cabeça na agenda fiscal.


… No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 12,880% (de 13,080% na 6ªF); Jan/27 caía a 13,030% (contra 13,230%); Jan/29, a 13,040% (de 13,220%); Jan/31, a 12,970% (de 13,130%); e Jan/33, a 12,870% (de 13,040%).


… O entusiasmo nos negócios encobriu a nova rodada de piora nas projeções de inflação no boletim Focus, com a quinta alta consecutiva na mediana das estimativas para o IPCA nos próximos 12 meses, de 4,04% para 4,08%.


… A medida é olhada cada vez mais de perto, às vésperas de começar a valer (em 2025) a meta de inflação contínua.


… A previsão no levantamento para a inflação de 2024 continuou acima do teto da meta, a 4,59%, de 4,55%. Para 2025, as estimativas do mercado financeiro passaram de 4,00% para 4,03%; para 2026, de 3,60% para 3,61%.


… Os analistas também puxaram as apostas do câmbio/24 (R$ 5,45 para R$ 5,50) e Selic/25 (11,25% para 11,50%).


… O mercado chega ao Copom amplamente precificado para uma dose de alta de meio ponto da Selic.


… Na avaliação do estrategista-chefe da Warren Investimentos, Sérgio Goldenstein, apertar menos do que isso (0,25pp) traria custos de credibilidade e, por outro lado, acelerar para 0,75pp seria correr um risco antecipado.  


… Segundo ele, no ambiente de incertezas domésticas e externas, o BC não tem que se comprometer com um ciclo de aperto monetário muito agressivo. Pode esperar para ver o pacote fiscal e a evolução do cenário internacional.


… A Warren projeta Selic terminal de 12,50%, abaixo da precificação do DI (entre 13,50% e 13,75%). “Mesmo deduzindo o prêmio de risco, que se elevou, consideramos que a curva incorpora algum exagero”, diz Goldenstein.


… Entrevistada pelo Estadão, a chefe de pesquisa macroeconômica para AL do BNP Paribas, Fernanda Guardado (ex-BC), acredita que a Selic terá que subir até 12,75% para a inflação voltar ao centro da meta de 3% no 3Tri de 2026.


… A equipe do Bradesco projeta alta de 3,8% para o IPCA no ano que vem, mas não descarta o risco de que o câmbio e o preço das carnes bovinas pressionem a inflação de 2025, mais uma vez, para perto do teto da meta, de 4,5%.


BALA DE PRATA? – Concentrados na esperança do anúncio das medidas fiscais para tornar o arcabouço compatível com o Orçamento, investidores acreditam em um primeiro impacto positivo para o fluxo externo.


… Mas profissionais ouvidos pelo Broadcast ainda têm dúvidas se o pacote de corte de gastos será suficiente para reverter o pessimismo de forma mais permanente e encorajar o estrangeiro a comprar Brasil com vontade.


… Outubro terminou com saldo de k externo negativo na B3 pelo segundo mês consecutivo. Houve saída de R$ 2,533 bilhões, contra retirada de R$ 1,671 bilhão em setembro, com o quadro fiscal pesando mais fortemente.


… No acumulado do ano, a fuga de capital estrangeiro da B3 já alcança R$ 30,761 bilhões.


… Ontem foi dia de o Ibovespa acompanhar a festa dos demais ativos, deslanchar 1,87% e recuperar os 130 mil pontos (130.514,79). Só o volume financeiro é que seguiu em nível constrangedor, a R$ 19,3 bilhões.


… Com a baixa forte dos juros futuros, os ativos sensíveis ao ciclo da economia se destacaram. Cogna disparou 11,03% (R$ 1,51), liderando as altas, seguida de Magazine Luiza (+10,38%, a R$ 9,78) e CVC (+9,28%, a R$ 2,12).


… GPA subiu 8,19% (R$ 3,17), LWSA avançou 8,07% (R$ 4,42), Carrefour subiu 7,96% (R$ 8,14) e Natura teve ganho de 7,27% (R$ 14,61). Totvs, interessada em comprar a Linx, da Stone, subiu 7,21% (R$ 33,18).


… Antes da divulgação do balanço, Itaú avançou 1,35% (R$ 35,28), seguido por Santander (+0,11%; R$ 26,83), Bradesco PN (+0,14%, a R$ 14,11) e Banco do Brasil (+0,57%, a R$ 26,24).


… Apenas Bradesco ON recuou (-0,24%), a R$ 12,48, figurando entre as únicas cinco baixas do pregão.


… Vale avançou 1,03% (R$ 62,67), seguindo a alta do minério (+0,91%). Petrobras, que solta balanço 5ªF, subiu pouco: +0,10% (ON, a R$ 38,34) e +0,23% (PN, a R$ 35,50), longe da alta de 2,70% do Brent/jan (US$ 75,08/barril).


… A alta expressiva do petróleo respondeu à decisão da Opep+ de adiar para janeiro o aumento na produção.


… Klabin, que divulgou balanço pela manhã, subiu 4,85%, a R$ 22,04. A empresa teve lucro líquido de R$ 729 milhões no 3Tri, um salto de 197,5% sobre o mesmo período do ano passado, em linha com o esperado pelo mercado.


… Azul liderou as poucas quedas do dia no Ibov, com -3,01%, a R$ 5,15. As outras perdas foram de Hypera (-1,98%; R$ 22,27), Braskem (-1,04%; R$ 17,06) e Suzano (-0,03%; R$ 59,97), além de Bradesco ON.


PÉ ATRÁS – Investidores optaram pela cautela em NY, na véspera da votação da eleição presidencial para lá de acirrada e a três dias da decisão do Fed.


… Embora um corte de 25pb já esteja precificado, o mercado vai buscar sinais para o que vem à frente na entrevista de Jerome Powell que se seguirá à decisão.


… O mercado deve ter dias bem voláteis à frente, disse Chris Larkin (E*Trade/Morgan Stanley). A possibilidade de uma contestação do resultado pode eventualmente atrasar a contagem dos votos por semanas, ou até meses.


… “Traders e investidores devem se preparar para um atraso no resultado da eleição, e para o potencial impacto disso”, afirmou à Bloomberg.


… O Dow Jones recuou 0,61% (41.794,60 pontos), S&P 500 caiu 0,28% (5.712,69) e Nasdaq, -0,33% (18.179,98). Intel cedeu 2,93% após o anúncio da saída do índice Dow Jones a partir de 6ªF. Nvidia, que vai substituí-la, subiu 0,48%.


… Depois do fechamento, AIG caiu 0,59%. A seguradora teve lucro por ação (US$ 0,71) no 3Tri menor que o do mesmo período do ano passado (US$ 2,81) e abaixo do previsto por analistas (US$ 1,10).


… Nos Treasuries, o retorno da note de 2 anos caiu a 4,1682% (de 4,2156% na sessão anterior) e da note de 10 anos recuou a 4,2953% (de 4,3933%). O do T-bond de 30 anos foi a 4,4794% (de 4,5827%).


… O índice dólar (DXY) voltou a operar abaixo da linha dos 104 pontos, com queda de 0,38% (103,885).


… Os PMIs industriais da zona do euro (46) e da Alemanha (43) acima do esperado em outubro ajudaram a dar ímpeto para o euro, que subiu 0,40%, a US$ 1,0879.


… A libra teve alta de 0,28%, a US$ 1,295,  e o iene avançou 0,55%, a 152,125/US$.


EM TEMPO… A presidente da PETROBRAS, Magda Chambriard, afirmou em entrevista ao canal CNN Money não ter expectativas sobre dividendos extraordinários…


… “Está no nosso estatuto que temos que distribuir 45%. Isso não pode ter dúvida. Os extraordinários, por enquanto, não temos maiores expectativas”…


… “Vamos aprovar um plano 25-29 e se o caixa for suficiente, a gente não empilha dinheiro. Não há mérito nisso.”


PRIO. Produção total de petróleo atingiu 79.233 barris de óleo equivalente por dia (boepd) em outubro de 2024, 10,9% mais ante 71.476 boepd em setembro, segundo dados preliminares…


… A venda de óleo total passou de 3.721.446 barris de óleo (bbl) em setembro para 875.770 em outubro.


RAÍZEN. Citi retomou cobertura com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 4,7 por ação, o que representa um potencial de alta de 62,1% sobre o fechamento de ontem…


… A estimativa do banco para a receita líquida da companhia para o ano fiscal 2024/25 é de R$ 242,404 bilhões, enquanto para o Ebitda ajustado é de R$ 14,916 bilhões e para o lucro líquido, de R$ 2,390 bilhões.


BB SEGURIDADE teve lucro líquido gerencial de R$ 2,265 bilhões no 3TRI24, alta de 10,1% na comparação anual.


TIM teve lucro líquido de R$ 805 milhões no 3TRI, alta anual de 11,2%; Ebitda somou R$ 3,236 bilhões, avanço de 7,5% ante mesmo período de 2023.


COPASA registrou lucro líquido de R$ 368,3 mi no 3TRI, queda de 15,6% na comparação anual; Ebitda somou R$ 725,7 milhões, alta de 13,6% em relação ao mesmo período de 2023.


TEGMA teve lucro líquido de R$ 84,4 milhões no 3TRI, alta de 50% na comparação anual; Ebitda subiu 58,4% no mesmo intervalo, para R$ 125,6 milhões.


PAGUE MENOS registrou lucro líquido atribuído aos controladores de R$ 40,9 milhões no 3TRI, revertendo prejuízo de R$ 23,8 milhões de um ano antes…


… Ebitda ajustado consolidado somou R$ 190,7 milhões, alta de 32,6% na comparação anual.


KLABIN distribuirá R$ 425 milhões em JCP bruto, equivalente a R$ 0,0699/ação e R$ 0,3495/unit; ex dia 12; pagamento dia 21.


GERDAU. Gerdau Ameristeel concluiu aquisição de ativos da Dales Recycling Partnership.


TENDA fará a 11ª emissão de debêntures, no valor de R$ 165 milhões. Os papéis vencerão em 20 de novembro de 2028. Os recursos serão usados no pagamento de custos e despesas.


PLANOS DE SAÚDE. Setor encerrou o mês de setembro com 51,4 milhões de usuários, o que representa incremento de cerca de 795 mil pessoas com convênio médico quando comparado há um ano…


… Em relação a agosto, houve aumento de 124,4 mil usuários, segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)…


… Hapvida perdeu 5,6 mil usuários em setembro e 6,1 mil no acumulado do 3TRI, afetada por reintegração de carteira da NotreDame Intermédica, que trouxe impacto negativo de 66,4 mil vidas…


… Na outra ponta, SulAmérica teve acréscimo de 15 mil clientes em setembro e 21,5 mil no trimestre; Porto Saúde viu sua base de usuários subir 13,7 mil no mês passado e 36,7 mil entre julho e setembro…


… Carteira da Bradesco Saúde teve aumento de 4,5 mil usuários em setembro e 21,2 mil no 3TRI; na Unimed Nacional, as altas foram de 2 mil e 6,8 mil, respectivamente.


ALLOS assinou acordo para venda de participação em shoppings por R$ 393 milhões…


… Foram celebrados os desinvestimentos parciais dos empreendimentos Carioca Shopping (20%), Shopping Tijuca (10%) e Plaza Sul Shopping (9,9%).


VINCI PARTNERS comprou a Lacan Ativos Reais, que tem R$ 1,5 bilhão sob gestão focada em florestas; valor da aquisição não foi revelado. (Brazil Journal)

Matinal Bankinter Portugal 0511

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: Ontem nada especialmente relevante. Dia de ligeiro enfraquecimento nas bolsas e obrigações um pouco compradas. Nada mais. À espera das eleições americanas, HOJE e durante o resto da semana. 

 

Arrancamos o dia com a Taxa Diretora na Austrália a manter-se em 4,35%, como esperado, e uma melhoria do PMI Serviços (Caixin) na China até 52,0 desde 50,3... o que não importa nada a ninguém neste momento devido à sua falta de credibilidade. Será um dia de espera, como toda esta semana, até conhecer – que veremos quando soubermos – o/a vencedor(a) das eleições americanas. O mercado quer subir logo que esta incerteza que o bloqueia seja eliminada e é provável que a subida seja mais firme e provável se Trump for o vencedor, mas isto não é o mais provável, a julgar pela evolução das sondagens nos últimos dias: Harris 48,0% vs Trump 46,8%. Contudo, estima-se o voto oculto pró-Trump em ca.2,5% adicional, semelhante ao sucedido nas eleições de 2020. E isso mudaria as coisas. Isto é dito com total assepsia política. Pensilvânia provavelmente será o Estado mais importante dos denominados Swing States para ganhar estas eleições, porque contribui com 20 votos eleitorais e a diferença entre ambos é de apenas 0,2% a favor de Harris (Harris 47,9% vs Trump 47,7%). Desses 7 Swing States, segundo as sondagens terminadas ontem, Trump ganharia em 4: Carolina do Norte 48,3% vs 47,4%; Geórgia 48,2% vs 47,5%; Nevada 47,7% vs 47,5%; Arizona 48,9% vs 46,7%. No entanto, apesar de vencer na maioria dos Swing States, esses Estados dão-lhe apenas 48 votos eleitorais dos 94 totais dos 7: 51% e com isso seria eleito. Por isso, Pensilvânia, com 20 votos, é o Estado que decide definitivamente. Se o voto oculto pró-Trump cumpre, como em 2020, então ele será o eleito. E a reação imediata em Nova Iorque será de subida, talvez um pouco apreciável. A subida de curto prazo não seria tão clara com Harris. Volta a ser dito com total assepsia política. 

 

Em paralelo, as outras referências desta semana são apenas as 3 descidas de taxas de juros desta quinta-feira: Suécia/Riksbank (-50pb, até 2,75%), Reino Unido/BoE (-25pb, até 4,75%) e EUA/Fed (-25pb, até 4,50/4,75%). No entanto, as 3 estão 100% descontadas, portanto trata-se de comprovar que efetivamente serão realizadas, sem que tenham impacto sobre o mercado. Teriam impacto se algum não baixasse. 

 

HOJE Nova Iorque quer subir um pouco, provavelmente animada pelo recente avanço de Trump nas sondagens, mas isso é mais apostar do que investir. Teoricamente, deveria ser outra sessão de suave ziguezague, mas parece um pouco mais provável uma subida ligeira. Não é uma má ideia comprar nesta espera, elevando a perspetiva a médio prazo. 

 

S&P500 -0,3% Nq-100 -0,4% SOX -0,6% ES-50 -0,5% IBEX -0,3% VIX 22,0% Bund 2,40% T-Note 4,29% Spread 2A-10A USA=+13pb B10A: ESP 3,09% PT 2,90% FRA 3,15% ITA 3,67% Euribor 12m 2,619% (fut.12m 2,311%) USD 1,087 JPY 165,6 Ouro 2.737$ Brent 75,1$ WTI 71,4$ Bitcoin +2,4% (68.706$) Ether +2,5% (2.428$). 

 

FIM

segunda-feira, 4 de novembro de 2024

Miriam Leitão

 O Globo - Miriam Leitão 

04/11/2024 14h34


Na conversa rápida que o ministro Fernando Haddad teve uma com jornalistas na porta do ministério, nesta segunda-feira, ele deu informações importantes. Haddad disse que o presidente Lula continuou trabalhando na análise das medidas de ajuste fiscal durante o fim de semana, inclusive que alguns técnicos foram a Brasília para esclarecer um ponto ou outro para o presidente. O fato de o presidente estar acompanhando ponto a ponto as medidas fiscais é muito relevante.


Outra informação é a de que a parte técnica está muito adiantada. Isso significa que as medidas poderão ser anunciadas a qualquer momento. Disse também que a reunião que era matinal passou para a tarde. Sempre tem muitas dúvidas de última hora, por isso não se pode dizer exatamente quando será, mas ficou claro que será nesta semana.


Como eu tenho dito aqui, o conjunto de medidas busca uma eficácia mais estrutural, não se restringindo ao corte do gasto do Orçamento do ano que vem, para caber na meta. São mudanças, na estrutura do gasto e que virão por Propostas de Emenda à Constituição (PECs), em tramitação no Congresso, alterando a estrutura do gasto de tal forma que o arcabouço fiscal permaneça preservado e o ritmo de crescimento das receitas e das despesas ande junto com a evolução permitida pelo arcabouço.


A expectativa é de que não seja feito o anúncio de uma medida em relação a um ponto ou outro, mas propostas estruturantes, mais amplas, que deem uma nova dinâmica ao conjunto de despesas. Ainda não são conhecidos os detalhes. Uma das preocupações da equipe econômica em não antecipar as medidas, é que já se viu em outras ocasiões, inclusive em outros governos, boas propostas que foram atacadas no nascedouro, sem que pudessem sequer ser defendidas. Ao anunciar, eles poderão explicar detalhadamente.


O ministro disse que não adiantaria nenhuma medida, apesar da insistência dos jornalistas, que o presidente da República é quem vai decidir quem e como o pacote será anunciado.

Institucionais explicam o nosso atraso

 https://www.jornalopcao.com.br/colunas-e-blogs/contraponto/tese-de-ganhadores-de-nobel-de-economia-explica-por-que-eua-cresceram-e-brasil-ficou-para-tras-652307/#google_vignette

Fabio Alves

 FÁBIO ALVES: QUEM AINDA SEGURA O REPASSE CAMBIAL SOBRE OS PREÇOS?

Ao longo dos últimos meses, o dólar pulou de R$ 5,30 para R$ 5,60 (a cotação de referência na última reunião do Copom) e, na sexta-feira passada, fechou a R$ 5,8694, acumulando alta de 7,42% nos últimos trinta dias e de quase 21% desde o início deste ano. Fica difícil não imaginar, com o dólar nesse patamar, sobre o repasse da depreciação cambial para os preços da economia. O alívio de hoje, com o dólar recuando ao redor de 1%, para a faixa de R$ 5,81, pode ter vida curta. É visto mais como uma trégua, depois de o ministro Fernando Haddad ter cancelado sua viajem à Europa. Se quando o dólar tivesse atingido R$ 5,60 e tivesse recuado um pouco ou mesmo tivesse se mantido nesse patamar, talvez o tema de “pass-through” do câmbio não começasse a ficar tão evidente. Mas agora, caso Donald Trump vença a eleição e o pacote de cortes de gastos do governo Lula não agrade ao mercado, não seria mais possível imaginar a moeda americana cedendo desse patamar atual. E o agravante é o ambiente econômico no Brasil, mais aquecido do que se esperava. Com os números do último Caged (criação de mais de 247 mil vagas de trabalho com carteira assinada em setembro) e da Pnad Contínua (com a taxa de desemprego no trimestre até setembro caindo para 6,4%, a menor para o período de toda a série histórica do IBGE), o espaço é maior para as empresas repassarem para os preços de serviços e de bens a alta no dólar. Isso porque está cada vez mais evidente de que a moeda americana mudou de patamar em relação ao real brasileiro. Sem falar no aumento da massa de renda e dos dissídios salariais acima da inflação, o que vem mantendo a demanda aquecida. Um renomado economista, em conversa com esta coluna, diz acreditar que o repasse cambial aos preços ao consumidor ainda não está tão óbvio, porém já esteja acontecendo nos preços agropecuários no atacado, que, além do câmbio, refletem outros fatores, como as secas e queimadas. “Se o dólar ficar nesse nível, o IPCA grita, sim, mas leva um tempo”, argumenta a fonte acima. “A esperança é que o nível do dólar ceda, mas haja reza.” Só para lembrar: o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) acelerou a 1,52% em outubro, após alta de 0,62% em setembro. Com esse resultado, o índice acumula alta de 5,59% nos últimos 12 meses. Em destaque no IGP-M de outubro: o avanço do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M), com alta de 1,94%, após subir 0,70% em setembro. Vale também ressaltar o que disse o comunicado da última reunião do Copom. Entre os três riscos de alta para o cenário inflacionário e as expectativas, o Copom destacou o seguinte: “Uma conjunção de políticas econômicas externa e interna que tenham impacto inflacionário, por exemplo, por meio de uma taxa de câmbio persistentemente mais depreciada”. Ou seja, no comunicado da sua última reunião, o Copom questionava se o nível do dólar naquela ocasião seria persistente ou temporário. E naquele Copom, a cotação de referência foi de R$ 5,60. De lá para cá, não só o dólar não recuou, como agora já ultrapassou o patamar de R$ 5.80. Portanto, se o ambiente externo (leia-se, o desfecho da eleição presidencial americana) e o cenário interno (leia-se, o pacote de corte de gastos do governo) não registrarem uma melhora, fica difícil ver o dólar abaixo de R$ 5,80. Nesse caso, o tema “repasse cambial aos preços ao consumidor” poderá ganhar um destaque maior entre os analistas. Já os agentes econômicos poderiam até ter esperado para ver o que poderia acontecer quando o dólar ainda era negociado ao redor de R$ 5,60. Mas se a moeda americana ficar por mais tempo na faixa de R$ 5,80, fica difícil ver empresários e outros agentes econômicos represando o repasse cambial. (fabio.alves@estadao.com) Fábio Alves é jornalista do Broadcast

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