quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Para aprender economia

 


5 livros para aprender economia e entender o Brasil


Esses cinco livros formam um itinerário perfeito para uma compreensão ampla, rica e crítica da economia brasileira, unindo história, cultura e debates atuais contra dogmas neoliberais.

Comece com Formação Econômica do Brasil, de Celso Furtado, clássico que destrincha ciclos exportadores coloniais e industrialização tardia, explicando o subdesenvolvimento periférico que ainda molda o país. Em seguida, Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda, conecta cultura patrimonialista — o "homem cordial" — às desigualdades econômicas profundas, mostrando como raízes sociais perpetuam clivagens.

Avance para Economia Brasileira: Uma Introdução Crítica, de Luiz Carlos Bresser-Pereira, que analisa falhas estruturais em políticas monetárias e fiscais, propondo novo-desenvolvimentismo contra rigidez ortodoxa. Brasil em Disputa (Laura Carvalho, 2024) oferece visão afiada das batalhas entre desenvolvimentistas e neoliberais, desafiando narrativas dominantes com dados recentes.

Finalize com O Mito da Austeridade (Antonio Corrêa de Lacerda, org.), que refuta cortes recessivos via multiplicadores keynesianos, defendendo déficits anticíclicos — ideal para debater 2026 sob pressões globais.

Juntos, constroem pensamento crítico para podcasts no "Economista Bruno Mota".

Quais os livros que você indicaria? Fique à vontade ! O espaço é para o debate rico, maduro e saudável! Aprendemos com todas contribuições!

Call Matinal 0801

 Call Matinal

08/01/2026

Julio Hegedus Netto, economista

 

Pensatas:Caso Master. Com certeza, pensando em se blindar, na velha traficância de influência, este Daniel Vorcaro envolveu mta gente do poder, muito político, empresário, ministro do STF, em variados “rega bofes”, surubas diversas, eventos no exterior. E muitos se venderam por isso. Dizem q está tudo na porcaria do celular dele. Ele é o Epstein tupiniquim.”

MERCADOS EM GERAL

 

FECHAMENTO (0701)

MERCADOS E AGENDA

No mercado brasileiro de quarta-feira (07), o Ibovespa fechou em queda de 1,03%, a 161.975 pts, com giro de R$ 24,5 bilhões, destaque negativo para os bancos.. Já no mercado cambial, o dólar à vista fechou em alta de 0,12%, a R$ 5,38.

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PRINCIPAIS MERCADOS

Os índices futuros dos EUA operam em baixa nesta quinta-feira (08), com todas as atenções voltadas para o relatório de empregos (payroll) dos EUA, que será divulgado na sexta-feira, depois que a série de dados do mercado de trabalho de quarta-feira pouco alterou as expectativas em relação às taxas de juros do Fed.

 

 

 

MERCADOS 5h30

EUA

 

 

Dow Jones Futuro: -0,21%

S&P 500 Futuro: -0,15%

Nasdaq Futuro: -0,26%

Ásia-Pacífico

 

 

Shanghai SE (China), -0,07%

Nikkei (Japão): -1,63%

Hang Seng Index (Hong Kong): -1,17%

Nifty 50 (Índia): -0,86%

ASX 200 (Austrália): +0,29%

Europa

 

 

STOXX 600: -0,10%

DAX (Alemanha): +0,27%

FTSE 100 (Reino Unido): -0,17%

CAC 40 (França): -0,13%

FTSE MIB (Itália): +0,07%

Commodities

 

 

Petróleo WTI, +0,27%, a US$ 56,15 o barril

Petróleo Brent, +0,28%, a US$ 60,13 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, -0,37%, a 813 iuanes (US$ 116,19)

 

NO DIA, 0801

Em destaque hoje a decisão de Lula de vetar o PL da dosimetria, o que deve ser rejeitado pelo Congresso. Em paralelo, temos uma agenda pesada na sexta-feira, com payroll e IPCA, hoje saindo o auxílio-desemprego nos EUA e a produção industrial do IBGE em novembro, ainda fraca. Em paralelo, o mercado segue monitorando o desenrolar do caso Master, que coloca o BCB e o TCU em rota de colisão, deixando os investidores ressabiados. Muitos investidores internacionais e bancos globais têm procurado interlocutores no Brasil, com medo de que a ingerência do TCU ameace a independência do BCB. O maior risco é de que o ambiente de dúvidas e desconfianças possa culminar na fuga do capital externo. Pelo último informe da B3, os estrangeiros retiraram R$ 212,4 milhões na última segunda-feira (05), com saldo negativo de R$ 1,1 bilhão acumulado em 2026. Por outro lado, chama atenção o nível do debate, com este Jhonathan de Jesus (com h mesmo) agindo como bedel de escola de freiras, querendo interferir em tema fora da sua alçada. Depois de tantas interferências do Alexandre de Moraes, tudo se torna previsível. No embate, ele, sózinho, em decisão monocrática, bate de frente com uma das últimas reservas morais deste país, o BCB com autonomia operacional. Nada poderia ser pior…

Agenda Macroeconômica Brasil

 

 

 

 

Quinta-feira, 08 de Janeiro 

04h00 – Alemanha/Destatis: encomendas à indústria de novembro

07h00 – Zona do euro/Eurostat: Taxa de desemprego de novembro

07h00 – Zona do euro/Comissão Europeia: Índice de sentimento econômico de dezembro

07h00 – Zona do euro/Eurostat: PPI de novembro

08h00 – FGV: IPC-S da 1ª quadrissemana de janeiro

08h00 – FGV: IGP-DI de dezembro

09h00 – IBGE: Pesquisa Industrial Mensal de novembro

10h30 – EUA/Deptº do Comércio: balança comercial de outubro

10h30 – EUA/Deptº do Trabalho: pedidos de auxílio-desemprego da semana até 3/1

12h00 – EUA/Deptº do Comércio: Estoques no Atacado de outubro

22h30 – China/NBS: CPI e PPI de dezembro

Planalto realiza solenidade que marca três anos do ataques golpistas de 8 de janeiro

 

 

 

 

Boa quinta-feira para todos! Feliz 2026 !

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Paulo Cursino

 Não, eu não gostaria de ver a América de Trump tirando o presidente da Venezuela do poder. Eu gostaria de ver o Brasil fazendo isso. O país faz fronteira com a gente, já recebemos milhares de refugiados relatando os horrores da ditadura de Nicolas Maduro, com milhares de perseguidos políticos, com uma eleição fraudada diante dos olhos do mundo, o que mais precisaria acontecer na Venezuela para que tomássemos uma atitude e ajudássemos nossos irmãos latinos?

Bem, precisávamos de um presidente de verdade, de um democrata, de um estadista, de um homem. Tudo que Lula não é, nunca foi, e nunca será. Além de fingir não reconhecer a eleição fraudada – pois tudo que Lula fez depois demonstrou o contrário, que ele reconheceu o roubo, afinal é um especialista nisso – deu as costas para o assunto e fez ainda pior: recebeu o narcoditador com honras, em tapete vermelho, tecendo elogios, fazendo piadinhas, em nosso solo pátrio, manchando ainda mais a imagem do Brasil para o mundo. A atitude de Lula com Maduro nunca mudou mesmo com o ditador apertando ainda mais o pescoço dos venezuelanos. Lula sempre manteve o compadrio do banditismo, a da vagabundagem ideológica, a da subserviência com tudo que há de errado sempre.
No ano passado, Maria Corina Machado foi recebida com honras em Oslo para receber seu prêmio Nobel da Paz, pela luta contra a ditadura de Maduro. Em seu discurso, ela defendeu a liberdade não apenas para o seu país, mas para toda a América Latina. Alguém viu Lula parabenizando ou citando Maria Corina? Pelo contrário, Lula a IRONIZOU depois da campanha fraudada por Maduro. Com um parceiro desses, a Venezuela realmente estava lascada, não tinha mesmo com quem contar. E agora estão chiando com a ajuda de Trump? Com o perdão do termo: vão à merda.
Vamos deixar bem claro para quem ainda insiste em ver ideologia em tudo e da forma errada: Trump não é um autocrata, ele foi eleito recebendo o cargo de outro presidente. Maduro não é uma vítima, é um narcoditador sanguinário e fraudador de eleições. Lula não é um democrata e nem um bom político, não passa de um bandidinho esperto e mequetrefe capaz de vender a própria mãe para permanecer no poder e sempre se colocou do lado errado da história. Lamento se você um dia já votou no cara. Tenho orgulho máximo de NUNCA ter acreditado em Lula.
E se você ainda reluta para entender e aceitar tudo isso, é porque frequentou faculdades de humanas demais e acreditou demais na Rede Globo e na Folha de São Paulo. Abra a cabeça, o mundo está mudando, não fique para trás. Aceite e assuma as coisas como elas são. Quem vive de narrativa é autor de novela.

Trump implodiu plano de Lula

 Batista, Vorcaro e o petróleo: Trump implodiu o plano de Lula para 2026


Por Paula Sousa


Se você achava que o Brasil era o país da criatividade, precisa ver como o pessoal do "amor" se superou. Eles conseguiram transformar a ditadura vizinha em um cofre particular, mas esqueceram de combinar com o "xerife" lá no Norte.


Eu juro que tentei focar nos escândalos nacionais, mas os irmãos Batista e o senhor Daniel Vorcaro simplesmente não colaboram. Quando a gente acha que vai focar aqui, as notícias nos puxam para Caracas. E não sou eu quem está inventando: as colunas de Lauro Jardim de hoje escancaram o tamanho da "coincidência".


A dança dos bilhões: O ano mágico de 2024


Imagine que você é um empresário de sucesso. Onde investiria seu suado dinheirinho? Se você for do "círculo íntimo", corre para a Venezuela. Foi exatamente o que fizeram Joesley Batista e Daniel Vorcaro em 2024. A matéria do jornalista Lauro Jardim desta segunda-feira: "Joesley Batista e seus poços de petróleo na Venezuela: sob segredo" , revela que a J&F já é dona de poços por lá. E o Vorcaro? Outra nota de Jardim, "Vorcaro e o petróleo na Venezuela" , confirma que o ex-banqueiro tornou-se sócio de poços onde já foram investidos 150 milhões de dólares.


O mais engraçado é o mistério. O Itamaraty colocou sigilo de 5 anos nos telegramas diplomáticos sobre os negócios da J&F na Venezuela. Ué? Se é tudo legítimo, por que esconder? Lula não havia prometido em 2022 que acabaria com os sigilos?


Banco Master: O Novo Queridinho do Planalto


Precisamos falar sobre como o Banco Master, de Vorcaro, se tornou o fenômeno da natureza no governo Lula 3. De um banco discreto, ele saltou para o centro do tabuleiro. O Master se especializou em comprar precatórios — aquelas dívidas que o governo "coincidentemente" decidiu pagar com uma urgência nunca antes vista.


A tese de Lauro Jardim é que o Master não é apenas um banco; é a engrenagem que lubrifica o fluxo entre o orçamento público brasileiro e as "investidas" na Venezuela. O banco cresce, o governo paga precatórios, e o dinheiro flui para os poços venezuelanos. Uma simbiose perfeita.


A evolução da espécie (dos esquemas)


Lula é um visionário. No Lula 1, tivemos o Mensalão (amador). No Lula 2, o Petrolão (estatais). Agora, no Lula 3, atingiram o ápice: o Esquema Transnacional. Por que roubar aqui, onde a justiça bisbilhota, se você pode mandar o dinheiro para a Venezuela via "investimento em petróleo"?


O plano era genial: manda os dólares para o Maduro e o ditador camarada guarda tudo. Quando chegar 2026, esse dinheiro volta "limpinho" para financiar campanhas. A Venezuela não era um país; era o "Banco Central do Foro de São Paulo".


O petróleo que ninguém quer (e o Trump levou)


Mas tem um detalhe técnico: o petróleo da Venezuela é uma porcaria. É extra pesado, viscoso e cheio de metais. Custa entre 70 dólares por barril para extrair. Com o preço de mercado caindo, esse negócio não dá lucro comercial! Então, por que Joesley e Vorcaro colocariam milhões lá? Se não é pelo lucro, é pelo esquema. Ninguém investe 150 milhões de dólares em asfalto líquido se não houver um objetivo político por trás.


O pesadelo americano de Joesley Batista


Aqui o bicho pega para o Joesley. Ao investir em poços que podem ter sido confiscados de empresas americanas no passado, ele entrou em um campo minado. A justiça americana, sob Trump, vê isso como financiamento de ditadura. Se ficar provado que ele usou o sistema financeiro para sustentar o esquema Maduro-Lula, Joesley pode ver seus ativos congelados e encarar o FBI. Por isso a pressa dele em ir a Caracas tentar convencer Maduro a renunciar; foi tentativa de apagar o rastro antes que o xerife chegasse.


A "implosão" do plano de 2026


A prisão de Maduro explodiu o cofre. A análise da CNN também desta segunda-feira fala sobre a "Crise na Venezuela implode plano de Lula para largada de 2026" acerta em cheio: o problema não é só a imagem de "amigo de ditador", é que o fluxo financeiro secou. Sem o dinheiro guardado em Caracas, Lula perde o poder de "incentivo" junto ao Congresso.


A agenda de "entregas" para a eleição travou porque o dinheiro está bloqueado pelo fator Trump. Imagine o Maduro fazendo uma delação premiada em New York... se ele contar como o dinheiro do petróleo financiava o projeto de poder do PT, não haverá sigilo de 100 anos que salve o Planalto.


Enquanto a maioria dos brasileiros se preocupa com o fim do relacionamento de subcelebridades do Instagram, a elite do "capitalismo de compadrio" joga xadrez com o nosso futuro. Defendem a Amazônia aqui, mas investem em óleo sujo em ditadura vizinha. A soberania que defendem nunca foi do povo venezuelano; era a soberania do esquema. Agora, o vidro da redoma quebrou.


(Paula Sousa é historiadora, professora e articulista; 6/1/2026)

Wilson Gomes, FSP

 O ótimo professor Wilson Gomes alerta a esquerda do óbvio ululante, mas não adianta, só leem a mídia petista.

"Ao atacar o jornalismo para defender Moraes, a esquerda erra muito feio
Campanha contra Malu Gaspar é politicamente ineficaz; defesa cega do ministro gera assassinato de reputações.
6.jan.2026 às 18h29
Sim, eu sei que esta semana deixamos de ser especialistas em jornalismo investigativo, conspirações da mídia e condutas inapropriadas de membros da Suprema Corte porque nos tornamos experts em direito internacional, democracia e geopolítica.
Mas gostaria de retomar aspectos de um debate ainda incompleto —e decisivo para o futuro da democracia brasileira— que gira em torno das denúncias publicadas por grandes jornais sobre condutas impróprias ou insuficientemente explicadas envolvendo ministros do STF e, sobretudo, do modo como a esquerda reagiu a elas: assumindo a defesa de Alexandre de Moraes por meio de ataques ao jornalismo e à reputação de uma jornalista em particular, Malu Gaspar.
O primeiro ponto que chama a atenção é o empilhamento de fatos. Não se trata de um episódio isolado, de uma frase mal interpretada ou de um indício frágil. São contratos, contatos telefônicos, relações profissionais sensíveis e omissões explicativas que, mesmo considerados separadamente, já exigiriam esclarecimentos públicos. Tomados em conjunto, formam um quadro que, no mínimo, merece escrutínio rigoroso. Afinal, até o negacionismo mais arbitrário tem nos fatos um limite incontornável, e, quando eles são muitos e se acumulam, é difícil fingir que não existem.
O segundo ponto é a pobreza estratégica da defesa. Toda a reação se concentrou numa única tática: afirmar que Malu Gaspar mentiu, que é "lavajatista" e que opera com uma agenda política oculta, supostamente a serviço do golpismo. Trata-se de uma investida moralmente duvidosa e intelectualmente frágil. Não há demonstração de falsidade, não há contestação factual consistente, apenas rótulos e suspeitas projetadas. Fora do círculo militante, isso não se sustenta.
Malu Gaspar entra nesse episódio com um patrimônio reputacional elevado, construído ao longo do tempo, sem histórico de partidarização ou militância disfarçada. Se alguém se dispuser a fazer a pergunta elementar —quem teria mais a ganhar mentindo: a jornalista, os juízes ou os banqueiros envolvidos?—, a aposta racional reafirmaria a credibilidade da jornalista. Atacar essa credibilidade sem prova não a enfraquece, apenas expõe quem a ataca.
Há ainda um efeito perverso aparentemente não levado em conta. Ao mobilizar uma defesa agressivamente partidária de Moraes, a esquerda faz um desserviço ao próprio ministro. Um juiz constitucional depende não apenas da legalidade de seus atos, mas também da aparência de imparcialidade. A adoção repentina e feroz de Moraes pela esquerda só reforça a impressão —ainda que mal-intencionada— de que ele seria um juiz parcial e antidireita. Ser defendido dessa forma é péssimo para a sua reputação institucional.
O problema se agrava quando se adota o assassinato de reputação de jornalistas como tática política legítima. No caso de Malu Gaspar, isso se expressou por um repertório bem conhecido: acusá-la de mentir sem demonstrar em quê; rotular sua apuração como "lavajatista" para dispensar o exame dos fatos; atribuir-lhe uma agenda política oculta, supostamente a serviço do golpismo; tratar o uso de fontes protegidas como prova de má-fé; e reinterpretar reportagens independentes como parte de uma conspiração coordenada da mídia. Não se rebate a informação —tenta-se interditar quem a produziu.
Esse método não é apenas feio, é autodestrutivo. Primeiro, porque iguala moralmente esquerda e extrema direita: o bolsonarismo faz exatamente o mesmo. Segundo, porque jornalistas, como qualquer outro campo profissional, tendem a reagir solidariamente a ataques injustos. O resultado previsível não será o silenciamento, mas mais investigação.
Além disso, foi exatamente esse tipo de jornalismo investigativo —com fontes protegidas, apuração persistente e enfrentamento de poderosos— que expôs o orçamento secreto, a "rachadinha" do clã Bolsonaro, o gabinete do ódio, a interferência política na Polícia Federal, a Abin paralela e, antes disso, práticas graves no governo Temer. O mesmo método revelou fraudes empresariais monumentais e desmontou a Lava Jato a partir da Vaza Jato. Em todos esses casos, a imprensa também foi acusada de conspirar, de ter agenda, de querer "desestabilizar o país". Hoje, poucos duvidam de sua importância democrática.
No fim, a estratégia adotada consegue um feito notável: transformar um escândalo envolvendo banqueiro e relações impróprias de poder num problema da esquerda. É difícil imaginar algo mais estúpido e contraproducente —para a esquerda , para a credibilidade do STF e para a democracia."
Folha de SP, 06/01/26.

Philipp Heimberger

 Nosso artigo sobre os efeitos macroeconômicos do investimento público nos 27 Estados-membros da UE já foi publicado na "Applied Economics Letters" (em conjunto com Cara Dabrowski ). Apresentamos novas evidências de que choques de investimento público (a) têm efeitos favoráveis sobre a produção (multiplicadores de investimento >1) e o desemprego no curto e médio prazo; (b) não excluir o investimento privado; e (c) não colocar em risco a sustentabilidade da dívida pública.


Link para o artigo: https://lnkd.in/dtdracCS

Versão de acesso livre: https://lnkd.in/dT4uA3rQ



FÁBIO ALVES: O ‘PAYROLL’ E A PRECIFICAÇÃO DO FOMC DE JANEIRO

Será que o relatório de emprego de dezembro (“payrolls”), que será divulgado na próxima sexta-feira, poderá influenciar a decisão sobre a taxa de juros nos Estados Unidos na reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), marcada para os dias 27 e 28 deste mês? No encerramento da semana passada, a precificação da curva de juros estava indicando uma probabilidade de quase 83% de que o Federa Reserve (Fed) irá manter a taxa básica inalterada na reunião do Fomc deste mês. Ou seja, seria preciso uma surpresa muito grande nos dados para fazer o mercado alterar essa precificação e também para influenciar a opinião dos membros votantes do Fomc. “Ninguém deveria ter muita confiança nas suas estimativas [para o ‘payroll’ de dezembro] dada a baixa qualidade dos dados”, diz o chefe de economia para mercados de capitais do Scotiabank, Derek Holt. Ele prevê a criação de apenas 25 mil vagas de trabalho nos EUA em dezembro, com uma taxa de desemprego cedendo para 4,5%. O consenso das estimativas do mercado é para a geração de 53 mil vagas de trabalho, com uma taxa de desemprego de 4,5%. É bom lembrar que a grande surpresa do “payroll” de novembro foi a subida da taxa de desemprego de 4,4% para 4,6%. Isso ocorreu muito em razão das distorções provocadas pelo “shutdown”, ou paralisação da máquina federal americana, quando o governo afastou temporariamente um grande número de servidores. Em novembro, foram criadas 64 mil vagas de trabalho nos EUA, com o ganho salarial médio por hora avançando apenas 0,1% na margem. O economista para EUA do banco JPMorgan, Michael Feroli, observa que se o mercado de trabalho voltar a apertar, com a melhora dos dados, o Fed poderá deixar a taxa de juros inalterada por um período prolongado. “A ata da reunião do Fomc de dezembro já mostrou um Comitê inlciando nessa direção”, observou Feroli, em nota a clientes. “Naquela reunião, os membros do Fomc ainda não tinham visto a alta recente na taxa de desemprego, mas eles provavelmente estavam esperando isso baseado nas suas discussões sobre os dados do mercado de trabalho no setor privado”. A projeção de Feroli é de uma criação de 75 mil vagas de trabalho em dezembro, com a taxa de desemprego mantendo-se em 4,6%. “Será preciso uma taxa de desemprego sólida de 4,6% para convencer o Fomc a cortar de novo os juros”, acrescentou Feroli. A aposta dele é ainda de um corte de juros na reunião do Fomc de janeiro. Mas ele admite que essa aposta é bastante incerta, ou “a close call”, como ele escreveu no seu relatório. “Mas se o Fed pausar em janeiro e o mercado de trabalho começar a apertar de novo no início deste ano, então há um risco material de que o Fed não irá mais cortar os juros em 2026”, disse Feroli. Na ponta mais otimista em relação aos resultados do “payroll” de dezembro está o economista-chefe para EUA da Jefferies, Thomas Simons. Ele prevê a criação de 155 mil vagas de trabalho em dezembro, com a taxa de desemprego recuando para 4,3%. Por ora, seria muito difícil imaginar uma mudança nos “calls” oficiais de economistas de bancos e também na precificação do mercado em razão da divulgação do “payroll” de dezembro. Mesmo uma surpresa nos dados será recebida com certo ceticismo, diante do que aconteceu com a coleta das informações por causa do “shutdown”. Restará para medir a temperatura qualquer avaliação, ou declaração, dos dirigentes do Fed sobre o “payroll” de dezembro. A ver. (fabio.alves@estadao.com) Fábio Alves é jornalista da Broadcast

Simon Schwartzman